Oh.
Quem está na igreja não é outro senão Cristo. O candelabro não é a luz; o candelabro não é um fim. É um meio para alcançar um fim.
O propósito do candelabro é sustentar a luz. O candelabro existe para a luz, não para si mesmo.
O candelabro é um vaso para o testemunho de Jesus. É isso que a igreja é.
Quando a igreja falha no testemunho de Jesus, o candelabro perde seu significado. Aqui, nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse, encontramos nosso Senhor Jesus como o Sumo Sacerdote celestial.
Ele estava ali cuidando dos sete candelabros e procurando restaurar Sua luz. Ao perceber aquela situação, de alguma maneira, ao final de cada carta, Ele faz um chamado para vencer.
Ele está chamando vencedores. Apesar da falha do vaso no testemunho de Jesus, esse testemunho precisa ser mantido. Ele chama aqueles que vencem — que vencem a situação, que simplesmente se elevam acima dela.
Às vezes, trata-se de voltar ao Senhor. Voltar à Palavra de Deus. Voltar a reconhecer Cristo como Cabeça. Voltar ao senhorio de Cristo. Voltar ao amor.
Irmãos e irmãs, esse chamado para vencer veio já no final do primeiro século. Esse chamado tem sido feito ao longo dos séculos.
Graças a Deus, ao longo das eras e das gerações, encontramos pessoas que responderam. O testemunho de Jesus nunca se apagou neste mundo.
Irmãos e irmãs, esse chamado é dirigido a nós hoje. Pela graça de Deus, vamos responder.
Amado Senhor, o desejo do nosso coração é responder a Ti. Faze de nós vencedores, não para nós mesmos, mas para que possamos dar o Teu testemunho nesta geração. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
Por favor, abram em 2 Coríntios, capítulo 4. Vamos ler os primeiros seis versículos.
Portanto, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi concedida, não desfalecemos.
Antes, rejeitamos as coisas ocultas da vergonha, não andando com astúcia, nem falsificando a Palavra de Deus; mas, pela manifestação da verdade, recomendamo-nos à consciência de todo homem diante de Deus.
Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, está encoberto para os que se perdem;
Nos quais o deus deste mundo cegou os pensamentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz das boas-novas da glória de Cristo, o Qual é a imagem de Deus.
Pois não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor; e a nós mesmos como vossos servos por amor de Jesus.
Porque Deus, Que disse: “Das trevas resplandecerá a luz”, é Quem resplandeceu em nossos corações, para fazer resplandecer o conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo.
Por favor, abram também em Apocalipse 12:10-12.
E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: “Agora vieram a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do Seu Cristo; porque foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, que os acusava diante do nosso Deus de dia e de noite”.
E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida, mesmo até à morte.
Portanto, alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai da terra e do mar, porque o diabo desceu a vós, tendo grande ira, sabendo que lhe resta pouco tempo.
Vamos fazer mais uma oração.
Amado Senhor, ao nos reunirmos novamente em Tua presença, não podemos deixar de Te agradecer por este privilégio. Quando pensamos em tantos neste mundo que não têm esse privilégio, quem somos nós para que Tu nos concedas tanta graça?
Estando em Tua presença, queremos Te dizer que estamos falando sério. Não viemos aqui apenas para passar um tempo agradável. Viemos para ouvir a Tua voz.
Viemos para Te conhecer. Viemos para ser renovados e restaurados na fé. Viemos para que a Tua vontade seja feita em nossa vida, assim como é feita no céu.
Assim, Senhor, Tu, Que sondas o nosso coração, pedimos que respondas ao clamor do nosso coração. Nestes últimos dias, aviva a Tua obra em nós.
Restaura-nos e recupera-nos, para que sejamos testemunhas fiéis do Teu testemunho. Queremos nos entregar a Ti mais uma vez.
Pedimos que o Teu Espírito Santo complete a Tua boa obra em nós. Nestes últimos dias, Senhor, usa-nos para manter o Teu testemunho neste mundo mau e para trazer o Teu reino.
