Irmãos e irmãs, quando vocês olham para o mundo de hoje, quando saem pela cidade e quando olham para a igreja de hoje, não podem deixar de gemer. Vocês não percebem esse gemido — tsunamis, terremotos e todas essas coisas? Até mesmo toda a criação está gemendo, esperando ser libertada da escravidão da corrupção, esperando a manifestação dos filhos de Deus.
Gememos pela condição da igreja. Entristecemo-nos por nós mesmos, por causa das nossas fraquezas. Como clamamos ao Senhor para que algo Dele mesmo seja produzido! Irmãos e irmãs, todas essas coisas não são em vão.
O dragão, o inimigo, o diabo, sabe que, quando o filho varão nascer, será arrebatado para Deus e para o Seu trono. Por isso, ele espera para devorar o filho varão assim que nascer. Mas, quando o filho varão nasce, é arrebatado para Deus e para o Seu trono.
Eles vencem Satanás pelo sangue do Cordeiro, pela palavra do seu testemunho e porque não amam a própria vida, mesmo diante da morte. O filho varão representa os vencedores nos últimos dias, antes da vinda do Senhor.
Quando o filho varão estiver maduro e pronto, aleluia, Deus os levará ao trono. Eles preparam o caminho para a vinda do Senhor. São como uma comitiva de recepção ao Senhor, abrindo caminho para o Seu retorno.
Os vencedores, irmãos e irmãs, não são diferentes de qualquer outra pessoa. Somos tão fracos quanto qualquer um — talvez até mais fracos. Mas graças a Deus pelo sangue do Cordeiro. Cremos no poder do Seu sangue.
Eles vencem pela palavra do seu testemunho. Testificamos que Jesus é o Senhor e que Ele realmente é o Senhor para nós. Há poder nesse testemunho. Se o Senhor não for verdadeiramente o seu Senhor, você pode dizer: “Jesus é o Senhor”, mas não há poder nas suas palavras.
Mas, quando você vive sob o senhorio de Cristo, quando entrega sua vida ao Senhor e permite que Ele governe sobre você, então, quando fala, essa é a palavra do testemunho. Não se trata apenas de dizer: “Jesus é o Senhor”. O testemunho é sustentado por uma vida.
Eles não amam a própria vida, mesmo diante da morte. Sua vida já não é para si mesmos; eles pertencem ao Senhor. Estão dispostos a negar a si mesmos, tomar a cruz e seguir o Senhor Jesus. Aonde quer que o Cordeiro vá, eles vão. Se Ele vai ao Calvário, eles vão ao Calvário. Se Ele vai à cruz, eles vão à cruz.
Esses são os vencedores. Não estamos esperando a morte; estamos esperando ser arrebatados vivos para o trono. Que Deus nos ajude a sustentar nosso testemunho com nossa vida. Vivemos de acordo com o que dizemos? Nossa vida é o testemunho de Jesus?
Querido Senhor, queremos nos humilhar diante de Ti. Reconhecemos que não somos o que deveríamos ser. Nosso testemunho é tão fraco e, às vezes, podemos até dar um testemunho contrário. Perdoa-nos, Senhor. Perdoa também a mim.
Tem misericórdia de nós. Cremos que o Teu sangue é suficiente. Tem misericórdia de nós e faz de nós vencedores por amor ao Teu testemunho. No precioso nome do Senhor Jesus Cristo. Amém.
Gostaria de encorajá-los a voltar ao Senhor e a orar a respeito destas mensagens. Nosso tempo é curto. Nestes últimos dias, que voltemos ao Senhor em oração com nossos irmãos e irmãs. Que o Senhor nos permita entrar na realidade destas palavras.
Antes de nos dividirmos em diferentes grupos, temos alguns avisos. Se você acabou de chegar, por favor, vá à recepção e faça sua inscrição.
