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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Gideon: The Manifestation of The Lord Jesus Christ © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Gideon: The Manifestation of The Lord Jesus Christ
    Gideon: The Manifestation of The Lord Jesus Christ
    Miller, Ed

    A manifestação de Cristo por meio de vasos quebrados

    Bem, boa noite mais uma vez, irmãos.

    Ao nos voltarmos para o estudo da Palavra de Deus, há um princípio de estudo bíblico absolutamente indispensável — um princípio que não podemos dar por garantido, sem o qual não podemos viver.

    Esse princípio é a dependência total do Espírito Santo de Deus.

    Vou pedir que vocês abram, só por um momento, por favor, antes de orarmos e pedirmos ao Senhor que nos guie, em Mateus 11.

    Mateus 11:25-30.

    Naquele tempo, Jesus disse: Eu Te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra,
    porque ocultaste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.
    Sim, Pai, porque assim foi do Teu agrado.
    Todas as coisas Me foram entregues por Meu Pai;
    e ninguém conhece o Filho, senão o Pai;
    nem ninguém conhece o Pai, senão o Filho
    e aquele a quem o Filho quiser revelá-Lo.
    Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos darei descanso.
    Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração;
    e achareis descanso para as vossas almas.
    Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve.

    Cristo como Mestre das Escrituras

    Como vocês provavelmente já ouviram muitas vezes, esses preciosos versículos no final de Mateus 11 são aplicados ao pecador que nunca chegou a conhecer o Senhor:

    Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados.

    E não há dúvida: a verdade de Deus pode ser aplicada a todos. Pode ser aplicada ao pecador que nunca chegou a conhecer o Senhor.

    Mas acho precioso perceber que, nesse contexto, o convite não é para que pecadores que nunca conheceram o Senhor venham a conhecê-Lo. O contexto é o estudo bíblico. O contexto é como entender este Livro.

    Jesus olhou para o céu e disse: “Eu Te agradeço, Pai, porque ocultaste estas coisas aos sábios, aos inteligentes e aos prudentes. Tu as revelaste aos pequeninos. Isso foi bom aos Teus olhos. Foi o Teu caminho. Tu tiveste prazer nisso”.

    E Ele disse: “Ninguém conhece o Pai, somente o Filho. Ninguém conhece o Filho, somente o Pai”. Então acrescenta: “E aquele a quem o Filho quiser revelá-Lo”.

    E é para entendermos este Livro que Ele diz: “Todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, venham a Mim e aprendam de Mim. Eu serei o Mestre de vocês”. É isso que Ele está dizendo.

    Se vocês vierem a Mim, se estão cansados de estudar a Bíblia e não enxergar nada, de não ouvir a voz de Deus, de não ter o Senhor revelado, Jesus os convida a deixá-Lo ser o Mestre.

    Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados; Eu vos darei descanso.
    Aprendei de Mim.

    Jesus disse:

    O Meu jugo é suave. O Meu fardo é leve.

    Ele quer ser o nosso Mestre. Agora, não podemos produzir em nós mesmos uma atitude de criança. Ele precisa operá-la em nós, mas prometeu que faria isso. Podemos vir como terra seca; Ele derramará sobre nós a Sua água fresca. Se viermos com a boca bem aberta, Ele nos encherá. Se viermos como pequeninos, Ele nos revelará estas coisas.

    Somos tolos se Deus nos diz onde está o esconderijo e, mesmo assim, não conseguimos encontrar o tesouro.

    Todas estas coisas — todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento — estão escondidas em Cristo Jesus. Nós sabemos onde está o esconderijo. Que vergonha, que vergonha para nós se não formos a esse esconderijo, para que Deus nos revele o Seu tesouro.

    O refrigério proveniente da presença do Senhor

    Nestes dias, estamos falando sobre a presença do Senhor. Deixem-me ler, sem fazer comentários, um versículo do livro de Atos sobre a presença do Senhor. Eu lhes disse que tenho estudado Atos e como Deus tem purificado meu coração enquanto percorro esse livro.

    Atos 3:19-20:

    Arrependei-vos e voltai-vos, para que os vossos pecados sejam apagados,
    a fim de que venham tempos de refrigério da presença do Senhor;
    e que Ele envie Jesus, o Cristo que vos foi designado.

    Não é uma verdade gloriosa? Que venham tempos de refrigério da presença do Senhor e que Ele envie Jesus, o Cristo que lhes foi designado.

    Vamos orar juntos.

    Nosso Pai, mais uma vez, nesta noite, nós Te agradecemos tanto pelo Teu precioso Espírito Santo, Que vive dentro de nós, Que vive em nosso coração — a vida de Deus.

    Obrigado porque é do Teu agrado revelar-nos o Filho de Deus. Sabemos que não é possível conhecer o Pai, a menos que Tu queiras revelá-Lo a nós.

    Cria em nós, pedimos, essa atitude de criança que recebe de Ti. Livra-nos da sofisticação em todas as suas formas sutis.

    Mostra-nos a Ti mesmo. Remove as escamas dos nossos olhos. Retira o véu. Tu, Que habitas entre os querubins, resplandece.

    Pedimos no nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que prevalece sobre tudo. Amém.

    Revisão da descoberta de Gideão sobre a presença de Deus

    Sei que Wayne não estava aqui na parte inicial. Há mais alguém que não esteve em nenhum dos estudos? Temos alguns irmãos que não estavam aqui.

    Vou tentar apresentar um pouco da sequência. Vocês conhecem a história de Gideão? É isso que estamos examinando. Estamos examinando a história de Gideão.

    Tenham um pouco de paciência enquanto retomo a sequência, para que esses irmãos possam acompanhar nossos passos à medida que entramos no coração do Senhor.

    Estamos tratando da gloriosa verdade expressa em Salmos 16:11:

    Tu me farás conhecer o caminho da vida;
    na Tua presença há plenitude de alegria;
    à Tua direita há delícias para sempre.

    Gideão descobriu a verdade de que a bênção se encontra na presença do Senhor. Gideão tinha um grande encargo para que Deus abençoasse o Seu povo, e Deus precisou ensinar-lhe aquilo que Ele sabia tão bem: que a bênção se encontra na presença do Senhor.

    E quanto mais profundamente você entrar na presença do Senhor, mais a bênção virá e fluirá. Fora da presença do Senhor está o oposto da plenitude de alegria. Não há alegria fora da Sua presença.

    Na época que estamos examinando em Juízes 6, por causa do pecado do povo de Deus, Deus havia enviado um opressor. Eles tinham sido reduzidos a viver em cavernas e esconderijos, como animais. Como ratos, precisavam procurar restos para conseguir seu sustento.

    Eles não foram salvos para viver assim. Não foram redimidos da escravidão para viver em buracos escuros e cavernas úmidas. Foram redimidos para desfrutar a terra, para desfrutar o Senhor em toda a Sua plenitude.

    Gideão queria tanto ser uma bênção para o povo, mas não sabia o que fazer.

    Então Gideão elaborou um plano para ajudar seu povo. Começou a bater o trigo contra a rocha, no lagar, ao pé dos montes, na baixada, para que o inimigo não pudesse vê-lo.

    Se estivesse no alto, eles veriam toda a palha — as nuvens de palha — e viriam confiscá-lo. Por isso, lá embaixo, na baixada, ele continuava batendo, mas não havia vento para levar a palha. A palha caía junto com os grãos, e ele precisava separá-la.

