Estamos muito felizes por ter o irmão G. H. Lang entre nós nestes dias. Ele não é o único visitante vindo da Austrália ao nosso país neste verão.
Vamos lhe dar agora, se Deus quiser, a sua vez de rebater. Assim, pelo Espírito Santo, ele fará uma grande pontuação e voltará à Austrália com algo melhor do que cinzas.
Sinto realmente, amigos, que é oportuno reservarmos agora um momento para algumas palavras de caráter pessoal. Creio que vocês compreenderão e, se necessário, me perdoarão; mas sinto que devo dedicar um momento a uma palavra pessoal.
Em primeiro lugar, quero expressar minha gratidão ao Senhor por Sua grande bondade em permitir que eu esteja aqui entre vocês neste momento e por este período de comunhão juntos com o Senhor em torno de Sua Palavra. O Senhor tornou possível minha presença aqui, e creio de todo o coração que estou bem no centro de Sua vontade. Portanto, quero expressar minha gratidão ao Senhor por ter tornado isso possível.
Creio que detenho o recorde de distância percorrida para chegar a esta conferência. Faz cerca de um mês que saí de Melbourne, e tive a alegria de encontrar amigos cristãos em diversos lugares pelo caminho. Eles também enviam saudações — não apenas os amigos na Austrália que sabem que estou aqui neste momento. Há amigos, especialmente em Melbourne e Brisbane, que estão de todo o coração comigo, e também com vocês, em amorosa oração nestes dias. Eles enviam saudações.
Mas também tive o privilégio de encontrar, em outros lugares, amigos que vocês conhecem bem: alguns na Nova Zelândia que já estiveram aqui em nossas conferências. Encontrei-os há algumas semanas em Auckland. Houve outros, como o irmão Harrison, em Los Angeles, e a senhora Harrison, com quem pude desfrutar de comunhão. Bem, não posso continuar com a lista inteira, mas tive a alegria de encontrar amigos em vários lugares que lhes enviam afetuosas saudações em nome do Senhor.
E quero expressar minha gratidão, amigos, pelas orações que sei que têm subido ao Senhor, de seus corações e do meio de vocês, por nós lá na Austrália. Talvez mais adiante possamos lhes contar um pouco mais a esse respeito, ao encontrarmos alguns de vocês aqui e ali. Poderemos contar mais sobre o que o Senhor tem feito, mas somos muito gratos por suas amorosas orações.
O Senhor está trabalhando. Bendito seja o Seu nome.
E preciso trazer saudações, especialmente, de minha querida esposa. Quanto significaria para ela poder estar aqui entre todos vocês nesta tarde! Ela valoriza a amizade e a comunhão de vocês mais do que eu jamais poderia expressar.
Ela é uma boa soldada de Jesus Cristo. Preciso parar de falar de minha esposa, mas ela é uma boa soldada de Jesus Cristo e está prosseguindo fielmente em Melbourne durante estes cerca de três meses e meio em que espero ficar longe daquele país. Mas sei que ela gostaria que eu transmitisse suas afetuosas saudações às irmãs e aos irmãos cuja amizade e comunhão ela tanto estima aqui neste lugar.
Bem, há muito mais que eu poderia dizer a esse respeito, mas creio que devemos deixar o assunto por aqui. Meu coração está cheio de louvor ao Senhor por toda a Sua bondade em me trazer até aqui, e gostaria de pedir oração para que o propósito do Senhor ao me trazer seja plenamente realizado.
Tenho consciência de minha grande necessidade. Saí da Austrália sentindo-me muito necessitado, precisando de algo, crendo que o Senhor atenderia a essa necessidade pelo fato de eu estar entre vocês por algum tempo. Portanto, por favor, orem para que todo o propósito do Senhor em minha presença aqui durante estas poucas semanas seja realizado.
Talvez também, na bondade do Senhor, eu possa prestar alguma ajuda a outros. Temos uma vantagem quando viemos de lugares diferentes e talvez enxergamos as coisas de uma nova perspectiva. Podemos, quem sabe, dizer uma pequena palavra que seja útil aqui e ali.
Meu coração se volta ao Senhor para que todo o Seu propósito em me trazer aqui durante estas poucas semanas seja plenamente realizado, para Seu louvor e Sua glória.
Sinto muita relutância, irmãos e irmãs, em interromper a conferência desta maneira nesta tarde; contudo, confio que não será uma interrupção. Confio que, pela graça do Senhor, haverá uma verdadeira continuidade no Espírito naquilo que eu for levado a dizer aqui nesta tarde.