A reunião dos irmãos nesta tarde será realizada no local da reunião do primeiro dia. Os outros dois grupos permanecerão nos mesmos locais. Por favor, levem seus crachás e dirijam-se ao refeitório conforme os horários do livreto.
Por favor, ajudem os irmãos e as irmãs mais idosos, especialmente com o transporte. Se precisarem de cobertores, poderão obtê-los na recepção. Todos os quartos têm aquecedor; se não souberem como usá-lo, por favor, peçam ajuda ao responsável pelo seu andar.
Agora encerraremos os avisos e nos dividiremos em grupos.
Portanto, também nós, visto que estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas,
deixemos todo peso e o pecado que tão facilmente nos envolve;
e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta,
olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé,
o Qual, pela alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha,
e assentou-Se à direita do trono de Deus.
Considerai, pois, Aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra Si mesmo,
para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas.
Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do diabo.
Porque a nossa luta não é contra carne e sangue,
mas contra os principados, contra as potestades,
contra os dominadores deste mundo de trevas,
contra as hostes espirituais da maldade nas regiões celestiais.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus,
para que possais resistir no dia mau
e, havendo feito tudo, permanecer firmes.
Eu, Jesus, enviei o Meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas.
Eu sou a raiz e a descendência de Davi, a brilhante estrela da manhã.E o Espírito e a noiva dizem: Vem.
E aquele que ouve diga: Vem.
E aquele que tem sede venha.Aquele que testifica estas coisas diz: Sim, venho sem demora.
Amém: vem, Senhor Jesus.
Querido Senhor, ao nos reunirmos nesta manhã, nosso coração está cheio de gratidão. Agradecemos a Ti por nos dares o Teu corpo e por nos dares o Teu sangue. Agradecemos a Ti pelo profundo amor que está por trás de tudo isso.
Vimos diante de Ti com humildade e gratidão. Nossa oração é que continues a falar conosco e completes a obra que começaste em nós, até que a Tua glória seja manifestada. Pedimos no nome do nosso querido Senhor Jesus Cristo. Amém.
Graças a Deus, Ele nos trouxe à última sessão desta conferência. Quanto a mim, sempre que participo da mesa do Senhor, acho muito difícil falar depois, porque, quando chegamos ao próprio Senhor, não há nada que precisemos acrescentar.
Nosso tema tem sido o testemunho de Deus, o testemunho de Jesus Cristo e o nosso testemunho. Nosso irmão Christian compartilhou conosco sobre o testemunho de Deus.
O testemunho de Deus não é outra coisa senão aquilo que Ele testifica a respeito de Si mesmo. A menos que Ele primeiro testifique de Si mesmo, não podemos conhecê-Lo. Ele é o princípio. É pela Sua revelação que O conhecemos.
Seu testemunho é verdadeiro. Seu testemunho é eterno. Seu testemunho nunca muda. Seu testemunho permanece para sempre.
Quando Deus redimiu o povo de Israel, deu-lhes os Dez Mandamentos. Os Dez Mandamentos são chamados de testemunho porque, por meio deles, Deus revela o que Ele é. Ele é o Deus santo, o único Deus, o Supremo, e não há ninguém que possa estar ao Seu lado.
Os quatro primeiros mandamentos O descrevem como Deus. Nos seis últimos mandamentos, Ele Se revela como o Deus de justiça. Ao dar os Dez Mandamentos aos filhos de Israel, Deus confiou Seu testemunho ao Seu povo redimido.
Da parte de Deus, é o Seu testemunho. Mas, quando chega a nós, torna-se algo que precisamos guardar para agradar a Deus. A arca é chamada de arca do testemunho.
Quando Moisés estava no monte Sinai recebendo os Dez Mandamentos, os filhos de Israel fizeram um bezerro de ouro. Disseram: “Precisamos de alguém que possamos ver — alguém visível, alguém tangível”. Arão fez um bezerro de ouro, e o povo disse: “Este é o nosso deus”.