    Ele trabalhava e trabalhava, do amanhecer ao anoitecer, para conseguir sustento para si, para seus vizinhos e assim por diante.

    Deus olhou do céu e viu Gideão e o belo coração daquele homem. Deus o viu em seu serviço, batendo o trigo contra a rocha, sem sair do lugar — apenas sobrevivendo.

    O Anjo do Senhor desceu, falou com Gideão e disse: “O Senhor está com você”. Gideão disse: “Eu sei que Ele está comigo, mas olha para o meu povo. Olha para o Teu povo”.

    E o Anjo do Senhor lhe ensinou aquilo que Ele sabia tão bem: que na Sua presença há bênção. Deus começou a atrair Gideão para a Sua presença.

    O Senhor disse: “Se você realmente quer ser uma bênção, não vou tratar com eles. Vou tratar com você, Gideão”. Deus começou a tratar com Gideão, não com o povo.

    Ele disse: “Você precisa entrar na Minha presença”. Deus o levou cada vez mais profundamente à Sua presença, e quanto mais Gideão entrava na presença do Senhor, mais o inimigo começava a se desintegrar e mais a bênção começava a vir sobre o povo.

    Gideão estava aprendendo que, à medida que ele entrava na presença de Deus, Deus abençoava o povo. É isso que temos examinado até agora: Gideão sendo conduzido à presença do Senhor.

    A preeminência de Cristo e a dependência do Espírito

    Agora, nesta manhã, compartilhei com vocês como Deus começou conduzindo Gideão à verdade da preeminência de Cristo. Lembrem-se da diferença entre preeminência e proeminência. Preeminência é ser o Único. Proeminência é ser um entre muitos.

    Você pode ter muitas coisas proeminentes em sua vida, mas o Senhor não quer ser proeminente. O Senhor quer ser preeminente.

    Gideão foi conduzido à presença do Senhor e, pelo poderoso poder de Deus, ilustrado pelo boi, derrubou Baal e todos os amantes rivais que disputavam o afeto do povo de Deus. E, no lugar elevado, estabeleceu uma figura do próprio Senhor, um símbolo dEle.

    À porta da bênção está a obra consumada de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele retratou tudo isso na história de Gideão.

    Junto com a verdade de que Jesus era o Único, Deus começou a ensinar novamente a Gideão a verdade de Zacarias 4:6:

    Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor.

    E foi mais ou menos aí que paramos. Quando paramos, eu estava tentando mostrar a vocês como Deus estava ensinando essa verdade a Gideão. Ele sabia, mas não sabia. É uma daquelas coisas que você sabe, e Deus precisa ensinar-lhe novamente aquilo que você sabe.

    Ele pediu aquele sinal: “Senhor, saberei se Tu colocares o orvalho sobre a lã”. Deus fez isso. Então, de repente, Gideão disse: “Mesmo assim, não tenho certeza, porque há muita possibilidade de isso ser algo natural. Não quero que seja a natureza. Quero que seja Deus”.

    Então ele inverteu o sinal. Disse: “Senhor, não Te zangues, mas faz de outra maneira, só para eu ter certeza. Não é por força nem por poder, mas pelo Teu Espírito”.

    Deus atendeu ao pedido, e agora Gideão disse: “Agora eu sei”. Então Deus disse: “Vamos ver se você sabe o que sabe”.

    Então Deus começou a reduzir as tropas. Não por força, não por poder. Deus começou a reduzir as tropas, e Gideão disse: “Opa, opa, opa, espera um pouco. Eu sei que é pelo Teu Espírito, mas não mexas nas minhas tropas”.

    Foi aí que paramos. Deus estava ensinando a Gideão aquilo que ele já sabia. A primeira revelação do Senhor é a preeminência de Cristo e, depois:

    Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito.

    A lã de Gideão como confirmação da vontade de Deus

    Agora, nesta noite, vou pedir que vocês voltem a — quase disse Gideão 6 — Juízes 6. Quero voltar um pouco e falar novamente sobre o sinal, sobre o orvalho na lã e assim por diante; depois avançaremos para o novo conteúdo.

    Para que venha a bênção plena que Gideão deseja para o povo de Deus, ele precisa entrar mais profundamente na presença de Deus. Uma vez que O tenha visto como preeminente, uma vez que saiba que não é por força nem por poder, esse é um bom ponto de partida. Mas agora Deus o convida a entrar na bênção mais profunda.

    Juízes 6:36-40:

    Gideão disse a Deus: Se hás de livrar Israel por meu intermédio, como disseste,
    eis que porei um velo de lã na eira.
    Se houver orvalho somente sobre a lã, e toda a terra estiver seca,
    então saberei que hás de livrar Israel por meu intermédio, como disseste.
    E assim aconteceu. Quando se levantou cedo na manhã seguinte e espremeu a lã,
    extraiu dela o orvalho, uma taça cheia de água.
    Então Gideão disse a Deus: Não se acenda a Tua ira contra mim, para que eu fale mais uma vez.
    Peço-Te que me deixes fazer mais uma prova com a lã.
    Que agora somente a lã fique seca, e haja orvalho sobre toda a terra.
    E Deus assim fez naquela noite: somente a lã ficou seca, e havia orvalho sobre toda a terra.

    Agora, lembrem-se: eu lhes disse que a principal razão para o sinal, e depois para a repetição do sinal, era dar a Gideão a certeza de que era realmente Deus.

    Gideão não duvidava de Deus, mas tinha muitas dúvidas sobre Gideão. Gideão duvidava de Gideão. Ele só queria ter certeza de que aquilo não era natural, não era físico, não vinha do homem.

    Pode haver muito mais nisso do que aquilo que vou dizer. Muitos comentaristas dedicam bastante tempo a essa lã, e não sei se vocês já meditaram nessa maravilhosa passagem das Escrituras.

    A lã era um emblema do povo de Deus? Representava o povo de Deus, o rebanho de Deus, as ovelhas de Deus? Era uma lã porque o inimigo os havia “tosquiado”, tirando tudo deles?

    Havia algum significado simbólico no ato de colocar a lã no chão? Ele estava dizendo: “Estou entregando meu encargo”, ao colocar diante de Deus o povo de Deus?

    Alguns dizem que a lã é a beleza do cordeiro. De alguma maneira, ela representa nosso Senhor Jesus Cristo? Representa o Seu belo rebanho?

    A lã representa uma coisa, e a terra seca outra, e depois o contrário? A terra representa os gentios?

    Li um comentarista que disse que Gideão estava profetizando e enxergou até o fim desta era. Ele viu Israel rejeitando Cristo e, quando a lã deles ficou seca, Deus enviou o Seu orvalho sobre toda a terra. Gideão viu tudo isso? Não sei se viu ou não.

    Alguns deram grande importância a certos detalhes e disseram: “Agora, vocês precisam prestar atenção ao ato de espremer a lã. Isso é o importante”.

    Porque, para sermos instrumentos de redenção, precisamos estar dispostos a deixar Deus nos espremer até ficarmos secos. Então a taça é importante, a quantidade de água na taça, a plenitude na taça, é importante, e tudo isso.

    Considerando o conjunto equilibrado das Escrituras, tendo a acreditar que Gideão não escolheu simplesmente um sinal arbitrário. Acho que ele sabia que o orvalho representava a bênção do Senhor ao longo de todas as Escrituras.

