Por favor, abram no livro de Apocalipse, capítulo 21. Apocalipse 21.
Vamos ler Apocalipse 21:1-7.
E vi um novo céu e uma nova terra; porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, preparada como uma noiva adornada para o seu marido.
E ouvi uma grande voz vinda do trono, que dizia: Eis o tabernáculo de Deus com os homens, e Ele habitará com eles, e eles serão os Seus povos, e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus;
E Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque as primeiras coisas passaram.
E Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
E disse-me: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tem sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.
Quem vencer herdará estas coisas; e Eu serei seu Deus, e ele será Meu filho.
Apocalipse 22:20:
Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus.
Senhor, ao chegarmos à última sessão de ministração da Tua Palavra, nós Te reconhecemos como o fim, assim como Tu és o princípio. Entregamos este tempo em Tuas mãos e pedimos novamente que abras os nossos olhos, para que possamos ver o que o Teu servo João viu.
Oramos para que o nosso coração seja realmente tocado por Ti e atraído a Ti, para que possamos clamar: “Vem, Senhor Jesus”. Em nome do nosso Senhor Jesus, amém.
Esta é a última sessão de ministração da Palavra de Deus. Ao longo da semana, pela graça de Deus, temos compartilhado sobre essa questão de prosseguir rumo à plenitude.
Antes de tudo, precisamos ver a plenitude de Cristo. Tendo visto a Sua plenitude, somos chamados a entrar nela.
Percorremos todo o Novo Testamento: a plenitude de Cristo nos Evangelhos, no livro de Atos, nas Epístolas e no livro de Apocalipse. Agora chegamos ao fim do último livro da Bíblia.
Em outras palavras, aqui vemos a consumação de todas as coisas. Vemos a plenitude de Cristo manifestada em todas as coisas.
Mesmo antes da fundação do mundo, na eternidade passada, Deus estabeleceu a Sua vontade segundo o Seu beneplácito. Ele quer que o Seu Filho tenha o primeiro lugar em todas as coisas. Isto é, Ele quer que todas as coisas manifestem a glória do Seu Amado.
Ele quer que a plenitude de Si mesmo, que está em Seu Filho, encha todas as coisas. Deus estabeleceu essa vontade segundo o Seu beneplácito.
Então Ele começou a trabalhar no tempo. Embora vejamos que, durante esse período chamado tempo, parece que o Seu plano foi frustrado de tempos em tempos, damos graças a Deus porque Ele continua trabalhando, até que um dia a Sua vontade seja plenamente realizada.
Na plenitude do tempo, Deus enviou o Seu Filho Amado ao mundo.
Quando o Seu Filho foi crucificado na cruz, antes de entregar o Seu espírito ao Pai, Ele clamou em alta voz:
Está consumado.
Isso significa que a obra da redenção está concluída. Ele lançou um fundamento para a restauração de todas as coisas. Pelo sangue da cruz, Ele reconciliou todas as coisas com a Sua plenitude.
Depois disso, temos o desenvolvimento daquilo cujo fundamento foi lançado. Agora, quando chegamos a Apocalipse 21, vemos que Deus declara:
Eis que faço novas todas as coisas.
Está cumprido.
As palavras está cumprido significam, de fato, que essas coisas foram realizadas.
Ali vemos que o apóstolo João viu que o antigo céu e a antiga terra haviam passado. Haverá um novo céu e uma nova terra. Ele viu a santa cidade, a Nova Jerusalém, descendo de Deus, do céu, sobre a nova terra.
Essa cidade, a Nova Jerusalém, é a manifestação da plenitude de Cristo de forma corporativa.
Nesta manhã, queremos ver essa visão — a visão que o apóstolo João teve há quase dois mil anos.
Sabem, quando João viu a Nova Jerusalém, o tabernáculo de Deus vindo aos homens, o que ele fez?
Era algo tão bom, tão extraordinário, que ele se prostrou e adorou o mensageiro, porque a notícia era tão boa.
É claro que o anjo disse: “Não, não faça isso. Somos conservos. Adore a Deus”.
