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    Unto Fulness #3 - The Way To Fulness © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Unto Fulness #3 - The Way To Fulness
    Unto Fulness #3 - The Way To Fulness
    Kaung, Stephen

    O Caminho para a Plenitude

    O encargo que o Senhor colocou em meu coração diz respeito a este assunto: avançar para a plenitude.

    No início desta conferência, tivemos duas sessões sobre esse assunto de avançar para a plenitude. Por causa daqueles que não estavam presentes nas duas primeiras sessões, e também para refrescar a memória dos que estavam, mas provavelmente já se esqueceram, gostaria de recapitular muito brevemente o que já abordamos, para nos conduzir ao ponto que gostaríamos de compartilhar nesta manhã.

    O Chamado à Plenitude

    Na primeira sessão, compartilhamos sobre o chamado à plenitude. Irmãos e irmãs, Deus está nos chamando. Ele está nos chamando à Sua plenitude.

    O chamado de Deus é um chamado do alto. Seu chamado é celestial. Seu chamado é santo. E Ele não nos chama a nada menos que à Sua plenitude. Por quê? Porque isso está de acordo com Seu próprio caráter.

    Nosso Deus é um Deus de plenitude. Não podemos pensar em Deus senão em termos de plenitude. Ele é pleno. Ele é eternamente pleno. Nada Lhe falta. Não há como aperfeiçoá-Lo. Ele é perfeito. Ele é completo. Ele é íntegro. Ele é pleno. Essa é a própria natureza de Deus.

    É por isso que tudo, absolutamente tudo, que tem alguma relação com Deus, que está relacionado com Deus, precisa estar nessa esfera de plenitude. Se não houver plenitude, isso será uma afronta a Deus.

    Portanto, quando Deus nos chama, irmãos e irmãs — e graças a Deus todos nós estamos sendo chamados —, Ele não nos chama a nada menos, a nada inferior à plenitude, porque essa é Sua própria natureza, Seu próprio caráter.

    Mas, é claro, aqui temos um problema real. Somos seres finitos, e compreender o Deus infinito está além da nossa capacidade. Creio que precisamos reconhecer, desde o início, que, no que depende de nós mesmos, esse chamado está além de nós. É impossível para nós.

    É por isso que realmente precisamos de visão. Em outras palavras, a menos que Deus Se revele a nós, a menos que Deus Se abra a nós, jamais poderemos saber Quem Ele é, o que Ele é e quão pleno Ele é. Isso é fundamental para compreendermos Deus e Seu chamado.

    A Visão e o Propósito Divino

    Mencionei, na primeira sessão, que nosso querido irmão T. Austin-Sparks apresenta algo como uma definição de visão. O que é visão? O que uma visão nos mostra?

    Agora, é claro, espero que ninguém entenda visão como algo físico. Por visão, quero dizer simplesmente o desvelar do coração e da mente de Deus ao nosso espírito, pelo poder do Espírito Santo.

    Graças a Deus, nosso Deus é um Deus Que Se revela. É Seu prazer revelar Seu Filho em nós. E, quando Deus revela, nós vemos. A revelação vem de Deus, e a visão se torna nossa porção.

    O que uma visão verdadeira, uma visão bíblica, nos mostra? Uma visão que vem de Deus nos mostra três coisas:

    1. Ela nos mostra o propósito de Deus. Precisa estar relacionada com o propósito eterno de Deus.
    2. Uma visão nos mostra os princípios que governam Seu propósito.
    3. Uma visão nos mostra por que e como estamos sendo distraídos e afastados do propósito de Deus.

    Quando essas três coisas se tornam nosso entendimento e nossa porção, sabemos que recebemos uma visão do alto.

    Portanto, nessa questão da plenitude de Deus, precisamos de visão. Precisamos que Deus nos revele Sua plenitude. Caso contrário, continuamos fazendo de Cristo alguém pequeno. Nós O reduzimos ao nosso tamanho. E tornamos a igreja insignificante, porque não vemos a igreja como a plenitude de Cristo.

    A Plenitude de Cristo e da Igreja

    Precisamos de uma visão da plenitude de Cristo. Como encontramos em Colossenses 2:9-10:

    Porque Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade;
    E Nele sois feitos plenos.

    O que é a plenitude de Cristo? Quão pleno é o nosso Cristo? Quão grande é o nosso Cristo? Quão grandioso é o nosso Cristo?

    Toda a plenitude da Divindade — tudo o que vocês podem imaginar nos atributos e no caráter de Deus —, toda a plenitude da Divindade tem sua morada permanente em Cristo. A plenitude de Cristo não é nada menos que a plenitude da Divindade. Oh, a plenitude da Divindade faz de Cristo sua morada. É assim que nosso Cristo é pleno.

    É por isso que não precisamos apenas de uma vida inteira para entrar na plenitude de Cristo; precisamos da eternidade. Jamais chegaremos ao fim. É de plenitude em plenitude, porque Cristo é tão pleno.

