Por favor, abram no livro de Eclesiastes, no Antigo Testamento.
Tudo tem o seu tempo determinado;
E há tempo para todo propósito debaixo do céu.
Porque há um tempo para todo propósito e para toda obra.
Ou, em algumas versões:
Um tempo é designado para todo propósito e para toda obra.
O coração do sábio conhece o tempo e o modo.
Porque para todo propósito há tempo e modo.
A Versão Amplificada diz:
Saber quando e o que fazer.
Voltemo-nos para o Senhor.
Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos pelo privilégio de entrar na Tua própria presença e estar diante de Ti. Tudo isso é por causa do precioso sangue do Teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, e do novo e vivo caminho que Ele abriu para nós.
Nós Te louvamos e Te agradecemos, sabendo que Ele agora é nosso Sumo Sacerdote, intercedendo por nós até mesmo nesta hora. Assim, Pai, nós nos reunimos na Tua presença, com alegria no coração, sabendo que Tu virás ao nosso encontro.
Oramos para que removas qualquer véu que possa estar sobre algum coração, para que, com o rosto descoberto, possamos contemplar e ser transformados de glória em glória, segundo a Tua imagem, pelo Senhor, o Espírito. E a Ti seja toda a glória, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
Mencionamos, na primeira noite, que nosso Deus é o Deus eterno. Em outras palavras, Ele está além do tempo; Ele não está sujeito ao tempo. Mas, em Seu relacionamento com os homens, Ele usa o tempo para realizar Seu propósito.
Ele divide o tempo em dispensações específicas e, por meio desses períodos específicos, realiza Sua obra particular dentro de cada um deles, até que, finalmente, quando não houver mais tempo — isto é, quando todos os Seus propósitos tiverem sido realizados —, entraremos na eternidade vindoura.
Portanto, o tempo é um fator muito importante. Como é por meio do tempo que Deus realiza Seu propósito, Salomão diz:
Tudo tem o seu tempo determinado;
E há tempo para todo propósito.
Há um tempo designado para cada propósito de Deus. Portanto, é sábio conhecer o tempo. É sábio conhecer o modo de agir — isto é, como devemos agir naquele tempo?
Assim, irmãos e irmãs, aqui vocês encontram três fatores importantes:
Deus estabelece o tempo. Ele determina Seu propósito. E nós devemos saber o que fazer naquele tempo para estar dentro do Seu propósito.
Nesta manhã, gostaríamos de percorrer a história do Antigo Testamento e ver como o tempo, o propósito e o modo de agir são ilustrados na vida do povo de Deus no passado, para que possamos aprender a lição que devemos aprender.
É claro que precisamos começar por Gênesis.
No princípio, criou Deus os céus e a terra.
Esse não é apenas o começo do espaço; é também o começo do tempo. O tempo começa no momento em que Deus criou os céus e a terra.
No primeiro capítulo de Gênesis, vemos que Deus criou o homem e o colocou no jardim do Éden. No meio do jardim, Deus plantou a árvore da vida e, ao lado dela, a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Quando o homem foi criado, ele era um ser inocente. Isto é, ainda não havia pecado. Mas também não tinha a vida eterna. Ele estava no estado de inocência.
Quando Deus o colocou naquele jardim, com todas as árvores, incluindo a árvore do conhecimento do bem e do mal e a árvore da vida, Deus disse ao homem que ele poderia comer livremente de todas as árvores do jardim. Mas não deveria comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Em outras palavras, Deus colocou o homem sob um mandamento. Naquele tempo, o homem era como uma criança. Vocês sabem, uma criança é inocente, e, quando o homem foi criado, ele era como uma criança.
Ele não tinha o conhecimento do bem e do mal. Não conseguia distinguir o bem do mal, nem o mal do bem. Mas foi colocado sob o mandamento de Deus.
Em outras palavras, uma criança, quando quer saber se algo é bom ou ruim, não consegue decidir por si mesma, porque é inocente. Mas pode ir até os pais e perguntar se aquilo é algo que pode fazer ou se não deve fazê-lo.
Adão, quando foi criado, estava nessa posição. Ele não conhecia o bem e o mal, mas foi colocado sob o mandamento de Deus. Sua responsabilidade era obedecer a Deus.
Se obedecesse a Deus, o resultado, sem dúvida, seria comer da árvore da vida e receber a vida de Deus dentro de si. Mas, se desobedecesse a Deus e tentasse decidir por si mesmo, então sabemos qual seria o resultado final: a morte.
Portanto, o tempo era o tempo da inocência, e o propósito era a vida. Deus desejava dar Sua própria vida ao homem que havia criado, mediante o comer do fruto da árvore da vida.
Ora, não havia como deixar de vê-la, porque a árvore da vida estava no centro do jardim. Assim, se Deus disse: “Você pode comer de todos os frutos das árvores do jardim, exceto daquela, a árvore do conhecimento do bem e do mal”, naturalmente a atenção do homem seria atraída para a árvore da vida.
O modo de agir era a obediência. Se ele obedecesse, teria vida.
