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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Horizon of Christ #6 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Horizon of Christ #6
    The Horizon of Christ #6
    Austin-Sparks, T.

    A Ressurreição do Senhor Jesus

    Nesta sequência de nossas meditações ao longo destes dias, chegamos à ressurreição do Senhor Jesus. Ontem à noite, estivemos considerando Sua transfiguração.

    Talvez alguns de vocês pensem que a próxima elevação, o próximo cume, o próximo marco no curso dos acontecimentos deveria ser a cruz. Mas, se pensarem novamente, verão que a cruz esteve presente em tudo o que dissemos. Ela tem lançado sua luz e seu significado sobre todo o caminho percorrido. Temos caminhado à luz da cruz o tempo todo.

    A cruz também leva seu poder e seus valores até a eternidade. Vocês nunca podem se afastar da cruz. Ela está acima de tudo. Assim, neste momento, não estamos lhe dando uma consideração particular e exclusiva; estamos deixando que a cruz dirija todos os nossos pensamentos, em todas as suas relações.

    Chegamos à ressurreição do Senhor Jesus — um assunto vasto e abrangente, com aspectos ilimitados. Não é nossa intenção tentar percorrer, nem mesmo abordar, todo esse terreno.

    Nestes dias, temos um único objetivo abrangente: ver o Filho de Deus como o horizonte universal de Deus, a extensão e o caráter de todas as coisas. Dentro desse horizonte, Deus concentrou toda a Sua atenção, em propósito e atividade.

    O Filho de Deus como o Horizonte Universal do Pai

    O Filho de Deus é o horizonte do Pai para todos os homens. A ressurreição no Senhor Jesus traz esse horizonte muito claramente à vista, talvez de maneira suprema, em três aspectos principais.

    1. Há uma mudança muito clara e evidente na condição de Cristo por meio da ressurreição.
    2. Como resultado disso, há o significado e a natureza essenciais da igreja como o vaso de Sua vida de ressurreição.
    3. Na ressurreição, Jesus é a representação do homem tal como será quando entrar no pleno significado dessa ressurreição, tanto no corpo como no espírito.

    A Mudança na Condição de Cristo pela Ressurreição

    Isso é diferente de todas as outras aparentes ressurreições, que não foram ressurreição, mas um retorno à vida. Temos aqueles que foram trazidos de volta à vida dentre os mortos nos tempos do Antigo Testamento, mas o que ocorreu com eles não foi uma ressurreição. Foi apenas um retorno à vida. Continuaram sendo as mesmas pessoas e voltaram à sepultura.

    Temos alguns no Novo Testamento que foram trazidos de volta dentre os mortos, como o filho da viúva de Naim, como Lázaro. Mas continuaram sendo os mesmos depois disso — as mesmas pessoas — e, por fim, voltaram à sepultura. Aquilo não foi ressurreição.

    Jesus é único nisso. Ele não é o mesmo e, ainda assim, é o mesmo. Sua identidade é a mesma. Há coisas nEle que podem ser reconhecidas: “Este é o mesmo Jesus”. E, no entanto, há uma diferença — uma diferença muito grande — nEle.

    Ele não é apenas um espírito. Tem um corpo que pode ser tocado e apalpado. Nesse corpo estão as marcas de Sua morte, de Sua crucificação, que podem ser vistas e tocadas. Ele pode comer e beber com eles. Essas são marcas do mesmo Jesus e, no entanto, como Ele é diferente — como é diferente!

    Embora as portas estejam fechadas e trancadas por medo dos judeus, de repente Ele está no meio deles. Não parece que Ele aparece e desaparece; Ele simplesmente está presente ou ausente. E assim poderíamos continuar falando dessa mudança, dessa diferença.

    Uma diferença que significa tudo para nós e para a igreja.

    A Ressurreição como a Suprema Demonstração do Poder Divino

    Agora, como nosso tempo é muito limitado, quero concentrar tudo isso em um ou dois pontos bastante definidos. São coisas bastante óbvias, muito evidentes no Novo Testamento.

