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    The Friend of the Bridegroom © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Friend of the Bridegroom
    The Friend of the Bridegroom
    Kaung, Stephen

    O testemunho de João Batista acerca de Cristo

    Por favor, abram no Evangelho segundo João, capítulo 1. Leremos João 1:19-34 e, depois, João 3:22-30.

    E este é o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: Quem és tu?
    E confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo.
    E perguntaram-lhe: Então, quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não.
    Disseram-lhe, pois: Quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?
    Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.
    E os que tinham sido enviados eram dos fariseus.
    E perguntaram-lhe, dizendo: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?
    João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água: no meio de vós está Aquele a Quem vós não conheceis, Aquele que vem após mim, de Quem não sou digno de desatar a correia da sandália.
    Estas coisas aconteceram em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.
    No dia seguinte, viu Jesus vindo para ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!
    Este é Aquele de Quem eu disse: Após mim vem um Homem que passou adiante de mim: porque já existia antes de mim.
    E eu não O conhecia; mas, para que Ele fosse manifestado a Israel, vim, por isso, batizando com água.
    E João testificou, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba; e Ele permaneceu sobre Jesus.
    E eu não O conhecia: mas Aquele que me enviou a batizar com água me disse: Sobre Quem vires descer o Espírito e sobre Ele permanecer, Esse é O que batiza com o Espírito Santo.
    E eu vi e tenho testificado que Este é o Filho de Deus.

    João 3:22-30:

    Depois destas coisas, foi Jesus com os Seus discípulos para a terra da Judeia; e ali permanecia com eles e batizava.
    E João também batizava em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas: e vinham e eram batizados.
    Porque João ainda não tinha sido lançado na prisão.
    Houve, então, uma discussão entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação.
    E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, Aquele que estava contigo além do Jordão, de Quem tu deste testemunho, eis que Ele está batizando, e todos vão a Ele.
    João respondeu e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu.
    Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas fui enviado adiante Dele.
    Aquele que tem a noiva é o Noivo: mas o amigo do Noivo, que está presente e O ouve, alegra-se muito com a voz do Noivo: assim, pois, esta minha alegria está completa.
    É necessário que Ele cresça, mas que eu diminua.

    Vamos nos voltar ao Senhor em oração.

    Nosso Pai celestial, como Te louvamos e agradecemos porque, pelo sangue de nosso Senhor Jesus e pelo novo e vivo caminho que Ele nos abriu através de Sua carne, temos acesso a Ti. Temos esta santa ousadia de nos aproximar do Teu trono de graça.

    Ali encontramos nosso Senhor Jesus como nosso grande Sumo Sacerdote, intercedendo por nós, para que possa nos salvar completamente. Oh, como Te louvamos e agradecemos por tamanho privilégio.

    Nós nos entregamos a Ti nesta noite, confiando que o Teu Espírito Santo abrirá a Tua Palavra ao nosso coração, nos convencerá e nos levará àquele lugar onde Tu podes fazer tudo o que desejas fazer em nosso meio nesta noite. A Ti sejam todo o louvor e toda a glória, em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    João Batista como precursor de Cristo

    Na plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho unigênito a este mundo. Mas, antes de Seu Filho ser enviado a este mundo, Deus enviou primeiro um homem, seis meses antes de Seu Filho. O nome desse homem era João.

    João era o precursor de Cristo. Foi enviado por Deus para preparar o caminho de Seu Filho.

    João veio e deu testemunho de Cristo, do Filho de Deus que estava vindo a este mundo. Ele era uma voz no deserto. Era uma voz profética.

    Era uma voz que despertou não apenas Jerusalém, mas a Judeia e toda a região ao redor do Jordão. Por quê? Porque, antes de essa voz se levantar, durante quatrocentos longos anos, Deus estivera em silêncio diante de Seu povo.

    A última voz ouvida pelos filhos de Israel havia sido a voz do profeta Malaquias, quatrocentos anos antes. Mas, depois de Deus falar por meio do profeta Malaquias, durante quatrocentos longos anos, Deus não disse uma palavra ao Seu próprio povo.

    Não porque Deus não quisesse falar ao Seu próprio povo, mas porque Deus não podia falar ao Seu próprio povo. E, se Deus não podia falar ao Seu próprio povo, a quem poderia falar?

    Exteriormente, o remanescente dos judeus havia voltado à terra prometida. Exteriormente, o templo em Jerusalém fora reconstruído. Exteriormente, até a cidade de Jerusalém fora reconstruída. Exteriormente, durante quatrocentos anos, o sacerdócio havia sido restabelecido.

    Exteriormente, durante quatrocentos anos, sacrifícios foram oferecidos no santo templo. Os judeus — o remanescente, o povo que havia voltado à terra prometida — pareciam ser um povo extremamente piedoso.

    Por quê? Porque não apenas guardavam a lei de Moisés, oferecendo sacrifícios no templo, mas também tinham muitas sinagogas por toda a terra. Não apenas adoravam a Deus no templo e ofereciam sacrifícios ali, mas também adoravam a Deus nas cidades espalhadas por toda a terra.

    Exteriormente, eram um povo muito religioso, devoto e piedoso. Mas Deus estava em silêncio. Deus não podia falar ao Seu povo durante quatrocentos longos anos.

