Testimony Ministry LogoChristian Testimony MinistryCTM
  • Home
  • Speakers
  • Venues
  • Topics
  • Scripture
  • Fellowship Finder
THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
About CTMContact CTMPrivacy PolicyRelated Ministries
    Purpose Illustrated In Human History © 2026 Christian Testimony Ministry
    0:00
    Purpose Illustrated In Human History
    Purpose Illustrated In Human History
    Kaung, Stephen

    O propósito ilustrado na história humana

    Voltemo-nos para o Senhor em Cristo.

    Oração inicial

    Amado Pai celestial, mais uma vez queremos agradecer-Te por nos permitires estar reunidos em nome do Teu Filho amado, nosso Senhor Jesus. A oração do nosso coração para este momento é que Tu, nosso Senhor, preenchas a nossa visão, para que não vejamos ninguém, senão somente Jesus, pois Ele é o único digno de ser visto, ouvido, amado e adorado.

    Entregamos este tempo a Ti. Glorifica a Ti mesmo. Em nome do nosso Senhor Jesus, amém.

    Leitura das Escrituras

    Gostaria de ler novamente a carta aos Efésios, Efésios 1:3-14.

    Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda bênção espiritual nos lugares celestiais em Cristo: assim como nos escolheu Nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante Dele em amor: tendo-nos predestinado para a adoção como filhos, por meio de Jesus Cristo, para Si mesmo, segundo o beneplácito da Sua vontade, para louvor da glória da Sua graça, que nos concedeu gratuitamente no Amado: em Quem temos a redenção pelo Seu sangue, o perdão das nossas transgressões, segundo as riquezas da Sua graça, que Ele fez abundar para conosco em toda sabedoria e prudência, dando-nos a conhecer o mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito, que propôs em Si mesmo, para uma dispensação da plenitude dos tempos, de reunir todas as coisas em Cristo, as que estão nos céus e as que estão sobre a terra; Nele, em Quem também fomos feitos herança, tendo sido predestinados segundo o propósito Daquele que opera todas as coisas conforme o conselho da Sua vontade; a fim de sermos para louvor da Sua glória, nós, os que antes havíamos esperado em Cristo: em Quem também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação — em Quem, tendo também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o Qual é o penhor da nossa herança, até a redenção da propriedade de Deus, para louvor da Sua glória.

    E depois, no Evangelho segundo Mateus, apenas um versículo: Mateus 1:1.

    Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.

    O propósito divino

    Creio que todos já estão bem familiarizados com o nosso tema: propósito, caminhada e batalha. A minha responsabilidade é falar sobre o propósito.

    Em Efésios, lemos sobre o beneplácito da Sua vontade. Nosso Deus é um Deus vivo; Ele tem uma vontade. E a Sua vontade é boa, agradável e perfeita. Ele deseja segundo o Seu beneplácito, porque Ele é Deus.

    Essa vontade constitui um propósito. Ele o mantém oculto em Si mesmo. Por isso, em Efésios, somos informados acerca do mistério da Sua vontade. É uma vontade extraordinária, maravilhosa, gloriosa, tão gloriosa quanto o próprio Deus. Mas ela é tão maravilhosa que Ele a mantém como um segredo em Si mesmo.

    Ela está além da compreensão de todas as coisas criadas. É um mistério, um segredo que precisa ser revelado por Deus a nós. Mas, embora esse mistério não tenha sido revelado no princípio, Deus opera todas as coisas segundo essa vontade. Ele tem um conselho, um plano, para realizar essa vontade, até que ela seja plenamente cumprida.

    Na primeira sessão sobre o propósito, mencionamos que podemos ver o propósito de Deus oculto na criação, particularmente na criação do homem. Quando Deus criou o homem, Ele tinha esse propósito em vista.

    Na verdade, vemos que o homem que Deus busca não é Adão; é Cristo. Mas graças a Deus porque, juntamente com Cristo, Ele também tem a igreja em vista, assim como Eva foi edificada e entregue ao homem.

    Nesta manhã, em nossa segunda sessão sobre o propósito, gostaríamos de compartilhar juntos acerca do propósito ilustrado na história humana.

    A história humana governada pelo propósito de Deus

    Creio que sabemos que o arcebispo Ussher calculou que, provavelmente, desde a criação do homem até o nosso tempo, transcorreram cerca de seis mil anos.