    Acho que ele está dizendo: “Senhor, Tu realmente vais abençoar o Teu povo? Tu realmente vais fazer descer o Teu orvalho?”. Acho que esse era o seu coração.

    Faço todas essas perguntas não para respondê-las, porque não posso, mas para que não percamos o principal.

    Vejam, a principal preocupação de Gideão era: “Não quero perder a vontade de Deus. Ele me enviou ou não me enviou? Eu O ouvi corretamente ou não O ouvi corretamente? Senhor, pensei que Tu disseste que irias abençoar. Vais abençoar?”.

    Não acho necessariamente que colocar a lã no chão significava que Gideão estava entregando seu encargo. Isso soa espiritual. Talvez dê uma boa pregação, mas, para mim, é um pouco fantasioso.

    No fim das contas, não acho que havia algum poder em Gideão colocar a lã no chão, escolher uma lã, a eira, a taça cheia ou algo assim. O poder é o Senhor — sempre o Senhor.

    A descoberta e a confirmação da vontade de Deus

    Antes de deixarmos essa maravilhosa passagem, quero esclarecer um entendimento equivocado a respeito dela.

    Muitos têm visto Gideão como alguém que vivia buscando sinais, alguém muito subjetivo, cheio de dúvidas, sempre pedindo a Deus que lhe desse sinais.

    Alguém que usava sinais físicos para determinar a vontade de Deus. Na verdade, por causa dessa história, surgiu uma expressão: “colocar uma lã diante de Deus”. Vocês já ouviram essa expressão? Já fizeram isso, colocaram uma lã diante de Deus?

    Conheci pessoas que usam esse método o tempo todo para descobrir a vontade de Deus. Elas simplesmente colocam uma lã diante de Deus.

    Lembro-me dos meus primeiros dias, quando o Senhor estava começando a fazer alguma luz entrar nesta cabeça dura. Lembro-me de estar sentado no meu quarto, com a cabeça inclinada, dizendo: “Senhor, se Tu és real, faz as luzes piscarem. Faz alguma coisa para eu saber que Tu és real”.

    Alguém diz: “Senhor, vou conhecer a Tua vontade se Tu providenciares os recursos. Então saberei. Se Tu fizeres minha entrevista correr bem, então saberei. Se eu receber o aumento, então terei certeza”.

    “Se Tu trouxeres à minha vida uma pessoa que tenha o mesmo encargo, então terei certeza. Senhor, apenas me diz. Se a casa for vendida, então saberei que é a vontade de Deus. Se o carro for vendido, se eu encontrar um carro dentro do meu orçamento, então saberei que essa é a vontade de Deus.”

    “Então, Senhor, faz o telefone tocar, ou faz alguém vir, ou faz alguém dizer determinada coisa.”

    Agora, não estou tentando julgar se isso é legítimo ou não. Deus conhece o coração. Mas o que quero que vocês vejam claramente é que não foi isso que Gideão fez. Quero que vocês vejam isso. Não foi isso que Gideão fez.

    Não estou dizendo que é errado fazer isso. Essa é uma questão à parte e precisa ser respondida em outro lugar, em outra ocasião, por outra pessoa. Procurem seus presbíteros.

    Mas a questão de Gideão não é: “Como posso descobrir a vontade de Deus?”. Essa não é a questão para ele. Sabem como sei disso? Porque Gideão conhecia a vontade de Deus. Não há dúvida alguma.

    Voltem a Juízes 6:14-16:

    O Senhor olhou para ele e disse: Vai nesta tua força e livra Israel da mão de Midiã. Porventura não te enviei Eu?
    Ele Lhe disse: Ó Senhor, como livrarei Israel? Eis que minha família é a menor em Manassés, e eu sou o mais jovem na casa de meu pai.
    Mas o Senhor lhe disse: Certamente Eu serei contigo, e tu derrotarás Midiã como se fosse um só homem.

    Gideão conhecia a vontade de Deus. Nada poderia ser mais claro do que isso. A lã de Gideão não servia para descobrir a vontade de Deus; servia para confirmar a vontade de Deus. Não é a mesma coisa. Que Deus os ajude a ver a diferença. Não é, de modo algum, a mesma coisa.

    Como eu disse antes, Gideão não está duvidando de Deus. Gideão está duvidando de Gideão, e isso, meus irmãos, é saudável.

    Juízes 6:17:

    Gideão disse: Se agora achei favor aos Teus olhos, mostra-me um sinal de que és Tu Quem fala comigo.

    Em outras palavras, ele está dizendo: “Senhor, estou imaginando isso? Estou sonhando? Isso é uma alucinação? És realmente Tu? Preciso de um sinal para saber que és realmente Tu”. Ele precisava de confirmação.

    A fé como caminhada na luz

    Chamo a atenção para isso, como disse, não para julgar alguém que tente o outro caminho e use sinais para descobrir a vontade de Deus, mas para ilustrar uma verdade maravilhosa.

    Essa verdade maravilhosa é esta: irmãos, fé é andar na luz. Fé é andar na luz.

    Vocês ouvem tanto falar em fé cega. Não existe fé cega. Isso não está na Bíblia. Essa ideia de que a fé é um salto no escuro — bobagem! Não é um salto no escuro. Fé é andar na luz, andar na luz.

    Gideão tinha uma palavra de Deus. Agora, precisava que essa palavra fosse confirmada, mas ele tinha uma palavra do Senhor.

    Muitas vezes, Deus confirma a Sua vontade depois de torná-la conhecida, antes que a pessoa dê o próximo passo. Isso é muito saudável. Precisamos ser homens de Deus que avançam de luz em luz, de revelação em revelação. Deus nos dá uma palavra.

    Deus nunca nos chamou a crer na ignorância. Isso não significa que não haja mistério em uma palavra clara. Deus pode lhe dizer que marche ao redor da cidade sete vezes, e você terá de coçar a cabeça enquanto marcha, porque estará dizendo: “O que Tu estás fazendo, mandando-me andar em círculos?”.

    Você talvez não entenda, mas está claro: dê sete voltas. Talvez não saiba tudo o que isso significa, mas é uma palavra clara.

    Ele pode dizer: “Saia do barco e ande sobre a água”. Há mistério nisso. Você não sabe o que isso significa, mas está claro. Você sabe o que deve fazer.

    Deus diz: “Corte os tendões dos cavalos”. Por que Tu incapacitarias as forças de combate? Não faz sentido, mas é uma palavra clara. Deus fala claramente e nos pede que creiamos na Sua Palavra.

    O pedido de Gideão por um sinal era para que ele tivesse certeza de que era Deus, certeza de que era o Senhor. “Eu sei o que Tu disseste. Ouvi o que Tu disseste, mas será que isso é minha imaginação? Estou inventando isso? É apenas um sentimento interior? É um sonho? É uma visão ou és realmente Tu?”

    Se você tem uma palavra de Deus e precisa que essa palavra seja confirmada, Deus não ficará zangado se você Lhe pedir um sinal. Ele quer que você conheça a Sua vontade.

    Ah, isso é diferente de pedir para descobrir a vontade de Deus e ditar ao Senhor um sinal. É sempre saudável desconfiar de si mesmo. É pecado desconfiar dEle, mas não é pecado desconfiar de si mesmo.

