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    The Horizon of Christ #7 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Horizon of Christ #7
    The Horizon of Christ #7
    Austin-Sparks, T.

    Crucificado em Fraqueza e Vivendo pelo Poder de Deus

    Leitura Bíblica: 2 Coríntios 13:4

    Porque, ainda que foi crucificado em fraqueza, vive, contudo, pelo poder de Deus.
    Porque nós também somos fracos Nele, mas viveremos com Ele pelo poder de Deus para convosco.

    Foi crucificado em fraqueza, mas vive pelo poder de Deus.

    Aqui, numa declaração breve e concisa, está reunido tudo o que representam os dias que vão daquilo que chamamos de Sexta-feira Santa à segunda-feira de Páscoa. De um lado, a cruz:

    Foi crucificado.

    Do outro, a ressurreição:

    Vive pelo poder de Deus.

    Então, essa declaração se estende à vida dos crentes. O princípio e a experiência do Senhor Jesus são transferidos para o povo de Cristo:

    Nós também somos fracos Nele, mas viveremos com Ele pelo poder de Deus.

    A Cruz como Caminho de Fraqueza

    Foi crucificado em fraqueza.

    Esta é a cruz em seu nível mais baixo e mais profundo. É, de fato, um retrato de fraqueza absoluta.

    Você não pode ler os relatos dos julgamentos, da condenação e da crucificação de Jesus sem se impressionar com Sua aparente impotência e fraqueza. É assim que parece, veja bem.

    Mas preste atenção nisto: a declaração não diz que Jesus foi crucificado porque as forças contrárias eram fortes demais para Ele. Não é isso que significa. Quando diz que Ele foi crucificado em fraqueza, não significa que aquelas forças — humanas, mundanas ou satânicas — eram fortes demais para Ele.

    Essa declaração de que Ele foi crucificado em fraqueza contém o mais profundo segredo do caminho de Deus para a redenção e a vitória. Não a compreenderemos — não compreenderemos coisa alguma na Bíblia — se não a enxergarmos em seu cenário e contexto mais amplos.

    Quero dizer isto a vocês: essa é uma chave muito importante para compreender qualquer coisa na Bíblia. Pouquíssimas coisas na Bíblia podem ser consideradas isoladamente. Precisamos enxergar tudo em seu contexto principal e em suas relações, e aqui temos um grande exemplo desse fato.

    O Contexto Cósmico da Redenção

    Qual é esse profundo segredo do método de Deus na redenção e na vitória? Qual é o cenário amplo e completo, o contexto dessa declaração de que Ele foi crucificado em fraqueza?

    É isto — nada menos que isto: é o Deus Todo-Poderoso operando um grande movimento de reversão neste universo. A cruz do Senhor Jesus é Deus agindo em sentido contrário.

    Agora, vocês sabem o que isso significa se voltarem àquele grande movimento de ruptura, desorganização e desintegração entre os seres angelicais criados — um assunto ao qual já voltamos várias vezes nestes dias.

    A Bíblia nos diz que um dos anjos superiores tentou tomar o poder no céu. Ele tentou obter autoridade por direito próprio. Propôs-se a ser um centro independente e autossuficiente de um movimento, o cabeça de um movimento.

    Evidentemente, ele tornou conhecidos seus pensamentos e suas ambições entre as hostes angelicais e, como resultado, conquistou seguidores. Muitos passaram para o seu reino e se tornaram seus cúmplices na tentativa de tomar o poder e ser independentes de Deus.

    Procuraram ser uma lei para si mesmos — ter o poder em si mesmos, e não em Deus nem proveniente de Deus. Aquela revolta rompeu a harmonia do céu, a harmonia do universo.

    Mais adiante, no Novo Testamento, lemos a respeito dos anjos:

    Não guardaram o seu estado original, mas abandonaram a sua própria habitação.

    E são mantidos em cadeias eternas. Foi isso que aconteceu. Foi nessa ocasião que aconteceu.

    O que aconteceu naquele momento? Foi uma tentativa de tomar o poder: tirar o poder das mãos de Deus e tê-lo em suas próprias mãos; abandonar a posição de dependência de Deus e tornar-se independentes; traçar um caminho próprio sem levar Deus em consideração.

