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    Untill We Attain To The Unity Of The Faith © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Untill We Attain To The Unity Of The Faith
    Untill We Attain To The Unity Of The Faith
    Kaung, Stephen

    A unidade do Espírito, da fé e do conhecimento do Filho de Deus

    Por favor, abram em Efésios, capítulo 4, na carta aos Efésios, capítulo 4. Começaremos com Efésios 4:7-16.

    Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo.
    Pelo que Ele diz:
    Quando Ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro,
    E deu dons aos homens.
    (Ora, isto — Ele subiu — que é, senão que também desceu às partes inferiores da terra?
    Aquele que desceu é o mesmo que também subiu muito acima de todos os céus, para que enchesse todas as coisas.)
    E Ele deu uns para apóstolos; e outros, para profetas; e outros, para evangelistas; e outros, para pastores e mestres;
    Para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo:
    Até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, a um homem maduro, à medida da estatura da plenitude de Cristo:
    Para que não sejamos mais crianças, levadas de um lado para outro e transportadas por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro;
    Mas, falando a verdade em amor, cresçamos em todas as coisas nEle, Que é a cabeça, Cristo;
    De Quem todo o corpo, bem ajustado e unido por aquilo que cada junta fornece, segundo a operação na devida medida de cada parte, efetua o crescimento do corpo para a edificação de si mesmo em amor.

    Voltemo-nos ao Senhor em oração.

    Nosso Pai celestial, como Te louvamos e agradecemos porque, pelo sangue de nosso Senhor Jesus e por Seu corpo, que foi partido por nós, um novo e vivo caminho agora está aberto, para que possamos nos aproximar, para que possamos entrar no Santo dos Santos, para que possamos estar em Tua própria presença, para que possamos levantar os olhos e contemplar a glória do Senhor com o rosto descoberto.

    Oh, como Te louvamos e agradecemos por esse privilégio. E nós Te louvamos e agradecemos porque, ao contemplarmos a Tua face, o Espírito de Deus nos transformará de glória em glória, segundo a imagem de nosso Senhor. Oh, como o nosso coração se alegra em Tua presença.

    E nesta manhã, ao estudarmos juntos a Tua Palavra, pedimos que nos concedas o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento de Deus. Senhor, confessamos que, sem o espírito de revelação, jamais conseguiremos ver; jamais conseguiremos entrar. Mas Te louvamos e agradecemos porque é do Teu agrado revelar o Teu Filho em nós.

    Assim, ao abrirmos o coração a Ti, esperamos que realizes a obra de revelação em cada um de nós, para que não apenas ouçamos a Palavra, mas ouçamos a Tua voz; para que possamos Te ver; para que sejamos realmente transformados pela operação do Teu Santo Espírito.

    Senhor, estamos aqui. Colocamo-nos em Tuas próprias mãos e Te convidamos a realizar a obra que determinaste fazer nesta manhã. E a Ti sejam todo o louvor e toda a glória, em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    O encargo do Senhor Jesus por Seu povo

    O encargo que temos na reunião da manhã não é outro senão o encargo de nosso Senhor Jesus. Há mais de vinte séculos Ele carrega esse encargo. Não o carregava apenas quando estava na terra; ainda hoje, Ele está sentado à direita do Pai como nosso Sumo Sacerdote, intercedendo por nós. E vocês verão que Ele continua a interceder por nós com o mesmo encargo: que todos nós, os que cremos nEle, sejamos um.

    Ele ora para que sejamos um, assim como Ele e o Pai são um. Assim como o Pai está no Filho e o Filho está no Pai, Ele está em nós e nós estamos nEle. É por causa dessa unidade que a unidade do povo de Deus é uma realidade.

    Ontem de manhã, começamos com Efésios, capítulo 4. Sabemos que Efésios, capítulo 4, e João, capítulo 17, são realmente passagens paralelas, porque tratam do mesmo assunto: a unidade do corpo de Cristo.

    Mas, em João 17, temos a oração, o anseio, o desejo de nosso Senhor Jesus de que sejamos um. Em Efésios 4, temos uma exortação. Como esse é o encargo, o desejo de nosso Senhor, nossa Cabeça, somos exortados, como aqueles que foram chamados para ser o corpo de Cristo, a andar de modo digno da vocação com que fomos chamados.

