Toda esta bela mensagem destes dias, em particular, será reunida nesta noite, e encontra-se sintetizada em um trecho das profecias de Ezequiel.
Em Ezequiel 21:27:
Ao revés, ao revés, ao revés a porei;
e ela não será mais, até que venha Aquele a Quem pertence de direito;
e a Ele a darei.
Vocês verão, se examinarem, que essas palavras têm um contexto muito amplo. Elas têm um contexto imediato: a vida e o ministério do profeta em sua época. Bem, vocês veem que o cumprimento dessas palavras começa ali e avança de maneira bastante significativa.
Agora, há também um contexto mais amplo, e a extensão desse contexto ainda não chegou à sua etapa final. Mas, aqui nas Escrituras, muito desse contexto ampliado é registrado e mencionado.
A derrubada, derrubada, derrubada começou muito em breve, quando o profeta foi chamado a fazer essa proclamação da intenção do Senhor. O contexto imediato, então, era Jerusalém — Jerusalém como símbolo e representação da nação.
Era uma nação que, como temos visto nas horas anteriores, havia sido escolhida, eleita por Deus para um propósito — o propósito especial de Deus. A nação havia sido constituída e disciplinada para esse fim com tanto cuidado, esmero e paciência; e, apesar de tudo isso, havia errado o alvo de maneira tão grave, tão trágica.
E a essa nação foram dirigidas as palavras:
Ao revés, ao revés, ao revés a porei.
Os motivos? Aqueles que temos observado: a perda do caráter distinto de sua vida. Eles haviam se voltado para o mundo, em relacionamentos de natureza espiritual que eram ilícitos e proibidos.
E o mundo havia sido admitido em seu meio de maneira contaminadora e corruptora, resultando naquilo que, como dissemos, é sempre, invariavelmente, uma abominação para Deus: a mistura entre o Seu povo.
A perda do caráter distinto de sua vida; a perda da vitalidade nos meios que Deus havia providenciado para a realização de Seu propósito.
Ele havia providenciado o tabernáculo e o templo, o sacerdócio e as ordenanças, os sacrifícios e as festas, e muito mais. Ele fez ampla provisão dessa maneira, mas tudo deveria ser um meio vivo e eficaz para alcançar um fim, não um fim em si mesmo.
Mas essa vitalidade havia se perdido. O templo, o sacerdócio, os sacrifícios e as ordenanças haviam se tornado uma formalidade — uma rotina diária, algo que se mantinha, algo que existia apenas por si mesmo.
Um grande formalismo sem vida. Havia se perdido a vitalidade dos meios pelos quais Deus e Seu propósito deveriam se tornar realidade no meio deles.
Eles haviam perdido o senso, a consciência e o conhecimento de por que eram o povo do Senhor. Gabavam-se de ser o povo do Senhor. Afirmavam ser um povo especial entre os povos da terra. Usavam o Seu nome, assumindo-o para si.
Mas o propósito pelo qual eram o povo do Senhor havia desaparecido de sua consciência. Havia se perdido a visão do grande objetivo e da finalidade de Deus ao escolhê-los dentre todos os povos da terra.
Vocês sabem que o clamor dos profetas seguia essa linha. Seu clamor era contra essa mistura, essa perda de identidade, essa corrupção, esse desvio.
O clamor era contra esse mero formalismo. Como destacamos ontem, por meio de Isaías veio a palavra do Senhor, em Isaías 58:1-2:
Clama em alta voz, não te detenhas;
levanta a tua voz como a trombeta
e anuncia ao Meu povo a sua transgressão,
e à casa de Jacó, os seus pecados.
Todavia, Me procuram cada dia
e têm prazer em saber os Meus caminhos.
Prosseguiam, mas sem visão, sem pureza, sem vitalidade. Tudo isso levou a esta declaração:
Ao revés, ao revés, ao revés a porei.
“Não vou preservar meras formas, uma mera casca, uma mera profissão de fé. Tudo isso, para Mim, é hipocrisia, falta de realidade. Eu derrubarei.”
Como essas coisas haviam desaparecido — essas coisas que caracterizam o povo sob o verdadeiro governo e sob a verdadeira atuação do Espírito Santo, coisas que realmente importam —, houve a perda da autoridade em Israel, da autoridade na nação, de uma voz atuante em seu próprio meio.