Antes que a lei pudesse chegar até eles, já a haviam quebrado. Antes que o testemunho pudesse chegar até eles, já haviam violado o testemunho de Deus. Irmãos e irmãs, ninguém é capaz de guardar a lei. Ninguém é capaz de manter o testemunho de Deus.
Mas, graças a Deus, Ele é um Deus de graça. Ele os perdoou e pediu a Moisés que subisse ao monte uma segunda vez. Deus escreveu os Dez Mandamentos nas tábuas de pedra mais uma vez.
Para que a lei pudesse ser guardada, Deus ordenou a Moisés que fizesse uma arca e colocasse os Dez Mandamentos dentro dela. O testemunho de Deus é algo que o homem não consegue guardar. Ele só pode ser guardado em Cristo.
A arca tipifica nosso Senhor Jesus. O testemunho de Deus é guardado em Cristo Jesus. Em outras palavras, o testemunho de Deus se realiza plenamente em Jesus Cristo.
O que é o testemunho de Jesus? O testemunho de Jesus é, basicamente, aquilo que Jesus testifica a respeito de Si mesmo. Se testificamos de nós mesmos, nosso testemunho não é verdadeiro, porque não conhecemos plenamente nosso próprio coração. Mas nosso Senhor Jesus é diferente.
Ele disse que, mesmo que desse testemunho de Si mesmo, Seu testemunho era verdadeiro, porque sabia de onde vinha e para onde ia. Ele sabia que era o Filho de Deus. Sabia que era um com o Pai. Sabia que era desde o princípio e sabia que estava voltando para o Pai.
O Pai testificou Dele. Três vezes os céus se abriram e uma voz veio do céu:
Este é o Meu Filho amado,
em Quem Me comprazo.
O Pai testificou Dele, e Ele testificou de Si mesmo. Por esse testemunho, nós O conhecemos.
O testemunho de Jesus é o que Ele diz de Si mesmo. Ele disse:
Eu sou.
Ele é o grande EU SOU.
Quando Deus apareceu a Moisés na sarça ardente, Moisés perguntou: “Qual é o Teu nome?”. Deus respondeu:
EU SOU O QUE SOU.
Esse é um nome muito estranho. Se alguém lhe perguntar: “Quem é você?”, e você responder: “Eu sou”, isso não basta. Mas Deus é o EU SOU porque Ele é infinito. Ele é tudo de que precisamos. Seja qual for a nossa necessidade, é isso que Ele é.
É isso que nosso Senhor Jesus é. Ele é o grande EU SOU, e podemos ir a Ele e encontrar Nele tudo de que precisamos. No Evangelho de João, encontramos as sete grandes declarações “EU SOU”.
O testemunho de Jesus também é aquilo que Ele fez. No Evangelho de João, os milagres são chamados de sinais. Um sinal aponta para algo além de si mesmo. Quando estamos procurando um lugar, procuramos placas de sinalização, porque elas nos apontam a direção certa.
Todos os milagres do nosso Senhor Jesus são sinais. Eles nos apontam para o próprio Senhor. Mostram-nos que Ele é a ressurreição e a vida, que Ele é a luz do mundo e que Ele é tudo. Os sinais correspondem ao que Ele diz de Si mesmo.
Não temos nada a testificar a respeito de nós mesmos. Se falamos de nós mesmos, isso significa que não conhecemos a nós mesmos.
Considerem Jó. Quando Deus lhe apareceu, Jó disse:
Eu Te conhecia só de ouvir;
mas agora os meus olhos Te veem:
por isso, abomino a mim mesmo
e me arrependo no pó e na cinza.
Nosso testemunho não significa que testificamos a respeito de nós mesmos. Nosso testemunho não é outro senão o testemunho de Deus e o testemunho do Seu Cristo. O testemunho de Deus e do Senhor Jesus nos foi confiado, e é disso que precisamos dar testemunho.
Vivemos para esse testemunho. Falamos por esse testemunho. O testemunho é tudo para nós. Para dar esse testemunho, precisamos que o Senhor trabalhe em nossa vida.