    Ora, muitas coisas aconteceram na história humana durante esses seis milênios. Mas, irmãos e irmãs, tudo o que acontece na história da humanidade, seja grande ou pequeno, está relacionado ao propósito de Deus.

    Em outras palavras, toda a história da humanidade é governada pelo propósito de Deus. É por isso que às vezes dizemos que a história é a história Dele. E creio que isso é muito verdadeiro: a história é a história Dele.

    Se não O enxergarmos, perderemos completamente o significado da história. Todos os acontecimentos, todas as coisas que ocorrem ao longo desses seis mil anos, serão inteiramente sem sentido. Tudo será apenas caótico se não enxergarmos o propósito de Deus, que é Cristo.

    Naturalmente, não podemos percorrer seis mil anos de história humana e procurar, em cada detalhe, a ilustração do propósito de Deus. Mas temos uma chave para compreender como o propósito de Deus é ilustrado na história humana.

    Creio que essa chave está em Mateus 1:1. Ali encontramos o livro da genealogia de Jesus Cristo, o Filho de Davi, o Filho de Abraão. Portanto, nesta manhã, gostaríamos de ver a história humana ilustrando o propósito de Deus no Filho de Abraão e no Filho de Davi. Essa é a genealogia do nosso Senhor Jesus.

    O Filho de Abraão

    Nosso querido irmão nos conduziu ontem pela vida de Abraão. Ele nos mostrou como Abraão, o pai da fé, andou diante de Deus e foi abençoado. Nosso irmão nos mostrou, passo a passo, como ele foi separado repetidas vezes, para que pudesse ser irrepreensível diante de Deus.

    Nesta manhã, gostaria de refazer esses passos, mas com uma ênfase diferente.

    A obediência parcial de Abraão

    Em Atos 7, vemos que o Deus da glória apareceu a Abraão na terra da Mesopotâmia, antes que ele fosse para Harã. Ali Deus lhe apareceu e lhe disse que saísse da sua terra e da sua parentela para o lugar que Deus lhe mostraria.

    Pela fé, Abrão obedeceu. Ele partiu sem saber para onde ia. Mas então o encontramos em Harã. Somos informados de que a distância de Ur dos caldeus até Harã é de cerca de novecentos e sessenta quilômetros.

    Não sabemos ao certo quantos anos ele passou em Harã. Mas uma coisa sabemos: depois que o Deus da glória lhe apareceu na Mesopotâmia e lhe deu aquela ordem, durante todos aqueles anos em Harã não houve nenhuma aparição do Senhor.

    Somente depois que Terá, pai de Abrão, morreu, Deus apareceu novamente a Abrão e lhe deu a mesma ordem, mas com um lembrete: “Saia da sua terra. Você ainda não saiu da sua terra. Saia da sua parentela. Você ainda não fez isso. E saia da casa de seu pai e vá para o lugar que Eu lhe mostrarei”.

    Portanto, irmãos e irmãs, sempre que obedecemos a Deus apenas parcialmente — talvez até a metade do caminho, ou talvez um pouco além da metade — descobrimos que, aos olhos de Deus, isso não é obediência. Deus não Se agrada de uma obediência pela metade. Deus exige obediência absoluta, porque Ele é Deus.

    Assim, Abrão obedeceu a Deus, partiu e continuou sua jornada até chegar à terra de Canaã. Somos informados de que foram, provavelmente, mais seiscentos e quarenta quilômetros.

    Depois que chegou a Canaã, como nosso irmão mencionou ontem, Deus lhe apareceu. Em Gênesis 12:7, Deus disse:

    À tua descendência darei esta terra.

    Deus prometeu dar a terra à descendência de Abraão.

    A descendência prometida

    Depois que Abrão saiu do Egito, tanto ele quanto seu sobrinho Ló tinham muitos rebanhos. Por causa disso, seus servos começaram a discutir por causa dos pastos. Então Abrão disse a Ló: “Toda a terra está diante de você; escolha. Se você for para o leste, eu irei para o oeste”.

    Como nosso irmão já mencionou, Ló escolheu Sodoma e Gomorra porque aquele lugar se parecia com o Egito. Vocês sabem, eles tinham acabado de sair do Egito.