    Ao mesmo tempo, precisamos de uma revelação da plenitude da igreja. Em Efésios 1:22-23, encontramos que Deus constituiu Cristo como Cabeça sobre todas as coisas para a igreja:

    Que é o Seu corpo,
    A plenitude Daquele Que a tudo enche em todas as coisas.

    Irmãos e irmãs, o que é a igreja? A igreja é a plenitude de Cristo. Assim como a plenitude da Divindade habita em Cristo, a plenitude de Cristo tem sua morada permanente na igreja. Isso é a igreja.

    Irmãos e irmãs, alguma vez vimos Cristo? Talvez pensemos: certamente já O vimos; nós O conhecemos. Mas será que O conhecemos? Conhecemos a plenitude de Cristo? Nós O conhecemos como Deus O conhece?

    Conhecemos a igreja? Provavelmente dizemos que sim; sabemos o que é a igreja. Mas será que realmente sabemos o que é a igreja? Nós a vimos? Ela é a plenitude de Cristo. A plenitude de Cristo faz da igreja sua morada.

    Essas são as visões que precisamos ter, porque sabemos que Cristo e a igreja são o propósito eterno de Deus. Precisamos ver os princípios que governam Cristo e a igreja, e precisamos entender por que e como estamos sendo afastados do que Cristo é e do que a igreja deve ser. Precisamos dessa visão.

    O Caminho para a Plenitude

    Agora, nesta manhã, gostaríamos de prosseguir e considerar juntos este assunto: o caminho para a plenitude.

    Leituras Bíblicas

    Vamos ler duas passagens das Escrituras: Filipenses 2:6-11 e João 12:23-26.

    O Qual, existindo na forma de Deus,
    Não considerou o ser igual a Deus algo a que Se devesse apegar;
    Mas esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo,
    Fazendo-Se semelhante aos homens;
    E, sendo encontrado em forma humana,
    Humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte,
    E morte de cruz.
    Pelo que também Deus O exaltou sobremaneira,
    E Lhe deu o nome que está acima de todo nome;
    Para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho,
    Nos céus, na terra e debaixo da terra;
    E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor,
    Para a glória de Deus Pai.

    Conhecemos o contexto de João 12:23-26. Nosso Senhor Jesus foi a Jerusalém pela última vez antes de Sua crucificação. Alguns gregos foram a Filipe e pediram: “Senhor, queremos ver Jesus”. Em outras palavras, quando nosso Senhor entrou em Jerusalém, uma grande multidão O recebeu, e agora até os gentios queriam vê-Lo.

    Humanamente falando, aquele era o momento mais glorioso para nosso Senhor. Mas ouçam o que o Senhor Jesus disse:

    É chegada a hora em que o Filho do Homem há de ser glorificado.
    Em verdade, em verdade vos digo:
    Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, fica ele só;
    Mas, se morrer, dá muito fruto.
    Quem ama a sua vida perde-a;
    E quem odeia a sua vida neste mundo guardá-la-á para a vida eterna.
    Se alguém Me serve, siga-Me;
    E, onde Eu estou, ali estará também o Meu servo;
    Se alguém Me servir, o Pai o honrará.

    Oração

    Querido Pai celestial, é sempre Teu prazer glorificar Teu Filho amado. Portanto, nosso Pai, nossa oração hoje é esta: glorifica Teu Filho no meio do Teu próprio povo. Pedimos que nos reveles Teu Filho e nos reveles o caminho para a plenitude de Cristo.

    Precisamos do espírito de sabedoria e de revelação, e precisamos da fé e da obediência que vêm de Ti. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    A Santa Insatisfação e a Provisão Divina

    Gostaria de ler novamente para vocês algo dos escritos do nosso querido irmão T. Austin-Sparks. Ao considerar esse assunto da plenitude, descobri que não conseguia encontrar material nos escritos de nenhum servo do Senhor, a não ser nos escritos do nosso querido irmão T. Austin-Sparks.

    Agora, é claro, os livros que tenho são limitados. Reconheço que talvez existam outros escritos, em algum lugar do mundo, que realmente nos ensinem sobre a plenitude. Mas, infelizmente, procurei em minha pequena biblioteca e não encontrei nenhum. Então, tenho de citar o irmão Sparks de novo, de novo e de novo.

    Estou lendo um artigo que ele escreveu há trinta anos, intitulado “Alcançando a Plenitude do Pensamento de Deus”. Foi publicado em A Witness and a Testimony, em 1956. Foi isto que ele escreveu:

    Suponhamos que Deus tenha em Seu coração e em Sua mente uma determinada plenitude de propósito, a qual Ele decidiu expressar por meio de um povo nesta terra.

    Agora, ele apresenta isso como uma suposição, mas, é claro, sabemos que essa suposição é, na verdade, uma realidade. Deus tem, sim, em Seu coração e em Sua mente, um propósito definido, uma plenitude de propósito. E Ele determinou que essa plenitude de propósito fosse expressa por um povo nesta terra. Graças a Deus por isso.