O apóstolo Paulo disse em 2 Coríntios 4 que, tendo este ministério pela misericórdia de Deus, não desfalecemos. Podemos ampliar isso e dizer: tendo este testemunho pela misericórdia de Deus, não desfalecemos.
Sempre que consideramos o testemunho de Deus e o testemunho de Jesus, ele é tão grandioso que nos perguntamos: “Como podemos ser vasos deste testemunho?”. Não há outro caminho senão pelas misericórdias de Deus.
Precisamos deixar de lado tudo o que é contrário ao testemunho. Precisamos permitir que o Senhor trabalhe em nossa vida, para que sejamos um com o testemunho que damos. Quando as pessoas ouvem nosso testemunho a respeito do Senhor Jesus, devem poder ver que somos pessoas sob o senhorio de Cristo.
Que o Senhor nos ajude, para que nossa vida seja uma com o nosso testemunho.
Nesta última sessão, gostaríamos de compartilhar em comunhão sobre o conflito e a vitória do testemunho.
Esse testemunho é de tremenda importância. Em todo o universo, não há testemunho maior do que este, porque ele testifica de Deus — de Quem Deus é — e testifica a respeito do nosso Senhor Jesus.
Este é o maior testemunho do universo, e ele tem o maior efeito, porque seu efeito é eterno. Não é algo temporário.
Por causa da grandeza desse testemunho, há o mais intenso conflito. O conflito dos séculos gira em torno dessa questão do testemunho. Não se trata apenas de coisas visíveis; as coisas visíveis são apenas aparências exteriores, e as aparências podem enganar.
Nos bastidores deste universo, há um conflito em andamento. Esse conflito está centrado no testemunho de Deus e do Senhor Jesus.
No princípio, Deus criou os céus e a terra. Naquele tempo, tudo era harmonioso.
Os céus declaram a glória de Deus;
e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos.
Romanos 1 nos diz que aquilo que se pode conhecer de Deus é manifestado por meio das coisas visíveis. Pela criação, conhecemos o eterno poder e a divindade de Deus.
Quando você olha para as estrelas, para as montanhas e para todas as coisas criadas, pode ver o eterno poder de Deus. Pode reconhecer Sua divindade. Ele é diferente; Ele é divino.
No princípio, a criação era bela e harmoniosa. Os anjos adoravam a Deus, provavelmente sob a liderança dos arcanjos. Havia paz, e toda a criação adorava a Deus.
Em Apocalipse 4, João recebeu uma visão da glória de Deus na criação. Os quatro seres viventes clamavam:
Santo, santo, santo
é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso,
Aquele que era, que é e que há de vir.
Toda a criação adorava a Deus porque todas as coisas foram criadas pela Sua vontade e para o Seu prazer. O testemunho de Deus estava ali: Ele era o Criador, Aquele que fez todas as coisas, e tudo O adorava, reconhecendo-O como Deus.
Infelizmente, um dos arcanjos, Lúcifer, rebelou-se contra o testemunho de Deus. Isaías 14 e Ezequiel 28 abrem, por assim dizer, uma janela pela qual podemos olhar para o que aconteceu antes deste mundo atual.
Havia um arcanjo chamado Lúcifer, a estrela brilhante. Provavelmente, ele era o mais elevado dos seres criados naquele tempo. A Bíblia diz que ele foi criado perfeito.
Ele era belo. Era talentoso. Deus lhe deu grande poder e uma posição elevada. Era um querubim ungido sobre o trono de Deus.
Mas, aos poucos, encontrou-se injustiça nele. O orgulho começou a crescer dentro dele. Não estava satisfeito com o que Deus lhe havia dado.
Em Isaías 14, ele disse: “Eu farei, eu farei, eu farei”. Queria ser igual a Deus. Queria ser Deus. Queria ser adorado.