    Então, de repente, uma voz no deserto. Deus falou novamente ao Seu povo. Não é de admirar que aquela voz tenha eletrizado toda a nação. As pessoas saíam para o deserto para ouvir aquele profeta.

    O testemunho de João acerca de Cristo

    João deu testemunho Daquele que estava vindo. Os judeus enviaram sacerdotes e levitas a João e disseram: “Quem é você? Você é o Messias, o Cristo, por Quem temos esperado todos estes anos?”

    João disse: “Não, eu não sou o Cristo”.

    “Você é o profeta Elias?” Deus havia prometido que um dia o profeta Elias voltaria para preparar o caminho do Messias. “Você é o profeta Elias?” Ele disse: “Não”.

    “Você é o profeta” anunciado em Deuteronômio, de Quem Moisés disse que um dia Deus levantaria um Profeta dentre os irmãos e que deveriam ouvi-Lo, porque, se não O ouvissem, pereceriam? “Você é esse Profeta?” João disse: “Não, eu não sou”.

    É claro que aquelas pessoas ficaram perplexas. “Você não é o Cristo. Não é Elias. Não é aquele Profeta. Então, quem é você? Diga-nos, quem é você?”

    E ele disse: “Sou apenas uma voz. Sou uma voz no deserto, como está escrito em Isaías: uma voz no deserto para preparar o caminho do Senhor”.

    Então as pessoas lhe perguntaram: “Se você não é o Cristo, se não é Elias, se não é o Profeta, se é apenas uma voz no deserto, por que batiza as pessoas com água?”

    Ele disse: “Eu batizo as pessoas com água. Mas há Alguém entre vocês que é maior — muito maior — do que eu. Não sou digno sequer de desatar a Sua sandália”. Esse foi o testemunho de João acerca de Cristo Jesus.

    No dia seguinte, o Senhor Jesus passou por ali. Quando João Batista viu o Senhor Jesus passando, a voz se levantou novamente:

    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

    “Este é Aquele que vai batizar, não com água, mas com o Espírito Santo.”

    O tríplice testemunho de João

    O testemunho que João Batista deu acerca de nosso Senhor Jesus é um testemunho muito completo. É um tríplice testemunho.

    Cristo como o Cordeiro de Deus

    Primeiro, ele testemunhou que o Senhor Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Esse Filho de Deus que veio a este mundo veio como o Cordeiro de Deus.

    É claro que os judeus daquela época entendiam muito bem o que significava um cordeiro, porque, durante muitos e muitos anos, haviam oferecido cordeiros a Deus.

    Não apenas no dia da Páscoa — quando cada família devia matar um cordeiro sem mancha e sem defeito, oferecendo um cordeiro por família —, mas faziam isso para celebrar e recordar o dia em que estavam no Egito e como Deus os libertou do Egito por meio daquele cordeiro pascal.

    O sangue do cordeiro era colocado nos umbrais e na verga da porta, e toda a família se reunia dentro da casa, protegida pelo sangue. À meia-noite, quando o destruidor passava por toda a terra do Egito, se não houvesse sangue na porta, ele entrava e matava o primogênito de cada família — não apenas dos homens, mas até dos animais.

    Deus libertou os filhos de Israel por meio do cordeiro. Assim, no dia da Páscoa, ofereciam cordeiros a Deus, lembrando que, pelo sangue do cordeiro, haviam sido libertos.

    Mas não era só isso: ofereciam cordeiros todas as manhãs e todas as tardes. Em outras palavras, milhares e dezenas de milhares de cordeiros haviam sido oferecidos a Deus ao longo de todos aqueles anos.

    Mas, de repente, veio a voz:

    Eis o Cordeiro de Deus.

    Oh, o sangue dos cordeiros e dos novilhos não tirava o pecado. Apenas cobria o pecado por algum tempo. Mas aqui está o Cordeiro de Deus. Deus preparou esse Cordeiro na pessoa de Seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo.

    Nesse Cordeiro de Deus, Deus tirou o pecado do mundo. Foi por isso que nosso Senhor Jesus veio a este mundo como o Cordeiro de Deus: para tirar o pecado do mundo.

    A ilustração de Charles Spurgeon

    Certa vez, aquele grande pregador, Spurgeon — Charles Spurgeon foi um dos maiores pregadores que o mundo já conheceu. Ele tinha uma boca de ouro e uma língua de aço.

    Um dia, ele realizaria uma campanha no Palácio de Cristal, em Londres. O Palácio de Cristal era um enorme auditório, e isso foi antes da época dos microfones.

    Antes da campanha, Charles Spurgeon foi ao Palácio de Cristal testar a sua voz, para ver se ela alcançaria todo o auditório. Então, ele estava ali testando a voz.

    Ele clamou, dizendo:

    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

    Depois de algum tempo, testou novamente:

    Eis o Cordeiro de Deus.

    Sua voz chegou até o fundo do auditório.

    Ele não sabia que um carpinteiro, um trabalhador, estava no telhado fazendo reparos. Esse trabalhador estava profundamente perturbado por causa de seu pecado. O Espírito Santo o havia convencido de seu pecado, e ele se perguntava: “Como os meus pecados podem ser perdoados?”

    Ele estava pedindo a Deus: “Deus, fala comigo. Dize-me: como os meus pecados podem ser perdoados?” Enquanto orava, de repente ouviu a voz:

    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

    Mas ele não sabia se aquela era a voz de Deus. Disse: “Fala de novo”.

