Creio que, a esta altura, todos nós já conhecemos o tema desta conferência:
Teu é o reino, e a glória para sempre.
Agora, vocês devem ter notado que, no folheto que receberam, colocamos essa expressão como tema da conferência, mas não indicamos ali a referência do versículo bíblico.
Isso acontece porque há diferenças entre as versões. Por exemplo, na American Standard Version de 1901, que é uma das traduções mais precisas, vocês não encontram essa expressão no texto principal, mas encontram esta nota de rodapé: “Muitas fontes textuais, algumas antigas, mas com variações, acrescentam:
Porque Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.”
O deão Alford, em seu Novo Testamento Grego, fez esta declaração: “A doxologia deve ser omitida segundo todos os critérios de uma crítica criteriosa”.
E J. A. Bengel diz: “Ninguém nega que o espírito de toda essa cláusula seja inteiramente santo e incomparável, em conformidade com as doxologias que ocorrem frequentemente nas Escrituras. Mas a questão é se o Senhor a prescreveu neste lugar, com estas palavras”.
Agora, T. Austin-Sparks disse: “Não vou discutir com as autoridades, mas creio que temos razões muito boas para conservar a segunda metade desse versículo. Toda a Bíblia, especialmente o Novo Testamento, está edificada sobre essas três palavras. ‘Teu é o reino’ está sobre toda a Bíblia; ‘e o poder’ está sobre toda a Bíblia; e ‘a glória’ — toda a Bíblia se reúne nisso. O Novo Testamento é especialmente fiel a essas três palavras. Portanto, essa metade do versículo, embora questionada, é justificada por toda a Bíblia”.
Agora, por causa de algumas pessoas que ainda têm dúvidas, permitam-me colocar a questão desta maneira: estamos usando a expressão “Teu é o reino, e o poder, e a glória” não no sentido de insistirmos que ela deva estar naquele sexto versículo, mas, antes, de acordo com o espírito de toda a Bíblia.
Porque, ao lerem toda a Bíblia, vocês encontrarão ali este espírito: “Teu é o reino, e o poder”. Portanto, espero sinceramente que ninguém pense que estamos citando indevidamente algo cuja autenticidade é questionada. Queremos deixar essa questão esclarecida antes de prosseguir.
Vamos fazer uma oração?
Querido Pai celestial, entramos na Tua própria presença, não porque sejamos capazes, mas porque chegamos por meio do Teu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo. Como Te louvamos e agradecemos pelo sangue derramado! Nós Te agradecemos pelo novo e vivo caminho que nos abriste.
Nós Te agradecemos porque Tu és nosso Sumo Sacerdote, que intercede por nós. É com base nisso que nos aproximamos da Tua presença com santa ousadia e confiança. Nós Te louvamos e agradecemos porque podemos estar juntos aqui, reunidos em nome do nosso Senhor Jesus.
Nós Te louvamos e agradecemos porque podemos compartilhar juntos a Tua preciosa Palavra. Esperamos que o Teu Espírito Santo vivifique nosso coração para a Tua Palavra e vivifique a Tua Palavra em nosso coração. Senhor, que a Tua Palavra e nós realmente nos encontremos.
Desejamos ver a Tua glória, porque Tua é a glória. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
Não vamos ler Mateus 6:13. Já lemos esse versículo. E não vamos ler 1 Crônicas 29. Já lemos esse capítulo. Portanto, gostaríamos de ler Atos 7:2.
E ele disse: Irmãos e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando ele na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã.
Efésios 1:17:
Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê espírito de sabedoria e de revelação no conhecimento Dele.
O encargo que trago é: “Tua é a glória”. E, se Deus permitir, gostaríamos de abordar esse assunto da seguinte maneira.
Na primeira sessão, falaremos sobre o Deus da glória. Na segunda sessão, se Deus permitir, falaremos sobre “Contemplamos a Sua glória”, que é a glória de Cristo, o Filho encarnado. Na terceira sessão, compartilharemos sobre sermos transformados de glória em glória. Isso diz respeito à nossa glória.
E a última sessão será sobre a igreja gloriosa, que é o propósito final de Deus, estabelecido em Seu Filho amado. Portanto, nesta noite, compartilharemos juntos sobre o Senhor, o Deus da glória.
Agora, irmãos e irmãs, quanto a essa palavra, glória, há oito palavras diferentes em hebraico que são traduzidas para o inglês como “glória”. Não vamos examinar todas essas palavras, mas gostaria apenas de mencionar essas coisas para mostrar a vocês que a própria palavra glória é abrangente. Ela inclui muitas, muitas nuances de significado.
Por exemplo, uma palavra hebraica traduzida para o inglês como glória significa, na verdade, honra ou peso. Encontramos isso em 2 Coríntios 4:17. Paulo menciona:
O eterno peso de glória.