O testemunho de Deus foi desafiado pela primeira vez. Mas o testemunho de Deus permanece. Esse arcanjo foi expulso do céu, e tudo o que estava sob seu domínio entrou em juízo.
Esse arcanjo transformou-se em Satanás. Deus não criou Satanás; Deus criou um anjo, mas esse anjo transformou-se em Satanás.
A terra tornou-se sem forma e vazia, mas o Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas. Deus restaurou a terra e criou o homem conforme a Sua imagem.
O homem foi criado para ser o vaso do testemunho de Deus. No entanto, nossos antepassados também desafiaram o testemunho de Deus.
A palavra de Deus é verdadeira. Tudo o que Ele diz é verdadeiro. Ele disse que, no dia em que Adão e Eva comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal, certamente morreriam. Mas Satanás disse:
Certamente não morrereis.
E eles ouviram Satanás em vez de ouvir a Deus.
Seus corpos continuaram a viver por muitos anos, e eles tiveram muitos filhos e filhas. Mas, no dia em que comeram, morreram espiritualmente. Sua comunhão com Deus foi rompida.
Deus é Espírito, e aqueles que O adoram devem adorá-Lo em espírito. Mas o espírito deles estava morto. Não havia comunicação com Deus, e isso foi tipificado pela sua expulsão do jardim.
Desde então, o testemunho de Deus tem sofrido. Contudo, Deus nunca abriu mão do Seu testemunho. Não apenas a criação testifica que Deus é Deus; a história humana também testifica que Deus é Deus.
Quando o apóstolo Paulo viu um altar com a inscrição “Ao Deus desconhecido”, usou-o para apresentar o único Deus verdadeiro. Em Atos 17, Paulo declarou que Deus criou os céus e a terra e não habita em templos feitos por mãos humanas.
Deus dá vida e fôlego a todos. Tudo vem Dele. De um só sangue, Ele fez todas as nações e determinou seus tempos e os limites de sua habitação.
Por que a China está onde está? Por que a América está em seu continente? Por que algumas nações duram apenas um curto período, enquanto outras permanecem por milhares de anos? É Deus. Ele predeterminou os tempos e os limites.
Ele é Quem levanta as pessoas e é Quem as abate, porque Ele governa. Todas as mudanças no mundo e toda a história humana estão sob Seu controle. A história é a história Dele.
Por mais que os homens desafiem a Deus, o testemunho de Deus permanece: Deus é Deus, e Ele governa sobre tudo.
Quando nosso Senhor Jesus veio a esta terra, Ele mesmo era o testemunho. Satanás O odiava.
No Seu nascimento, Satanás tentou matá-Lo por meio de Herodes. Quando o Senhor iniciou Seu ministério e foi a Nazaré, Seu próprio povo tentou lançá-Lo de um precipício. Mas Ele passou pelo meio deles.
No Calvário, o inimigo pensou que havia levado a melhor. Pensou que finalmente havia se livrado Dele. Mas, antes de nosso Senhor morrer, Ele clamou:
Está consumado.
A obra estava concluída. O inimigo foi expulso. O inimigo foi derrotado.
Quando esse testemunho foi confiado à igreja, ela o deu de maneira gloriosa desde o início. Mas o inimigo veio primeiro com a perseguição.
Quanto mais ele perseguia a igreja, mais forte ela se tornava e mais se espalhava. O Império Romano perseguiu repetidamente os cristãos, tentando exterminá-los. Mas o Império Romano chegou ao fim, enquanto a igreja permaneceu como o vaso do testemunho.
Então o inimigo mudou seu método. Usou o engano. Introduziu heresias e tentou corromper o povo de Deus.
Quando chegamos à Idade das Trevas, parece que ele havia conseguido. Até as verdades mais simples foram obscurecidas. A Bíblia foi negada ao povo, e as pessoas pensavam que precisavam conquistar o céu por suas obras.