Mas, infelizmente, vemos que Eva não conhecia o tempo. Ela ouviu as palavras, mas se recusou a reconhecer que não tinha conhecimento — que era inocente.
Vocês sabem, a inocência é uma grande bênção. Às vezes sabemos demais, e isso realmente é uma maldição. Um bebê, uma criança, é tão inocente e tem os pais a quem recorrer. Isso, por si só, é uma bênção.
Mas, quando entra na mente dessa criança a ideia de que sabe tudo, e tudo o que deseja é tomar suas próprias decisões antes de ser capaz de distinguir o bem do mal e o mal do bem, então vemos que ela cai em tentação. Foi isso que aconteceu com a humanidade no princípio.
Eva não percebeu qual era o tempo. Recusou-se a reconhecer que era inocente. Queria agir por conta própria. Olhou para a árvore do conhecimento do bem e do mal. Viu que era agradável aos seus olhos e caiu em tentação.
Em vez de ir a Deus e perguntar a Ele a respeito — e, na verdade, ela nem precisava perguntar, porque Deus já havia falado —, ela não deu ouvidos. Não obedeceu ao mandamento de Deus. Tomou a iniciativa por conta própria.
Tentada pelo diabo, ela comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, e o resultado foi a queda do homem. O homem foi expulso do jardim do Éden.
Depois que o homem foi expulso do jardim do Éden, vemos, no quarto capítulo de Gênesis, que a segunda geração apareceu na terra. Adão e Eva tiveram filhos. O primeiro foi Caim, e o nome Caim significa aquisição.
Depois que pecaram, Deus veio até eles no jardim. Por um lado, Deus pronunciou juízo sobre o homem, a mulher e a serpente, o inimigo, Satanás. Mas, por outro lado, Deus deu à humanidade uma promessa extraordinária.
Deus disse que a descendência da mulher esmagaria a cabeça da serpente. Em outras palavras, da mulher viria um descendente, e esse descendente derrotaria completamente o inimigo.
O homem acabara de cair nas mãos do inimigo, e agora Deus prometia que o libertaria das mãos do inimigo por meio do descendente da mulher.
Assim, quando nasceu o primeiro filho, Adão e Eva o confundiram com o descendente da mulher. Então disseram: “Aquisição — eis um homem! Adquirimos um homem”. Mas esse não era o homem certo.
Hoje, é claro, ao olharmos para trás, sabemos que o descendente da mulher não é outro senão o Senhor Jesus.
Depois tiveram outro filho e lhe deram o nome de Abel. O nome Abel significa sopro ou vaidade. Começaram a perceber que o primeiro filho não era o descendente da mulher e que, na verdade, estavam no período da vaidade.
O homem é como um sopro — vaidade de vaidades. Eles viviam fora do jardim, provavelmente do lado oriental, porque a Bíblia diz que Deus colocou querubins com uma espada flamejante do lado oriental do jardim, guardando o caminho para a árvore da vida.
Portanto, o homem vivia bem perto do jardim. Provavelmente ainda podiam ver as árvores ali, mas não podiam entrar.
Evidentemente, Adão e Eva devem ter contado aos filhos o que aconteceu no jardim do Éden. Depois da queda do homem, a comunhão deles com Deus foi interrompida.
A Bíblia diz que os homens estavam mortos em pecados e transgressões. Estar morto em pecados e transgressões significa simplesmente que a ligação com a fonte da vida foi interrompida. Eles não podiam ter nenhuma comunhão com Deus.
Estavam fora do jardim do Éden. Contudo, graças a Deus, por meio da queda, da rebelião e da prática do mal, a consciência deles despertou, a ponto de ficarem sob a acusação da própria consciência.
A consciência é algo maravilhoso. Na verdade, ela é uma função do espírito humano. Mas, quando os homens estavam mortos em pecados e transgressões, sua comunhão com Deus foi interrompida.
A consciência, é claro, perdeu seu padrão, porque o padrão da consciência é Deus. Ainda assim, vemos que a consciência deles despertou. Mas, infelizmente, ela estava sob constante condenação, sob acusação.
A consciência deveria nos absolver algumas vezes. Mas, queridos irmãos e irmãs, o resultado é que a consciência sempre nos acusa e parece nunca nos absolver.
Assim, vemos que a segunda geração dos homens vivia muito perto do jardim. Não podiam ter comunhão com Deus, mas a consciência deles os acusava. Tinham o desejo de adorar a Deus. Tinham o desejo de se aproximar de Deus. Mas como?
O tempo era o tempo da consciência. Já não estavam no tempo da inocência; viviam no tempo da consciência. Deveriam ouvir o que a consciência lhes dizia.
Na verdade, o propósito daquele tempo era a salvação. Se ouvissem a voz da consciência, Deus usaria esse último elo entre o homem e Deus. A consciência é o último elo entre o homem caído e Deus.
Vocês sabem, sempre que o Espírito Santo opera, Ele toca nossa consciência. Ali está o último elo. O propósito de Deus ao colocar o homem sob a consciência era salvá-lo.