    Quais seriam algumas das coisas que vocês acham que Ele faria em relação a esse grupo de pessoas? Deus quer expressar a plenitude de Seu propósito em um povo sobre a terra. O que vocês acham que Ele fará com esse povo?

    Em primeiro lugar, será que Ele faria soberanamente algo dentro dessas pessoas? Será que despertaria nelas um senso de necessidade, um senso correto de insatisfação e decepção com a condição geral existente, produzindo um anseio interior por algo mais?

    Um senso de que deve haver algo mais; de que esse estado atual não é o que o Senhor realmente deseja para Sua plena satisfação. Será que Ele reproduziria, dentro dessas pessoas, Seu próprio descontentamento, Sua insatisfação e Seu desejo por uma medida espiritual maior? Vocês não acham que essa é uma das coisas que Ele fará?

    Qual será a primeira coisa que Deus fará com Seu povo? A primeira coisa que Ele fará será agir soberanamente dentro dessas pessoas. Não será algo externo. Ele despertará nelas um senso de insatisfação, de decepção com a condição geral existente, e produzirá nelas um anseio por algo mais.

    Deve haver algo mais. Essa é a insatisfação do nosso próprio Senhor. Em outras palavras, Deus não está satisfeito. Porque Ele não está satisfeito com o estado atual, cria em um povo um senso semelhante de insatisfação.

    Não é uma insatisfação do tipo errado. Sabem, podemos ter uma insatisfação do tipo errado. Mas essa é a insatisfação correta: com aquilo que deixa o próprio Deus insatisfeito. Essa seria a primeira coisa que Ele faria.

    Então, possuindo conhecimento perfeito, será que Ele agiria soberanamente para prover o que é necessário para atender a esse senso interior de insatisfação e necessidade? Será que Ele já teria a provisão preparada, para que não houvesse contradição nem incoerência em Seu modo de agir, para que Ele não fosse visto como Alguém Que desperta um desejo e um senso de necessidade, mas não faz provisão para isso?

    Esses dois pensamentos certamente caminham juntos. Não parece provável que isso seja o que Ele faria em segundo lugar?

    Em primeiro lugar, Ele criará em nós Sua própria insatisfação. E então, sendo Deus, Que sabe todas as coisas, certamente já deve ter feito, ao mesmo tempo, a provisão para suprir essa necessidade — para saciar a fome e a sede que foram despertadas.

    Não podemos imaginar que Deus crie em nós uma insatisfação, um desejo por algo mais, e, no entanto, não exista nada mais. Ele certamente fez provisão para nós.

    Certamente, vocês não acham que Ele também agirá soberanamente nas circunstâncias externas a essas pessoas, de modo a ordenar e governar suas experiências e suas vidas, para que sejam realmente conduzidas à plenitude de Seu pensamento?

    Isto é, de alguma maneira, talvez a princípio sem que elas saibam por quê ou o que isso significa, Ele as colocará no âmbito de Sua intenção e de Sua provisão. E fechará todas as outras portas para elas, para que não possam se deixar absorver por outra coisa — algo mais geral.

    Com isso, não quero dizer algo errado, mas algo que simplesmente não corresponde à medida em que Deus precisa ser satisfeito.

    Em outras palavras, depois de colocar Sua própria insatisfação em nosso coração, Ele nos fará saber que fez provisão para suprir nossa necessidade. Para unir essas duas coisas, Ele fará uma terceira: mais uma vez, agirá soberanamente.

    Talvez até sem que você saiba, Ele o conduzirá. Ele o limitará a um caminho, a um lugar, onde você simplesmente não poderá se distrair com nenhuma outra coisa. Você terá de permanecer ocupado com essa única coisa.

    Agora, não é que as outras coisas não sejam boas. Há muitas, muitas coisas boas. Há muitas, muitas coisas com as quais podemos nos ocupar. Mas, porque Deus tem um propósito, Ele não permitirá que você vá para a direita ou para a esquerda. Ele o guiará e o manterá restrito à única coisa que Lhe dará plena satisfação. É isso que Deus fará.

    A Condição de Laodiceia

    Queridos irmãos e irmãs, vivemos no período de Laodiceia. Se vocês considerarem as sete cartas às sete igrejas, em Apocalipse 2–3, do ponto de vista profético, verão que nós, hoje, profeticamente falando, estamos vivendo no período de Laodiceia.

    Qual é a característica do período de Laodiceia? A mornidão — nem quente nem frio. Em outras palavras, hoje encontramos o povo de Deus vivendo em um estado de acomodação, de indiferença.

    Não vemos nossa necessidade. Pelo contrário, provavelmente somos como os laodicenses. Pensamos que somos ricos; que não precisamos de nada.

    Agora, em certo sentido, isso é verdade. Temos uma herança cristã muito rica. Pensem em tudo o que recebemos ao longo desses vinte séculos — todas as riquezas que Deus depositou em Sua igreja. Portanto, em certo sentido, é verdade: recebemos uma herança cristã muito rica.