    A ressurreição do Senhor Jesus é sempre apresentada como a suprema demonstração do poder divino. Nas palavras do apóstolo, é:

    A suprema grandeza do Seu poder,
    que Ele operou em Cristo,
    quando O ressuscitou dentre os mortos.

    O poder que excede todo outro poder. Era no poder que estava por trás da ressurreição do Senhor Jesus que os apóstolos e a igreja se gloriavam. Paulo falou:

    O poder da Sua ressurreição.

    Cristo ressuscitado é, portanto, a personificação do poder divino em sua expressão máxima. O maior poder conhecido na criação, fora de Cristo, é o poder da morte. Ninguém pode negar isso.

    Em todas as esferas do homem — a física, a moral e a espiritual —, a grande batalha na criação, na natureza, é sempre contra a morte: vencer a morte, conter a morte. Isso é verdade; nós o sabemos. O maior poder fora de Cristo é o poder da morte.

    Muitos de nossos irmãos e irmãs aqui, que trabalham na área médica, passam a vida inteira tentando afastá-la, contê-la, adiar seu triunfo. Bem, podem ter sucesso por algum tempo, mas todos sabem que, no fim, serão derrotados.

    Paulo olhou para alguns de vocês, médicos: vocês serão homens e mulheres derrotados, e todo o trabalho de sua vida será vencido por isso que estão combatendo no plano físico. Alguns de vocês trabalham na terra e sabem que é contra isso que lutam o tempo todo. Toda a sua vida precisa ser dedicada a manter essa morte à distância, impedindo que ela conquiste terreno e devore o trabalho de sua vida.

    A batalha — não está ela em toda parte? E nós a conhecemos em nós mesmos, não apenas fisicamente, mas moralmente. Vocês estão em conflito com alguma força que procura derrubá-los moralmente, esmagar-nos, esmagar-nos, até quebrar nosso ânimo.

    E, quanto ao homem espiritual, se há conflito nas outras esferas, nesta nós o conhecemos o tempo todo. É com essa tremenda força da morte neste universo que temos de lutar; esse é o campo do nosso confronto.

    Tudo isso, como sabemos pela Bíblia, por nossa própria natureza e pelo significado mais profundo da criação, é fruto do pecado — fruto do mal. A morte é uma coisa má. Não estamos apenas enfrentando uma força abstrata; estamos enfrentando algo maligno, algo que quer estragar, desfigurar, destruir a beleza, a alegria e tudo o que é bom. A morte é um mal.

    Tudo isso está fora de Cristo. E isso dá um significado e uma força tremendos a esta verdade: na ressurreição do Senhor Jesus, essa força, a mais poderosa neste universo, foi destruída, foi anulada, foi vencida.

    Assim como, de um lado da história humana, a morte é a força mais poderosa na criação por causa do pecado, há outro lado da história humana. É o lado que o Novo Testamento descreve e define naquela simples expressão de duas palavras: em Cristo.

    Em Cristo, por meio de Sua ressurreição, há um poder maior do que essa coisa terrível que está em toda parte fora de Cristo.

    Ele entrou nessa batalha, nessa batalha incessante, nessa batalha implacável dos séculos, em Sua cruz.

    Por meio da morte, Ele destruiu aquele que tinha o poder da morte.

    Na ressurreição, esse triunfo é manifestado para todos os que creem.

    O testemunho de Jesus ressuscitado dentre os mortos é que a mais poderosa força adversa neste universo foi destruída nEle e por Ele pessoalmente.

    É por isso que há sempre tanta inspiração, tanto ânimo renovado, uma sensação tão maravilhosa de libertação quando, no Espírito, meditamos em Sua ressurreição — cantando os cânticos da ressurreição, lendo as Escrituras sobre a ressurreição, conversando sobre o Senhor ressuscitado.

    Para os verdadeiros crentes, em sua experiência, isso não é um mero acontecimento histórico, uma mera festa no calendário religioso ou eclesiástico, uma mera celebração anual. Quando, no Espírito — não apenas na letra, na história, mas no Espírito —, meditamos em Cristo ressuscitado, algo brota dentro de nós: uma nova esperança.

    Sabemos exatamente o que Pedro sentiu e o que quis dizer quando declarou:

    Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
    que nos gerou de novo para uma viva esperança
    pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.

