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    The Place and Meaning Of Jesus Christ in Human History #2 of 2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Place and Meaning Of Jesus Christ in Human History #2 of 2
    The Place and Meaning Of Jesus Christ in Human History #2 of 2
    Austin-Sparks, T.

    O Segundo Homem e o Último Adão

    Com as palavras de 1 Coríntios 15:45 e 15:47 diante de nós, voltamo-nos agora para o outro lado de toda esta questão do lugar e do significado de Jesus Cristo como o segundo Homem, o último Adão.

    Dedicamos bastante tempo — não o suficiente para abranger todo o assunto, mas bastante tempo — a examinar, a rever, a necessidade, a necessidade divina, de um segundo Homem, de um último Adão.

    Ao considerarmos como Deus demonstrou, através de todas as gerações da história, a terrível herança e as consequências abrangentes daquela escolha, daquela decisão, e do mau uso da grande responsabilidade do livre-arbítrio, vemos quão profunda e terrível é a passagem da vontade de Deus para a vontade própria.

    Digo que Deus tomou todo o tempo e usou toda a história para demonstrar ao mundo — ao universo — a coisa terrível que está envolvida nisso. Nós nos detivemos um pouco nesse lado da história e nessa interpretação da história.

    Somos levados a esta única conclusão, perfeitamente justa: quando Deus faz alguma coisa, seja o que for, Ele tem uma razão muito boa para fazê-la. Deus nunca age com base em algo frágil e sem fundamento.

    Nesta questão, Deus nos apresentou esta história terrível, terrível. Ela ainda não foi inteiramente contada. Ele a apresentou para nos fazer saber que, quando agiu em resposta à rebelião e à desobediência de Adão, agiu com pleno conhecimento de tudo o que estava envolvido naquilo.

    E Ele mostrou pela história, e está mostrando pela história, o que sabia estar envolvido em um único ato de desobediência. Como Paulo diz:

    Pela desobediência de um só homem.

    E por um único ato de desobediência. Que história!

    A Grandeza de Cristo diante do Fracasso Humano

    Mas há outra coisa à qual tudo isso nos conduz. Quando Deus enviou Seu Filho ao mundo como o segundo Homem, o último Adão, havia nisso algo de uma grandeza indizível.

    Acabamos de passar por uma época de enorme sentimentalismo, de coisas bonitinhas e de bastante infantilidade. Está bem. Mas, queridos amigos, a vinda do Filho de Deus a este mundo envolvia nada menos do que a completa superação dessa herança do primeiro Adão — de um único ato de desobediência.

    E alguns de vocês talvez tenham se perguntado por que dedicamos todo aquele tempo a esse lado lamentável, sórdido e sombrio da história. Talvez tenham percebido algum sentido nisso. Talvez tenham tido pequenos vislumbres. Mas, sabem, vocês nunca poderão compreender ou reconhecer a grandeza de Cristo sem ver a imensidão do pano de fundo diante do qual Ele Se apresenta.

    E essa não é uma conclusão nossa, nem uma conclusão deste púlpito. É o que Deus fez. Na verdade, Ele disse: “Vocês querem saber quão grande é Meu Filho? Então Eu lhes mostrarei pelo menos dez mil anos de história cujas consequências Ele terá de resolver”.

    E, se vocês puderem sondar isso, se puderem compreender isso, então chegarão perto de apreciar quão grandes Ele e Sua obra realmente são. É por isso que nosso objetivo não é contar a história miserável do fracasso humano. Isso é apenas um meio para alcançar um fim. Nosso objetivo é apresentar a grandeza de Jesus Cristo.

    A Reversão Realizada pelo Último Adão

    Assim, voltamo-nos agora para este outro lado: o segundo Homem, o último Adão, entrando na humanidade para substituir e destituir o primeiro, o Adão original.

    Vimos que sete palavras, ou sete expressões, descrevem o estado ao qual o primeiro homem, o primeiro Adão, levou a raça humana: a perda completa da paz; do descanso; da segurança; da supremacia ou vitória; da liberdade; do propósito; e do domínio.

    A Perda da Paz e do Descanso

    Tudo o que o homem pode conceber tem sido empregado para produzir paz. Quanto mais velho o mundo se torna, e quanto mais se alonga a sombra da vida humana, menor é a paz — há menos paz na vida humana hoje do que em qualquer outro momento da história.

