Em verdade vos digo que não passará esta geração até que todas estas coisas se cumpram.
O céu e a terra passarão, mas as Minhas palavras não passarão.
Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai.
E, como foram os dias de Noé, assim será a vinda do Filho do homem.
Pois, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca,
e não o perceberam até que veio o dilúvio e os levou a todos; assim será a vinda do Filho do homem.
Então estarão dois homens no campo; um será levado, e o outro será deixado.
Duas mulheres estarão moendo no moinho; uma será levada, e a outra será deixada.
Vigiai, pois: porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.
Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que dormem; para que não vos entristeçais como os demais, que não têm esperança.
Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus trará com Ele os que dormiram em Jesus.
Pois isto vos dizemos pela palavra do Senhor: nós, os que estivermos vivos, os que permanecermos até a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormiram.
Porque o próprio Senhor descerá do céu, com um brado, com a voz do arcanjo e com a trombeta de Deus: e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;
depois nós, os que estivermos vivos, os que permanecermos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para encontrar o Senhor nos ares: e assim estaremos para sempre com o Senhor.
Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
Nosso querido Pai celestial, nós Te louvamos e agradecemos porque podemos nos reunir em nome do Teu amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Oh, como Te louvamos e agradecemos, porque sabemos que a Tua presença está aqui conosco.
Por isso, Senhor, tiramos os nossos sapatos, pois estamos pisando em terra santa. Esperamos em Ti, ouvindo o que tens a nos dizer nesta noite. Senhor, fala; os Teus servos ouvem.
Entregamos este tempo em Tuas mãos e pedimos que o Teu Espírito Santo nos introduza no espírito da Tua Palavra. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
No primeiro encontro que tivemos sobre Mateus 24 e Mateus 25, compartilhamos a respeito dos sinais dos tempos. Sabemos que hoje estamos vivendo no fim dos últimos dias.
E graças a Deus, embora não saibamos a hora nem o dia da Sua vinda, Ele nos dá muitos sinais para que possamos avaliá-los, discerni-los e saber como nos comportar e como agir.
No segundo encontro, compartilhamos sobre a parousia do Senhor, a presença do Senhor. Hoje, nosso Senhor está ausente deste mundo.
Embora o Seu Espírito esteja aqui, embora Ele venha em Seu Espírito e habite em nós, Ele nunca nos deixa nem nos abandona. Ele está sempre conosco. Contudo, em outro sentido, Ele está ausente hoje.
Mas nós Lhe agradecemos, sabendo que Ele nos prometeu que voltará. Ele voltará para nos levar para Si mesmo, e esta é a nossa bendita esperança.
Portanto, irmãos e irmãs, temos esperança, e essa esperança é a presença do Senhor. Sabemos que a presença do Senhor está muito, muito próxima.
Desejamos que haja em nosso coração um verdadeiro amor pela Sua presença, um verdadeiro anseio pela Sua presença. Espero que diariamente digamos a Ele o quanto sentimos a Sua falta. Queremos que Ele venha.
Nesta noite, gostaríamos de considerar outro assunto intimamente relacionado à parousia, à presença do Senhor. Trata-se do arrebatamento dos santos.
Vocês ficarão surpresos ao descobrir que a palavra rapture, usada em inglês para “arrebatamento”, não está nas Escrituras. É uma palavra que tem sido, e continua sendo, usada entre os crentes quando falamos desse assunto. Contudo, essa palavra em si não está nas Escrituras.
O que encontramos nas Escrituras são palavras que, em inglês, significam “receber”, “elevar” e “ser arrebatado”. Essas são as expressões que vocês encontrarão na Bíblia.
Embora sejam palavras diferentes, quando examinamos o grego original, encontramos basicamente a palavra lambanō, que significa “receber” ou “tomar”.
Às vezes, é analambanō, e ana significa “para cima”. Em outras palavras, receber ou tomar para cima.
Vocês encontrarão essa palavra em Atos 1:2:
Até o dia em que, depois de dar mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que havia escolhido, Ele foi recebido no alto.