    Mas ela é realmente nossa? Temos a visão? Temos a justiça?

    Vocês se lembram de que nosso Senhor ressurreto, ao escrever à igreja em Laodiceia, disse, em Apocalipse 3:17:

    Tu és desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.

    No entanto, ao mesmo tempo, essas pessoas pensavam que eram ricas. Não lhes faltava nada. Sabiam tudo. Tinham tudo. Não é verdade que hoje nós, como povo de Deus, estamos na mesma situação?

    Se nosso Senhor Jesus estivesse andando em nosso meio, o que Ele veria em nós? Ele não Se deixaria enganar pela aparência exterior. Nós podemos ser enganados, mas não podemos enganá-Lo com nossa aparência exterior. Ele conhece nosso coração. Ele sonda nosso íntimo. Ele sabe exatamente o que há dentro de nós.

    Se o Senhor viesse ao nosso meio nesta manhã, o que Ele diria? Provavelmente, neste exato momento, mesmo que não o expressemos em palavras, é assim que nos sentimos a nosso respeito: somos ricos. Sabemos tanto. Recebemos tanto. Não precisamos de nada.

    Provavelmente estamos nos comparando com outras pessoas e pensando que somos melhores, que somos mais santos. Mas o Senhor olhará para nós. Ele nos verá por completo e dirá: “Vocês não sabem quão miseráveis são. Não sabem que são pobres. Estão nus. Estão cegos”.

    “Tenho ouro para a pobreza de vocês. Tenho vestes brancas para a nudez de vocês. Tenho colírio para a cegueira de vocês. Mas vocês não dão valor a isso.”

    Em outras palavras, nosso Senhor tem muito a oferecer ao Seu povo hoje. Ele tem ouro para nos oferecer, para que sejamos libertos da pobreza espiritual. Ele tem vestes brancas — justiça — para nos dar, para cobrir nossa nudez. Mas nem sequer sabemos que estamos nus. Pensamos que estamos inteiramente cobertos.

    Ele tem colírio para abrir nossos olhos, para que possamos ver, mas pensamos que já vemos. Não conhecemos a nós mesmos.

    Ele Se oferece a nós em plenitude, mas muitas vezes até nos ressentimos Dele, porque pensamos que Ele não nos compreende. Estamos em um estado de mornidão, nem quente nem frio.

    A Necessidade de Fome Espiritual

    Pensem nas multidões e multidões dentro do cristianismo que estão tão satisfeitas com as tradições dos pais. Elas confiam nos sacramentos como um meio de chegar ao céu. Não desejam nada mais. Estão satisfeitas.

    Pensem nas multidões e multidões do povo de Deus que não querem nada além de ser salvas e ir para o céu. Esse é seu único desejo. Se puderem ir para o céu, isso é tudo o que querem — nada mais. Nem sequer têm o desejo, o anseio por algo além da salvação inicial.

    Desde que seus dois pés estejam dentro dos portões do céu, você está feliz.

    Aqui podemos ver o coração de Deus. Ele nos oferece Seu Filho amado, Cristo, em grande plenitude, e, no entanto, parece não haver ninguém para aceitar Sua oferta. Quanto isso deve ferir Seu coração.

    Mas, graças a Deus, ao longo dos séculos — e graças a Deus, até em nossos dias —, Deus desperta soberanamente o coração de algumas pessoas na terra. Ele coloca, se posso dizer assim, um santo descontentamento, uma insatisfação segundo Deus, no coração de alguns dentre Seu próprio povo.

    Sabemos que há muitas pessoas do povo de Deus que não estão felizes, não estão satisfeitas, e vivem murmurando sobre isto e aquilo. Não estão contentes; não estão satisfeitas. Mas sua insatisfação está voltada para a coisa errada.

    Onde estão aquelas pessoas que estão insatisfeitas no sentido correto? Elas estão mais decepcionadas e insatisfeitas com sua condição espiritual diante de Deus do que com a pobreza ao seu redor.

    Geralmente estamos insatisfeitos com o que está ao nosso redor. Mas estamos insatisfeitos conosco mesmos? Vemos que não somos o que deveríamos ser? Vemos que estamos aquém do que Deus tem para nós?

    Percebemos que há algo mais em Cristo? Ou pensamos que já temos tudo, que não há nada mais que Ele possa nos oferecer? Nosso progresso espiritual parou?

    Queridos irmãos e irmãs, Deus precisa criar em nós um anseio, um anseio por algo mais. Talvez não consigamos identificar o que realmente estamos ansiando, mas, de alguma maneira, sentimos nas profundezas do nosso ser que há um vazio, uma lacuna que precisa ser preenchida.

    Isso não nos torna murmuradores — não. Isso não nos torna rebeldes — não. Apenas desperta dentro de nós uma procura, uma busca, um anseio, um desejo por mais de Deus, por mais de Cristo.