E creio realmente que há uma ligação entre aquilo que encontro em meu coração e o que tem nos ocupado nas reuniões, especialmente ontem à tarde e à noite. Para estabelecer essa ligação, posso lhes pedir que abram comigo agora, por um momento, no último versículo de Ezequiel 48? É o versículo 35.
A segunda metade do versículo, Ezequiel 48:35:
E o nome da cidade desde aquele dia será: O Senhor está ali.
O Senhor está ali.
Agora, por favor, abram em Efésios 2:21-22:
No Qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor; No Qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.
Depois, Efésios 3:14-21:
Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Do Qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, Para que, segundo as riquezas da Sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo Seu Espírito no homem interior; Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; A fim de, estando arraigados e fundados em amor, Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a profundidade, e a altura; E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, Para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, Àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, A Esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.
Quero dirigir o pensamento de vocês nesta tarde, irmãos e irmãs, àquela maravilhosa oração que o apóstolo fez pelos efésios e que nos apresentou aqui, nestes versículos ao final do terceiro capítulo.
Como vocês sabem, há duas grandes orações na Epístola aos Efésios. Há a oração ao final do capítulo 1, que, creio, devemos dizer que é uma oração pela revelação objetiva da Pessoa de Cristo e do propósito de Deus nessa Pessoa de Cristo. É uma oração por revelação objetiva. Ele quer que eles vejam algo. Está orando para que Deus lhes dê espírito de sabedoria e de revelação no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
Sim, aquela oração ao final do capítulo 1 é por revelação objetiva: a abertura dos olhos para enxergar o que Cristo realmente significa e quais são os propósitos de Deus nessa maravilhosa Pessoa.
Agora, no capítulo 3, temos a segunda dessas duas orações, e a ênfase é bem diferente. No capítulo 3, o apóstolo está orando para que aqueles mesmos efésios tenham uma experiência subjetiva de Cristo.
Revelação objetiva de Cristo no capítulo 1; experiência subjetiva de Cristo no capítulo 3.
No capítulo 1, a ênfase é para o alto; no capítulo 3, a ênfase é para dentro. Por exemplo, temos esta expressão:
Corroborados com poder pelo Seu Espírito no homem interior.
Depois, também se menciona Cristo habitando em nosso coração pela fé. Ao final da oração, temos aquela maravilhosa expressão:
Para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.
Portanto, é uma oração por experiência subjetiva.
Uma coisa que precisamos observar, amigos, é esta: quando Paulo fez aquela oração, tinha em vista um objetivo glorioso. Creio que somente quando compreendemos esse objetivo é que podemos compreender tudo o que ele diz ao conduzir-nos até esse objetivo.
Vejam, o que ele tem no coração é aquilo que menciona ao final do versículo 19: que vocês, cristãos efésios, irmãos e irmãs — vocês, povo de Deus naquela cidade — sejam cheios de toda a plenitude de Deus; que vocês sejam ali em Éfeso um povo realmente cheio e inundado pela plenitude de Deus.
Era isso que Paulo tinha em mente para aqueles cristãos de Éfeso e das outras localidades que, como nos foi lembrado ontem, também estavam em vista quando Paulo escreveu esta epístola. Ele podia vê-los naqueles diversos lugares, com Éfeso bem no centro dos demais. Seu anseio, ao se ajoelhar, era que houvesse naqueles lugares um povo de fato cheio de toda a plenitude de Deus.
Esse era o seu objetivo.
Aquilo pelo que ele ora ao final do capítulo 3 está intimamente relacionado com o que vinha dizendo ao final do capítulo 2. De fato, destacamos que havia uma ligação indicada pela expressão:
Por causa disto.
Vejam, ele apresentou, ao final do capítulo 2, aquilo que poderíamos chamar de o propósito de Deus para o templo. Deus tem um propósito. Estivemos pensando nisso ontem à tarde e à noite. Vamos chamá-lo agora, por um momento, de o propósito de Deus para o templo.
É disso que ele trata ao final do capítulo 2, não é? Ele fala de sermos edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo o próprio Jesus Cristo a principal pedra da esquina. Diz:
No Qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor; No Qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.
Deus está preparando Sua própria morada.
Suponho que essa pequena frase tão simples abranja, na verdade, tudo o que está na Bíblia. Deus está assegurando e preparando Sua própria morada, soberanamente designada e predeterminada.
A Bíblia termina com esta declaração:
O tabernáculo de Deus está com os homens, e com eles habitará.