    A voz veio:

    Eis o Cordeiro de Deus.

    Ali, no telhado, aquele homem foi salvo.

    Oh, queridos irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus é o Cordeiro de Deus. Ele tira o pecado do mundo. Não há necessidade de nenhum pecador morrer, porque o Cordeiro de Deus tomou sobre Si o pecado do mundo.

    Não há pecado grande demais para que Ele o lave pelo precioso sangue do precioso Cordeiro de Deus.

    Cristo como Aquele que batiza com o Espírito Santo

    Mas o testemunho de João acerca de nosso Senhor Jesus vai além de simplesmente dizer que Ele é o Cordeiro de Deus. Como o Cordeiro de Deus, todo aquele que crê Nele tem seus pecados perdoados e recebe a vida eterna. Graças a Deus por esse maravilhoso, extraordinário Salvador e por Sua salvação.

    João deu testemunho do Senhor Jesus e disse que Ele é mais do que o Salvador do mundo. O Senhor Jesus também é Aquele que batiza com o Espírito Santo.

    Oh, sim, nosso Senhor Jesus não apenas morreu na cruz, e pelo Seu sangue derramado nossos pecados são perdoados; nosso Senhor Jesus também é Aquele que batiza. João batizava as pessoas com água para arrependimento, mas o Senhor Jesus batiza Seu povo com o Espírito Santo.

    Queridos irmãos e irmãs, vocês sabem que nosso Senhor Jesus é Aquele que batiza com o Espírito Santo?

    Ser batizado com o batismo de João é para arrependimento. Mas ser batizado com o batismo com que nosso Senhor Jesus nos batiza — o Espírito Santo — é para união.

    Não apenas união com Ele como nosso Cabeça, mas união com todos os que são remidos do Senhor, como membros do corpo de Cristo.

    Vocês se lembram de que, em Atos 2, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio, e os cento e vinte reunidos naquele cenáculo foram batizados em um só Espírito.

    Quando isso aconteceu, toda a cidade ficou agitada. As pessoas foram até eles, perguntando-se o que estava acontecendo, porque cada uma ouvia sua língua materna sendo falada. Havia pessoas reunidas de todas as partes do mundo, e elas ouviam suas próprias línguas sendo faladas, engrandecendo o Senhor.

    Elas se perguntavam o que havia acontecido. Vocês se lembram de que Pedro se levantou com os onze e explicou o que havia acontecido. No final de sua explicação, em Atos 2:32-33, ele disse:

    A este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.
    De sorte que, exaltado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, Ele derramou isto que vós vedes e ouvis.

    Deus ressuscitou o Senhor Jesus dentre os mortos. O Senhor Jesus subiu às alturas; foi exaltado pelo Pai, recebeu do Pai a promessa do Espírito Santo e derramou o Espírito Santo, o que eles viram e ouviram.

    Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a este Jesus, a Quem vós crucificastes, Deus O fez Senhor e Cristo.

    Qual é o significado do batismo no Espírito Santo? O que o batismo no Espírito Santo faz por nós?

    Primeiro, pelo batismo no Espírito Santo, vemos que Jesus é Senhor e Cristo. Vemos que Ele é o Cabeça sobre todas as coisas para o Seu corpo.

    Segundo, o significado do batismo no Espírito Santo é explicado em 1 Coríntios 12:13:

    Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

    Queridos irmãos e irmãs, quando recebemos nosso Senhor Jesus como o Cordeiro de Deus, somos salvos individualmente. Mas, pelo batismo no Espírito Santo, somos batizados em um só corpo, tendo Cristo como nosso Cabeça, e nos tornamos membros uns dos outros.

    Oh, nosso Senhor Jesus é Aquele que batiza. Ele não é apenas nosso Salvador; é Aquele que nos batiza. Ele batizou você e a mim, crentes individuais, para nos tornarmos membros de um só corpo. Que diferença isso faz!

    Antes do dia de Pentecostes, encontramos cento e vinte crentes — talvez os melhores crentes daquela época. Quando nosso Senhor Jesus ressuscitou dentre os mortos, em certa ocasião apareceu a quinhentos irmãos. Provavelmente, quinhentos irmãos O viram subir em Sua ascensão.

    Mas, infelizmente, apenas cento e vinte permaneceram em Jerusalém durante dez dias, orando de comum acordo. Esses cento e vinte eram os melhores entre os crentes e, ainda assim, eram cento e vinte crentes individuais.

    Se você tomar cada um deles separadamente e olhar para eles, são simplesmente maravilhosos. Mas, quando você reúne cento e vinte, bem, dez dias podem ser tranquilos; cem dias serão como um inferno.

    Mas, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio. Eles foram batizados em um só Espírito e se tornaram um só corpo — não mais uma congregação de cento e vinte membros, mas um corpo de cento e vinte membros. Que diferença!

    Oh, irmãos e irmãs, vocês veem o Senhor Jesus como Aquele que batiza? Vocês conhecem o Senhor Jesus como o Cordeiro de Deus — graças a Deus por isso —, mas conhecem o Senhor Jesus como Aquele que batiza?

    Vocês sabem que foram batizados por Ele com o Espírito Santo? Sabem que já não são meramente crentes individuais que podem viver de maneira independente, isolados, sozinhos — fechar a porta e ser bons cristãos? Vocês não podem fazer isso.