Mas como? Qual seria o modo de agir? O modo de agir é confessar que você pecou e oferecer sacrifício a Deus.
Assim, com o passar do tempo, ou ao fim de alguns dias, tanto Caim quanto Abel quiseram se aproximar de Deus. Porque, no íntimo, sabiam que Deus existia e que deveriam adorá-Lo. Deveriam se aproximar de Deus.
Caim tomou os produtos de sua terra, porque era agricultor. Provavelmente tomou os melhores produtos de sua terra. Era um bom agricultor, um agricultor diligente. Tomou os produtos da terra, provavelmente se aproximou da entrada oriental do jardim e tentou oferecê-los a Deus.
Ao fazer isso, esperava que Deus o aceitasse. Mas a Bíblia diz que Deus o rejeitou e rejeitou sua oferta. Por quê? Porque Caim não conhecia o tempo.
Em outras palavras, ele deveria saber que aquele era o tempo da consciência. Deveria ter ouvido a voz de sua consciência. Se tivesse ouvido a voz da consciência, saberia que havia pecado contra Deus.
Não havia maneira de se aproximar de Deus senão por meio do derramamento do sangue de um cordeiro inocente — um sacrifício.
Como ele sabia disso? Porque foi isso que Deus fez por Adão e Eva no jardim do Éden, depois que pecaram. Deus os vestiu com a pele de um animal. De onde veio a pele? Um animal inocente havia sido morto.
Era isso que Deus procurava lhes dizer: a única maneira de se aproximarem e estarem diante de Deus era por meio de um substituto, um sacrifício.
Mas Caim se recusou a aceitar o fato de que estava sob condenação. Não ouviu a voz da consciência. Argumentou consigo mesmo que era um homem bom, um agricultor diligente, e que estava trazendo os melhores produtos a Deus. Portanto, Deus tinha de aceitá-lo.
Em outras palavras, ele tentou vir a Deus com base em seus próprios méritos. Por causa disso, foi rejeitado.
Mas então veio seu irmão Abel. Abel veio com uma ovelha, um cordeiro. Ele era pastor de ovelhas.
Vocês sabem, queridos irmãos e irmãs, naquele tempo as pessoas não comiam carne. Os homens começaram a comer carne somente depois do dilúvio. Antes do dilúvio, comiam vegetais e frutas. Deus não lhes havia dado carne como alimento.
Foi depois do dilúvio que Deus consentiu nisso, pois seus corpos físicos precisavam de proteína animal. Por isso vemos que somente depois disso os homens começaram a comer carne. Mas Abel era pastor de ovelhas.
Sua profissão não lhe proporcionava alimento. Por que ele escolheu a profissão de pastor de ovelhas? Evidentemente, sabia que não passava de um sopro — vaidade de vaidades.
Reconheceu que era pecador e viu que o único caminho de salvação era por meio do sacrifício de um cordeiro, por meio do derramamento de sangue inocente. É claro que, por meio daquele cordeiro, ele olhava adiante para o Cordeiro de Deus.
Portanto, ele conhecia o tempo. Agiu de acordo com sua consciência e ofereceu um cordeiro a Deus. Deus o aceitou porque aceitou seu sacrifício.
Então encontramos, no quinto capítulo, um jovem chamado Enoque. O nome Enoque significa disciplina.
Mas ele não nasceu um homem disciplinado. Muito provavelmente, era um jovem descuidado. Vivia sua própria vida. Naquele tempo, a população começou a crescer, e a civilização começou a progredir.
Como jovem, provavelmente desfrutava a vida — um jovem despreocupado, descuidado. Ele tinha sessenta e cinco anos. Hoje, sessenta e cinco anos é uma idade avançada, mas, naquele tempo, sessenta e cinco anos era uma idade muito jovem, porque as pessoas viviam mais de novecentos anos.
Quando tinha sessenta e cinco anos, algo aconteceu. A Bíblia diz que ele gerou um filho e lhe deu o nome de Matusalém.
Evidentemente, no nascimento desse filho, ele recebeu uma revelação de Deus. A revelação era que vivia em um tempo de juízo.
Embora tudo ao seu redor continuasse como de costume e nada de especial acontecesse, quando o filho nasceu, Deus lhe revelou que o homem estava, na verdade, sob juízo. Deus iria julgar o mundo.
Este mundo não continuará indefinidamente. Deus estabeleceu um tempo para julgar o mundo. Isso despertou Enoque. Ele foi tão despertado que começou a andar com Deus. Antes disso, não andava com Deus, mas agora começou a andar com Deus.
Provavelmente todos aqui gostariam de andar com Deus. Vocês consideram uma grande bênção poder andar com Deus. Muitas vezes as pessoas dizem: “Bem, infelizmente nascemos no século XX. Se tivéssemos nascido no primeiro século, na Judeia, quando Jesus estava lá, e pudéssemos andar com Ele — que bênção seria!”
Mas, queridos irmãos e irmãs, andar com Deus não é fácil. Significa disciplina. Enoque andou com Deus durante trezentos anos, e Deus o tomou para Si.
