Testimony Ministry LogoChristian Testimony MinistryCTM
  • Home
  • Speakers
  • Venues
  • Topics
  • Scripture
  • Fellowship Finder
THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
About CTMContact CTMPrivacy PolicyRelated Ministries
    The King Is Coming: The Signs Of The Time #1 © 2026 Christian Testimony Ministry
    0:00
    The King Is Coming: The Signs Of The Time #1
    The King Is Coming: The Signs Of The Time #1
    Kaung, Stephen

    Os sinais do tempo do fim e a preparação para a vinda do Rei

    Acho que, a esta altura, todos já sabem qual é o tema desta conferência: o Rei está vindo.

    Creio que é isso que pulsa no coração do povo de Deus. Isso nos traz grande alegria e expectativa. O Rei está vindo.

    Lembramos que nosso Senhor Jesus disse:

    Quando virdes todas estas coisas acontecerem, olhai para cima e levantai a vossa cabeça; porque a vossa redenção está próxima.

    Como isso é verdadeiro!

    Parece que esse fato — de que o Rei está vindo — está no ar. Podemos senti-lo.

    A expectativa do Messias

    Vocês se lembram de quando nosso Senhor Jesus veio pela primeira vez? Antes de Ele vir, muitas profecias foram dadas à nação de Israel.

    De fato, todos os dias, no templo, quando o sacerdote oferecia incenso, a oração da nação subia a Deus. E sabemos que essa oração era: “Oh, que venha o Messias!”

    Exteriormente, parecia que toda a nação de Israel aguardava a vinda do Messias-Rei. Mas, na verdade, sabemos que apenas uns poucos — um remanescente — realmente aguardavam a Sua vinda.

    Na Palavra de Deus, encontramos pessoas como Zacarias, Isabel, Maria, José, Simeão, Ana e alguns pastores ligados ao templo. Eram esses poucos que realmente aguardavam a vinda do Messias.

    Podemos dizer que eram as pessoas que prepararam o caminho para a Sua vinda. Eles trouxeram o Messias para perto.

    E, irmãos e irmãs, receio que isso seja igualmente verdadeiro quanto à Sua segunda vinda. As profecias acerca da Sua segunda vinda são numerosas em toda a cristandade.

    Provavelmente, a mensagem sobre a segunda vinda do Senhor é uma das mais populares nos círculos cristãos. As pessoas estão estudando profecias. As pessoas se interessam por profecias, ficam fascinadas por elas. E toda a igreja está esperando — ou parece estar esperando — a vinda do Rei.

    Mas, infelizmente, a realidade provavelmente é que pouquíssimos estão realmente esperando a Sua vinda. Pouquíssimos estão realmente preparando o caminho para a Sua vinda. Pouquíssimos.

    A preparação para o retorno do Rei

    E é por isso que estamos reunidos aqui neste momento. Não estamos tanto — não vou dizer interessados — enfatizando todas essas profecias acerca da vinda do Rei.

    Mas sentimos que a vinda do Rei é certa e está próxima, e que é hora de o povo de Deus estar preparado, estar pronto para encontrar o Rei.

    Ou, para dizer isso de maneira mais enfática, sentimos que este é um tempo em que o povo de Deus deve apressar o Seu retorno.

    Não é que o Rei esteja demorando para voltar. É que a noiva não está pronta. Por isso, irmãos e irmãs, sentimos muito fortemente em nosso coração que estes são os poucos dias que restam, e devemos estar preparados para apressar a vinda do Rei.

    Tomamos Mateus como pano de fundo. Fazemos isso porque não queremos dar ênfase excessiva à profecia, nem nos deter demais nela.

    Sabemos que as pessoas se interessam por profecias, mas sentimos que a ênfase deve estar na preparação, não no conhecimento das profecias.

    É por isso que estudaremos o Sermão do Monte, pois sentimos que o Sermão do Monte é a verdadeira preparação do povo de Deus para a Sua vinda.

    Sentimos que ele não é apenas a verdadeira preparação; cremos também que, se o povo de Deus viver o que está em Mateus 5–7, apressará a vinda do Rei.

    Estudaremos Mateus 13, os mistérios do reino dos céus. Isso nos dará uma história profética desde a primeira vinda do Senhor até a Sua segunda vinda, para nos mostrar o que Ele está fazendo durante este período da graça.

    Exteriormente, encontramos muita confusão. Mas, interiormente, o Rei está reunindo o Seu povo, preparando o Seu reino, para que possa voltar.

