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    The Call To Overcome © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Call To Overcome
    The Call To Overcome
    Kaung, Stephen

    Os Vencedores no Fim dos Últimos Dias

    Leitura Bíblica: Apocalipse 12

    Vamos ler a partir de Apocalipse 12:1.

    E viu-se um grande sinal no céu:
    uma mulher vestida do sol,
    tendo a lua debaixo dos seus pés,
    e sobre a sua cabeça uma coroa de doze estrelas.
    E estava grávida; e clamava com dores de parto, sofrendo para dar à luz.
    E viu-se outro sinal no céu:
    eis um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres,
    e sobre as suas cabeças sete diademas.
    E a sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra.
    E o dragão se pôs diante da mulher que estava para dar à luz,
    para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho.
    E deu à luz um filho varão, que há de apascentar todas as nações com vara de ferro:
    e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o Seu trono.
    E a mulher fugiu para o deserto, onde tem um lugar preparado por Deus,
    para que ali a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.

    E houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos saíram a guerrear contra o dragão;
    e o dragão e os seus anjos guerrearam;
    e não prevaleceram, nem mais se achou no céu o seu lugar.
    E foi lançado fora o grande dragão, a antiga serpente,
    aquele que se chama o diabo e Satanás, o enganador de todo o mundo;
    foi lançado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.
    E ouvi uma grande voz no céu, que dizia:
    Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus,
    e a autoridade do Seu Cristo:
    porque foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, que os acusava diante do nosso Deus dia e noite.
    E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro,
    e por causa da palavra do seu testemunho;
    e não amaram a sua vida até à morte.
    Portanto, alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais.
    Ai da terra e do mar:
    porque o diabo desceu a vós, tendo grande ira,
    sabendo que pouco tempo lhe resta.

    Vamos nos voltar ao Senhor em oração.

    Querido Pai celestial, queremos vir a Ti mais uma vez para Te adorar, para Te dizer quanto somos gratos pelo que fizeste por nós, dando-nos o Teu próprio Filho amado e o Espírito Santo.

    Nosso Pai, ao virmos a Ti nesta manhã, temos a certeza de que somos aceitos no Amado. Temos a certeza de que, na Tua presença, há plenitude de alegria e vida para todo o sempre. Por isso, simplesmente vimos a Ti para receber mais vida de Ti, mais luz de Ti, para que sejamos verdadeiramente transformados e possamos realmente corresponder a tudo aquilo para o qual nos chamaste.

    A Ti sejam todo o louvor e toda a glória, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    O Significado do Tempo Presente

    Mencionamos, logo no início, que Salomão, o mais sábio dos homens, disse em Eclesiastes 3:1:

    Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito.

    É preciso ter um coração sábio para conhecer o tempo e o modo — em outras palavras, saber quando agir e o que fazer.

    Ao examinarmos o Antigo Testamento, vemos como aqueles homens e mulheres de Deus, nos tempos antigos, conheciam o seu tempo, discerniam o propósito de Deus e agiam com fé, de modo que o propósito de Deus podia se cumprir em suas vidas. E receberam de Deus o testemunho de que Ele Se agradava deles.

    Então, naturalmente, quando chegamos ao Novo Testamento, vemos que toda a vida do nosso Senhor Jesus era governada por uma coisa: a Sua hora. Nosso Senhor Jesus não apenas conhecia a hora, mas estava sempre consciente dela.

    Ao longo de toda a Sua vida, vemos como Ele agia de acordo com aquela hora. Ele nunca Se adiantava; nunca Se atrasava. Estava sempre no tempo certo; estava sempre naquela hora.

    O propósito daquela hora, como sabemos, era reunir para Si um povo de toda tribo, toda língua, toda nação e todo povo — um povo que fosse o Seu corpo e, por fim, a Sua própria noiva. Para esse propósito, Ele deu a Sua própria vida. Esse é o nosso Senhor Jesus.

    Não temos tempo para examinar a vida dos apóstolos, mas, se vocês lerem o Novo Testamento, verão que os apóstolos do primeiro século conheciam o tempo, conheciam o propósito de Deus, e seu modo de agir era aceitável a Deus.

    Os Últimos Dias e a Vinda do Messias

    Ontem de manhã, mencionamos esta questão, registrada em Isaías 21:11:

    Guarda, que há de noite?

    Sabemos que, com a vinda do nosso Senhor Jesus, entramos, de fato, nos últimos dias.

    A expressão os últimos dias, ou o fim dos dias, é uma expressão hebraica. Significa o encerramento do período da lei e a chegada do Messias. Os dias finais, os últimos dias, introduzem os dias do Messias.

    Portanto, sabemos que esses últimos dias começaram, de fato, com a primeira vinda de Cristo e terminarão na segunda vinda de Cristo. Entre essas duas vindas, temos esses últimos dias.

    Esses dias, por um lado, são dias maus — dias perigosos, dias difíceis, dias muito duros. Mas, por outro lado, também são dias de esperança, dias de grande expectativa.

    Irmãos e irmãs, se no início do primeiro século as pessoas já haviam entrado nos últimos dias, então nós, que vivemos ao final de dois mil anos, não temos dúvida de que estamos vivendo bem no fim desses últimos dias. Este é o tempo em que vivemos.

    Sinais do Fim dos Últimos Dias

    A Restauração de Israel

    Ontem de manhã, mencionamos que há certos sinais que nos mostram que estamos, de fato, no fim dos últimos dias. Naturalmente, um desses sinais é a figueira.

    Mencionamos ontem que a figueira é um símbolo da nação judaica. Vemos que a figueira começou a produzir ramos tenros e a dar folhas. O Senhor Jesus disse que, quando vemos essas coisas, sabemos que o verão está próximo. Quando vemos essas coisas, sabemos que está à porta — muito perto, à porta.

    Certa vez, Frederico, o Grande, na presença de muitos ateus e incrédulos, perguntou ao seu general, Zieten: “Você pode nos dar um bom argumento a favor do cristianismo, que seja breve e convincente?”