Ensinavam-lhes a acumular méritos, a orar a Maria e aos santos e a buscar a libertação do purgatório. Na época de Martinho Lutero, vendiam-se indulgências. Diziam às pessoas que, se pagassem, seus pecados seriam perdoados e uma alma seria libertada do purgatório.
Vocês conseguem imaginar? Isso era chamado de cristianismo. O inimigo parecia ter conseguido destruir o testemunho de Jesus.
Mas, se vocês lerem a história oculta da igreja, descobrirão que nunca houve um tempo em que Deus não levantasse algumas pessoas para o testemunho de Jesus.
Sempre que a igreja caía, Deus levantava uma minoria que voltava à Bíblia, voltava a Cristo e voltava à unidade do corpo de Cristo.
Muitos desses crentes foram perseguidos pela igreja oficial. Seus livros foram destruídos, sua história foi ocultada, e muitos foram martirizados. Mas, aos poucos, boa parte dessa história oculta tem sido revelada.
Os novacianos, os paulicianos, os donatistas e os valdenses desejavam voltar a Cristo e voltar à Bíblia. Reuniam-se com simplicidade, amavam uns aos outros e, ainda assim, eram perseguidos. Muitos foram martirizados, mas foram fiéis até a morte.
Ao longo dos séculos, o testemunho de Jesus permaneceu. Isso custou muito a esses crentes, mas eles mantiveram o testemunho.
No século XVI, os reformadores — Martinho Lutero, João Calvino, Jan Hus e outros — olharam para as trevas do cristianismo e começaram a se levantar.
Eles sustentavam que precisamos de uma Bíblia aberta e que a justificação é pela fé. Foram perseguidos por causa disso, mas a Reforma foi uma tentativa de voltar a Deus.
No entanto, a Reforma não foi até o fim. Era difícil para os reformadores, e eles receberam apoio de governantes políticos. Por causa disso, não puderam ir até o fim.
Martinho Lutero compreendia o sacerdócio universal dos crentes. Sabia que a igreja é o corpo de Cristo, composto apenas de verdadeiros crentes. Ele desejava uma igreja dentro da igreja, porque via que muitos que estavam na igreja não eram crentes.
Contudo, mesmo em sua época, os crentes não conseguiam concordar uns com os outros. Alguns enfatizavam isto, outros enfatizavam aquilo. Não conseguiam enxergar a unidade do corpo.
Mas, quando alguns se reuniram à mesa do Senhor, o Espírito de Deus veio sobre eles. O amor de Cristo os alcançou e os fundiu em um só. Dessa comunhão, alguns saíram exercendo profissões para se sustentar enquanto pregavam o evangelho. Alguns chegaram a se vender como escravos para pregar Cristo aos escravos.
Os puritanos foram perseguidos e fugiram para este país em busca de liberdade de culto. Em todas as épocas e em todas as gerações, podemos encontrar essa história oculta.
Embora o testemunho de Deus e de Jesus tenha sido desafiado, ele permanece. No livro de Apocalipse, o chamado para vencer vem sempre que há um afastamento do testemunho de Jesus.
O Espírito fala às igrejas:
Ao que vencer.
No fim do primeiro século, esse chamado foi proclamado. O próprio João era um vencedor. Ele foi exilado em Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
O chamado para vencer é um chamado para vencer a atual condição de queda e voltar ao testemunho de Jesus.
Todas as gerações e todas as épocas tiveram vencedores que mantiveram o testemunho de Deus e de Jesus.
Em Apocalipse 6, na abertura do quinto selo, há almas debaixo do altar. Elas foram mortas por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Esses são os mártires ao longo dos séculos.
Quando Deus começa um novo mover e está prestes a mudar a era da graça para o tempo do juízo, é necessário que haja pessoas que concordem com Ele.
Esta é a era da graça. Quando nosso Senhor Jesus foi crucificado, Ele disse:
Pai, perdoa-lhes;
porque não sabem o que fazem.
Quando Estêvão, o primeiro mártir, foi apedrejado até a morte, clamou:
Senhor, não lhes imputes este pecado.