    E, é claro, estudaremos Mateus 24–25 para considerar os sinais dos tempos e o que a Sua vinda significa para nós.

    O discurso do Monte das Oliveiras

    Agora, a minha responsabilidade é tratar de Mateus 24–25. Como nosso irmão mencionou esta manhã, o discurso do Monte das Oliveiras é interpretado de muitas, muitas maneiras.

    Mas nosso interesse não está nessas interpretações. Talvez apresentemos alguma interpretação a vocês; não podemos evitar isso. Mas, se vocês não concordarem com ela, fiquem à vontade para manter o seu entendimento.

    Seja qual for a interpretação que vocês adotem, sentimos que ela não é tão importante quanto estar preparados para a Sua vinda.

    Então, vamos ler Mateus 24:1 em diante.

    E Jesus saiu do templo e ia-Se retirando;
    e os Seus discípulos aproximaram-se dEle para Lhe mostrar os edifícios do templo.
    Mas Ele respondeu e lhes disse: “Não vedes todas estas coisas?
    Em verdade vos digo: não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada”.

    E, estando Ele assentado no Monte das Oliveiras, os discípulos aproximaram-se dEle em particular, dizendo:
    “Dize-nos: quando serão estas coisas?
    E qual será o sinal da Tua vinda e do fim do mundo?”

    E Jesus respondeu e lhes disse: “Acautelai-vos, para que ninguém vos engane.
    Porque muitos virão em Meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo’; e enganarão a muitos.
    E ouvireis de guerras e rumores de guerras: vede que não vos perturbeis;
    porque é necessário que estas coisas aconteçam; mas ainda não é o fim.
    Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino;
    e haverá fomes e terremotos em diversos lugares.
    Mas todas estas coisas são o princípio das dores de parto.

    Então vos entregarão à tribulação e vos matarão;
    e sereis odiados por todas as nações por causa do Meu nome.
    E então muitos tropeçarão, e entregarão uns aos outros, e odiarão uns aos outros.
    E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
    E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.
    Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.
    E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo,
    para testemunho a todas as nações; e então virá o fim”.

    Mateus 24:32–39:

    “Aprendei, pois, a parábola da figueira:
    quando o seu ramo já se torna tenro e brota folhas,
    sabeis que o verão está próximo;
    assim também vós, quando virdes todas estas coisas,
    sabei que Ele está próximo, às portas.
    Em verdade vos digo: esta geração não passará
    até que todas estas coisas se cumpram.
    O céu e a terra passarão,
    mas as Minhas palavras não passarão.

    Mas daquele dia e hora ninguém sabe,
    nem mesmo os anjos dos céus, mas somente o Pai.
    E, como foram os dias de Noé,
    assim será a vinda do Filho do Homem.
    Porque, assim como nos dias anteriores ao dilúvio,
    comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento,
    até o dia em que Noé entrou na arca,
    e não o perceberam até que veio o dilúvio e os levou a todos;
    assim será a vinda do Filho do Homem”.

    Agora, voltemos a Mateus 24:27:

    “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente
    e se mostra até o ocidente,
    assim será a vinda do Filho do Homem”.

    Oração

    Vamos orar.

    Amado Pai celestial, nós Te louvamos e agradecemos por estarmos reunidos aqui nesta noite em nome do Teu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo. Nós Te agradecemos pela Tua presença conosco e Te pedimos que fales por meio da Tua Palavra.

    Oramos para que fales ao nosso coração, para que não apenas ouçamos as palavras, mas ouçamos a Tua voz nos chamando a estar preparados para Te encontrar. Entregamos este tempo nas Tuas mãos e confiamos em Ti para receber a Tua bênção, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    O discernimento dos sinais dos tempos

    Em Mateus 16, os fariseus vieram ao Senhor Jesus e Lhe pediram um sinal do céu.

    E o Senhor Jesus disse:

    Ao cair da tarde, dizeis: “Haverá bom tempo, porque o céu está vermelho”.
    E, pela manhã: “Hoje haverá tempestade, porque o céu está vermelho e sombrio”.

    Então o Senhor disse:

    Sabeis discernir o aspecto do céu, mas não sabeis discernir os sinais dos tempos.
    Uma geração má e adúltera busca um sinal; e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal de Jonas.

    As pessoas sabem discernir o aspecto do céu, mas estão cegas para reconhecer o sinal do tempo em que vivem. A incredulidade cega os nossos olhos para os sinais.