    Foi uma revolta contra o trono, que resultou em sua expulsão do céu. Aquele líder, expulso do céu, entrou nesta criação com a mesma ambição maligna.

    O Princípio da Independência na Humanidade

    Ele introduziu essa ideia na mente e nos pensamentos do homem. Em outras palavras, disse: “Olhe aqui, por que você deve ficar preso, limitado pela obrigação para com Deus e pela dependência de Deus, tendo de consultar a Ele em tudo?”

    “Por que não ser uma lei para si mesmo? Por que não ser como Deus, conhecendo e, portanto, sendo capaz de agir — tendo as coisas em si mesmo, e não Nele? Tome as coisas em suas próprias mãos e afirme sua independência.”

    Esse é o significado, o cerne, a natureza disso. O que havia acontecido no céu se repetiu na terra por meio da tentação e da sugestão. Adão saiu da esfera de Deus e caiu em outra esfera, que não era de Deus.

    Agora, observem: todo o princípio, a natureza e a motivação desse movimento duplo eram uma busca de poder — uma busca de poder por parte do maligno e do homem; um caminho de independência e rejeição da autoridade divina.

    Há uma longa e terrível história ligada a esse começo. Toda a história da raça humana é a história do homem buscando a preeminência, do homem buscando a superioridade, do homem buscando ter em si mesmo aquilo que pertence somente a Deus.

    O homem odeia tudo o que tenha a natureza de submissão, sujeição e subordinação. O homem odeia a autoridade. Tudo isso é uma busca de poder.

    Não estamos vendo isso em nosso próprio tempo? Não temos visto isso ao longo de nossa vida, com os resultados mais terríveis? Parece que nunca pode haver um movimento neste mundo sem que alguém tente superar os outros.

    É assim no âmbito nacional e internacional. É assim no âmbito social. Isso faz parte da natureza humana na vida em sociedade. Alguém vê algo que outra pessoa tem, veste ou possui, e imita — mas procura ir além.

    Toda a terrível história de crítica, denúncia, difamação e censura é, afinal de contas, a atuação dessa coisa na natureza humana que precisa rebaixar a outra pessoa para ficar por cima. É algo horrível neste universo.

    Por toda parte, essa coisa está em ação — o espírito da política de poder. Que luta existe hoje no âmbito internacional, apenas para estar à frente do outro, à frente do outro e acima do outro!

    Não há outro desfecho senão a destruição da raça humana, a destruição da raça humana — a criação de Deus sendo arruinada. O inimigo sabe o que pretende. Ele está empenhado, em desafio a Deus, em arruinar e destruir Sua criação.

    O Método de Deus em Sentido Contrário

    Esse é o cenário e o contexto disso. Deus não vai combater o inimigo no terreno do próprio inimigo.

    Uma das leis da vida cristã é justamente esta: você não pode enfrentar a carnalidade com carnalidade. Não pode travar batalhas espirituais com armas carnais. Não deve retribuir na mesma moeda. Com Deus, trata-se de duas esferas inteiramente diferentes.

    E assim chegamos a isto:

    Foi crucificado em fraqueza.

    Na cruz do Senhor Jesus, toda aquela maldade que surgiu no coração de Lúcifer, causou estragos no céu e depois produziu seu fruto em nós — toda aquela maldade de ambição, orgulho e busca de poder — tem de ser desfeita.

    Tem de ser desfeita, destruída.

    Foi crucificado em fraqueza.

    É o retrato do homem absolutamente esvaziado de tudo o que procede do próprio eu: autossuficiência, força própria e poder em si mesmo.

    O Poder Divino por Meio da Dependência

    Agora, temos observado nestas reuniões que esse sempre foi o método de Deus com aqueles que realmente se entregaram às Suas mãos. Há um princípio, uma lei, uma evidência que percorre todo o Antigo Testamento.

    Sempre que Deus escolheu um vaso ou instrumento por meio do qual manifestar Seu poder, Ele não o tornou grande e importante segundo os padrões deste mundo. Ele passou a esvaziar aquele vaso e a levá-lo à posição de absoluta e total dependência Dele.

    Estudem todos os personagens do Antigo Testamento em sua relação com Deus à luz disso. Estudem Israel exatamente à luz disso. É um grande enfraquecimento, uma disciplina que abrange tudo — retirando do próprio homem toda autoconfiança, toda autossuficiência, toda segurança em si mesmo, todo poder e toda autoridade.