Senhor, ouve o nosso clamor. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
Realmente agradecemos ao Senhor por uma reunião como esta. Estamos aqui com um único propósito: queremos saber o que é o testemunho de Deus, o que é o testemunho de Jesus Cristo e o que é o nosso testemunho.
Estamos quase na última sessão, e realmente sinto que é tremendamente importante podermos dizer que sabemos o que é o testemunho de Deus, que sabemos com certeza o que é o testemunho de Jesus Cristo e o que é o nosso testemunho.
Que o Senhor nos ajude para que essas coisas não sejam apenas teorias, nem meramente algo que ouvimos. Oramos para que isso seja algo real, que se torne a nossa própria vida e o nosso próprio ministério para Deus.
No início, mencionamos a palavra testemunho. Testemunho é verdade. É realidade. É fato. É algo que foi realizado e que permanece firme.
Esse é o lado objetivo do testemunho. Mas também existe o lado subjetivo do testemunho. Isto é, trata-se de algo que vimos e ouvimos, e do qual somos testemunhas diretas.
Porque vimos a verdade, porque vimos a realidade, damos testemunho dela.
Não apenas isso: esse testemunho não é somente algo de que damos testemunho. Descobrimos que ele se torna parte de nós. Ele é a nossa vida. Ele transforma a nossa vida e nos conforma ao testemunho. O testemunho e nós nos tornamos um.
Nosso testemunho não é outra coisa senão o testemunho de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, porque não pregamos a nós mesmos. Pregamos Jesus Cristo, e Este crucificado. Esse é o nosso testemunho.
Irmãos e irmãs, mencionamos ontem pela manhã que esse testemunho foi confiado à igreja. Esse testemunho é tão grande, tão vasto, tão imenso. É tão rico que não pode ser atestado por um indivíduo apenas. É necessário um corpo inteiro para ser a testemunha.
No dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu do céu, os cento e vinte crentes reunidos naquele cenáculo foram batizados em um só Espírito, formando um só corpo.
Antes disso, havia cento e vinte crentes individuais. Era uma congregação de cento e vinte membros. Uma congregação assim é muito rara. Se tivéssemos uma congregação como essa, acho que ficaríamos mais do que satisfeitos.
Entre os cento e vinte, estavam os apóstolos. Estavam a mãe do nosso Senhor Jesus e Seus irmãos segundo a carne. Estavam aqueles que conheciam o Senhor e O haviam seguido por cerca de três anos. Havia também mulheres que amavam muito o Senhor.
Esses cento e vinte se reuniram naquele cenáculo durante dez dias. Dedicaram-se à oração, em unanimidade. Mas ainda eram cento e vinte indivíduos reunidos.
No dia de Pentecostes, algo tremendo aconteceu. O Espírito Santo desceu, e eles foram batizados em um só Espírito, formando um só corpo. Esse é o verdadeiro significado de Pentecostes.
Às vezes, quando pensamos em Pentecostes, pensamos no som e naquilo que se viu: um vento impetuoso e poderoso enchendo o lugar, e o Espírito Santo descendo sobre a cabeça dos cento e vinte como línguas de fogo.
Muitas vezes pensamos em Pentecostes em termos do que se ouviu e se viu, mas essas coisas são apenas complementares. O verdadeiro significado de Pentecostes é este: em um só Espírito, eles foram batizados em um só corpo.
A partir de então, esses cento e vinte nunca perderam sua individualidade, mas eram um. Eram membros uns dos outros. A esse corpo o Senhor confiou Seu testemunho.
Eles deveriam proclamar Jesus como Senhor e ser testemunhas do Senhor Jesus. Logo no início, vemos como isso era glorioso.
Quando lemos os primeiros capítulos de Atos, vemos que, no dia de Pentecostes, quando Pedro se levantou, os outros onze se levantaram com ele. Embora Pedro fosse o porta-voz, os onze estavam ao seu lado, porque davam o mesmo testemunho.
Naquele mesmo dia, três mil pessoas vieram ao Senhor. Em Atos 2:42, lemos que elas perseveravam no ensino e na comunhão dos apóstolos.