Portanto, glória tem o sentido de peso — algo que tem peso.
Além disso, essa palavra, glória, em hebraico, também tem o sentido de majestade. Em Isaías 2:10, na tradução de Darby, vocês encontrarão:
A glória da Sua majestade.
A mesma palavra é traduzida como “majestade” no Salmo 89.
Ela também significa algo proeminente ou evidente, como em Isaías 13:14. Significa ainda algo grandioso, como em Salmos 45:3. Também significa ornamento, como em 1 Crônicas 29:11. E significa algo esplêndido e pleno, como em Zacarias 11:3.
Assim, vocês percebem que as palavras hebraicas para glória incluem todas essas nuances de significado.
Agora, quando examinamos o grego do Novo Testamento, a palavra é doxa. Seu significado primário é opinião ou avaliação; portanto, a honra que resulta de uma boa opinião. Esse é o sentido da palavra glória em grego.
Contudo, o irmão Sparks, a quem citarei com bastante frequência nesta noite, perguntou em um de seus escritos: “O que é glória?” Ele disse que a raiz grega, a raiz dessa palavra, tem, na verdade, o sentido de comprovação. E isso está em 1 Pedro 1:7.
Para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, seja achada em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.
Provação, comprovação, glória. A glória de Deus é, na verdade, Seu próprio caráter — Seu caráter testado, provado, aprovado e comprovado como absolutamente verdadeiro.
Agora estamos tratando desse assunto: a glória de Deus, o Deus da glória. Irmãos e irmãs, preciso fazer uma confissão. Quanto mais penso nesse assunto da glória de Deus, mais me sinto completamente incapaz.
Deus é o Deus infinito. Ele é o maior mistério do universo. Quando vocês tocam nesse assunto da glória, estão realmente tocando no próprio Deus e em Quem Ele é. Quem é digno de tocar nisso? Quem é capaz de sondar esse mistério?
Percebemos que isso está muito além dos seres humanos. Está muito além do que podemos compreender. Portanto, diante desse assunto da glória — a glória de Deus, o Deus da glória —, sinto-me totalmente inadequado.
Até o irmão Sparks disse: “O que é glória? Não é possível defini-la. Pareceremos tolos sempre que tentarmos definir a glória de Deus”.
Responder à pergunta “O que é glória?” do ponto de vista das Escrituras significa chegar à compreensão de vários outros assuntos. Ele apresentou uma lista inteira deles.
Para começar, compreender a glória significa compreender Deus, pois Ele é o Deus da glória. Isso também explicará Sua intenção ao criar, porque Ele criou tendo a glória em vista.
Para compreender a glória, precisamos conhecer o significado da queda — não apenas a queda do homem, mas também a queda do arcanjo. Por quê? Porque a queda é resultado da rebelião contra a glória de Deus.
Para compreender a glória, precisamos conhecer o significado da vida eterna, porque a vida eterna é a potencialidade da glória. Para compreender a glória, precisamos conhecer o significado da redenção, porque a redenção gira em torno da glória.
Para conhecer o significado da glória, precisamos conhecer todo o significado de Cristo. Ele é a glória de Deus, e toda a glória de Deus está centrada e estabelecida Nele.
Para compreender a glória, precisamos conhecer nosso chamado, pois somos chamados à Sua glória eterna. Para compreender a glória, precisamos compreender nossa vocação e nosso serviço, porque todo serviço a Deus e para Deus pode ter seu valor espiritual avaliado por esta palavra: glória.
Agora, irmãos e irmãs, se é isso que glória significa, ela realmente inclui tudo. Então, como vamos definir glória? É impossível.
Sabemos apenas que Deus é o Deus da glória. Isso significa que Ele é o originador, a fonte, o manancial, a força da glória. A glória pertence a Ele, e somente a Ele. Ele é glória. Ele é inteiramente glorioso, cheio de glória. Isso é tudo o que sabemos.
E, se há alguma glória em qualquer coisa criada ou em qualquer homem, ela vem de Deus. Se não vem de Deus, não é gloriosa.
Vemos que as pessoas neste mundo buscam glória. Buscam glória nas riquezas, na posição, no poder e em todas essas coisas. Mas sabemos que tudo isso é vanglória, porque qualquer glória que supomos ter e que não venha de Deus é vanglória. É uma ilusão. Ela passa; essas coisas passam.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, sabemos que a glória pertence a Deus, e somente a Deus.
Quando tratamos desse assunto da glória de Deus, percebemos que parece haver uma contradição nas Escrituras. Por um lado, encontramos Deus dizendo que não compartilhará Sua glória com ninguém.
Por exemplo, Isaías 42:8:
Eu sou o Senhor; este é o Meu nome;
E a Minha glória não darei a outro,
Nem o Meu louvor às imagens de escultura.