    Foi assim que Ele fez com Abraão e com todos os que vieram depois. Essa era a lei de Deus em todas as Suas ações: a lei de esvaziar todo orgulho próprio, porque Ele vai destruir e desfazer essa maldade.

    Isso é o Antigo Testamento. Venham agora ao Novo Testamento — ao ensino do Senhor Jesus. Todo o Seu ensino segue essa linha, todo ele segue essa linha.

    Vocês não podem se voltar contra seus perseguidores e lhes dar o mesmo que eles lhes dão. Na verdade, precisam lhes dar exatamente o contrário. Não podem defender a si mesmos, insistir em seus próprios direitos, preservar sua própria reputação ou demonstrar que são tão bons quanto a outra pessoa.

    Em Seu ensino, Sua advertência é sempre que Seus servos, discípulos e seguidores terão de percorrer o caminho que Ele mesmo percorreu: desprezado e rejeitado pelos homens, sem responder às afrontas.

    Seu ensino e Seu exemplo — na vida e na morte — estão no cerne daquele silêncio surpreendente e maravilhoso:

    Como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim Ele não abre a Sua boca.

    O Cordeiro levado ao matadouro, sem resistir.

    Pensem em Seus encontros com aqueles que tentavam apanhá-Lo e encurralá-Lo com argumentos e perguntas. Não se tratava de autodefesa. Sabemos muito bem que Ele poderia ter apresentado um argumento, uma defesa ou uma resposta que os teria mandado embora completamente envergonhados.

    Tentaram enredá-Lo:

    É lícito dar tributo a César?

    Vocês percebem a armadilha, não é? Mas conhecem Sua resposta:

    Mostrai-Me uma moeda.
    De quem é esta inscrição?

    De César.

    A imagem de César estava estampada na moeda.

    Dai a César o que é de César; e a Deus o que é de Deus.

    Houve silêncio.

    Poderíamos continuar com exemplos como esses. Ele poderia, com muita habilidade, ter elaborado uma defesa de Si mesmo e deixado tanto as autoridades judaicas quanto as romanas completamente envergonhadas, se assim desejasse. Mas permaneceu em silêncio. Permaneceu em silêncio.

    Ele sabia que havia vindo ao mundo para esse propósito, que essa era a vontade de Deus para Ele. Não apresentaria nenhuma defesa pela qual pudesse escapar disso.

    A Anulação do Poder Mundano

    Algo precisava ser desfeito. Aquele poder temporal em Roma e aquele poder religioso em Israel — ah, eram poderes imensos neste mundo! Pareciam ser mais poderosos do que Ele, o Filho de Deus.

    Vejam os líderes judeus brincando com Ele, zombando Dele. Depois de levarem adiante sua acusação e seu processo forjados e de pronunciarem sua sentença contra Ele, por assim dizer, lançaram-No nas mãos de Pilatos, o governante romano.

    Pilatos, por sua vez, começou a provocar os judeus e a brincar com eles por causa Dele. Ali estava a vítima, aparentemente — o joguete do poder deste mundo em suas duas faces, religiosa e temporal. E, deliberadamente, deliberadamente, Ele permitiu que fizessem isso.

    Ele iria destruir aquele poder em suas duas faces. Iria lançar aquela autoridade ao pó. Iria humilhar aquilo de tal maneira que não pudesse se recuperar.

    Mas não poderia fazer isso com base na força, no poder e na suficiência do homem. De modo algum. Tudo isso precisava ser esvaziado, porque Ele estava ali, em Sua cruz, como representante dessa humanidade governada, dominada e impulsionada por Satanás, quando foi feito pecado.

    Em Si mesmo, como cantamos em nosso hino, Ele desceu à fraqueza e à derrota. Por meio da fraqueza, nesse aspecto, Ele realizaria isso. Precisava esvaziar tudo isso em Si mesmo e ser crucificado em fraqueza.

    Mas vive pelo poder de Deus.

    Há toda a diferença entre duas esferas quando comparamos o grande poder de Satanás, o grande poder deste mundo, o poder temporal e a suficiência humana com o poder de Deus. É preciso abrir espaço para que outro tipo de poder entre.