    Depois que Ló partiu, Deus falou a Abrão em Gênesis 13. Deus lhe disse que levantasse os olhos e olhasse nas quatro direções. Tudo o que ele visse, Deus disse que lhe daria:

    Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência poderá ser contada.

    Deus lhe disse que percorresse a terra, e tudo o que ele percorresse lhe seria dado.

    Então nos lembramos de que, após sua vitória sobre os reis, em Gênesis 15, Deus veio a Abrão numa visão e disse:

    Não temas, Abrão: Eu sou o teu escudo e o teu grandíssimo galardão.

    Abrão disse a Deus:

    Ó Senhor Deus, que me darás, visto que continuo sem filhos, e o possuidor da minha casa será Eliézer de Damasco? Eis que não me deste descendência; e eis que um nascido em minha casa será o meu herdeiro.

    Quando Deus disse: “Eu sou o seu escudo. Eu o protegerei e serei o seu grandíssimo galardão”, Abrão respondeu: “Bem, de que me adianta receber um grandíssimo galardão, se não tenho descendência? Não tenho filhos, e quem será o herdeiro é um dos meus servos, Eliézer de Damasco”.

    Eliézer significa “Deus é o meu auxílio”. Evidentemente, Abrão adquiriu esse escravo quando peregrinou em Harã. Vocês sabem, antigamente havia este costume: se alguém não tivesse filhos, um dos seus servos poderia herdar os seus bens.

    Então Abrão disse: “Bem, Eliézer, um dos servos da casa, será o herdeiro”. E Deus disse: “Não”.

    Este não será o teu herdeiro; mas aquele que sair das tuas próprias entranhas será o teu herdeiro.

    Vocês se lembram de que Deus o levou para fora — era noite —, mostrou-lhe as estrelas do céu e disse:

    Olha agora para o céu e conta as estrelas, se as podes contar: assim será a tua descendência.

    Abrão creu, e isso lhe foi imputado como justiça.

    Ao mesmo tempo, Deus fez uma aliança com ele. Em Gênesis 15:18, Ele disse:

    À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates.

    Mas Abrão esperou, e ainda não havia nenhum filho de Sara. Finalmente, lembramos da história: Agar, a serva de Sara, foi dada a Abrão, na esperança de que Sara pudesse ter um filho por meio dela.

    Agar foi dada a Sara e a Abrão durante a permanência deles no Egito. Portanto, eles trouxeram Agar quando estiveram no Egito. Estavam tentando ajudar Deus a cumprir a Sua promessa.

    Ismael nasceu. Ismael significa “Deus ouve”.

    Quando Abrão teve Ismael, estava com oitenta e seis anos. Cerca de treze anos se passaram e, durante esses anos, Deus não falou com Abrão. Ora, irmãos e irmãs, quando Deus não fala, isso significa que há algo muito errado.

    Nosso Deus ama falar conosco, porque Ele nos ama. Portanto, se Deus não está falando, se Deus está em silêncio, isso é um sinal de que Ele não está satisfeito. Deus não estava satisfeito com a tentativa de Abrão de ajudá-Lo. Deus não precisava da ajuda dele.

    Então, em Gênesis 17, quando Abrão estava com noventa e nove anos, Deus, em Sua misericórdia, veio novamente a ele e mudou seu nome para Abraão. Mais uma vez, Deus fez uma aliança com ele:

    E darei a ti e à tua descendência depois de ti a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua; e serei o Deus deles.

    Quando Abraão estava com cem anos, em Gênesis 21, o filho prometido lhe foi dado: Isaque nasceu.

    Isaque como o filho da promessa

    Ora, irmãos e irmãs, Abraão teve muitos filhos. Teve Ismael, nascido de Agar. Teve Isaque, nascido de Sara. Mais tarde, em Gênesis 25, depois que Sara morreu, Abraão teve outra esposa, Quetura, e por meio de Quetura teve mais filhos.

    Mas, embora Abraão tivesse muitos filhos, apenas um era o filho da promessa. Ismael era o filho da carne, nascido da carne, e assim também eram os filhos de Quetura. Somente Isaque era o filho nascido da promessa.

    O comentário do Espírito Santo sobre essa parte da história humana se encontra em Gálatas 3:16.

    Ora, a Abraão foram feitas as promessas, e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como de muitas; mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.