No livro de Apocalipse, é muito interessante observar a reação de João. Às vezes, vemos João chorando. Depois, o vemos fazendo algo que parece uma enorme insensatez.
João conhecia tão bem a lei. Conhecia tão bem a Deus. Contudo, de alguma forma, quando viu aquela visão da Nova Jerusalém, ela tocou tanto o seu coração que ele se esqueceu de si mesmo e adorou o anjo. Foi-lhe proibido fazer isso.
Agora, vocês precisam compreender o que João sentiu naquele momento. Se compreenderem os seus sentimentos, provavelmente não o culparão.
Irmãos e irmãs, temos a mesma reação? Se virmos a Nova Jerusalém, se virmos o que Deus fez, realmente ficaremos fora de nós. Não saberemos o que fazer.
E realmente adoraremos a Deus. Que Deus nós temos! O que Ele fez por nós!
A santa cidade, a Nova Jerusalém, é a expressão corporativa da plenitude de Cristo. Verdadeiramente, ela é aquele Corpo que está cheio da plenitude de Cristo.
Agora, para conhecermos essa Nova Jerusalém, provavelmente será bom entendermos o que é Jerusalém.
Creio que todos conhecemos o nome Jerusalém. É uma cidade — uma cidade de paz. É uma cidade na terra onde Deus colocou o Seu nome.
É uma cidade na qual está o trono de Davi. É uma cidade na qual está o templo de Salomão. Em outras palavras, na cidade Deus habita; na cidade Ele governa; na cidade Ele é servido e adorado.
O povo de Deus irá àquela cidade. Como diz o salmista, as doze tribos subirão àquela cidade como testemunho — um testemunho da unidade do povo de Deus. Daquela cidade sai a lei, e todas as nações virão e lhe trarão os seus tributos.
Essa é a Jerusalém terrena.
A primeira menção a Jerusalém encontra-se em Gênesis 14. Quando Abraão derrotou os quatro reis e resgatou Ló, ao retornar da vitória, um rei veio ao seu encontro: Melquisedeque, rei de Salém.
É realmente algo muito estranho. Ali encontramos a terra de Canaã, onde viviam as sete tribos dos cananeus. Sabemos que os cananeus representam as forças do mal neste mundo, e eles ocupavam aquela terra.
Mas, no meio das sete tribos dos cananeus, havia uma cidade, a cidade de Salém, a cidade de paz. Havia um rei nessa cidade, Melquisedeque, o rei de justiça. Ele veio ao encontro de Abraão. Deu a Abraão pão e vinho e o abençoou.
Irmãos e irmãs, essa é a primeira menção a Salém, à cidade de Salém — Jerusalém.
Mais tarde, vemos que essa cidade foi ocupada pelos jebuseus. Em 2 Samuel, quando Davi se tornou rei, a primeira coisa que fez foi tomar Jerusalém das mãos dos jebuseus e torná-la sua capital.
Por quê? Porque, evidentemente, por revelação, ele sabia que aquele era o lugar onde Deus havia escolhido colocar o Seu nome. Assim, estabeleceu ali o seu trono, e depois Salomão, seu filho, construiu ali o templo.
Depois que a nação de Israel se dividiu no reino do norte, Israel, e no reino do sul, Judá, Jerusalém permaneceu como capital do reino do sul por cerca de quinhentos anos. Então foi destruída pelo exército babilônico, e o povo de Deus foi levado ao cativeiro na Babilônia.
Embora seja a cidade de paz, vemos que essa cidade conheceu mais tumulto, confusão e guerra do que talvez qualquer outra cidade do mundo. Essa cidade foi ocupada por muitas nações.
Mas, em Isaías 2, vemos que, no fim dos dias, o monte da casa de Deus será elevado, e todas as nações afluirão a ele. Irmãos e irmãs, essa é Jerusalém.
Mas até mesmo essa Jerusalém passará, porque, quando a antiga terra passar, a Jerusalém terrena também passará.