    E, novamente, em Lucas 12, nosso Senhor Jesus disse à multidão:

    Quando vedes uma nuvem subir do ocidente, logo dizeis: “Vem chuva”; e assim acontece.
    E, quando vedes soprar o vento sul, dizeis: “Haverá calor abrasador”; e assim acontece.

    O Senhor disse novamente:

    Sabeis julgar a aparência do céu e da terra, mas não sabeis discernir este tempo.
    Não sabeis o que é certo fazer.

    Irmãos e irmãs, somos capazes de discernir os fenômenos físicos e dizer o que vai acontecer, mas não somos capazes de discernir a situação espiritual e moral, para saber o que está por vir.

    Eclesiastes 8:5 diz:

    O coração do sábio discerne o tempo e o juízo.

    Em outras palavras, o coração do sábio não apenas conhece o tempo; por conhecer o tempo, ele sabe o que fazer.

    Se não conhecemos o tempo, não sabemos como reagir a ele, como agir diante dele ou como nos conduzir. Portanto, irmãos e irmãs, é muito importante conhecer o tempo em que estamos vivendo. E, conhecendo o tempo, sabemos o que devemos fazer.

    E, em Mateus 24, vemos que os discípulos do nosso Senhor Jesus se aproximaram dEle em particular e perguntaram:

    Senhor, quando serão estas coisas?
    E qual será o sinal da Tua vinda e da consumação desta era?

    Esses discípulos não vieram pedir um sinal por incredulidade, como os fariseus e os saduceus. Pelo contrário, vieram ao Senhor pedir o sinal porque criam.

    Eles criam que o Senhor viria. Criam que o fim chegaria. E, por isso, pediram ao Senhor o sinal da Sua vinda e da consumação desta era, para que pudessem estar mais bem preparados.

    E acho que essa deve ser a nossa atitude. Precisamos conhecer os sinais dos tempos — não por incredulidade. Precisamos conhecer os sinais dos tempos porque cremos e queremos estar preparados.

    Os últimos dias

    Na primeira vinda do nosso Senhor Jesus, quando Ele estava na terra, o sinal era o sinal de Jonas. Por se tratar de uma geração má e adúltera, nenhum outro sinal poderia ser dado, a não ser o sinal de Jonas.

    Para a Sua segunda vinda, o Senhor também deu sinais à igreja que crê. E, nesta noite, é isso que queremos considerar juntos diante do Senhor.

    Creio, irmãos e irmãs, que todos sentimos que vivemos nos últimos dias, ou no fim desses dias.

    Na verdade, “os últimos dias”, ou “o fim dos dias”, é uma expressão hebraica. Nós a encontramos tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento.

    E, de fato, “os últimos dias”, ou “o fim dos dias”, significa o fim do período da lei, da dispensação da lei, quando o Messias seria apresentado. Por isso, encontramos a mesma expressão no Antigo Testamento.

    O apóstolo Paulo usou a expressão “os últimos dias” em 2 Timóteo 3:1. Encontramos o apóstolo João usando as palavras “a última hora” em 1 João 2:18. E Pedro usou a expressão “os últimos dias” em 2 Pedro 3:3.

    Embora haja pequenas variações, sabemos que significam a mesma coisa: os últimos dias, a última hora, o encerramento dos dias.

    Agora, irmãos e irmãs, se a primeira vinda do nosso Senhor Jesus a esta terra deu início aos últimos dias, e agora estamos vivendo no século XX, perto do fim do século XX, então, sem dúvida, estamos vivendo bem no fim dos últimos dias.

    Estamos vivendo no tempo do fim. Esse é o tempo em que vivemos agora.

    Precisamos saber: quais são os sinais deste tempo? Assim poderemos estar mais bem preparados.

    A destruição do templo e a era da igreja

    Em Mateus 24, nosso Senhor Jesus e Seus discípulos estavam saindo do templo em Jerusalém. Estavam a caminho do Monte das Oliveiras, saindo de Jerusalém.

    E, enquanto saíam, os discípulos chamaram a atenção do Senhor para as pedras e os edifícios do templo.

    Vocês sabem, não eram apenas os judeus daquela época que tinham muito orgulho desse templo — o templo construído pelo remanescente que voltou do cativeiro babilônico, ampliado e embelezado pelo rei Herodes, adornado com belas pedras e ofertas. Até os discípulos se deixavam impressionar por aquelas belas pedras e aqueles edifícios magníficos.