    Esse desejo é o começo do caminho para a plenitude.

    Nosso Senhor Jesus disse, em Mateus 5:6:

    Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça;
    Porque eles serão fartos.

    Precisamos ter fome e sede de justiça. Mas, irmãos e irmãs, será que sentimos que já somos bastante justos? Uma verdadeira armadilha para o povo de Deus, especialmente para aqueles que realmente buscam o Senhor e receberam algo Dele, é a justiça própria.

    Podemos estar tão cheios de justiça própria que já não existe fome e sede de justiça.

    O salmista diz, em Salmos 42:1-2:

    Como o cervo suspira pelas correntes das águas,
    Assim por Ti, ó Deus, suspira a minha alma.
    A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo.

    Irmãos e irmãs, esse é o tipo de espírito que Deus precisa criar dentro de nós: que suspiremos por Deus. Um cervo perseguido por um caçador, quando vê água, anseia por ela com toda a sua alma. É isso que Deus precisa criar em nós: esse anseio pelo Deus vivo.

    Em Salmos 84:2, vocês encontram o mesmo sentimento:

    A minha alma anseia, e até desfalece, pelos átrios do Senhor;
    O meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.

    Irmãos e irmãs, vocês não acham que essa é a primeira coisa que Deus realmente fará dentro de nós? Se somos pessoas tão contentes e satisfeitas com o que somos — e o que somos é pela graça de Deus —, mas estamos tão contentes que simplesmente ficamos sentados, como se não houvesse nada mais, vocês acham que Deus pode fazer alguma coisa conosco?

    Se Ele quer fazer alguma coisa conosco, vocês não acham que Ele precisa criar em nós essa insatisfação, esse anseio por Ele? Essa precisa ser a primeira coisa.

    Como nosso irmão sugeriu, Deus colocará esse tipo de insatisfação em nós. Ele é o próprio Deus Que faz provisão para nós.

    Quando vocês realmente O buscarem com essa sede e essa fome, irmãos e irmãs, Ele lhes revelará a plenitude que há em Cristo.

    A Revelação, a Busca e a Obediência

    Vocês não se perguntam, às vezes, como é possível estarem salvos há dez anos, mas parecer que, nos últimos dois anos, Deus nunca lhes falou? Deus não Se revelou a vocês, e todo o conhecimento que têm Dele continua sendo o de dois anos atrás.

    Nada fresco, nada vivo, nada novo, nada mais. Vocês não se perguntam por que isso acontece? Será porque Ele não tem mais nada a lhes oferecer? Será porque Cristo é tão pequeno, tão limitado? Será porque Ele não quer que vocês entrem em Sua plenitude? Ou será porque não há sede nem fome por Ele?

    Quando você crê no Senhor Jesus pela primeira vez, tem tanta sede Dele. Não consegue viver sem Ele. Você O busca e, por causa disso, descobre que Ele está sempre disponível. Ele está sempre ali. Ele atende ao desejo do seu coração. Mas agora já não é assim.

    Oh, que possamos clamar ao Senhor e pedir que Ele crie em nós sede e fome por Ele. Se isso acontecer, sabem, a revelação estará a caminho.

    Deus não Se revela àqueles que não têm desejo por Ele. Deus não desperdiçará Sua revelação com aqueles que são indiferentes. Mas aqueles que buscam encontrarão.

    É Seu prazer revelar Cristo — a plenitude de Cristo — a nós. Irmãos e irmãs, na verdade, isso é um ciclo. Às vezes, em Sua misericórdia que Se inclina até nós, mesmo quando estamos indiferentes e não estamos buscando, Ele nos dá uma revelação. Ele nos revela algo de Cristo, e essa revelação nos desperta para buscar.

    Em outra ocasião, quando estamos buscando, Ele Se revela. Quando você está buscando, quando está à procura Dele, você O encontrará. É um ciclo.

    Quanto mais você busca, mais você O vê. Quanto mais você O vê, mais você O busca. Quanto mais Ele Se dá a você, mais você anseia por Ele, porque Ele é infinito. É assim que você entra gradualmente em Sua plenitude.

    Paulo não pôde compartilhar a plenitude de Deus com os crentes de Corinto. Por quê? Porque eles estavam muito satisfeitos com o pouco de Deus que tinham, e fizeram desse pouco uma grande coisa.

    Mas, com os crentes de Éfeso, Paulo pôde abrir seu coração e compartilhar todo o conselho de Deus.

    Mas, sabem, quando Deus nos dá visão e revelação, isso exige obediência. A revelação custa muito caro. Se você tem medo de pagar o preço, não peça revelação.

    Às vezes pensamos: “Bem, a revelação é gloriosa, porque você é levado ao terceiro céu e ali vê Deus”. Glorioso! Mas você está preparado para pagar o preço?