    A lã de Gideão não servia para descobrir a vontade de Deus. A lã de Gideão servia para confirmar a vontade de Deus.

    Não vejo nenhuma evidência, em todo o relato, de que Gideão tenha duvidado do Senhor, mas Gideão tinha muitíssimas dúvidas sobre Gideão. O tempo todo ele dizia: “Senhor, isso sou eu ou és Tu? Não quero que seja eu”. Acho que é disso que se trata.

    Bem, chega. Já lhes disse o suficiente para ficar plenamente satisfeito quanto a essa questão. Vamos seguir em frente.

    O remanescente e a liberação da vida de Cristo

    Isso nos leva ao próximo passo no desenvolvimento desse coração que será uma bênção. Se Gideão vai ser um instrumento de bênção, ele precisa entrar na presença do Senhor.

    Ele já viu o Senhor, em graça, revelar-Se como o Único. Está começando a aprender: “Não é por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito”.

    Agora Deus diz: “Gideão, se você realmente quer que eles sejam abençoados, entre novamente na Minha presença. Você precisa aprender que este que é tudo, este que é o Único, que é a lista inteira — o Primeiro e o Último, o Alfa e o Ômega, e tudo o que há entre um e outro — precisa ser liberado. Não pode haver bênção enquanto Aquele Que vive dentro de você, como o Preeminente, não for liberado”.

    Ele precisa sair. Ele precisa ser manifestado. É Ele Quem abençoa.

    Então Deus começa agora a ensinar a Gideão o que significa liberar a vida de Deus, manifestar a luz por meio de vasos quebrados. É isso que vamos examinar nesta noite.

    Deixem-me apresentar essa verdade ao coração de vocês da maneira como penso que ela se revelou ao coração de Gideão. Vou ler duas passagens e peço que acompanhem, por favor.

    A primeira está em Juízes 6:34-35:

    Então o Espírito do Senhor veio sobre Gideão;
    e ele tocou uma trombeta, e os abiezritas foram convocados para segui-lo.
    Enviou mensageiros por todo Manassés, e eles também foram convocados para segui-lo;
    e enviou mensageiros a Aser, Zebulom e Naftali, e eles subiram para encontrá-los.

    Agora, em Juízes 7:1-7:

    Então Jerubaal, isto é, Gideão, e todo o povo que estava com ele levantaram-se cedo e acamparam junto à fonte de Harode;
    e o acampamento de Midiã ficava ao norte deles, junto ao monte de Moré, no vale.
    Então o Senhor disse a Gideão: O povo que está contigo é numeroso demais para que Eu entregue Midiã em suas mãos;
    pois Israel se gloriaria, dizendo: “Meu próprio poder me livrou”.
    Agora, pois, proclama aos ouvidos do povo, dizendo:
    Quem estiver com medo e tremendo, volte e se retire do monte Gileade.
    Assim, vinte e dois mil homens voltaram, mas dez mil permaneceram.
    Então o Senhor disse a Gideão: O povo ainda é numeroso demais; leva-os à água, e ali Eu os provarei para ti.
    Portanto, aquele de quem Eu te disser: “Este irá contigo”, esse irá contigo;
    mas todo aquele de quem Eu te disser: “Este não irá contigo”, esse não irá.
    Assim, ele levou o povo à água.
    E o Senhor disse a Gideão: Separarás todo aquele que lamber a água com a língua, como o cão a lambe,
    bem como todo aquele que se ajoelhar para beber.
    O número dos que lamberam, levando a mão à boca, foi de trezentos homens;
    mas todo o restante do povo se ajoelhou para beber água.
    O Senhor disse a Gideão: Com os trezentos homens que lamberam a água, Eu vos livrarei
    e entregarei os midianitas em tuas mãos; manda, pois, todo o restante do povo, cada homem para sua casa.

    Os chamados e os escolhidos

    Agora, para que compreendamos a verdade da manifestação de Cristo, da liberação da vida do Preeminente, Deus escolhe um remanescente.

    Deste ponto em diante, em nossa discussão, vou me referir aos trezentos como o remanescente. Eu lhes disse outro dia que essa é a palavra do Antigo Testamento para o vencedor do Novo Testamento — a mesma ideia. É disso que tratam esses trezentos.

    Por meio do remanescente, Deus manifestará a Si mesmo — a Sua vida.

    Olhem novamente para Juízes 6:34-35. Essa passagem trata daqueles que foram chamados.

    Olhem, por favor, para Juízes 7:1-7, a segunda passagem que lemos. Ela trata daqueles que são escolhidos.

    Se alguma passagem ilustra Mateus 22:14, é esta:

    Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.

    Lemos que trinta e dois mil responderam ao chamado. Desses trinta e dois mil, trezentos foram selecionados pelo Senhor, foram escolhidos para ser um remanescente.

    Para entendermos a diferença entre os chamados e os escolhidos, deixem-me concentrar por um momento nos trezentos, no remanescente.

    Deixem-me destacar, desde o início, que Deus estava escolhendo um remanescente, não uma Força Delta.

    Sabem, pela maneira como às vezes se lê o texto, e como algumas pessoas o entendem, parece que o Senhor está selecionando SEALs da Marinha, Rangers do Exército ou Boinas Verdes. Não é isso que Ele está fazendo.

    Ouçam enquanto cito o Novo Testamento. É assim que Deus escolhe. 1 Coríntios 1:26-29:

    Considerai a vossa vocação, irmãos: não foram chamados muitos sábios segundo a carne,
    nem muitos poderosos, nem muitos nobres;
    mas Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios,
    e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes;
    e Deus escolheu as coisas humildes do mundo e as desprezadas,
    as coisas que não são, para anular as que são;
    a fim de que nenhum homem se glorie diante de Deus.

    A razão que Ele dá é exatamente a mesma que deu no livro de Juízes: para que nenhuma carne se glorie na Sua glória.

    Lembro-me de uma ocasião em que o Senhor usou essa passagem em minha vida. Eu estava lendo 1 Coríntios e parei quando cheguei a esses versículos. “Vocês”, dizia o texto, “considerem a sua vocação”. Então eu disse: “Está bem, vou considerá-la”, e parei.

    Fui palavra por palavra. Deus disse: “Considere a sua vocação. Não muitos sábios”. Eu disse: “Está bem”, e orei, dizendo: “Está bem, Senhor, Tu tens razão. Não sou sábio. Certo, vamos adiante”.

    “Não muitos poderosos.” Eu disse: “Está bem. Sei que não tenho força, dons, nada. Não muitos poderosos são chamados”.

    “Não muitos nobres.” Eu disse: “Está bem, não tenho problema com isso”. “Escolhi as coisas loucas.” Eu disse: “Ah, Senhor. Está bem, sou louco”.

    “As coisas fracas.” Parei novamente. Disse: “Está bem, olha, aceito isso. Sou fraco”.

    “As coisas humildes.” Ele está pegando pesado. Está bem, as coisas humildes.

    “As coisas desprezadas.” Dá um tempo.

    Então cheguei ao versículo seguinte, e ele diz: “As coisas que não são”. Eu nem sequer existo. Quer dizer, uma coisa é ser deixado de lado; outra é ser chamado de algo que “não é”. É esse tipo de pessoa que Ele escolhe.