E Isaías 48:11:
Por amor de Mim, por amor de Mim, o farei;
Porque como seria profanado o Meu nome?
E a Minha glória não darei a outro.
Portanto, irmãos e irmãs, por um lado, Deus diz que não dará Sua glória a outro. A glória é algo exclusivamente Seu. Ele não a compartilhará com ninguém. Ela é Dele, e somente Dele.
No entanto, encontramos na Palavra de Deus outro conjunto de passagens que nos mostra que é o desejo, o anseio, o coração de Deus dar-nos glória. Ele quer dar glória. Por quê? Porque Ele é o Pai da glória.
Sendo Ele Pai, vemos que dar está no coração de um pai. Por exemplo, Romanos 8:29-30 — conhecemos bem esses versículos.
Porque aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos;
E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.
E, em Hebreus 2:10, Ele está conduzindo muitos filhos à glória. Somos chamados à glória. Portanto, há muitas passagens que nos dizem que Ele deseja ardentemente compartilhar a glória conosco.
Agora, parece haver uma contradição aí. Como vamos resolver essa contradição?
Sabemos que, por um lado, Deus jamais compartilhará Sua glória com ninguém. Se alguém tentar roubar a glória de Deus, apropriar-se dela, imediatamente veremos a mão de Deus estendida. Ele não permitirá que Sua glória seja tocada.
Esse aspecto da glória de Deus se refere à Sua glória como Deus — em outras palavras, à Sua deidade. No que diz respeito a Deus como Deus, Ele é único. Ele é o único Deus verdadeiro em todo o universo. Não há outro.
Se alguém ousa declarar que é Deus, viola a própria glória de Deus, e Deus não permitirá que isso continue. Essa é a razão pela qual o arcanjo foi expulso do terceiro céu. Essa é a razão pela qual nossos antepassados, Adão e Eva, foram expulsos do jardim do Éden.
Deus como Deus, irmãos e irmãs, é único. Sua glória como Deus, Ele jamais compartilha com ninguém.
Mas, por outro lado, vemos que Ele deseja ardentemente compartilhar com o homem Sua glória no âmbito de Sua vida divina, de Sua natureza divina. Tudo o que acompanha essa vida divina — toda a honra e todo o domínio que a acompanham —, Ele deseja ardentemente que disso participemos.
Graças a Deus, é Seu desejo glorificar-nos. É Seu desejo conduzir-nos à glória. É Seu desejo que sejamos participantes de Sua glória — isto é, de Sua vida eterna, de Sua natureza divina e de tudo o que acompanha essa natureza divina: Seu caráter e toda a honra e todo o domínio que acompanham esse caráter divino.
Ele deseja ardentemente compartilhar essas coisas conosco. Mas lembrem-se de uma coisa: isso jamais deifica o homem. O homem será sempre homem.
Por mais que ele receba de Deus a glória da vida divina, por mais que seja conformado à imagem do Filho amado de Deus, lembrem-se: ele continua sendo homem. Amém. Ele não é Deus.
Deus é único. Ele está só nessa condição. Portanto, ao buscarmos conhecer a glória de Deus e entrar nessa glória, lembrem-se: isso se dá apenas no âmbito de Sua vida divina. Não no âmbito da deidade.
E creio que isso deve servir de salvaguarda para nós, porque há um entendimento equivocado: pensar que, quando Deus compartilha Sua glória conosco, somos tão glorificados que nos tornamos deuses. Não. Jamais nos tornamos deuses.
Ninguém pode ver Deus e viver. Vocês se lembram da palavra de Deus a Moisés:
Não poderás ver a Minha face; porquanto homem nenhum verá a Minha face e viverá.
Deus é tão glorioso. Ele habita em luz inacessível, a Quem nenhum homem viu, nem pode ver. Ele é Deus.
Mas há um aspecto da glória de Deus que podemos não apenas ver, mas do qual podemos realmente participar. É sobre isso que gostaríamos de compartilhar juntos.
Agora, o que conhecemos da glória de Deus não é a glória essencial de Deus. Alguns teólogos usam essa palavra: essencial. Outros usam a expressão “a glória desvelada de Deus”.
A glória desvelada de Deus é tão resplandecente que nenhum homem pode vê-la. Porque ver a glória desvelada de Deus significa destruição. Nenhum homem pode ver Deus e viver.
Portanto, quando falamos da glória de Deus — daquilo que conhecemos, de algo da glória de Deus —, estamos, na verdade, falando de Sua glória conforme chegamos a compreendê-la por associação, por manifestação e por contraste.
Essas são as três maneiras pelas quais chegamos a conhecer algo da glória de Deus.
Conhecemos algo da glória de Deus por associação. Ele associa Sua glória ao Seu nome.