    Paulo, no caminho de Damasco, recebeu a revelação do alto. Foi-lhe mostrado, em linhas gerais, o panorama da plenitude de Cristo e da plenitude da igreja. Ao longo dos anos, essa visão aumentou. Por quê? Porque ele não foi desobediente à visão celestial.

    Em outras palavras, quando o Senhor começa a lhe revelar Sua plenitude, Ele exige sua obediência. Se você obedecer, Ele lhe revelará mais. Se não obedecer, ficará onde está e talvez retroceda.

    O Esvaziamento como Caminho para a Plenitude

    Isso nos leva ao terceiro ponto. Quando Deus cria em nós um desejo por Sua plenitude e começa a revelar essa plenitude em Cristo — porque não é possível encontrá-la em nenhum outro lugar —, a pergunta é: qual é o caminho para a plenitude?

    Os crentes de Colossos queriam plenitude, mas tentaram encontrá-la em algo que não era Cristo. Tentaram encontrar plenitude na filosofia, no ascetismo, na observância de determinadas regras e leis e no misticismo.

    Mas Paulo disse: “Não está aí”. Toda a plenitude da Divindade habita corporalmente em Cristo. Em outras palavras, Cristo possui, com exclusividade, a plenitude da Divindade. É exclusiva Dele. Não é possível encontrar plenitude em nenhum outro lugar.

    Agora, é verdade: às vezes parece que encontramos plenitude no mundo. Parece que o mundo nos satisfaz, mas isso dura apenas um pouco. Então descobrimos, como diz Eclesiastes 1:2:

    Vaidade de vaidades; tudo é vaidade.

    Foi isso que o mais sábio dos homens nos disse. Ele experimentou isso e nos disse que não podemos encontrar plenitude em nenhum outro lugar, a não ser em Cristo.

    Quando você encontra plenitude em Cristo, isso é plenitude. Ela satisfaz; é completa, perfeita.

    Mas qual é o caminho para a plenitude? O caminho para a plenitude é o esvaziamento. O esvaziamento é o caminho para a plenitude. A morte é o caminho para a vida.

    Esse é um princípio que vocês encontram na Palavra de Deus. Quando temos um desejo por plenitude e Deus começa a ampliar nosso horizonte, para vermos mais de Cristo e mais do que a igreja deve ser, pensamos que o próximo passo será entrar na plenitude, experimentar a plenitude. Não.

    O próximo passo é entrar na morte. Você entra no esvaziamento. Essa é a grande surpresa da nossa vida.

    José, Davi e Cristo

    Isso é ilustrado em toda a Palavra de Deus. Tomem o Antigo Testamento. Pensem em José, o filho amado de Jacó. Ele recebeu a túnica de muitas cores. Aquilo significava o direito de primogenitura. E ele teve sonhos. Deus lhe deu sonhos. Deus lhe deu visão.

    Mas, por causa disso, o que aconteceu com ele? Vocês veem que ele foi descendo cada vez mais. Antes de seu pai lhe dar aquela túnica, provavelmente seus irmãos ainda eram amigáveis com ele. Mas, depois que seu pai lhe deu a túnica de muitas cores, seus irmãos começaram a ter ciúmes dele.

    Antes de ele ter um sonho, provavelmente seus irmãos ainda procuravam conviver com ele. Mas, depois que teve um sonho, seus irmãos sentiram que precisavam se livrar dele.

    Ele foi descendo cada vez mais. Não apenas foi vendido como escravo, mas chegou a ser colocado na torre — na prisão. Ele chegou ao fundo antes que Deus o exaltasse ao trono. Esse é o princípio.

    Pensem em Davi. Embora fosse deixado de lado por seu pai e enviado para cuidar de algumas ovelhas, ele tinha uma vida muito tranquila. A vida de um pastor de ovelhas é muito tranquila. Então ele foi ungido.

    Depois de ser ungido, uma coisa após outra lhe aconteceu. Pensaríamos que, por ter sido ungido, ele deveria se assentar no trono. Mas, depois de ser ungido, tornou-se um fugitivo. Humanamente falando, essas duas coisas estão muito distantes uma da outra. Não conseguimos ver a ligação entre elas. Mas esse é o caminho de Deus.

    Pensem em nosso Senhor Jesus — em como Ele Se esvaziou. É claro que Ele não poderia Se esvaziar de Sua divindade. Isso é impossível, porque isso é o que Ele é eternamente.

    Mas Ele Se esvaziou de toda a glória, honra e posição relacionadas com Sua divindade. Ele assumiu a forma de homem e Se humilhou. Foi até à morte, e morte de cruz. Em outras palavras, é a morte de todas as mortes.

    Mas Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu o nome que está acima de todo nome. Diante desse nome, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é Senhor, para a glória do Pai.

    Antes de ir à cruz, quando os gregos vieram e quiseram vê-Lo, Ele disse, em João 12:24:

    Em verdade, em verdade vos digo:
    Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, fica ele só;
    Mas, se morrer, dá muito fruto.