    Então chamaram a atenção do Senhor para aquelas pedras e aqueles edifícios. E, para sua surpresa, o Senhor disse:

    Vedes estas coisas?
    Virá o dia em que não ficará pedra sobre pedra.

    Em outras palavras, haveria uma ruína completa.

    É claro que os discípulos mal podiam acreditar nisso. E não ousaram perguntar ao Senhor pelo caminho, para que ninguém os ouvisse. Aquilo soaria como blasfêmia aos ouvidos dos judeus.

    Por isso, quando o Senhor chegou ao Monte das Oliveiras, alguns dos discípulos — e sabemos que eram quatro: Pedro, André, João e Tiago — vieram ao Senhor em particular, em segredo. Talvez estivessem sussurrando ao Senhor:

    Senhor, quando serão estas coisas?
    E qual será o sinal da Tua vinda e da consumação desta era?

    Talvez, na mente desses discípulos, essas três coisas estivessem ligadas: a destruição do templo em Jerusalém, a vinda do Senhor e o fim desta era.

    Para os discípulos, se essas coisas acontecessem, certamente o Senhor viria, e isso seria o fim desta era. Portanto, talvez, na mente deles, essas três coisas fossem uma só. Mas, na verdade, sabemos que eram três coisas.

    Quando serão estas coisas?

    Sabemos que, no ano 70 d.C., quando o exército romano entrou em Jerusalém, atacou o templo.

    Mas ele era feito de pedras enormes. Por fim, lançaram tochas acesas para dentro do templo, e ele começou a arder. Mas, embora o templo fosse queimado, a madeira podia ser consumida pelo fogo; certamente as pedras enormes ainda permaneceriam umas sobre as outras.

    Cada pedra tinha sido cortada e alisada de tal maneira que uma se encaixava na outra. Era tudo muito bem ajustado. Como todas essas pedras poderiam deixar de permanecer umas sobre as outras?

    Mas a história nos diz que isso aconteceu. A razão é que o templo era revestido de ouro. O fogo ardeu, e o ouro derreteu e escorreu para as fendas entre aquelas pedras.

    Então, para recuperar o ouro, eles removeram cada pedra. Não ficou pedra sobre pedra. Aquilo que, humanamente, se considerava impossível cumpriu-se literalmente no ano 70 d.C.

    Quando serão estas coisas?

    Isso já aconteceu no ano 70 d.C.

    Qual será o sinal da Tua vinda e da consumação desta era?

    Encontramos um intervalo de quase dois mil anos entre esses acontecimentos.

    É isso que chamamos de era da igreja, a dispensação da graça. É um mistério. Esteve oculto ao longo das gerações, mas agora nos foi revelado pelo Espírito Santo, por meio dos profetas e dos apóstolos.

    E sabemos o que é esse mistério do evangelho, o mistério de Cristo: é o mistério da igreja, a dispensação da graça.

    Mas sabemos que, ainda assim, o fim chegará, e sabemos que o Senhor voltará. Então, aqui encontramos a pergunta:

    Qual será o sinal da Tua vinda e da consumação desta era?

    Na verdade, a vinda do Senhor — ou a parousia do Senhor, a presença do Senhor — e a consumação desta era são duas coisas diferentes. Mas estão intimamente relacionadas.

    A vinda do Senhor trará a consumação desta era. Quanto ao tempo, elas coincidem. Mas, quanto ao lugar, a vinda do Senhor, ou a parousia do Senhor, diz respeito às coisas do alto, enquanto a consumação desta era diz respeito às coisas de baixo, na terra.

    De qualquer modo, acho que, por enquanto, não faremos distinção entre essas duas coisas. Vamos simplesmente colocar a questão desta maneira: qual é o sinal do tempo do fim?

    Estamos vivendo no tempo do fim, no final dos últimos dias. E há sinais que nos foram dados para que possamos discernir e fazer o que é certo?

    A advertência contra o engano

    Em Mateus 24:4, o Senhor disse:

    Acautelai-vos, para que ninguém vos engane.

    Antes de o Senhor nos mostrar o sinal da Sua vinda e da consumação desta era, Ele nos deu uma advertência:

    Acautelai-vos, para que ninguém vos engane.

    Vocês sabem, irmãos e irmãs, o estudo da profecia é fascinante. E, como somos naturalmente curiosos, sempre temos curiosidade a respeito do futuro. E não apenas curiosidade: também ficamos ansiosos em relação ao futuro.