Agora, vocês se lembram da história de Moisés em Êxodo 33. Quando Moisés estava no deserto, Deus lhe apareceu em uma sarça ardente. Ele viu uma sarça, um arbusto espinhoso, que estava em chamas, mas não se consumia.
Isso era um milagre, porque o deserto é tão seco que esses arbustos às vezes pegam fogo e se consomem muito rapidamente. Mas Moisés percebeu uma sarça ardente — ardendo, mas sem se consumir. Então procurou aproximar-se para observá-la.
Quando se aproximou, uma voz saiu daquela sarça ardente, dizendo:
Este é um lugar santo. Tira os teus sapatos.
Em outras palavras, Deus lhe apareceu naquela sarça ardente.
E Moisés conheceu Deus. Deus lhe disse Seu nome:
EU SOU O QUE SOU.
“Esse é o Meu nome.”
E vocês se lembram de que, quando Moisés conduziu o povo de Israel para fora do Egito, no monte Sinai, Deus desceu novamente. Todo o monte estava coberto de nuvens e ardendo em fogo. Até Moisés tremia. Deus apareceu aos filhos de Israel.
Vemos que Deus chamou Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e os setenta anciãos de Israel para subir ao monte, e eles comeram diante de Deus. Viram Deus, comeram ali e não foram mortos.
Não que tivessem realmente visto Deus em Seu ser essencial; o que viram foi uma semelhança de Deus, uma espécie de manifestação. Moisés teve todas essas experiências. Ele havia visto algo da glória de Deus. Havia visto Deus como fogo, um fogo consumidor — santo.
Mas vocês se lembram de que, depois que Israel pecou contra Deus e os Dez Mandamentos foram quebrados antes de chegarem às mãos do povo, Moisés intercedeu pelos filhos de Israel, e Deus ouviu sua oração.
Em Êxodo 33, Moisés disse: “Senhor, se achei favor aos Teus olhos, mostra-me a Tua glória”. Moisés não era alguém que nunca tivesse visto a glória de Deus. Talvez tivesse visto a glória de Deus mais do que qualquer outra pessoa.
E, ainda assim, vemos aqui que Moisés tinha um desejo, um anseio: “Senhor, tenho visto muito de Ti, mas isso não é suficiente. Quero ver a Tua glória. Quero ver mais do Teu ser essencial”.
E Deus disse: “Ninguém pode ver a Minha face. Ninguém pode ver-Me como sou. Mas proclamarei o Meu nome diante de ti. Eu te colocarei na fenda de uma rocha e, quando passar, te cobrirei com a Minha mão. Ao passar, proclamarei o Meu nome. Verás as Minhas costas, mas não a Minha face”.
E, em Êxodo 34, vemos que Deus fez isso. Quando passou, colocou Moisés na fenda da rocha e o cobriu com Sua mão. Por quê? Porque ninguém pode ver Deus em Seu ser essencial. Ele é Deus.
Mas Deus concedeu a Moisés a graça de ver Suas costas. E o que é isso? Seu nome.
Oh, irmãos e irmãs, quando vocês estão face a face com uma pessoa, já não precisam usar o nome dela, porque estão ali, diante dela. Mas, quando estão longe, podem deixar seu nome ali. Seu nome representa, na verdade, quem vocês são e o que são. Portanto, seu nome é, de certa maneira, como suas costas.
Ao ver as costas, por meio do nome, chegamos a conhecer algo daquela pessoa. É claro que hoje as pessoas escolhem nomes sem que tenham um significado para elas. Mas, antigamente, quando os nomes eram dados, eram dados com significado.
Especialmente nas Escrituras, vemos que os nomes são dados com significado. Os nomes mostram o que as pessoas são e qual será seu destino. De qualquer modo, vemos que Deus disse: “Queres ver a Minha glória? Muito bem. Mostrarei a Minha glória por meio do Meu nome. Se conheces o Meu nome, conheces algo de Mim”.
Agora, qual é o nome que o Senhor proclamou a Moisés? Êxodo 34:5-7:
E o Senhor desceu na nuvem, e ali esteve com ele, e proclamou o nome do Senhor.
E o Senhor passou diante dele e proclamou: O Senhor, o Senhor, Deus misericordioso e gracioso, tardio em irar-Se e abundante em benignidade e verdade;
Que guarda a benignidade para milhares, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado; e que de modo nenhum inocenta o culpado, visitando a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e à quarta geração.
E Moisés apressou-se, inclinou a cabeça à terra e adorou.
Queridos irmãos e irmãs, a glória de Deus que nos é revelada está em Seu nome. Qual é Seu nome? O Senhor — Aquele que existe por Si mesmo, “EU SOU”.