    Deus fez muitas promessas a Abraão e à sua descendência. Mas o comentário do Espírito Santo sobre essa história é que todas as promessas que Deus fez a Abraão e à sua descendência não se referiam a muitas descendências, mas a uma só. Essa descendência é Cristo.

    Abraão mandou Ismael embora porque ele não deveria herdar juntamente com Isaque. Abraão mandou embora todos os filhos nascidos de Quetura. Deu-lhes presentes e os enviou para o leste da terra, porque eles não eram os herdeiros de Abraão. Somente Isaque, o filho da promessa, era o herdeiro dos bens de Abraão.

    Fisicamente falando, o filho da promessa é Isaque. Espiritualmente falando, o Filho de Abraão é Cristo. Esse é o comentário do Espírito Santo.

    Aqui vemos que Isaque é um tipo de Cristo. Isaque é uma sombra; a realidade é Cristo. Isaque era um filho da promessa, nascido de maneira sobrenatural — pois Abraão já estava com cem anos, e Sara já havia passado da idade de conceber. Ainda assim, milagrosamente, segundo a promessa, Isaque nasceu.

    Ora, irmãos e irmãs, quando pensamos em Cristo, Ele é o Filho prometido há tanto tempo. Lá no início da história humana, quando Adão e Eva pecaram e Deus veio a eles, Deus pronunciou o Seu juízo. Mas, no juízo, Ele mostrou misericórdia; deu-lhes uma promessa.

    Em Gênesis 3:15, Ele disse:

    E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a descendência dela: Ele te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar.

    Irmãos e irmãs, hoje, naturalmente, sabemos Quem é a descendência da mulher. Adão chamou sua esposa de Eva — deu-lhe esse nome depois da queda —, que significa “mãe de todos os viventes”.

    Quando veio o primeiro filho, Caim, eles pensaram: “Bem, conseguimos. Temos a descendência da mulher”. Mas estavam enganados. A descendência da mulher, prometida há tanto tempo, é Cristo. Quando o Verbo Se fez carne e habitou entre os homens, cheio de graça e de verdade, essa foi a realização da profecia.

    Naturalmente, nosso Senhor Jesus é a descendência prometida de Abraão.

    Cristo como herdeiro e Filho obediente

    Isaque herdou tudo o que Abraão possuía. Vocês se lembram de que, em Gênesis 24, quando Abraão enviou seu servo à sua própria terra e à sua parentela para buscar uma esposa para seu filho, o servo disse àquela família que Deus havia abençoado grandemente seu senhor com gado, ovelhas, prata, ouro, servos e toda espécie de bens. “Meu senhor deu tudo ao seu filho.” Isaque é o herdeiro de Abraão.

    Ora, irmãos e irmãs, embora ao lermos a história de Isaque vejamos que ela não é muito empolgante, ele teve um pai maravilhoso, Abraão. A história de Abraão é muito empolgante, uma história maravilhosa. Abraão foi um grande homem.

    Isaque também teve um filho muito interessante, Jacó. A história de Jacó é muito complicada. Mas, quando lemos a história de Isaque, ela é muito tranquila, muito comum. Ele simplesmente seguiu os passos do seu pai, sem fazer nada diferente.

    Por quê? Porque Deus queria usar Isaque como um exemplo que tipificasse o que é um filho. Qual é o significado de ser filho? Um filho deve herdar tudo o que seu pai possui. Um filho deve seguir os passos de seu pai e herdar dele tudo o que ele tem.

    Assim, vemos aqui que Isaque é uma representação típica do que é um filho. Ele herda tudo o que pertencia a Abraão.

    Naturalmente, a história do nosso Senhor Jesus é gloriosa, diferente da história de Isaque. Contudo, vemos que, como Filho, Deus O constituiu herdeiro de todas as coisas. Por que Deus criou todas as coisas? Ele criou todas as coisas para dá-las ao Seu Filho como presente, como expressão do Seu amor. Sem nenhuma exceção — tudo foi dado ao Seu Filho.

    Assim, encontramos em Efésios 3 a expressão:

    As insondáveis riquezas de Cristo.

    Toda a plenitude da Divindade habita Nele corporalmente. Ele é o herdeiro de todas as coisas, o herdeiro legítimo. Todos os outros precisam ser mandados embora. Ele é o único que merece possuir tudo.

