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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Watchmen What of The Night © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Watchmen What of The Night
    Watchmen What of The Night
    Kaung, Stephen

    Os Vigias e o Fim dos Últimos Dias

    Leituras Bíblicas

    Hebreus 1:1-2

    Deus, havendo falado outrora aos pais, em muitas partes e de muitas maneiras, pelos profetas,
    no fim destes dias nos falou na Pessoa do Filho,
    a Quem constituiu Herdeiro de todas as coisas,
    por Quem também fez os mundos.

    Mateus 24:32-42

    Aprendei, porém, a parábola da figueira:
    Quando o seu ramo já se torna tenro e produz folhas,
    sabeis que o verão está próximo.
    Assim também vós, quando virdes todas estas coisas,
    sabei que está próximo, às portas.
    Em verdade vos digo: esta geração não passará até que todas estas coisas tenham acontecido.
    O céu e a terra passarão,
    mas as Minhas palavras de modo algum passarão.

    Mas daquele dia e hora ninguém sabe,
    nem mesmo os anjos dos céus,
    mas somente Meu Pai.
    E, como foram os dias de Noé,
    assim também será a vinda do Filho do Homem.
    Pois, como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca,
    e não o souberam até que veio o dilúvio e levou a todos,
    assim também será a vinda do Filho do Homem.
    Então dois estarão no campo; um é tomado, e um é deixado.
    Duas mulheres estarão moendo no moinho; uma é tomada, e uma é deixada.
    Vigiai, pois, porque não sabeis em que hora vem o vosso Senhor.

    Oração Inicial

    Querido Pai celestial, ao nos aproximarmos de Ti por meio de Teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, sabemos que somos aceitos no Amado. Sabemos que temos acesso ao Teu trono de graça. Sabemos que podemos contemplar a glória do Senhor com o rosto descoberto e, assim, ser transformados de glória em glória, segundo a Sua imagem, pelo Senhor, o Espírito.

    Por isso, nosso Pai, vimos nesta manhã com confiança em Ti. Pedimos-Te, Senhor, que nos abençoes, que abençoes a Tua palavra em nossos corações. Oramos para que não apenas ouçamos as palavras, mas realmente recebamos o Espírito que Tu tens em Tua palavra. Pedimos-Te, ó Senhor, que cries em nossos corações algo que corresponda ao Teu próprio coração. Oramos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    A Sabedoria de Compreender os Tempos

    O rei Salomão, no livro de Eclesiastes, disse que para tudo há uma estação e um tempo para cada propósito. É o coração do sábio que conhece o tempo e o modo; ou, como diz a Versão Amplificada, a mente do sábio sabe quando agir e o que fazer.

    Damos graças a Deus porque, ao percorrermos o Antigo Testamento, encontramos pessoas que viviam naqueles dias e conheciam o tempo em que viviam. Por conhecerem o tempo em que viviam, elas conseguiam compreender o propósito de Deus para a sua época.

    Pela graça de Deus, elas corresponderam, cumprindo o propósito de Deus. E Deus deu testemunho de que elas Lhe haviam agradado.

    Então, na segunda manhã, mencionamos nosso Senhor Jesus. Na plenitude do tempo, Ele veio a este mundo, nascido de mulher, nascido sob a lei, para nos libertar da maldição da lei, a fim de que recebêssemos a filiação.

    Quando nosso Senhor Jesus estava na terra, toda a Sua vida era governada por esta expressão: “A Minha hora”. Em outras palavras, vemos que Ele conhecia a hora em que estava e conhecia o propósito daquela hora.

    O propósito daquela hora era que Ele viesse encontrar a Sua noiva. Por essa razão, Ele Se entregou na cruz. Derramou sangue e água — a Sua vida — para santificar e purificar aquele corpo de toda mancha e ruga, a fim de apresentar a Si mesmo uma igreja gloriosa, santa e sem defeito.

    Não temos tempo para entrar nos dias dos apóstolos. Precisamos deixar isso de lado. Nesta manhã, gostaríamos de chegar a esta questão:

    Guarda, que houve da noite?

    O Significado dos Últimos Dias

    Encontramos na Palavra de Deus uma expressão: “Nestes últimos dias” ou, em algumas versões, “no fim dos dias”. Essa expressão se repete muitas vezes na Bíblia.

    Não a encontramos apenas no Novo Testamento, em Hebreus 1:1-2, mas também no Antigo Testamento. Talvez vocês queiram anotar todas essas referências. Por questão de tempo, não podemos examiná-las.

    Vocês as encontrarão em Gênesis 49:1; Números 24:14; Deuteronômio 4:30; Deuteronômio 31:29; Jeremias 23:20; Jeremias 30:24; Jeremias 48:47; Jeremias 49:39; Ezequiel 38:16; Daniel 2:28; Daniel 10:14; Oseias 3:5; e Miqueias 4:1. Se não anotarem, não tem problema.

    De qualquer forma, vocês verão que, ao longo de toda a Palavra de Deus, essa expressão se repete vez após vez: “Nestes últimos dias”, “no fim dos dias”. Agora, o que isso significa?

    É uma expressão hebraica que indica o encerramento do período da lei, quando o Messias seria introduzido. Em outras palavras, significa o início dos dias do Messias. Quando o Messias vem, entramos no fim dos dias.

    Vemos que Hebreus 1:1-2 diz:

    Deus, havendo falado outrora, ou nos dias antigos, aos pais pelos profetas, em muitas partes e de muitas maneiras —
    nestes últimos dias nos falou na Pessoa de Seu Filho.

    Nos dias antigos, Deus falou aos nossos pais por meio dos profetas. Agora, graças a Deus, nosso Deus é um Deus que fala. Se nosso Deus fosse silencioso, nunca O conheceríamos. Se Ele não Se revelasse, seríamos totalmente ignorantes a respeito Dele.

    Mas, graças a Deus, nosso Deus é um Deus que fala, e Ele está sempre falando. Nos dias antigos, Ele falou aos nossos pais por meio dos profetas. É claro que, naqueles dias, Ele só podia falar em partes e fragmentos, em muitas partes e de muitas maneiras. Por quê? Porque os vasos humanos eram tão limitados.