Ele é Aquele que revela a Si mesmo. A menos que Ele Se revele, ninguém O conhece. Ele é Aquele que ama a aliança, que gosta de comprometer-Se por meio de documentos legais para fortalecer nossa fé fraca — Aquele que é fiel à Sua aliança.
O Senhor — e Seu nome é Sua glória. Vocês veem “o Senhor” repetido duas vezes: “O Senhor, o Senhor” — Deus, para dar ênfase.
Irmãos e irmãs, conhecemos Deus como o Senhor? Sabemos que Ele é o grande EU SOU, “EU SOU O QUE SOU”? Sabemos que Ele é Aquele que revela a Si mesmo? Sabemos que Ele fez uma aliança conosco e que é fiel à Sua aliança?
Ele é o Senhor Deus — grande, poderoso, cheio de sabedoria. Ele é misericordioso.
A palavra misericordioso, em algumas versões, é traduzida como “benignidade” — ternas misericórdias, terna afeição. Algumas pessoas dizem que a misericórdia é a atitude de Deus para com os que estão em aflição, e a graça é a atitude de Deus para com os transgressores da lei e os rebeldes.
Deus é um Deus misericordioso. Irmãos e irmãs, se não fosse pela misericórdia de Deus, todos nós seríamos consumidos. Somos o que somos hoje pela graça de Deus.
Portanto, aqui encontramos “misericordioso e gracioso”. Essa palavra, gracioso, significa que há algo belo, algo atraente, algo que nos dá prazer em conhecê-Lo. Ele é Aquele que dá de maneira tão graciosa, universal e gratuita. Ele é gracioso. Oh, Deus é um Deus gracioso, e essa é Sua glória.
“Tardio em irar-Se.” Poderíamos pensar que Deus deveria ser a Pessoa mais irada do universo. Ele tem todos os motivos para estar irado. No entanto, as Escrituras dizem que Ele declara ser tardio em irar-Se — oh, a longanimidade de Deus!
Às vezes, entendemos mal Sua longanimidade. Eclesiastes 8:11 diz:
Porque a sentença contra uma obra má não se executa logo, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a fazer o mal.
Pensamos que podemos continuar fazendo o mal porque nada acontecerá. Mas, na verdade, a sentença já foi pronunciada, embora sua execução esteja sendo adiada e contida. Por quê? Porque Deus não quer que ninguém pereça. Ele quer que todos sejam salvos.
Essa é a longanimidade de Deus — tardio em irar-Se. Essa é a glória de Deus. Agora, irmãos e irmãs, vocês apreciam essa glória? Eu aprecio.
“Abundante em bondade e verdade.” Há duas palavras hebraicas que são traduzidas aqui como “bondade”. Não vamos examinar essas palavras, mas o Dr. Lightfoot explicou isso em termos muito simples.
Ele disse que essas duas palavras para bondade representam, primeiro, uma disposição bondosa para com os outros e, segundo, uma ação bondosa em favor deles. Não há apenas uma disposição bondosa, mas também uma ação bondosa para com os necessitados.
Esse é o nosso Deus. As Escrituras dizem:
Ninguém é bom, senão Um, que é Deus.
Vocês se lembram da história daquele jovem rico, um dos principais. Ele se dirigiu ao Senhor como “Bom Mestre” e perguntou:
Que farei para herdar a vida eterna?
E o Senhor disse:
Ninguém é bom, senão Um, que é Deus.
Ele é Aquele que é bom.
E não apenas bondade, mas verdade — verdadeiro no sentido de verdade eterna, realidade eterna; verdade no sentido de ser fiel à verdade. Ele é sempre fiel à Sua própria Palavra. Essa é a glória de Deus.
E aqui diz:
Que guarda a misericórdia para milhares.
Sua misericórdia é ampla e universal. Ela alcança até nós.
E que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado.
Iniquidade é injustiça. Transgressão é ultrapassar o limite. Pecado é errar o alvo.
Agora, irmãos e irmãs, vemos como caímos em iniquidade e injustiça, como erramos o alvo que Deus colocou diante de nós e como ultrapassamos o limite que Deus nos estabeleceu. E, ainda assim, Deus perdoa. Ele é um Deus que perdoa.
Ele não apenas perdoa, mas, como nosso irmão mencionou à tarde, Ele perdoa e esquece. Essa é a glória de Deus.
Vocês sabem, o homem tem dificuldade para perdoar. E, mesmo quando perdoa, não consegue esquecer. Mas Deus perdoa e esquece.
Mas isso não significa que, por causa disso, Ele deixará de visitar a iniquidade. Ele disse:
Visitando a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e à quarta geração.
Em outras palavras, Deus é um Deus justo.
Ele é tardio em irar-Se. Ele suporta. Mas chegará um dia, se não houver arrependimento, em que terá de visitar a iniquidade.