    O homem tem se esforçado, e continua se esforçando com todos os seus recursos — que não são poucos, como vimos —, incessantemente, para encontrar descanso: alívio das tensões e das pressões, e tempo livre. E, quanto mais a história se prolonga, mais insatisfeito, descontente e inquieto o homem se torna.

    A Perda da Segurança, da Vitória e da Liberdade

    O homem tem lutado por segurança. A raça humana está inteiramente impregnada de medo, nascido de um sentimento de insegurança e do fracasso de todos os esforços para estabelecer uma condição de segurança.

    O homem tem lutado por supremacia ou vitória e, hoje, mais do que em qualquer outro momento de sua história, está consciente do fracasso de todas as suas ações. De fato, apenas nestes últimos dias, esse sentimento de frustração e de incapacidade de lidar com a situação mundial suscitou a pergunta sobre se, afinal, vale a pena manter a Organização das Nações Unidas.

    O homem tem lutado e continua lutando por liberdade, e suas maiores invenções são os maiores instrumentos de sua escravização. É assim.

    As Realidades Espirituais Introduzidas por Cristo

    E quanto ao segundo Homem, ao último Adão? Não são essas as mesmas palavras que vêm com Ele? Não são?

    Sim, de um tipo diferente, é verdade; de outra qualidade e natureza, e em uma esfera inteiramente diferente. É assim que deve ser. Ainda assim:

    Deixo-vos a paz;
    A Minha paz vos dou: não vo-la dou como o mundo a dá.

    Paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. E, quando vocês dizem isso, não estão voltando para antes do primeiro homem, do Adão original, que rompeu aquela paz com Deus? Vocês voltaram para antes dele e cortaram pela raiz tudo o que o primeiro Adão deixou entrar.

    Digo que é de um tipo diferente e de uma esfera diferente. Está no coração. Mas não é esse o lugar onde devemos tê-la? O que vocês conseguem enfrentar no mundo se têm a paz de Deus no coração? E quanto conseguem enfrentar se não a têm? Paz.

    Jesus disse:

    Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.

    Sabemos o que isso significa. Não, não é o que o mundo chama de descanso: ficar livre da responsabilidade, escapar do labor, do trabalho. Mas resta um descanso para o povo de Deus, no qual somos introduzidos em Cristo Jesus.

    Pode haver descanso no trabalho e até mesmo no conflito — algo espiritual no íntimo.

    A Segurança em Cristo

    E quanto à segurança? O apóstolo nos apresenta uma longa lista de coisas que, para o mundo, representam insegurança:

    Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o porvir, nem os poderes,
    Nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

    Ele esgota sua lista. Precisa reunir todo o restante na expressão “qualquer outra criatura”. E estou persuadido de que nenhuma dessas coisas nos separará do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Isso não é segurança?

    A vida pode ser algo assustador, e a morte também pode ser assustadora. Todas essas outras coisas podem ser muito perturbadoras; mas, como diz o apóstolo, todas elas juntas, e qualquer outra coisa que vocês queiram mencionar e acrescentar, não podem nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus. Isso não é segurança?

    O Domínio Recuperado por Meio de Cristo

    E assim poderíamos continuar com tudo o que vem com Ele, o último Adão. Mas que diferença! Que diferença!

    Vejam: à luz dEle, aquela coisa sobre a qual tanto falamos persegue todos os esforços do homem para realizar seu destino. Pois o homem foi criado para exercer domínio — é isso —, mas foi criado para exercê-lo em relacionamento com Deus. E decidiu exercê-lo sem esse relacionamento. Ele o perdeu.

    A história é um relato longo, muito longo, do esforço do homem para obtê-lo sem Deus. E, acompanhando cada esforço do homem, há algo que o persegue. Ele dá um passo à frente, e alguma coisa surge, seja para fazê-lo dar dois passos para trás, seja para frustrar a plena realização de seu esforço. É exatamente assim.

    De modo que sua técnica mais avançada, como a vemos hoje, tem ao seu lado a mais terrível ameaça, que lhe tira o próprio ânimo e torna tudo, afinal, muito duvidoso. Muito duvidoso. Teria sido melhor se nunca tivéssemos descoberto aquilo, se nunca tivéssemos feito aquela descoberta.

    Mas é isso que significa a maldição que persegue os passos do homem e o acompanha até o fim. O fim é o que agora podemos visualizar com tanta clareza: um desenvolvimento maravilhoso, maravilhoso, terminando na mais horrenda tragédia.