    Se alguma vez houve um homem nesta terra que precisava saber disso, esse homem era Pedro. Uma viva esperança! Pois a última imagem que temos dele nos Evangelhos, antes da ressurreição, é a de um homem que sai e chora amargamente pela completa ruína que havia feito de sua vida.

    Uma viva esperança — uma vida completamente transformada pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. É um poder capaz de fazer isso. É um poder.

    A Ressurreição como a Emancipação do Senhor

    Então, a próxima coisa tão clara nesse contexto da ressurreição é que ela foi uma poderosa libertação, uma emancipação, para o próprio Senhor Jesus.

    Ele havia dito:

    Como estou angustiado até que isso se cumpra!

    Estava contido, limitado! Aquele que, desde a eternidade, sabia que Seu significado tinha valor universal, que estaria relacionado com toda a raça humana e com a criação, para o bem e o benefício delas; Aquele que sabia que Ele próprio era, em Seu próprio ser, uma Pessoa universal, abrangendo o céu e a terra.

    Ele não passou a possuir algo novo por Sua ressurreição e ascensão. Quando se diz que toda a autoridade no céu e na terra Lhe havia sido dada, esse era Seu direito eterno — aquilo que Lhe pertencia para sempre. Ele a recebeu por meio de Sua cruz em favor dos homens, mas ela é inerente à Sua Pessoa.

    Mas aqui está Ele, confinado a poucos quilômetros, a um pequeno país não maior do que o próprio País de Gales; sujeito a todas as limitações da condição humana terrena — tempo, distância e assim por diante. Gemendo pelo dia em que Seu grande ministério mundial pudesse começar, em que Ele pudesse lançar-Se a esse ministério. “Estou angustiado”, diz Ele. “Estou angustiado.”

    Vocês conhecem um pouco disso, em sua própria medida. Já é bastante difícil estar confinado, restrito a uma esfera limitada da vida. Vocês têm uma preocupação ampla, um coração amplo, e acabam confinados. Como vocês anseiam pelo dia em que poderão ser libertados de tudo isso!

    Alguns de vocês hoje estão gemendo em suas limitações e restrições, participando dos sofrimentos de seu Senhor nessa questão. Mas Sua ressurreição foi Sua emancipação, Sua libertação. E que poderosa libertação foi essa!

    O que aconteceu exatamente? Bem, é claro que foi Sua libertação pessoal; sabemos disso. E, naqueles quarenta dias após Sua ressurreição, podemos discernir algo do que isso significou. O tempo já não importa. Ele está aqui e está ali, sem qualquer limitação de tempo.

    Antes, Ele levava dias para ir de um lugar a outro, mas, após Sua ressurreição, chega à Galileia antes deles. Ele disse:

    Irei adiante de vós para a Galileia.

    E vocês podem ter certeza de que aqueles homens não perderam tempo tentando chegar àquele encontro marcado.

    Não, eles se dirigiam para lá, assim como aqueles que, depois de Sua morte, se arrastaram cansados pelo caminho até Emaús voltaram a Jerusalém como corredores de uma maratona. A distância tornou-se como nada por causa desse novo coração gerado em Sua ressurreição.

    Eles seguiam para o lugar marcado, mas Ele havia dito:

    Irei adiante de vós.

    Ele os esperava todas as vezes. A distância não é nada — não apenas os quilômetros de um pequeno país, mas, como sabemos, a distância em escala mundial, universal, ao redor da terra.

    Sabemos que Ele está aqui nesta manhã, mas Ele está igualmente presente na China, na Índia, nas regiões mais remotas da terra neste exato momento. Sua libertação! O tempo e a distância foram destruídos na ressurreição. Deus abençoe essa herança que nos pertence. Não precisamos esperar por Ele. Em nosso íntimo e em nossa percepção, Ele está sempre presente.

    A Liberação da Vida de Ressurreição

    Mas, embora tenha sido Sua libertação pessoal e física, foi também a liberação da vida que estivera contida nEle. Que vida poderosa havia nEle!