O que Deus realmente busca é aquilo que a Jerusalém terrena representa. O que Deus realmente busca é a Nova Jerusalém. Em outras palavras, tudo o que Jerusalém representa será plenamente realizado na Nova Jerusalém.
Essa Nova Jerusalém não é um lugar; ela é celestial. Desce do céu sobre a nova terra. Essa Nova Jerusalém não é física; é espiritual.
Vocês conseguem imaginar uma cidade como esposa? Certamente, isso nos mostra que Deus deseja nos revelar um princípio espiritual e uma realidade espiritual, não uma cidade literal.
A Nova Jerusalém é uma cidade, mas não é uma cidade literal. Como uma cidade pode se tornar uma esposa? Contudo, vemos que todas essas características e princípios espirituais se manifestam nessa Nova Jerusalém.
É como quando dizemos que o nosso Senhor Jesus é o Cordeiro de Deus: Ele é um Cordeiro, mas será que é literalmente um cordeiro? É claro que não. Ele é o Cordeiro de Deus porque tem o espírito e o caráter do cordeiro.
O mesmo se aplica à santa cidade, a Nova Jerusalém. Ela é a expressão corporativa final da plenitude de Cristo.
O fundamento que Cristo lançou na cruz do Calvário, e sobre o qual Deus tem edificado, chega à sua conclusão naquela cidade.
Na verdade, até Abraão aguardava essa cidade. Vocês se lembram de Hebreus 11. Abraão era um peregrino, um estrangeiro, vivendo como forasteiro na terra prometida. A Bíblia diz que, se ele tivesse desejado voltar para a sua terra natal, Ur dos caldeus, poderia ter feito isso.
Mas ele aguardava uma cidade com fundamentos, edificada pelo próprio Deus. Irmãos e irmãs, todos os santos dos tempos do Antigo Testamento e todos os santos dos tempos do Novo Testamento aguardam essa cidade, a santa cidade, a Nova Jerusalém, que Deus edificou.
Ela será a plenitude de Cristo de forma corporativa.
Antes de tudo, essa Nova Jerusalém é uma cidade. Uma cidade nos fala de unidade.
Uma cidade é uma unidade, um conjunto de pessoas — muitas, mas uma só unidade. Muitas pessoas, mas vivem juntas como uma unidade, sob um único governo, uma única autoridade, uma única administração. Isso é uma cidade.
Tenho de invadir o território do meu irmão, porque ele fez isso ontem à noite.
Se vocês usarem Efésios 4 como chave, sabem que há um alvo diante de nós. O alvo é que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus.
Aqui está. Essa Nova Jerusalém é uma cidade. Ela é a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus.
Ela é composta de muitas pessoas, mas elas são uma só unidade. São uma só unidade sob um único governo, e esse governo está sobre os ombros do nosso Senhor Jesus.
Ali Ele é a Cabeça. Ele é o Senhor — sem contestação, com todos plenamente submissos a Ele. Um dia isso se tornará realidade.
Essa não é apenas uma cidade; é uma noiva, a esposa do Cordeiro.
Quando pensamos em uma esposa, isso nos fala de união. Fala-nos de crescimento. Fala-nos de amor.
Como o nosso irmão mencionou ontem à noite, não se pode ter uma esposa que seja um bebê. Ela precisa ser plenamente desenvolvida.
Hoje somos o Corpo de Cristo, e como o nosso Senhor Jesus ama o Seu Corpo! Ninguém odeia o próprio corpo. O nosso Senhor Jesus ama o Seu Corpo.
Ele o santifica e o purifica com a lavagem da água pela Palavra, para apresentar esse Corpo a Si mesmo: uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, santa e sem defeito.
Irmãos e irmãs, esse Corpo está crescendo até a maturidade, até chegar a um homem plenamente desenvolvido. Quando tiver chegado a um homem plenamente desenvolvido, então o nosso Senhor voltará e a receberá como Sua noiva.
Haverá aquela união eterna, e haverá aquele amor que dura para sempre.
Novamente, vemos que essa cidade não é apenas a esposa do Cordeiro; ela é também o tabernáculo de Deus entre os homens.