Antes de Deus o tomar, ele recebeu o testemunho de que havia agradado a Deus. Reconheceu o tempo: era um tempo de juízo. Mas o propósito de Deus era o livramento. Por isso, agiu andando com Deus.
Vocês sabem que, de todos os homens, Matusalém foi quem viveu mais? Ele viveu novecentos e sessenta e nove anos — a vida mais longa sobre esta terra. Isso mostra a longanimidade de Deus.
Deus já havia estabelecido o tempo do juízo, mas esperou novecentos e sessenta e nove anos. A longanimidade de Deus — porque Deus queria que todos fossem salvos e não perecessem.
Vemos que Enoque não apenas andou com Deus, mas, em Judas, vemos que Enoque, o sétimo depois de Adão, também pregou e profetizou.
Ele profetizou sobre a vinda do Senhor. Pensem nisso: juízo. Sim, Deus iria julgar, mas ele profetizou sobre a vinda do Senhor com miríades de anjos.
Deus julgaria o mundo por sua impiedade: as palavras ímpias que proferiram contra Deus, as obras ímpias, as pessoas ímpias. Ele pregava enquanto andava com Deus, e Deus o tomou para Si.
Enoque sabia disso. E seu neto, Noé, também sabia.
Quando Noé nasceu, seu pai disse, em Gênesis 5:28-29:
E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos e gerou um filho;
E chamou o seu nome Noé, dizendo:
Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos,
Por causa da terra que o Senhor amaldiçoou.
Com o nascimento da criança, seus pais viram que a humanidade entraria no descanso. Mas, é claro, não sabiam que o descanso não viria com a velha criação. O descanso veio depois que a terra foi julgada, e, na nova terra, vieram esse repouso e esse descanso.
De qualquer maneira, vemos que Noé andou com Deus. Por quê? Porque sabia que aquele era o tempo do juízo. Deus disse a Noé que os dias do homem seriam cento e vinte anos. Seu Espírito não contenderia para sempre com a carne.
Deus lhes daria mais cento e vinte anos, e isso seria tudo. Noé foi movido pelo temor de Deus e construiu uma arca. Ele e sua família foram salvos.
Ao mesmo tempo, ele pregava. Pregava a justiça. Se vocês lerem 2 Pedro 2:5, verão que Noé pregou a justiça durante todo aquele período.
Ele pregava a justiça porque a maldade do mundo estava chegando à sua plenitude, e Deus julgaria o mundo com o dilúvio. Portanto, queridos irmãos e irmãs, o tempo era o juízo, o propósito era o temor do Senhor, e o modo de agir era andar com Deus.
Agora, depois de Noé, chegamos a Abraão.
Abraão vivia em Ur dos caldeus. Escavações foram realizadas em Ur dos caldeus, e muitos ídolos foram encontrados naquela cidade. Ur dos caldeus era uma cidade de ídolos.
A tradição diz que Terá, pai de Abraão, era fabricante de ídolos. Ele fazia ídolos. Assim, Abraão vivia em uma cidade cheia de ídolos. O homem havia se afastado tanto de Deus que começou a adorar todo tipo de ídolo.
Abrão foi criado em um lar onde se fabricavam ídolos. Mas, de alguma maneira, o Senhor da glória apareceu a ele, e Deus lhe ordenou que saísse de sua terra natal, se afastasse de seu povo e se separasse para ir ao lugar designado por Deus.
Se vocês lerem a vida de Abraão, verão que Deus lhe deu promessa após promessa. Por quê? Porque, para Abraão, o tempo era o tempo da promessa.
Se vocês abrirem em Gênesis 12, verão que, quando Deus ordenou a Abrão que saísse de sua terra, de sua parentela e da casa de seu pai para a terra que Deus lhe mostraria, Deus lhe deu a primeira promessa:
E far-te-ei uma grande nação,
E abençoar-te-ei,
E engrandecerei o teu nome;
E tu serás uma bênção.
E abençoarei os que te abençoarem,
E amaldiçoarei os que te amaldiçoarem;
E em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Essa foi a primeira vez que Deus prometeu bênção a Abraão. Então Abraão obedeceu a Deus e partiu.
No mesmo capítulo, em Gênesis 12:7, ele chegou à terra prometida:
E apareceu o Senhor a Abrão e disse:
À tua descendência darei esta terra.
E edificou ali um altar ao Senhor,
Que lhe aparecera.
Essa é a segunda vez que Deus o abençoou. Deus prometeu que daria a terra à sua descendência.
Então, na terceira vez, em Gênesis 13:14, Ló, seu sobrinho, escolheu a melhor terra naquele momento e deixou Abraão para trás. Mas, depois que Ló partiu, Deus disse a Abraão:
Levanta agora os teus olhos
E olha desde o lugar onde estás,
Para o norte, e para o sul, e para o oriente, e para o ocidente;
Porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti
E à tua descendência, para sempre.
E farei a tua descendência como o pó da terra;
De maneira que, se alguém puder contar o pó da terra,
Também a tua descendência será contada.
Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura;
Porque a ti a darei.
Pela terceira vez, Deus lhe deu uma promessa. Então, em Gênesis 15, depois que Abraão libertou seu sobrinho Ló das mãos dos quatro reis e recusou a oferta do rei de Sodoma, lemos:
Não temas, Abrão;
Eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão.
Depois, vocês se lembram de como Deus o levou para fora e disse que sua descendência seria como as estrelas do céu. Deus também fez uma aliança com ele — uma aliança para lhe dar a terra.
Então, em Gênesis 17, quando Abraão tinha noventa e nove anos:
Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos,
Apareceu o Senhor a Abrão e disse-lhe:
Eu sou o Deus Todo-Poderoso;
Anda em Minha presença e sê perfeito.
E porei a Minha aliança entre Mim e ti
E te multiplicarei grandissimamente.
Deus mudou seu nome de Abrão para Abraão, pai de uma multidão.
Então, novamente, em Gênesis 22, quando Abraão ofereceu Isaque, Deus prometeu:
Por Mim mesmo jurei, diz o Senhor:
Porquanto fizeste esta ação
E não Me negaste o teu filho, o teu único filho,
Que deveras te abençoarei
E grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus
E como a areia que está na praia do mar;
E a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;
E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra;
Porquanto obedeceste à Minha voz.
Agora, queridos irmãos e irmãs, aqui encontramos Abraão. Ele viveu no tempo da promessa, e o propósito das promessas de Deus é a bênção. Deus disse: “Eu abençoarei”, e vemos todo tipo de bênção sendo prometido a Abraão.
Qual deveria ser o modo de agir em um tempo como esse? Fé. A fé crê. É isso que encontramos na vida de Abraão. Abraão é o pai da fé. Como ele creu em Deus!
Agora, irmãos e irmãs, a fé não é natural à humanidade. Não nascemos com fé. A fé é algo em que crescemos à medida que começamos a ver Deus.
Então nossa fé começa a crescer em nós, porque o Senhor Jesus é o Autor e Consumador da nossa fé.
Olhando para Jesus, Autor e Consumador da nossa fé.
Você não tem fé em si mesmo — não tem. Mas, à medida que olha para Deus, à medida que olha para o Senhor Jesus, a fé será edificada dentro de você para herdar as promessas.
Então chegamos a Moisés.
Quando Deus prometeu a Abraão que lhe daria a terra, ela estava ocupada pelas sete tribos de Canaã. Deus disse que haveria quatrocentos anos durante os quais seus descendentes estariam na escravidão, porque a iniquidade daquela terra ainda não havia chegado à sua plenitude.
Vocês se lembram da história de como os filhos de Israel foram para o Egito e ali ficaram sob escravidão. Clamaram ao Senhor e, quando chegou o tempo certo, Deus enviou Moisés para libertar os filhos de Israel.
Era um tempo de perigo. Em certo sentido, ainda era o tempo da promessa, mas, naquele período específico, os filhos de Israel corriam grande perigo de serem completamente aniquilados.
Faraó não permitia que nenhum menino permanecesse vivo. Todos os meninos que nascessem deveriam ser lançados no rio Nilo. Foi nesse período que Moisés nasceu.
Depois de três meses, seus pais já não conseguiam escondê-lo. Então o colocaram em um cesto no rio Nilo. Deus, em Sua soberania, determinou que a filha de Faraó viesse ao rio naquele dia.
Ela viu o cesto e pediu que o trouxessem. Quando o cesto foi aberto, o bebê chorou, e vocês sabem que o choro de um bebê toca o coração de uma mulher.
Assim, a filha de Faraó acolheu Moisés como seu filho adotivo. Moisés foi criado no palácio do Egito. Tinha diante de si todas as riquezas do Egito.
Contudo, ele se lembrou da promessa de Deus. Recusou-se a ser chamado filho da filha de Faraó.
Em Hebreus 11, lemos que ele fez sua escolha. Preferiu sofrer com o povo de Deus a ter todas as riquezas do Egito. Na verdade, ele era o terceiro na linha de sucessão ao trono do Egito.
Mas rejeitou as riquezas do Egito. Escolheu o opróbrio de Cristo porque viu o Invisível.
Queridos irmãos e irmãs, o tempo da promessa é o tempo em que vivemos pela fé, e não pelo que vemos. Moisés poderia ter vivido pelo que via, com todo o Egito em suas mãos. Mas viveu pela fé. Viu Aquele que era invisível e O seguiu.
Deus usou Moisés para libertar os filhos de Israel. Mas, na última parte de sua vida, depois que conduziu os filhos de Israel para fora do Egito, eles chegaram ao monte Sinai.
Ali Deus disse:
Se Me obedecerdes e guardardes a Minha aliança, farei de vós uma nação de sacerdotes.
Vós sereis o Meu povo, e Eu serei o vosso Deus.
Deus lhes deu os Dez Mandamentos.
Em outras palavras, Deus os colocou sob a lei. Assim, vemos que o tempo mudou da promessa para a lei. Os homens, naquele tempo, foram colocados sob a lei, e o propósito da lei é nos conduzir a Cristo.