    Basta voltar aos Evangelhos, e vocês verão que não importa quantas pessoas necessitem de vida, quantos lugares clamem por vida: Ele pode dá-la. Dá-la sem qualquer prejuízo; dá-la prodigamente; dá-la sem qualquer sensação de empobrecimento.

    Uma vida que está nEle, tocando a morte em todas as suas formas — na doença, na enfermidade, até mesmo na própria morte —, essa vida se dá. E, no entanto, como esteve limitada durante aqueles três anos e alguns meses!

    Mas agora a vida que está nEle, tão plena, tão forte, é liberada — liberada para toda a humanidade, liberada para o mundo inteiro como um poder espiritual a ser recebido por todos os que quiserem recebê-lo.

    Vida liberada — não foi isso que Ele quis dizer quando declarou:

    Se o grão de trigo não cair na terra e morrer,
    fica ele só.

    Ele disse: “Estou sozinho. Estou sozinho”. Não há Pessoa mais solitária neste mundo do que Jesus. Mesmo com multidões se aglomerando e se movimentando ao Seu redor, Ele estava sozinho.

    Se o grão de trigo não cair na terra e morrer,
    fica ele só.

    Ele permanece sozinho. Mas, se morrer, o que acontece? Sua vida é liberada em muitos outros grãos, numa colheita crescente que cobre a terra. E foi isso que aconteceu. A vida poderosa que estava nEle foi liberada na ressurreição.

    Nessa liberação, ocorreu a maravilhosa mudança: do local para o universal, do tempo para a eternidade, do temporal para o espiritual. Há grandes mudanças na ressurreição — mudanças em muitos aspectos.

    A Igreja como o Vaso da Vida de Ressurreição

    Estamos prontos para aceitar tudo isso como verdade, e muito mais. Cremos nisso a respeito do Senhor Jesus. Mas precisamos responder ao desafio que isso nos apresenta, individual e coletivamente.

    Eu disse que o segundo ponto é a verdadeira vocação e natureza da igreja como Seu corpo. E qual é o propósito de um corpo, em qualquer caso, em qualquer reino? É conter, expressar e transmitir a vida, não é?

    Essa é a vocação central da igreja. Quando falamos da igreja, não devemos simplesmente nos perder na ideia de um grupo de pessoas que conseguimos visualizar; precisamos lembrar que somos membros de Seu corpo, segundo as Escrituras. Individualmente, aquilo que deve ser verdadeiro do todo também deve ser verdadeiro de cada membro, de cada indivíduo. Esse é o desafio.

    Deveria haver, pode haver e, se quisermos ser fiéis a tudo o que Cristo ressuscitado significa, deve haver em nós algo que corresponda a Cristo. Deve haver valor eterno em nossa vida — não algo apenas para uma hora, ou para um período, ou para uma vida aqui.

    Deve haver eternidade em nós, de modo que nossa existência signifique algo muito maior do que esta vida. Há algo em nós que é muito maior do que esta vida e o tempo, e o tempo não tem poder sobre esse algo.

    Posso corrigir isso e dizer: sobre esse Alguém? Cristo em nós e nós em Cristo — não apenas individualmente, mas coletivamente. Esse é o teste. Deve haver algo que seja uma grande realidade, que esteja além dos limites de nosso pequeno círculo.

    Qualquer verdadeira expressão da igreja de Jesus Cristo, do corpo de Cristo, em qualquer localidade, deveria realmente ter um significado universal — não vivendo para si mesma, não voltada para dentro de si, não apenas ocupada consigo mesma e com sua própria edificação espiritual e suas atividades, mas sempre como um canal, um veículo dessa vida para além de si mesma.

    Essa é uma possibilidade gloriosa. Mais uma vez, olhem para o Novo Testamento, e vocês verão que era assim. Igrejas em determinadas regiões tinham um testemunho, um ministério, do qual se falava muito longe dali. Paulo disse: “Basta eu falar com eles a respeito de vocês e do que está acontecendo entre vocês; eles já sabem”. A notícia chegava lá. Espalhava-se.

    Oh, isso é uma libertação gloriosa. Tem de ser assim, amigos. Que Deus nos livre de sermos, em nossa vida, menos do que a ressurreição do Senhor Jesus nos faria ser.

