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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Time Is Up © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Time Is Up
    The Time Is Up
    Kaung, Stephen

    O Cumprimento do Propósito de Deus no Tempo e na Eternidade

    Eu estava pensando em dizer a vocês, queridos irmãos e irmãs, que nesta manhã tentaria ser breve. Mas não sei se consigo cumprir minha promessa, por isso hesito bastante. De qualquer maneira, sei que vocês estão ansiosos para voltar, então farei o possível.

    Por favor, abram no livro de Apocalipse. Apocalipse 10:1. Vamos ler a partir desse versículo.

    E vi outro Anjo forte, que descia do céu, vestido de uma nuvem; e sobre a Sua cabeça estava um arco-íris, e o Seu rosto era como o sol, e os Seus pés como colunas de fogo; e tinha na Sua mão um livrinho aberto. E pôs o Seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra; e clamou com grande voz, como ruge um leão. E, quando clamou, os sete trovões fizeram soar as suas vozes. E, quando os sete trovões falaram, eu ia escrever; e ouvi uma voz do céu, que dizia: “Sela as coisas que os sete trovões falaram, e não as escrevas”. E o Anjo que vi estar sobre o mar e sobre a terra levantou a Sua mão direita ao céu; e jurou por Aquele que vive pelos séculos dos séculos, que criou o céu e as coisas que nele há, e a terra e as coisas que nela há, e o mar e as coisas que nele há, que não haveria mais demora.

    Ou, em outra tradução:

    Não haverá mais tempo.

    O tempo se esgotou.

    Mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando estiver para tocar a trombeta, então se consumará o mistério de Deus, conforme as boas-novas que Ele anunciou aos Seus servos, os profetas.

    Agora abram em Apocalipse 11:15.

    E o sétimo anjo tocou a trombeta; e houve grandes vozes no céu, que diziam: “O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo; e Ele reinará pelos séculos dos séculos”. E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados diante de Deus em seus tronos, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus; dizendo: “Graças Te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras; porque tomaste o Teu grande poder e reinaste. E as nações se iraram, e veio a Tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e de dares o galardão aos Teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o Teu nome, aos pequenos e aos grandes; e de destruíres os que destroem a terra”.

    Vamos orar.

    Querido Pai celestial, nossos corações se voltam a Ti em adoração e louvor. Nós Te louvamos e agradecemos por nos teres trazido até aqui. Tu tens sido tão bom, tão cheio de graça, tão misericordioso para conosco; e, por isso, somos profundamente gratos.

    Nosso Pai, ao chegarmos ao encerramento desta conferência, pedimos que Tu, que és o Alfa, sejas também o Ômega para nós. Nós Te louvamos e agradecemos porque isto é verdade: todas as coisas são de Ti, por Ti e para Ti. A Ti seja o louvor pelos séculos dos séculos. Amém.

    A Necessidade de Conhecer o Tempo, o Propósito e o Modo de Agir

    O rei Salomão nos diz que tudo tem sua ocasião, e há um tempo para cada propósito. Sendo isso verdade, precisamos ser sábios para conhecer o tempo e o modo de agir.

    Precisamos receber revelação do alto para saber qual é o tempo, qual é o propósito e o que devemos fazer. Porque, se conhecermos o tempo, o propósito e o modo de agir, cumpriremos o propósito de Deus em nossa vida e seremos usados por Deus para realizar a Sua vontade.

    Mas, se perdermos o tempo certo, deixarmos de cumprir o propósito e agirmos de maneira errada, não apenas nós mesmos sofreremos, mas até o reino de Deus sofrerá por nossa causa. Portanto, queridos irmãos e irmãs, é de tremenda importância que conheçamos o tempo, o propósito e o modo de agir.

    Como louvamos a Deus porque, nos tempos antigos, esses homens e mulheres de Deus conheciam o seu tempo, conheciam o propósito de Deus e sabiam o que deveriam fazer. O resultado foi que agradaram a Deus, e a vontade de Deus se cumpriu na vida deles, assim como o rei Davi serviu à vontade de Deus em sua geração.

    E, naturalmente, sabemos que nosso Senhor Jesus, durante Sua vida nesta terra, teve toda a Sua vida governada por uma expressão: “Minha hora”. Nosso Senhor Jesus conhecia a Sua hora. Ele sempre andava à luz daquela hora. Nunca estava adiantado; nunca estava atrasado. Vemos que Ele estava sempre exatamente na hora certa.

    Às vezes, Ele dizia:

    Ainda não é chegada a Minha hora.

    Em outras ocasiões, dizia:

    É chegada a hora.

    Ele havia vindo para aquela hora. E sabemos que aquela é a hora em que Ele deveria entregar a Si mesmo pela igreja. Ele a santificaria, purificando-a pela lavagem de água com a palavra, para que um dia pudesse apresentá-la a Si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante — santa e sem defeito.

    E, queridos irmãos e irmãs, vemos também que Deus pergunta aos Seus atalaias:

    Que há da noite? Atalaia, que há da noite?

    Irmãos e irmãs, somos atalaias? Estamos vigiando?

    Se estivermos vigiando, o Senhor responderá a esta pergunta: “Que há da noite?”. Vivemos em uma noite, mas em que hora da noite estamos vivendo? Estamos vivendo bem no final dos últimos dias. Em outras palavras, estamos quase à meia-noite.

    E, oh, irmãos e irmãs, embora seja a parte mais escura da noite, sabemos que, quando chegar a meia-noite, haverá um clamor, dizendo:

    Eis que vem o Noivo!

    Por isso, quando o Senhor perguntou ao profeta: “Atalaia, que há da noite?”, sua resposta foi:

    Vem a manhã, e também a noite.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, quando todas essas coisas acontecerem, levantem as mãos. Olhem para o alto. Levantem a cabeça, porque a redenção de vocês está próxima. Como louvamos a Deus por isso!

    O Chamado para Vencer

    Agora, irmãos e irmãs, nós, que vivemos no final dos últimos dias, sabemos que este é o tempo. Então, o que Deus está procurando em nós? Mencionamos ontem de manhã que Deus está chamando vencedores.