    Mas, graças a Deus, no fim dos dias, nestes últimos dias, Deus pode falar em Seu próprio Filho. Quando Ele fala em Seu Filho, fala plena, completa e perfeitamente. Esse é o falar definitivo, a revelação plena de Deus.

    Esses últimos dias, ou o fim dos dias, referem-se, na verdade, aos dias do Messias — isto é, ao período que começa com a vinda do Senhor.

    Agora, é claro, sabemos que os profetas do Antigo Testamento viram a vinda do Messias. Eles viram os dias do Messias. Mas não viram que o Messias viria duas vezes. Viram a vinda do Messias, mas não perceberam que haveria duas vindas.

    Portanto, na realidade, esses últimos dias, ou o fim dos dias, que se referem aos dias do Messias, começam com a Sua primeira vinda e terminam com a Sua segunda vinda. Ao período entre essas duas vindas do Senhor chamamos de fim dos dias — esses últimos dias.

    Apostasia e Dificuldades nos Últimos Dias

    Os apóstolos escreveram a respeito dessas coisas. Por exemplo, Paulo, em 1 Timóteo 4:1, disse:

    Mas o Espírito diz expressamente que, nos tempos posteriores, alguns apostatarão da fé,
    dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios,
    falando mentiras em hipocrisia,
    tendo cauterizada a própria consciência.

    Nestes últimos dias, vocês verão que haverá apostasia. E, em 2 Timóteo 3:1, o apóstolo disse:

    Sabe, porém, isto: nos últimos dias haverá tempos difíceis.
    Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, presunçosos, arrogantes, maldizentes, desobedientes aos pais, ingratos, profanos, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, sem domínio próprio, ferozes, sem amor pelo bem, traidores, precipitados, orgulhosos, mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder.

    Nestes últimos dias, haverá tempos difíceis. Por que são tão difíceis? Porque os homens se tornam amantes de si mesmos, amantes do dinheiro e amantes dos prazeres. Vivemos em tempos assim, tão difíceis.

    O professor Kenneth S. Wuest escreveu um livro sobre esses escritos mais tardios do Novo Testamento. Deu ao livro o título Nestes Últimos Dias. Naturalmente, tirou a ideia de 2 Timóteo 3:1: “Nestes últimos dias”. Ele tratou de cinco livros do Novo Testamento.

    Ele mencionou que, em 2 Timóteo, Paulo prediz a apostasia do tempo do fim. Haverá um afastamento da fé na igreja. Depois, em 2 Pedro, o apóstolo trata da apostasia por meio de falsos mestres. Esses falsos mestres introduzem o afastamento da fé na igreja.

    Então o apóstolo João, em 1 João, nos diz o que é a apostasia do tempo do fim: é a negação da Pessoa de nosso Senhor Jesus. Em 2 João, ele nos diz qual é a atitude correta para com aqueles que negam a Pessoa do Senhor Jesus. Em 3 João, Diótrefes é apresentado como um pequeno tirano em uma igreja local. Depois, em Judas, encontramos as diversas características da apostasia.

    Nesses cinco livros, vocês têm um retrato da igreja nos dias em que estamos vivendo. Eles podem nos servir de guia, mostrando a natureza desses falsos mestres e de sua doutrina herética, e também nos advertindo contra o que está acontecendo.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, estamos vivendo no fim dos dias. Estamos vivendo nestes últimos dias. Se esses últimos dias começaram com a vinda de nosso Senhor Jesus, há dois mil anos, então creio que entendemos que estamos vivendo bem no fim dos dias — nos últimos dos últimos dias.

    Estamos realmente vivendo quase à meia-noite.

    A Noite e a Luz do Mundo

    Quando o Senhor Jesus estava nesta terra, Ele era a Luz do mundo. Vocês se lembram do que nosso Senhor Jesus disse em João 9. Havia um homem cego de nascença. Quando os discípulos viram aquele homem, algo curioso aconteceu: esses discípulos nunca haviam frequentado a escola dos rabinos, nunca haviam estudado, mas eram teólogos por natureza.

    Quando viram o homem cego de nascença, começaram a fazer ao Senhor uma pergunta teológica: “Ora, este homem nasceu cego. Quem pecou: seus pais ou ele mesmo?”

    Irmãos e irmãs, vocês sabem, isso é muito curioso. Embora nem todos nós tenhamos frequentado seminários teológicos, todos somos teólogos natos. Quando nos deparamos com uma situação, imediatamente começamos a teorizar. Começamos a desenvolver uma espécie de teologia a respeito dela.

    Mas nosso Senhor Jesus disse:

    Não é pelo pecado dos pais, nem pelo seu próprio pecado, mas é para a glória de Deus.

    Isso esclarece toda a teologia.

    Então o Senhor Jesus disse:

    Devo fazer as obras Daquele que Me enviou enquanto é dia.
    A noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
    Enquanto estou no mundo, sou a Luz do mundo.

    Em outras palavras, quando nosso Senhor Jesus estava na terra, era dia, porque Ele era a Luz do mundo. E, em João 11, no caso de Lázaro, vemos que nosso Senhor Jesus disse:

    Não há doze horas no dia?
    Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo.
    Mas, se alguém andar de noite, tropeça, porque a luz não está nele.

    Depois que o Senhor morreu, ressuscitou dentre os mortos e subiu ao céu, queridos irmãos e irmãs, o Sol se foi. Assim, em certo sentido, entramos na noite. Agora estamos na noite.

    À noite, vemos que o sol não aparece. O que resta são a lua e as estrelas, para fornecer a luz que houver. Na tipologia, sabemos que nosso Senhor Jesus é o Sol da justiça, e a lua é um tipo da igreja.

    Ele deixa a igreja aqui na terra. É claro que as estrelas falam dos crentes individualmente, porque uma estrela é diferente de outra. Cada um de nós é diferente, mas todos devem irradiar luz.

    Queridos irmãos e irmãs, o mundo entrou na noite. Mas, graças a Deus, Ele ainda deixa aqui a Sua igreja e os Seus crentes, e eles devem fornecer a luz que houver neste mundo.