A Bíblia começa com uma imagem semelhante: o Senhor Deus andando no meio do jardim. Ali havia o potencial de uma raça piedosa, uma humanidade segundo a mente de Deus, e de Deus estabelecer Sua residência com Adão e Eva no jardim.
Bem, o tabernáculo de Deus está com os homens. Mas houve uma grande oposição a isso, não houve? Sabemos que toda a Bíblia nos fala da reação contra esse propósito soberano de Deus. Depois, graças a Deus, a Bíblia nos fala da própria reação de Deus a essa reação. Na redenção, Deus reagiu. O propósito de Deus permanece.
O fim da história será, de fato:
O tabernáculo de Deus está com os homens.
Será dito:
O Senhor está ali.
Paulo vê isso, é claro. Deus lhe revelou. Ele descreveu esse templo que cresce no Senhor, no Qual somos edificados juntos — partes dessa habitação humana para o Deus Todo-Poderoso e eterno. Ele o descreveu ao final do capítulo 2. Bem, agora vai orar a respeito disso.
Ele diz:
Por causa disto.
Porque esse é o propósito revelado de Deus. Tudo remonta à soberania inquestionável de Deus, mas Seu propósito é habitar com os homens. Bem, se esse é o Seu propósito, Paulo diz:
Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Isso, amigos, exige oração. Isso requer a poderosa atuação do próprio Deus para se chegar a tal fim. É necessário nada menos que as energias, as atividades e as poderosas operações do próprio Deus; e essas operações só podem ser liberadas por meio da oração.
Assim, Paulo faz o que é lógico e espiritual. Ele diz:
Me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele sabe muito bem o que o salmista disse em Salmos 127:1:
Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.
Amigos, isso está inteiramente fora das mãos dos homens. Alguns de nós levam muito tempo para aprender isso. Mas isso está completamente fora das mãos e da capacidade de condução de meros homens. É algo que o próprio Deus precisa fazer.
Assim, Paulo se curva. Amigos, creio que, se todos nós realmente vimos o que chamo de o propósito de Deus para o templo, se realmente o vimos, precisamos nos curvar. Não podemos simplesmente nos levantar e nos ocupar com atividades, se realmente vimos. Só há uma coisa que podemos fazer, se realmente vimos: curvar-nos e dar lugar para que Deus realize Seus próprios fins gloriosos.
Eu me curvo. Eu morro.
Se o Senhor tem dito alguma coisa a mim, e provavelmente a vocês, ao longo dos anos, é justamente isto: para que esse propósito, gloriosamente revelado na Palavra de Deus, seja gloriosamente realizado, é preciso que haja um profundo curvar-se diante de Deus, para que Ele o faça e o faça à Sua própria maneira — por caminhos que nos parecem estranhos.
Me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
A oração que se segue é uma só, mas é composta de vários pedidos ou petições distintos.
O alvo está definido, como dissemos no início:
Para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.
Que vocês sejam realmente ali em Éfeso, e naqueles outros lugares, uma habitação para Deus pelo Espírito. Esse é o objetivo. Mas, para chegar a ele, há uma sequência de petições distintas que, creio, irmãos e irmãs, são muito importantes.
Creio que podemos aprender com elas muitas coisas úteis à medida que nos entregamos às mãos de Deus para nos tornarmos, por Sua graça, uma habitação para Deus.
Vejam, ele começa dizendo:
Me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Do Qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, Para que, segundo as riquezas da Sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo Seu Espírito no homem interior.
Ele vai ao ponto inicial dessa necessária atuação de Deus, se quisermos chegar a esse destino glorioso.
Corroborados com poder pelo Seu Espírito no homem interior.
Esse é o princípio da obra. Precisamos, em primeiro lugar, ser fortalecidos com poder pelo Espírito de Deus no homem interior.
Paulo diz que vocês, efésios, jamais chegarão ao ponto de ser uma habitação de Deus pelo Espírito se primeiro não houver aquilo que ele chama de ser fortalecidos com poder pelo Seu Espírito no homem interior. Primeiro, amigos, eles precisam ser um povo fortalecido, um povo espiritualmente reforçado. Para chegarem a esse destino glorioso, precisa haver uma obra de fortalecimento realizada pelo Espírito de Deus.
Creio que há uma relação entre esse versículo e o que ele disse um pouco antes, no mesmo capítulo. Vocês conhecem este versículo, Efésios 3:13?
Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, que são a vossa glória.
Creio que o apóstolo percebeu nos efésios e naquelas outras igrejas uma tendência ao desânimo.