    O chamado para vencer começou ainda no primeiro século, porque vemos que, nos primeiros dois ou três capítulos do livro de Apocalipse, perto do fim da época apostólica — isto é, perto do fim do primeiro século —, a igreja já havia falhado em sua missão. Ela começou a perder sua força, sua força espiritual. Não conseguia manter a luz, o testemunho de Jesus, neste mundo de trevas.

    Por causa disso, vemos nosso Senhor ressurreto chamando vencedores nessas diversas igrejas. Aos que estavam na igreja em Éfeso, Deus chamou para vencerem a perda do primeiro amor e voltarem ao seu primeiro amor. E aos que estavam na igreja em Laodiceia, o Senhor chamou para vencerem a mornidão, para que fossem realmente fervorosos pelo Senhor.

    Agora, queridos irmãos e irmãs, esse chamado para vencer tem continuado ao longo destes vinte séculos. E, para nós, que estamos no final dos últimos dias, certamente esse chamado é muito mais urgente, porque o tempo está se esgotando.

    Portanto, Ele está chamando vencedores hoje — aqueles que vencem pelo sangue do Cordeiro, pela palavra do seu testemunho e que não amam a própria vida até a morte. E, porque vencem, vemos que, quando nasceu um filho varão, ele foi arrebatado para o trono.

    O Simbolismo do Filho Varão

    Agora, ouvi dizer que, no grupo de discussão, foi feita a seguinte pergunta: “Por que o filho varão, e não uma menina?”.

    Bem, se vocês lerem a Bíblia, encontrarão frequentemente — na verdade, isso é sempre assim — que Deus usa a figura feminina para expressar o aspecto da experiência subjetiva. Portanto, sempre que a experiência subjetiva é apresentada, vemos mulheres sendo usadas como representação.

    E a figura masculina, o homem, é sempre usada nas Escrituras para nos apresentar a verdade objetiva. Portanto, sempre que a verdade objetiva é apresentada, vemos que a figura masculina, ou o homem, é usada.

    A mulher é usada sempre que se expressam afeto e amor. E o homem, ou o filho varão, é usado porque o que está em vista é a força espiritual. Por meio da força espiritual dos vencedores, o reino das trevas chega ao fim, e o reino de Deus e do Seu Cristo é estabelecido.

    Essa é a razão pela qual se usa a representação de um filho varão. E isso não significa que sejam apenas irmãos. Há irmãos e irmãs, porque, nas Escrituras, quando se usa “irmãos”, isso sempre inclui as irmãs. Seja você um irmão do sexo masculino ou do sexo feminino, todos somos irmãos no Senhor.

    O Caráter Finito do Tempo

    De qualquer maneira, chegamos ao final desta série de mensagens, e acho que está evidente: o tempo se esgotou.

    O tempo não é infinito. A eternidade é infinita. O tempo é sempre limitado. Chegará o dia em que o tempo terminará, e a eternidade será novamente introduzida.

    Deus estabeleceu os tempos para cumprir um propósito específico em cada um deles. Portanto, quando o propósito de Deus se cumprir por meio do tempo, não haverá mais tempo, porque o propósito terá sido cumprido.

    E, uma vez que o tempo passou, passou para sempre. Ele não pode voltar. Sabem, nas Escrituras vocês encontrarão apenas duas exceções.

    O Dia Prolongado de Josué

    A primeira exceção se encontra em Josué 10. Vocês se lembram de quando Josué lutou contra os amorreus. Como era uma batalha tão importante, e o sol estava se pondo, Josué orou a Deus e disse:

    Sol, detém-te em Gibeão; e tu, lua, no vale de Aijalom.

    E vemos que Deus respondeu àquela oração. O sol ficou parado, e a lua permaneceu ali por cerca de um dia, até que Deus executou Sua vingança contra todos os Seus inimigos. Essa é uma ocasião na Bíblia em que vemos o tempo ficar parado — por cerca de um dia.

    O Tempo Recuperado de Ezequias

    Depois, em 2 Reis 20, encontramos o rei Ezequias. Ele estava morrendo, e Deus enviou Seu servo até ele e disse:

    Põe em ordem a tua casa; porque morrerás, e não viverás.

    Mas Ezequias virou o rosto para a parede, chorou e orou a Deus:

    Lembra-Te, peço-Te, de como tenho andado diante de Ti com um coração perfeito.

    E o coração de Deus foi tocado, e Deus enviou o profeta Isaías de volta a ele e disse:

    Eu te darei mais quinze anos de vida.

    Então Ezequias disse: “Qual é o sinal de que Deus me dará mais quinze anos, para que eu viva e vá ao templo adorar a Deus?”. Isaías lhe respondeu: “Este é o sinal: você quer que a sombra no relógio de Acaz avance dez graus ou volte dez graus?”.

    O rei Ezequias disse: “É mais fácil avançar dez graus do que voltar dez graus”. Na verdade, as duas coisas são difíceis. Mas ele disse: “Que a sombra volte dez graus”. Em outras palavras, que o tempo seja recuperado — que o tempo que já passou seja recuperado em dez graus. E a sombra no relógio de Acaz voltou dez graus.

    Esses são os únicos dois casos que encontramos na Bíblia, e em todo o mundo, em que o tempo ficou parado e até voltou para trás. Os cientistas nos dizem que descobriram que faltavam vinte e quatro horas no universo. Essas vinte e quatro horas, vejam, estão em Josué 10 e em 2 Reis 20. Josué 10 fala de cerca de um dia, não exatamente um dia; portanto, é preciso acrescentar os dez graus, e assim temos vinte e quatro horas completas. Por isso, louvamos e agradecemos ao Senhor, porque Ele está sempre na hora certa.

    A Remissão do Tempo

    Mas sabem, queridos irmãos e irmãs, há algo maravilhoso. Embora haja tempo, embora o tempo continue passando e não possa ser recuperado — uma vez que passou, passou —, é justamente por isso que somos exortados no Novo Testamento a remir o tempo.