    Se não fosse a intervenção de Outro, onde este mundo terminaria? Bem, nós sabemos. A maldição teve todo o seu aguilhão retirado e foi arrancada pelo último Adão. A maldição é removida, e aquele elemento que anula e destrói é destruído na cruz do Senhor Jesus.

    Isso corta pela raiz toda a natureza e toda a história produzidas pelo afastamento do primeiro Adão.

    A Obediência do Último Adão

    Agora, observem: como Ele fez isso? Como Ele faz isso? Qual é a força, a lei, o segredo daquilo que Ele faz? Pois Ele o faz; não há dúvida quanto a isso.

    Bem, Ele o faz invertendo e contrariando completamente o caminho que o primeiro Adão tomou, o qual levou a todo esse desastre.

    Qual foi a motivação que levou o primeiro Adão a agir e a abrir a porta para essa história? A motivação foi: “Minha vontade. Minha vontade”.

    A motivação do último Adão:

    Não se faça a Minha vontade, mas a Tua.

    Isso parece uma maneira muito simples de expressar a questão, e exige poucas palavras, mas há uma infinidade de significado nisso.

    A lei e a palavra de ordem do último Adão foram, desde o princípio até o último suspiro:

    Não se faça a Minha vontade, mas a Tua.

    A Grandeza Sobrenatural de Cristo

    E, sobre essa base, vejam a grandeza de Cristo como Homem, como Homem representativo. Vejam Sua grandeza.

    O homem de hoje, no auge de seu desenvolvimento, com todo o seu poder e sua grandeza na esfera física, entra neste mundo, nestas consequências físicas do ato do primeiro Adão, e encontra este estado de doença, enfermidade e terríveis condições físicas.

    Os médicos dedicaram a vida inteira, toda a sua força e toda a sua energia — graças a Deus por eles — à saúde, a fim de fazer o quê? Pensem nisso por um momento. Em um instante, uma doença que durou a vida inteira cede. Toda aquela herança no corpo físico foi anulada por uma palavra de Seus lábios.

    Vocês, médicos, não gostariam de ter essa grandeza? Este é o último Adão.

    A Autoridade sobre as Forças Naturais

    Os homens lutam para dominar as forças naturais, as forças da natureza, e pensam que já avançaram muito nisso. Então algo acontece: alguma perturbação, alguma alteração nos corpos celestes, uma tempestade ou um furacão terrível, alguma coisa na terra ou na natureza; e o homem se vê completamente impotente e indefeso. As coisas simplesmente escapam ao seu controle. Ele nada pode fazer.

    Uma tempestade poderosa e ameaçadora, vento e mar — diante da palavra de Sua boca, tudo se aquieta.

    Cala-te, aquieta-te.

    E houve grande bonança. As forças naturais se submetendo a Ele. Oh, que grandeza!

    A Autoridade sobre os Poderes Malignos

    Homens e mulheres atormentados, transtornados, desorientados por forças malignas. Havia aquela mulher de quem Ele expulsou sete demônios. Homens torturados por poderes malignos, enquanto outros tentavam dominá-los, prendendo o pobre homem com correntes. Ninguém conseguia dominá-lo.

    Forças malignas — com uma palavra, com uma palavra, elas saem. A pobre vítima fica sentada, vestida e em perfeito juízo. E o que diremos a respeito dEle?

    A Autoridade sobre o Pecado e a Ruína Social

    A coisa horrível que é o pecado, a angústia da alma, almas dominadas por hábitos malignos e por uma natureza má. E, com uma palavra:

    Filho, perdoados estão os teus pecados.

    E não é apenas uma palavra; algo acontece. Ele vai embora plenamente perdoado e liberto.

    Rupturas sociais e familiares, facções, se preferirem, lares desfeitos — vocês sabem alguma coisa sobre isso hoje. E todos os esforços das instituições sociais e de outras iniciativas — e elas trabalham, trabalham mesmo.

    E Ele entra em cena: há reconciliação, e os relacionamentos são restaurados. Quão grande Ele é, este último Adão! Sem toda aquela organização, instituição, aparato, esforço, despesa — Sua grandeza, com uma palavra, simplesmente corta pela raiz toda a herança do primeiro Adão.

    A Recuperação do Propósito

    Ele é grande. E uma das maiores coisas, penso eu, que o último Adão recupera e restaura é esse fator vital: o propósito central da vida.