Agora, irmãos e irmãs, esse é Seu nome. Essa é Sua glória. E Moisés imediatamente se prostrou com o rosto em terra e adorou. Irmãos e irmãs, como precisamos fazer o mesmo!
Também encontramos nas Escrituras, por associação, que Sua glória está associada à graça. Por exemplo, Efésios 1:6:
Para louvor da glória da Sua graça, que livremente nos concedeu no Amado.
A glória da Sua graça. E o evangelho é, na verdade, o evangelho da glória do Deus bendito — 1 Timóteo 1:11. O evangelho da glória do Deus bendito.
Conhecemos a glória de Deus por meio da graça. Irmãos e irmãs, a medida do conhecimento que vocês têm da graça de Deus será a medida do conhecimento que têm da glória de Deus.
E, naturalmente, por associação, o conhecimento mais pleno da glória de Deus a que o homem jamais chegou é por meio do Filho encarnado. Mas deixaremos isso para amanhã.
Portanto, vemos que o pouco da glória de Deus que chegamos a conhecer hoje é por associação com Seu nome, com Sua graça e, particularmente, com Seu Filho encarnado.
Agora, em segundo lugar, chegamos a conhecer um pouco da glória de Deus por Sua manifestação. Ao lerem o Antigo Testamento, vocês encontram, por exemplo, no livro de Gênesis, o Deus da glória aparecendo a Abraão.
Não sabemos em que forma Ele apareceu. Deus veio a Abraão não em Sua glória essencial, porque ninguém pode ver a glória de Deus e viver. Ela é gloriosa demais.
Portanto, Ele veio a Abraão, talvez sob alguma forma. Não sabemos qual era essa forma. No livro de Gênesis, vemos que Deus apareceu várias vezes, às vezes na forma de um anjo — o Anjo do Senhor — e, às vezes, na forma de um homem.
Na verdade, o homem foi criado à Sua imagem e conforme a Sua semelhança. Assim, vemos que, às vezes, Deus aparece a Abraão na forma de um homem. Vocês se lembram da chegada de três anjos, e Aquele que estava entre eles era, na verdade, o Anjo do Senhor, o próprio Senhor, na forma de um homem.
Deus apareceu aos patriarcas por meio de manifestações e lhes manifestou glória. Quando lhes apareceu, deu-lhes promessas. Deu promessas a Abraão. Deu promessas a Jacó.
Depois chegamos ao livro de Êxodo. Já mencionamos como Ele apareceu a Moisés em uma sarça ardente. Apareceu aos filhos de Israel na coluna de nuvem e de fogo. E, no monte Sinai, apareceu como o fogo consumidor.
Quando o tabernáculo foi concluído, construído segundo o modelo mostrado no monte, vemos que a glória de Deus veio sobre o tabernáculo como uma nuvem e tomou posse dele, mostrando que Deus estava contente e satisfeito com aquela obra.
Também vemos isso no templo que Salomão construiu. Durante a dedicação, uma nuvem encheu o templo, e até aqueles que ministravam tiveram de se retirar, porque a glória encheu a casa de Deus. Oh, como desejo que isso venha a nós!
A glória de Deus apareceu a Ezequiel. Ele viu:
A aparência da semelhança da glória do Senhor.
Assim, vemos que Deus Se manifesta nessa glória.
Mas essas manifestações nos dão apenas uma impressão ou uma atmosfera. Como diz o irmão George Patterson: “A glória de Deus não pode ser descrita”. Portanto, mesmo quando ela é descrita por meio de alguma manifestação, percebemos que ainda é algo vago, ainda velado, porque é indescritível.
Tudo o que essas manifestações fazem é nos dar uma impressão e uma atmosfera. E a impressão que recebemos por meio delas é que Deus é um Deus santo, como um fogo consumidor. Ele é luz, resplandecente, cheio de brilho e, ainda assim, coberto de nuvens. Por quê? Porque não podemos vê-Lo.
Sabemos que Ele é um Deus que dá promessas. Ele é o Deus que guia nosso caminho. É o Deus que supre e protege. Ele é poderoso, forte, majestoso. Em outras palavras, Sua manifestação nos dá uma impressão de Quem Ele é, e essa é Sua glória.
E, em terceiro lugar, naturalmente, por contraste. Não vamos nos deter nisso. Às vezes, vocês não veem o positivo, mas, se compreenderem o negativo, verão o positivo.
Nosso irmão leu Romanos 3:23:
Todos pecaram e carecem da glória de Deus.
Agora, irmãos e irmãs, o que é pecado? Pecado é ficar aquém da glória de Deus. Tudo o que fica aquém da glória de Deus é pecado.
E vocês também se lembram de que, quando a presença de Deus se retira, ou onde a presença de Deus está ausente, isso nos mostra o que é glória.