Ao longo dos séculos, sempre que os crentes eram martirizados pelo Senhor, pediam a Deus que perdoasse.
Mas Deus mudará a era da graça para a do juízo. Assim, as almas debaixo do altar clamam:
Senhor, quando farás vingança?
Em Apocalipse 7, uma grande multidão está diante do trono, vestida de vestes brancas e segurando ramos de palmeira. São aqueles que vieram da grande tribulação. Lavaram suas vestes e as tornaram brancas no sangue do Cordeiro.
Eles são os vencedores ao longo dos séculos. Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima, porque derramaram muitas lágrimas na terra pelo testemunho de Jesus.
Ao longo dos séculos, houve aqueles que mantiveram o testemunho de que Jesus é o Senhor — Senhor de tudo. Eles pagaram com a própria vida por esse testemunho.
Em Apocalipse 12, o filho varão representa os vencedores nos últimos dias. Eles vencem o acusador pelo sangue do Cordeiro, pela palavra do seu testemunho e porque não amam a própria vida, mesmo diante da morte.
Em Apocalipse 14, os 144 mil estão com o Cordeiro no monte Sião. Esse não é um monte Sião terreno, mas o monte Sião no céu. O número representa plenitude. Deus terá Seus vencedores.
Embora o chamado para vencer seja individual, os vencedores dão testemunho juntos, como um só. Eles seguem o Cordeiro aonde quer que Ele vá.
Em Apocalipse 15, há aqueles que estão sobre o mar de vidro, cantando o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro. São aqueles que foram martirizados durante a grande tribulação.
Em Apocalipse 19, há um clamor no céu:
São chegadas as bodas do Cordeiro,
e a Sua esposa já se preparou.
A ela é dado linho fino, resplandecente e puro. Queridos irmãos e irmãs, quem é essa noiva? Ela está pronta.
Normalmente, é o noivo quem espera pela noiva. Nosso Senhor é o Noivo, e Ele está esperando pela Sua noiva. Mas a noiva ainda não está pronta.
Creio que, se a noiva estivesse pronta no primeiro século, o Senhor teria vindo. Mas ela não estava pronta. Vinte séculos se passaram, e o Noivo no céu ainda está esperando. Como Ele deve estar ansioso.
Nossa veste nupcial ainda não está pronta. O Espírito Santo trabalha pacientemente, ponto por ponto, bordando Cristo em nossa vida. É um trabalho lento, mas o Espírito Santo é paciente.
Ele está bordando Cristo em nossa vida para que tenhamos nossa veste nupcial. Mas, graças a Deus, chegará o dia em que a noiva terá se preparado.
Os vencedores de todas as épocas mantiveram o testemunho de Jesus. Eles são um com Cristo. Cresceram até a maturidade. Foram conformados à natureza de Cristo.
Como Cristo pode Se casar com uma noiva imatura? A igreja precisa ser madura. Ela primeiro será madura nos vencedores.
Então haverá a festa das bodas do Cordeiro. Que alegria! Creio que a festa das bodas durará mil anos.
Depois vem a eternidade. Na eternidade, todos os que pertencem ao Senhor se tornarão a noiva do Cordeiro, a cidade santa, a Nova Jerusalém.
Apesar de o testemunho de Deus e o testemunho de Jesus terem sido desafiados, graças a Deus, eles sempre permanecem.
Apesar do fracasso do vaso, pela graça de Deus o testemunho será restaurado à perfeição. Haverá uma noiva sem mácula.
Irmãos e irmãs, que esta seja a nossa oração: “Vem, Senhor Jesus, vem”.
Vem, Senhor Jesus. Prepara-nos, para que o Teu coração seja satisfeito. Mais uma vez, nós nos oferecemos a Ti. Trabalha em nós até que possas ver a Ti mesmo no Teu povo, não apenas individualmente, mas também como um corpo.
Vem, Senhor Jesus. Em Teu precioso nome. Amém.