    Outra coisa: Isaque é um tipo de Cristo em Gênesis 22, quando Deus disse a Abraão: “Vá ao monte Moriá e ofereça a Mim o seu filho, o seu filho amado, o seu único filho”. Pela fé, Abraão ofereceu seu filho.

    Frequentemente pensamos na grandeza de Abraão — em como ele obedeceu a Deus de maneira completa, absoluta. Ele entregou tudo a Deus, até mesmo aquele presente que Deus lhe havia dado: Isaque. Contudo, irmãos e irmãs, às vezes nos esquecemos de Isaque.

    Nessa época, Isaque provavelmente era adolescente. Não sabemos exatamente sua idade, mas ele devia ser adolescente. Caminhou com seu pai; a lenha foi colocada sobre seus ombros, portanto ele era forte.

    É verdade que Abraão conhecia a Deus, ouvia a Deus e obedecia a Deus de maneira absoluta. Mas Isaque, seu filho, era adolescente, enquanto Abraão já tinha bem mais de cem anos. Se Isaque não tivesse concordado com aquilo, poderia muito bem ter fugido ou resistido.

    Mas aqui vemos Isaque: como ele obedeceu ao seu pai, como se entregou voluntariamente a Deus, até mesmo para ser morto. A obediência de Isaque.

    Aqui encontramos um tipo de Cristo. Cristo, sendo o Filho, foi obediente a Deus até a morte, sim, a morte de cruz. Irmãos e irmãs, a obediência de Cristo! Nesse sentido, Isaque realmente é um tipo de Cristo.

    Cristo é maior do que Isaque: o Filho, o Filho prometido, o herdeiro, e a obediência do Filho.

    Rebeca como figura da noiva

    Mas a história não termina aí. Em Gênesis 24, Abraão chamou seu servo Eliézer, o principal administrador de sua casa, e disse: “Vá à minha parentela e busque uma esposa para meu filho”. Isaque já estava com quarenta anos.

    Abraão, como pai, estava um pouco preocupado com ele. Então disse: “Agora vá. Não busque uma esposa entre o povo dos cananeus, mas vá à minha própria terra, à minha parentela, e busque uma esposa para meu filho”.

    Gênesis 24 é uma bela figura. Não temos tempo de percorrê-lo, mas vemos que Eliézer foi. Quando ele chegou a Harã, Deus, soberanamente, havia preparado Rebeca.

    Rebeca significa “cativante”. Ela deve ter sido uma pessoa muito cativante. Vemos a fé daquele servo, a maneira como ele orou. Mas, juntamente com a fé, havia também bom senso.

    Ele orou para que, se pedisse a uma mulher: “Dê-me um pouco de água”, e ela lhe desse de beber e dissesse espontaneamente: “Também darei água aos seus camelos”, aquela fosse a escolhida por Deus. Mas ele também esperou. Provavelmente outras mulheres passaram, mas ele não foi até elas. Isso era bom senso.

    Ele esperou até ver Rebeca e então fez o pedido. De fato, Rebeca abaixou rapidamente o cântaro e disse: “Bebe, meu senhor”. Depois disse: “Também tirarei água para os teus camelos”.

    Lembrem-se: eram dez camelos, e aqueles dez camelos já haviam percorrido uma longa distância. Toda a reserva de água deles devia estar esgotada. Para matar a sede de um homem idoso, provavelmente não era necessária muita água, mas para matar a sede de dez camelos — não sei quantos cântaros de água ela precisou tirar do poço.

    Vejam, Rebeca era uma mulher compassiva, bondosa. Também era uma mulher muito diligente — muito diligente. Assim, o servo soube em seu coração que Deus havia respondido à sua oração.

    Vocês conhecem o restante da história. Depois que o servo contou tudo à família, eles disseram: “Isso vem do Senhor”. Na manhã seguinte, o servo disse: “Vamos partir”.

    Eles disseram: “Não, não tão depressa. É muito repentino. Deixe que ela fique conosco oito ou dez dias, e então poderá ir”. Mas o servo disse:

    Não me detenhais, pois o Senhor tem prosperado o meu caminho.

    Então disseram: “Vamos perguntar a Rebeca”.

    Quando perguntaram a Rebeca, ela disse: “Eu irei”. Muito decidida, com um só propósito.

    Quando ouviu falar de Isaque, seu coração já estava unido a ele. Ela se esqueceu de sua família, esqueceu-se de sua terra e desejava apenas Isaque.