E em Atos 1:11:
Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Este Jesus, que dentre vós foi recebido no céu, virá da mesma maneira como O vistes ir para o céu.
Novamente, em Atos 1:22:
Começando desde o batismo de João até o dia em que Ele foi recebido no alto dentre nós — é necessário que um destes se torne conosco testemunha da Sua ressurreição.
Nessas três passagens que acabamos de ler, a palavra no original grego é analambanō.
Mas, em outros lugares, vocês encontrarão ainda lambanō, porém na forma paralambanō. Todos sabemos o sentido de para: tomar ou receber para si mesmo.
Essa é a palavra que encontramos em Mateus 24:40-41, nos versículos que já lemos:
Então estarão dois homens no campo; um será levado, e o outro será deixado.
Duas mulheres estarão moendo no moinho; uma será levada, e a outra será deixada.
A palavra “levado” ali é paralambanō. Vocês também podem encontrá-la em Lucas 17:34-36:
Digo-vos que naquela noite estarão dois homens numa cama; um será levado, e o outro será deixado.
Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será levada, e a outra será deixada.
Dois homens estarão no campo; um será levado, e o outro será deixado.
É a mesma palavra encontrada em Mateus 24. Outra passagem é João 14:3. Vocês se lembram de que nosso Senhor Jesus consolou os Seus discípulos, dizendo:
Não se turbe o vosso coração: crede em Deus, crede também em Mim.
Na casa de Meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vo-lo teria dito; pois vou preparar-vos lugar.
E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos receberei para Mim mesmo; para que, onde Eu estou, estejais vós também.
A palavra “receberei” é paralambanō.
Então encontramos outra palavra grega usada com mais ou menos o mesmo sentido. Essa palavra é harpazō. A palavra harpazō significa “arrebatar” ou “retirar de súbito”.
Por exemplo, ela é usada em Atos 8. Lembramos da história de Filipe, de como ele pregou Cristo àquele eunuco no deserto. Depois que o eunuco foi batizado, de repente Filipe foi arrebatado. Isso está em Atos 8:39:
E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe; e o eunuco não mais o viu, pois seguiu o seu caminho, regozijando-se.
A mesma palavra, harpazō, também é usada em 2 Coríntios 12, quando Paulo relatava uma experiência que lhe havia acontecido catorze anos antes de escrever essa carta. Em 2 Coríntios 12:2, ele disse:
Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos — se no corpo, não sei; ou se fora do corpo, não sei; Deus o sabe —, foi arrebatado até o terceiro céu.
E em 2 Coríntios 12:4:
Foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito proferir.
Nessas passagens, vemos que a palavra usada é harpazō. Portanto, no grego, encontramos várias palavras diferentes, mas todas elas carregam o mesmo sentido. É por isso que usamos o termo arrebatamento, porque todas essas palavras falam de arrebatamento.
Assim, quando falamos de arrebatamento, espero, irmãos e irmãs, que vocês não digam: “Ora, isso não está na Bíblia”. O fato está lá. As palavras gregas estão lá. Mas as traduções inglesas nunca usam essa palavra, rapture.
Creio que todos os cristãos que creem no Senhor acreditam que a igreja será arrebatada.
Somos um povo celestial. Pertencemos ao céu. Não pertencemos a esta terra. Estamos aqui como peregrinos e estrangeiros. Portanto, é natural que um dia sejamos arrebatados, porque é lá que devemos estar.
O apóstolo Pedro diz que, embora não O vejamos, nós O amamos. Fisicamente falando, não O vemos hoje, e, no entanto, nós O amamos.
A Quem, não tendo visto, amais; em Quem, embora agora não O vejais, crendo, vos regozijais grandemente com alegria indizível e cheia de glória.
Agora, irmãos e irmãs, nenhum de nós viu o Senhor fisicamente. Embora espiritualmente nós O vejamos, nós O amamos. Quando pensamos Nele, nos regozijamos com alegria indizível e cheia de glória. Essa é a nossa situação hoje.
Como será quando um dia O virmos face a face? Se hoje, sem O vermos, estamos cheios de alegria indizível, fico imaginando que alegria será quando O virmos face a face.