    Esse general não era conhecido apenas por sua coragem e bravura; também era um homem de Deus. Então respondeu: “Os judeus, Vossa Majestade”. Quando ele disse isso, fez-se silêncio entre os presentes.

    Portanto, sabemos que os judeus são um sinal inequívoco para nós, especialmente quando vemos a restauração da nação de Israel em 1948.

    Quando vemos aquela figueira, que foi amaldiçoada e ficou seca desde a raiz por dois mil anos, agora começando a produzir ramos tenros e folhas, sabemos que o verão está próximo.

    Como mencionamos ontem, quando ela começa a dar folhas, nosso Senhor Jesus espera encontrar pequenos figos. Em outras palavras, com a restauração da nação de Israel, não será como antes, quando não havia figos. Haverá figos que nosso Senhor Jesus encontrará naquela nação.

    Naturalmente, quando chegar o verão, haverá uma colheita. De acordo com Romanos 11:26, vemos que um dia todo o Israel será salvo, porque Deus é sempre fiel à Sua promessa e sempre guarda a Sua aliança com Abraão.

    Esse é um dos sinais seguros de que estamos vivendo bem no fim.

    Os Tempos dos Gentios

    Há outro sinal que mencionamos ontem: os tempos dos gentios se cumprem. Os tempos dos gentios significam que os gentios terão domínio na história, especialmente sobre o povo judeu.

    Os tempos dos gentios começaram com Nabucodonosor e a Babilônia. Se vocês examinarem a maneira como Deus tem lidado com o mundo, verão que, no princípio, Deus levantou a nação de Israel. Ao levantar aquela nação, Ele entregou o domínio sobre o mundo a essa pequena nação. Ele fez dela o centro de todas as nações.

    Mas, infelizmente, por causa de sua desobediência, a nação de Judá foi levada ao cativeiro babilônico. A partir daquele momento, começaram os tempos dos gentios.

    Na história mundial, vemos que já não é Israel que ocupa o centro das atenções; é o poder gentio. Isso começa com Nabucodonosor, a cabeça de ouro que ele viu na visão da estátua.

    Ao longo dos séculos, a partir do Império Babilônico — que é a cabeça de ouro, como vemos em Daniel 2 —, temos o Império Medo-Persa, que é o peito de prata; depois, o ventre, que é o Império Grego; e, depois do Império Grego, as pernas de ferro, que são o Império Romano.

    De acordo com aquela visão que Nabucodonosor teve, parece que, durante os tempos dos gentios, haverá apenas quatro grandes impérios: o Império Babilônico, o Império Medo-Persa, o Império Grego e o Império Romano.

    Vemos ali as duas pernas, e essas duas pernas representam o Império Romano. Mas, na história, sabemos que o Império Romano foi dividido em dois: o Império Romano do Oriente e o Império Romano do Ocidente.

    O Império Romano do Ocidente chegou ao fim em 476 d.C., quando os bárbaros vieram e o venceram. Mas o Império Romano do Oriente continuou até 1453, e então também chegou ao fim.

    Os estudiosos da profecia ficaram intrigados com essa questão. Por quê? Porque, por um lado, as duas pernas deveriam ser longas, se pensarmos na imagem de uma pessoa; e, por outro lado, essas duas pernas deveriam ter o mesmo comprimento. Mas, na história, o Império Romano do Oriente pareceu continuar por mais tempo do que o Império Romano do Ocidente.

    Agora, não sei se vocês aceitarão essa teoria, mas algumas pessoas começaram a perceber que, na história secular, embora exteriormente o Império Romano tivesse chegado ao fim — tanto o do Oriente como o do Ocidente, em épocas diferentes —, se considerarmos o espírito daquele império, veremos que ele continuou.

    Na história europeia, encontramos o Sacro Império Romano-Germânico, e a ideia da restauração daquele império sempre esteve presente. Na Alemanha, havia o cáiser; no Império Romano, havia César. O título de César tornou-se cáiser no Império Alemão.

    Por outro lado, no Império Russo, havia o czar. Na verdade, czar e cáiser eram simplesmente variações de César. Na história, a aspiração do Império Alemão e do Império Russo sempre foi restaurar a glória do Império Romano.

    Somente ao final da Primeira Guerra Mundial esses títulos chegaram ao fim. Vocês sabem o que aconteceu em 1917. Ao final da Primeira Guerra Mundial, já não havia nem cáiser nem czar. Naquela época, o czar e o cáiser chegaram ao fim.

    Assim, alguns interpretam aquela estátua como indicando que as duas pernas finalmente chegaram ao fim em 1917. Depois disso, temos os pés, feitos em parte de ferro e em parte de barro.

    Se vocês conhecem a história, veem como isso é verdadeiro. O ferro representa algo muito forte, e o barro representa algo fraco. Essas duas coisas não se misturam e, ainda assim, estão juntas.

    Por um lado, temos a democracia, que é como o barro — o povo, e é sempre fraca. Mas, por outro lado, encontramos um forte poder totalitário. Essas duas coisas não se misturam e, ainda assim, estão juntas. É isso que encontramos no mundo depois de 1917.

    Estamos na etapa dos pés. Mas os pés terminarão em dez dedos. Portanto, irmãos e irmãs, não é verdade que estamos não apenas na etapa dos pés, mas também nos aproximando muito dos dez dedos?

    Se vocês lerem o livro de Apocalipse, verão que se trata de uma federação de dez reis. Não sabemos como isso se dará, porque, em matéria de profecia, nunca podemos ser dogmáticos. Algumas pessoas têm uma teoria; outras têm outras teorias.

    Algumas pessoas pensam que os dez dedos provavelmente seriam, mais adiante, o Mercado Comum. Quando vemos o Mercado Comum começando a reunir dez nações, constatamos que ele foi organizado, segundo seu fundador, com a visão não apenas de uma federação econômica, mas, na verdade, de uma federação política.

    Assim, os estudiosos da profecia começaram a observar se, no território dos antigos reinos romanos, surgiria uma federação de dez reinos. Quando vemos isso, sabemos que o fim está muito próximo, porque, depois do aparecimento dos dez dedos, segundo Daniel 2, uma pedra cortada sem auxílio de mãos virá e atingirá os dedos, e toda a estátua desmoronará.