    De qualquer forma, depois que nosso Senhor Jesus partiu, o mundo entrou na noite. Já se passaram cerca de dois mil anos. Portanto, sem dúvida, estamos quase à meia-noite — no momento mais escuro da noite.

    Os Fenômenos da Noite

    Agora, quais são os fenômenos da noite? Se vocês abrirem em Mateus 24, verão que, quando nosso Senhor Jesus saiu da cidade de Jerusalém, Seus discípulos Lhe mostraram o templo, construído pelo remanescente e embelezado pelo rei Herodes. Era um edifício magnífico.

    Eles tinham muito orgulho do templo e disseram: “Olha, ele está adornado com pedras preciosas, com ofertas vindas do mundo inteiro”. Mas, enquanto nosso Senhor Jesus saía da cidade de Jerusalém, a caminho do monte das Oliveiras, disse aos Seus discípulos:

    Eu vos digo: vem o dia em que não ficará pedra sobre pedra.

    Em outras palavras, o templo seria completamente destruído.

    Naturalmente, quando o Senhor disse isso, foi um choque tão grande para os discípulos que eles não ousaram Lhe dizer nada pelo caminho, para que não fossem ouvidos, pois os judeus considerariam aquilo uma blasfêmia.

    Mas, depois que nosso Senhor Jesus e Seus discípulos chegaram ao monte das Oliveiras, alguns de Seus discípulos se aproximaram do Senhor em particular e sussurraram ao Seu ouvido: “Mestre, Senhor, quando acontecerão estas coisas? E qual é o sinal da Tua vinda e da consumação da era?”

    Então nosso Senhor Jesus lhes disse quando essas coisas aconteceriam e também lhes falou do sinal de Sua vinda — de Sua parousia, de Sua presença — e da consumação da era.

    É claro que sabemos que isso está registrado em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21. Para nos ajudar a compreender, Lucas 21 apresenta principalmente a resposta do Senhor à primeira parte da pergunta: “Quando acontecerão estas coisas?” Isto é, quando o templo de Jerusalém seria completamente destruído?

    Isso é tratado principalmente em Lucas 21. Mas, naturalmente, Lucas 21 prossegue e trata do sinal de Sua vinda e da consumação da era. A ênfase em Lucas é responder à primeira pergunta.

    Porém, quando vocês leem Mateus 24, percebem que a ênfase da resposta está na segunda parte da pergunta: o sinal de Sua vinda e a consumação da era. Mas ela também inclui a primeira parte: “Quando acontecerão estas coisas?” Irmãos e irmãs, se vocês se lembrarem disso, será uma ajuda.

    A razão é que, se vocês lerem Lucas 21, encontrarão uma chave, e essa chave está em Lucas 21:24:

    E cairão ao fio da espada,
    e serão levados cativos para todas as nações;
    e Jerusalém será pisada pelas nações,
    até que os tempos das nações se cumpram.

    Essa é uma chave que mostra que aquilo que foi descrito antes desse ponto se refere, na verdade, à primeira parte da pergunta: “Quando acontecerão estas coisas?”

    Mas vamos concentrar nossa atenção em Mateus 24. Ali vemos que nosso Senhor Jesus começou a dizer aos Seus discípulos:

    Vede que ninguém vos engane.
    Pois muitos virão em Meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e enganarão a muitos.
    Ouvireis, porém, de guerras e rumores de guerras.
    Vede que não vos perturbeis, porque todas estas coisas devem acontecer; mas ainda não é o fim.
    Pois nação se levantará contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes, pestes e terremotos em diversos lugares.
    Mas todas estas coisas são o princípio das dores de parto.

    Depois que o Senhor partiu, o mundo entrou na noite. Quais seriam os fenômenos da noite? O Senhor diz que viriam pessoas proclamando ser o Cristo — falsos cristos — e que enganariam muitas pessoas.

    Haveria guerras e rumores de guerras. Haveria fomes, pestes e terremotos por toda parte. Mas o Senhor disse que essas coisas não indicam que o fim chegou. Na verdade, são apenas o princípio do fim.

    A Abertura dos Selos

    Agora, se vocês compararem essa passagem das Escrituras com Apocalipse 6, perceberão uma semelhança entre elas. Sabemos que Apocalipse 4 apresenta a cena da glória do Criador, e Apocalipse 5 apresenta a cena da glória do Redentor.

    Em outras palavras, no capítulo 4 vemos a glória da criação, e no capítulo 5 temos a glória da redenção.

    Seja qual for a interpretação de vocês, creio que isso não é o mais importante. Mas, para mim, entendo que Apocalipse 5 é a cena da ascensão de nosso Senhor Jesus.

    Vocês se lembram de que, em Atos 1, o Senhor subiu do monte das Oliveiras. Os discípulos estavam ali, vendo-O subir até que uma nuvem O encobriu. Ele continuava subindo; eles não podiam vê-Lo porque Ele estava na nuvem. Mesmo assim, continuavam olhando para cima.

    Vocês se lembram de que dois homens vestidos de branco apareceram e disseram:

    Homens da Galileia, por que estais olhando para cima?
    Este mesmo que está subindo voltará da mesma maneira, do mesmo modo, a esta terra.

    O Senhor subiu ao céu, mas ninguém viu o que aconteceu quando Ele chegou lá. Mas, graças a Deus, por revelação, o apóstolo João recebeu uma visão da glória do Cristo exaltado, quando Ele subiu ao céu.

    Vocês sabem, em Apocalipse 5:6:

    E vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes,
    e no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como tendo sido morto,
    com sete chifres e sete olhos,
    que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra.
    E Ele veio e o tomou da mão direita Daquele que estava assentado no trono.

    Aqui vemos uma cena. Havia Alguém sentado no trono, e em Sua mão havia um livro; mas esse livro estava selado. Então houve uma proclamação. Um anjo forte proclamou em alta voz, de modo que todos no céu, na terra e debaixo da terra pudessem ouvir:

    Quem é digno de abrir o livro e romper os seus selos?