    E, por sermos curiosos e ansiosos, podemos facilmente ser enganados. Ficamos expostos à tentação.

    Por isso, o Senhor disse que, ao lidar com a profecia, devemos tomar cuidado para não sermos enganados. Ninguém deve enganar vocês. Em outras palavras, não sigam homem algum. Voltem-se para a Palavra de Deus.

    Muitos virão com ideias extravagantes — ideias fascinantes —, e como as pessoas se agarram a essas coisas e são enganadas!

    Meus irmãos e irmãs, como nosso irmão mencionou esta manhã, precisamos voltar à Palavra de Deus. Esse é um fundamento seguro.

    Além disso, não se deem por satisfeitos com interpretações. Vocês podem encontrar algumas interpretações que os satisfaçam, mas não se contentem apenas com o conhecimento de todas essas interpretações.

    Precisamos estudar a profecia, a Palavra profética de Deus, até que o dia clareie e a estrela da manhã nasça em nosso coração, como diz Pedro.

    Agora, o que isso significa? Significa que, ao estudar a profecia, não devemos parar na tentativa de encontrar a melhor interpretação, aquela que satisfaça a nossa mente.

    Mas, quando estudarem a profecia, estudem-na até que o dia clareie. Irmãos e irmãs, estamos vivendo na parte mais escura da noite. Mas, ao estudar a profecia, é como se o dia começasse a clarear e a estrela da manhã nascesse em nosso coração.

    A estrela da manhã não é outro senão nosso Senhor Jesus. Um dia, quando Ele voltar, será como o Sol da justiça. Quando Ele vier como o Sol da justiça, todos O verão, assim como todos veem o sol brilhar.

    Mas somente aqueles que vigiam, somente aqueles que estão atentos, somente aqueles que estão acordados verão a estrela da manhã.

    Irmãos e irmãs, estudem a profecia até que o dia clareie em nosso coração e a estrela da manhã nasça no coração de vocês. Em outras palavras, estudem a profecia até verem que Ele veio — como se Ele já tivesse vindo. Ele vem. E essa é a maneira de estudar a profecia.

    O princípio das dores de parto

    Depois que o Senhor partiu desta terra para o céu, encontramos falsos profetas, falsos mestres e falsos cristos neste mundo.

    Vemos que houve, e ainda há, guerras e rumores de guerras. Vemos nações lutando contra nações, reino contra reino, fome, peste e terremotos por toda parte.

    Mas o Senhor disse:

    Ainda não é o fim.
    É o princípio do fim, o princípio das dores de parto.

    Nestes dois mil anos, sempre houve falsos profetas, falsos mestres e falsos cristos. Nestes dois mil anos, encontramos guerras, rumores de guerras, fome, peste e terremotos. Essas coisas têm acontecido há vinte séculos.

    Como sabemos que o fim está próximo? Bem, o Senhor nos diz com muita clareza: quando vocês virem essas coisas, não digam: “Este é o fim”.

    Naturalmente, quando há um grande terremoto, se vocês estiverem lá, vão pensar que o fim chegou. Quando essas calamidades acontecem, é natural dizermos: “Agora, isso só pode ser o fim”.

    Então o Senhor diz:

    Não. Ainda não é o fim.
    É o princípio do fim.
    É o princípio das dores de parto.

    Vocês sabem, irmãos e irmãs, todos sentimos que guerras, fome, peste e terremotos são coisas ruins. São muito negativos e destrutivos. Não nos parece que sirvam a propósito algum.

    São apenas sofrimento. E, muitas vezes, as pessoas fazem a pergunta: “Por que Deus permite essas coisas? Se Ele não dá origem a essas coisas, por que as permite? Sendo Deus amor, por que Ele permite que tudo isso aconteça?”

    E algumas pessoas chegam a atribuir essas coisas a Deus e a culpá-Lo por tudo isso.

    É claro que sabemos que essas coisas são consequências dos nossos pecados. Sabemos que elas acontecem neste mundo porque há um adversário.

    E ele é mentiroso, homicida desde o princípio, e é o governante deste mundo. Por isso, vemos todas essas coisas acontecendo neste mundo.

    Mas, irmãos e irmãs, o Senhor disse que essas coisas são o princípio das dores de parto. Isso nos dá uma perspectiva diferente.