Aqueles cristãos amavam seu apóstolo. Tenho certeza de que acompanhavam seus passos muito de perto e com muita oração. Tenho certeza de que seu amor e suas orações o acompanharam não apenas em suas viagens missionárias, mas também até aquela prisão onde ele se encontrava quando escreveu esta carta.
Eles podiam enxergar pelo menos algo do tremendo sofrimento em que seu amado apóstolo Paulo estava envolvido. Poderíamos dizer aonde seu ministério o havia levado: a uma prisão.
Ao observarem isso, se não tomassem cuidado, se não fossem espirituais, se não estivessem em comunhão adequada com o Senhor, aquilo por si só poderia produzir algum desânimo neles.
“Vale a pena prosseguir até o fim com o Senhor? Vale a pena entrar nas coisas mais elevadas do Senhor?” Superficialmente, a resposta é não. Olhando para o apóstolo Paulo trancado naquela prisão e considerando os sofrimentos pelos quais seu amado apóstolo passava, isso poderia ter gerado algum desânimo na vida deles.
O apóstolo diz ali, no versículo 13:
Vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, que são a vossa glória.
Não desanimem ao ver o que está envolvido em prosseguir até o fim com o Senhor. Não deixem que o inimigo transforme isso em um desânimo devastador.
Paulo diz: “Não, estou me ajoelhando perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo e orando para que vocês sejam fortalecidos com poder pelo Seu Espírito no homem interior”.
Eles precisam ser divinamente fortalecidos para tudo o que está adiante, se realmente hão de se tornar uma habitação de Deus.
Mais adiante, no capítulo 6, ele fala de sermos fortalecidos com poder, não é? Em Efésios 6:10, ele diz:
No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.
Por que ele diz isso ali no capítulo 6? Bem, ele prossegue dizendo:
Revesti-vos de toda a armadura de Deus. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, Mas, sim, contra os principados, Contra as potestades, Contra os príncipes das trevas deste século, Contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Precisamos ser fortalecidos, amigos, para o conflito espiritual, se quisermos chegar àquilo que chamamos de o propósito de Deus para o templo. Ouvimos algo a esse respeito, não ouvimos, em nossas reuniões ontem à tarde e à noite? Que forças imensuráveis se levantam contra o propósito de Deus!
Aprendemos algo sobre isso em Ezequiel: forças que se opõem a que Deus obtenha aquilo em que Seu coração está empenhado. Não precisamos nos deter nisso agora, mas é uma guerra, amigos. É uma guerra.
É por isso que creio que o apóstolo começa dizendo: “Não, estou orando para que vocês sejam fortalecidos com poder pelo Espírito de Deus no homem interior”.
Graças a Deus, ele não precisa orar para que o Espírito Santo lhes seja dado. Ele já lhes havia sido dado. Efésios 1:13 deixa isso claro:
Fostes selados com o Espírito Santo da promessa.
Mas, depois de terem sido selados com o Espírito Santo, há esta obra adicional: serem fortalecidos interiormente por esse bendito Espírito de Deus, o Qual, louvado seja Deus, já está dentro deles. Ele está ali. Deixem que Ele realize essa obra de fortalecimento, tornando-nos fortes no Senhor e na força do Seu poder, e capazes de avançar em meio à oposição de principados e potestades, de espíritos malignos nos lugares celestiais.
Tudo começa aí, amigos. Pergunto-me se o Senhor nos encontra nesta tarde como um povo fortalecido, fortalecido pelo Espírito de Deus dentro de nós. Pergunto-me se é verdade que há em todos os nossos corações aquela violência da qual o próprio Senhor fala em Mateus 11:12:
O reino dos céus sofre violência, e os violentos o tomam pela força.
Vocês estão nesta tarde, e eu estou, prosseguindo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus? Ou há desânimo? Há uma inclinação a parar em algo aquém do pleno propósito de Deus por causa das tribulações envolvidas, por causa da guerra que é inevitável?
Bem, que o Senhor faça exatamente isso com todos nós. Que Ele o faça comigo de uma nova maneira neste fim de semana: um novo fortalecimento pelo bendito Espírito Santo que habita em nós, para prosseguirmos e entrarmos plenamente, com o Senhor e com o povo do Senhor, em todo o propósito do Senhor.
Essa foi a primeira desta sequência de petições que compõem a oração completa.
Agora ele diz, no versículo 17, que esse fortalecimento conduzirá a algo mais:
Corroborados com poder pelo Seu Espírito no homem interior; Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações.