Eles não reconheciam aqueles que falavam com autoridade, pela vida e pelas palavras, pelo testemunho. É uma situação trágica quando o povo de Deus perde sua autoridade no mundo; e sempre a perde quando se mistura com o mundo e o mundo se mistura com ele.
Perderam a unidade. Aqui vemos a nação desmoronando, fragmentando-se e desintegrando-se, até que a única imagem adequada é a do vale de ossos secos: muitíssimos e muito secos; sem ligação, sem articulação, desintegrados. Esse é o resultado — divisões, se quiserem, divisões.
A perda da posição à qual Deus os havia conduzido. Ele os havia levado à terra por meio de uma aliança e os havia estabelecido ali, no lugar que Ele mesmo lhes destinara. O lugar de Deus para a nação era aquela terra, e eles perderam sua posição, a posição determinada por Deus, e foram expulsos dela.
Por fim, a profecia nos leva à glória perdida — à glória perdida no meio do povo de Deus e sobre ele. A glória se elevou e se afastou por completo.
O Senhor diz a respeito de tal condição: “Eu derrubarei, derrubarei, derrubarei. Isso não pode continuar.”
E, queridos amigos, peço a compreensão de vocês se lhes lembro mais uma vez que essas profecias não dizem respeito exclusivamente a Israel no Antigo Testamento e à sua própria dispensação. Há, no Novo Testamento, aquilo que corresponde a esse contexto imediato.
Esse terrível capítulo, Ezequiel 21, tem sido chamado de “O cântico da espada”. Logo vocês leem, associada a essas palavras, a referência à espada — a espada, a ponta da espada, a espada desembainhada de Deus. E, pela espada, Ele vai derrubar, derrubar, derrubar.
Posso lembrá-los de que temos duas passagens correspondentes nessa outra esfera, a da Igreja no Novo Testamento? Uma está na carta aos Hebreus, em Hebreus 12:26:
Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu.
A outra está na vinda do Senhor Jesus para o meio dos sete candeeiros. Nessa descrição e apresentação abrangentes dEle, encontramos isto, em Apocalipse 2:12:
Aquele que tem a espada aguda de dois fios.
E Ele começa a usá-la nas igrejas.
Na Igreja. E Sua ação é uma derrubada, uma derrubada na Igreja: em tudo Ele apela, separa, revela, sonda e julga.
E há aquilo que, tendo contribuído tão amplamente para a perda do propósito específico, cai sob a espada do Senhor. Essas são palavras duras, mas suportem-nas por um momento.
O Senhor está dizendo às igrejas, que representam a Igreja inteira, as mesmas coisas que disse aqui a Israel: “Não tenho o menor interesse em sua forma religiosa, nem estou preocupado com ela. Não tenho o menor interesse em sua mera atividade religiosa ou cristã.”
Conheço as tuas obras.
“Não estou preocupado com sua profissão de fé.”
Aquilo para o qual vocês foram levantados, eleitos e constituídos é o Meu propósito eterno a respeito do Meu Filho: que em todas as coisas Ele tenha a preeminência — ocupe o primeiro lugar, o lugar pleno e o lugar final.
E tudo o que fica aquém disso ou contradiz isso cai sob a espada. “Eu derrubarei.” O julgamento começa pela casa de Deus.
Queridos amigos, se isso é verdade, e se não estamos enganados, a Igreja em geral vai se deparar com a espada, vai ser tratada dessa maneira. E haverá uma grande quantidade — uma grande quantidade — de atividades, obras, profissões de fé e tudo o mais que cairá sob a espada, que será derrubada, derrubada, derrubada, para que se alcance o fim que Deus determinou.
Vocês percebem isso? E o que é verdadeiro acerca da Igreja inteira será verdadeiro acerca de qualquer comunidade local, creio eu. Se o Senhor vir falta de realidade, vir hipocrisia, mera formalidade, se vir que fazemos de Suas coisas divinas apenas um fim em si mesmas, voltadas para nós mesmos, sem servir ao grande objetivo nem avançar em direção a ele — progredindo e nos desenvolvendo à medida que prosseguimos nessa crescente plenitude de Cristo —, o Senhor derrubará essa comunidade local.