    Por quê? Porque vocês foram batizados por Aquele que batiza, nosso Senhor Jesus, em um só corpo. Vocês não podem ficar sem Ele, porque Ele é o Cabeça de vocês; e não podem ficar sem mim, porque sou membro do mesmo corpo. É claro que eu também não posso ficar sem vocês.

    Vocês não veem que nosso Senhor Jesus é Aquele que batiza com o Espírito Santo e que vocês já foram batizados? Graças a Deus, somos um só corpo, membros uns dos outros.

    Cristo como o Noivo

    Mas o testemunho de João foi ainda mais longe. João disse: “Nosso Senhor Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. João disse: “Ele é Aquele que batizará com o Espírito Santo”. Oh, mas ele disse mais.

    Ele disse:

    Aquele que tem a noiva é o Noivo.

    Em outras palavras, ele testemunhou que o Senhor Jesus é o Noivo.

    Ele não é apenas o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, nem apenas Aquele que batiza com o Espírito Santo para nos batizar em um só corpo sob um só Cabeça; Ele é o Noivo, e é Aquele que há de receber a noiva.

    Que testemunho perfeito! Vocês não sabem que nosso Senhor Jesus veio a este mundo por uma única razão?

    É verdade que o Senhor disse:

    O Filho do Homem veio a este mundo buscar e salvar o perdido.

    Isso é verdade. É verdade que o Senhor Jesus nos batiza com o Espírito Santo para que tenha um corpo. Isso é verdade.

    Mas por que Ele se tornou o Cordeiro de Deus? Por que Ele nos salva? Por que Ele nos batiza com o Espírito Santo para que nos tornemos um só corpo? Por quê?

    Oh, vocês sabem a razão. A razão é que Ele é um Noivo. E o que será do Noivo se Ele não tiver uma noiva?

    A razão pela qual nosso Senhor Jesus veio a este mundo é encontrar Sua noiva. É por isso.

    Quando estava na terra, Ele era o Cordeiro de Deus. Agora está no céu; Ele é Aquele que batiza com o Espírito Santo, porque batizou a igreja com o Espírito Santo depois de subir às alturas. Um dia, quando voltar, receberá Sua noiva para Si.

    O propósito final no ministério do apóstolo João

    Vocês sabem, o ministério do apóstolo João é muito diferente do ministério dos outros apóstolos. O ministério do apóstolo João é o ministério do propósito final.

    Com João, você sempre volta ao princípio e sempre avança até o fim — até o propósito final.

    Se você realmente quer saber por que o Senhor Jesus veio a este mundo, leia o Evangelho segundo João. Não estou dizendo que, se você ler o Evangelho segundo Lucas, não saberá por que o Senhor Jesus veio ao mundo. Em Lucas, você encontra que o Senhor Jesus veio ao mundo para salvar o perdido. Foi por isso que Ele veio.

    Mas, se você ler o Evangelho segundo João, descobrirá algo. Descobrirá o propósito final, a vontade eterna de Deus ao enviar Seu Filho a este mundo.

    Por que o Senhor Jesus veio a este mundo, segundo o Evangelho de João? Porque Ele é o Noivo. Como o Noivo, veio a este mundo para encontrar Sua noiva.

    De João 1 a João 12, você encontra que esse Noivo havia vindo a este mundo, mas a noiva não era encontrada em lugar algum. Ele era quase como Adão no jardim do Éden. Deus fez todos os animais passarem diante dele, e Adão viu a girafa, o elefante, os crocodilos e todos os animais passando; mas não conseguia encontrar sua noiva.

    A noiva precisava ser criada, precisava ser edificada. O mesmo acontece com nosso Senhor Jesus. Ele veio a este mundo com o único propósito de encontrar uma noiva para Si, mas a noiva não era encontrada em lugar algum — ela não existia. Portanto, Ele precisava criar essa noiva.

    Oh, se você ler o Evangelho de João dessa perspectiva, como ele é belo! Ali você O encontra tocando este homem e aquela mulher.

    Você O encontra conversando com Nicodemos, aquele rabino religioso de Israel, aquele grande teólogo; contudo, Ele discutiu com esse grande teólogo o novo nascimento, algo tão básico.

    Depois, você encontra nosso Senhor Jesus conversando com a mulher samaritana, aquela mulher perversa e pecadora; contudo, Ele discutiu com ela a questão da adoração, a questão mais elevada do evangelho.

    Você encontra que Ele curou um homem que estava enfermo havia trinta e oito anos e, depois, o advertiu:

    Não peques mais.

    Você encontra como nosso Senhor Jesus salvou uma mulher apanhada em adultério.

    Você encontra nosso Senhor Jesus em pé, em um lugar elevado, clamando:

    Se alguém tem sede, venha a Mim e beba.

    A água fluirá dessa pessoa como rios de água viva.

    Você encontra nosso Senhor Jesus curando um homem cego de nascença e chamando Lázaro dentre os mortos. Ali você encontra nosso Senhor Jesus tocando este e aquele, nas mais diversas condições, e reunindo um povo para Si.

    De João 13 a João 17, você O encontra junto dos Seus. Ali Ele lhes disse que o Espírito Santo viria. Eles descobririam que, assim como Ele estava no Pai e o Pai estava Nele, eles estariam Nele e Ele estaria neles.