    Mas, quando a proclamação foi feita, ninguém no céu, na terra ou debaixo da terra era capaz de abrir o livro ou sequer de olhar para ele. Por quê? Porque não havia ninguém digno.

    Quando João viu aquilo, chorou. Agora, queridos irmãos e irmãs, por que ele chorou? Deve ser algo de tremenda importância.

    Se não houvesse ninguém que viesse tomar o livro e romper os selos, sabem o que aconteceria? Esta terra continuaria indefinidamente sob a usurpação do maligno.

    Esse livro na mão Daquele que está no trono é o título de propriedade deste mundo. Irmãos e irmãs, Deus nunca abriu mão de Sua propriedade. Embora o inimigo tenha usurpado a autoridade sobre esta terra e agora seja chamado de governante, de príncipe deste mundo, trata-se de uma usurpação. Ele não é dono da terra. É um invasor, não um proprietário.

    Deus ainda tem em Sua mão o título de propriedade deste mundo. Mas quem é digno de tomar o livro e abrir os selos? Em outras palavras, quem é digno de executar o plano de Deus para restaurar a terra, para reconduzir a criação ao propósito original de Deus?

    Isso significa que alguém precisa ser digno de fazer isso. Mas ninguém era digno — não apenas na terra, não apenas debaixo da terra, mas nem mesmo no céu. Não havia ninguém digno. Quando João percebeu isso, chorou, porque pensou que não haveria esperança — nenhuma esperança para o mundo.

    Então um dos anciãos o consolou, dizendo:

    Não chores.
    Eis que o Leão da tribo de Judá,
    a Raiz de Davi, venceu,
    para abrir o livro e os seus sete selos.

    Quando essa palavra foi dita, imediatamente ele viu que, no meio do trono e dos quatro seres viventes, no meio dos anciãos, havia um Cordeiro. Esse Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, é um Cordeiro — um Cordeiro recém-imolado.

    Em outras palavras, isso nos mostra que nosso Senhor Jesus, depois de ser crucificado na cruz do Calvário, depois de concluir a obra da redenção, foi ressuscitado por Deus dentre os mortos e então subiu às alturas.

    Quando Ele subiu ao céu, adiantou-Se e tomou aquele livro da mão de Deus Pai, porque Ele era digno. Quando isso aconteceu, imediatamente os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos se prostraram diante do Cordeiro e cantaram um cântico novo:

    Tu és digno de tomar o livro,
    e de abrir os seus selos:
    pois foste morto,
    e com Teu sangue compraste para Deus
    homens de toda tribo, língua, povo e nação,
    e os fizeste reis e sacerdotes para o nosso Deus;
    e eles reinam sobre a terra.

    Portanto, irmãos e irmãs, esse livro — o título de propriedade deste mundo, desta terra, desta criação — agora está na mão de nosso Senhor Jesus. Vocês conseguem imaginar que, depois de tomar esse livro em Sua mão, Ele esperaria dois mil anos sem abrir os selos? Conseguem imaginar isso?

    É por essa razão que creio que, assim que Ele tomou o livro em Sua própria mão, começou a abrir os selos. Em outras palavras, começou a executar o plano de Deus para recuperar esta terra e a criação para Deus.

    Assim, vemos que Ele começou a abrir os selos. Eu pessoalmente creio — agora, se vocês não concordarem, não há problema algum, porque se trata de interpretação —, eu pessoalmente creio que, assim que Ele tomou o livro em Sua própria mão, começou a abrir os selos, um após o outro.

    Quando o primeiro selo foi aberto, vemos um cavalo branco e alguém sentado sobre o cavalo com um arco, mas sem flecha. Agora, se vocês relacionarem isso com Mateus 24, verão que aquele que está sentado sobre o cavalo branco, com um arco, mas sem flecha, é uma imitação.

    Por quê? Um arco sem flecha. Portanto, isso representa os falsos cristos e os falsos profetas. Depois que o Senhor partiu, durante a noite, vemos que surgiriam falsos profetas e falsos cristos nesta terra para enganar muitas pessoas.

    Depois, na abertura do segundo selo, vemos um cavalo vermelho. Aquele que está sentado sobre ele tem uma grande espada. Em outras palavras, ele tirará a paz desta terra. O Senhor Jesus disse que haveria guerras e rumores de guerras.

    Na abertura do terceiro selo, vemos um cavalo preto. Aquele que está sentado sobre ele tem uma balança na mão. Em outras palavras, trata-se da fome. A fome virá sobre esta terra.

    Então o quarto selo foi rompido, e saiu um cavalo pálido. Aquele que está sentado sobre ele se chama Morte. Ele pode usar a peste, a fome, a guerra e todas essas coisas para matar um quarto da população da terra.

    Portanto, irmãos e irmãs, vemos que há uma correspondência entre os quatro selos e a primeira parte de Mateus 24. Haverá falsos cristos; haverá guerras e rumores de guerras; haverá fome e peste; e haverá terremotos.

    Todos esses desastres vêm sobre esta terra. Mas o Senhor Jesus disse que isso não é o fim. Não pensem que o fim chegou. Essas coisas são apenas o princípio das dores de parto.

    As Dores de Parto e o Propósito de Deus

    Agora, por que, quando o Senhor abriu os selos, tantos desastres vieram sobre esta terra? Por quê? É porque, quando Deus procura restaurar a terra para Si mesmo, surge uma oposição tão grande por parte do poder das trevas que desastres vêm sobre esta terra.

    Na verdade, essas coisas são sinais e símbolos da oposição que se levanta contra o reino de Deus.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, as pessoas sempre fazem esta pergunta: “Se existe um Deus, e se Deus é amor, por que há guerras? Por que Deus as permite? Se Ele não as provoca, por que ao menos as permite? Se Deus é um Deus de amor, por que permite pestes, escassez, fome, morte — todas essas coisas terríveis que testemunhamos e experimentamos nesta terra?”

    Queridos irmãos e irmãs, lembrem-se: essas coisas são os resultados do pecado do homem. São expressões da oposição ao governo de Deus.