    Remir o tempo significa simplesmente aproveitar a oportunidade que está aqui agora e não perdê-la. Porque, uma vez que vocês a percam, terão perdido para sempre.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, o maravilhoso é isto: embora Deus tenha estabelecido o tempo, Deus é tão maravilhoso que pode encurtar ou prolongar a eficácia do tempo.

    Se vocês lerem 2 Pedro 3:8, verão que o apóstolo disse:

    Mas não vos esqueçais desta única coisa, amados: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.

    Em outras palavras, pode ser apenas um dia, mas Deus é capaz de ampliá-lo, fazendo com que seja como mil anos. Ele pode realizar em um dia aquilo que normalmente levaria mil anos.

    Isso realmente aconteceu na vida de nosso Senhor Jesus. Quando o apóstolo João chegou ao final do Evangelho de João, disse: “Estou mencionando apenas algumas das coisas que o Senhor Jesus fez. Mas, se eu lhes contasse tudo o que o Senhor Jesus fez durante Sua vida, nem mesmo o mundo poderia conter os registros”.

    Agora pensem nisso. Nosso Senhor Jesus viveu na terra apenas trinta e três anos. Durante trinta anos, Ele esteve oculto, e Seu ministério público durou apenas pouco mais de três anos. Mas o que Ele fez naqueles três anos — nem o mundo inteiro, muito menos a Biblioteca do Congresso deste país, nem todas as bibliotecas do mundo, nem mesmo o mundo inteiro como uma biblioteca — poderia conter os livros.

    Um dia é como mil anos. Ele pode fazer a obra de mil anos em um dia.

    E mil anos são como um dia. Embora sejam mil anos, Ele os considera apenas um dia. E essa é a longanimidade de Deus. O juízo deveria ter vindo sobre esta terra há muito tempo. Milhares e milhares de anos se passaram, e, para Deus, é apenas um dia. Essa é a longanimidade de Deus.

    E sabem, de maneira limitada, nós também podemos apressar o dia ou adiar o tempo. Se cooperarmos com Deus, e Deus puder cumprir Seu propósito naquele dia, então, em certo sentido, estamos apressando o dia.

    Irmãos e irmãs, há uma expressão na Bíblia que realmente toca meu coração, e é esta: nós, seres humanos redimidos pelo Senhor, podemos apressar a volta de nosso Senhor Jesus. De fato, podemos encurtar o tempo, se formos fiéis, se cooperarmos.

    Mas, por outro lado, se formos infiéis e não cooperarmos, Deus terá de encontrar outra pessoa para fazer aquilo que Ele quer que façamos, e isso adiará a hora.

    Não é porque nosso Senhor Jesus não queira voltar. É porque Sua noiva ainda não está pronta. Nós temos adiado Sua volta. Mas, se formos fiéis, podemos apressar o dia da Sua volta.

    De qualquer maneira, sejamos fiéis ou infiéis, vemos que Deus estabeleceu Seu tempo, e chegará o momento em que Seu propósito será cumprido. Deus nunca falha. Seu propósito será cumprido no Seu tempo. E, quando esse momento chegar, não haverá mais tempo, e a eternidade será introduzida.

    O Anjo Forte e a Consumação do Mistério

    Isso nos leva a Apocalipse 10. Apocalipse 10 é uma visão inserida entre a sexta e a sétima trombeta.

    A sexta trombeta já soou. Se nossa interpretação estiver correta, vemos que, depois do toque da sexta trombeta e dos acontecimentos durante o período da sexta trombeta, ao final dela, podemos dizer que a grande tribulação terminou.

    Frequentemente falamos da grande tribulação de três anos e meio: um tempo, tempos e metade de um tempo; quarenta e dois meses; mil duzentos e sessenta dias. Portanto, vemos que a grande tribulação que vem sobre esta terra dura, de fato, três anos e meio. Com o toque da sexta trombeta e os acontecimentos dessa trombeta, a grande tribulação termina. Então, naturalmente, haverá o toque da sétima trombeta.

    Entre essas duas trombetas, encontramos Apocalipse 10 como uma inserção. Ali, o apóstolo João viu outro Anjo forte descendo do céu, vestido de uma nuvem, com um arco-íris sobre Sua cabeça, Seu rosto como o sol, Seus pés como colunas de fogo e um livrinho aberto em Sua mão. Ele colocou Seu pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra, e clamou com grande voz, como ruge um leão.

    Cremos que esse outro Anjo forte não é outro senão nosso Senhor Jesus. Por quê? Porque vemos que Ele desce do céu vestido de uma nuvem.

    Naturalmente, em Mateus 24, vocês se lembram de que nosso Senhor Jesus disse que o Filho do Homem virá sobre as nuvens. Ele virá com milhões de anjos. Virá com Seu exército e virá sobre uma nuvem. Aqui vemos que Ele está vestido de uma nuvem.

    Sempre que vemos uma nuvem, isso nos indica que algo ainda está oculto. Quando o Senhor subiu às alturas, Seus discípulos O viram subir do monte das Oliveiras e continuaram a vê-Lo subindo até que uma nuvem O recebeu. Eles não puderam mais vê-Lo. Ele está na nuvem, mas continua subindo.

    Da mesma maneira, Ele voltará. Em outras palavras, um dia Ele voltará sobre a nuvem. E, quando voltar sobre a nuvem, não poderá ser visto. Ele ainda estará oculto. Ainda será um mistério, por assim dizer. Então Ele romperá a nuvem e aparecerá pessoalmente sobre o monte das Oliveiras. O monte das Oliveiras se partirá em dois, e Ele descerá para resgatar Seu povo.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, aqui vemos esse Anjo forte vestido de uma nuvem. Ele ainda está na nuvem. É um mistério que ainda será revelado.

    E há um arco-íris sobre Sua cabeça. Lembramo-nos de Apocalipse 4: quando vemos o trono de Deus, com Aquele que está assentado no trono, encontramos um arco-íris ao redor do trono. Mesmo no juízo, há misericórdia.

    Aqui vemos que esse Anjo forte tem um arco-íris sobre Sua cabeça. Ele está vindo para julgar o mundo, mas, mesmo no juízo, lembra-Se da misericórdia.