    Quando olhamos para todas essas coisas, dizemos: “Que bem pode resultar disso?” Essas coisas só resultam em calamidades, ruína, sofrimento e morte. Mas o Senhor disse:

    Lembrai-vos: estas coisas são o princípio das dores de parto.

    Quando uma mulher está com dores de parto, ela está prestes a dar à luz uma criança.

    Não sei se estou certo, mas creio que, no princípio, quando Deus criou Adão e Eva e os abençoou para que tivessem muitos filhos e muitas filhas — em outras palavras, para que houvesse muitos de nós —, se o homem não tivesse pecado, provavelmente o parto não teria dor.

    As dores de parto vieram depois da queda do homem, e Deus disse que a mulher daria à luz com dor.

    Mas, ainda assim, quando uma mulher está com dores de parto, ela passa por um processo de morte. Porém, depois que a criança nasce, todas as dores são esquecidas por causa da alegria.

    E o Senhor disse que essas são dores de parto. Em outras palavras, embora o inimigo tenha a intenção de fazer o mal, o Senhor transforma isso em bem. De todos esses sofrimentos, Ele fará nascer aquilo que busca.

    O Cordeiro que abre os selos

    Agora, se a minha interpretação estiver correta, creio que Apocalipse 5 é uma reapresentação da ascensão do nosso Senhor Jesus, assim como Apocalipse 4 é uma reapresentação da glória do Criador.

    Ali encontramos nosso Senhor Jesus, que ascendeu ao céu, o Cordeiro recém-imolado em pé diante do trono, recebendo da mão dAquele que está assentado no trono aquele rolo selado com sete selos, porque Ele é digno.

    E, se relacionarmos isso com Salmos 2, veremos que, na ascensão do nosso Senhor Jesus, a Bíblia diz — o Pai disse:

    Pede-Me, e Eu Te darei as nações por Tua herança.

    Pergunto-me se esse é o momento. Pergunto-me se, quando o Senhor ascendeu ao trono, recebeu do Pai o título de propriedade de todo este universo.

    Deus é o dono deste universo. Ele nunca abre mão da Sua propriedade. Ela pode ser usurpada e dilapidada pelo inimigo, mas Ele é o dono. E agora Ele tem Alguém capaz de efetuar a recuperação da herança.

    E, irmãos e irmãs, não consigo acreditar que nosso Senhor Jesus tomaria aquele rolo e esperaria dois mil anos antes de abrir os selos. Vocês conseguem imaginar isso?

    Certamente, creio que, depois de receber o rolo, Ele começou a abri-lo. E o que encontramos ali? Encontramos Apocalipse 6.

    Ali encontramos, durante a abertura dos primeiros quatro selos, os quatro cavalos — os quatro cavaleiros.

    O primeiro cavalo era branco: falsos cristos. Por quê? Porque o cavaleiro tem um arco, mas não tem flecha.

    O segundo cavalo é vermelho, falando de derramamento de sangue e guerra. O terceiro cavalo é preto: fome. O quarto cavalo é verde-pálido: peste.

    E, irmãos e irmãs, quando comparamos Apocalipse 6:1–8 com Mateus 24:5–8, encontramos uma semelhança.

    Irmãos e irmãs, por que o Senhor Jesus disse que essas coisas são o princípio das dores de parto? Porque é Ele quem abre os selos. É Ele quem libera os cavaleiros. Em outras palavras, Ele está no controle.

    Embora essas coisas venham do inimigo, ou, em certo sentido, sejam a última luta do inimigo, o Senhor está reivindicando a Sua herança, e o inimigo está resistindo e lutando com o que tem e com o que é: um mentiroso e homicida.

    Oh, como agradeço ao Senhor! Embora eu não consiga explicar tudo o que está acontecendo no mundo hoje, posso olhar para cima e dizer: “Senhor, Tu estás no controle. Tu estás realizando o Teu propósito”.

    “Tu estás fazendo nascer aquela criança, aquele filho varão que buscas. Nada disso é em vão.”

    Vocês sabem, quando uma mulher começa a sentir dores de parto, essas dores aumentam em intensidade, em magnitude e também em frequência. Elas vêm cada vez mais depressa, até o momento do nascimento.

    E isso não é verdade também hoje? É verdade que todas essas coisas — falsos profetas, guerras, rumores de guerras, fome, terremotos e peste — têm acontecido há dois mil anos.

    Mas não é verdade que, à medida que nos aproximamos do fim, a magnitude, a intensidade e a frequência aumentaram muito? Isso mostra que Ele está próximo. Mas esse é apenas o princípio do fim.