Ora, esse é um versículo que me deixou perplexo durante muitos e muitos anos. Talvez eu esteja falando principalmente a alguns dos mais jovens aqui nesta tarde, que talvez tenham compartilhado comigo essa perplexidade. Por que Paulo orou para que aqueles efésios conhecessem a experiência de Cristo habitando neles?
Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações.
Certamente Cristo já estava no coração deles. Essa foi uma pergunta que permaneceu em minha mente por muito, muito tempo. Por que Paulo orou pelos efésios para que conhecessem Cristo habitando em seu coração pela fé?
A resposta a essa pergunta, é claro, está no significado exato da palavra original que aqui é traduzida por “habitar”. Vou apenas lhes transmitir algo de alguém que examinou o verdadeiro significado dessa palavra e que, creio, o reuniu em algumas poucas palavras úteis.
“Habitar”, neste versículo, denota a morada fixa e permanente Daquele que é o proprietário; Sua presença governante permeando e possuindo tudo.
Agora, vou repetir: “habitar”, neste versículo, denota a morada fixa e permanente Daquele que é o proprietário; Sua presença governante permeando e possuindo tudo.
Irmãos e irmãs, tenho plena certeza de que nem todos os cristãos conhecem o Cristo que habita neles nesse sentido. É verdade que Ele está dentro de nós. Paulo não nos diz em Romanos 8:9:
Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é Dele.
Cristo está dentro de nós. Bendito seja o Seu nome, Ele está dentro de nós. Mas há um conhecimento mais profundo e mais pleno de Cristo em nós, no qual precisamos entrar.
Uma coisa é Cristo estar em um coração pelo Seu Espírito; outra coisa é Cristo habitar, no sentido pleno, nesse coração pelo Seu Espírito. Uma coisa é você morar em uma casa. Outra coisa bem diferente é assumir o controle completo dessa casa em que está residindo, não é?
Alguns de nós, que precisamos viajar de casa em casa por causa de nosso trabalho, sabemos que isso é muito, muito verdadeiro. Não assumimos o controle de todas as casas nas quais temos o privilégio de passar a noite. Logo teríamos problemas se fizéssemos isso, não teríamos?
É isso que o apóstolo Paulo tem em mente aqui: Cristo realmente assumindo o controle — a posse e a administração completas de algo que, sem dúvida alguma, pertence a Ele. É Sua própria propriedade.
Alguém expressou isso de maneira muito simples nestas palavras: “Uma coisa é eu ter Cristo; outra coisa é Cristo me ter”.
Outra pessoa disse: “Uma coisa é Cristo ser residente; outra coisa é Cristo ser presidente”.
Bem, isso expressa nosso pensamento em palavras simples, das quais talvez possamos nos lembrar com facilidade.
Ora, o que estou dizendo nesta tarde talvez diga respeito principalmente ao progresso de uma pessoa rumo a uma experiência plena do propósito de Deus. Mas creio de todo o coração que há um paralelo que se aplica a uma comunidade e, de fato, a todo o povo de Deus.
Isso é verdadeiro para o indivíduo, para a comunidade local e, creio, para todo o povo de Deus. É necessário esse fortalecimento pelo Espírito de Deus. Precisamos, amigos, ser despertados e fortalecidos interiormente para atravessar a adversidade e entrar no propósito divino. Isso é necessário.
Mas certamente é igualmente necessário que conheçamos esse assumir do controle pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Que Cristo habite em meu coração individual; que Ele assuma o controle para administrá-lo como quiser. Que Cristo habite em uma comunidade de qualquer localidade, para assumir o controle e administrá-la como quiser, sem que qualquer mão humana ou mente humana interfira em Seu direito naquela comunhão.
Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações.
Não era disso, amigos, que os laodicenses realmente precisavam? Vocês conhecem a última das sete cartas às sete igrejas que nos são apresentadas em Apocalipse 2 e 3. Lembram-se da última daquelas sete igrejas? Ali há uma imagem do Senhor Jesus do lado de fora:
Eis que estou à porta, e bato; Se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, Entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele, Comigo.
Essa é uma mensagem a uma igreja local. Em certo sentido, Ele estava dentro; em outro sentido, quanto à verdadeira administração, ao verdadeiro controle, à verdadeira posse e à verdadeira oportunidade de Se expressar como deseja, isso era algo que aqueles laodicenses estavam negando.
Ele disse: “Quero entrar. Quero realmente entrar e assumir o controle. Vocês cearão Comigo, e Eu cearei com vocês”.
Há necessidade disso, amigos, se quisermos chegar àquilo que chamamos de o grande propósito de Deus para o templo. Precisamos deixar o Senhor entrar e fazer o que deseja, e fazê-lo como deseja entre nós.