    Seu rosto é como o sol. Naturalmente, se voltarmos a Apocalipse 1, veremos que Seu rosto brilha como o sol. Ele é o Sol da justiça.

    E vemos Seus pés como colunas de fogo. Na Bíblia, as colunas sempre representam estabilidade, e o fogo representa santidade e justiça. Portanto, aqui vemos nosso Senhor Jesus: todo o Seu andar é cheio de santidade e justiça.

    E Ele tem em Sua mão um livrinho aberto. Naturalmente, em Apocalipse 5, vemos que, quando o Cordeiro recém-imolado Se apresentou para receber o livro da mão dAquele que está assentado no trono, o livro estava selado.

    Em outras palavras, por estar selado, não se sabia se era um livro grande ou pequeno. Mas aqui vemos que os sete selos já foram abertos. Portanto, é um livro aberto. E, surpreendentemente, é um livrinho.

    Pensaríamos que deveria ser um livro grande, mas é um livrinho. Por quê? Porque esse livro é o título de propriedade da terra. Não é o título de propriedade de todo o universo. Portanto, em outras palavras, é apenas um livrinho.

    Mas, embora seja um livrinho, é um livro importante, porque o coração de Deus está voltado para este planeta — e não apenas para este planeta, mas para o homem que está neste planeta.

    Ali vemos que Ele coloca Seu pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra. Sabem, quando alguém coloca o pé em algum lugar, isso significa que toma posse dele. A Bíblia diz, em Josué, que todo lugar onde pisasse a planta dos pés dos filhos de Israel se tornaria sua possessão.

    Portanto, aqui vemos o Anjo forte colocando Seu pé direito sobre o mar. Em outras palavras, Ele toma posse do mar; e, com Seu pé esquerdo sobre a terra, toma posse da terra. Aqui vemos que o selo foi aberto. Ele exerceu o direito de Deus e está tomando posse do mar e da terra.

    Então Ele clama com grande voz, como ruge um leão. Naturalmente, vocês sabem que, em Apocalipse 5, Ele é o Leão da tribo de Judá. Portanto, cremos que esse outro Anjo forte na visão é, de fato, nosso Senhor Jesus. Ele está vindo para declarar o fim.

    Então, em Apocalipse 10:5, o Anjo que está sobre o mar e sobre a terra levanta Sua mão direita ao céu e jura por Aquele que vive pelos séculos dos séculos, que criou o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há, que não haverá mais tempo. O tempo se esgotou.

    Nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, o mistério de Deus também será consumado, conforme Ele anunciou as boas-novas aos Seus servos, os profetas.

    Cristo como o Mistério de Deus

    Queridos irmãos e irmãs, ao toque da sétima trombeta, o mistério de Deus é consumado. O que é um mistério? Um mistério é algo oculto, que precisa ser revelado.

    Deus tem um mistério. Ele é chamado de mistério de Deus. Mas, ao toque da sétima trombeta, o mistério de Deus será consumado. Em outras palavras, o mistério de Deus será plenamente manifestado, e todos o verão. Não será mais um mistério; terá se tornado um segredo revelado.

    E vocês sabem qual é o mistério de Deus? Graças a Deus, pela revelação do Espírito Santo, a igreja recebeu o conhecimento desse mistério. O mistério de Deus não é outro senão Cristo. Cristo é o mistério de Deus.

    Não apenas todas as obras e todos os planos de Deus estão centrados em Cristo, mas vemos que o próprio propósito de tudo é Cristo. Cristo é o mistério de Deus. É por meio de Cristo que Deus Se dá a conhecer a nós.

    Ninguém jamais viu a Deus, mas Aquele que está no seio do Pai O revela. Queridos irmãos e irmãs, como conhecemos a Deus? Deus é um mistério.

    Não é de admirar que o apóstolo Paulo, ao percorrer a cidade de Atenas, tenha visto um altar com a inscrição: “Ao deus desconhecido”. Deus é um mistério. Mas, queridos irmãos e irmãs, precisamos agradecer a Deus porque, hoje, para nós, Deus não é um mistério, pois Ele foi anunciado, manifestado e revelado por meio de Seu Filho, Cristo Jesus.

    Vemos Deus em Cristo Jesus. Por isso, o Senhor Jesus disse:

    Quem Me vê a Mim vê o Pai.

    Todos os propósitos de Deus estão centrados em Cristo. Todas as obras de Deus são realizadas por meio de Cristo, e tudo terminará em Cristo, porque chegará o dia em que todas as coisas serão reunidas em Cristo, para que Ele tenha a preeminência sobre todas as coisas, para que Cristo seja tudo e em todos.

    Oh, irmãos e irmãs, esse é o propósito do tempo. Embora Deus divida o tempo em períodos, e haja propósitos específicos a serem cumpridos em cada período particular, quando olhamos para o tempo como uma unidade, vemos que Deus tem apenas um propósito a realizar por meio do tempo: Cristo será tudo e em todos.

    Esse é o mistério de Deus, e, ao toque da sétima trombeta, esse mistério será consumado.

    O Reino de Deus e o Reino das Trevas

    Agora, se vocês abrirem em Apocalipse 11, verão esse mistério de Deus apresentado em diferentes partes.

    Ali vemos o sétimo anjo tocando sua trombeta, e há grandes vozes no céu, dizendo:

    O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo; e Ele reinará pelos séculos dos séculos.

    Naturalmente, há outra versão que diz:

    O reino do mundo passou a ser de nosso Deus e do Seu Cristo.

    Sabem, irmãos e irmãs, Deus sempre tem Seu reino em vista. O reino de Deus é algo tremendo.

    O Reino no Jardim do Éden

    Mesmo no jardim do Éden, Deus tinha Seu reino em mente. Ele colocou o homem no jardim do Éden, mas o homem ali não era uma pessoa independente e livre para fazer tudo o que quisesse. Mesmo no jardim do Éden, o homem foi colocado sob a autoridade de Deus.

    Deus deu ao homem uma ordem:

    De toda árvore do jardim comerás livremente.

    Deus lhe deu tanta liberdade, até mesmo para comer da árvore da vida. Mas Deus disse:

    Não comerás da árvore do conhecimento do bem e do mal.