Ele a abalará. Trará a espada, dispersará, demolirá e derrubará. Essa tem sido a história de muitas comunidades do povo do Senhor que se tornaram meramente formais e tradicionais, tendo perdido sua vitalidade e sua visão.
E vamos trazer isso para mais perto de nós. Essa será a história de vidas individuais. Assim que vocês reduzirem tudo — ensino, doutrina, prática, reuniões e tudo o mais — a algo que é apenas uma rotina que se mantém, perde-se aquela grande, poderosa e dinâmica visão do propósito de Deus, e perde-se aquele tremendo impacto de um senso de propósito.
Então nossa própria vida cristã individual ficará sob a espada, e Deus devastará — devastará. Teremos de chegar a este ponto: “Eu estava sobre uma base falsa. Eu estava em uma posição falsa. Minha posição não tinha nada de verdadeiro, nada de vital.”
“Todo o ensino que recebi é simplesmente algo na minha cabeça, na minha mente, não uma parte viva do meu próprio ser. Tudo aquilo a que estou ligado e tudo o que faço não alcança a raiz da questão.” O Senhor precisa derrubar.
Isso soa muito duro, mas desejaríamos que fosse diferente? Não é Sua fidelidade que O leva a fazer isso — a chegar à realidade e salvar um remanescente que tenha a raiz da questão?
Vocês podem ver aqui o contexto e as aplicações se ampliando. Preciso lembrá-los de que o ministério de Ezequiel coincide, em uma de suas extremidades, com o ministério de Jeremias; na outra, coincide com o ministério de Daniel.
Vocês se lembram da palavra do Senhor que veio a Jeremias, em Jeremias 1:10:
Olha, ponho-te neste dia sobre as nações.
Para arrancar e derrubar.
Na outra extremidade, também sabemos como Daniel e seu livro estão situados bem no meio das nações, literalmente. Chegaremos a isso daqui a pouco.
Aqui está um contexto amplo no qual Ezequiel se encontra, e diante de nós passa a ascensão e a queda das potências mundiais — os povos e as nações que exerceram poder e influência na história deste mundo.
Provavelmente, Ezequiel começa aqui com as quatro primeiras: Amom, Moabe, Edom e Filístia. Ah, cabe a vocês examinar isso. Certamente, vocês não esperam que eu trace a história dessas nações e apresente todo o seu significado.
Basta dizer que foram Amom e Moabe que conspiraram e uniram forças para contratar Balaão a fim de amaldiçoar Israel. Balaque, rei de Moabe, disse: “Vem, amaldiçoa Israel para mim.”
Muito bem, Amom. Muito bem, Moabe. Os moinhos de Deus moem devagar, mas moem extremamente fino; embora Ele espere com paciência, mói tudo com exatidão. Amém.
Ah, vocês terão de prestar contas, pois a vontade de Deus prevalecerá. A terceira era Edom. E que história Edom teve — uma ameaça a Israel e aos interesses do Senhor.
E Filístia — ah, estamos cansados, estamos cansados e fartos de ler sobre as interferências dos filisteus nos interesses do Senhor. Os filisteus incircuncisos, como eram chamados, eram aquela ameaça constante e quase perpétua aos interesses do Senhor em Israel.
Essas quatro nações são colocadas diretamente no caminho da espada. “Eu derrubarei, derrubarei, derrubarei”, diz o Senhor. E assim aconteceu. Amom, Moabe, Edom e Filístia vieram para o primeiro plano e já não existem — já não existem.
O profeta passa das quatro primeiras a outras duas: Tiro e Sidom. Em Ezequiel 28, vocês encontram uma das coisas mais espantosas e terrivelmente impressionantes da Bíblia: o rei de Tiro.
E não é difícil, não é difícil enxergar além do que é dito ali, até o próprio Satanás, em Ezequiel 28:13-14:
Estavas no Éden, jardim de Deus.
No monte santo de Deus estavas;
no meio das pedras afogueadas andavas.
E isso é dito, no contexto imediato, acerca do rei de Tiro; mas vocês conseguem enxergar, por trás disso, outro ser que inspira tudo isso — essa exaltação contra Deus, essa aspiração a ser supremo em toda parte.