    Elas trazem miséria, sofrimento e dor a esta terra. Mas, queridos irmãos e irmãs, o Senhor disse:

    Estas coisas são o princípio das dores de parto.

    Ora, isso não é maravilhoso?

    Pensamos que guerras, pestes, fome e terremotos só trazem desastres e morte a esta terra. Que bem pode resultar dessas coisas?

    Quando olhamos para essas coisas em si mesmas, é verdade: nada de bom poderia resultar delas. Mas Deus exerce Sua soberania sobre essas coisas. Deus usa essas coisas. Elas foram provocadas pelo inimigo; foram o resultado dos pecados dos homens. Contudo, Deus toma essas coisas e as transforma em bem.

    Deus disse: “Estas coisas são o princípio das dores de parto”. Ora, uma mulher que espera um filho concebeu e, quando começa a sentir as dores de parto, é terrível, naturalmente — muito doloroso.

    Quando o trabalho de parto começa e as dores se intensificam, essas dores de parto são terríveis e dolorosas em si mesmas. No entanto, das dores de parto nasce uma criança. Quando a criança nasce, a mulher esquece toda a sua aflição. Ela está feliz porque tem um filho.

    Agora, queridos irmãos e irmãs, isso é verdade. Deus permite que todas essas coisas aconteçam nesta terra, e Deus toma essas coisas e as usa como dores de parto. A criação, o mundo e a humanidade estão hoje em trabalho de parto. Vocês podem ouvir o gemido da criação. Podem ouvir o gemido do homem.

    Mas, em todos esses gemidos e lamentos, vocês verão que Deus está realizando o Seu propósito. Haverá um nascimento. Agora, o que nascerá?

    Do trabalho de parto da criação, do trabalho de parto deste mundo, Deus está reunindo, de toda tribo, de toda língua, de todo povo e de toda nação, um povo redimido para Si mesmo.

    De todas essas experiências dolorosas, Deus está trazendo homens e mulheres redimidos pelo precioso sangue. Deus os fez reis e sacerdotes para Deus. Em outras palavras, por meio do trabalho de parto da criação, Deus está fazendo nascer a Sua própria igreja — o corpo de Cristo, a noiva do Cordeiro.

    Portanto, irmãos e irmãs, vemos a sabedoria de Deus — como Deus exerce Sua soberania sobre todas as coisas. Não é verdade que, quando estamos em todos esses tipos de dificuldades, os homens começam a perceber a vaidade de vaidades desta terra? Quantos começam a se voltar para o Senhor?

    Essas coisas são o princípio das dores de parto, apenas o princípio. Vocês sabem, elas já duram dois mil anos, assim como as dores de parto. Não é que, assim que a mulher sente as dores, a criança nasce. Isso seria bom, mas, infelizmente, em geral não acontece assim.

    Vemos que as dores de parto continuam, diminuem um pouco, depois voltam e diminuem novamente, até que, por fim, a criança nasce. Ao longo desses dois mil anos, é isso que está acontecendo durante a noite.

    À medida que a hora do nascimento se aproxima, vemos que as dores se tornam mais intensas e mais próximas umas das outras. Elas se repetem cada vez mais depressa, e é isso que está acontecendo.

    Nesses dois mil anos, tivemos guerras e rumores de guerras ao longo de todos esses vinte séculos. Tivemos fome, peste e terremotos ao longo de todos os vinte séculos. Isso é verdade.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, vocês percebem que, quando chegamos ao fim dos últimos dias, quando chegamos ao momento em que a criança vai nascer, tudo se intensifica? Pode levar cem anos para ocorrer uma grande guerra, mas depois vemos esse intervalo diminuir, talvez para trinta anos. Ele vai diminuindo cada vez mais.

    Antigamente, uma guerra talvez fosse apenas uma guerra tribal. Talvez atingisse apenas uma pequena parte do mundo. Mas agora vemos que pode ser uma guerra mundial. Irmãos e irmãs, tudo se intensifica. Tudo aumenta.

    Vocês ouvem falar de terremotos por toda parte. Veem fome por toda parte — pestes, guerras e rumores de guerras por toda parte. Tudo se intensifica. Tudo aumenta. À medida que chegamos ao fim destes últimos dias.

    A Perseguição e o Evangelho do Reino

    Então o Senhor Jesus disse em Mateus 24:

    Então vos entregarão à tribulação e vos matarão;
    e sereis odiados por todas as nações por causa do Meu nome.
    E então muitos se escandalizarão, e entregarão uns aos outros, e odiarão uns aos outros.
    E muitos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos.
    E, porque prevalecerá a iniquidade, o amor de muitos esfriará.
    Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.
    E estas boas-novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, para testemunho a todas as nações;
    e então virá o fim.

    Quando todas essas coisas estiverem acontecendo, vemos que haverá tribulação sobre aqueles que creem no Senhor. Ah, irmãos e irmãs, no século XX, vemos como o povo de Deus tem sido perseguido e morto. O sangue dos mártires tem corrido ao longo de todos os séculos.

    O mundo matará os cristãos e os odiará por causa do nome de Cristo. Sempre que algo acontece, culpam os cristãos. Vocês veem isso na história. Por exemplo, Nero.

    Sabemos que Nero, na verdade, foi quem incendiou a cidade de Roma. Quando a cidade de Roma estava queimando, ele estava em seu palácio, tocando sua harpa e cantando sua canção, apreciando o incêndio. Ele era louco. Talvez quisesse reconstruir Roma; não sabemos.

    Mas, quando o incêndio se alastrou e o povo sofreu tanto, houve tamanha murmuração e revolta no coração das pessoas que Nero percebeu o perigo. Então tentou encontrar um bode expiatório. Começou a espalhar a notícia de que os cristãos haviam feito aquilo.

    Queridos irmãos e irmãs, vemos que isso não aconteceu apenas no tempo de Nero. Isso tem acontecido ao longo dos dois mil anos. Sempre que algo acontecia, as pessoas culpavam os cristãos.

    Durante todos esses dois mil anos, o sangue dos mártires continuou a correr. Mas, graças a Deus, é com o sangue dos santos que a igreja é edificada.