    Em outras palavras, o caminho para dar fruto passa pela morte. O Senhor disse que isso não é verdade apenas a respeito Dele, mas também de quem O segue. A mesma coisa acontecerá com essa pessoa.

    Se você amar a vida da sua alma, irá perdê-la. Se estiver disposto a negar a vida da sua alma por causa Dele, irá ganhá-la para a eternidade. Se você O seguir, o Pai o honrará. Esse é o princípio que governa a visão.

    A Fraqueza Após a Revelação

    O apóstolo Paulo nos contou como foi arrebatado, elevado ao terceiro céu, como foi levado ao paraíso e ouviu coisas que não podiam ser expressas. Glorioso! Mas a coisa seguinte foi um espinho em sua carne.

    Pensamos que uma visão nos tornará fortes. Mas, quando você recebe a visão, torna-se fraco, para que Ele seja forte em sua fraqueza.

    As Vasilhas Vazias

    Vocês se lembram da história, no Antigo Testamento, da viúva de um dos filhos dos profetas. Seu marido morreu, sem deixar nada. Ela era tão pobre que o credor veio e quis levar seus dois filhos. Uma situação lamentável.

    Como a viúva de um dos filhos dos profetas poderia chegar a uma pobreza tão profunda? Isso revelava a condição do povo de Deus naquele tempo. Eles não se importavam com as coisas de Deus. Não cuidavam dos profetas, dos filhos dos profetas, muito menos das viúvas dos profetas.

    Ela foi a Eliseu e perguntou o que deveria fazer. Eliseu disse: “O que você tem?”. Ela respondeu: “Não tenho nada, a não ser uma botija de azeite”.

    Às vezes me pergunto por que ela ainda guardava uma botija de azeite. Evidentemente, havia vendido tudo — os móveis, tudo, absolutamente tudo, que pudesse ser transformado em dinheiro. Mas por que ainda guardava uma botija de azeite?

    Não sei se estou certo; se estiver errado, por favor, corrijam-me. Acho que era porque seu marido era um dos filhos dos profetas. Em outras palavras, ele estava sendo preparado para ser profeta. E, é claro, o azeite é quase um símbolo para um profeta. Um profeta usava azeite para derramar sobre o rei. Era, em certo sentido, sua marca característica.

    Então, provavelmente, por razões sentimentais, porque seu marido havia morrido — e ele deveria se tornar profeta, embora ainda não fosse profeta —, a esposa guardou aquela botija como uma espécie de lembrança. Por razões sentimentais, ela era o último vínculo.

    Ela disse: “Nada, a não ser uma botija de azeite”. O profeta disse: “Vá e peça emprestadas vasilhas vazias — não peça poucas. Depois feche a porta e derrame o azeite daquela botija nessas vasilhas vazias”.

    Então ela e seus dois filhos pediram emprestadas muitas vasilhas vazias, fecharam a porta e começaram a derramar o azeite daquela botija. Ele encheu cada vasilha vazia, até que não houve mais nenhuma vasilha vazia, e então o azeite parou.

    Eliseu lhe disse: “Vá, venda o azeite, pague sua dívida e viva disso pelo restante da sua vida”. Abundância. Plenitude.

    Queridos irmãos e irmãs, a razão pela qual não estamos cheios, pela qual não conhecemos a plenitude de Cristo, é que não temos nenhuma vasilha vazia. Ou, para dizer de outra maneira, temos vasilhas, mas elas já estão cheias — já estão cheias de outra coisa.

    É exatamente como as cinco virgens insensatas. Sem dúvida, essas cinco virgens insensatas tinham vasilhas, assim como as cinco virgens prudentes. Mas provavelmente as cinco virgens insensatas encheram suas vasilhas com as coisas preciosas desta terra.

    Elas pensavam que essas coisas eram importantes, que eram preciosas. Encheram suas vasilhas com essas coisas — talvez ouro, talvez pedras preciosas, não sei. Mas, evidentemente, suas vasilhas já estavam cheias de outras coisas, e não de azeite.

    Mas as virgens prudentes encheram suas vasilhas vazias com azeite, e nada além de azeite. Hoje, as pessoas olham para as virgens insensatas e pensam que elas são prudentes. Olham para as virgens prudentes e pensam que elas são insensatas. Mas um dia isso será revelado.

    Queridos irmãos e irmãs, estamos dispostos a ser esvaziados?

    Na verdade, você não sabe do que precisa se esvaziar, a menos que o Senhor Se revele a você. Quando o Senhor realmente Se revela a você em Sua gloriosa plenitude, irmãos e irmãs, você se apressa em se esvaziar, para que possa ser cheio.

    Foi assim com o apóstolo Paulo. O apóstolo Paulo, como um grande fariseu, estava cheio do melhor do judaísmo. Ele se gloriava em todas essas coisas. Estava cheio.