    Então vemos aquela pedra começar a crescer e encher o mundo. Em outras palavras, o reino de Deus chegou. O reino do mundo tornou-se o reino do nosso Deus e do Seu Cristo.

    Jerusalém e o Cumprimento dos Tempos dos Gentios

    Os tempos dos gentios começaram com a Babilônia, e terão fim. No que diz respeito ao calendário de Deus, os tempos dos gentios se cumprirão quando Jerusalém não for mais pisada pelos gentios.

    Queridos irmãos e irmãs, estamos atentos a essa questão. Desde 70 d.C., com a destruição de Jerusalém e do templo, Jerusalém foi pisada pelas nações durante todos esses longos anos — até 1967, depois da Guerra dos Seis Dias.

    Pela primeira vez, Jerusalém foi unificada e ficou sob o controle da nação de Israel. Eles fizeram de Jerusalém a capital eterna e indivisível daquela nação.

    Se Jerusalém permanecer nas mãos de Israel, apesar de todo o clamor do mundo para tirá-la de lá, então sabemos que os tempos dos gentios chegaram, de fato, ao fim em 1967.

    Quando reunimos essas coisas — os tempos dos gentios cumpridos e a situação mundial começando a formar agrupamentos —, percebemos que estamos realmente muito perto do fim. Estamos muito perto da vinda do Senhor.

    A Angústia das Nações

    Há outros sinais. Se vocês lerem Lucas 21, verão que ele fala daquele tempo. Depois de se cumprirem os tempos dos gentios, Lucas 21:25-26 diz:

    E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas;
    e sobre a terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas;
    desfalecendo os homens de medo e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo:
    porque os poderes dos céus serão abalados.

    Não pretendo saber exatamente o que esse versículo significa, mas, para mim, há ali uma expressão muito marcante:

    Angústia das nações, em perplexidade.

    Irmãos e irmãs, houve alguma época na história mundial em que as nações estiveram em tamanha angústia e perplexidade como hoje?

    Vemos que não há apenas guerras e rumores de guerras por toda parte. No dia 5 de julho, em nosso jornal de Richmond, observei uma notícia da Associated Press. Ela dizia: “Ventos de guerra sopram em muitos cantos do mundo — nas trilhas poeirentas das montanhas da Nicarágua, no Saara central, nas encostas indígenas do Peru, na casa dividida da Organização para a Libertação da Palestina”.

    A notícia dizia que pelo menos quinze pequenas guerras estavam em andamento, além de cerca de vinte conflitos de maior ou menor intensidade. Quase trezentas guerras desse tipo haviam sido travadas desde a Segunda Guerra Mundial, segundo o Atlas da Guerra, um novo livro que descrevia quatro décadas de conflitos.

    Não há apenas guerras e rumores de guerras por toda parte; vemos também que todo o sistema econômico mundial está à beira do colapso. Muitas nações acumularam tantos empréstimos e dívidas. Como vão pagar esses empréstimos?

    Se houver inadimplência, até países ricos, como os Estados Unidos e a Alemanha Ocidental, serão arrastados para uma catástrofe econômica. Quer olhemos para o mundo do ponto de vista político, quer do ponto de vista econômico, encontramos uma angústia das nações, em perplexidade, como nunca experimentamos na história da humanidade.

    Estamos nesse período. As coisas no mundo não podem continuar indefinidamente. Haverá um momento em que tudo terá de chegar ao fim. Por causa disso, sabemos que estamos no fim do fim.

    Então vemos os homens desfalecendo de medo e pela expectativa do que está para vir sobre a terra habitada. Não é verdade? Hoje, os homens estão desfalecendo. Dizem que não há esperança. Estão tão amedrontados com o que está por vir.

    As pessoas têm medo de uma guerra nuclear, de uma catástrofe tão grande que provavelmente toda a humanidade será destruída. Os cientistas são os que mais se preocupam. Medo — ao pensar no que está por vir sobre este mundo. As pessoas prefeririam morrer a viver. Essa é a situação que encontramos hoje.

    Mas qual deve ser o nosso modo de agir num tempo como este? Lucas 21:28 diz:

    Ora, quando estas coisas começarem a acontecer,
    olhai para cima e levantai as vossas cabeças;
    porque a vossa redenção se aproxima.

    Oh, queridos irmãos e irmãs, para o mundo não há esperança. Embora as pessoas sempre tentem melhorar o mundo, torná-lo melhor, transformá-lo numa utopia, sabemos, pela Palavra de Deus, que ele está descendo muito rapidamente. O fim virá muito em breve.

    Mas, graças a Deus, nós, que pertencemos ao Senhor, podemos olhar para cima. Levantemos a cabeça e olhemos para cima, porque a nossa redenção se aproxima.

    Há outras coisas que poderíamos mencionar, mas ainda não comecei a falar sobre o que quero dizer hoje; por isso, temos de deixar esse assunto.

    O Chamado para Vencer

    De qualquer maneira, irmãos e irmãs, penso que é evidente que estamos no fim do tempo do fim. Estamos quase à meia-noite. É a parte mais escura da noite. Mas, graças a Deus, o guarda diz em Isaías 21:12:

    Vem a manhã.

    Essa é a nossa bendita esperança.

    Mas há uma questão. Quando essas coisas estão acontecendo, podemos nós, como crentes, atravessar o fim do fim de maneira gloriosa e triunfante? Ou passaremos por ele derrotados?

    Como diz Lucas 21:36, poderemos escapar dessas coisas — isto é, da grande tribulação que está por vir — e estar em pé diante do Filho do Homem? Ou teremos de passar por elas e sofrer sob elas?

    Isso não é algo automático. Escapar dessas coisas, não ser apanhado por elas e poder estar em pé diante do Filho do Homem exige vigilância e oração.

    Se você não vigiar e orar, não há garantia de que escapará das coisas que virão sobre este mundo — uma tribulação como nunca houve na história da humanidade — e terá o privilégio de estar em pé diante do Filho do Homem, o Qual está agora no céu, à direita de Deus.