    Ao escolher os trezentos, Deus não está tentando selecionar os mais fortes, os mais corajosos, os que estão em melhor forma e os mais bem treinados. Não é isso que Ele está fazendo.

    No início, foi assim que li. Li Juízes 7:3: “Você está com medo? Vá para casa. Não posso usá-lo no Meu exército”. Onde estaríamos? Pensem nisso. Se Deus dissesse: “Você está com medo? Vá para casa. Não podemos usá-lo”, isso não seria próprio dEle. Esse não é o Seu coração.

    Do que se trata, então? Juízes 7:5-6: “Como você bebe? Ajoelhou-se para beber?”. Então dizem que você violou 2 Timóteo 2:4. Você não é um bom soldado. Não está alerta, e assim por diante.

    Deus não escolheu os fortes e os poderosos quando escolheu esses trezentos. Escolheu os fracos e os loucos. Acho que precisamos olhar novamente.

    Ele mandou para casa os fortes ou os fracos? Manteve os fortes ou os fracos?

    O Senhor nos diz claramente por que está reduzindo as tropas. Vejam Juízes 7:2:

    O Senhor disse a Gideão: O povo que está contigo é numeroso demais para que Eu entregue Midiã em suas mãos;
    pois Israel se gloriaria, dizendo: “Meu próprio poder me livrou”.

    Aqui está uma coisa impressionante, irmãos. Durante sete anos, eles tinham estado sob a disciplina do Senhor, vivendo como animais nos buracos da terra. Agora vão sair, obter uma vitória e achar que foram eles que a conquistaram.

    É impressionante o orgulho do homem, que toma para si o mérito de algo assim.

    Certamente, reduzir as tropas a trezentos teria um efeito humilhante. Acho que seria uma loucura tentar receber a glória depois de Deus ter feito uma redução desse tamanho.

    Juízes 7:3 nos diz que tudo começou com trinta e dois mil homens. O relato menciona quantos combatentes inimigos havia: cento e trinta e cinco mil. Antes de Deus começar a reduzir as tropas, a proporção era de quatro para um contra o povo de Deus.

    Quando o Senhor mandou os medrosos para casa, em Juízes 7:3, vinte e dois mil homens foram embora e dez mil permaneceram. A proporção agora é de treze e meio para um, e eles ainda ficariam orgulhosos se obtivessem a vitória.

    Então Ele reduziu novamente, em Juízes 7:6. Nove mil e setecentos foram para casa, e a proporção agora é de quatrocentos e cinquenta para um.

    Certamente há um efeito humilhante em reduzir as tropas até que a proporção seja de quatrocentos e cinquenta para um.

    É uma grande ilustração de 2 Crônicas 20:15:

    A batalha não é vossa, mas de Deus.

    Ah, exatamente. Na verdade, Deus nem precisava dos trezentos. Amo aquela palavra de Jônatas em 1 Samuel 14:6:

    Nada impede o Senhor de salvar com muitos ou com poucos.

    Ele poderia ter feito tudo sozinho, mas queria esse remanescente. Porém, não é apenas o número que dará a Deus a Sua glória; são as pessoas específicas que compõem esse número — a diferença entre os chamados e os escolhidos.

    As características do remanescente

    Para tornar isso extremamente prático, deixem-me apresentar apenas duas características do remanescente ilustradas na história de Gideão.

    A primeira característica que encontro é esta: o verdadeiro remanescente é formado por aqueles que se ofereceram voluntariamente. Agora, todos se ofereceram — todos os trinta e dois mil.

    Mas estes são os que se ofereceram para ser instrumentos de Deus, se ofereceram para confiar no Senhor e deixar Deus fazer a Sua obra.

    Quando a trombeta soou, os voluntários vieram correndo — trinta e dois mil deles.

    Mas minha pergunta é: para que eles se ofereceram? Vocês dizem que se ofereceram para fazer o trabalho. Ofereceram-se para ir à guerra. Ofereceram-se para lutar. Ofereceram-se para enfrentar o inimigo. Ofereceram-se para realizar a tarefa. Ofereceram-se para servir.

    Os trezentos também eram voluntários, mas não se ofereceram para fazer a obra. Ofereceram-se para deixar Deus fazer a obra. Não é, de modo algum, a mesma coisa.

    Aqui está algo impressionante: quando Deus procura um remanescente — e isso vocês não veem em muitas igrejas —, Ele manda os voluntários para casa.

    Isso é impressionante. Ficamos tão felizes quando as pessoas se oferecem. “Há alguém que vai ajudar? Quem vai ajudar, levante a mão.” Então alguém se oferece: “Eu faço. Eu assumo a turma. Eu dirijo o ônibus. Eu assumo um cargo na igreja. Eu arrumo as cadeiras. Eu ensino a turma. Eu serei o superintendente da escola dominical. Pode me inscrever”.

    E ficamos todos animados. Oramos por voluntários. Deus os manda para casa.

    Os voluntários que se ofereceram para fazer a obra foram mandados para casa, e deles foram separados os voluntários que se ofereceram para deixar Deus fazer a obra. Essa foi a primeira divisão.

    Portanto, a questão nunca é: “Você se oferece?”. Achamos que é espiritual nos oferecermos: “Está bem, eu faço”.

    Uma andorinha só não faz verão, e um voluntário só não faz um remanescente.

    A questão não é: “Você se ofereceu?”. Você foi escolhido? Foi selecionado? Deus escolhe aqueles que vão confiar nEle; são selecionados pela fé.

    A segunda característica do verdadeiro remanescente é que não são apenas escolhidos aqueles que se oferecem para crer no Senhor e deixar Deus fazer a obra; o remanescente também é formado por aqueles que são separados.

    Separados de algo e separados para Alguém. Não apenas separados de, mas separados de e para.

    Vocês dizem: “Bem, de quem eles são separados?”. Certamente são separados dos que não se ofereceram. Mas também são separados dos voluntários que vêm para fazer o trabalho. Eles são separados desses.

    Deus trabalha por meio da separação.

    Quando li isso, pensei: não seria melhor de outra maneira? Os trezentos eram os mesmos trezentos quando estavam no grupo maior e quando saíram do grupo maior.

    Se você tem trezentos corações de remanescentes, não seria melhor ter esses trezentos e mais trinta e um mil e setecentos?

    Deus disse: “Não”. Porque, quando os trezentos estão junto dos voluntários que querem apenas fazer o trabalho, os trezentos são fracos. Os trezentos correm o risco de não dar a glória a Deus, de ficar orgulhosos.

    Só quando os trezentos são separados é que se tornam fortes. É aí que está a força deles — na separação. A separação é um poder. É uma força.

    É um verdadeiro impedimento não estar separado e estar misturado com aqueles que vieram, não para deixar Deus fazer a obra, mas para fazer a obra.

    Ele também separou o remanescente para Alguém — não apenas dos que não se ofereceram e dos voluntários que vieram apenas para fazer o trabalho, mas para Si mesmo.

    A fé diante do medo e do desprezo

    Vocês notaram Juízes 7:3?

    Quem estiver com medo e tremendo, volte para casa.

    Vejam, isso não é novo. Não surgiu em Juízes. Está em Deuteronômio, onde Deus estabelece as condições para a guerra.

    Ouçam Deuteronômio 20:8:

    Os oficiais continuarão a falar ao povo e dirão:
    Quem é o homem que está com medo e desanimado?
    Que se retire e volte para sua casa,
    para que não faça o coração de seus irmãos desfalecer como o seu próprio coração.