O apóstolo João diz:
Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus; e de fato o somos.
Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não foi manifestado o que havemos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque O veremos como Ele é.
Em outras palavras, hoje somos filhos de Deus. Que privilégio; que honra! Mas há algo ainda melhor à nossa espera, porque, quando Cristo Se manifestar, nós O veremos como Ele é e seremos semelhantes a Ele.
Às vezes, nosso coração se entristece porque não somos semelhantes a Ele. Como desejamos ser semelhantes a Ele! Um dia, quando O virmos como Ele é — porque hoje sempre O vemos de maneira pouco nítida —, seremos semelhantes a Ele. Vocês anseiam por esse dia?
O apóstolo Paulo nos diz em Filipenses 3 que a nossa cidadania está nos céus. É lá que pertencemos.
Pois a nossa cidadania está nos céus; de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo:
O Qual transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da Sua glória, segundo o poder pelo qual Ele é capaz de sujeitar a Si mesmo todas as coisas.
Um dia, quando Ele voltar, este corpo de humilhação será transformado em um corpo de glória. Vocês sentem que este corpo realmente os humilha? Eu sinto. Sinto-me tão humilhado porque este corpo me limita.
Mas graças a Deus, um dia este corpo será transformado em um corpo de glória. Vocês anseiam por esse dia?
Penso que é natural sermos arrebatados. Se não houver arrebatamento, algo não está certo. Sim, um dia seremos arrebatados. Seremos levados e recebidos em Sua presença, e estaremos com Ele para sempre.
Não creio que haja qualquer problema nisso. Penso que todos concordamos.
Mas o nosso problema com o arrebatamento é que existem muitas interpretações diferentes — não a respeito do arrebatamento em si, mas a respeito do momento e do número de arrebatamentos.
Graças a Deus, não há problema quanto ao arrebatamento em si. Nosso problema diz respeito apenas ao momento do arrebatamento ou ao número de arrebatamentos. Portanto, na verdade, é um problema menor.
Basicamente, existem três escolas de interpretação. Agora, lembrem-se: a interpretação não é a Bíblia; é uma interpretação da Bíblia. Portanto, se vocês tiverem uma interpretação diferente, isso não significa que não creiam na Bíblia.
Eu tive esse problema, e aconteceu na América do Sul — não no Brasil, mas no Peru. Quando estive no Peru, na selva, junto ao rio Amazonas, havia crentes espalhados por aquela região.
Quando estive lá, aconteceu de realizarem uma conferência. Os crentes caminhavam pelas selvas e se reuniam em um lugar chamado Yurimaguas. Não havia estrada para chegar lá; fui de avião. As pessoas se reuniram para uma conferência.
Como eu partiria no dia seguinte, os irmãos locais perguntaram se eu poderia falar na reunião da primeira noite. Então concordei.
Eu estava hospedado com um casal que amava muito o Senhor, um casal americano. Eles haviam sido missionários no Peru por muitos anos. Naquela ocasião, fui visitá-los e fiquei com eles.
Antes de começar a conferência, chegou outro missionário idoso, de uma aldeia vizinha. Ele era inglês.
Antes do jantar naquela casa, começamos a ter comunhão. Esse irmão vinha do movimento dos Irmãos Exclusivos. Então, vocês sabem, ele tentou descobrir qual era a minha posição. Começou a me fazer uma pergunta após outra, e, naturalmente, procurei responder.
Mas eu sabia que aquilo era apenas um prelúdio. Sabia o que viria. E, de fato, depois de algumas perguntas, veio esta. Ele disse: “O que você pensa sobre o arrebatamento?”
Tentei evitar a pergunta, porque sabia o que os Irmãos Exclusivos defendiam sobre o arrebatamento, ou a que se opunham. Então eu disse: “Creio no arrebatamento”.
Então ele disse: “Quando? Quantas vezes?”
Bem, eu sabia que ele cria no arrebatamento pré-tribulacional: uma única vez, e toda a igreja seria arrebatada antes da grande tribulação.