Irmãos e irmãs, habitar entre os Seus é o propósito eterno de Deus, o desejo eterno de Deus. Ele criou o homem à Sua própria imagem e lhe deu a capacidade de receber Deus em si, para que Deus pudesse habitar nele e entre os homens.
Depois que redimiu os filhos de Israel, tirando-os do Egito, Ele revelou a esse povo redimido o Seu propósito ao libertá-los. Deus não libertou os filhos de Israel do Egito apenas para que fossem livres para fazer tudo o que quisessem.
Deus libertou os filhos de Israel do Egito por uma razão muito específica. Ele revelou essa razão quando os levou ao monte Sinai. Ali lhes revelou que queria habitar entre eles.
Por isso, pediu que construíssem um tabernáculo para Ele, para que pudesse habitar entre o Seu povo.
Mais tarde, Davi, que amava muito a Deus e conhecia o coração de Deus, desejou construir uma casa permanente para Deus. Deus Se agradou disso, e Salomão, filho de Davi, construiu um templo.
Quando o tabernáculo foi erguido, a glória de Deus veio e encheu o tabernáculo. Quando o templo foi construído, a glória de Deus veio novamente e encheu aquele templo. Em outras palavras, Deus estabeleceu a Sua morada entre o Seu povo.
Esse tem sido o desejo de Deus ao longo das eras.
Mas o templo foi destruído. O Filho de Deus veio a este mundo. Ele era o verdadeiro templo de Deus. A glória de Deus repousava sobre Ele.
Vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai.
Mas essa glória estava velada, porque Ele veio em carne. A glória estava ali, no interior, mas estava velada. As pessoas não a viam. Somente aqueles que tinham olhos espirituais podiam vê-la.
Ao longo de Sua vida na terra, essa glória se manifestou exteriormente apenas uma vez. Foi no monte da Transfiguração.
Mas será que a glória de Deus alguma vez se retirou daquele templo? Sim.
Quando o nosso Senhor Jesus clamou:
Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?
A glória se retirou. Houve trevas sobre a terra.
Porque o Filho Amado de Deus foi feito oferta pelo pecado do mundo.
Mas graças a Deus! Agora o nosso Senhor Jesus está coroado de glória e honra. Ele voltou à Sua glória.
Ele derramou o Seu Espírito no dia de Pentecostes, e a glória encheu o templo espiritual.
Irmãos e irmãs, no dia de Pentecostes vemos cento e vinte pessoas. Elas foram batizadas em um só Espírito, em um só Corpo, e a glória de Deus no Espírito encheu aquele Corpo.
Mas, infelizmente, vemos como a igreja tem falhado. Contudo, graças a Deus, está chegando o dia em que Ele terá o Seu tabernáculo. A glória encherá esse tabernáculo e nunca se retirará.
Deus habitará ali. Amém. O propósito de Deus será cumprido.
Um anjo disse a João: “Você quer ver essa Nova Jerusalém mais de perto? Eu vou lhe mostrar”.
Então aquele anjo o levou, no Espírito, a um alto monte, e ele viu aquela cidade cheia de glória. Ela resplandecia com a glória de Deus.
O que é glória?
Muitas pessoas tentaram explicá-la. Muitas pessoas tentaram defini-la. Mas, irmãos e irmãs, qualquer definição que tentemos dar, em certo sentido, restringe e limita o que é a glória.
A glória é indefinível. O que é glória? Glória é aquilo que Deus é.
Glória é a totalidade do caráter de Deus. Glória é a Sua presença e a Sua satisfação.
Aqui vemos essa cidade resplandecendo com a glória de Deus. É uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante.
Essa cidade é tão transparente que a glória de Deus pode brilhar através dela sem distorção, sem impedimento. Dito de outra forma, ela está cheia de glória — cheia de Deus, e de nada mais.
Quando João olhou para essa cidade, viu que o seu resplendor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como uma pedra de jaspe, clara como cristal.
A primeira vez que lemos sobre a pedra de jaspe é em Apocalipse 4. Quando João foi levado em espírito ao céu, viu um trono e Alguém assentado sobre o trono. A aparência Daquele que estava sobre o trono era semelhante a jaspe e sardônio.