    Ora, irmãos e irmãs, vocês veem o propósito de Deus ilustrado nessa parte da história humana? Em Isaque, Deus nos apresenta uma ilustração de Cristo: o Filho prometido, o herdeiro de todas as coisas, e já nos dá um vislumbre da obediência de Cristo.

    Mas essa não é toda a história. Há outro lado. Vemos que foi Abraão quem tomou a iniciativa de dar uma esposa a Isaque.

    Não é verdade que foi nosso Pai celestial Quem disse:

    Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.

    Não é verdade que essa é a vontade, o propósito de Deus, que, antes mesmo da fundação do mundo, Ele propôs em Cristo: que Cristo tivesse uma auxiliadora, Sua noiva?

    Rebeca era uma mulher virtuosa. Ela não era apenas cativante exteriormente; sua beleza interior era ainda mais cativante: bondosa, misericordiosa, compassiva, diligente, resoluta e dedicada.

    Não é verdade que, quanto à auxiliadora, à noiva de Cristo, a primeira coisa que Deus procura nela é que seja da Sua parentela? Em outras palavras, precisamos nascer do Espírito.

    Cristo não pode ter uma noiva que seja diferente Dele. Precisamos ter a Sua vida em nós. Precisamos ser Dele. Mas, além disso, não basta nascermos e termos a Sua vida em nós; essa vida precisa desenvolver-se em caráter.

    Nosso Senhor é compassivo e bondoso, e Ele quer encontrar em Sua igreja, em nós, esse mesmo caráter: compassivo, bondoso.

    Nosso Senhor é diligente. Se vocês lerem o Evangelho segundo Marcos, encontrarão as expressões “logo”, “imediatamente”. Ele era muito diligente, e essa é uma característica que Ele procura em nós.

    Nosso Senhor realmente tem um só propósito. Vocês sabem como Ele fixou Seu amor em nós. Irmãos e irmãs, precisamos amá-Lo com um amor puro. Precisamos esquecer a casa de nosso pai, esquecer nossa terra e ter o coração completamente entregue a Ele. É isso que Ele procura em Sua noiva.

    O Filho de Davi

    Precisamos avançar mais depressa. Encontramos, então, a genealogia de Jesus Cristo: Filho de Abraão, Filho de Davi. Agora nos voltaremos para Davi.

    Davi, o amado de Deus, o homem segundo o coração de Deus — Deus o tirou dos pastos e o fez rei sobre todo Israel.

    Davi teve muitos filhos, mas, dentre eles, somente um deveria herdar seu reino: Salomão, cujo nome significa “pacífico”. Depois que Davi foi disciplinado pelo Senhor, Salomão nasceu, e Deus amou Salomão. Salomão foi escolhido por Deus para herdar o reino de Davi.

    Ora, irmãos e irmãs, há Alguém maior do que Salomão. Em Mateus 12, vemos que há Alguém maior do que Salomão — um Filho de Davi maior. Mais uma vez, vemos que essa parte da história humana ilustra o propósito de Deus.

    Salomão é um tipo de Cristo — não um tipo perfeito, pois nenhum tipo é perfeito —, mas Salomão é um tipo de Cristo. Em Salomão, encontramos várias coisas.

    A sabedoria de Salomão

    Em primeiro lugar, naturalmente, estamos familiarizados com a sabedoria de Salomão. Em 1 Reis 4, lembramos como Salomão foi a Gibeão e ali apresentou uma grande oferta ao Senhor, porque amava o Senhor. Deus lhe apareceu e lhe disse:

    Pede o que queres que Eu te dê.

    Salomão pediu sabedoria.

    Em 1 Reis 4:29-34:

    E Deus deu a Salomão sabedoria e muitíssimo entendimento, e largueza de coração, como a areia que está na praia do mar. E a sabedoria de Salomão excedia a sabedoria de todos os filhos do Oriente e toda a sabedoria do Egito. Pois era mais sábio do que todos os homens; mais do que Etã, o ezraíta, e Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol: e a sua fama corria por todas as nações ao redor. E proferiu três mil provérbios; e os seus cânticos foram mil e cinco. E falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até o hissopo que nasce no muro: também falou dos animais, das aves, dos répteis e dos peixes. E vinham de todos os povos para ouvir a sabedoria de Salomão, da parte de todos os reis da terra que tinham ouvido falar da sua sabedoria.