Elas não apenas perseveravam no ensino dos apóstolos. Sabemos que o ensino dos apóstolos não é outro senão o ensino de Cristo.
Os apóstolos eram muitos; havia doze apóstolos. Contudo, seu ensino era um só. Pedro não tinha seu próprio ensino. João não tinha sua própria doutrina. Tiago não tinha sua própria teologia. O ensino deles era um só. Ensinavam o que haviam recebido do Senhor.
Todos os crentes daquela época permaneciam ocupados com o ensino do nosso Senhor Jesus. Não apenas guardavam o ensino, mas também perseveravam na comunhão dos apóstolos.
Mais uma vez, os apóstolos eram muitos, mas a comunhão era uma só. Não era que Pedro tivesse sua própria comunhão e reunisse algumas pessoas ao seu redor, de modo que elas dissessem: “Nós somos de Pedro”. Não, havia apenas uma comunhão.
A comunhão dos apóstolos é a comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo — comunhão com o Pai e com o Filho. Eles anunciaram o que haviam ouvido e visto, para que pudéssemos ter comunhão com eles. O ensino é um só; a comunhão é uma só.
Eles partiam o pão. Lembravam-se do Senhor, amavam o Senhor e, como um só corpo, lembravam-se Dele. Oravam, não apenas fazendo orações pessoais e individuais, mas também oração coletiva. Oravam juntos, como um só corpo. Essa é a vida da igreja.
Vemos como amavam uns aos outros e como se reuniam no templo — pois, naquela época, não tinham um edifício próprio. Usavam o pórtico de Salomão quando se reuniam. Partiam o pão de casa em casa, agradecendo ao Senhor e amando uns aos outros.
Foi assim que a igreja se tornou o vaso do testemunho de Jesus. Seu testemunho era poderoso.
Em pouco mais de trinta anos, o evangelho havia se espalhado de Jerusalém para a Judeia, para Samaria e até os confins da terra.
Naquela época, o mundo romano era também o centro do mundo. Em pouco mais de trinta anos, o evangelho de Jesus Cristo já havia alcançado o mundo de então.
Muitos vieram ao Senhor, tanto judeus como gentios. Antes, judeus e gentios não tinham relação uns com os outros, mas agora, em Cristo Jesus, são um. Não há judeu nem gentio; eles estão em Cristo Jesus.
Que testemunho poderoso! As pessoas olhavam para eles e diziam: “Vejam como eles se amam”.
Desde o início, a igreja deu um testemunho fiel.
É claro que sabemos que o inimigo de Deus se levantou. Já no tempo dos apóstolos, o inimigo tentou destruir o testemunho.
Primeiro, tentou usar a perseguição. Vocês se lembram de como Estêvão foi apedrejado até a morte. Ele foi o primeiro mártir da igreja de Deus.
Depois disso, a perseguição começou a se espalhar. Saulo, o fariseu, era um líder nessa atividade. Entrava nas casas, prendia homens e mulheres, levava-os ao tribunal e chegava a condenar alguns à morte.
Ele ia a diferentes cidades e, se encontrasse alguém que cresse no Senhor Jesus, procurava obrigá-lo a blasfemar.
Os discípulos começaram a se dispersar. Graças a Deus, aonde quer que fossem, levavam o evangelho. Por causa da perseguição, o testemunho de Jesus começou a se espalhar por outras regiões.
O inimigo viu que a perseguição não funcionaria, então tentou outros meios. Tentou introduzir o engano na mente das pessoas.
Em alguns lugares, tentou contaminar a mente das pessoas e lhes apresentou falsos ensinos e heresias para afastá-las de Cristo, segundo o mundo e segundo a sabedoria humana, e não segundo Cristo.
Encontramos isso na carta aos Colossenses. Enquanto procuravam seguir o Senhor e buscavam a perfeição, foram enganados, pensando que não poderiam encontrá-la em Cristo, mas que precisariam encontrá-la em outro lugar — na filosofia, no ritualismo e em outras coisas.