    O medo é contagioso. Deus disse: “Se vocês vão ficar com medo, saiam”.

    Agora, se vocês lerem o relato com atenção, perceberão que entre os trezentos havia alguns que estavam com medo. Por que não foram embora? Deus disse: “Todos os que estão com medo, vão para casa”.

    Vocês dizem: “Quem estava com medo?”. Vejam Juízes 7:10. Deus diz a Gideão:

    Se tens medo de descer.

    Gideão estava com medo, mas não foi embora. Há algo diferente no medo dele.

    Mais adiante, abram em Juízes 8:20. Um dos trezentos era Jéter, o filho mais velho de Gideão.

    O jovem não desembainhou a espada, pois estava com medo, porque ainda era jovem.

    Há uma diferença entre o medo que os trezentos tinham e o medo que mandou as outras pessoas para casa. Eis a diferença.

    “Se vocês estão com medo, vão para casa.” Sabem por que foram para casa? Porque tinham vindo para lutar contra o inimigo.

    Os trezentos estavam com medo, mas tinham vindo para confiar no Senhor. Estavam com medo, mas confiavam nEle. Há uma diferença.

    Aquelas pessoas não tinham vindo para confiar no Senhor. Então, quando Ele disse: “Quem estiver com medo, vá para casa”, elas disseram: “Até mais, estamos indo para casa”, porque não estavam confiando no Senhor.

    Aquela prova da água, em Juízes 7:5-6, ilustra, penso eu, a mesma verdade.

    Tenho de confessar a vocês: essa é difícil. Não sei como vocês abordam isso. Não consigo adotar como minha a interpretação sobre a qual a voz unânime da história da igreja parece concordar.

    Leio todos esses comentaristas, e todos parecem concordar. Leio minha Bíblia e simplesmente digo: “De onde eles estão tirando isso? Não consigo entender”.

    A ideia geral que apresentam é que os que se ajoelharam não eram bons soldados, porque estavam apenas cedendo aos próprios desejos. Estavam tentando servir a si mesmos e não estavam preparados.

    Eles deixaram suas armas no chão, e o inimigo poderia chegar a qualquer momento e atacá-los. Simplesmente se deitaram, colocaram o rosto na água, e tudo o que podiam ver era o próprio reflexo. Era apenas o eu, e eles estavam tentando satisfazer a si mesmos.

    Talvez. Eu simplesmente não vejo isso. Não vejo onde alguém deixou uma arma no chão. Não vejo onde não estavam alertas. Não sei de onde vem tudo isso.

    Tenho a impressão de que, assim como os outros, eles estavam confiando no Senhor, embora estivessem com medo.

    Quando vejo cães, não sei o que vem à mente de vocês, mas penso um pouco naquela mulher siro-fenícia do Novo Testamento. Ali, os cães estão ligados à fé, e os cães comem as migalhas debaixo da mesa.

    Acho que o que Ele está dizendo é isto: o remanescente é formado por aqueles que confiam no Senhor embora estejam com medo, e que confiam no Senhor embora sejam desprezados.

    Acho que aquele cão é apenas uma ilustração de uma pessoa desprezada. Talvez vocês tenham mais luz sobre isso, e ela será bem-vinda. Certamente receberei essa luz. Mas acho que essa é a figura que Deus nos deu aqui.

    O remanescente é formado por aqueles que são separados de e separados para — separados dos que não se ofereceram e daqueles que vieram apenas para fazer a obra, mas não para confiar no Senhor; e separados para o Senhor, mesmo tremendo, separados para o Senhor, mesmo sendo desprezados.

    É um remanescente de fé. Quando Deus vai dar uma vitória de fé, Ele escolhe homens de fé para isso.

    A provisão divina de certeza para Gideão

    Como Deus trata maravilhosamente com Gideão! Ele o leva a esse lugar secreto, e agora, finalmente, temos esse pequeno remanescente. Eles foram separados para o Senhor e postos à parte — trezentos homens que se ofereceram para confiar no Senhor, para ser instrumentos de Deus.

    É quase como se Juízes 7:9-15 fosse um grande parêntese. Vejam, o clímax da história começa em Juízes 7:16 e segue até o fim. Quase dá vontade de deixar esse parêntese de fora, mas Deus o colocou ali. Então deixem-me dizer uma palavra sobre ele.

    Esse pequeno parêntese, Juízes 7:9-15, começa com as palavras de Juízes 7:10:

    Se tens medo de descer.

    Se tens medo de descer, desce ao acampamento com Pura, teu servo.

    Não quero simplesmente passar por cima disso sem fazer um comentário, porque, na minha experiência, essa história contém um dos princípios mais preciosos de toda a Palavra de Deus.

    Eu não diria que é toda vez, mas quase toda vez que falo, menciono esse princípio. Ele tem significado tanto para mim. É um daqueles princípios que encontramos por toda parte, e aqui está ele novamente.

    É este: Deus sempre trata conosco como somos e onde estamos, para nos levar ao lugar em que Ele quer que estejamos e nos tornar aquilo que Ele quer que sejamos.

    Eu não trocaria essa verdade por nada: Deus trata conosco onde estamos.

    Vocês perceberam que Gideão constantemente deixa de confiar em Gideão? “Dá-me um sinal, Senhor. Dá-me um sinal. Dá-me um sinal.” Desta vez, ele não pediu um sinal. Deus disse: “Você precisa de um sinal”.

    Desta vez, ele não pediu. Não disse: “Senhor, se és realmente Tu, espera aqui. Dá-me um sinal”. Não disse: “Faz o orvalho cair sobre a lã. Faz o orvalho cair sobre a terra”. Não há pedido de sinal.

    Porque, embora esteja com medo, ele vai confiar no Senhor. Embora seja desprezado, vai confiar no Senhor. Ele olha para aqueles trezentos, e seu coração está batendo forte. Está dizendo: “Não sei como isso vai acontecer, mas vamos confiar no Senhor”.

    Então Deus vem a ele. Isso é tão precioso. Deus sabe que ele precisa de um sinal, e Deus vai dar um sinal.

    Irmãos, posso pregar um pouquinho? Vocês não precisam pedir sinais a Deus. Certamente não precisam ditar um sinal a Deus.

    Eu lhes prometo isto — eu lhes prometo —: se vocês precisarem de um sinal, vão recebê-lo. Com certeza. Deus conhece o coração de vocês. Se o coração de vocês está decidido a fazer a vontade de Deus, se precisarem de um sinal, vão receber um sinal.

    Eu me divirto quando leio isso, porque esse é o único sinal que, penso eu, não convenceria ninguém de coisa alguma. Que sinal! É um dos sinais menos convincentes de que já ouvi falar.

    Deixem-me simplesmente contar a história. Ele disse: “Se você está com medo, desça com Pura”. Então eles descem furtivamente ao acampamento inimigo.

    Ele não lhes disse quando ir nem a que parte ir. Apenas desçam. Assim que chegaram e estavam escondidos nos arbustos, um sujeito sai da tenda do acampamento e começa a contar ao companheiro um sonho que havia tido.