O rei de Tiro — leiam Ezequiel 28 novamente. Vejam como é terrível. E os sidônios estão aliados a Tiro. Muito bem. A palavra alcança até eles: “Eu derrubarei, derrubarei, derrubarei.”
E onde estão Tiro e Sidom? O que aconteceu? Bem, a história lhes dirá o que aconteceu. O poder devastador, a desolação — uma história tremenda, verdadeiramente surpreendente —, a profecia se cumpriu.
E então o profeta passa a uma só nação. Depois das quatro e das duas, ele chega a uma: o Egito — aquele império da Antiguidade, aquela civilização maravilhosa, aquela grande potência mundial que muitas outras grandes potências, durante muito tempo, temeram profundamente.
O Egito cai sob a espada. A mesma coisa é dita a respeito do Egito: “Eu derrubarei, derrubarei, derrubarei.” Conhecemos a história. Tentando, tentando recuperar algo de sua antiga glória e prestígio, mas é uma tentativa pobre e frágil. Deus disse: “Eu derrubarei”, e assim aconteceu.
E então passamos a um contexto ainda mais amplo, ao entrarmos no período de Daniel. Logo, a grande estátua de Nabucodonosor é apresentada diante de nós em sua totalidade — aquela grande estátua. Ali estão quatro das maiores potências mundiais da história. Estamos aqui diante das quatro grandes.
“Vejam esta grande Babilônia que eu construí”, disse Nabucodonosor. Deus lhe deu um reino, e todas as nações, povos e línguas deveriam se prostrar diante dele. Como aquilo era grandioso!
Então veio a invasão de Ciro, o persa, e a substituição da grande Babilônia pelo Império Medo-Persa, que se tornou proverbial em nossa linguagem cotidiana. Falamos das “leis dos medos e dos persas” — algo que veio para ficar para sempre e não pode ser alterado.
Ele se levanta contra Babilônia, e Babilônia cai. A Medo-Pérsia assume a supremacia. E então outra grande potência mundial surge no horizonte: Alexandre, o Grande, se levanta com seu Império Greco-Macedônico, pisa todas as outras potências e procura novos mundos para conquistar.
Quando conquista todos os mundos que consegue encontrar, ele passa no desfile dos impérios, e o maior de todos aparece em cena: o Império Romano.
Todos esses são mencionados em Daniel. Eles encontram sua expressão no grande Império Romano, o maior de todos os que já haviam existido, tanto em extensão quanto em poder. Aqui estão as nações do mundo; aqui estão os impérios mundiais. E a profecia se estende a todos eles: “Eu derrubarei, derrubarei, derrubarei.”
Daniel nos fala dessa derrubada quando, depois de descrever a visão, diz em Daniel 2:34:
Uma pedra foi cortada, sem mãos,
a qual feriu a estátua nos pés
e os esmiuçou.
E Daniel diz, em Daniel 2:44:
Nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino.
Uma pedra cortada sem mãos — o Deus do céu levantará um reino, e ele permanecerá para sempre.
Foi justamente no tempo do Império Romano que a pedra o atingiu, e ele desmoronou. E, simbolicamente, levou consigo todos os outros impérios à ruína. “Eu derrubarei”, disse o Senhor, “derrubarei, derrubarei.”
Qual é o ensino? Qual é o ensino de tudo isso? Em primeiro lugar, acima de todos esses poderes há um trono — outro trono.
Aquele trono que vimos no início das profecias de Ezequiel, em Ezequiel 1:26:
Por cima do firmamento […] a semelhança de um trono;
e, sobre a semelhança do trono, […] a semelhança de um homem, no alto.
Queridos amigos, acima de todos esses reinos, domínios e poderes, há um trono. Para usar um trecho de Daniel 4:26:
Conheceres que o céu reina.
O céu reina. Há um trono acima de tudo.
Ah, que consolo há nisso! Tenho dito coisas duras. As pessoas acham que eu digo coisas sombrias, deprimentes, mas aqui — qual é a questão? Acima de todas essas coisas terríveis há um trono.
Qual é a explicação para a queda de todas essas potências mundiais? Uma explicação — uma explicação, queridos amigos. Cada uma delas procurou tomar o lugar que havia sido eternamente destinado ao Filho de Deus.