    E isso era para o próprio bem do homem, porque, no dia em que comesse dela, certamente morreria.

    Deus colocou o homem no jardim do Éden para ser rei sobre todas as criaturas que Deus havia criado — para ter domínio sobre as aves do céu, os animais do campo e os peixes do mar —, mas ele deveria estar sujeito ao único Criador.

    Em outras palavras, vemos que o conceito do reino de Deus já estava presente ali. Deus estava estabelecendo Seu reino. O homem deveria obedecer a Deus; e, se obedecesse a Deus, encontraria sua realização, encontraria seu destino.

    Mas, se o homem se rebelasse contra Deus e não quisesse que Deus fosse seu Rei, o resultado seria a morte. Infelizmente, vemos que o homem quis ser seu próprio rei. Em vez de obedecer à ordem de Deus, o homem quis fazer de si mesmo um rei, e o resultado foi que ele foi expulso do jardim do Éden.

    Quando o homem foi expulso do jardim do Éden, aconteceu algo ainda mais importante. Não se tratava apenas de o homem ser expulso do jardim. Queridos irmãos e irmãs, quando o homem ouviu o tentador e comeu o fruto proibido, entregou não apenas a si mesmo a Satanás, mas também colocou nas mãos do diabo a terra que Deus lhe havia dado para governar.

    Algo muito maior aconteceu naquele momento. Deus colocou o homem no governo da terra, sob Sua realeza; mas, quando o homem tentou viver por conta própria, sendo seu próprio rei, sem perceber, entrou, de fato, na escravidão do pecado e de Satanás.

    Mais do que isso, ele entregou ao nosso inimigo o mundo que Deus havia colocado em suas mãos. E vocês sabem o que Satanás fez? Ele começou a organizar a terra. Começou a organizar tudo o que havia nesta terra para constituir seu reino.

    O mundo tem um sistema. Ele é o governante deste mundo. Ele tomou o que pertencia ao homem; organizou, estruturou e fez disso um kosmos — um sistema, um sistema mundial. Ele tem sido o príncipe, o governante deste mundo.

    Deus queria estabelecer Seu reino, mas Satanás tomou o controle e estabeleceu o reino das trevas em oposição ao reino de Deus.

    A Continuidade do Testemunho do Reino de Deus

    Mas Deus — embora o homem tenha falhado — nunca falha. Embora o homem tenha sido derrotado, Deus não desistiu de Seu propósito. Portanto, vemos Deus começando a trabalhar para edificar Seu reino nesta terra.

    No princípio, encontramos Seu reino em Abel, Enoque e Noé. Aqui e ali, entre as multidões da humanidade, havia homens e mulheres que voluntariamente se submetiam ao governo de Deus. Reconheciam que não tinham outro rei senão Deus. Entregavam sua vida ao governo de Deus, e Deus manifestava Seu reino nesses indivíduos.

    Então Deus chamou Abraão. Isso representou uma grande mudança, porque, quando Deus chamou Abraão, vemos que Ele começou a ter não apenas um homem, mas, por meio de Abraão, uma família; e não apenas uma família, mas uma nação.

    Em outras palavras, por meio de Abraão, Deus pôde estabelecer Seu reino entre um grupo de pessoas: os filhos de Israel.

    Israel como Reino de Sacerdotes

    Por isso, quando lemos a Bíblia, vemos que, depois de Deus libertar os filhos de Israel do Egito, houve um cântico em Êxodo 15. No cântico de Moisés, quando celebraram sua libertação, o cântico terminou com estas palavras:

    O Senhor reinará eterna e perpetuamente.

    Essa era uma nação redimida da escravidão para ser um povo livre, a fim de que Deus fosse seu Rei.

    E, se seguirmos até Êxodo 19, veremos que, quando chegaram ao monte Sinai, Deus disse:

    Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança, então sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos: porque toda a terra é Minha; e vós Me sereis um reino de sacerdotes e uma nação santa.

    Deus queria estabelecer Seu reino na terra por meio da nação de Israel.

    Quando eles caminharam pelo deserto durante quarenta anos e chegaram novamente à fronteira, vocês sabem o que aconteceu? Em Números 23, vemos que chegaram à fronteira da terra prometida, e Balaque contratou o profeta Balaão para vir e amaldiçoar o povo.

    Toda vez que ele tentava amaldiçoar o povo, Deus transformava isso em bênção. Se vocês lerem esses capítulos, verão algo impressionante. Balaão era um profeta gentio, e era um profeta indigno. Na verdade, ele era pior do que a jumenta em que montava. Contudo, Deus o usou, e o usou poderosamente.

    As profecias de Balaão são consideradas entre as maiores profecias da Bíblia. Quatro vezes, cada vez que ele tentou amaldiçoar, Deus transformou isso em bênção. Não posso entrar nesse assunto; levaria tempo demais.

    Eis que é um povo que habita só; e não será contado entre as nações.

    Não contemplou iniquidade em Jacó; nem viu perversidade em Israel: o Senhor, seu Deus, é com ele; e entre eles se ouve a aclamação de um rei.

    E o seu rei será mais elevado do que Agague; e o seu reino será exaltado.

    Uma estrela procederá de Jacó; e um cetro subirá de Israel; e ferirá os cantos de Moabe; e destruirá todos os filhos do tumulto. E de Jacó sairá um que dominará; e destruirá os que restarem da cidade.

    Em outras palavras, vemos nas profecias de Balaão que, repetidas vezes, por meio de revelação, Deus lhes dizia que Ele deveria ser Rei na nação de Israel.

    Irmãos e irmãs, quando entraram na terra prometida, na verdade, a terra prometida que ocuparam naquela época era apenas um pedacinho de território. Antes de ir à Palestina, eu pensava que a Palestina devia ser um lugar muito grande. Nosso Senhor Jesus viajou por toda a terra da Palestina. Mas, depois que chegamos lá, vemos que é apenas um pedacinho de território.