Nenhuma mão ou mente humana, repito, deve interferir em Seu direito soberano na comunhão.
Quando vocês assumem o controle de uma casa, têm todo o direito de reorganizar tudo como quiserem. Podem transformar a sala de jantar em um quarto, se quiserem. Podem colocar o piano na sala de jantar, se quiserem. Podem reorganizar tudo.
Creio, amigos, que o Senhor está esperando por isso em algumas de nossas vidas individuais: desejando que Lhe seja concedido o direito de reorganizar tudo e de Se expressar por meio de todo o nosso ser individual como Ele quiser.
Todas as restrições e reservas caem, e o Senhor assume o controle. Não há nenhuma área de minha vida da qual eu mesmo seja senhor e dono. Cada canto é entregue a Ele, para Seu senhorio e Seu domínio.
Isso é verdadeiro na comunhão, amigos. Precisa haver um novo quebrantamento diante do Senhor de tudo, que entra e faz Sua morada.
Não vou insistir mais nisso, mas creio que faz parte do caminho para sermos cheios de toda a plenitude de Deus.
Vejam, algo mais se segue no versículo 17:
Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; A fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender.
O pensamento seguinte é o da estabilidade, não é?
Estando arraigados e fundados em amor.
A palavra “arraigados”, é claro, se refere a uma árvore. A palavra “fundados” se refere a um edifício. Bem, o cristão e a igreja são tanto a árvore de Deus quanto o edifício de Deus; por isso, o Espírito Santo empregou as duas palavras aqui: “arraigados e fundados”.
Embora as palavras sejam diferentes conforme a imagem em vista, o pensamento é o mesmo nos dois casos. É o pensamento da estabilidade. Eu ia dizer “fixidez”, mas não gosto dessa palavra. Estabilidade, creio, é uma palavra melhor.
Houve o pensamento do fortalecimento pelo Senhor. Depois houve o pensamento, digamos assim, da soberania do Senhor nesse vaso do qual Ele toma posse. Agora há o pensamento da estabilidade que vem do Senhor. Creio que essa é a ordem, amigos.
Queremos ser estáveis? Bem, só conheceremos estabilidade espiritual se houver aquilo que estivemos discutindo nos versículos 16 e 17. Creio que só somos realmente estáveis, amigos, quando estamos plenamente rendidos ao domínio do Senhor — à Sua habitação em nós, ao Seu permear de tudo e à Sua ordenação de tudo segundo a Sua própria vontade.
Uma vez resolvida essa questão, o indivíduo conhece uma nova estabilidade e, creio, a comunidade também. Quando houver uma grande rendição à Sua habitação absoluta, ao Seu domínio e à Sua administração, haverá então a grande estabilidade que resulta dessa grande rendição.
Ah, é maravilhoso encontrar pessoas e comunidades que são estáveis. Elas estão arraigadas e fundamentadas.
Um pouco mais adiante, nesta mesma carta, ele diz, em Efésios 4:14:
Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, Pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.
Paulo não queria que isso acontecesse com aqueles efésios: serem levados de um lado para outro por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens. Queria que fossem um povo estável, arraigado e fundamentado em amor.
É maravilhoso, repito, quando encontramos um cristão estável, confiável. E é maravilhoso quando encontramos uma comunidade estável e confiável, arraigada e fundamentada.
Depois, prosseguindo um pouco mais:
Estando arraigados e fundados em amor, Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a profundidade, e a altura; E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento.
Há um resultado bendito dessa estabilidade.
O fortalecimento conduziu à rendição, digamos assim. Essa rendição conduziu à estabilidade. Agora, a estabilidade está conduzindo a algo mais. Se vocês estiverem arraigados e fundamentados, poderão então compreender, com todos os santos, qual seja o comprimento, a largura, a profundidade e a altura, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento.
Vocês se tornam um povo capaz de compreender.
Creio, amigos, que começamos a enxergar algo quando somos estáveis, e jamais enxergaremos enquanto formos instáveis. Quando somos, como está escrito em Efésios 4:14, levados de um lado para outro, sem conhecer verdadeira firmeza em Deus e verdadeira estabilidade no Espírito, enquanto essa condição vacilante continuar, creio que os mistérios permanecerão fechados para nós.
Há maravilhosas revelações de Deus que só podem ser conhecidas por pessoas que estão em descanso em Deus e arraigadas em Deus, e por comunidades que estão em descanso em Deus, arraigadas e fundamentadas em amor.