Mas, sob a lei, se você guarda — se pratica — o mandamento, então vive. Se não pratica o mandamento, então morre.
Até mesmo Moisés, sob a lei, não pôde entrar na terra prometida. Como isso é sério!
Então encontramos Davi. Davi viveu em um tempo de transição. Deus iria mudar o tempo dos juízes para o dos reis.
Antes daquele tempo, os filhos de Israel viviam na terra de Canaã, mas viviam na época dos juízes. Deus realmente iria mudar o tempo dos juízes para o dos reis.
No tempo dos juízes, embora tivessem avivamentos de tempos em tempos, esses avivamentos nunca duravam muito. Eles estavam constantemente sob a opressão de seus inimigos.
No final do livro de Juízes, encontramos o comentário do Espírito Santo:
Naqueles dias, não havia rei em Israel;
Cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos.
Em outras palavras, as pessoas estavam dispersas e faziam o que parecia bom aos próprios olhos. Não havia coesão; não havia uma força unificadora sob um rei. Deus iria mudar o tempo dos juízes para o da realeza.
Mas, infelizmente, os filhos de Israel não conseguiram esperar que aquele tempo chegasse. Em outras palavras, tentaram se antecipar ao tempo. Então disseram a Samuel: “Dá-nos um rei como o das outras nações”.
Como tentaram fazer essa transição antes da plenitude do tempo, o resultado foi que receberam um rei, mas não o rei segundo o coração de Deus. Receberam um rei segundo a tradição das nações. Receberam Saul.
Saul foi um homem que veio antes do tempo de Deus. Mas aqui encontramos Davi. O tempo chegou, e Deus ungiu Davi para ser rei. Davi foi um homem para aquele momento.
Ele foi ungido e escolhido como rei, como nosso irmão mencionou ontem à noite, não por causa de sua aparência exterior. Embora fosse bonito, Deus o escolheu porque olhou para seu coração.
Deus viu que ele tinha um coração — um coração perfeito. Era um homem segundo o próprio coração de Deus. Ele não era perfeito, mas tinha um coração perfeito, e Deus o escolheu por causa disso.
Ele foi ungido, mas precisou esperar. Precisou sofrer. Foi profundamente refinado. Como nosso irmão disse, tudo isso fazia parte de seu treinamento — o treinamento de um rei. Deus o estava preparando.
Até que, finalmente, Deus o colocou no trono. Quando estava no trono, ele pôde fazer a vontade de Deus.
Assim, vemos em Atos 13 que Davi serviu à sua própria geração segundo a vontade de Deus.
Davi era um homem que conhecia o tempo. Davi era um homem que sabia qual era o propósito de Deus. O propósito de Deus era que Ele próprio fosse o Rei. Davi era apenas um instrumento nas mãos de Deus, e seu modo de agir era fazer a vontade de Deus.
Ao percorrermos a história dos filhos de Israel, encontramos um episódio interessante no tempo dos reis. Em 2 Reis 5, encontramos Eliseu e o relato de como Naamã foi curado.
Depois que Naamã foi curado, quis dar presentes a Eliseu, mas Eliseu os recusou. Geazi, servo de Eliseu, foi tomado pela cobiça, correu atrás de Naamã, inventou uma história e conseguiu algum dinheiro.
Então voltou, e Eliseu disse:
De onde vens, Geazi?
E ele respondeu:
Teu servo não foi a parte alguma.
Eliseu lhe disse:
Porventura, não foi contigo o meu coração,
Quando aquele homem voltou de sobre o seu carro a encontrar-te?
Era isso ocasião para tomares prata
E para tomares vestes, e olivais, e vinhas,
E ovelhas, e bois, e servos, e servas?
Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti
E à tua descendência para sempre.
E ele saiu da presença de Eliseu leproso, branco como a neve.
Em outras palavras, Eliseu conhecia o tempo. Era o tempo da graça, e ele não deveria transformar a graça em mercadoria e tirar lucro dela. Mas Geazi não sabia disso. Tentou obter algum benefício com aquilo.
Aquele não era o tempo. Ele era um homem agindo fora do tempo. Vocês sabem, quando agimos fora do tempo de Deus, perdemos o propósito de Deus e agimos de maneira errada.
Podemos continuar e ver que, perto do fim da nação de Judá, havia um profeta, Jeremias. Jeremias também era um homem para aquele momento.
Ele era um profeta que chorava. Olhava para a condição de Judá e chorava. Chamava o povo ao arrependimento, mas eles se recusavam.
Como se recusaram a se arrepender, Deus decidiu julgar a nação. Portanto, ele vivia em um tempo de crise nacional. A nação ia decaindo, decaindo, decaindo. Se não se arrependessem, toda a nação seria destruída.
Mas eles se recusaram a se arrepender. Quando se recusaram a se arrepender, o profeta Jeremias aconselhou o rei e o povo a se renderem.