    Portanto, aqui vemos os filhos de Israel ocupando uma porção muito pequena da terra neste planeta. Eles eram um povo pequeno, pequeno em número. Contudo, queridos irmãos e irmãs, a maravilha das maravilhas é que Deus estabeleceu Seu reino nesse povo. Ele tinha Seu reino na terra por meio da nação de Israel.

    Enquanto Israel, como nação, obedecia a Deus, ninguém podia conquistá-los. Eles estavam acima de todos. Por maior que fosse uma nação, ninguém podia derrotá-los, porque Deus era seu Rei. Deus lhes havia dado domínio sobre a terra.

    Mas, se desobedecessem a Deus, seriam derrotados pelos inimigos ao seu redor. Infelizmente, eles se rebelaram contra Deus. Não foram fiéis a Deus, e, por fim, aquela nação foi completamente destruída. Eles foram levados para o cativeiro babilônico.

    O Testemunho de Deus Durante o Cativeiro

    Sabem, durante o cativeiro babilônico, se vocês lerem o Antigo Testamento, verão que Deus nunca era chamado de Deus dos céus e da terra. Deus era chamado apenas de Deus do céu. Por quê? Porque Ele não tinha testemunho na terra.

    Ele colocou Seu nome em Jerusalém. Comprometeu-Se com a nação de Israel. Fez da nação de Israel Seu próprio reino nesta terra. Contudo, Jerusalém foi destruída, o templo foi destruído e o povo de Israel foi levado ao cativeiro. Não havia testemunho de Deus na terra.

    Por isso, durante aquele breve período, Deus nunca era chamado de Deus dos céus e da terra, mas apenas de Deus do céu.

    Mas isso não significa que Deus não tenha deixado nenhum testemunho de Si mesmo. Vemos que Ele deixou, sim. Embora os tempos dos gentios tivessem começado, na primeira potência gentílica Deus havia deixado um Daniel.

    Daniel, sob Nabucodonosor, a cabeça de ouro, recebeu o entendimento de que, embora Deus tivesse dado a esse rei poder sobre o mundo inteiro, Deus ainda estava acima de tudo. Não pensem que Deus havia desistido.

    Repetidas vezes, Nabucodonosor foi advertido por Daniel. Vocês podem ler Daniel 2. Daniel disse a Nabucodonosor:

    Tu, ó rei, és rei de reis, a quem o Deus do céu deu o reino, o poder, a força e a glória.

    Mas lembrem-se: chegará o dia em que, nos dias desses reis, o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será destruído. Ele despedaçará e consumirá todos esses reinos, mas o Seu reino permanecerá para sempre.

    Em outras palavras, Deus havia dado o reino a Nabucodonosor, mas foi Deus quem lhe deu o reino. Nos dias desses reis, todos os reinos do mundo serão destruídos, e Deus estabelecerá Seu próprio reino, e Seu reino permanecerá para sempre.

    Então, em Daniel 4, ele disse novamente a Nabucodonosor que os céus governam os assuntos dos homens. E, em Daniel 7, vemos Daniel tendo uma visão noturna. Havia um trono, e ele viu Alguém semelhante ao Filho do Homem sendo conduzido ao trono. Ele recebeu dAquele que está assentado no trono domínio e um reino; e Seu domínio não terá fim, e Seu reino durará para sempre.

    Portanto, irmãos e irmãs, embora durante o cativeiro babilônico Deus aparentemente não tivesse Seu reino nesta terra, ainda assim Ele tinha Seu testemunho nesta terra de que possuía Seu próprio reino. Seu reino virá e será eterno.

    O Reino Proclamado por Cristo e pela Igreja

    Antes da vinda de nosso Senhor Jesus, ou por ocasião dela, vemos João Batista, o precursor, aparecer. Qual era sua mensagem? Ele dizia:

    Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.

    Deus não havia Se esquecido de Seu reino. “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” Por quê? Porque o Rei havia chegado.

    Mas o Rei sozinho não constitui o reino. Para o Rei ter um reino, Ele precisa de um povo. É por isso que, no início do ministério de nosso Senhor Jesus, Ele repetiu a mensagem de João Batista:

    Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.

    Mas, quando chegamos a Mateus 11, vemos que Ele mudou Suas palavras. Ele disse:

    Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus sofre violência, e os violentos o tomam à força.

    Por quê? Porque, naquele momento, Ele já tinha Seus discípulos. Seus discípulos eram os súditos de Seu reino. Ele era Rei sobre Seus discípulos. Seus discípulos se colocaram sob Seu domínio. Por causa disso, Ele tinha Seu reino nesta terra.

    Por isso, Ele nos diz que qualquer pessoa que queira entrar em Seu reino precisa agir com violência. Não gostamos da palavra “violência”. Ela tem uma conotação ruim. Mas, na verdade, a palavra em si é neutra. Significa simplesmente que precisamos fazer alguma coisa — algo drástico.

    Não que o Senhor queira que façamos violência contra outras pessoas. Esse é o problema de hoje. Mas a violência ali é fazer violência contra si mesmo. Negar a si mesmo. Isso é muito violento.

    Oh, como amamos a nós mesmos! Como cuidamos de nós mesmos! Como procuramos satisfazer cada cobiça, paixão e desejo! Oh, somos tão complacentes conosco. Podemos fazer violência contra outras pessoas — sendo muito críticos, muito severos em nossos julgamentos —, mas, quando se trata de nós mesmos, oh, como nos amamos! Como cuidamos bem de nós mesmos! Nós nos abraçamos e nos mimamos.

    Mas, irmãos e irmãs, o Senhor disse: “Se vocês querem entrar no Meu reino, precisam fazer violência contra si mesmos. Precisam negar a si mesmos. Precisam dizer a si mesmos: ‘Quem é você? Não conheço você. Não tenho motivo para ceder à sua exigência, porque estou sob as ordens do Rei’”.

    Queridos irmãos e irmãs, aqui vemos nosso Senhor Jesus estabelecendo Seu reino nesta terra.

    Depois que nosso Senhor Jesus morreu e ressuscitou dentre os mortos, Ele permaneceu nesta terra durante quarenta dias antes de subir ao céu. Vocês sabem o que Ele fez e o que disse durante esses quarenta dias? Naturalmente, Ele aparecia aos Seus discípulos e desaparecia. Mas, se vocês lerem Atos 1, verão que, durante aqueles quarenta dias, Ele falou aos Seus discípulos sobre as coisas referentes ao reino de Deus.