Há revelações da glória divina que só são concedidas àqueles que descansam na soberania divina. Há comprimentos, larguras, profundidades e alturas, para usar as palavras que temos aqui, do amor de Deus que permanecem ocultos a muitos de nós porque ainda não chegamos à firmeza, ainda não chegamos à estabilidade. Ainda há reservas.
Lembro-me de certa ocasião, como uma pequena e simples ilustração, em que viajava de ônibus na Índia por uma típica estrada rural indiana. Quando entrei naquele ônibus, entreguei alguns livretos evangelísticos a alguns de meus companheiros de viagem. Disse: “Aqui está algo que vocês podem ler durante a viagem e, perto do final, conversaremos a respeito. Talvez eu possa lhes dizer pessoalmente alguma coisa que os ajude a compreender o que estiveram lendo”.
Esse querido amigo indiano pareceu um pouco intimidado ao receber um livro nas mãos no início da viagem. Talvez estivesse um pouco assustado com aquele europeu que lhe havia dado o livro. Com muita diligência, tentou, durante toda a viagem, ler o que estava naquele livro.
Mas percebi, logo depois de lhe entregar o livro e de a viagem começar, que eu havia feito uma tolice. Se vocês sabem como é um ônibus indiano e como são as estradas indianas, sabem que é quase impossível ler as letras pequenas de um pequeno livreto evangelístico.
Aquele querido homem estava fazendo o melhor que podia. Ainda hoje consigo ver a cena: enquanto o ônibus seguia, o livro subia e descia, ele subia e descia, e mesmo assim persistia, porque havia mais ou menos prometido que o leria e conversaria comigo a respeito no final.
Mas, é claro, havia tanta instabilidade que ele não conseguia compreender a mensagem.
Bem, espero que vocês tolerem a ilustração. Creio que há algumas coisas que só podemos compreender quando estamos quietos. Enquanto passamos por esse tipo de experiência, creio que há verdades maravilhosas que permanecem além de nosso alcance.
Era o primeiro capítulo do Evangelho de João que aquele querido homem tentava ler, mas nada se fixava em sua mente, porque ele não estava estável; não estava quieto. Não o culpo, mas creio que isso ilustra o que quero dizer.
Creio que precisamos chegar àquele ponto, amigos, em que estamos livres da preocupação conosco mesmos, em que o Senhor é Senhor em nosso meio e toda a questão de Seu domínio está resolvida para sempre. Estamos arraigados e fundamentados. O senhorio de Cristo, sem qualquer contestação, está estabelecido.
Agora, uma vez resolvido isso, creio que há desvendamentos da glória divina que podem ser nossa porção. De fato, essa é a sequência natural segundo esta oração.
Para que estejais arraigados e fundados em amor e, assim, possais compreender, com todos os santos, qual seja o comprimento, e a largura, e a profundidade, e a altura; E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento.
Amigos, enquanto tivermos controvérsias com o Senhor, individualmente ou como comunidade, creio que haverá revelações que permanecerão fechadas para nós. Haverá profundidades nas quais não poderemos entrar.
Isso tem um significado mais amplo do que talvez seja evidente a todos neste momento. Portanto, é um fato, amigos: vamos resolver a questão. Que o Senhor seja Senhor em nosso meio. Que Ele tenha liberdade para agir entre nós. Que todas as mãos humanas se retirem, e que o Senhor seja Senhor. Que Ele habite dentro de nós.
Sejamos arraigados e fundamentados em amor, e então poderemos compreender o comprimento, a largura, a profundidade e a altura. Conheceremos o amor de Cristo, que excede todo o entendimento.
Esse é um dos maravilhosos paradoxos do Novo Testamento: começaremos a conhecer algo que não pode ser conhecido. Se estivermos arraigados, se estivermos fundamentados, começaremos a conhecer algo que não pode ser conhecido.
E aqui diz: “com todos os santos”. São necessários todos os santos para realmente compreender o comprimento, a largura, a profundidade e a altura do amor de Cristo, que excede todo o entendimento. Não pensem que podem abarcar isso sozinhos.
Vocês precisam de cada outro irmão e de cada outra irmã: da medida dele, de sua experiência, de sua revelação; e das dela. Aqueles que se reúnem conosco e aqueles que não se reúnem conosco têm, todos, uma medida do amor de Cristo. Se vocês pedirem a cada um que conte sua história, a história do amor de Deus em sua vida, que história ele ou ela poderá contar!