    A Lei da Vida Espiritual

    Vocês sabem, queridos amigos, se têm alguma experiência espiritual, que, enquanto insistem em manter o controle, Deus permanece à distância. Enquanto não abrem mão, Ele fica à parte. Enquanto vocês estão firmados em sua própria força, o Senhor simplesmente os deixa prosseguir por conta própria.

    Somente quando vocês abrem mão, quando cedem e se entregam, quando se sujeitam à vontade de Deus, custe o que custar, é que Deus intervém e assume a situação.

    Essa é a lei da vida espiritual. Ela nos toca diretamente. Sabemos que é verdadeira. Quantas vezes quisemos fazer as coisas à nossa maneira! Pensamos, insistimos naquilo que queríamos e reconhecemos que, naqueles momentos, o Senhor não estava conosco. Ele deixava as coisas seguirem seu curso até que chegássemos a esse ponto e nos rendêssemos a Deus.

    Então a situação mudou, ou começou a mudar. Esse é, vejam bem, o princípio da cruz. Há uma força em nós que precisa desaparecer para dar lugar e passagem à força de Deus.

    Foi crucificado em fraqueza.

    Isso aconteceu para eliminar pela raiz e esvaziar tudo aquilo que havia entrado neste cosmos, que havia invadido esta criação por meio do poder usurpador de Satanás.

    Ah, esse é o contexto. Vocês não podem compreender a cruz até enxergá-la em relação a essa questão eterna. E então, do outro lado:

    Vive pelo poder de Deus.

    Ele vive pelo poder de Deus.

    A Ressurreição e a Igreja

    Dissemos em nossa declaração inicial que aqui está a cruz em seu nível mais baixo e mais profundo: sofrimento e fraqueza absoluta. Como o quadro muda em tão pouco tempo!

    O poder de Deus desce do céu e começa a operar, convertendo e transformando completamente os primeiros membros da igreja — homens que, até então, haviam rejeitado com toda a alma a própria ideia de fraqueza.

    Quando Ele falou de ser morto, aquilo era uma ideia intolerável — uma ideia intolerável. Quando Ele foi crucificado, eles se escandalizaram. Para eles, Ele havia sofrido derrota e ruína. Algo assim era inconcebível, inimaginável. Toda a natureza humana deles se levantou contra isso.

    “Se isso acontecer, então tudo estará perdido. Se isso acontecer, tudo terá acabado.”

    Olhem para eles no dia de Pentecostes, quando o outro poder — não o do homem, mas o de Deus — desce. Que capítulo maravilhoso é o quarto capítulo de Atos, quando as autoridades viram a ousadia de Pedro e João e perceberam que eram homens sem instrução e sem formação!

    Não tinham explicação nem resposta. Foram completamente derrotadas em todas as tentativas de explicar e compreender aquilo. Mas aqueles homens haviam descoberto o segredo:

    Este Jesus, a Quem vós crucificastes.

    Este Jesus, que foi crucificado em fraqueza — em Seu nome.

    Que revolução nesses homens! Mas agora não era a força deles. Não era a autoridade deles. Era algo vindo do céu, e isso mudou completamente seus critérios de valor e suas ideias a respeito do poder.

    Eles saíram pelo mundo e o enfrentaram em suas duas faces: o sistema religioso do judaísmo em sua hostilidade ao Senhor e Mestre deles, e o poder temporal deste mundo, em sua face pagã e gentílica, com seu antagonismo.

    Enfrentaram toda a força desse poder e o venceram — não pela força humana, mas muitas vezes na mais extrema fraqueza, em todos os aspectos temporais e físicos, em situações que, naturalmente, jamais poderiam ter enfrentado. Contudo, esse poder se manifestou, e eles seguiram adiante.

    O mundo foi vencido. O poder de Satanás foi quebrado. Era outro poder, não o poder do homem, e havia vindo pelo caminho do esvaziamento e da fraqueza daquela velha criação dominada por Satanás, na qual o princípio da autossuficiência havia sido inteiramente eliminado pela raiz.

    A Concepção Equivocada do Poder Espiritual

    Isso explica a experiência espiritual. Vocês veem isso tantas vezes. Você é um candidato ao poder? Está em busca de poder? Pede poder? Essa palavra e essa ideia de poder têm grande importância para você?

    Ah, a tragédia — a tragédia de uma concepção equivocada do poder!