Vocês sabem, em 1 Samuel, quando a arca foi tomada pelos filisteus e a notícia chegou, Eli, ao ouvi-la, caiu, quebrou o pescoço e morreu. E sua nora estava para dar à luz. Quando ouviu aquela notícia, entrou em trabalho de parto, e nasceu um filho.
Mas ela disse:
Chamai o seu nome Icabô. A glória se foi.
A arca havia sido tomada. A glória havia partido.
Depois, ao lerem o livro de Ezequiel, do capítulo 8 ao capítulo 11, vocês veem como a glória de Deus se retirou de Jerusalém. Como Ele demorou — Ele demorou. Não queria partir. Queria estar ali com Seu povo, mas não podia. Então, finalmente, partiu.
Mas, graças a Deus, ao chegarmos à última parte de Ezequiel, no capítulo 43, vemos que, naquele novo templo, a glória de Deus voltou e habitou naquela casa.
Portanto, na glória de Deus encontramos a presença de Deus. Quando Deus está presente, há glória. Quando Deus Se retira, a glória se retira. Isso é um pouco do que sabemos sobre o que é glória.
Irmãos e irmãs, em nossa vida pessoal, quando a presença de Deus está com vocês, há glória ali. Vocês sabem disso. Mas, quando lhes falta Sua presença, a glória se foi.
Vocês sabem, é muito interessante. Ao lerem as Escrituras, perceberão que a glória é usada para descrever cada Pessoa da Divindade.
Deus é o Deus da glória — Atos 7:2. Ele também é o Pai da glória. E vemos que nosso Senhor Jesus é o Senhor da glória — 1 Coríntios 2:8 —, porque Ele governa todas as coisas tendo a glória em vista.
E o Espírito Santo é chamado de Espírito da glória — 1 Pedro 4:14. Ele é o guardião e executor do propósito divino. Assim, vemos que Deus é o Deus da glória.
Glória — podemos colocar assim: glória é o que Deus é e o que é revelado Dele. Glória é a presença de Deus. Glória é quando Deus está satisfeito. Glória é a soma total do caráter de Deus.
Em outras palavras, nas Escrituras, às vezes encontramos a palavra glória sendo usada como uma palavra substituta para Deus.
Em Salmos 106:20:
Assim, trocaram a sua glória
Pela semelhança de um boi que come erva.
Agora, a glória ali se refere ao próprio Deus. Portanto, vemos que, às vezes, a palavra glória é usada em lugar de Deus.
E, em Romanos 1:23, vemos como se tornaram insensatos e trocaram:
A glória do Deus incorruptível pela semelhança da imagem de homem corruptível, de aves, de quadrúpedes e de répteis.
E, em 2 Pedro 1:17, Pedro menciona como Cristo:
Recebeu de Deus Pai honra e glória, quando pela Glória Majestosa Lhe foi dirigida esta voz: Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo.
Portanto, em outras palavras, vemos que glória é usada em lugar do próprio Deus. Agora, irmãos e irmãs, depois de falarmos por bastante tempo, ainda não definimos glória, porque isso está além de nós. Mas, graças a Deus, conhecemos algo de Sua glória.
Finalmente, conhecendo a glória de Deus e conhecendo o Deus da glória, qual deve ser nossa resposta?
Para mim, é muito simples. Conhecemos o Deus da glória. Nossa resposta é glorificá-Lo, porque sabemos que a glória pertence a Ele.
Agora, como vamos glorificá-Lo? Primeiro, nós O glorificamos adorando-O.
Vemos, tanto no Antigo como no Novo Testamento, que, sempre que as pessoas veem a glória de Deus, elas adoram.
Jó 42. Vocês se lembram de Jó, aquele homem íntegro. Ao chegar ao fim, tudo o que ele havia visto da glória de Deus fora por manifestação. Deus Se manifestou a ele por meio de Sua maravilhosa obra de criação.
Deus o confrontou com Sua maravilhosa criação e, por meio disso, Jó chegou a conhecer algo da glória de Deus. Ali ele disse, em Jó 42:3-6:
Quem é este que encobre o conselho sem conhecimento?
Por isso falei do que não entendia,
Coisas maravilhosas demais para mim, que eu não conhecia.
Ouve, peço-Te, e eu falarei;
Eu Te perguntarei, e Tu me ensinarás.
Eu Te conhecia só de ouvir;
Mas agora os meus olhos Te veem;
Por isso me abomino,
E me arrependo no pó e na cinza.
Agora, irmãos e irmãs, se virmos algo da glória de Deus, qual será nossa reação? Abominaremos a nós mesmos. Por quê? Porque esse nosso eu, do qual tanto nos orgulhamos, à luz da glória de Deus é corrupto.
No momento em que vocês virem a glória de Deus, se de fato a virem, irmãos e irmãs, abominarão a si mesmos. Verão como são terríveis, como são corrompidos. Não desejarão olhar para si mesmos. E estarão no pó e na cinza.