Peçam que lhes mostrem quanto do amor de Deus fluiu para o coração deles. Bem, cada um terá uma grande história para contar. Se vocês reunirem todas essas histórias, creio que é isso que significa compreender, com todos os santos, qual seja o comprimento, a largura, a profundidade e a altura, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento.
Isso nos conduz diretamente àquilo que eu disse ser o destino desta oração. Quando vocês chegam ali, realmente alcançam esse propósito de Deus para o templo. Quando há um povo que compreende a indizível graça de Deus e o imensurável amor de Cristo — quando essa é a única consciência que o absorve inteiramente —, há um povo que de fato está cheio de toda a plenitude de Deus.
Vocês chegaram a “O Senhor está ali” quando há um povo desse tipo e com essa visão:
Para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.
Posso apenas destacar, ao concluir, caso alguns de vocês ainda não tenham percebido — talvez todos já tenham percebido isso há anos —, que a preposição empregada ali, em “cheios de toda a plenitude de Deus”, poderia ser mais bem traduzida como “cheios para dentro de toda a plenitude de Deus”.
Que vocês sejam cheios para dentro de toda a plenitude de Deus.
Ora, o que significa, de fato, ser cheio para dentro de alguma coisa? “Cheios para dentro” — são palavras estranhas, não são? Mas graças a Deus por essas palavras estranhas, que nos levam ao Senhor com novas perguntas sobre a verdade que Ele pretende transmitir por meio delas.
Cheios para dentro de toda a plenitude de Deus. Sim, essa é a palavra que o Espírito Santo escolheu para expressar esse pensamento: cheios para dentro de toda a plenitude.
Às vezes digo, amigos: suponham que vocês estejam viajando em um navio. Imaginem que estejam viajando em um navio e tenham um copo na mão. Ora, há duas maneiras de encher esse copo. Vocês podem descer à cabine, colocar o copo debaixo da torneira, abrir a torneira e encher o copo de água. Essa é uma maneira de encher o copo.
Mas há uma maneira mais fácil de encher esse copo, se vocês estiverem viajando a bordo de um navio. É simplesmente lançá-lo ao mar. Muito rapidamente, o copo estará cheio. Ele afundará nas profundezas daquele oceano quase insondável e, praticamente desde o momento em que tocar o oceano, ficará cheio e continuará cheio. Mesmo que vire, e vire, e vire de novo, ainda estará cheio.
Não seria maravilhoso encontrar alguns cristãos e algumas igrejas que, mesmo sendo virados, e virados, e virados de novo, ainda estejam cheios o tempo todo? Vejam, é isso que significa ser cheio para dentro de toda a plenitude de Deus.
Não se trata de ser cheio da plenitude. Como poderíamos ser cheios da plenitude de Deus? Mas podemos ser cheios para dentro da plenitude de Deus. A diferença, creio, é muito significativa.
No primeiro caso, vocês conservam a posse do copo. No segundo, abrem mão da posse do copo.
Creio que há muito por trás disso, irmãos e irmãs. O vaso se foi. Para que esse vaso seja cheio para dentro de toda a plenitude de Deus, é preciso renunciar à posse humana do vaso. Ele pertence ao Senhor.
Vocês precisam deixar que seu vaso saia de seu controle e de sua posse. Individualmente, sua própria vida — percam-na no oceano de Deus. Irmãos e irmãs, percam-na. Então saberão o que é ser cheio para dentro da plenitude de Deus.
Coletivamente, é a mesma coisa. Deixem-no ir para dentro do grande oceano de Deus. Deixem que Ele o encha e continue a enchê-lo.
Assim, uma vez que resolvemos essas questões e passamos por essas experiências, conhecemos algo do que aquelas palavras, “O Senhor está ali”, realmente significam. O nome daquela cidade será “O Senhor está ali” — uma habitação para Deus no Espírito.
Bem, que o Senhor realize todas essas coisas em nossa vida individual e em nós, como comunidades de Seu povo em diferentes partes deste mundo.
Que saibamos o que é ser fortalecidos para prosseguir até o fim. Que saibamos o que é ter o Senhor habitando em nós, nesse sentido particular que procuramos descrever. Que Deus nos conduza àquela estabilidade que resulta do desaparecimento de todas as reservas e da plena aceitação do senhorio de Cristo em todas as áreas de nosso ser.
Que Deus nos dê essa estabilidade e, então, nos dê revelações a partir desse ponto de estabilidade — revelações de glória com as quais jamais sonhamos —, até que estejamos perdidos Nele, cheios para dentro da plenitude de Deus.
Que Ele o faça. Bendito seja o Seu nome.