Ao mesmo tempo, vemos o inimigo tentando estimular a carne que há nos crentes. Encontramos isso em 1 Coríntios. Embora pertencessem ao Senhor, eram carnais. Não agiam de maneira diferente das pessoas do mundo, de modo que o testemunho de Jesus fosse envergonhado.
Irmãos e irmãs, vemos que, já perto do final do primeiro século, no tempo do apóstolo João, todos os outros apóstolos haviam morrido. No livro de Apocalipse, escrito perto do final do primeiro século, o que encontramos a respeito da igreja?
O testemunho de Jesus foi confiado à igreja. A igreja deveria dar testemunho dele. Mas, quando lemos os capítulos 2 e 3 de Apocalipse, o que encontramos ali?
João teve uma visão. Viu sete candelabros de ouro, que representam as sete igrejas da Ásia, e o Filho do Homem andando no meio dos sete candelabros.
Nosso Senhor está agora no céu, mas está ali como nosso Sumo Sacerdote. Ele não é apenas o Sumo Sacerdote de cada um de nós individualmente; Ele é o Sumo Sacerdote que cuida da Sua própria igreja.
Ele procura Seu testemunho na igreja. A luz ainda está brilhando, mas, naturalmente, tornou-se fraca e já está soltando fumaça. Ele procura restaurar a luz — isto é, procura restaurar Seu testemunho.
Vocês sabem o que o Senhor procura na igreja? Ele procura a Si mesmo. Quer encontrar a Si mesmo em Sua própria igreja. Ele procura verificar se aquilo que revelou à igreja está presente nela.
Para cada igreja, há uma revelação Dele mesmo. Em Apocalipse, capítulo 1, encontramos uma visão do nosso Senhor Jesus. Depois, vemos que Ele lembrou a cada igreja uma parte daquela revelação. É isso que Ele procura: aquilo que já revelou, aquilo que elas viram e ouviram.
As sete igrejas da Ásia foram escolhidas. Havia muitas igrejas na Ásia no final do primeiro século, mas o Espírito Santo selecionou essas sete.
Em certo sentido, essas sete igrejas representam a condição das igrejas ao longo das eras. Podemos considerá-las de diferentes perspectivas.
Eram igrejas reais na Ásia, no primeiro século. Também podem ser vistas profeticamente, porque Apocalipse é um livro de profecia. Essas sete igrejas representam as igrejas desde o primeiro século até o último.
Espiritualmente falando, essas sete igrejas representam as igrejas do mundo em cada geração e em cada século. No primeiro século, encontramos essas condições; e, no século XX ou XXI, ainda podemos vê-las.
Primeiro, considerem a carta à igreja em Éfeso. Sabemos que a igreja em Éfeso teve um início glorioso. Quando Paulo entrou em Éfeso, o Senhor fez coisas maravilhosas ali.
A igreja em Éfeso era conhecida por seu amor. Por isso, quando Paulo escreveu a carta aos Efésios de uma prisão romana, pôde compartilhar com eles todo o conselho de Deus.
Durante os três anos em que Paulo esteve ali, não lhes ocultou coisa alguma. Compartilhou com eles todo o conselho de Deus.
Por que foi assim? Por que ele não pôde fazer isso com os crentes de Corinto, mas pôde revelar plenamente aos crentes de Éfeso aquilo que Deus lhe havia revelado?
Não foi porque os efésios fossem mais inteligentes do que os coríntios. Na verdade, os coríntios eram conhecidos por sua inteligência e por sua capacidade de argumentar com lógica.
Irmãos e irmãs, Deus pode abrir Seu coração a nós não porque alguém seja inteligente, mas porque alguém tem um coração voltado para Ele. Não é a mente; é o coração. É o amor.
Os crentes de Éfeso amavam o Senhor com um amor que não morria. Por isso, Paulo pôde derramar sobre eles todo o conselho de Deus. Que início glorioso!
Mas, irmãos e irmãs, quando lemos a carta em Apocalipse, capítulo 2, vemos que, exteriormente, eles conseguiam manter tudo como antes.