Assim, o jaspe aqui representa o caráter e a natureza de Deus. O resplendor é semelhante a uma pedra preciosíssima, uma pedra de jaspe cristalina.
Em outras palavras, essa cidade assumiu a natureza e o caráter de Deus. Ela é cristalina. A glória brilha através dela sem qualquer interrupção. Tudo nela é de Deus, e nada mais.
Então João viu essa cidade. Na verdade, essa cidade era um cubo, porque o comprimento, a largura e a altura eram iguais.
O anjo a mediu com uma vara de ouro. A medida do seu comprimento, largura e altura era de doze mil estádios, aproximadamente mil e quinhentas milhas.
Vocês conseguem imaginar uma cidade com mil e quinhentas milhas de comprimento, mil e quinhentas milhas de largura e mil e quinhentas milhas de altura? Seria a distância de Nova York a Miami — e não apenas no comprimento e na largura, mas também na altura.
É um múltiplo de doze. Na Escritura, doze fala de perfeição governamental. Aqui encontramos a medida perfeita, até a medida plena, até a medida da estatura da plenitude de Cristo.
A muralha tinha cento e quarenta e quatro côvados, cerca de duzentos pés. Novamente, um múltiplo de doze — perfeito. Vemos que toda essa cidade é perfeita.
Seremos semelhantes a Ele, tal como Ele é, pela graça de Deus. A graça fará isso.
A muralha é feita de jaspe. Já mencionamos que o jaspe representa a natureza e o caráter de Deus.
O que é uma muralha? Vejam, uma muralha é muito importante na Escritura. O problema no início da história humana é o problema de uma muralha.
Havia um jardim, mas não havia uma muralha. Na verdade, Deus queria que Adão fosse essa muralha. Mas Adão falhou. Então o inimigo se infiltrou, tentou o homem, e não havia muralha.
Uma muralha é separação. Uma muralha é proteção. Uma muralha encerra tudo o que está dentro dela e exclui tudo o que está fora dela.
Uma muralha é muito importante na Escritura. Na restauração de Jerusalém, a muralha precisava ser reconstruída. Embora o templo tivesse sido reconstruído, sem uma muralha a obra estava inacabada.
Mas aqui encontramos a obra concluída: a muralha. A muralha tem cento e quarenta e quatro côvados. Nunca vimos uma muralha tão alta. É uma separação perfeita.
Essa muralha é feita de jaspe. Em outras palavras, é a própria vida de Deus que faz a separação. A plenitude da vida de Deus produz uma separação plena.
Sabemos que separação é outra palavra para santidade. Essa é uma cidade santa.
Essa é uma cidade separada de tudo o que não é de Deus, e ela inclui tudo o que é de Deus, bem protegido.
Irmãos e irmãs, o que é santidade? Devemos ser uma nação santa, um povo santo. Devemos estar separados do mundo e de tudo o que não é de Deus.
Mas como somos separados? Somos separados por guardar regras e regulamentos? Não. Somos separados pela vida de Deus.
A razão pela qual o povo de Deus não é tão santo, tão separado, quanto deveria ser não é a falta de regras e regulamentos. É porque nos falta vida.
À medida que crescemos em vida — na vida de Deus em Cristo Jesus —, irmãos e irmãs, essa vida naturalmente nos separa de tudo o que não é de Deus. Ela nos separa do mundo, de nós mesmos, do nosso eu, do pecado, do inimigo, de tudo o que não é de Deus.
Ela nos mantém em tudo o que é de Deus. Aqui encontramos a santidade em sua plenitude.
Em Efésios 1, Deus diz que deseja que sejamos santos e irrepreensíveis diante Dele em amor. Aqui encontramos a santidade. Essa é uma cidade santa.
Há doze fundamentos com doze pedras preciosas, que trazem os nomes dos doze apóstolos.