    Isso não é algo automático pelo fato de você ser salvo, pelo fato de ser redimido. Isso não significa que você será automaticamente levado antes que essas coisas aconteçam e estará em pé diante do Filho do Homem. Não.

    Dádiva e Recompensa

    Encontramos duas correntes de pensamento diferentes. Uma delas diz: “Uma vez salvo, salvo para sempre”. Graças a Deus por isso. Mas, por causa disso, dizem que, quando o Senhor vier, todos seremos arrebatados, escaparemos de todas as tribulações, estaremos em pé diante do Filho do Homem e entraremos com Ele na glória do reino vindouro.

    Dizem que, por sermos salvos, não importa como nos comportamos — se hoje somos derrotados ou se hoje vencemos —, isso não faz diferença. Como somos salvos, somos salvos não apenas para o céu, mas também para o reino de Deus.

    Se isso fosse verdade, tudo de que você precisaria seria ser salvo. Depois de ser salvo, você estaria tão seguro que poderia fazer tudo o que quisesse. Poderia viver da maneira que quisesse. Não faria diferença, porque você seria arrebatado, entraria no reino de Deus e governaria e reinaria com Cristo por mil anos.

    Isso é um engano. Você está enganando a si mesmo.

    A Escritura deixa muito claro que a vida eterna é uma dádiva de Deus. Isso é verdade. Ela não depende do seu comportamento. Você não pode conquistar a vida eterna por se comportar bem ou acumular méritos.

    Queridos irmãos e irmãs, toda a nossa justiça é como trapos de imundícia. Ela não pode cobrir a nossa nudez diante de Deus. É suja e contaminada aos olhos de Deus. Nunca servirá.

    A vida eterna é uma dádiva de Deus. Deus nos dá essa dádiva. Você não a conquista; ela lhe é dada se você crê no Seu Filho.

    Mas o reino de Deus que virá sobre esta terra, quando Cristo governar esta terra por mil anos, não é uma dádiva. É uma recompensa.

    A recompensa é algo para o qual você precisa ser digno. Você precisa ser digno para receber a recompensa.

    É por isso que encontramos, na Palavra de Deus, muitas passagens que estabelecem condições para o povo de Deus. Depois de sermos salvos, tendo a vida eterna em nós — uma nova vida e uma nova natureza —, temos uma responsabilidade. Temos de andar segundo o Espírito, e não segundo a carne.

    Graças a Deus, antes de sermos salvos e de termos a vida eterna, não podíamos andar segundo Deus. Isso não estava em nós. Mas, com uma nova vida em nós, com Cristo em nós, há a esperança da glória.

    Se entregarmos nossa vida a Ele, Sua vida em nós tem o poder de nos capacitar a andar de uma maneira que agrada a Deus. É isso que Deus espera de cada um de nós. Se fizermos isso, Deus nos recompensará com o reino.

    Portanto, aquela corrente de pensamento é um engano — pensar que, porque alguém é salvo, o reino está garantido. Não apenas a eternidade estaria garantida, mas também o reino. Irmãos e irmãs, como Deus pode permitir que vocês governem se não estão sob o governo de Deus?

    Se você não está sob a autoridade de Cristo hoje, como Cristo pode lhe dar autoridade sobre o seu semelhante? Você não pode exercê-la. Seria um pequeno tirano.

    Há outra corrente. Essa outra corrente diz: “Sim, se você crê no Senhor Jesus, é salvo. Agora, comporte-se. Se não se comportar, perderá a sua salvação”.

    Em outras palavras, você recebe a salvação como uma dádiva gratuita, mas ela, na verdade, não é uma dádiva gratuita. É como uma hipoteca. Você não tem dinheiro para pagar agora, mas terá de pagar depois. Se não conseguir pagar depois, tudo será confiscado.

    Assim, dizem eles, embora você seja salvo agora, precisa se comportar. Se não se comportar, perderá a eternidade. Não apenas deixará de entrar no reino de Deus, mas perderá a eternidade. Não poderá ir para o céu.

    Essa é outra corrente de pensamento. Naturalmente, há verdade nela, mas o problema é que não é toda a verdade. Aqui encontramos uma mistura de recompensa com dádiva.

    Na Palavra de Deus, há uma linha de pensamento muito clara a respeito de dádiva e recompensa. Uma dádiva é algo que lhe é dado gratuitamente. Você não a conquista, não pode retribuí-la como pagamento e não é obrigado a pagá-la de volta. Se tenta pagá-la de volta, isso simplesmente significa que você não sabe o que é graça.

    Por outro lado, há uma recompensa. A recompensa é algo para o qual você precisa ser digno. Agora, em nossa vida, é verdade que, mesmo que você pareça ser digno, na realidade isso não vem de você mesmo; vem da vida de Cristo em você.

    Na verdade, Ele faz isso, mas você coopera. Você permite que Ele o faça. Você corresponde à graça de Deus e, porque corresponde à graça de Deus e permite que Ele faça isso em você, Ele diz: “Eu lhe darei uma recompensa”. Isso é recompensa.

    A eternidade é a dádiva gratuita de Deus, mas o reino é uma recompensa.

    O Tribunal de Cristo

    Queridos irmãos e irmãs, lembremos que vivemos bem no fim dos últimos dias. Muito em breve, todos compareceremos diante de Cristo.

    Se vocês lerem o Novo Testamento, verão que Paulo estava sempre consciente, em seu coração, do dia de Cristo. Ele disse que, um dia, quando chegar o dia de Cristo, todos compareceremos diante do tribunal de Cristo.

    Ao comparecermos diante do tribunal de Cristo, oh, que eu não seja envergonhado naquele dia; que eu não seja achado em falta; que eu possa ouvir a voz dizendo, como em Mateus 25:21:

    Bem está, servo bom e fiel.

    No fim dos últimos dias, quando Cristo voltar, haverá o dia de Cristo. O dia de Cristo, na Escritura, significa que todos aqueles que pertencem ao Senhor serão reunidos e comparecerão diante do tribunal de Cristo.