    A perseverança em meio à tribulação

    Então, em segundo lugar, o Senhor continua em Mateus 24:9–14:

    Aquele que perseverar até o fim.

    Agora, irmãos e irmãs, quando todas essas coisas acontecem neste mundo, o que acontece com a igreja? O que acontece com os crentes?

    O Senhor disse:

    Então vos entregarão à tribulação e vos matarão;
    e sereis odiados por todas as nações por causa do Meu nome.

    Irmãos e irmãs, não somos do mundo. O Senhor nos chamou para fora do sistema deste mundo.

    Não pertencemos a este sistema mundial. Somos estrangeiros e peregrinos nesta terra. E, por isso, não pertencemos a este sistema mundial — este kosmos —, sob o domínio do deus deste mundo, Satanás, o inimigo.

    E o que podemos esperar? Perseguição.

    Irmãos e irmãs, podemos esperar acolhimento e amizade deste mundo que está sob o domínio do inimigo de Deus? Pertencemos a outro reino. Pertencemos a outro mundo.

    E, por isso, ao longo dos vinte séculos, vemos que os cristãos têm sido perseguidos e odiados por toda parte. São odiados por causa do nome do Senhor Jesus.

    Quando nosso Senhor estava na terra, Ele foi odiado. Foi crucificado. E podemos esperar um tratamento melhor do mesmo mundo?

    Não se surpreendam se sofrermos pelo nome do Senhor Jesus. É isso que devemos esperar.

    Somos testemunhas do Senhor, e a palavra “testemunhas”, no original, é mártires — a mesma palavra.

    Precisamos testemunhar do nosso Senhor com a nossa vida, ou até mesmo entregando a nossa vida. Isso é o que naturalmente — ou sobrenaturalmente de modo natural — devemos esperar.

    O sangue dos mártires rega a semente do evangelho.

    Mas, por causa das perseguições e das pressões, muitos tropeçarão. Mesmo entre o povo de Deus, muitos tropeçarão porque não estão preparados para essas coisas.

    Estão preparados para a prosperidade, para o sucesso. Não estão preparados para o sofrimento.

    E, mesmo entre o povo de Deus, para se protegerem, alguns podem entregar seus próprios irmãos. E vemos isso acontecendo até hoje.

    Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfria.

    Irmãos e irmãs, vivemos em um tempo de iniquidade. Para onde quer que olhemos, há iniquidade. E, por causa disso, nosso amor pelo Senhor é afetado.

    Começamos a fazer concessões. Começamos a perder nosso primeiro amor pelo Senhor. O amor de muitos esfria.

    Além disso, há falsos mestres e falsos profetas afastando as pessoas de Cristo, desviando nosso coração do Senhor.

    Irmãos e irmãs, a igreja está na fase de Laodiceia. Mas ainda nos vangloriamos e temos orgulho de nós mesmos.

    Mas, graças a Deus, nosso Senhor Jesus disse:

    Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.

    Essa é a perseverança dos santos. Essa é a paciência de Cristo. Como precisamos guardar a palavra da Sua paciência!

    Não demorará muito. E aquele que perseverar até o fim será salvo.

    O evangelho do reino

    E, irmãos e irmãs, o evangelho do reino deve ser pregado a todas as nações, e então virá o fim.

    Quem estará pregando o evangelho do reino — o evangelho do Rei?

    Somente aqueles que perseveram até o fim. Somente aqueles que vivem o que está em Mateus 5–7. Somente aqueles que guardam a palavra da Sua paciência.

    São essas as pessoas que pregarão o evangelho do reino às nações, para lhes dizer que há um Rei. Ele tem um reino, e o Seu reino é indestrutível; é eterno.

    E então o Senhor disse:

    Virá o fim.

    Os dias de Noé

    Em terceiro lugar:

    Como nos dias de Noé, assim será a vinda do Filho do Homem.

    Há muito que podemos dizer sobre os dias de Noé. Se voltarmos a Gênesis 4–6 — precisamos voltar ao capítulo 4 porque os homens daquela época viviam muito tempo —, veremos que os dias de Noé abrangem um período bastante longo.

    Para entendermos os dias de Noé, o Senhor Jesus disse:

    Assim será a vinda do Filho do Homem.

    Quais são os fenômenos dos dias de Noé?