    Tantos oram pelo poder do Espírito Santo. Sim, o Espírito Santo é tremendamente poderoso. Mas oram pelo poder do Espírito Santo para se tornarem algo em si mesmos: um grande pregador, um grande missionário, um grande obreiro cristão ou algo assim, com reputação.

    Se o Espírito Santo vier sobre vocês e sobre mim, e para dentro de vocês e de mim, em poder, Ele primeiro nos esvaziará de toda a nossa própria força e reputação. Não se enganem quanto a isso.

    Vocês precisam estudar novamente a vida desses apóstolos, especialmente a do principal deles, o apóstolo Paulo, à luz dessa grande verdade. O poder de Deus realmente veio sobre esses homens. Mas observem a ideia que tinham de si mesmos, a avaliação que faziam de si mesmos.

    Vejam como mantinham isso continuamente não apenas diante de seus próprios olhos, mas diante dos olhos de todos os demais:

    Para que nenhuma carne se glorie perante Ele.

    Que a glória fosse somente Dele, sem que a menor parcela fosse atribuída ao homem.

    Intelectualmente, emocionalmente, no exercício da vontade — de qualquer maneira que seja — o homem não terá sua carne satisfeita nas coisas de Deus, nem um pouquinho. Pelo Espírito Santo, tudo procederá de Deus, inteiramente de Deus, e toda a glória será de Deus.

    Essa é a lei de Cristo crucificado e de Cristo ressuscitado. Agora ela é transferida para nós, para a igreja, para os crentes:

    Nós também somos fracos Nele.

    Paulo como Exemplo da Força Crucificada

    Eu disse mais cedo hoje que provavelmente não há homem vivo que tenha tido essa ambição de poder mais do que Saulo de Tarso, antes de ser salvo.

    Vocês o veem: impondo-se, tomando as coisas em suas próprias mãos, assumindo a autoridade para sujeitar tudo a si mesmo.

    E não houve homem que, depois de encontrar Jesus Cristo e experimentar o poder de Sua cruz, exemplificasse mais plenamente o que é ser crucificado em fraqueza. Que mudança! Que mudança naquele homem!

    Mas temos alguma razão para questionar se o poder de Deus operou naquele homem e por meio dele? Ora, o poder que operou nele e por meio dele há quase dois mil anos ainda está operando, por meio de Paulo, em nossa própria vida, à medida que seu ministério chega até nós.

    É um poder que transcende o tempo, que transcende toda limitação. É o poder de Deus.

    A Renúncia de Si Mesmo e a Dependência de Deus

    É um caminho que custa caro. É isso que o Senhor quer dizer quando afirma:

    Se alguém quiser vir após Mim, tome a sua cruz e negue-se a si mesmo.

    A si mesmo. Eu crio dificuldades para nossos amigos de outros países, por causa de suas línguas, se mudo isso e digo: “negue o seu eu”. Mas nós, que falamos inglês, sabemos o que isso significa: o seu eu.

    É isso, na verdade, que o Senhor quis dizer: a vida do eu. Diga: “Não”. Diga: “Não”, em sinal de recusa. “Você não vai entrar. Você não vai ditar as regras. Você não vai determinar meu caminho.”

    Qualquer interesse próprio, qualquer manifestação do eu — não, eu lhe nego lugar e qualquer direito. É o Senhor, e somente o Senhor, Quem deve ocupar o lugar de senhorio: ditando, determinando, dirigindo e suprindo.

    Minha vida não é de dependência de coisa alguma que esteja em mim mesmo, mas de total dependência Dele. Quanto mais nos aproximamos do Senhor Jesus na profundidade da cruz, na mais baixa profundidade da cruz — crucificado em fraqueza —, mais nos aproximamos do poder de Deus.

    O poder de Deus.

    Exortação Final

    Creio que já disse o suficiente sobre essa passagem. Aí está. Somos confrontados com forças tremendas, com grande poder ao redor de nós e dentro de nós.

    Esse poder vencerá, ganhará terreno e terá êxito na exata proporção em que vivermos fora de Cristo, na exata proporção em que vivermos apoiados em nossa própria força.

    Esse poder será derrotado e neutralizado na exata medida em que vivermos firmados em Cristo, crucificado em fraqueza e vivendo pelo poder de Deus.

    Vamos orar?