    Não pense que, por ter escapado do julgamento do grande trono branco — que é um julgamento judicial, um julgamento de vida eterna e morte eterna —, não haverá julgamento para você.

    Ao crer no Senhor Jesus, você recebe o benefício de o nosso Senhor Jesus ter sido julgado em seu lugar na cruz do Calvário. Portanto, você, que crê Nele, passou da morte para a vida. Não será julgado diante do grande trono branco para decidir se terá vida eterna ou se irá para a morte eterna. Graças a Deus, isso já foi resolvido.

    Mas não pense que não haverá julgamento. A Escritura diz muito claramente que aqueles que pertencem à família de Deus, no dia de Cristo, todos comparecerão diante do Seu tribunal.

    Não é um trono; é um assento de julgamento. Um trono fala de julgamento judicial — vida e morte. O assento fala de julgamento familiar.

    Um dia, todos os membros da família de Deus serão reunidos diante de Cristo, e ali Ele nos julgará segundo as nossas obras — como vemos em 1 Coríntios 3 e em muitas outras passagens.

    Alguns serão recompensados, e outros sofrerão perda. Mas não será uma perda eterna. Você perderá a glória do reino de Deus, embora ainda entre no céu na eternidade.

    O Exemplo de Davi e dos Homens de Issacar

    Essa é uma questão de grande importância para nós, que vivemos no fim desses últimos dias. O conflito é intenso e, por ser tão intenso, mostra que há um valor tremendo em jogo.

    Se não houvesse valor em jogo, não haveria conflito. Quanto maior o conflito, maior o valor. Deus atribui grande valor a estes últimos dias.

    Para tomar um exemplo da história bíblica, vocês se lembram de Davi. Davi era rei em Hebrom, mas era rei apenas sobre Judá. Ainda não era rei sobre todo o Israel.

    Do outro lado, as dez tribos estavam sob os filhos de Saul. Naquela época, havia dois reinos: Davi estava no trono em Hebrom, sobre Judá e Benjamim, enquanto o descendente de Saul era rei sobre as dez tribos de Israel. Esses dois reinos estavam em conflito constante.

    Graças a Deus, vemos que a casa de Davi se tornava cada vez mais forte, e a casa de Saul, cada vez mais fraca. Durante aqueles anos, o que a Bíblia diz em 1 Crônicas 12?

    Vemos que homens preparados para o serviço militar vieram a Hebrom para ajudar Davi a transferir o reino de Saul para Davi.

    Estava chegando o dia em que o reino de Saul se tornaria o reino de Davi. Quando esse tempo se aproximava, homens valorosos, preparados para o serviço militar, vieram a Davi. Eles tinham força militar. Por que vieram a Davi? Vieram para ajudar a transferir o reino dos filhos de Saul para Davi.

    Entre eles havia homens de Issacar. Esses homens tinham entendimento dos tempos. Sabiam o que deviam fazer e eram chefes sobre seus irmãos. Vieram a Davi para ajudá-lo a transferir o reino.

    Irmãos e irmãs, não é verdade que estamos exatamente nessa conjuntura? O reino deste mundo está se tornando cada vez mais fraco. Exteriormente, talvez não pareça assim, mas, na realidade espiritual, o reino deste mundo está se tornando cada vez mais fraco, e o reino de Deus, cada vez mais forte.

    Está chegando o dia em que o reino deste mundo se tornará o reino do nosso Deus e do Seu Cristo. Mas, durante esse período de transição, Deus está procurando homens e mulheres que tenham entendimento dos tempos.

    Irmãos e irmãs, entendemos o nosso tempo? Sabemos o que devemos fazer? Permanecemos no reino de Saul ou saímos dele?

    Os homens de Issacar pertenciam ao reino de Saul, mas saíram dele. Conheciam o tempo, conheciam o propósito, tinham esse entendimento e sabiam o que deviam fazer. Por isso, passaram para o lado de Davi, para ajudá-lo a transferir o reino.

    Hoje, no fim destes últimos dias, é isso que Deus está procurando. Deus está procurando homens e mulheres que tenham entendimento da hora e saibam o que devemos fazer — para que passemos para o lado de Davi, Daquele que é maior do que Davi, e sejamos usados por Ele para transferir o reino do mundo, de Satanás, para Cristo.

    Os Vencedores em Apocalipse 12

    Esses são os vencedores entre os crentes. Queridos irmãos e irmãs, precisamos voltar a Apocalipse 12.

    Em Apocalipse 12, o apóstolo João viu, numa visão, um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas. Estando grávida, ela clamava com dores de parto, sofrendo para dar à luz.

    Naturalmente, sabemos que a mulher representa a igreja. Na Bíblia, há uma série de mulheres que representam a igreja em diferentes etapas.

    Temos a primeira mulher em Gênesis 2, Eva. Eva saiu de Adão para ser unida a Adão. Portanto, ela é um tipo da igreja, que sai de Cristo e é unida a Cristo. Essa é a origem da igreja.

    Depois, encontramos em Efésios 5 que a união entre marido e mulher nos fala de um mistério maior — o mistério de Cristo e Sua igreja.

    Por amor à Sua igreja, Ele deu Sua vida por ela. Não apenas deu Sua vida por ela, mas amou tanto a igreja que a santificou, purificando-a pela lavagem de água com a Palavra, para apresentar a Si mesmo uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e sem defeito.

    Isso representa a igreja que veio à existência a partir do lado de Cristo. A partir do Calvário, a igreja começou a ser gerada. Ao longo dos séculos, oh, quanto Cristo tem amado Sua igreja! Como Ele continua a lavá-la e purificá-la com Sua vida e Sua Palavra, enquanto a igreja cresce para se tornar uma igreja gloriosa para Ele.

    Então encontramos a terceira mulher em Apocalipse 12. Essa mulher representa novamente a igreja, mas representa a igreja no tempo do fim. Esse é um retrato da igreja em nossos dias.

    Se vocês examinarem Apocalipse 21 e 22, encontrarão a cidade santa, a Nova Jerusalém, a esposa, a noiva do Cordeiro. Esse é um retrato da igreja na eternidade, unida a Cristo na eternidade.