Ainda tinham obras. Ainda tinham conhecimento. Conseguiam distinguir os falsos apóstolos dos verdadeiros e ainda rejeitavam o mal. Tudo parecia estar certo.
Mas, interiormente, faltava algo. E o que faltava era o mais essencial.
Depois de mencionar que eles tinham isto e aquilo, e todas aquelas coisas boas, o Senhor disse:
Tenho, porém, contra ti…
Por quê?
Porque deixaste o teu primeiro amor.
Exteriormente, tudo continuava como de costume, mas, interiormente, faltava algo. O que o Senhor procurava não eram as coisas exteriores. Ele procurava a Si mesmo.
Porque Deus é amor, e nosso Senhor Jesus é amor. Quando falta amor, nada satisfaz o coração do Senhor. O testemunho havia desaparecido.
A forma estava ali, mas o testemunho havia desaparecido. Por isso, nosso Senhor começou a chamá-los ao arrependimento.
Apesar de toda aquela aparência exterior de bondade, eles precisavam se arrepender. Precisavam reconhecer de onde haviam caído e ser restaurados para praticar as primeiras obras.
Ao final daquela carta, Ele diz:
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Ao que vencer—
O Senhor está chamando vencedores. O testemunho de Jesus foi confiado à igreja inteira. Somente quando toda a igreja dá esse testemunho é que ele está completo.
Mas, quando o conjunto começa a se desviar, Deus começa a chamar vencedores.
Os vencedores são aqueles que respondem ao chamado de Deus. Deus Se revelou a eles, mas perderam a visão. Perderam a revelação. Não vivem de acordo com essa visão. Tornaram-se desobedientes à visão celestial.
Aqueles que vencem superam esse afastamento da visão. Respondem ao chamado, arrependem-se de sua falha e voltam às primeiras obras.
Os vencedores não são super-homens nem supercristãos. Os vencedores são cristãos normais. Quando todos se tornam anormais, há alguns que, pela graça de Deus, respondem ao chamado de Deus.
Eles se arrependem de todos os seus pecados e voltam ao Senhor. Assumem a responsabilidade de dar o testemunho de Jesus.
Assumem sua responsabilidade por toda a igreja. Não se separam da igreja, mas procuram assumir a responsabilidade pela igreja inteira. Esses são os vencedores.
Com esses vencedores, o Senhor pode manter Seu testemunho na terra.
Portanto, irmãos e irmãs, Seu chamado para vencer está aqui. Deus nos chama para vencer.
Mesmo em nosso tempo, vemos como a igreja tem falhado no testemunho de Jesus.
O sucesso e o fracasso da igreja são avaliados por uma única coisa: o testemunho de Jesus. Uma igreja pode parecer muito bem-sucedida exteriormente. Pode ter muitas pessoas, muitas atividades e ter feito muito bem.
Mas, irmãos e irmãs, Deus avalia uma igreja por um único critério: o testemunho de Jesus — se esse testemunho está sendo dado fielmente ou se houve falha.
É isso que encontramos na Palavra de Deus. Estou apenas procurando recapitular o que disse ontem. Vamos agora ao que queremos compartilhar nesta manhã.
Na primeira manhã, mencionamos nosso testemunho. Na segunda manhã, mencionamos a igreja como o vaso do testemunho. Hoje, gostaríamos de passar do testemunho à testemunha.
O testemunho de Jesus nos foi confiado. Somos Suas testemunhas.
Vocês se lembram de quando nosso Senhor estava na terra. No Evangelho de João, quando estava com Seus discípulos, Ele disse:
Quando vier o Espírito Santo, o Espírito da verdade, Ele dará testemunho de Mim;
E vós também dareis testemunho de Mim, porque estais Comigo desde o princípio.
Antes da ascensão do nosso Senhor Jesus, Ele confiou Seu testemunho ao Seu próprio povo. Em Mateus, capítulo 28, Ele disse:
Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a observar todas as coisas que vos ordenei.
E eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação da era.
Quando vier o Espírito Santo, sereis Minhas testemunhas.
No poder do Espírito Santo, devemos ser Suas testemunhas.
De que devemos dar testemunho? Damos testemunho do que vimos e ouvimos, da nossa experiência com o Senhor Jesus. Atestamos que isso é verdade, que isso é realidade.
Irmãos e irmãs, como damos testemunho? De que maneiras damos testemunho?
Vemos que há duas maneiras de dar testemunho. Essas duas maneiras não podem ser separadas. Se queremos que nosso testemunho seja poderoso, essas duas coisas precisam andar juntas.
Primeiro: a maneira pela qual damos o testemunho de Jesus é por nossa palavra.
Dar testemunho não é algo silencioso. Precisamos declarar o que vimos e ouvimos.
Nos tempos do Antigo Testamento, se você tivesse visto e ouvido alguma coisa, se algo tivesse acontecido e você estivesse presente, e se recusasse a falar ou a dar testemunho, isso era considerado pecado.
Quanto mais, então, em relação ao que vimos e ouvimos! Precisamos dar testemunho disso por nossa palavra.
Olhem para nosso Senhor Jesus. Aqui está o Verbo.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Por que Ele é chamado de Verbo? Porque Ele é a expressão de Deus. Ele nos declara quem Deus é.
Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito, Que está no seio do Pai, Ele O revelou.
Quando nosso Senhor Jesus estava na terra, as Escrituras nos dizem muito pouco sobre o início de Sua vida. Desde Sua infância até cerca de trinta anos de idade, a Bíblia registra muito pouco.
A única palavra que ouvimos Dele nesse período foi quando tinha doze anos. Ele foi a Jerusalém, ao templo.
Quando os meninos judeus chegavam aos doze anos — ou, hoje, aos treze —, tornavam-se filhos da lei. Antes disso, eram instruídos em casa. Mas, quando chegavam àquela idade, havia uma cerimônia que declarava que o menino havia alcançado a condição de homem, que podia ser um filho da lei.
Ele se tornava membro da sinagoga e tinha o direito de fazer e responder perguntas. Perguntamo-nos se foi numa ocasião como essa que nosso Senhor, aos doze anos, foi ao templo em Jerusalém.
Mas, com nosso Senhor Jesus, foi muito diferente. Os outros meninos judeus simplesmente passavam pela cerimônia. Mas, em nosso Senhor Jesus, surgiu uma profunda consciência.
Para Ele, ser um filho da lei não era apenas uma formalidade. Era algo muito real.
Quando Seus pais partiram, Ele permaneceu no templo. Depois de três dias, Seus pais O encontraram ali. Encontraram-No no meio dos escribas, fazendo e respondendo perguntas.
As pessoas se perguntavam de onde Ele havia adquirido tamanho entendimento. Sua mãe Lhe disse: “Filho, por que fizeste isso conosco? Como nos preocupaste! Passamos três dias procurando por Ti”.
Nosso Senhor disse:
Não sabíeis que Me cumpria ocupar-Me dos negócios de Meu Pai?
Ele falou a verdade. Mas era jovem; ainda era menor de idade. Por isso, obedeceu a Seus pais. Voltou com eles e lhes obedeceu.
A Bíblia diz que Ele crescia em sabedoria e estatura, e em graça diante de Deus e dos homens. Seu crescimento era excelente; era perfeito.
Durante trinta anos, Ele permaneceu oculto e em silêncio. Mas esse foi um tempo de preparação. Então, aos trinta anos, apresentou-Se publicamente e começou a pregar o reino de Deus.
É chegado o reino dos céus.
Daquele momento em diante, Ele percorreu aldeias e cidades, da Galileia à Judeia, da Judeia à Galileia, passando por Samaria. Ali pregou o reino de Deus. Declarou o testemunho de Deus. Chamou as pessoas a voltarem para Deus. Expressou Seu testemunho.
Ele dizia às pessoas que havia sido enviado.
Não vim por Mim mesmo.
Não falei de Mim mesmo.