    Não estou falando agora de uma movimentação literal pelo mundo; isso não é possível para a maioria de vocês. Mas estou dizendo isto: deveria haver algo procedente de todos nós que ultrapasse o âmbito local, que vá além de nós mesmos e de nosso pequeno círculo. Isso é um ministério de Cristo sem essas limitações — eterno e universal em seu valor.

    É verdade: quando vocês realmente se firmam, de maneira espiritual e viva, sobre a base da ressurreição do Senhor Jesus, as coisas simplesmente funcionam assim. Vocês não precisam anunciar. Não precisam publicar. Não precisam escrever a respeito. Não precisam fazer qualquer tipo de propaganda no sentido comercial.

    Vocês não precisam organizar nada para divulgar isso, fazendo planos e lançando empreendimentos. O Novo Testamento nada conhece disso. É o que alguém chamou de expressão espontânea. Será assim.

    Tudo com que precisamos nos preocupar, queridos amigos, é viver sobre a base da ressurreição de Jesus Cristo, e o restante virá. O restante virá. A notícia se espalhará: “Há vida entre aquelas pessoas. Você quer tocar a vida? É ali que poderá tocá-la”.

    A vida de Cristo ressuscitado é o testemunho de Jesus, e essa vida agora não conhece limites, desde que foi liberada em Sua ressurreição. Essa é, permitam-me repetir, a suprema vocação da igreja, das igrejas e de cada membro.

    A Santidade da Vida de Ressurreição

    Mas não é apenas o poder, não é apenas a vitalidade; é a própria natureza dessa vida. A natureza dessa vida: essa é uma vida que enfrentou o pecado e venceu. Essa é uma vida que enfrentou o mal e o destruiu. Essa é uma vida que enfrentou os poderes das trevas e os pôs para fora.

    É uma vida que venceu neste universo. Portanto, é uma vida santa. A vocação da igreja é ministrar essa vida — que é, de fato, o próprio resultado da ressurreição de Cristo. A natureza da igreja, por causa dessa vida, deveria ser a santidade.

    Uma vida que, em sua própria natureza — não por um credo ou uma doutrina sobre o pecado e a condição pecaminosa, mas em sua própria natureza —, não tolera nada que seja profano ou impuro.

    Para que sejais santos e sem mácula.

    Uma igreja que há de ser apresentada como:

    Uma igreja gloriosa,
    sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante.

    Se realmente expressamos a vida de Cristo ressuscitado em qualquer comunidade, isso deveria ser notado a nosso respeito: ali estão pessoas que não toleram nada maligno. Não consentem com o pecado. Não aceitam nada questionável, nada duvidoso. Um povo santo ao Senhor.

    A Vida de Ressurreição e a Fraqueza Humana

    Concluo lembrando a vocês o terceiro ponto mencionado no início. Isso, naturalmente, está longe de ser uma realidade perfeita em nossa vida. É progressivo em nós; é progressivo em nós.

    Vocês podem ler sua própria história espiritual sob a mão de Deus, se de fato estão vivendo uma história espiritual — isto é, se realmente estão vivos para o Senhor. Se puderem ler e interpretar sua própria história espiritual, poderão ver isso muito claramente.

    A única coisa que o Senhor está lhes ensinando — ou, ao menos, está procurando lhes ensinar — é que há uma vida em vocês superior à sua própria vida, e que essa vida contém toda a vitalidade, a energia e o potencial para uma transformação completa de vocês.

    É muito notável, quando olhamos novamente para o Novo Testamento, ver como essa vida e esse poder de ressurreição atuavam e se manifestavam tão maravilhosamente. Isso acontecia sempre tendo como pano de fundo a fragilidade humana. Deus cuidou para que fosse assim. Deus cuidou para que fosse assim.

    Aqui vocês não encontram grandes pessoas segundo os critérios de grandeza do mundo. Se haviam sido grandes, seriam feitas muito pequenas quando chegassem aqui. Saulo de Tarso havia sido grande em sua própria esfera, e outros também haviam sido assim. O Senhor cuida para que, nessa esfera, não haja grandes pessoas com reputações importantes às quais o mundo vá dar atenção.