Então eu disse: “Irmão, esta é a minha compreensão hoje, mas estou aberto à correção”. E lhe contei como eu entendia o assunto.
Imediatamente ele disse: “Você não crê na Bíblia”.
Eu disse: “Irmão, creio na Bíblia tanto quanto você. É uma questão de interpretação. Hoje, preciso aceitar uma interpretação que me parece satisfatória. Se amanhã houver uma interpretação melhor e mais satisfatória, estou pronto para recebê-la. Eu creio na Bíblia”.
Mas ele disse: “Não, você não crê na Bíblia”.
Depois do jantar, estávamos caminhando para o local da reunião e, enquanto caminhávamos, sabem o que ele me disse? Ele disse: “Se você falar, eu não falarei”.
Bem, ele vinha de uma aldeia vizinha. Então eu disse ao irmão em cuja casa estava hospedado: “Irmão, não quero causar nenhum problema. Se essa é a posição que ele assume, e ele é de uma aldeia vizinha, então não falarei”.
Assim, não falei. Naturalmente, isso causou alguns problemas, porque os irmãos locais se reuniram na manhã seguinte e quiseram saber por que eu não havia falado.
Mas, de qualquer forma, estou contando isso apenas para me resguardar.
Graças a Deus, todos nós cremos na Bíblia. Embora existam três escolas diferentes de interpretação sobre o arrebatamento, encontramos queridos santos de Deus em todos esses grupos. Todos são santos que creem na Bíblia, portanto devemos amar a todos.
Basicamente, existem três escolas de interpretação:
Portanto, basicamente, existem essas três escolas de interpretação. Não sei a qual escola vocês pertencem, mas isso não importa.
Todas essas escolas baseiam sua interpretação na Bíblia. Todas citam as Escrituras e, às vezes, citam as mesmas passagens.
Permitam-me apresentar alguns dos argumentos usados pelos que creem no arrebatamento pré-tribulacional.
Primeiro, eles se referem a 1 Tessalonicenses 1:10. O apóstolo Paulo disse que os tessalonicenses haviam se convertido dos ídolos a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro:
E aguardar dos céus o Seu Filho, a Quem Ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura.
Eles também se referem a 1 Tessalonicenses 5:9:
Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.
A interpretação é que a ira vindoura é a grande tribulação, ou pelo menos inclui a grande tribulação. Portanto, a grande tribulação é a ira de Deus, e Ele nos livra da ira de Deus — isto é, Ele nos livra da grande tribulação.
Segundo, eles se referem a Jeremias 30:6-7, onde é mencionada a angústia de Jacó. A interpretação é que a grande tribulação nada mais é do que a angústia de Jacó. Por ser a angústia de Jacó, ela se limita ao povo judeu. Não tem nada a ver com a igreja, porque a igreja já foi arrebatada.
Terceiro, eles se referem a Apocalipse 4:1-2:
Depois destas coisas, olhei, e eis uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvi, como de trombeta falando comigo, dizia: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que devem acontecer depois destas.
Imediatamente fui arrebatado em espírito: e eis que um trono estava posto no céu, e Alguém assentado sobre o trono.
A interpretação é que Apocalipse 2 e Apocalipse 3 falam da história profética da igreja desde o primeiro século até a vinda do Senhor. Como Apocalipse 2 e Apocalipse 3 são a história profética da igreja de Deus na terra, então, em Apocalipse 4, quando a voz disse a João: “Sobe aqui”, João foi arrebatado como representante de toda a igreja.
Depois disso, vemos que a palavra igreja não é usada até o último capítulo. Por isso, eles dizem que a igreja foi arrebatada. João representa a igreja no arrebatamento.
Quarto, eles se referem a 1 Tessalonicenses 4:16-17, que já lemos. Haverá um brado, haverá o som da trombeta, e então os mortos ressuscitarão. Os que estiverem vivos e permanecerem serão transformados, e todos serão arrebatados aos ares para encontrar o Senhor ali. Esse é o arrebatamento da igreja.
Quinto, eles se referem a 1 Coríntios 15:50-52:
Ora, isto digo, irmãos: que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção.
Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados,
num momento, num abrir e fechar de olhos, à última trombeta: porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
Aqui vemos que os mortos em Cristo e os vivos são todos ressuscitados e arrebatados.
Sexto, eles usam Lucas 21:36:
Vigiai, pois, em todo o tempo, fazendo súplicas, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer e estar em pé diante do Filho do homem.
Portanto, dizem eles, vocês escapam dessas coisas. Escapam da grande tribulação; toda a igreja foi arrebatada.
O sétimo argumento é Apocalipse 3:10. O Senhor disse:
Porque guardaste a palavra da Minha paciência, também Eu te guardarei da hora da provação, daquela hora que há de vir sobre o mundo inteiro, para provar os que habitam sobre a terra.
Essa provação que virá sobre o mundo inteiro, naturalmente, é entendida como a grande tribulação. Então, aqui vemos que vocês são mantidos fora dessa hora. Em outras palavras, quando a grande tribulação acontecer nesta terra, vocês não estarão aqui. Vocês não são preservados durante ela, mas mantidos fora dela.
Essas são, em linhas gerais, as razões pelas quais as pessoas creem no arrebatamento pré-tribulacional.
Agora vamos examinar um pouco do ensino sobre o arrebatamento pós-tribulacional. Eles também citam as Escrituras.
A primeira passagem é 2 Tessalonicenses 2:1-9. Ali encontramos o apóstolo Paulo dizendo:
Ora, irmãos, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com Ele, nós vos rogamos
que não sejais prontamente abalados em vosso entendimento, nem perturbados, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como se fosse nossa, como se o dia do Senhor já estivesse presente.
Ele diz que duas coisas precisam acontecer. Uma é que haverá apostasia, um afastamento generalizado da fé. Isto é, haverá na igreja uma apostasia generalizada, um afastamento da fé, para preparar o caminho para o aparecimento do homem do pecado, ou seja, o Anticristo.
Portanto, em outras palavras, o Anticristo precisa vir antes de Cristo. Basta procurar o Anticristo, e então vocês saberão quando Cristo virá.
Naturalmente, se esse for o caso, toda a igreja passará pela grande tribulação. Quando o Anticristo, o homem do pecado, se exaltar como Deus, haverá uma grande tribulação para a igreja. Portanto, toda a igreja passará pela grande tribulação antes de ser arrebatada.
Segundo, eles usam a mesma passagem, 1 Coríntios 15:50-52. A razão é que, num abrir e fechar de olhos, ao soar da última trombeta, os mortos ressuscitarão e os vivos serão transformados.
Em outras palavras, quando os mortos em Cristo ressuscitarão? Na última trombeta. Onde podemos encontrar a última trombeta? Se o texto fala da última trombeta, então deve haver uma série de trombetas. A única série de trombetas que encontramos está em Apocalipse.
Ali encontramos os sete anjos tocando sete trombetas. Quando a sétima trombeta é tocada, é dito:
O reino do mundo se tornou o reino de nosso Senhor e do Seu Cristo: e Ele reinará pelos séculos dos séculos.
Portanto, em outras palavras, a grande tribulação já passou. Isso é o arrebatamento pós-tribulacional.
Terceiro, eles se referem a Mateus 24:3. Os discípulos perguntaram ao Senhor:
Qual será o sinal da Tua vinda e da consumação da era?
Então, em Mateus 24:13, lemos:
Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.
Se relacionarmos isso com Mateus 28:20, o Senhor prometeu aos Seus discípulos:
Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo:
ensinando-os a guardar todas as coisas que vos ordenei: e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação da era.
Portanto, em outras palavras, o Senhor estará conosco o tempo todo, até a consumação da era. Quando chegar a consumação da era, isso significa que a tribulação já terá passado. Entenderam? Então aqui está outra razão pela qual o arrebatamento teria de ser pós-tribulacional.
Quarto, eles se referem a 1 Coríntios 15:25:
Porque convém que Ele reine, até que haja posto todos os Seus inimigos debaixo dos Seus pés.
Essa palavra é usada novamente em Atos 2:35:
Assenta-Te à Minha direita, até que Eu ponha os Teus inimigos por estrado dos Teus pés.