    Gênesis 6 diz que, quando a população começou a aumentar, houve uma explosão populacional. Acho que todos estão falando de explosão populacional.

    Recentemente, vi um artigo. Ele diz que, a cada dia, são acrescentadas 255 mil pessoas. A cada ano, são acrescentados 90 milhões. Hoje, a população mundial é de 5,2 bilhões.

    Mais um bilhão será acrescentado em dez anos. Até o ano de 2020, teremos mais dois bilhões. E, até 2100, a população será de 15 bilhões.

    Agora, não estou interessado no tamanho da população, mas, quando a população cresce de maneira explosiva, vocês sabem o que acontece. Onde há tantas pessoas, invariavelmente encontramos um aumento do pecado, do crime e de todas essas coisas. Esse é o problema.

    E as pessoas, é claro, diziam: “Bem, há o problema da alimentação”. Há muitos problemas.

    Essas coisas aconteceram nos dias de Noé, e hoje vemos que se multiplicaram, não sei quantas vezes.

    E, novamente, encontramos nos dias de Noé, em Gênesis 6:4:

    Os nefilins estavam na terra naqueles dias,
    e também depois, quando os filhos de Deus se uniram às filhas dos homens,
    e elas lhes deram filhos;
    estes eram os valentes da antiguidade, os homens de renome.

    A Bíblia diz que, naqueles dias, havia gigantes. E, em hebraico, a palavra nefilins significa, na verdade, “os caídos”.

    Originalmente, esse termo se aplicava aos anjos caídos — aqueles anjos que não guardaram o seu devido lugar. Em outras palavras, os anjos não se casam nem são dados em casamento. Mas esses anjos parecem ter vindo aos seres humanos e se unido em casamento às filhas dos homens.

    E o resultado foram heróis, homens de renome, gigantes. Gradualmente, vemos essa palavra, nefilins, ser aplicada aos descendentes desses anjos caídos.

    Encontramos isso não apenas na mitologia grega, mas também na Bíblia, mesmo depois do dilúvio. Uma das razões pelas quais o dilúvio veio foi a existência dessas espécies anormais.

    E Deus é o Deus de ordem. Tudo é segundo a sua espécie. Portanto, quando há essa perturbação da ordem de Deus, o juízo vem sobre esta terra.

    Outra interpretação é que os filhos de Deus se referem aos descendentes de Sete, os descendentes piedosos, e as filhas dos homens se referem aos descendentes de Caim.

    E aqui vemos que, nos dias de Noé, os descendentes piedosos de Sete haviam se tornado ímpios ao se casarem com as filhas de Caim. Em outras palavras, somente Noé e sua família eram justos diante de Deus. Pensem nisso.

    E, é claro, nos dias de Noé, encontramos violência e corrupção por toda parte. Naturalmente, é isso que se espera. Quando as pessoas abandonam a ordem divina, quando não honram nem respeitam a ordem de Deus, também não respeitarão os seres humanos.

    Cada um buscará o seu próprio benefício, e haverá violência e corrupção — não há dúvida disso. E, irmãos e irmãs, o que vemos hoje?

    Por mais estranho que pareça, enquanto o mundo se torna tão corrupto, tão violento, cheio de pecados, crimes e tudo o que se possa imaginar, ao mesmo tempo sentimos que estamos nos tornando mais civilizados, mais cultos — música, arte, todas essas expressões culturais.

    E não é de admirar que, durante o Holocausto, quando enviavam aqueles homens, mulheres e crianças judeus para as fornalhas da morte, estivessem ali tocando música clássica.

    Estranhamente, essas duas coisas andam juntas. Como foram os dias de Noé, assim são os dias da vinda do Filho do Homem.

    A iminência do fim

    Então, irmãos e irmãs, o que estamos esperando?

    Será que já não estamos realmente no fim dos últimos tempos? Estamos nos aproximando do fim.

    Esses que acabamos de considerar são os sinais gerais.

    Será que o Senhor nos dá algo mais específico, para que saibamos que estamos realmente vivendo muito, muito perto do fim, que a vinda do Senhor é iminente, que esta era está chegando ao seu encerramento? Há sinais que nos foram dados?

    A parábola da figueira

    O Senhor disse:

    Aprendei a parábola da figueira.

    A ênfase nessa parábola da figueira não está tanto na figueira; está naquilo que precisamos aprender.

    O Senhor disse:

    Aprendei a parábola da figueira.

    Agora, é claro, todos sabem que a figueira é um símbolo da nação judaica.