    Ele orou para que fossem um — não apenas eles, mas todos os que cressem no Senhor Jesus por meio deles —, para que fossem um, assim como Ele e o Pai são um: um só corpo.

    Esse é o Evangelho segundo João. Do Seu lado saíram sangue e água para dar origem ao corpo.

    Se você ler as Epístolas de João, João nos diz como esse corpo está sendo edificado, para que Seu corpo amadureça. Não pode haver casamento se a noiva ainda é imatura.

    No ministério de João em suas Epístolas, você encontra como esse corpo está amadurecendo e crescendo. Então, no livro de Apocalipse, quando a esposa já se preparou, o Noivo vem buscar Sua noiva. Esse é o testemunho de João.

    João como amigo do Noivo

    Um dia, João estava batizando pessoas, e o Senhor Jesus e Seus discípulos também estavam batizando pessoas. Na verdade, não era o próprio Jesus que batizava, mas Seus discípulos.

    Ali encontramos um discípulo de João discutindo com um judeu acerca da purificação. Os discípulos de João foram a João Batista, e estavam realmente indignados e com ciúmes por seu mestre.

    Foram a João e disseram: “Mestre, Aquele que você batizou e de Quem deu testemunho agora também está batizando pessoas, e as pessoas estão indo a Ele. Você está perdendo espaço agora. E então?”

    Ouçam o que João disse. João disse: “Eu lhes disse: não sou o Cristo”.

    Aquele que tem a noiva é o Noivo: mas o amigo do Noivo, que está presente e O ouve, alegra-se muito com a voz do Noivo: assim, pois, esta minha alegria está completa.

    Quem é esse João Batista? Sim, ele é uma voz no deserto. Mas também é o amigo do Noivo.

    Os costumes matrimoniais dos antigos hebreus

    Infelizmente, hoje não sabemos realmente, com certeza, como eram os procedimentos matrimoniais entre os antigos hebreus. Sabemos um pouco, mas, de alguma forma, não conseguimos reunir tudo em um quadro completo.

    Por isso, preciso pedir desculpas nesta noite. Examinei as referências, mas não consigo reunir tudo plenamente e mostrar a vocês exatamente como se realizava o casamento entre os antigos hebreus. Mas sabemos algumas coisas.

    Primeiro, entre os hebreus e os judeus, o casamento era considerado algo muito importante. Eles consideravam o casamento a condição normal de vida de um homem. Segundo o Talmude, um judeu que não é casado não é um homem.

    Eles viam a vida de casado como a vida mais normal, e viam o casamento até como algo além da união de um homem e uma mulher. Segundo os escritos rabínicos, sempre que se consumava um casamento entre um judeu e uma judia, isso representava a união de Deus com Israel.

    Assim, vocês veem como eles consideravam o casamento uma questão extremamente santa e sagrada.

    O noivado

    Em um casamento judaico, a primeira coisa era o compromisso de casamento, o noivado. Hoje, neste país, o noivado é quase nada. Mas, entre o povo judeu de antigamente, o noivado fazia parte do processo matrimonial e era a parte de maior força obrigatória.

    Quando um homem e uma mulher ficavam noivos, eram considerados marido e mulher perante a lei. A única coisa que ainda não faziam era morar juntos. Perante a lei, eram considerados como já pertencentes um ao outro.

    Assim, primeiro havia a cerimônia de noivado. Naquele dia, o homem dava uma quantia em dinheiro ou uma carta declarando que tomaria aquela mulher por esposa.

    A coisa mais importante em um noivado era, é claro, o dote. Mas o dote não era pago à moça; era pago aos pais da moça.

    Normalmente, o noivado não durava mais de doze meses. Dentro de doze meses, acontecia o casamento.

    O cortejo nupcial

    Agora, esta é a parte sobre a qual não temos muita clareza. De todas as referências que consultei, parece-me — estou apenas apresentando um esboço a vocês; perdoem-me e corrijam-me se eu estiver errado — que há alguma confusão aqui.

    Em uma situação de casamento como essa, a parte mais importante é o cortejo nupcial. Mas parece-me que havia dois cortejos nupciais, em vez de um. Caso contrário, não consigo conciliar todos os registros que examinei.

    Se posso colocar assim, estou simplesmente apresentando isso a vocês. Se o procedimento não estiver exatamente correto, tudo bem, desde que, ao fazermos a aplicação, vocês encontrem a base bíblica para ela.

    No dia do casamento, a primeira coisa seria o cortejo nupcial. Normalmente, acontecia à noite.

    Ali encontramos o amigo do noivo. Em um casamento judaico, o amigo do noivo era o intermediário. Era ele quem ia à casa da moça e negociava o casamento.

    No dia do casamento, o amigo do noivo era quem ia à casa paterna da noiva. Ele conduzia a noiva à casa do noivo. Essa era a tarefa do amigo do noivo.

    Ele representava o noivo. Ia à casa da noiva e, normalmente à noite, começava o cortejo nupcial. É claro que havia música.

    A noiva era acompanhada por suas damas de honra e parentes. Às vezes, iam montados em mulas e, às vezes, carregadores transportavam os móveis e outras coisas. Eles iam à casa do marido.

    Enquanto avançavam à noite com tochas e lâmpadas, toda a cidade ficava agitada. As pessoas ficavam nas ruas ou olhavam das sacadas. Distribuíam vinho e azeite às pessoas, e nozes às crianças.