Portanto, em outras palavras, o Senhor estará assentado no trono até que todos os inimigos sejam postos debaixo dos Seus pés. Quando será isso? Naturalmente, bem no fim. Portanto, a tribulação já terá passado.
Quinto, eles se referem a 1 Timóteo 6:14:
Que guardes o mandamento sem mácula, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo.
Precisamos guardar o Seu mandamento sem mácula e de maneira irrepreensível até a manifestação — epiphaneia — de nosso Senhor Jesus. Em outras palavras, até que o Senhor Jesus apareça publicamente nesta terra.
Quando Ele aparecer, isso significa que a grande tribulação já terminou. Portanto, essas são basicamente as passagens usadas para sustentar a interpretação do arrebatamento pós-tribulacional.
Então encontramos a terceira escola. Eles usam as mesmas passagens para sustentar o que podemos chamar de arrebatamento parcial, arrebatamento seletivo, ou qualquer outro nome. Quero dizer que alguns serão arrebatados primeiro, e outros serão arrebatados mais tarde.
Portanto, basicamente, existem essas três escolas diferentes. Não entrarei nos argumentos a favor ou contra elas, mas gostaria que vocês examinassem comigo, nesta noite, as passagens da Palavra de Deus que falam sobre o arrebatamento, para ver se podemos encontrar algo.
Antes de fazermos isso, deixem-me contar o que encontrei. Descobri que, se estudarmos realmente todas as passagens das Escrituras sobre o arrebatamento, podemos encontrar dois conjuntos de passagens bíblicas. Podemos colocá-los em dois grupos.
Um conjunto de passagens que fala sobre o arrebatamento é condicional. Encontramos condições estabelecidas — condições para aqueles que serão arrebatados.
Então encontramos outro conjunto de passagens em que não há condição. Nenhuma condição é imposta aos que são arrebatados.
Curiosamente, vemos que todas as passagens que apresentam condições se situam quase sempre antes da grande tribulação. Mas as que não apresentam condições se situam sempre durante ou depois da grande tribulação.
Aqueles cujo arrebatamento está sujeito a condições são arrebatados para o trono. Aqueles cujo arrebatamento não está sujeito a condições são arrebatados para os ares.
Agora, deixem-me apresentar essas passagens para que vocês mesmos possam examiná-las.
Porque o próprio Senhor descerá do céu, com um brado, com a voz do arcanjo e com a trombeta de Deus: e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;
depois nós, os que estivermos vivos, os que permanecermos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para encontrar o Senhor nos ares: e assim estaremos para sempre com o Senhor.
Agora, vocês encontram alguma condição aqui? Alguma condição imposta aos mortos para que ressuscitem, ou aos vivos que permanecerem para que sejam transformados? Nenhuma condição é mencionada.
O texto diz que os mortos ressuscitarão primeiro, depois os vivos que permanecerem. Fico pensando por que o Espírito de Deus colocou ali essa expressão: “os que permanecerem”. Não seria uma indicação de que há alguns vivos que não permanecem? Eles já partiram.
Quando isso acontecerá? Ele disse: com a trombeta de Deus. Se formos a 1 Coríntios 15:50-52, veremos que é uma passagem quase paralela. Ali Ele nos fala da última trombeta.
Portanto, quando a última trombeta soar, o reino de Deus terá chegado e a grande tribulação terá terminado. Assim, isso acontece depois da grande tribulação.
Para onde essas pessoas são arrebatadas? Para os ares, não para o trono. Cristo descerá aos ares, e elas serão arrebatadas para os ares. Isso é incondicional.
Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na Sua vinda.
Então relacionamos isso com 1 Coríntios 15:51-52, que já lemos: os mortos ressuscitarão ao som da última trombeta, e nós seremos transformados.
Aqui, novamente, vemos que nenhuma condição é estabelecida. Ele diz que Cristo ressuscitará primeiro, como as primícias, e os que são de Cristo ressuscitarão na Sua vinda. “Os que são de Cristo” inclui todos os que pertencem a Cristo. Nenhuma condição.