    A sabedoria de Salomão: Deus lhe deu um coração que ouvia, um coração capaz de ouvir a Deus, e isso é sabedoria.

    Sua sabedoria excedia a sabedoria de todos os filhos do Oriente. A sabedoria dos filhos do Oriente se refere à sabedoria filosófica. Vocês sabem, os filhos do Oriente eram muito filosóficos.

    Além disso, sua sabedoria excedia a sabedoria do Egito. Naquela época, o Egito era um país com conhecimento tecnológico muito avançado. Portanto, aqui encontramos conhecimento científico, conhecimento tecnológico, e a sabedoria dele os excedia.

    Sua sabedoria excedia até mesmo a sabedoria de Etã, o ezraíta, e de Hemã, Calcol e Darda. Alguns deles eram salmistas; cantavam cânticos ao Senhor. Em outras palavras, tratava-se de sabedoria espiritual, e Salomão excedia a todos eles.

    Assim, vemos que a sabedoria de Salomão excedia a sabedoria filosófica, a sabedoria científica e até mesmo a sabedoria espiritual. Por quê? Porque ele tinha um coração que ouvia, um coração capaz de ouvir a Deus. Isso é verdadeira sabedoria.

    Irmãos e irmãs, é disso que precisamos. Graças a Deus, encontramos Alguém maior do que Salomão. Ele não apenas recebeu sabedoria acima de todos, mas Ele é a própria sabedoria.

    Se vocês lerem Provérbios 8, encontrarão a sabedoria personificada. Todos sabemos que isso se refere à segunda Pessoa da Divindade. Oh, toda a plenitude da Divindade habita Nele corporalmente. Ele é a sabedoria de Deus.

    As riquezas e o reino de Cristo

    A segunda coisa a respeito de Salomão são as suas riquezas. Deus lhe deu grandes riquezas e bens, superiores aos de todos os reis que vieram antes dele.

    Se vocês lerem 1 Reis 4, 1 Reis 10 e 2 Crônicas 9, encontrarão toda a descrição de suas riquezas. Pensem em sua mesa — que mesa abundante ele preparava todos os dias! Pensem no ouro que ele possuía. Ele fez com que a prata fosse considerada como nada. As riquezas de Salomão.

    Mas, irmãos e irmãs, quando pensamos em Cristo, pensamos nas insondáveis riquezas de Cristo. As riquezas de Salomão podem ser contadas, mas as riquezas de Cristo são insondáveis, ilimitadas, sem fronteiras, assim como Deus é insondável.

    Outra coisa a respeito de Salomão é o seu reino. Ele não governou apenas sobre todo Israel; na verdade, seu domínio se estendeu até o rio Eufrates.

    Em outras palavras, tudo o que Deus havia prometido a Abraão a respeito da terra, desde o rio do Egito até o grande rio Eufrates — Deus prometeu toda aquela terra a Abraão —, no tempo de Salomão, constituía a extensão de seu reino.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, quem pode medir o reino de Deus que foi dado ao Filho amado de Deus? Seu reino não tem fim. Seu domínio se estende sem limites.

    Dele são o reino, o poder e a glória, para sempre.

    A glória de Salomão

    Outra coisa a respeito de Salomão é a sua glória — a glória de Salomão. Vocês se lembram de que até mesmo nosso Senhor Jesus disse, naquela parábola, que nem a glória de Salomão podia ser comparada à maneira como Deus vestiu os lírios do campo.

    Para mim, a glória de Salomão é demonstrada especialmente naquele trono que ele fez: um trono de marfim revestido de ouro.

    O marfim vinha de elefantes mortos — em outras palavras, sofrimento. O ouro representa a natureza divina. Em outras palavras, por meio do sofrimento, nosso Senhor Jesus agora entrou na glória.

    Portanto, irmãos e irmãs, Salomão é um tipo de Cristo. Em Salomão, vemos Cristo. Se não enxergarmos Cristo em Salomão, irmãos e irmãs, deixaremos de enxergar o propósito de Deus.

    Cristo edifica a casa espiritual

    Mas isso não é tudo. Vocês sabem, Salomão fez muitas coisas, mas uma coisa de que nos lembramos a respeito dele é que foi usado por Deus para construir um templo, a habitação de Deus.