    Era quase um dever religioso de todos os espectadores, quando o cortejo nupcial passava, elogiar a beleza, os méritos e a riqueza da noiva.

    Isso continuava até chegarem à casa do noivo. Agora, é aí que começa a confusão.

    Pelo que consegui reunir, quando a noiva chegava à casa do noivo para se casar, o noivo estava em outro lugar. Ele não estava ali. Não podia estar ali. Tinha de permanecer na casa de um parente ou amigo.

    Ali, ele tinha seus amigos ao redor. Eles cantavam, talvez escrevessem poesias e celebravam. Passavam momentos muito agradáveis juntos, até que o noivo dizia: “Agora podemos partir”. Normalmente, já era quase meia-noite.

    Então começava outro cortejo. Ele ia montado, e seus amigos estavam com ele. Com tochas e lâmpadas, começavam a percorrer as ruas em direção à casa dele.

    É claro que vozes se levantavam:

    Eis que vem o noivo! Eis que vem o noivo!

    Esse anúncio era transmitido repetidamente.

    A noiva estava esperando na casa, depois de um dia muito movimentado. As damas de honra também estavam ocupadas, esperando e esperando. Nunca sabiam quando o noivo chegaria e, normalmente, à meia-noite, algumas adormeciam.

    De repente, chegava a voz:

    O noivo vem!

    Todas se levantavam. Essa era a história bíblica, não era?

    Depois que o noivo chegava, realizava-se o casamento. Na verdade, o casamento em si era muito simples.

    Quando o amigo do noivo ouvia a voz do noivo, dizia: “Estou feliz”. Por quê? Porque seu dever havia terminado. Sua missão estava cumprida.

    Queridos irmãos e irmãs, João disse: “Sou o amigo do Noivo. Quando ouço a voz do Noivo, oh, minha alegria fica completa”. Por quê? Porque cumpri minha missão.

    É necessário que Ele cresça, mas que eu diminua.

    O ministério de preparação de João por meio do arrependimento

    Queridos irmãos e irmãs, João, como amigo do Noivo, preparou o caminho para o Noivo. Fez todos os preparativos e todas as negociações até poder conduzir a noiva à casa do Noivo.

    Como ele preparou as pessoas? Historicamente, sabemos que todos os primeiros discípulos de nosso Senhor Jesus eram discípulos de João.

    Aqueles que rejeitaram o batismo de João rejeitaram Cristo. Mas aqueles que receberam o batismo de João para arrependimento receberam o Senhor Jesus, porque estavam preparados. Foram conduzidos a Cristo.

    Como João preparou as pessoas para Cristo? Qual foi a mensagem que Deus usou por meio dele para preparar o povo?

    Quando João clamava no deserto, o que ele dizia?

    Arrependei-vos; porque é chegado o reino dos céus.

    Oh, irmãos e irmãs, durante quatrocentos anos Deus não havia falado ao Seu povo.

    Vocês se lembram de que, nos dias de Eli, se diz que a palavra de Deus era rara, e as visões eram pouco frequentes. Isso já era ruim o bastante. Mas agora, naquela época, não havia absolutamente nenhuma visão nem palavra havia quatrocentos anos.

    Talvez vocês pensem: como os filhos de Israel, como o remanescente que havia retornado, como os judeus puderam continuar existindo durante quatrocentos anos sem a Palavra de Deus? Mas continuaram. Tudo seguia como de costume.

    Na aparência exterior, eram o povo mais religioso. Era uma nação que esperava pelo Messias; mas, quando o Messias veio, ficaram assustados.

    Qual era a mensagem de Deus ao Seu povo, para preparar um povo para o Senhor? Havia apenas uma mensagem, e a mensagem era: arrependam-se.

    Queridos irmãos e irmãs, era uma voz estranha. Mesmo no tempo de João, não é de admirar que os fariseus e os escribas tenham rejeitado a mensagem de João. Rejeitaram o batismo de João porque achavam que era uma mensagem errada.

    Achavam que aquela mensagem deveria ser dirigida aos gentios. Os gentios precisavam se arrepender. “Nós, judeus, o povo escolhido de Deus — adoramos a Deus, temos os oráculos de Deus em nossas mãos, oferecemos sacrifícios, somos o povo escolhido de Deus. Precisamos nos arrepender?”

    “Talvez precisemos ser reformados. Talvez precisemos melhorar. Mas certamente não nos arrepender.” Foi por isso que rejeitaram aquela mensagem, aquela voz.

    O significado do arrependimento

    O que é arrependimento? O que é arrependimento?

    A palavra grega para arrependimento significa uma mudança de mente. É uma mudança de mente de cento e oitenta graus.

    Não é apenas uma pequena correção ou um pequeno desvio. É uma mudança completa de direção. Quando você está indo em uma direção, precisa dar meia-volta e seguir na outra direção. Isso é arrependimento.

    Foi por isso que João batizava as pessoas. O que é o batismo?

    Quando você entra na água, arrepende-se de seu passado — seus pecados passados, sua vida passada, seu sucesso passado, suas realizações morais passadas, tudo o que é seu. Você considera tudo isso digno de morrer.