    Eis o sonho, em Juízes 7:13:

    Eis que tive um sonho: um pão de cevada vinha rolando para dentro do acampamento de Midiã.
    Chegou à tenda e a atingiu, de modo que ela caiu; virou-a de cabeça para baixo, e a tenda ficou estendida no chão.

    Esse foi o sonho. Vi um pãozinho de cevada — um bolinho.

    Não estamos falando de uma enorme pedra rolando morro abaixo. Não estamos falando de uma avalanche. Não estamos falando de uma tempestade ou de uma enxurrada.

    “Vi um bolinho, e ele veio rolando morro abaixo, atingiu a tenda, derrubou a tenda e depois passou por todo o acampamento, derrubando todas as tendas.”

    Gideão disse: “Isso!”.

    Vocês dariam muito crédito ao pesadelo de um pagão? Mas esse era o sinal de que ele precisava.

    Deus viu seu coração, e esse era o sinal de que ele precisava. Quando ele ditou ao Senhor e disse: “Senhor, faz esta coisa maravilhosa”, e Deus fez aquela coisa espetacular, ele não ficou convencido.

    Mas, quando esse pão de cevada desceu o morro — é claro, acho que foi a interpretação que lhe deu a maior certeza.

    Seu companheiro disse, em Juízes 7:14:

    Isso não é outra coisa senão a espada de Gideão, filho de Joás, homem de Israel;
    Deus entregou Midiã e todo o acampamento em suas mãos.

    Ele está escondido nos arbustos e ouve aquele sujeito dizer: “Essa é a espada de Gideão, filho de Joás”. Ele o chama pelo nome. “Deus entregou os midianitas em suas mãos.”

    Deus sabia que Gideão precisava enxergar o inimigo. Eles estavam com medo. Estavam derrotados.

    Deus sabia que Gideão precisava enxergar Gideão e aquele pequeno remanescente de trezentos. Eles são apenas um pão de cevada. É só isso que são.

    Sabem, a cevada era um alimento humilde. Era o que davam aos animais. É um cereal grosseiro. Somente os mais pobres entre os pobres comiam cevada.

    Gideão disse: “Sou apenas um pão de cevada, e vejam o que vai acontecer”.

    Gideão precisava enxergar o Senhor. Quando ele viu apenas como tudo se encaixou — eles desceram e se esconderam, não sabiam aonde ir, e chegaram à tenda certa, na hora certa, justamente quando aquele homem havia tido seu sonho —, é maravilhoso. É impressionante.

    Então lemos em Juízes 7:15 que, quando Gideão ouviu o relato do sonho e sua interpretação, prostrou-se em adoração.

    Que figura gloriosa: esse homem adorando o Senhor. “Obrigado, Senhor.” Ele não pediu aquele sinal. Deus o deu porque Deus é Deus, Ele é bom e sabia que Gideão precisava do sinal.

    Ele voltou ao acampamento. Olhou para o rosto dos trezentos, seu pequeno pão de cevada, e disse:

    Levantai-vos, porque o Senhor entregou o acampamento em nossas mãos.

    As armas da guerra de Deus

    Ah, que figura gloriosa! Agora Cristo podia ser manifestado por meio desse grupo separado de voluntários.

    Não temos registro de como Gideão chegou a esse próximo plano. Não tenho dúvida de que, de alguma maneira, foi o Senhor, mas não temos um registro de Deus falando com ele.

    Mas, se alguma passagem ilustra 2 Coríntios 10:4, é esta:

    As armas da nossa guerra não são da carne,
    mas poderosas em Deus para a destruição de fortalezas.

    Vocês já viram armas como essas? Vamos ler o texto, em Juízes 7:16-22:

    Ele dividiu os trezentos homens em três companhias
    e pôs nas mãos de todos eles trombetas e cântaros vazios, com tochas dentro dos cântaros.
    Disse-lhes: Olhai para mim e fazei o mesmo.
    Eis que, quando eu chegar à extremidade do acampamento, fareis como eu fizer.
    Quando eu e todos os que estiverem comigo tocarmos a trombeta, vós também tocareis as trombetas ao redor de todo o acampamento e direis:
    “Pelo Senhor e por Gideão”.
    Assim, Gideão e os cem homens que estavam com ele chegaram à extremidade do acampamento no início da vigília do meio,
    quando acabavam de estabelecer a guarda; e tocaram as trombetas e despedaçaram os cântaros que tinham nas mãos.
    Quando as três companhias tocaram as trombetas e quebraram os cântaros,
    seguraram as tochas na mão esquerda e as trombetas na mão direita para tocá-las, e gritaram:
    “Uma espada pelo Senhor e por Gideão!”
    Cada um permaneceu em seu lugar ao redor do acampamento; e todo o exército correu, gritando enquanto fugia.
    Quando tocaram as trezentas trombetas, o Senhor voltou a espada de um contra o outro por todo o exército;
    e o exército fugiu.

    Vocês já viram armas como essas, irmãos? Nem uma espada entre eles. Nem uma lança em todo o remanescente. Nem uma funda entre eles. Nem um punhal. Nem sequer um escudo.

    Trombetas. Tochas. Vasos.

    Que figura gloriosa! Essa é a chave da vitória.

    “Você está falando sério, Gideão, quando diz que quer ser uma bênção? Venha para a Minha presença. Tenho algo a lhe ensinar.”

    “Você quer que o orvalho do céu caia sobre o seu povo? Entre na Minha presença.”

    Não é o seu dom que fará o orvalho descer. Não são os seus talentos. Não é a sua eloquência. Não é a sua grande experiência.

    “Eu vou brilhar por meio de vasos quebrados.”

    No início, fiquei incomodado quando li aquela frase no trecho de Juízes 7:21: “A espada do Senhor e a espada de Gideão”. Eu disse: “Deixa Gideão de fora. Por que Tu estás chamando isso assim? Por que não pode ser apenas a espada do Senhor? Quer dizer, Ele deveria receber toda a glória. Por que incluir Gideão?”.

    Vou lhes dizer por que Ele fez isso. Embora seja o Senhor Quem traz a vitória, Ele usa instrumentos. Usa o remanescente. Usa irmãos e irmãs. Mas Ele precisa brilhar por meio de vasos quebrados.

    O remanescente, como aprendemos antes, não era mais do que trezentos vasos quebrados — um bando de cães, um pão de cevada.

    Tenho certeza de que, no plano terreno, Deus havia preparado alguma estratégia. Vocês precisam imaginar os midianitas, os amalequitas e os filhos do Oriente no vale. É a vigília do meio. Está escuro. É o meio da noite.

    De repente, três grupos de cem homens quebram seus cântaros. Não sei se os quebraram com a trombeta, se os bateram contra uma pedra ou o que fizeram, mas estavam segurando cântaros e tochas, e o cântaro cobria a tocha.

    Quando quebraram o cântaro — luzes. Cem luzes ali, cem luzes ali e cem luzes ali. Tenho certeza de que aqueles sujeitos disseram: “Estamos cercados”.

    Quando ouviram aquelas trombetas, não pensaram que havia trezentos homens. Pensaram que havia trezentos comandantes de tropas, que havia um exército lá em cima.

    Li uma coisa — não sei se é verdade. Alguém aqui entende de camelos? A Bíblia diz que havia camelos incontáveis no acampamento, e eles amarravam os camelos às tendas.

    Ouvi dizer — sim, podem acreditar —, ouvi dizer que um camelo se assusta mais facilmente do que um cavalo.