Irmãos e irmãs, todos sabemos que essa cidade com fundamentos, que Deus edificou, em certo sentido tem apenas um fundamento. O apóstolo Paulo nos diz que não há outro fundamento além daquele que já foi posto, que é Cristo Jesus.
O próprio Senhor Jesus declarou:
Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
Em outras palavras, Ele é a Rocha. Ele é o fundamento daquela santa cidade, a Nova Jerusalém.
Contudo, a Escritura diz que há doze fundamentos de doze pedras preciosas. Mesmo em Efésios 2, vemos que os apóstolos e profetas são os fundamentos dessa habitação de Deus. Há alguma contradição? Não.
Por quê? Essas doze pedras preciosas são todas distintas e diferentes. Uma representa Pedro, outra representa João, outra representa Tiago. Todas são diferentes.
Ainda existe individualidade. Podemos reconhecer as diferentes pedras. Elas não são apenas uma pedra ou um único tipo de pedra preciosa; são pedras preciosas diferentes. Têm cores diferentes e brilhos diferentes.
Contudo, irmãos e irmãs, embora existam todas essas diferenças, elas são simplesmente as diversas expressões de Cristo em cada um deles.
Em outras palavras, os apóstolos não têm ensinamentos próprios. O ensino dos apóstolos não é outro senão o ensino de Cristo. Os apóstolos não têm outra comunhão senão a comunhão de Cristo.
É por meio dos profetas e apóstolos que Cristo nos é dado a conhecer. Por isso, encontramos os fundamentos descritos como os fundamentos dos profetas e apóstolos. Mas, na realidade, é Cristo.
Exteriormente, vemos Pedro. Na verdade, é Cristo em Pedro.
As portas são feitas de pérolas. Paulo fala da obra do Espírito Santo — de como o Espírito Santo trabalha com muita paciência em nós para nos conduzir a Cristo.
As portas trazem os nomes das doze tribos de Israel, porque a salvação vem dos judeus.
Temos o resplendor da glória de Deus. Temos o fundamento da obra de Cristo Jesus. Temos as portas de pérola, que significam a operação do Espírito Santo.
Em outras palavras, aqui vemos que o Deus Triúno realizou a obra e produziu essa santa cidade, a Nova Jerusalém.
Olhem um pouco mais de perto, e verão que a cidade é feita de ouro.
Vocês se lembram de que, no templo — a casa que Salomão construiu —, ele revestiu a casa de ouro. Mas aqui vemos que toda a cidade é de ouro. Ela não é apenas revestida de ouro. É ouro puro. É ouro transparente. Nunca vimos um ouro assim.
O ouro, novamente, representa a natureza de Deus. Vemos que toda essa cidade é edificada com a própria natureza de Deus. Não há nada de madeira ou palha. Tudo é de Deus.
Mais uma vez, é transparente.
Há apenas uma rua ali. As pessoas tentam entender como, com uma cidade tão imensa e doze portas, pode haver apenas uma rua.
Algumas pessoas propõem a ideia de uma espiral que dá voltas e mais voltas até chegar ao topo, onde está o trono de Deus e do Cordeiro.
Mas, de qualquer forma, vemos que há apenas uma rua, e a rua é de ouro. Muitas vezes cantamos a canção que diz que andaremos na rua de ouro. Não sei se vocês realmente gostam da ideia, porque o ouro é transparente.
Na Escritura, uma rua fala de comunhão. Vocês andam pela rua. Vão e vêm pela rua. Ela fala de comunhão.
Aqui encontramos a comunhão de todos os santos. Temos apenas uma comunhão — uma rua.
Hoje existem muitos caminhos secundários. Mas, na Nova Jerusalém, não há caminhos secundários, apenas uma rua. Hoje encontramos esta comunhão e aquela comunhão. Vemos que queremos ter comunhão com estas pessoas, mas não queremos ter comunhão com aquelas pessoas.
Mas, naquele dia, veremos que há apenas uma comunhão. É a comunhão do Filho de Deus. É comunhão no Espírito. É comunhão na luz — uma única comunhão.
Toda comunhão conduz ao trono, e toda comunhão procede do trono.