    Quando essas coisas acontecerem, muitos se afastarão da fé. A iniquidade prevalecerá. O amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo.

    Vocês sabem, quando vem a perseguição, até mesmo crentes entregarão outros crentes para serem mortos. Haverá iniquidade. O amor de muitos esfriará. Queridos irmãos e irmãs, estamos nesses dias. Aquele que perseverar até o fim será salvo.

    Mas, graças a Deus, ao mesmo tempo há um quadro glorioso. Enquanto todas essas coisas acontecem, vemos também que o evangelho — as boas-novas do reino — será pregado a todas as nações.

    Agora, o que é o evangelho do reino? Há apenas um evangelho. Paulo diz que, se alguém vier e pregar outro evangelho, não o ouçam. Há apenas um evangelho: o evangelho de Jesus Cristo.

    Mas esse evangelho tem muitos aspectos, e um deles é chamado de evangelho do reino. Em outras palavras, nosso Senhor Jesus é Rei, e precisamos nos submeter a Ele, porque o reino de Deus está vindo.

    Queridos irmãos e irmãs, em meio a todas essas dores de parto, perseguições e provações, embora muitos tenham caído, graças a Deus, o povo de Deus começa a perceber que se trata de algo além de simplesmente ser salvo.

    Às vezes pensamos que o evangelho é apenas um evangelho da graça — ser salvo. Isso é tudo o que importa. Mas, queridos irmãos e irmãs, há mais do que isso. As pessoas começam a perceber que se trata de algo além de simplesmente ser salvo.

    Trata-se de um compromisso completo com o Senhor: entregar-nos ao Senhor e permitir que Ele governe sobre nós. Esse é o evangelho do reino.

    Agora, irmãos e irmãs, isso precisa ser uma realidade — não apenas algo pregado, mas algo visto e ao qual se corresponde. Quando o evangelho do reino for pregado a todas as nações, o povo de Deus começará a perceber que se trata de algo além de simplesmente ser salvo.

    Trata-se de entregar nossa vida por causa de Seu nome. Trata-se de nos colocar completamente em Sua mão. Essa é a única maneira de chegar até o fim.

    Ah, irmãos e irmãs, se o que vocês receberam se resume a ser salvos, então, quando todas essas coisas estiverem acontecendo, vocês não conseguirão atravessá-las. Precisam enxergar o senhorio de Cristo. Precisam entregar a vida a Ele.

    Somente quando fizerem isso serão guardados por Sua graça. Serão capacitados a perseverar até o fim. O evangelho do reino precisa ser pregado às nações, e então virá o fim.

    O Quinto e o Sexto Selos

    Eu pessoalmente creio que os quatro selos já foram abertos. O quinto selo será aberto muito em breve. Agora, por que há um intervalo tão grande?

    Porque, ao lerem Apocalipse 6:9-11, vocês encontram:

    E, quando Ele abriu o quinto selo,
    vi debaixo do altar as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus,
    e por causa do testemunho que sustentavam.
    E clamaram em alta voz, dizendo:
    Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro,
    não julgas e vingas o nosso sangue sobre os que habitam na terra?
    E foi dada a cada um deles uma veste branca;
    e lhes foi dito que repousassem ainda por um pouco de tempo,
    até que também se completasse o número de seus conservos e de seus irmãos,
    que estavam para ser mortos, assim como eles haviam sido.

    Em outras palavras, na abertura do quinto selo, vocês veem debaixo do altar as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Quando o quinto selo foi aberto, vocês viram os mártires de todas as épocas.

    Os mártires de todas as épocas — não sabemos quantos são. Incontáveis. Foram mortos por causa da Palavra de Deus, por serem fiéis à Palavra de Deus. Foram mortos porque tinham o testemunho de Jesus. Eles não aceitavam transigir.

    Debaixo do altar, essas almas despidas clamavam:

    Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue sobre os que habitam na terra?

    Queridos irmãos e irmãs, observem uma mudança de tempo. Qual é o nosso tempo? Nosso tempo é um tempo de graça. Desde que o Senhor Jesus veio, Ele introduziu o tempo da graça, e ainda estamos nesse tempo da graça.

    Quando nosso Senhor Jesus estava na cruz do Calvário, quando foi crucificado, qual foi a Sua oração? Ele disse:

    Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.

    Sim, graça.

    Qual foi o clamor do primeiro mártir da igreja, Estêvão? Antes de morrer, ele disse:

    Senhor, não lhes imputes este pecado.

    Assim, ao longo dos séculos, quando essas pessoas foram martirizadas e mortas — algumas queimadas vivas, outras afogadas, outras lançadas aos leões, outras cobertas de óleo e queimadas —, sua última oração e as últimas palavras que saíram de sua boca não foram de vingança, mas de perdão.

    Esse é o caráter, a natureza, do tempo da graça. A igreja hoje ora para que Deus tenha misericórdia deste mundo. Embora tenhamos sido maltratados pelo mundo, ainda assim oramos para que Deus perdoe e salve. Esse é o caráter deste tempo da graça.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, um dia o tempo da graça terminará. O tempo mudará. Ele mudará do tempo da graça para o tempo do juízo final.

    Como isso começa? Começa com o clamor dos mártires de todas as épocas. Vocês sabem, sempre que o céu vai fazer alguma coisa, o céu espera até que o povo de Deus comece a orar.

    Quando essas pessoas recebem do céu a percepção do que Deus vai fazer e começam a orar, então a mão do céu se move. Assim, aqui vemos que Deus vai mudar o tempo da graça para o tempo do juízo.

    Por isso, na abertura do quinto selo, todos os mártires de todas as épocas começam a clamar: “Até quando, ó Soberano Senhor, não julgarás o mundo e não vingarás o sangue que eles derramaram?”

    Essa não é a oração da igreja hoje. Não podemos fazer essa oração hoje. Ela seria inteiramente contrária ao caráter desta era. Mas, queridos irmãos e irmãs, um dia a oração da igreja mudará, e ela pedirá a Deus que julgue o mundo e vingue o sangue que foi derramado.