    Tudo isso é tirado de vista. Quando você sai da água, é uma nova pessoa. Em outras palavras, não é reforma. Não é apenas uma pequena mudança. É morte, sepultamento e ressurreição. Isso é arrependimento.

    Você precisa se arrepender não apenas dos pecados que cometeu; precisa se arrepender do bem que fez. Agora, você fará isso?

    É errado oferecer sacrifícios no templo? Deus nos ordenou fazer isso. É errado ler a Torá, os cinco livros de Moisés? Certamente Deus nos ordenou meditar nela.

    É errado orar a Deus? Certamente devemos orar. É errado ir à sinagoga e nos reunir? Certamente devemos fazer isso. É errado exortar uns aos outros e encorajar uns aos outros? Certamente devemos fazer isso.

    Oh, irmãos e irmãs, ouçam a voz de Deus ao povo que está se preparando para o Noivo: até essas coisas precisam ser reconsideradas.

    Por quê? Porque o reino dos céus está próximo. Arrependam-se, não apenas porque pecaram, mas porque o reino dos céus está próximo.

    Tudo o que vocês fizeram não os levará para dentro desse reino. Vocês precisam se arrepender. O tempo mudou. A realidade chegou; as sombras precisam desaparecer.

    Se você se apegar à sombra, desaparecerá com ela. Apegar-se à sombra é um pecado do qual você precisa se arrepender.

    Irmãos e irmãs, não é de admirar que os fariseus e os escribas tenham se levantado contra João e contra Cristo.

    Uma ilustração do arrependimento

    Certa vez, houve uma grande convenção. Teólogos e professores se reuniram para uma convenção sobre a verdade cristã. Discutiram diferentes verdades da Bíblia.

    Todos aqueles doutores eruditos escreveram suas dissertações e as leram. Um dos temas era o arrependimento. Aqueles dignos — ou indignos — doutores em teologia escreveram grandes dissertações e as apresentaram ao público.

    Quanto mais apresentavam suas dissertações sobre o arrependimento, mais confusas as pessoas ficavam.

    Por fim, havia um missionário idoso, aposentado do campo missionário no exterior, de cabelos brancos, sentado ao fundo. Ele não era um erudito, não era um teólogo, apenas um missionário que havia servido em uma terra estrangeira durante muitos e muitos anos.

    Ele ouviu e não conseguiu mais suportar aquilo. Então levantou a mão. O presidente da convenção disse: “O que o senhor deseja?” Ele disse: “Por favor, o senhor poderia me dar cinco minutos para falar sobre esse assunto?”

    O presidente olhou para aquele missionário de cabelos brancos. Sabia que ele não era um doutor erudito. O que poderia dizer? Mas, por ele ter servido como missionário no campo durante tantos anos, por respeito, disse: “Está bem, vou lhe dar cinco minutos”.

    O missionário se levantou da cadeira, bem no fundo do auditório, e começou a caminhar em direção à plataforma. Enquanto caminhava, gritava: “Estou indo para o inferno! Estou indo para o inferno!”

    Oh, ele eletrizou todo o público. As pessoas olharam para aquele missionário. Ele gritou durante todo o caminho até a plataforma.

    Quando chegou à plataforma, deu meia-volta, ficou de frente para o público e levantou a mão. Disse: “Estou indo para o céu. Terminei”.

    Isso é arrependimento. Acho que essa é a melhor dissertação sobre o arrependimento. O que é arrependimento? Você estava seguindo em uma direção; agora dá meia-volta e segue em direção ao céu. Sim, arrependimento.

    Irmãos e irmãs, como João, como amigo do Noivo, negociou o casamento? Como preparou as pessoas para Cristo? Com a mensagem de arrependimento.

    Arrependei-vos; porque é chegado o reino dos céus.

    Todos os que se arrependeram vieram ao Senhor. Por fim, tornaram-se a noiva do Noivo.

    O arrependimento como mensagem atual à igreja

    Queridos irmãos e irmãs, historicamente, é claro, isso já se cumpriu. A missão de João foi cumprida porque ele havia preparado pessoas para Cristo. Quando elas correram para Cristo, ele as perdeu; mas estava feliz, porque o Noivo tinha a noiva.

    Ele não prendia ninguém a si mesmo. “Sou apenas um amigo do Noivo, apenas uma voz. A voz desaparecerá, mas Ele permanecerá para sempre.” Historicamente, isso já havia se cumprido.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, espiritualmente, na aplicação espiritual, vocês sabem que, no tempo de João Batista, o Noivo estava apenas chegando ao mundo para encontrar Sua noiva?

    Mas hoje estamos nos aproximando do dia em que o Noivo voltará para buscar Sua noiva.

    Vocês não acham que, estando o dia do casamento tão próximo, a negociação precisa ser mais intensa e a preparação precisa ser mais intensa? Não creem que deveriam ser levantadas pessoas como João?

    Agora, aqui quero que vocês usem a imaginação. É verdade que somos as virgens. Aqueles que foram remidos pelo Senhor são as virgens. Somos a noiva que o Senhor está vindo buscar.

    Mas, em outro sentido, também somos os amigos do Noivo. Somos tudo porque Ele é tudo.

    Vamos usar a imaginação. Aqui estamos nós, os amigos do Noivo. Qual é a nossa missão?

    Nosso Noivo nos confiou essa tarefa de negociar e consumar uma relação matrimonial entre Ele e Sua igreja.