Falo o que ouvi do Pai.
Ele foi fiel a Seu Pai. Foi fiel ao testemunho de Deus.
Mesmo quando foi preso e levado à casa de Caifás, acusaram-No de muitas coisas. Muitas testemunhas procuraram dizer que Jesus havia feito isto e dito aquilo.
Por fim, alguém apareceu e disse que Ele havia declarado que destruiria o templo e o restauraria em três dias. Mas todas essas testemunhas eram falsas.
Eles desafiaram nosso Senhor Jesus: “Ouves tudo o que essas testemunhas dizem? Por que não Te defendes?”. O Senhor permaneceu em silêncio. Não disse nada.
Por fim, Caifás disse: “Em nome de Deus, dize-nos se Tu és o Cristo, o Filho de Deus”.
O Senhor disse:
Tu o disseste.
E não somente isso: vereis o Filho do Homem assentado à direita do trono de Deus e vindo com poder.
Por causa disso, Ele foi condenado à morte. Deu testemunho de Si mesmo, porque esse era Seu testemunho. Sempre que era desafiado, permanecia em silêncio quanto a todas as outras coisas; mas, no que dizia respeito ao Seu testemunho, Ele falava, mesmo que isso significasse Sua morte.
Então O levaram ao governador. Novamente, as pessoas começaram a acusá-Lo de muitas coisas, mas nosso Senhor não disse uma palavra.
Por fim, Pilatos disse: “Ouves todas as coisas de que Te acusam? Por que não dizes uma palavra? Segundo nosso costume romano, damos ao acusado a oportunidade de se defender diante de seus acusadores. Por que não aproveitas essa oportunidade?”.
O Senhor permaneceu em silêncio. Por fim, Pilatos perguntou: “Tu és o Rei dos judeus?”. Ele disse: “Tu o disseste. Nasci Rei, mas sou o Rei da verdade”.
Nosso Senhor foi condenado por causa desse testemunho, mas foi uma testemunha fiel diante de Pôncio Pilatos. Deu testemunho fiel por Sua palavra.
Depois, encontramos a mesma coisa com os apóstolos. Desde o dia de Pentecostes, começaram a pregar o evangelho de Jesus Cristo.
Vocês se lembram, nos capítulos 3 e 4 de Atos, de como o Senhor usou Pedro e João para realizar um milagre. Havia um homem coxo sentado à porta chamada Formosa, pedindo esmolas.
Quando Pedro e João chegaram ao templo, esse mendigo olhou para eles esperando receber alguma coisa. Pedro olhou para ele e disse:
Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou.
Em nome de Jesus Cristo de Nazaré, levanta-te e anda.
Esse homem se levantou, saltou e pulou. Um milagre havia sido realizado.
Há uma história a esse respeito. Certa vez, Tomás de Aquino, o famoso teólogo, estava visitando o papa. O papa lhe mostrou toda a riqueza do Vaticano.
O papa disse a Tomás: “Já não podemos dizer: ‘Não tenho prata nem ouro’”. Tomás respondeu: “Mas também não podem dizer: ‘Levanta-te e anda’”.
Por causa daquele milagre, Pedro e João foram presos. Foram levados perante o Sinédrio, os fariseus, os sacerdotes e os escribas.
Proibiram-nos de falar em nome de Jesus. Proibiram-nos de proclamar que Jesus havia ressuscitado.
Pedro e João disseram:
Julgai vós se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós do que a Deus.
Porque não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.
Eles foram açoitados, mas se alegraram por terem sido considerados dignos de sofrer pelo nome de Jesus. Voltaram para os seus e contaram aos irmãos e às irmãs o que havia acontecido.
Qual foi a resposta deles? Oraram juntos, em unanimidade, pedindo ao Senhor que lhes desse ousadia para pregar Jesus Cristo.
Foram cheios do Espírito Santo e pregaram Cristo Jesus com ousadia.
Irmãos e irmãs, damos o testemunho de Jesus por nossas palavras. A palavra não é poderosa apenas para os homens; é poderosa também no mundo invisível.