    É por essa razão que creio que eles foram consolados e lhes foi dito: “Esperem apenas um pouco. Outros ainda serão mortos”. Ah, irmãos e irmãs, estamos vivendo nesse tempo.

    A perseguição se espalha por grande parte do mundo, e muitos do povo de Deus já deram a vida pelo evangelho e pelo nome de Cristo, mesmo em nossos dias, até que se complete o número dos mártires.

    Como estamos vivendo perto do fim dos últimos dias! Porque, na abertura do sexto selo, o que acontece? O juízo começa a vir sobre eles — a ira do Cordeiro.

    Portanto, irmãos e irmãs, estamos realmente vivendo bem no fim dos últimos dias.

    A Longanimidade de Deus

    Por que esses últimos dias continuam por tanto tempo? Já se passaram cerca de dois mil anos.

    Vocês verão que haverá escarnecedores, como encontramos em 2 Pedro 3. As pessoas começarão a zombar e a dizer:

    Onde está a promessa de Sua vinda?
    Pois, desde que os pais adormeceram,
    todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.

    Ah, eles não sabem. Mas que esta única coisa não fique oculta a vocês, amados:

    Um dia para o Senhor é como mil anos,
    e mil anos como um dia.
    O Senhor não retarda a Sua promessa, como alguns consideram a demora,
    mas é longânimo para convosco,
    não querendo que ninguém pereça,
    mas que todos cheguem ao arrependimento.

    Ah, irmãos e irmãs, a longanimidade de Deus! Mas haverá um fim. O dia do Senhor virá como um ladrão. De repente, Ele virá.

    O Vigia e a Chegada da Manhã

    Tomando emprestada a expressão do livro de Isaías, Deus pergunta a Isaías: “Guarda, que houve da noite? Que hora da noite é esta? Que houve da noite, guarda?”

    Isaías, que é um vigia, está atento. Ele diz:

    A manhã vem.

    Isso não é bom? A manhã vem, e também a noite.

    Em outras palavras, estamos nos aproximando do momento mais escuro da noite. Mas, graças a Deus, quando a noite entra em sua fase mais escura, a manhã não está muito longe.

    Irmãos e irmãs, estamos vivendo nesse tempo. Estamos vivendo bem no fim do fim dos dias. Estamos vivendo na escuridão da noite.

    Mas, graças a Deus, em breve ouviremos um clamor à meia-noite:

    O Noivo vem!

    Quando Ele vem, o dia vem. A manhã vem.

    Como sabemos que estamos tão perto da vinda do Senhor? Preciso me apressar; estou apenas começando. É verdade. Ah, mas isso é a introdução.

    Como sabemos que a vinda do Senhor está muito próxima? Naturalmente, ninguém sabe a hora. O Senhor disse que ninguém sabe. Se alguém tentar fazer cálculos e disser que o Senhor virá em determinado ano, em determinado mês ou em determinado dia, é um falso profeta. Não o ouçam.

    Ninguém sabe — nem mesmo os anjos, que são mais inteligentes do que os seres humanos. Eles não sabem. Somente o Pai conhece o tempo. Mas uma coisa sabemos: está próximo.

    Quão próximo? Em Mateus 24, o Senhor Jesus disse:

    Aprendei a parábola da figueira.
    Quando o seu ramo já se torna tenro e produz folhas,
    sabeis que o verão está próximo.
    Assim também vós, quando virdes todas estas coisas,
    sabei que está próximo, às portas.

    A Figueira e a Restauração de Israel

    Vocês sabem, a figueira é um símbolo da nação judaica. Quando nosso Senhor Jesus estava na terra, cerca de dois dias antes de falar no monte das Oliveiras, enquanto ia pela manhã à cidade de Jerusalém, Ele viu uma figueira.

    Ele estava com fome e viu uma figueira cheia de folhas. Se uma figueira está cheia de folhas, embora talvez não seja a época da colheita, ela deveria ter alguns figos. Como não havia nada nela, Ele amaldiçoou a figueira: “Nunca mais dará fruto”.

    Nosso Senhor Jesus esperava apenas encontrar alguns figos nela. Agora, se vocês conhecem as figueiras da Palestina, sabem que, em dezembro, elas começam a perder as folhas e ficam nuas até perto do fim de março.

    Quando chega o fim de março, vemos que as folhas começam a brotar. Quando essas folhas começam a brotar, encontramos pequenos figos nas axilas das folhas. Esses pequenos figos são a prova de que a árvore produzirá frutos.

    Se ela não tiver esses pequenos figos, isso prova que a figueira nunca dará fruto. Portanto, o que o Senhor procurava eram esses pequenos figos. Era antes da época da colheita, porque a colheita vinha em duas safras, uma em junho e outra em agosto — isto é, no verão.

    Mas, quando vocês veem os ramos tenros e as folhas, sabem que o verão está próximo. Ainda não é verão, mas o verão está próximo, porque seria o fim de março ou o início de abril.

    Quando o Senhor chegou ali e não viu nenhum figo — nem mesmo aqueles pequenos figos —, soube que a figueira nunca daria fruto, e o Senhor amaldiçoou aquela árvore. Nosso Senhor nunca amaldiçoou coisa alguma, exceto aquela figueira. Naturalmente, sabemos que isso aconteceu porque há uma razão simbólica por trás.

    A figueira é um símbolo da nação de Israel. Nosso Senhor Jesus cuidou daquela nação, porque ela não dava fruto. O proprietário disse: “Vamos cortá-la”. Mas o agricultor disse: “Deixe-me tentar mais um pouco. Vou colocar mais adubo e ver se ela dará fruto”. Mas, por fim, ela nunca deu fruto. Então o Senhor disse: “Está bem”.

    A nação de Israel foi posta de lado por algum tempo — não permanentemente, como algumas pessoas pensam, mas temporariamente.

    Dois dias depois, o Senhor disse: “Agora aprendam a lição da figueira”. A figueira começa a produzir ramos tenros e folhas; começa a reviver. Ora, essa figueira não é outra senão a figueira que Ele havia amaldiçoado. Em outras palavras, é a nação de Israel.