    Como amigos do Noivo, queridos irmãos e irmãs, devemos preparar pessoas para o Senhor. Quando Ele voltar, deverá encontrar uma noiva que se preparou.

    Como vamos preparar essa esposa? Qual é a mensagem para os nossos dias?

    Queridos irmãos e irmãs, sinto muito profundamente em meu coração que a mensagem para o povo de Deus nos nossos dias é: arrependam-se, porque o Noivo está vindo.

    Precisamos nos arrepender?

    Qual é a mensagem do Senhor ressurreto às Suas sete igrejas na Ásia? Se vocês lerem Apocalipse 2 e Apocalipse 3, descobrirão que, das sete igrejas, Sua mensagem a cinco delas é: “Arrepende-te”.

    Precisamos nos arrepender? Aparentamos ser um povo muito piedoso? Parecemos ser um povo muito religioso?

    Não nos reunimos todos os domingos, no dia do Senhor? Não vamos à reunião de oração? Não nos envolvemos em atividades cristãs? Não estamos lendo a Bíblia? Não estamos fazendo todas essas coisas?

    Se vocês quiserem encontrar um povo religioso, devoto, piedoso e que ama o Senhor, talvez pensem que somos esse povo.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, Deus está falando com vocês? Quando foi a última vez que ouviram Sua voz? Quando foi a última vez que O viram? Não estou falando fisicamente; estou falando no espírito de vocês. Vocês O veem hoje?

    Você pode dizer: “Há cinco anos, fui cheio do Espírito Santo”. E hoje? Você O vê? Você O ouve?

    Sua vida religiosa se tornou uma rotina, uma tradição?

    Arrependa-se, porque você perdeu seu primeiro amor.

    Seu trabalho pode continuar. Seu conhecimento permanece com você. Mas onde está seu amor, seu primeiro amor pelo Senhor? Oh, quando você O amou pela primeira vez, não pensava em si mesmo. Mas agora pensa muito em si mesmo.

    Arrependa-se se perdeu seu primeiro amor. Arrependa-se se amou o mundo, porque, se você ama o mundo, o amor do Pai não está em você.

    A mensagem do Senhor à igreja em Pérgamo é: arrependam-se, porque a igreja se misturou com o mundo. Não se consegue ver a diferença entre o mundo e a igreja. Estamos separados?

    Estamos fazendo o que as pessoas do mundo fazem — talvez até pior? Estamos buscando as coisas que as pessoas do mundo buscam — talvez ainda mais?

    Arrependam-se. Arrependamo-nos se nos tornamos tão complicados que perdemos a simplicidade para com Cristo.

    A igreja em Sardes: arrependam-se. Mantemos a fama de que estamos vivos, mas, na verdade, estamos mortos.

    Arrependamo-nos se perdemos o contato com a realidade espiritual. Vivemos uma vida cristã irreal. Achamos que somos ricos. Achamos que enxergamos. Mas somos cegos; estamos nus.

    Perdemos o contato com a realidade. Oh, irmãos e irmãs, se o Senhor viesse nesta noite, Ele nos encontraria preparados para recebê-Lo?

    Vocês não acham que há muito em nós de que precisamos nos arrepender? Oh, que o povo de Deus se arrependa no pó e na cinza.

    Deus habita com quem tem um coração quebrantado e contrito.

    Os sacrifícios de Deus são o espírito quebrantado;
    A um coração quebrantado e contrito, ó Deus, Tu não desprezarás.

    Onde está esse quebrantamento? Onde está a contrição do povo de Deus?

    Queridos irmãos e irmãs, não estamos prontos se não nos arrependermos. Se achamos que somos melhores do que outras pessoas, se achamos que sabemos mais do que outras pessoas, se achamos que fizemos mais pelo Senhor do que outras pessoas, temo que sejamos como os fariseus e os escribas.

    Creio realmente que a mensagem do Senhor para Seu povo hoje é: arrependam-se.

    Se nos arrependermos, Ele nos receberá. Ele nos preparará. Ele nos dará graça para que sejamos vestidos de linho fino, resplandecente, que são os atos de justiça dos santos.

    Queridos irmãos e irmãs, como amigos do Noivo, levantemos essa voz ao povo de Deus, chamando o povo de Deus ao arrependimento. Não podemos continuar assim, porque o Senhor vem em breve.

    Todos os vales precisam ser preenchidos. Todas as montanhas precisam ser niveladas. Os caminhos tortuosos precisam ser endireitados. Todos os lugares ásperos precisam ser aplanados, porque o Senhor vem em breve.

    Oh, se ouvirmos a voz do Noivo, nossa alegria será completa. É necessário que Ele cresça; nós precisamos diminuir.

    Vamos orar?

    Oração final

    Nosso Pai celestial, queremos Te louvar e agradecer porque, antes do clamor da meia-noite — “Eis que vem o Noivo” —, Tu envias uma voz no deserto, chamando o Teu povo ao arrependimento.

    Para que o Teu povo esteja preparado e pronto para Te receber. Oh, nosso clamor a Ti nesta noite é: que essa voz seja ouvida. Que o Teu povo se arrependa. Amém.

    Que o Teu povo tenha um coração quebrantado e contrito. Amém. Que o Teu povo olhe para Ti, espere por Ti e esteja pronto para Te receber.

    Em Teu precioso nome. Amém.