    Nosso Senhor Jesus tinha o reino em mente. Ele falou a esses discípulos sobre as coisas do reino, para que soubessem o que é o reino. Seu reino não é deste mundo, como Ele disse. Mas o que é Seu reino? Ele estava ensinando ao Seu povo os princípios do Seu reino, as coisas referentes ao reino de Deus.

    Se vocês lerem o livro de Atos, ele não apenas começa com nosso Senhor Jesus falando do reino de Deus, mas, quando chegamos ao final de Atos, em Atos 28, encontramos Paulo em Roma, em sua moradia alugada. O que ele estava fazendo ali? Estava ensinando o reino de Deus.

    Queridos irmãos e irmãs, qual é a mensagem da igreja? A mensagem da igreja é o reino de Deus. A igreja deve proclamar que Jesus é Rei. Ele é Senhor. Ele estabelecerá Seu reino nesta terra.

    O Conflito entre Dois Reinos

    Aqui encontramos um conflito, essa batalha entre os dois reinos. De um lado, temos o reino de Deus; do outro, o reino das trevas. Esses dois reinos estão em conflito constante, contínuo e incessante um com o outro.

    Mais uma vez, permitam-me usar um exemplo do Antigo Testamento. Em 2 Samuel, encontramos a casa de Davi e a casa de Saul. Davi era rei em Hebrom, mas a descendência de Saul reinava em Jerusalém, e essas duas casas lutavam uma contra a outra.

    Davi foi rei em Hebrom durante sete anos e seis meses. Durante esse período, houve conflito constante entre essas duas casas. Aos poucos, o reino de Saul foi ficando cada vez mais fraco, e a casa de Davi foi ficando cada vez mais forte, até o dia em que a casa de Saul chegou ao fim e Davi foi coroado em Jerusalém.

    Essa é a imagem que temos aqui. Vemos o conflito entre dois reinos: o reino de Deus, que Cristo estabeleceu na terra, e o reino das trevas, que Satanás estabeleceu na terra. Esses dois reinos têm estado em conflito ao longo das eras, ao longo dos séculos.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, sabemos de uma coisa: o reino das trevas está ficando cada vez mais fraco, e o reino de Deus está ficando cada vez mais forte, até prevalecer. Vocês podem pensar que não parece ser assim, mas deixem-me explicar.

    Vocês conhecem a estátua que Nabucodonosor viu. Deus revelou a Nabucodonosor os reinos deste mundo: o reino babilônico, o reino medo-persa, o reino greco-macedônico e, depois, o reino romano. Os reinos vêm e os reinos vão, mas, por trás de todos os reinos do mundo, está o reino das trevas. Em outras palavras, Satanás está nos bastidores, puxando os fios.

    Vocês acham que o reino deste mundo está ficando cada vez mais forte? Não. Por quê? Porque, naquela estátua, vemos o valor dos reinos deste mundo se tornando cada vez menor. Primeiro o ouro, depois a prata, depois o bronze, depois o ferro, depois o barro.

    Irmãos e irmãs, aos olhos dos homens, é como se o reino das trevas estivesse ficando cada vez mais forte. É o que parece. Mas, aos olhos de Deus, Deus vê que o reino do mundo está ficando cada vez mais fraco, mais fraco e mais fraco.

    Está chegando o dia em que aquela pedra cortada sem auxílio de mãos — isto é, o reino de Deus — ferirá e derrotará todos os reinos do mundo, despedaçando-os; e a pedra crescerá, tornando-se um grande monte, e encherá a terra.

    Em outras palavras, o reino de Deus virá sobre esta terra. Será o momento em que o reino deste mundo passará a ser de nosso Deus e do Seu Cristo. Graças a Deus, esse dia está chegando.

    Irmãos e irmãs, vocês precisam de olhos espirituais para ver. Não olhem com os olhos físicos; olhem com os olhos da fé, e saberão que esse dia está chegando.

    Agora, permitam-me usar uma ilustração. Não cumpri minha promessa. Estou na metade.

    O Império Romano e a Igreja Primitiva

    Sabem, no primeiro século, o reino deste mundo era representado pelo Império Romano. Era um reino tão poderoso.

    O poder desse império empregou toda a sua força contra o reino de Deus — a igreja de Deus naquela época. Como os césares romanos, um após outro, tentaram destruir o cristianismo! Tentaram destruir os cristãos. Tentaram apagar o nome do Senhor Jesus.

    Vemos que toda a força, todo o poder do Império Romano — o maior império desta terra — foi mobilizado contra a igreja de Deus. Ao que parecia, muitos eram mortos. Ao que parecia, muitos eram presos. Ao que parecia, conseguiam exterminá-los. Os cristãos precisavam se reunir nas catacumbas e ser sepultados nas catacumbas.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, vocês sabem o que a história nos diz? O Império Romano estava decidido a destruir a igreja, mas a igreja prevaleceu. O Império Romano foi destruído.

    Isso aconteceu no começo dessa história; e, irmãos e irmãs, isso tem sido verdade ao longo dos séculos. Não importa como o reino do mundo possa parecer, sabemos que o reino de Deus está ganhando força. Sabemos que o reino deste mundo está ficando cada vez mais fraco, e está chegando o dia em que o reino deste mundo passará a ser de nosso Deus e do Seu Cristo.

    O Reinado Público de Deus

    Quando esse dia chegar, o tempo terá se esgotado. Encontramos várias coisas ali. Não vou descrevê-las; vou apenas lê-las, porque, do contrário, manterei vocês aqui.

    Aqui, em Apocalipse 11, há várias coisas que acontecem depois do toque da sétima trombeta. Em Apocalipse 11:17, eles adoram a Deus, dizendo:

    Graças Te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras; porque tomaste o Teu grande poder e reinaste.

    Deus sempre reinou. Deus nunca abriu mão de Seu reinado. Mas aqui vemos que Ele tomou Seu grande poder e passou a reinar publicamente.