Em outras palavras, vocês assumem seu devido lugar diante de Deus. Isso é adoração.
Adorar é dar a Deus o lugar que Lhe pertence e assumir nosso devido lugar diante Dele. Isso é adoração. Não adoramos até vermos Sua glória.
Vemos a mesma coisa com Moisés. Quando Moisés ouviu o nome do Senhor sendo proclamado a ele, o que fez? Prostrou-se com o rosto em terra e adorou. Ficou tão grato por ter um Deus assim! Ele adorou.
Um dia, Daniel teve uma visão da glória de Deus. Caiu como morto. Daniel era amado pelo Senhor, e caiu como morto. Ele disse: “Quando Te vi, minha beleza se transformou em corrupção dentro de mim”. Isso é adoração.
Agora, o apóstolo João, em Apocalipse 1, quando viu a glória do Senhor ressuscitado — Aquele sobre cujo peito havia se reclinado, com tanta intimidade —, ainda assim, ao ver a glória do Senhor, caiu como morto. Isso é adoração.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, Deus está procurando adoradores. Há uma coisa que Deus realmente procura: adoradores que adorem em espírito e em verdade.
Mas como podemos ser adoradores? O que nos leva a adorar? Uma visão da glória de Deus.
E essa é a razão pela qual Moisés queria ver Sua glória. Oh, que tenhamos esse anseio em nosso coração: “Mostra-me a Tua glória”, não com o pensamento de que eu seja glorificado, mas com o desejo de que eu possa adorar-Te. Adorar.
Agora, como O glorificamos? Nós O glorificamos louvando-O.
Salmos 50:23:
Quem oferece o sacrifício de ações de graças Me glorifica.
Precisamos louvá-Lo. E vocês se lembram de que, na presença de Deus, os querubins estão sempre ali, louvando a Deus sem cessar, dia e noite:
Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso.
Louvando a Deus. E os vinte e quatro anciãos depositam suas coroas aos pés Daquele que está assentado no trono, e adoram.
Portanto, irmãos e irmãs, o que podemos fazer? Não há nada que possamos fazer senão louvar. E quem oferece louvor O glorifica.
Em outras palavras, quando O louvamos, mostramos que O apreciamos. Valorizamos o fato de conhecer algo Dele. Tragam à casa de Deus os sacrifícios de louvor. Isso glorifica a Deus.
Glorificamos a Deus vivendo para Ele e produzindo fruto para Sua glória.
Em João 15:8:
Nisto é glorificado Meu Pai, em que deis muito fruto; e assim sereis Meus discípulos.
Agora, irmãos e irmãs, como devemos glorificar a Deus? Se vivermos para Ele, se vivermos pelo Espírito de Deus e houver bom fruto — em outras palavras, se a vida de Cristo for manifestada por meio de nós —, isso glorificará o Pai.
Não tanto em palavras, mas muito mais em nosso viver diário. Quer comamos, quer bebamos, que seja para a glória de Deus. Em nossa vida diária, irmãos e irmãs, vivamos para Ele.
E, naturalmente, como glorificamos a Deus? Em Romanos 15:6-7:
Para que, de comum acordo e a uma só voz, glorifiqueis o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, recebei-vos uns aos outros, como também Cristo vos recebeu, para a glória de Deus.
Agora, irmãos e irmãs, nós, que pertencemos ao Senhor, devemos receber uns aos outros como Cristo nos recebeu. Somos membros de um só Corpo. Portanto, precisamos ter uma só mente, o mesmo modo de pensar, estar de comum acordo.
Quando o povo de Deus realmente manifesta essa unidade, realmente manifesta a unidade do Espírito, realmente manifesta amor uns pelos outros, vocês sabem que Deus é glorificado.
Ao lerem os primeiros capítulos do livro de Atos, vocês veem como, na igreja primitiva, todos estavam juntos e tinham um só coração. Realmente vemos glória ali. A glória de Deus é manifestada neles, e Deus é glorificado.
Portanto, irmãos e irmãs, isso é realmente nossa responsabilidade. Conhecemos um pouco da glória de Deus e queremos glorificar a Deus. Lembrem-se: guardem diligentemente a unidade do Espírito no vínculo da paz.
Assim, permanecemos com um só espírito, uma só alma, uma só mente, unidos uns aos outros. Haverá glória. A glória de Deus será manifestada, e Deus será glorificado.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Vamos orar?
Nosso Deus e nosso Pai, nós confessamos: quanto mais falamos da Tua glória, mais ocultamos essa glória. Senhor, cabe somente a Ti revelar-nos a Tua glória.
E esta é nossa oração nesta noite: mostra a Tua glória, para que possamos glorificar-Te. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.