Sabem, irmãos e irmãs, o que é comunhão? Muitas vezes pensamos que fofoca é comunhão. Ela não nos conduz ao trono, nem procede do trono.
Por meio da comunhão, somos conduzidos a Deus, a Cristo. A comunhão vem de Deus, de Cristo. Compartilhamos Cristo em comunhão, e quanto mais temos comunhão, mais nos aproximamos daquele trono.
Essa comunhão é realmente uma comunhão aberta. Não há nada escondido, porque o ouro é transparente.
Tudo em vocês é visível. Cada pensamento é visível. Cada palavra é ouvida. Não há nada escondido. É uma comunhão aberta.
Irmãos e irmãs, como ansiamos por aquele dia! Hoje, quando temos comunhão uns com os outros, de alguma forma tentamos encobrir alguma coisa. Temos de fazer isso. Ainda não existe aquela comunhão aberta — sem nada escondido, transparentes uns para com os outros.
Será maravilhoso quando aquele dia chegar.
Curiosamente, não há apenas uma rua; há também apenas um rio. Há um rio da vida que flui do trono de Deus, e esse rio percorre toda a cidade.
Não sei se esse rio fica no meio da rua.
Então encontramos a árvore da vida — apenas uma árvore. Mas essa única árvore cobre toda a cidade, de um lado e do outro do rio.
Essa árvore produz doze frutos, um em cada estação.
É claro que sabemos que o rio da vida significa o Espírito Santo. Aqui encontramos o Espírito Santo, a plenitude do Espírito, fluindo por toda a cidade.
Ele produz o fruto da vida conforme a estação, conforme a necessidade. Não há falta alguma.
O centro daquela cidade é o trono — o trono de Deus e do Cordeiro.
Todos os que estão naquela cidade são reis. Eles têm o nome de Deus na testa e servem a Deus.
Irmãos e irmãs, esse é um retrato da eternidade futura. Esse é um retrato do tempo em que a vontade de Deus será plenamente realizada.
Esse é um retrato de toda a plenitude de Cristo manifestada de forma corporativa.
É isso que Deus está fazendo. É isso que o Espírito de Deus está operando em cada um de nós, até que cheguemos lá, até que Deus tenha o que deseja, até que o Filho tenha a Sua noiva.
Irmãos e irmãs, será que isso é um sonho?
Não. É real.
Para os homens é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis. Ele está fazendo isso. Ele o fará. Aquele que nos chama é fiel; Ele o realizará.
Irmãos e irmãs, quando recebemos uma visão assim daquilo que, por fim, Deus possuirá, o nosso coração é tocado como foi o de João?
Somos realmente atraídos pelo que vemos?
Estamos agora dispostos a abrir mão de tudo por isso?
Estamos dispostos a cooperar com o Espírito Santo? Estamos dispostos a negar a nós mesmos, tomar a cruz e segui-Lo?
Porque esse é o alvo. É a isso que, pela graça de Deus, chegaremos — para Deus e para nós mesmos.
Irmãos e irmãs, isso deveria nos levar à adoração. Que Deus nós temos!
Como são bons e preciosos todos os Seus pensamentos para conosco — aquilo que Ele fez por nós em Cristo Jesus e aquilo que, pelo Seu Espírito, Ele trabalha pacientemente para fazer conosco ainda agora.
Que tenhamos sempre essa visão diante de nós e que sejamos um povo que adora. Vamos orar?
Querido Pai celestial, nosso Deus, nós Te adoramos.
Aquilo que Tu desejaste está além do nosso pensamento, além da nossa compreensão. Mas sabemos que estabeleceste em Teu Filho Amado um propósito tão extraordinário e glorioso.
Oh, como nós Te louvamos e Te agradecemos! Está chegando o dia em que a glória de Deus encherá o universo, em que a plenitude de Cristo encherá todas as coisas.
Louvamos e agradecemos a Ti, ó Deus, porque nos chamaste com uma vocação tão elevada. Oh, o nosso clamor a Ti é: “Que aquele dia venha. Vem, Senhor Jesus”.
Amém.