Em Apocalipse, capítulo 12, lemos que eles venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho. A palavra do testemunho não é poderosa apenas no mundo, mas também no mundo invisível.
O nome de Jesus é uma palavra mágica? Não.
Vocês se lembram de um episódio muito interessante em Atos, capítulo 19. Quando a Palavra de Deus atuava poderosamente em Éfeso, havia ali sete filhos de Ceva, um dos principais sacerdotes judeus. Eles eram exorcistas.
Eles observaram Paulo e como ele era eficaz em expulsar demônios. Ao observá-lo, perceberam que Paulo usava o nome de Jesus.
Pensaram: “Esse é o segredo. É muito melhor do que as palavras mágicas que usávamos antes”.
Quando foram expulsar o demônio de uma pessoa possessa, disseram:
Ordeno-vos em nome de Jesus, a Quem Paulo prega.
O espírito maligno disse:
Conheço a Jesus, e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?
O homem possesso saltou sobre eles, dominou-os e fez com que fugissem nus e feridos.
Irmãos e irmãs, o que torna a palavra tão poderosa? Se forem meras palavras, serão palavras vazias. Não funciona. O poder da palavra está no fato de haver algo que a sustenta.
A maneira pela qual testemunhamos do Senhor não é apenas uma questão de palavras; é também uma questão da nossa vida.
Se nossa vida é vazia, precisamos de uma vida que sustente essa palavra. Então, essa palavra realmente significa algo para nós. Não é algo que apenas ouvimos de outros. É uma palavra com a qual temos uma relação pessoal. É uma palavra que nós mesmos experimentamos. Ela é sustentada por uma vida.
É assim que o testemunho e a testemunha se tornam poderosos. Olhem para nosso Senhor Jesus. Por que cada palavra que saía de Sua boca era poderosa? Porque, por trás daquela palavra, havia uma vida.
Havia uma vida totalmente entregue a Deus.
Quando Ele veio a este mundo, foi profetizado a Seu respeito:
Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo Me preparaste.
Eis que venho para fazer a Tua vontade.
A Tua lei está escrita em Meu coração.
Considerem a vida do nosso Senhor Jesus. Ele era absolutamente obediente a Seu Pai. Toda a Sua vida era governada pela vontade do Pai.
Era a vontade do Pai que Ele bebesse aquele cálice amargo, mesmo que isso significasse a contaminação de Sua pureza, mesmo que significasse tamanha incompreensão. Ele agradou ao Pai durante toda a Sua vida.
Nunca houve qualquer distância entre Ele e o Pai. Ele e o Pai eram um. O Pai é santo; Ele é santo. O Pai é justo; Ele é justo.
Mas, um dia, foi da vontade do Pai que Ele Se tornasse Aquele que levaria o pecado do mundo.
Ele não apenas não havia cometido pecado; não conhecia o pecado. Contudo, estava disposto a Se tornar pecado. Como poderia suportar isso?
No jardim do Getsêmani, Ele orou:
Se for possível, afasta de Mim este cálice.
Contudo, não se faça a Minha vontade, mas a Tua.
Irmãos e irmãs, toda a Sua vida foi vivida de acordo com o testemunho de Deus. Deus era absolutamente Deus para Ele. Ele era plenamente o Filho, absolutamente obediente a Deus.
Ele tinha tamanho amor pelo testemunho que morreu por ele. Por causa de uma vida assim, Ele era uma verdadeira testemunha. Tudo o que dizia era poderoso.
Irmãos e irmãs, o mesmo se aplica a nós hoje. Como nosso testemunho pode ser eficaz? Sim, devemos falar.
Sempre que as pessoas nos perguntarem a razão da nossa esperança, precisamos estar preparados para lhes responder. Essa é a nossa responsabilidade.
Mas, irmãos e irmãs, se nossa vida não corresponde à nossa palavra, nosso testemunho é fraco.
Em Apocalipse, capítulo 12, lemos que eles venceram o acusador. Ali, “eles” se refere ao filho varão.