    Oh, como a cristandade se desviou nessa questão — sempre querendo atribuir títulos de importância a seus representantes, seus servos, seus ministros. Quanto mais títulos acadêmicos se puder colocar depois do nome, bem, melhor para a cristandade. Quanto mais honrarias puderem ser associadas à pessoa, as honrarias deste mundo por suas realizações e qualificações, bem, melhor será sua posição. O Senhor nada reconhece disso e não aceita nada disso.

    Suponho que Paulo de Tarso poderia ter se formado com as mais altas honras em qualquer universidade, porque ele superou todos os intelectos dos séculos, e eles ainda estão tentando superá-lo, mas não conseguem.

    Não, mas quem é ele? O que pensava de si mesmo? O que o Senhor fez com ele?

    Glorio-me nas enfermidades.
    Glorio-me na fraqueza.
    Quando sou fraco, então é que sou forte.

    Que mudança! Agora, é como se eu lhes tivesse apresentado um pouco do pano de fundo dessa atividade divina: fazer o vaso conhecer sua própria enfermidade, fraqueza e limitação, para que esse poder se manifeste. Isso deveria ter peso para nós. Aí está. Aí está, tão claro.

    Isso exige apropriação. Precisamos nos apropriar do poder dessa ressurreição diante de nossas enfermidades físicas. Podemos ter grandes enfermidades, fraquezas e sofrimentos físicos, uma limitação física angustiante, e, ainda assim, Deus, por Sua vida, pode intervir e realizar com completo triunfo tudo o que Ele deseja cumprir.

    Esse é o grande fato a respeito do apóstolo. Esse é o grande fato a respeito da igreja em sua história: uma vida tão manifestamente, tão evidentemente superior a toda força humana e a toda fraqueza humana.

    Queridos amigos, levem isso a sério. Não devemos simplesmente ceder e sucumbir às nossas enfermidades, dizendo que elas dominam, governam e ditam o que podemos fazer. Se o Senhor deseja alguma coisa — talvez haja ocasiões em que Ele não a deseje e, portanto, a vida divina não venha a nós para isso —, mas, se o Senhor deseja alguma coisa, se isso está na vontade de Deus, há vida para realizá-la, mesmo quando estamos na mais extrema fraqueza e limitação; uma vida da qual podemos nos apropriar.

    Entendo que Timóteo era um jovem de saúde delicada. Paulo disse:

    Usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades.

    E, ao que parece, por outras indicações, talvez ele não fosse robusto em nenhum sentido. Por isso, o apóstolo lhe disse:

    Toma posse da vida.

    Toma posse da vida.

    Isso é algo que precisamos aprender a fazer: tomar posse da vida diante desse pano de fundo de enfermidade. Mas isso é progressivo. Não aprendemos tudo de uma vez; aprendemos ao longo dos anos.

    Talvez, de um lado, a debilidade aumente cada vez mais com o passar dos anos, mas deveria haver um crescimento correspondente — na verdade, uma superabundância — daquela outra vida. Deveria ser assim, mostrando, em meio à fraqueza crescente, que essa vida é plenamente capaz de enfrentar todas essas condições, e de fazê-lo muito bem.

    Mas esse progresso tem uma consumação gloriosa — uma consumação gloriosa: a ressurreição do corpo. Aquele maravilhoso capítulo 15 de 1 Coríntios. Quando esse ponto é alcançado, ocorre uma grande transformação do corpo no estágio final da ressurreição.

    Todas essas enfermidades desaparecem. Então, Cristo ressuscitado, e tudo o que Ele significa, juntamente com a vida eterna como vida universal, como vida ilimitada, será manifestado em plenitude.

    Estamos avançando para a grande comprovação e consumação da ressurreição do Senhor Jesus em uma raça ressuscitada. Se lermos novamente nossa própria história espiritual, veremos que o Senhor está nos conduzindo adiante, sempre adiante, nesta direção:

    Conhecê-Lo e o poder da Sua ressurreição.

    Com esse alvo sempre em vista.

    O homem na plena expressão e no pleno desfrute de Cristo ressuscitado dentre os mortos. Senhor, mantém-nos avançando nessa direção. Vamos cantar uma estrofe.