Vocês sabem, era algo muito difícil de fazer. Ele estava em um tempo de crise nacional. Os inimigos os cercavam, e ali estava um profeta dizendo ao rei: “Não lute; renda-se”.
Não é de admirar que ele tenha sido tão incompreendido. Chamaram-no de traidor. Colocaram-no em uma masmorra. Mas ele era um homem que compreendia aquele tempo.
Ele sabia que, naquele tempo de crise nacional, como o povo se recusava a se arrepender, o juízo inevitavelmente viria. O juízo de Deus, na verdade, visa à restauração.
Qual deveria ser o modo de agir? Submissão. Submetam-se à poderosa mão de Deus. Esse é o único caminho quando estamos sob disciplina.
Jeremias era um homem para aquele momento. Ele conhecia o tempo.
Houve também um episódio interessante. Se vocês lerem Jeremias 45, verão que Jeremias tinha um secretário, Baruque. Jeremias falava, e Baruque escrevia. Ele era escriba.
Mas isso aconteceu nos dias de crise nacional, e, quando estamos em um tempo de crise nacional, todos pensam em si mesmos. O que devemos fazer?
Jeremias disse a Baruque, em Jeremias 45:2-5:
Assim diz o Senhor, Deus de Israel, acerca de ti, ó Baruque:
Disseste: Ai de mim agora!
Porque me acrescentou o Senhor tristeza à minha dor;
Estou cansado do meu gemido
E não acho descanso.
Durante aquele tempo de crise nacional, ele estava inquieto. Temia por sua vida e por tudo mais. Não sabia o que o futuro lhe reservava.
Então Deus disse:
Assim lhe dirás:
Assim diz o Senhor:
Eis que o que edifiquei Eu derribo,
E o que plantei Eu arranco;
E isso em toda esta terra.
E procuras tu grandezas para ti mesmo? Não as procures;
Porque eis que trarei mal sobre toda carne, diz o Senhor;
Mas te darei a tua vida como despojo,
Em todos os lugares para onde fores.
Em um tempo de crise, quando o juízo está chegando, não é tempo de buscar grandes coisas para si mesmo. É tempo de buscar o Senhor, e sua vida lhe será dada como despojo.
É claro que os filhos de Israel foram levados para o cativeiro babilônico. Mas, graças a Deus, depois de setenta anos de cativeiro, Deus Se lembrou de Sua própria palavra. Moveu o coração do rei Ciro para que emitisse um decreto real permitindo que qualquer pessoa do povo de Deus na terra do cativeiro voltasse a Jerusalém para reconstruir o templo, a casa de Deus.
Qual é o tempo? O tempo é o tempo da restauração. Deus chamou Seu povo para sair da Babilônia, voltar a Jerusalém e reconstruir Sua casa, para que Deus tivesse um nome na terra.
Mas, infelizmente, a maioria dos filhos de Israel estava satisfeita em permanecer na terra do cativeiro. Por quê? Porque, durante aqueles setenta anos, começaram a comprar propriedades, construir suas próprias casas e desenvolver seus próprios negócios.
Vocês sabem, os judeus são conhecidos por isso. Em setenta anos, haviam desenvolvido seus negócios e estavam bem estabelecidos na terra estrangeira. Viviam de maneira muito confortável e receberam um grau considerável de liberdade, até mesmo na religião. Tinham permissão para adorar a Deus.
Não podiam deixar a Babilônia porque eram escravos. Não podiam voltar a Jerusalém. Mesmo que tivessem recebido permissão para voltar a Jerusalém, o templo já não existia. O templo havia sido destruído.
Mas, durante aquele período, o sistema de sinagogas foi inventado. Sempre penso que essa foi a mais engenhosa invenção religiosa humana.
Vocês sabem, era tão conveniente. Havia apenas um templo, e todos os homens dentre os filhos de Israel, onde quer que estivessem nos quatro cantos do mundo, tinham de voltar três vezes por ano a Jerusalém para adorar a Deus e oferecer sacrifícios. Aquele era o único lugar onde se podiam oferecer sacrifícios.
Mas agora, com as sinagogas, se houvesse dez homens judeus com tempo disponível, já se podia ter uma sinagoga. Assim, vemos sinagogas se multiplicando por toda parte.
Você podia ter uma sinagoga de acordo com seu gosto. Vocês sabem, até mesmo no tempo de Paulo, encontramos sinagogas de corporações de ofício, associações de trabalhadores e comerciantes. Muito, muito conveniente.
Você podia ter uma igreja, por assim dizer, de acordo com seu próprio gosto. Podia administrá-la para atender ao seu gosto. Na sinagoga, podia ler a Torá, entoar os cânticos e expor os profetas. Havia certa liberdade nas sinagogas.
Vocês se lembram de que, mesmo quando nosso Senhor Jesus estava na terra, Ele entrava na sinagoga e Se sentava ali. O dirigente da sinagoga vinha e dizia: “O Senhor tem algo a dizer?” Em outras palavras, havia certa liberdade na sinagoga. Maravilhoso.
A única coisa era que não podiam oferecer sacrifícios. Sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados — não há salvação.