    Vocês conseguem imaginar o caos? Quando, de repente, trezentas trombetas estão soando, luzes estão brilhando, e esses camelos amarrados às tendas começam a correr de um lado para o outro?

    Eles não sabiam o que estava acontecendo. Pensaram: “O inimigo nos atacou”. Estava tudo de cabeça para baixo; alguém esbarrava em outro, alguém pegava uma espada. Começaram a matar uns aos outros.

    Quando tudo terminou, dos cento e trinta e cinco mil, restavam apenas quinze mil.

    Eles estão no monte, simplesmente parados ali, tocando suas trombetas, segurando a luz. Vocês querem saber como alcançar a vitória? Ah, eu lhes digo: essa é uma daquelas histórias gloriosas do Antigo Testamento.

    Essa é a espada do Senhor e a espada de Gideão. Ele trouxe confusão ali da mesma maneira que recentemente a trouxe à Flórida, com aqueles pedacinhos de papel que ficaram pendurados nas cédulas eleitorais perfuradas.

    O tesouro em vasos de barro

    Não fomos deixados sozinhos para tentar descobrir o que é retratado pelas trombetas, pelas tochas e pelos vasos, porque o apóstolo Paulo, no Novo Testamento, sob a orientação do Espírito Santo, retomou essa história.

    Ouçam enquanto leio 2 Coríntios 4:6-12:

    Porque Deus, Que disse: “Das trevas resplandecerá a luz”,
    é Aquele Que resplandeceu em nosso coração, para dar a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.
    Mas temos este tesouro em vasos de barro,
    para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós mesmos;
    em tudo somos afligidos, mas não esmagados;
    perplexos, mas não desesperados;
    perseguidos, mas não abandonados;
    abatidos, mas não destruídos;
    trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus,
    para que também a vida de Jesus seja manifestada em nosso corpo.
    Porque nós, que vivemos, somos constantemente entregues à morte por causa de Jesus,
    para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa carne mortal.
    Assim, a morte opera em nós, mas a vida em vós.

    É isso que Paulo diz. Nós somos os vasos, e precisamos ser quebrados para liberar a vida de Cristo.

    Que figura gloriosa! É esse o caminho, irmãos? O caminho da bênção? Estamos falando sério? Temos um encargo pelo povo de Deus, e eles estão vivendo nas cavernas e nos buracos. Dizemos: “Realmente quero que eles sejam abençoados”.

    Então Deus diz: “Está bem, então vou quebrar você”. Nós dizemos: “Ah, não, Senhor, para de me quebrar, para que agora eu possa seguir com a tarefa de abençoar”.

    Deus diz: “Não, não. Essa é a tarefa de abençoá-los”.

    Aqueles que entraram com Gideão na presença do Senhor e se apropriaram de alguns desses segredos começaram a perceber como Deus abençoa.

    Irmãos, os irmãos e as irmãs em Cristo que estão vivendo em cavernas, e aqueles que não conhecem o Senhor, aqueles para quem o evangelho está encoberto, não precisam ver vocês. Não precisam ver a mim. Não precisam ver a nós.

    Eles não serão abençoados até que O vejam. Precisam entrar na Sua presença, e a Sua presença é levada a eles à medida que ela é liberada da nossa vida.

    Ele precisa ser tocado. Precisa ser visto. Precisa ser experimentado. Precisa ser liberado. Precisa ser manifestado.

    É o Senhor Quem precisa trazer a bênção. Pensem nisso: se Ele não for liberado, em que eles tocam?

    Apenas em um pote de barro. Tocam apenas em um vaso de barro. Tocam em nós.

    Tocam na inteligência. Tocam na erudição. Tocam na sua eloquência. Tocam na lógica. Tocam em alguma coisa material. Tocam na personalidade. E não são abençoados.

    Não importa se você é um vaso pintado, um vaso dourado, um vaso sofisticado ou um vaso refinado. É um vaso quebrado que traz a bênção. É um vaso quebrado.

    Cada passo que você dá adiante na incapacidade de fazer algo por si mesmo é um passo adiante no conhecimento do Senhor, no conhecimento da Sua Palavra e na bênção do povo de Deus.

    Cada passo que você dá adiante na fraqueza é um passo adiante no conhecimento do Senhor, no conhecimento da Sua Palavra e da Sua vontade, e na bênção do Seu povo.

    Cada passo que você dá adiante no quebrantamento é um passo adiante no conhecimento do Senhor, no conhecimento da Sua Palavra e da Sua vontade, e na bênção do Seu povo.

    Se você está falando sério, irmão, quando diz que quer abençoar o povo de Deus, não despreze o momento em que Deus organiza as circunstâncias da sua vida e o leva a um lugar de fraqueza, incapacidade e quebrantamento.

    Ele precisa liberar a Sua vida. Ele precisa deixar a luz brilhar.

    A revelação subsequente da glória de Deus

    Gideão e os trezentos estão perto. Na verdade, o orvalho já começou a cair. Eles têm aprendido que Deus é preeminente. Têm aprendido que não é por força nem por poder.

    Deus os conduziu a esse lugar, e agora eles estão ali, retratados como vasos quebrados, simplesmente apresentando a luz de Cristo. De repente, o inimigo começa a se autodestruir.

    Essa é uma vitória impressionante. Eles começam a se desintegrar. Gideão e os trezentos não fizeram nada além de deixar Cristo brilhar. É assim que Deus traz a bênção.

    Há mais um passo que precisamos dar. Vamos dá-lo pela manhã, se o Senhor quiser. Vocês viram o Cristo preeminente. Viram a liberação da Sua vida.

    Gideão diz: “Ótimo, agora vamos descer e ajudá-los a sair das cavernas”. Deus disse: “Não, não, ainda não. Mais uma coisa”.

    Ele os leva à glória de Deus. Irmãos, orem para que, ao examinarmos essa mensagem conclusiva, o Senhor ministre ao nosso coração, porque o povo de Deus está sofrendo. Sofrendo.

    Deus está chamando um remanescente — não um grupo de voluntários para realizar uma porção de programas. Ele está chamando um remanescente que se oferece para ser Seus instrumentos, que se oferece, embora esteja com medo, para confiar nEle e, embora seja desprezado, para confiar nEle, para ser separado, para ser quebrado.

    Ele disse: “Eu vou abençoar. Vou enviar o orvalho. Vou responder à oração da sua vida, Gideão”.

    Então Gideão segue em frente e vê essa próxima visão, que examinaremos amanhã.

    Bem, está muito bom. Obrigado pela atenção. Desculpem-me por ter me alongado tanto, mas não estou tão arrependido assim.

    Oração final

    Pai, muito obrigado pela Tua preciosa Palavra. Obrigado pela gloriosa revelação de que a luz precisa brilhar por meio de vasos quebrados.

    Obrigado, Senhor, por todas as medidas e todos os meios que Tu tens para nos quebrar. Pedimos apenas que estejamos dispostos, mesmo estando com medo; que estejamos dispostos a confiar em Ti, mesmo sendo desprezados, mesmo sendo poucos.

    Para que Tu possas trazer a Tua bênção sobre o Teu povo. Opera isso, pedimos, não porque mereçamos de maneira alguma, mas porque nosso Senhor Jesus merece.

    Oramos no Seu nome, que prevalece sobre tudo. Amém.