    Embora, na dedicação, Salomão tenha orado e dito:

    Senhor, o céu e o céu dos céus não Te podem conter; quanto menos esta casa que tenho edificado!

    Ainda assim, ele construiu o templo para que o nome de Deus habitasse ali.

    Salomão construiu o templo para que o nome de Deus habitasse ali. Irmãos e irmãs, Alguém maior do que Salomão edificou uma casa espiritual.

    A glória posterior da casa supera a glória anterior. O Senhor Jesus disse:

    Edificarei a Minha igreja sobre esta rocha; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Vocês sabem que é Cristo Quem edifica a igreja? Você e eu não podemos edificar a igreja. Podemos fazer o trabalho que está ao nosso alcance, mas não podemos edificar a igreja de Deus.

    O Senhor disse: “Eu edificarei”, e Ele edifica com pedras vivas — pedras, pedras vivas, como nós somos. Ele nos edifica juntos em um único edifício perfeito, uma igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante.

    Que obra Ele realizou!

    Se enxergarmos apenas o templo de Salomão, seremos como os discípulos que admiravam a glória daquele templo. Contudo, o Senhor disse:

    Não ficará aqui pedra sobre pedra.

    Precisamos enxergar a casa espiritual que Cristo está edificando hoje, e Ele a está edificando com você e comigo.

    A história individual e coletiva

    Portanto, irmãos e irmãs, a história humana é a história Dele. Mas a questão é: quanto da sua história é a história Dele?

    Individualmente, vivemos nesta terra durante certo número de anos. Deixamos uma história pessoal atrás de nós. Mas, irmãos e irmãs, quanto da sua história é a história de Cristo?

    Somos orientados pelo propósito ou pelas necessidades? Se todos somos orientados pelas necessidades, somos centrados em nós mesmos. Nossa vida gira em torno de nós: “Atendam à minha necessidade. Todos devem atender às minhas necessidades. Deus deve atender à minha necessidade”.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, somente aqueles que estão centrados no propósito pertencem a Cristo. Ninguém vive para si mesmo; ninguém morre para si mesmo. Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor.

    Irmãos e irmãs, vivemos para o propósito de Deus. Somos chamados segundo um propósito. Agora, estamos vivendo segundo esse propósito?

    Quanto? Quanto de nós é Cristo? Aqui olhamos para nós mesmos. Aqui examinamos nossa história. Irmãos e irmãs, sentimos vergonha.

    Embora tenhamos recebido a Sua vida, ainda vivemos para nós mesmos. Muito pouco da Sua vida se desenvolveu em nós. Muito pouco do Seu caráter nos caracteriza.

    Se esse é o caso, lembrem-se: se não é Cristo, não pode ser devolvido a Cristo. Será queimado, embora sejamos salvos — contudo, como que através do fogo.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, o encargo que trazemos é este: precisamos enxergar o propósito de Deus. Não se trata apenas de uma teoria; trata-se de uma vida. Precisamos enxergar o propósito de Deus centrado em Cristo. Nossa vida deve estar centrada Nele.

    Ele é o herdeiro de todas as coisas; portanto, precisa herdar também a nós. Precisamos entregar-nos a Ele de maneira absoluta, completa. Precisamos permitir que Seu Espírito opere em nós, para que nossa vida tenha o Seu caráter.

    Coletivamente, é a mesma coisa. Quanto da história de estarmos reunidos é a história Dele? Quanto da história de nossas reuniões é apenas a nossa história, as nossas histórias?

    Irmãos e irmãs, que a nossa história, tanto individual quanto coletiva, seja a história Dele.

    Oração final

    Vamos orar?

    Amado Pai celestial, Tu nos mostraste o Teu propósito. Ele é Cristo, Teu Filho amado, e a igreja é dada a Cristo para ser Sua auxiliadora, Sua noiva.

    Nosso Pai, pedimos que nos dês corações que ouçam, para que possamos ouvir-Te:

    Este é o Meu Filho amado; ouvi-O.

    Que possamos verdadeiramente entregar-nos a Ele e permitir que Ele seja edificado em nós e nos edifique juntos Nele, para que o Teu propósito seja cumprido, para louvor da Tua graça e glória.

    Em nome do nosso Senhor Jesus, amém.