Você tem tudo o que pode apaziguar e satisfazer seu instinto religioso, mas não há nada que satisfaça o coração de Deus.
Agora, aqui vemos Deus estabelecendo um tempo de restauração. Deus deu aos filhos de Israel o tempo de voltar e reconstruir a casa de Deus, para que Deus tivesse um nome na terra.
Mas, queridos irmãos e irmãs, a maioria deles estava tão satisfeita consigo mesma e com sua vida religiosa. Não se importavam com Deus nem com o que Ele desejava ter. Importavam-se apenas com suas próprias coisas. Recusaram-se a voltar.
Mas, graças a Deus, Ele moveu o coração de Zorobabel, de Josué e de um remanescente dos filhos de Israel. Eles estavam dispostos a deixar para trás suas raízes. Estavam dispostos a enfrentar os perigos da viagem. Estavam cercados de inimigos.
Estavam dispostos a voltar a Jerusalém, que estava em ruínas. Estavam dispostos a começar do zero para reconstruir a casa de Deus. Se não fosse por Deus, para que teriam voltado?
Mas, infelizmente, até mesmo com essas pessoas aconteceu o seguinte: quando voltaram, reuniram-se como um só homem. Construíram o altar e depois começaram a lançar os alicerces.
Mas os inimigos ao redor usaram todo tipo de recurso para enfraquecer suas mãos, até que, finalmente, ficaram tão enfraquecidos que a obra de construção da casa parou.
Eles haviam voltado com esse propósito, mas disseram: “Este não é o tempo”. Leiam Ageu. Depois de algum tempo, pararam de trabalhar no templo.
Mas era preciso fazer alguma coisa. Se você não estivesse construindo a casa de Deus, o que faria? Construiria sua própria casa, é claro.
Assim, começaram a construir suas próprias casas. Que belas casas construíram! Deus disse por meio do profeta Ageu:
É para vós tempo de habitardes nas vossas casas apaineladas,
Enquanto esta casa permanece em ruínas?
Graças a Deus, por meio da palavra profética, o coração do povo foi tocado. Começaram a subir aos montes, trazer madeira e construir a casa de Deus, até que o templo foi concluído.
Queridos irmãos e irmãs, no tempo da restauração, o propósito de Deus é restaurar Seu próprio nome por meio da edificação da casa.
O que devemos fazer? Não é tempo de pensar em nossa própria casa. É tempo de pensar na casa de Deus.
Por fim, foi durante aquele período que, se vocês forem ao livro de Ester, verão que Ester foi colocada soberanamente por Deus em uma situação na qual se tornou rainha de Assuero — isto é, Xerxes, na história secular.
Havia um inimigo dos judeus. Esse inimigo era descendente de Amaleque. Hamã era um favorito do rei.
Ele persuadiu o rei a destruir todos os judeus do reino, e o rei lhe deu permissão para fazer isso.
Não posso entrar em toda a história; levaria muito tempo. Mas os judeus corriam grande perigo. Era um tempo de perigo — de grande perigo.
Mardoqueu disse a Ester: “Vá ao rei”. Mas Ester disse que, de acordo com a regra real, não poderia ir à presença do rei sem ser chamada por ele.
Se fosse, morreria, a menos que o rei estendesse o cetro de ouro.
Então temos as palavras de Mardoqueu em Ester 4:13-14:
Não imagines, em teu coração, que, por estares na casa do rei,
Escaparás mais do que todos os judeus.
Porque, se de todo te calares neste tempo,
Socorro e livramento de outra parte virão para os judeus;
Mas tu e a casa de teu pai perecereis;
E quem sabe se para tal tempo como este
Chegaste a este reino?
Era um tempo de perigo. O propósito de Deus era livrar Seus filhos. Mas como? Por meio de um vaso que estivesse disposto a se sacrificar.
Irmãos e irmãs, Deus estava procurando um vaso assim. Deus colocou Ester naquela posição antes mesmo que o perigo surgisse, para aquele exato tempo.
Se ela tivesse perdido aquela oportunidade, teria perecido. Mas, graças a Deus, ela estava disposta a perecer para cumprir o propósito de Deus. Como Deus a usou para livrar os filhos de Israel!
Assim, irmãos e irmãs, ao percorrerem a história do Antigo Testamento, vocês veem que todos esses homens e mulheres de Deus eram homens e mulheres que conheciam o tempo. Conheciam o propósito de Deus e eram capazes de cooperar com Deus.
Eram capazes de fazer a vontade de Deus, e o resultado foi que a vontade de Deus foi realizada, e eles foram recompensados por Deus.
Portanto, irmãos e irmãs, usamos a história para demonstrar esse ponto: tempo, propósito e modo de agir.
Vamos orar?
Querido Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos porque separas um tempo para a Tua própria obra. Pedimos que nos seja dada sabedoria para conhecer nosso tempo e o Teu propósito, para que possamos nos oferecer a Ti como sacrifício vivo, para que Tu nos uses na realização da Tua vontade.
A Ti seja toda a glória, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.