    Hoje Deus reina. Ele reina de maneira secreta, não pública. Precisamos de olhos espirituais para ver e de entendimento para compreender. O mundo não sabe. As pessoas pensam que são elas que reinam. Não, Deus reina.

    Deus estabelece reis, e Deus derruba reis. Deus reina, mas reina em segredo. Graças a Deus, quando o tempo se esgotar, Ele reinará publicamente. O reino de Deus será estabelecido nesta terra, e a justiça governará a terra.

    Essa é a utopia com que o homem sonha. Será o tempo em que haverá paz por toda parte. Será o tempo em que o leão comerá capim com o cordeiro. Será o tempo em que uma criança poderá brincar junto à toca de uma serpente venenosa. Nada no santo monte de Deus fará mal a ninguém. Por quê? Porque Cristo reinará sobre esta terra.

    E, queridos irmãos e irmãs, aqueles vencedores reinarão com Cristo durante mil anos.

    Juízo e Recompensa

    Ao mesmo tempo, vemos que as nações se encheram de ira, e a ira de Deus chegou. Oh, as nações, em vez de se arrependerem, estão cheias de ira. Mas o que é a ira das nações em comparação com a ira de Deus?

    Aqui vemos que a ira de Deus também chegou. Em outras palavras, Ele julgará as nações. Haverá a última guerra, e essa última guerra será uma guerra justa. Será uma guerra que acabará com todas as guerras, porque Cristo e Seu exército virão e derrotarão Satanás e seus seguidores.

    Então, claramente, vemos que chegou o tempo de os mortos serem julgados. Sabem, isso realmente abrange muitas coisas. Aqui, a passagem alcança até o período posterior ao milênio. Depois do milênio, todos os mortos ressuscitarão e estarão diante do grande trono branco para ser julgados.

    Todo aquele cujo nome não estiver no livro da vida será julgado de acordo com os livros. E o que são os livros? Os livros são os seus registros.

    Deus tem um arquivo de cada pessoa. Não em um computador, mas, como alguém disse: “Onde Deus guarda esse arquivo? Provavelmente Ele guarda esse arquivo aqui — em você”. Ele pode simplesmente trazê-lo à tela, e tudo estará ali.

    Vocês sabem como isso é verdade. Dizem-nos — acho que foi Moody quem disse — que, quando uma pessoa está se afogando, de repente toda a sua vida passa diante dela como numa tela. Esqueci os detalhes, mas, de qualquer maneira, foi isso que ele disse.

    Deus apenas aperta um botão, e a história volta, e tudo aparece. Nada se perde. Tudo o que vocês fizeram, tudo o que disseram, tudo o que pensaram — tudo na vida de vocês está nos livros. E vocês serão julgados de acordo com os livros. Quem pode suportar isso?

    Então vemos que Ele recompensará Seus servos, os profetas, os santos e aqueles que temem Seu nome, pequenos e grandes. Graças a Deus! Por um lado, haverá o juízo das nações. Haverá o juízo dos mortos. Mas, por outro lado, oh, irmãos e irmãs, haverá recompensa.

    Deus recompensará Seus profetas — isto é, aqueles que Lhe pertenciam nos tempos do Antigo Testamento e que foram fiéis a Ele. Ele recompensará os santos, aqueles que são fiéis a Ele nos tempos do Novo Testamento. E recompensará aqueles que temem Seu nome.

    Não sei quem é esse grupo. Acho que provavelmente são as pessoas que passaram a temer o nome do Senhor durante a grande tribulação. Mas, de qualquer maneira, seja nos tempos do Antigo Testamento, nos tempos do Novo Testamento ou mesmo no período da grande tribulação, aqueles que responderem à graça de Deus serão recompensados. Os vencedores serão recompensados, pequenos e grandes.

    Os Vencedores, Pequenos e Grandes

    Muitas vezes, temos uma espécie de imagem mental de um vencedor. Pensamos que, para ser um vencedor, ele precisa ter dois metros e treze de altura ou pesar cento e treze quilos. Oh, ele precisa ter uma estatura assim; então será um vencedor.

    Sabem, haverá pequenos e grandes. Portanto, mesmo que vocês sejam pequenos, podem ser vencedores, se essa estatura for a estatura de Cristo.

    A Destruição dos que Destroem a Terra

    Então Ele prossegue, destruindo aqueles que destroem a terra. Não apenas a besta será destruída; o anticristo e o falso profeta serão lançados no lago de fogo, e até Satanás será destruído e lançado no lago de fogo. Todos os que destroem a terra serão destruídos.

    E, irmãos e irmãs, quando todas essas coisas acontecerem, não haverá mais tempo, porque tudo o que Deus quer realizar dentro do tempo terá sido realizado. Portanto, o tempo terminará, e a eternidade terá início.

    A Realidade da Eternidade

    Se vocês querem saber algo sobre a eternidade, leiam Apocalipse 21 e 22. Ali encontramos a cidade santa, a Nova Jerusalém, descendo do céu e vindo sobre a nova terra. O tabernáculo de Deus está entre os homens.

    Queridos irmãos e irmãs, ali vemos todos os que estão na cidade, todos os redimidos, todos os santos do Antigo Testamento — todos serão reis e adorarão a Deus. Isso é a eternidade.

    Vamos orar?

    Querido Pai celestial, como Te louvamos e agradecemos porque Tu és Deus de eternidade a eternidade. Pois estabeleceste o tempo em Teu relacionamento com a humanidade para cumprir o propósito que tens para Teu próprio Filho.

    Como Te louvamos e agradecemos porque, não importa o que tenha acontecido ou o que esteja acontecendo, sabemos que está chegando o dia em que não haverá mais tempo. Tu terás aquilo que propuseste antes mesmo da fundação do mundo.

    Tu terás Tua igreja. Tu terás Tua noiva. Terás Teu reino nesta terra, e Teu reino não terá fim. Teu domínio será eterno.

    Oh, como Te louvamos e agradecemos, sabendo que está chegando aquele dia em que, pela Tua graça, seremos conduzidos à eternidade, e ali Te adoraremos para sempre. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.