Deus O havia constituído herdeiro de todas as coisas. Essa é a determinação. O Filho de Deus era o herdeiro destinado a receber este mundo e seu reino. O Filho de Deus é o governante legítimo de nossas nações.
Cada uma delas havia estendido a mão para tomar para si aquilo que pertencia, por aliança eterna, ao Filho de Deus. Expandindo-se, expandindo-se, desde Amom e Moabe, em sua esfera mais limitada, expandindo-se cada vez mais, até que Roma se estendeu por todo o mundo para possuí-lo — para possuir este mundo.
Um governo mundial para seus próprios fins. E Deus disse: “Esperem. Isso é o que reservei para Mim. Isso é o que reservei para o Meu Filho. Não toquem nisso. Não toquem nisso. Não ponham a mão nisso. Isso é consagrado ao Meu Filho.”
Ao revés, ao revés, ao revés a porei;
[…] até que venha Aquele a Quem pertence de direito;
e a Ele a darei.
Isso é história. Isso é verdade.
Queridos amigos, há ainda um contexto mais amplo. Muitas coisas aconteceram desde o fim de Roma. E, durante nossa própria vida, vimos isso acontecer. Não gosto de mencionar o nome, mas precisamos fazê-lo neste contexto: e quanto a Hitler?
Hitler aspirava, com toda a sua ambição, a dominar todas as nações deste mundo, submetê-las à sua ideologia e ao seu controle — apoderar-se de tudo. E sabemos com que violência ele repudiou Jesus Cristo e Sua Igreja.
Muito bem, o senhor Hitler se coloca contra o trono que está acima — isto é, contra a prerrogativa do Filho de Deus. Tire as mãos daí. Vemos a terrível destruição e ruína tanto do próprio Hitler quanto de seu Reich.
Agora, vocês viram isso; alguns de nós viram uma parte disso: a terrível devastação e a história terrível de sua época. O direito de Cristo intervém. “Eu derrubarei.”
E vimos Mussolini mandar fazer para si um grande mapa em relevo dos dez reinos do Império Romano, que ocupava toda a largura de um grande salão; vimos também que ele ergueu uma estátua de si mesmo e se proclamou o último César — um imperador romano restaurado.
Muito bem. Invada os direitos do trono que está acima. Deus disse, em Jó 38:11:
Até aqui virás, e não mais adiante,
e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas.
E vejam o fim. “Eu derrubarei, derrubarei.”
Mas a história contemporânea, o tempo presente, está vendo algo maior do que qualquer um daqueles — maior do que a maior das grandes potências mundiais, maior do que esses que acabei de mencionar. Algo que se expande na negação de Deus, na negação do Filho de Deus e na negação da Igreja de Deus, para se tornar a grande potência mundial.
E o trono que está acima diz: “Se vocês não conseguem ler a história e aprender com ela, aprenderão pela experiência.” E o mesmo destino e a mesma condenação se aproximam desse poder. Não se enganem a respeito disso.
Por quê? Porque este mundo foi feito para Jesus Cristo. E está chegando o dia em que a Escritura se cumprirá, em Apocalipse 11:15:
Os reinos do mundo vieram a ser
de nosso Senhor e do Seu Cristo,
e Ele reinará para todo o sempre.
Jesus reinará. Vocês conhecem o restante. Mas vejam: embora essa seja uma perspectiva gloriosa, ela é terrível de outro ponto de vista. E é um desafio — um desafio para nós, um desafio para nossas congregações, um desafio para a Igreja de Deus, assim como é um desafio para o mundo.
O propósito de Deus é congregar, reunir novamente todas as coisas em Cristo — as coisas nos céus, as coisas na terra, as coisas debaixo da terra —, para que em todas as coisas Ele tenha a preeminência.
Esse é o propósito de Deus. Ele se aplica aos mínimos detalhes de nossa vida. É o objetivo pelo qual o Espírito Santo trabalha em nossa história espiritual. É a explicação de como Deus trata conosco, Seu povo, assim como é a explicação da história deste mundo: a ascensão e a queda, a glória e a decadência das potências mundiais, dos impérios e dos domínios.
Ele precisa reinar até que todos os Seus inimigos sejam postos como estrado de Seus pés. Essa é a mensagem.
Senhor, nós Te agradecemos.