E olhei, e eis uma nuvem branca; e sobre a nuvem vi Alguém assentado, semelhante a um Filho do homem, tendo sobre a Sua cabeça uma coroa de ouro e na Sua mão uma foice afiada.
E outro anjo saiu do templo, clamando com grande voz Àquele que estava assentado sobre a nuvem: Lança a Tua foice e ceifa: porque chegou a hora de ceifar; pois a seara da terra está sobremadura.
E Aquele que estava assentado sobre a nuvem lançou a Sua foice sobre a terra; e a terra foi ceifada.
Naturalmente, sabemos que Aquele que está assentado sobre a nuvem, com uma coroa de ouro e uma foice afiada, é nosso Senhor Jesus. Ele é Aquele que está assentado sobre a nuvem porque veio do trono para os ares.
Então o anjo disse:
Lança a Tua foice e ceifa: porque chegou a hora de ceifar.
Se lermos os versículos anteriores, começando em Apocalipse 14:9, encontraremos o terceiro anjo dizendo:
Se alguém adorar a besta e a sua imagem, e receber uma marca na sua testa ou na sua mão,
também esse beberá do vinho da ira de Deus, preparado sem mistura no cálice da Sua indignação.
Portanto, vocês podem ver que, quando isso acontece, a besta e a marca da besta já apareceram. Isso é depois da grande tribulação. É a ceifa, a colheita.
No mesmo capítulo, em Apocalipse 14:1-5, encontramos as primícias. Quando temos um campo de trigo, geralmente encontramos ali uma parte do trigo que amadurece primeiro, porque recebe mais luz do sol. Ela amadurece primeiro.
Como essa parte já amadureceu, o agricultor colhe primeiro as primícias. Segundo o Antigo Testamento, eles tomavam um feixe das primícias e o apresentavam ao Senhor.
As primícias são a melhor parte da colheita. Não apenas são a melhor parte, mas também garantem a colheita.
Assim, em Apocalipse 14, os primeiros versículos nos falam das primícias. Encontramos 144 mil em pé sobre o monte Sião. Não é o monte Sião na terra; é o monte Sião no céu. Eles são as primícias. São a melhor parte da colheita e são apresentados a Deus.
Então, depois de certo período, vemos que o restante do campo amadureceu. Portanto, chegou a hora da colheita.
Ali não encontramos condição alguma. Simplesmente, todo o campo será colhido. Isso acontece depois da grande tribulação, e a colheita é levada aos ares, porque Aquele que colhe está assentado sobre a nuvem.
Basicamente, essas são as três passagens, embora existam outras.
Agora vamos examinar as passagens sobre o arrebatamento com condições.
Esta é a promessa que nosso Senhor Jesus fez à igreja em Filadélfia:
Porque guardaste a palavra da Minha paciência, também Eu te guardarei da hora da provação, daquela hora que há de vir sobre o mundo inteiro, para provar os que habitam sobre a terra.
Aqui encontramos uma condição, e a condição é:
Guardaste a palavra da Minha paciência.
Vocês sabem, a palavra de Cristo hoje é a palavra da paciência. Por quê? Porque, quando nosso Senhor esteve na terra, Ele foi humilhado.
Embora agora Ele tenha subido às alturas e esteja em glória, ainda não apareceu em glória nesta terra. Portanto, para nós que cremos no Senhor Jesus, este é o dia da nossa humilhação, não o dia da nossa glória.
Hoje, não podemos ser diferentes do nosso Senhor. Por isso, é necessária muita paciência, muita perseverança.
Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.
Leiam Mateus 5, Mateus 6 e Mateus 7, e verão que essa é a palavra da paciência de Cristo. Não é uma palavra do Seu juízo nem da Sua vingança; é a palavra da Sua paciência.
As pessoas não reconhecerão que Ele é o Senhor da glória. Mas, se guardarmos a palavra da Sua paciência, então, pela fé e pela paciência, herdamos o reino.
A condição é que vocês guardem a palavra da Sua paciência — como somos pacientes! Queremos ser glorificados hoje. Queremos receber honra hoje.