    Israel será restaurado e revivificado. Vocês sabem, quem teria acreditado nisso cinquenta anos atrás?

    Mas, graças a Deus, em 1917 houve a Declaração Balfour. O governo britânico, por meio de seu ministro das Relações Exteriores, emitiu uma declaração afirmando que a nação britânica era favorável a que os judeus tivessem uma terra própria.

    Isso foi, na verdade, uma recompensa a um químico judeu, um jovem químico judeu. Durante a guerra, o governo britânico percebeu que lhe faltava uma determinada substância química necessária para a pólvora. Então convocou todas as nações, todos os químicos, para tentar produzi-la em grande quantidade.

    Eles conseguiam produzi-la em um pequeno laboratório, mas não conseguiam produzi-la em escala industrial. Finalmente, um jovem químico judeu descobriu como produzi-la em grande escala. Quando o governo britânico lhe perguntou: “Com que devemos recompensá-lo?”, ele disse: “Prometam dar-nos uma pátria”.

    Então, em novembro de 1947, as Nações Unidas concordaram unanimemente que deveria haver uma pátria para os judeus na Palestina. Em maio de 1948, nasceu a nação de Israel.

    Aquela figueira voltou a produzir ramos tenros e folhas. Eu realmente creio que também há alguns pequenos figos ali. Mas a colheita ainda não chegou, porque o verão está próximo. Ele está chegando.

    Haverá um dia em que todo o Israel será salvo. Vocês encontram isso em Romanos 11. Todo o Israel será salvo. Há um tempo em que haverá fruto; a safra, a colheita, chegará.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, o Senhor disse: “Aprendam a lição”. Vocês conhecem as palavras que Ele diz nas Escrituras. Há algo além da simples restauração da nação de Israel. O que devemos aprender?

    O Senhor disse:

    Quando virdes todas estas coisas acontecerem, sabeis que está próximo, às portas.

    Agora, o que está próximo? É o reino.

    Se vocês lerem o livro de Marcos, verão que o reino de Deus está próximo. Quando veem essas coisas acontecendo, sabem que o reino de Deus está próximo. Sabem que o Senhor já está às portas.

    Talvez, no mundo ocidental, vocês não consigam perceber bem isso, mas nós, que viemos do Oriente, talvez saibamos o que significa. A palavra “portas” ali não está no singular; está no plural.

    Neste país, se vocês chegam à porta da frente e atravessam a soleira, já estão dentro da casa. Há apenas uma porta para entrar na casa. Mas, no Oriente, é diferente.

    Se quiserem chegar ao lugar onde a família mora, talvez precisem atravessar várias portas. Haverá um muro e haverá portas. Depois de entrar pela porta da frente, vocês estarão em um pátio.

    Se a família for rica, talvez precisem atravessar não apenas uma porta, mas várias portas antes de chegar ao lugar onde a família mora. Mas, se já estiverem à porta da frente, então não estarão muito longe do lugar onde a família mora.

    Portanto, irmãos e irmãs, quando vemos essas coisas acontecendo — em 1948, quando nasceu a nação de Israel —, irmãos e irmãs, o reino de Deus, o Rei, já está às portas.

    Se Ele está às portas, está muito, muito perto — mais perto do que vocês imaginam.

    Os Tempos dos Gentios

    Outra coisa: olhem para Lucas 21. Aqui encontramos o versículo que lemos. Lucas 21:24 marca a divisão entre a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., e a destruição do mundo — o juízo do mundo que está vindo.

    Esse versículo é a divisão entre esses dois juízos. O que vem antes de Lucas 21:24 nos fala do juízo da teocracia, do juízo de Jerusalém, do templo. O que vem depois de Lucas 21:24 nos fala do juízo que está vindo sobre as nações.

    Qual é a linha divisória? A linha divisória são os tempos dos gentios.

    Jerusalém será pisada pelas nações,
    até que os tempos dos gentios se cumpram.

    Agora, irmãos e irmãs, não posso entrar em detalhes. Isso levaria várias horas. Mas deixem-me dizer apenas isto: depois da destruição do templo de Jerusalém, em 70 d.C., Jerusalém esteve nas mãos dos judeus somente por alguns meses, em 135 d.C.

    Mas, com exceção desses poucos meses, durante esses quase dois mil anos, Jerusalém foi pisada pelas nações. Em outras palavras, as nações — os gentios — controlavam Jerusalém.

    Somente em 1967, na Guerra dos Seis Dias — somente em 1967 —, pela primeira vez, Israel assumiu o controle de toda Jerusalém: não apenas da cidade nova, mas também da cidade velha. Fizeram de Jerusalém a capital indivisível e eterna da nação.

    Irmãos e irmãs, temos observado isso há anos, para ver se este é o cumprimento dos tempos dos gentios. Pelo raciocínio humano, o mundo inteiro não permitiria isso. As Nações Unidas disseram: “Devolvam a cidade velha”. Os árabes não permitiriam.

    Estávamos observando para ver se Jerusalém sairia novamente de suas mãos. Mas, desde 1967 até o presente, Jerusalém continua nas mãos de Israel. Perguntamo-nos se os tempos dos gentios já se cumpriram.

    Se os tempos dos gentios já se cumpriram, então, irmãos e irmãs, a vinda do Senhor está muito, muito próxima. O fim está chegando.

    Há muitas outras coisas sobre as quais poderíamos falar, mas creio que já ultrapassei bastante o meu tempo. De qualquer forma, uma coisa precisamos conhecer: o tempo em que vivemos.

    Estamos vivendo bem no fim dos últimos dias. É um dia mau — perigoso, cheio de riscos. Mas, graças a Deus, é um dia em que podemos olhar para cima, porque a nossa redenção se aproxima.

    Oração Final

    Querido Pai celestial, enquanto o mundo inteiro treme de medo, os homens chegam a desfalecer de medo do que está por vir. Ah, como Te louvamos e Te agradecemos porque podemos levantar a cabeça, sabendo que a nossa redenção se aproxima. Oh, vem, Senhor Jesus, vem. Amém.