    Mas, em Apocalipse 12, essa mulher representa a igreja no fim — a igreja em nossos dias.

    A Posição e o Fracasso da Igreja

    Ela tem grandes credenciais. Está vestida do sol, e sabemos que o sol representa Cristo. Ela está vestida de Cristo.

    A lua está debaixo dos seus pés. A lua é um tipo da lei. A lei está debaixo dela. Ela não está debaixo da lei; a lei é que está debaixo dela.

    Sobre a cabeça estão as doze estrelas. Alguns dizem que representam os doze patriarcas, as doze tribos, os filhos de Jacó. Outros dizem que representam os doze apóstolos. Não sei qual é a interpretação correta.

    Mas vemos que essa mulher está relacionada à era dos patriarcas e ligada ao tempo da lei, embora, essencialmente, esteja no tempo da graça. Por quê? Porque está vestida do sol.

    Com credenciais tão gloriosas concedidas a ela, certamente deveria ser capaz de cumprir sua missão, dando o testemunho de Jesus na terra. Deveria ser capaz de vencer o mundo, vencer Satanás, o inimigo, trazer a vontade de Deus a esta terra e ser usada por Deus para trazer o reino de Deus e transferir o reino para Cristo.

    Na verdade, no que diz respeito à graça de Deus, é isso que ela deveria ser. Nosso Senhor Jesus é o Vencedor.

    Vocês se lembram de que, no Evangelho de João, em João 16:33, Ele disse:

    No mundo tereis aflições:
    mas tende bom ânimo;
    Eu venci o mundo.

    Novamente, em Apocalipse 3:21, a promessa de Deus aos vencedores em Laodiceia é:

    Ao que vencer, conceder-lhe-ei que se assente Comigo no Meu trono,
    assim como Eu também venci.

    Queridos irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus é o Vencedor. Ele venceu o príncipe deste mundo. Enquanto vivia, disse em João 14:30:

    Ele nada tem em Mim.

    O inimigo não podia encontrar nenhum ponto de apoio Nele.

    Nosso Senhor Jesus venceu completamente o inimigo em Sua vida. Então, em Sua morte, obteve a maior vitória. Em Sua morte, tirou da morte o seu poder. Levou cativos todos os principados e autoridades. Esmagou a cabeça da serpente. Expôs publicamente os Seus inimigos.

    Nosso Senhor Jesus venceu, e Sua vitória é definitiva. Porque Ele é o Vencedor e é a Cabeça do corpo, Sua igreja, a igreja também deve vencer.

    Se vocês lerem 1 João 5:4-5, verão que ele diz:

    Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo:
    e esta é a vitória que venceu o mundo, a nossa fé.
    E quem é aquele que vence o mundo,
    senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?

    Irmãos e irmãs, nós, que cremos que Jesus é o Filho de Deus, nós, que temos fé Nele, vencemos o mundo. A igreja deve ser vencedora. Nossa Cabeça é o Vencedor; portanto, o corpo deve vencer.

    Nossa tarefa é eliminar os focos de resistência do inimigo. Não vamos travar a batalha decisiva. A batalha decisiva já foi travada e foi vencida por Cristo.

    O inimigo já foi posto em fuga e derrotado. Mas, aqui e ali, alguns deles ainda estão escondidos. Cabe à igreja eliminar todos esses inimigos que se escondem aqui e ali.

    Não nos cabe temer. O medo é a porção deles. Devemos eliminar os focos de resistência. Devemos completar a vitória. Devemos estender a vitória de Cristo sobre todas as coisas, e então o terreno estará livre para o nosso Rei voltar.

    Esse é o trabalho da igreja. Mas, infelizmente, vemos que a igreja, nos últimos dias, perdeu seu poder.

    Vamos às palavras desta passagem e encontramos aquela mulher. O que ela estava fazendo ali? Estava sofrendo. Estava com dores de parto.

    Estando grávida, ela clamava com dores de parto, sofrendo para dar à luz. Como sabemos que ela havia fracassado? Porque encontramos o dragão vermelho, a antiga serpente, Satanás, o diabo, em pé diante dela.

    Satanás não a atacou, mas ficou em pé diante dela, esperando pelo filho varão que estava para nascer. Satanás sabia mais. Sabia que aquela mulher, em si mesma, não representava uma ameaça.

    Ela deveria ser o instrumento de Deus para derrotar o inimigo e trazer o reino de Deus, mas o inimigo sabia que ela havia perdido seu poder. Por isso, ele simplesmente ficou ali.

    Devorá-la não serviria de nada. Ela estava magra demais; não havia carne para satisfazer a fome dele. Mas ele sabia que aquela mulher estava grávida. Havia uma criança em seu ventre, e aquela criança significaria o fim dele.

    Por isso, ele estava ali, esperando para devorar a criança que haveria de nascer.

    As Dores de Parto da Criação e da Igreja

    Mencionamos que toda a criação está gemendo. Podemos ouvir toda a criação gemer. Por quê? Ela está esperando ser libertada. Está esperando ser liberta da vaidade.

    O homem sujeitou a criação à vaidade. Ela não pode evitar isso e não gosta dessa condição. Está gemendo pelo dia da manifestação dos filhos de Deus, para que possa ser libertada.

    Mas há mais do que isso. A igreja está gemendo.

    A igreja está gemendo não apenas por causa da pressão exterior que recai sobre ela, mas por causa de todos os fracassos, das derrotas, das heresias, das corrupções, das intervenções humanas e dos pensamentos humanos. Todas essas coisas a desgastam.

    A igreja está gemendo. Mas, graças a Deus, Ele pode usar esse tipo de situação para gerar um filho varão que cumprirá o Seu propósito. Essa é a maravilha de Deus.

    Irmãos e irmãs, no tempo do fim, nos dias em que vivemos, se olharmos para a igreja em geral, o que veremos?

    Fracasso. Derrota. Morte. Mundanismo. Formalismo. Institucionalismo. A perda do poder de testemunhar.

    Mas, graças a Deus, embora a igreja esteja nessa situação, ela está grávida. A igreja está clamando de dor, mas uma criança está sendo formada.