Vocês sabem, assim como os discípulos nos primeiros dias: eles queriam se assentar à direita e à esquerda do nosso Senhor Jesus. Não sabiam que deveriam beber o cálice e ser batizados com o batismo com que nosso Senhor foi batizado.
Queridos irmãos e irmãs, o Senhor Jesus disse que conceder um lugar à Sua direita ou à Sua esquerda não cabia a Ele, mas ao Pai. Porém, Ele disse:
Podeis beber o cálice que Eu bebo, ou ser batizados com o batismo com que Eu sou batizado?
Naturalmente, João e Tiago estavam tão ansiosos para se assentar à direita e à esquerda que prometeriam qualquer coisa. Não sabiam o que estavam dizendo.
Queridos irmãos e irmãs, este é o dia da paciência de Cristo. A palavra que Ele nos deu é a palavra da Sua paciência. Humilhemo-nos, e um dia Ele nos exaltará.
Se guardarmos a palavra da Sua paciência, então Ele nos promete que nos manterá fora da hora da provação que virá sobre toda a terra habitada, sobre aqueles que habitam na terra.
Quem são os habitantes da terra? Somos peregrinos, não habitantes. Mas, infelizmente, muitos cristãos se tornam habitantes da terra.
Eles não guardam a palavra da paciência de Cristo. Habitam na terra e procuram obter tudo o que podem deste mundo.
Se esse for o caso, terão de passar pela hora da provação que veio sobre a terra habitada. Somente aos que guardam a palavra da paciência de Cristo Ele promete manter fora dessa hora. Quando a hora chegar, eles já não estarão aqui.
Agora, isso é condicional. Irmãos e irmãs, todos os cristãos guardam a palavra da paciência de Cristo? Podemos examinar a nós mesmos.
Vigiai, pois, em todo o tempo, fazendo súplicas, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer e estar em pé diante do Filho do homem.
Aqui vocês veem a condição: vigiar; orar em todo o tempo. Todos os cristãos vigiam? Oramos em todo o tempo? Somos considerados dignos de escapar?
Voltem a Lucas 21:34:
Acautelai-vos, para que os vossos corações não fiquem sobrecarregados com a glutonaria, a embriaguez e os cuidados desta vida, e aquele dia não venha sobre vós de repente, como um laço:
porque assim virá sobre todos os que habitam na face de toda a terra.
Se hoje vivermos comendo e bebendo, e os cuidados da vida ocuparem todo o nosso ser, então aquele dia virá sobre nós de repente, como um laço, e seremos apanhados. Não poderemos escapar.
Somente aqueles que são considerados dignos de escapar, porque estão vigiando e orando, são dignos de escapar das coisas que virão. Vocês podem examinar os versículos anteriores.
Depois de escaparem, onde estarão? Estarão em pé diante do Filho do homem. Onde está o Filho do homem hoje? Junto ao trono — sobre o trono. Portanto, aqui vemos que é condicional.
E ela deu à luz um filho, um filho varão, que há de reger todas as nações com vara de ferro: e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o Seu trono.
Aqui encontramos um filho varão, um menino, nascido das dores de parto daquela mulher. Não entraremos nas interpretações, porque hoje não temos tempo.
Mas aqui vemos que a mulher estava em dores de parto para dar à luz um filho, um filho varão. Então vemos o dragão esperando ali para devorar esse filho varão.
Em outras palavras, naquele momento a mulher não significava muito para o dragão. Ele não procurava devorar a mulher, mas aquele filho varão era muito importante para ele. Por isso, estava ali esperando, procurando devorá-lo assim que nascesse.
Há uma razão para isso. Mas graças a Deus, quando esse filho varão nasce, ele é levado diretamente para o trono.
Por causa disso, o dragão ficou muito irado e frustrado. Então passou a perseguir a mulher e o restante da sua descendência, aqueles que guardam a palavra de Deus e têm o testemunho de Jesus.
Mas Deus preserva a mulher por 1.260 dias. Isso significa três anos e meio, e sabemos que esses três anos e meio são a grande tribulação.