    Mas, quando Deus revelou Seu Filho nele, Paulo disse que, por causa da excelência do conhecimento de Cristo Jesus, considerava todas as coisas como perda, como refugo. Ele estava disposto a se esvaziar de tudo o que o havia enchido no passado, para que pudesse ser cheio do conhecimento de Cristo Jesus.

    O Desafio da Visão

    Irmãos e irmãs, vocês têm um anseio por Deus? Veem algo mais em Cristo? Se veem, então sua visão os desafia a se esvaziarem.

    Sabem, uma visão é sempre um desafio. A visão desafiará você, e você desafiará a visão. Por quê? Porque Deus não lhe dá uma visão da plenitude de Cristo apenas para você especular ou meditar.

    Quando Deus lhe revela a plenitude de Cristo, Ele pretende atrair você para essa plenitude. Ele pretende enchê-lo com Sua plenitude. Em outras palavras, a visão precisa se tornar sua vida, sua vocação. Ou, para dizer de outra maneira, você precisa ser incorporado àquela visão, tornar-se parte dela.

    Para isso, você descobrirá que precisa ser esvaziado, porque já está cheio. Cada um de nós está cheio de alguma coisa.

    Quando Deus começa a abrir nossos olhos para vermos a plenitude de Cristo, então o Espírito Santo nos convence e nos mostra por que não estamos cheios de Cristo. Esse é o momento de sermos esvaziados.

    Esse é o caminho da cruz. É o caminho da morte. Humanamente falando, não queremos seguir por esse caminho.

    O Amor de Cristo que nos Constrange

    A única razão pela qual conseguimos passar por isso é que somos constrangidos pelo amor de Cristo. Queridos irmãos e irmãs, é o amor de Deus que nos torna dispostos a ir à morte, dispostos a ser esvaziados, dispostos a ser purificados.

    Se não for pelo amor de Deus dentro de você, não conseguirá fazer isso. Ninguém fará isso. Amamos demais a nós mesmos. Damos valor demais às coisas do mundo. Não queremos abrir mão delas. Não conseguimos negar a nós mesmos. Não conseguimos. Mas, graças a Deus, conseguimos.

    Quando o amor de Deus nos constrange, então, queridos irmãos e irmãs, nenhum preço é alto demais. O esvaziamento é fácil, porque o Senhor disse, em Mateus 11:30:

    O Meu jugo é suave,
    E o Meu fardo é leve.

    Por fim, pensem em Cântico dos Cânticos. Ali vocês encontram uma jovem. A razão pela qual ela vai em busca do Amado é que ela é constrangida pelo amor do Amado.

    Irmãos e irmãs, quando cremos no Senhor Jesus, é verdade: Deus amou o mundo e nos deu Seu Filho unigênito. É o amor de Deus. Mas vocês sabem que, quando creem no Senhor Jesus, Ele não apenas os ama, mas também implanta esse amor dentro de vocês?

    É o amor implantado em você que o impulsionará em direção a Ele, ou o atrairá a Ele.

    À medida que o amor o atrai a Ele, você descobrirá, invariavelmente, que passa por períodos de insatisfação e períodos de satisfação. Ele criará em você uma insatisfação, um anseio por mais Dele.

    Você não está satisfeito com o que Ele já lhe deu. Quer mais Dele. Está insatisfeito. Clama por Ele. Busca por Ele. E, graças a Deus, Ele o satisfaz.

    Então, depois de algum tempo, você volta a ficar insatisfeito. Ele coloca outra insatisfação em você, e você precisa clamar a Ele novamente e buscá-Lo. Enquanto faz isso, descobre que, o tempo todo, algo de você precisa ir à morte.

    Nesse processo, você descobrirá que está sendo esvaziado cada vez mais, cada vez mais, para que possa realmente ser cheio cada vez mais Dele.

    É por isso que, em Cântico dos Cânticos, no início, ela diz:

    O meu Amado é meu, e eu sou Dele.

    — Cântico dos Cânticos 2:16

    Depois, ela diz:

    Eu sou do meu Amado, e o meu Amado é meu.

    — Cântico dos Cânticos 6:3

    Por fim, ela diz:

    Eu sou do meu Amado, e o Seu desejo é para mim.

    — Cântico dos Cânticos 7:10

    Em outras palavras, já não há mais nada do eu. Tudo é Ele.

    A Plenitude de Deus como Amor

    Quando estamos cheios do amor de Deus, estamos cheios da plenitude de Deus. Efésios 3:16-19 diz:

    Para que sejais fortalecidos com poder, mediante o Seu Espírito, no homem interior;
    Para que Cristo habite, pela fé, em vossos corações;
    A fim de que, estando arraigados e fundamentados em amor,
    Possais compreender, com todos os santos,
    Qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade;
    E conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento,
    Para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.

    Irmãos e irmãs, quando vocês estão cheios da plenitude de Deus, estão cheios de amor.

    Oração Final

    Querido Pai celestial, mostra-nos Teu caminho. Que Teu amor nos constranja a andar pelo caminho reto que nos conduz a Ti, à Tua plenitude. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.