    Essa criança está destinada a apascentar as nações com vara de ferro. Irmãos e irmãs, estamos vivendo nesse tempo. O propósito de Deus é trazer o Seu reino, trazer o Rei de volta e fazer começar a festa das bodas.

    Neste tempo, o que Deus está procurando é aquele filho varão — os vencedores.

    O Caráter Coletivo do Filho Varão

    Sabemos que o filho varão é coletivo. Por quê? Porque, ao continuar a leitura, vemos que eles venceram Satanás. “Eles venceram Satanás” é uma expressão coletiva.

    Em nosso tempo, por causa do fracasso da igreja, Deus está procurando vencedores na igreja.

    Quem são os vencedores? Os vencedores não são pessoas que se separam da igreja e formam um pequeno clube. Não.

    Os vencedores são membros da igreja, do corpo de Cristo. Estão na igreja e, ainda assim, são diferentes dos outros membros do corpo de Cristo, porque são vencedores em vez de serem vencidos.

    No corpo de Cristo, todos os que creem no Senhor Jesus fazem parte do corpo de Cristo; eles formam a igreja. Mas, infelizmente, encontramos muitos crentes derrotados na igreja.

    Eles não deveriam ser derrotados. Não há razão para que sejam, porque Cristo é a vida deles, e Sua vida é uma vida vitoriosa. Mas vemos que a maioria está derrotada.

    Graças a Deus, haverá aqueles que constituem um remanescente. Vemos que são os que vencem pela graça de Deus.

    Quando digo igreja, não me refiro a organizações feitas pelo homem. Refiro-me à igreja segundo a Palavra de Deus — o corpo de Cristo.

    Os vencedores estão na igreja e, ainda assim, são diferentes. Não no sentido de serem superiores; apenas no sentido de serem normais.

    Deus não está procurando supercristãos. Deus está procurando cristãos normais. A maioria de nós é anormal, está abaixo do normal, e essa é a razão pela qual Ele está chamando vencedores.

    Os vencedores são simplesmente aqueles que são normais — normais no sentido de corresponderem ao que Cristo lhes deu.

    A Medida de um Vencedor

    Qual é a medida desses vencedores? Nosso Deus é um Deus vivo, e Ele lida com todos nós de uma maneira viva.

    Deus não estabelece um padrão rígido, fixo, e diz: “Se você atingir esse padrão, será um vencedor; se não o atingir, será vencido”. Não encontramos em parte alguma da Bíblia um padrão assim.

    Na verdade, todos nós, como cristãos, tentamos estabelecer um padrão, mas é o seu padrão, não o padrão Dele. Se você atinge o seu padrão, fica orgulhoso; se não o atinge, fica deprimido. Não funciona de nenhum dos dois modos.

    Na Bíblia, Deus não estabelece um padrão fixo para os vencedores. Os vencedores são medidos pela revelação de Jesus Cristo que lhes foi dada.

    A quem Ele deu mais, exige mais. A quem Ele deu menos, exige menos. Se você andar na luz que Ele lhe deu, como Ele está na luz — na plena luz —, terá comunhão com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, o purificará de todo pecado.

    Os vencedores na igreja em Éfeso precisam vencer a perda do primeiro amor. Os vencedores na igreja em Laodiceia precisam vencer a mornidão. Vemos que tudo é diferente, de acordo com a revelação de Jesus Cristo que lhe foi dada.

    Ele lhe encarregou de ser fiel àquela revelação, e Sua graça está presente para sustentá-lo.

    É verdade que talvez você tenha de sair da Babilônia para voltar a Jerusalém e reconstruir a casa de Deus. Mas pode haver exceções. Daniel permaneceu na Babilônia. Mardoqueu e Ester permaneceram na Babilônia, mas também eram vencedores.

    Naturalmente, se você estiver num ambiente melhor, isso o ajudará a vencer; será mais fácil. Se estiver num ambiente inadequado, isso tornará tudo muito mais difícil. Isso é verdade.

    Mas, graças a Deus, de acordo com a medida da revelação de Jesus Cristo que lhe foi dada, ficará demonstrado se você é um vencedor ou se é vencido.

    Se você pensa que é um vencedor, receio que já tenha sido vencido.

    O Ministério e o Custo dos Vencedores

    Os vencedores nos últimos dias são aqueles que devem dar o testemunho de Jesus em favor de toda a igreja.

    Eles não fazem isso por si mesmos. Fazem em favor de toda a igreja. O chamado para vencer é pessoal e individual. Ninguém pode responder a esse chamado por você. Você precisa responder a ele.

    É por isso que, em Apocalipse 2 e 3, nas cartas às sete igrejas, ao final de cada carta Ele diz:

    Ao que vencer.

    O chamado para vencer é um chamado pessoal.

    Esse chamado vem sendo feito desde o primeiro século até o nosso tempo. Deus está chamando vencedores. Por quê? Porque a igreja fracassou.

    Você precisa se apresentar para carregar o fardo em favor de toda a igreja. Isso tem um custo. Você não será atacado apenas pelo inimigo; será atacado até por irmãos e irmãs na igreja.

    Por você ser diferente, eles podem olhar para você e se sentir condenados. Por isso, acusam você para apaziguar a própria consciência.

    Mas você está disposto a arcar com o custo — não por sua própria causa, mas para que o reino deste mundo seja transferido e se torne o reino do nosso Deus e do Seu Cristo?

    O Segredo da Vitória

    O Sangue do Cordeiro

    Qual é o segredo para vencer? Vemos aqui que eles venceram por causa do sangue do Cordeiro.

    Isso mostra que esses vencedores não são perfeitos. Se fossem perfeitos, já não precisariam do sangue.

    Já conheci pessoas assim, pessoas que se consideravam tão perfeitas. Por se considerarem tão perfeitas, o resultado é que acabam se desviando completamente.

    Não se deixem enganar. Não somos perfeitos. Há apenas Um que é perfeito: Cristo Jesus, nosso Senhor. Ele é perfeito; nós não somos.