    Pensem nisso. Isso toca o cerne de muita coisa. Um conhecido psiquiatra e psicólogo registrou que um terço de todas as pessoas que o procuram para uma consulta são afligidas e perturbadas pelo mal de não terem nenhum senso de propósito na vida.

    Frustradas — essa é a grande palavra, talvez apenas outra maneira de dizer: “Nenhum propósito para viver”. Que porta isso abre! Quanta coisa entra por essa porta quando vocês são privados de um senso de propósito na vida e na própria existência.

    E vocês não percebem que esse é um mal crescente hoje? Está se espalhando. Está se espalhando como uma doença por toda parte. Os homens estão perguntando: “Qual é o propósito de tudo isso? Qual é o propósito? Qual é o sentido da vida?”.

    A perda do senso de um grande propósito para a própria existência — repito — está justamente na raiz da vida e da história humanas. É precisamente aí que o último Adão entra.

    Muitas vezes expressei isso assim — tolerem esta repetição —: quando uma pessoa realmente se rende a Deus em Jesus Cristo e aceita o Senhor Jesus Cristo como seu próprio Salvador, a primeira coisa que surge em sua consciência é: “Tenho algo pelo qual viver. Tenho algo pelo qual viver”. E antes ela não tinha isso.

    Talvez ela não consiga explicar o que é. “Não consigo lhes dizer agora qual é esse grande propósito”, mas nasceu — nasceu como uma criança dentro daquela consciência — esta percepção: a vida foi feita para alguma coisa; eu existo para alguma coisa; há um propósito pelo qual viver.

    Isso cresce. É um crescimento espiritual normal, que se torna mais forte, mais profundo e mais claro. Se vocês conhecem isso, sabem do que estou falando.

    O último Adão traz isso. Havia um grande propósito, mas em relacionamento com Deus; ele se perdeu quando esse relacionamento foi rompido. Ele o recupera. Ele o recupera e nos dá a consciência dele.

    A Experiência Espiritual e os Dois Adões

    Agora preciso me apressar para chegar a este ponto. Antes, eu disse que, entre as coisas mais importantes que toda pessoa que leva a vida a sério — e especialmente todo cristão — deseja e precisa conhecer, procura conhecer, está o significado da experiência espiritual.

    Bem, queridos amigos, se vocês conseguem interpretar sua experiência espiritual, não conseguem ler essas colunas paralelas? De um lado, o Espírito Santo tomou posse de vocês e está lhes fazendo conhecer o que são em si mesmos, no velho Adão.

    Ninguém conhece o que o velho Adão realmente é como um verdadeiro cristão. Isso parece terrível? Sim, mas é exatamente isso. É exatamente isso. Porque um verdadeiro cristão é alguém que vai realmente, realmente apreciar a graça de Deus.

    E vocês nunca apreciam a graça de Deus sem perceber a necessidade dela. Assim, há uma longa linha na história espiritual de um cristão: a descoberta, e a descoberta crescente, de que em nós mesmos não há valor algum. Eu ia usar outra palavra — será uma palavra comum demais dizer quão podres somos?

    Talvez vocês se considerem pessoas muito respeitáveis e agradáveis. Perdoem-me; não quero insultá-los. Mas não creio que essa palavra seja forte demais. A depravação dessa vida do velho Adão é insondável, e precisa ser mostrada para que o Filho de Deus seja realmente compreendido e apreciado, colocado diante desse pano de fundo.

    Mas, graças a Deus, a história espiritual segue por outra linha. Tudo acontece devagar demais, reconheço — devagar demais. Ainda assim, pela graça de Deus, pela obra do Espírito Santo, a vida e a natureza do segundo Homem, do último Adão, estão sendo transmitidas a nós.

    Aprendemos cada vez mais a respeito dEle. Nunca conseguimos aprender o suficiente. Na verdade, nunca diremos coisa alguma sobre nossas realizações nessa questão. Mas só Deus sabe onde estaríamos se não fosse Jesus Cristo.

    Às vezes, preciso olhar para as coisas e perguntar: “Onde eu estaria hoje se não fosse por isso?”. Agora conheço o que não conhecia naquela época: os passos e as terríveis possibilidades envolvidos nisso.