    Mas, graças a Deus, embora não sejamos perfeitos, temos o sangue do Cordeiro. Em outras palavras, somos purificados; ficamos livres da culpa pelo sangue do nosso Senhor Jesus.

    O sangue do nosso Senhor Jesus não apenas nos purifica do nosso passado; se cairmos, não ficamos nos revolvendo em nosso fracasso. Olhamos para cima, nos arrependemos e pedimos perdão. O sangue de Jesus nos purifica continuamente e mantém brancas as nossas vestes.

    Queridos irmãos e irmãs, esse é o segredo de um vencedor. Muitas pessoas foram derrotadas e simplesmente ficam caídas, sem se levantar, porque dizem: “Se nos levantarmos, vamos cair de novo. Então é melhor ficar caídos; assim, não cairemos novamente”.

    Mas elas não conhecem o poder do sangue do Cordeiro.

    Quanto mais perto você está de Deus, mais valoriza o sangue do Senhor Jesus.

    A Palavra do Seu Testemunho

    Eles vencem por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho. Temos aqui essas palavras: eles têm um testemunho.

    O que é um testemunho? Um testemunho é algo que eles viram, ouviram e experimentaram. Qual é o testemunho deles? Seu testemunho é: “Jesus é o Senhor”.

    Eles são capazes de declarar essa palavra e, quando a declaram, Satanás treme.

    Se você não tem esse testemunho, pode dizer a palavra, mas ele saltará sobre você. Vocês se lembram da história em Atos 19. Quando o poder de Deus se manifestou em Éfeso, alguns exorcistas judeus — os sete filhos de Ceva — ouviram dizer que havia uma maneira muito boa de expulsar demônios.

    Então começaram a expulsar demônios em nome do Senhor Jesus. Eles não conheciam o Senhor Jesus. Diziam, como lemos em Atos 19:13:

    Esconjuro-vos por Jesus, a Quem Paulo prega.

    Ordenavam que os demônios saíssem.

    O demônio disse, em Atos 19:15:

    A Jesus conheço, e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?

    Então saltou sobre eles e os dominou.

    Não se trata apenas da palavra. Você precisa sustentar a palavra com a sua vida.

    Esses vencedores têm o testemunho de que Jesus é realmente o Senhor de suas vidas. É por isso que, quando declaram que Jesus é o Senhor, Satanás foge.

    A Renúncia à Própria Vida Até à Morte

    Eles não amaram a própria vida até à morte — a vida da alma. Estão dispostos a entregar a vida por Cristo e pelo Seu evangelho.

    Quando Satanás encontra pessoas assim, balança a cabeça. O que pode fazer com elas? Elas vencem o inimigo.

    Elas estão destinadas a governar e reinar com Cristo na era milenar. Apascentarão as nações com vara de ferro.

    Isso é mencionado três vezes no livro de Apocalipse. Em Apocalipse 2:26-27, é uma promessa ao vencedor na igreja em Tiatira. Novamente, em Apocalipse 19:15, refere-se a Cristo, o Qual virá e apascentará as nações com vara de ferro. Mas aqui, em Apocalipse 12:5, refere-se aos vencedores.

    Assim como Cristo, durante o milênio, governará as nações com vara de ferro, Ele governará as nações com justiça. Aqueles que vencem hoje governarão e reinarão com Ele, usando a mesma vara: a justiça.

    O Arrebatamento do Filho Varão e a Derrota de Satanás

    Quando aquele filho varão nascer, isso será a plenitude do conjunto dos vencedores.

    Haverá uma plenitude dos gentios. Haverá uma plenitude dos que são salvos, e haverá uma plenitude dos vencedores. Não penso que essa plenitude se refira a números; ela se refere à qualidade.

    Quando houver uma plenitude de vencedores — isto é, quando houver força espiritual suficiente sendo exercida e manifestada —, então veremos que a criança nasce.

    Assim que a criança nasce, ela é arrebatada, levada ao trono. O dragão ficou ali esperando em vão.

    Imediatamente depois disso, houve guerra no céu. Miguel e seus anjos vieram e guerrearam contra Satanás e seus seguidores. Satanás e seus seguidores foram completamente derrotados, e Satanás foi lançado dos ares para a terra.

    Irmãos e irmãs, vocês percebem que a guerra no céu se baseia na batalha vencida na terra?

    Esses vencedores aplicaram a vitória de Cristo em suas vidas, sobre suas vidas e sobre as situações ao seu redor. Derrotaram e enfraqueceram de tal maneira o inimigo que, quando nascem e são arrebatados ao céu, atravessam os ares.

    O que são os ares? Os ares são o quartel-general do inimigo. Se você pode atravessar o quartel-general do inimigo, isso significa que ele realmente foi derrotado.

    Assim, eles preparam o caminho para a vinda de Cristo. Com base na vitória deles, Miguel e seus anjos lançam Satanás e seus seguidores nesta terra. Os ares ficam livres para Cristo vir do trono para os ares.

    A Urgência do Chamado Presente

    Queridos irmãos e irmãs, estamos vivendo num tempo muito difícil. Mas vocês sabem que estamos vivendo no tempo mais emocionante e promissor?

    O conflito é grande, mas a glória é grande.

    Este é o fim do fim. O propósito de Deus é trazer o reino e trazer o Rei de volta. O modo de agir é a nossa resposta ao chamado para vencer.

    Queridos irmãos e irmãs, certamente estes não são dias em que podemos brincar de ser cristãos. Estes são dias muito sérios.

    Precisamos responder ao chamado. Como lemos em Apocalipse 2:7:

    Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

    Vamos orar.

    Querido Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos por estarmos vivendo neste tempo. Senhor, nós Te agradecemos pelo privilégio de vir a Ti e transferir o reino do mundo para Ti.

    Oh, nosso Pai, como Te louvamos e Te agradecemos por esse elevado privilégio! Pedimos apenas que abras os nossos olhos para conhecermos o tempo e sabermos o que devemos fazer.

    Que, pela Tua graça, possamos responder ao chamado para vencer; que possamos nos unir a Ti, integrando as Tuas fileiras; que possamos viver estes breves últimos dias para Ti e para o Teu reino.

    Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.