    A Formação da Disposição de Cristo

    O Espírito Santo tomou posse de uma vida cristã, de um cristão verdadeiramente comprometido, e está trabalhando, está formando nessa vida esta disposição — a disposição do último Adão.

    E qual é essa disposição? Talvez seja o campo de batalha de vocês. Pode realmente ser o campo de batalha de vocês. Graças a Deus pela medida de vitória. Mas, ainda assim, a questão não está aqui?

    Não a Minha vontade, mas a Tua.

    Não é isso?

    Não estamos sendo conduzidos cada vez mais pelo Espírito de Jesus Cristo àquele lugar em que esta nossa vontade se sujeita à vontade de Deus?

    É verdade que estamos descobrindo a necessidade de uma dependência absoluta de Deus para tudo e, graças a Deus, estamos sendo cada vez mais capacitados a aceitá-la. Todos os recursos que há em nós, todos os recursos próprios, estão sendo cortados pela raiz e removidos; e descobrimos que nosso recurso está em Deus — verdadeiramente em Deus, mas somente em Deus.

    E somos colocados sobre uma base maravilhosa. Oh, queridos amigos, se vocês são filhos de Deus verdadeiramente nascidos de novo, estão colocados sobre uma base maravilhosa.

    A Vida Sobrenatural da Nova Criação

    Falei deste último Adão, de Sua grandeza. Qual é a palavra que resume tudo isso? Sobrenatural. Sobrenatural, não é? Isso não é natural.

    Vocês não percebem que o próprio novo nascimento de vocês é algo sobrenatural? Essa é a verdade. Não reconhecem que sua continuidade e sua perseverança são coisas sobrenaturais? Se não reconhecem, bem, não sei o que há de errado com vocês.

    Somos colocados naquelas situações em que, para perseverar — perseverar, seguir adiante —, não há fundamento algum para a esperança, a não ser o próprio Deus nos sustentando. E isso é história sobrenatural. É história sobrenatural. Isso não é natural.

    Talvez alguns de vocês não saibam do que estou falando, mas alguns sabem.

    Assim, vejam, aquilo que era verdadeiro nEle, de maneira espiritual — observem bem, de maneira espiritual —, está se tornando verdadeiro em nós. Digo novamente: devagar demais, em uma medida pequena demais, e, ainda assim, acontece. Somos colocados sobre uma base sobrenatural.

    Creio que há uma necessidade muito maior de experimentarmos isso, de conhecermos isso.

    O Caráter Sobrenatural da Igreja

    Eu poderia aplicar isso ao Corpo de Cristo, à igreja, em quaisquer comunidades locais nas quais ela esteja representada. Sabem, os elementos sobrenaturais deveriam ser muito mais evidentes.

    Muitos dos nossos problemas físicos deveriam simplesmente ceder à oração. E nossas perturbações familiares deveriam ceder à oração. E essas outras coisas deveriam ceder de maneira sobrenatural. Deveriam ceder.

    Em Cristo, somos introduzidos em muito disso para conhecê-lo agora. A igreja não deveria ser algo tão impotente e fraco, com o último Adão habitando nela, com todo esse significado.

    O Triunfo Final do Último Adão

    Bem, queridos amigos, vou deixar as coisas por aqui, por enquanto. Tenho certeza de que vocês acharão isso mais do que suficiente. Mas aí está: este é o segundo Homem, este último Adão, que veio, de um lado, expor o velho, condenar o velho e remover o velho por Sua cruz, na qual todo o velho Adão foi crucificado.

    E, de outro lado, Ele veio trazer, introduzir, estabelecer, constituir, edificar, propagar e expandir uma raça — uma raça de homens e mulheres que são elevados à Sua própria capacidade, que recebem Seus próprios dons, espirituais e morais, que estão aprendendo, por Sua atuação e por Sua graça, o poderoso agir do Espírito Santo.

    Pois, afinal, há um domínio para o qual Deus destinou o homem; e esse domínio, essa supremacia, essa vitória, encontra-se em Cristo — em uma medida real, já agora.

    E o fim — o fim — é essa raça, da qual Ele é o primeiro e o último, reinando, glorificada: a completa reversão de tudo o que é velho.

    Quando vocês leem, no final, como ouvimos ontem:

    Não haverá mais.

    Não haverá mais dor, lágrimas, morte — não, não, mas tudo o que é contrário a essas coisas —, vocês veem o triunfo do segundo Homem, do último Adão. E é isso que permanece quando tudo o mais já não existe.