    A unidade concedida pelo Espírito

    Essa unidade do povo de Deus não é algo que possamos criar. Não é algo que possamos fabricar. Não é algo que possamos fazer funcionar. É algo divino. É algo que nos foi dado.

    A unidade do Espírito nos foi dada, e cabe a nós guardá-la — guardá-la diligentemente — para que não a percamos.

    Queridos irmãos e irmãs, embora, ao longo desses vinte séculos, vejamos tragédia após tragédia na igreja, divisão após divisão, contendas, cismas e facções, nada disso mudou o fato de que a unidade do Espírito nos foi dada.

    Deus já nos deu a unidade do Espírito. O problema não é que não tenhamos essa unidade. O problema é que a temos, mas não a guardamos diligentemente. Por causa disso, vocês verão que, de tempos em tempos, o povo de Deus perdeu essa unidade. O povo de Deus passou a se firmar em outra base, que não a base de Cristo, que não a base da unidade na Divindade.

    Em Deus, somos um. Em Cristo, somos um. No Espírito Santo, somos um. Essa unidade do Espírito nos foi dada. É nossa herança. É nossa posse. É nossa porção. É nossa.

    Mas, infelizmente, não ouvimos a exortação do Espírito Santo. Somos exortados a guardá-la, mas não a guardamos. Somos exortados a guardá-la diligentemente, mas não exercemos diligência. Por causa disso, vocês verão que o povo de Deus perdeu essa unidade.

    Ao longo dos séculos, por muitas gerações, o Espírito de Deus continua chamando Seu povo a voltar: a manter, a guardar, a guardar diligentemente a unidade do Espírito.

    Um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
    Um só Senhor, uma só fé, um só batismo,
    Um só Deus e Pai de todos, Que é sobre todos, e por todos, e em todos.

    Queridos irmãos e irmãs, damos graças ao Senhor porque a todos os que creem nEle, a todos os que são filhos de Deus, foi concedida a unidade nessas sete coisas. Somos um em Deus. Somos um em Cristo. Somos um no Espírito Santo.

    A unidade da fé como objetivo do crescimento

    Nesta manhã, gostaríamos de avançar, porque vocês verão que, em Efésios 4:3, devemos empregar diligência para guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Depois, em Efésios 4:13, devemos chegar à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, a um homem maduro, à medida da estatura da plenitude de Cristo.

    Aqui vocês encontram a palavra unidade em Efésios 4:3, e novamente encontram a palavra unidade em Efésios 4:13. Em Efésios 4:3, é a unidade do Espírito. Em Efésios 4:13, é a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus.

    Em Efésios 4:3, a unidade do Espírito é algo que já nos foi dado, e todos somos exortados a guardá-la diligentemente. Mas, em Efésios 4:13, a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus é algo que precisamos alcançar, ao qual precisamos chegar. Em outras palavras, não nos foi dada, mas é algo a que devemos chegar, que devemos alcançar.

    Existem duas unidades? Não. Existe apenas uma unidade. Mas essa única unidade tem duas extremidades. Em uma delas, que é o começo, está a unidade do Espírito. É aí que devemos começar. Na outra extremidade, em direção ao objetivo final, encontramos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus. É aí que devemos chegar.

    Queridos irmãos e irmãs, existe apenas uma unidade. É a unidade em Deus. Em Deus, somos um. Não existem duas unidades. Mas essa unidade precisa começar com o que Deus já nos deu, que é a unidade do Espírito. Se começarmos pelo começo e prosseguirmos, chegaremos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus.

    O problema do povo de Deus ao longo dos séculos, e até mesmo em nosso tempo, é este: não começamos com a unidade do Espírito, mas tentamos começar com a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus. Como começamos pela extremidade errada, não chegamos a lugar algum, e o povo de Deus permanece dividido.

    Mas, se começarmos pela extremidade certa, segundo a ordem que Deus estabeleceu para nós, então, queridos irmãos e irmãs, a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus é possível. Chegaremos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus.

    Uma só fé e a plenitude da fé

    Agora, antes de entrarmos nesse assunto, provavelmente precisamos explicar um pouco o que é a unidade da fé. Em Efésios 4:5, lemos:

    Um só Senhor, uma só fé, um só batismo.

    E, em Efésios 4:13, lemos novamente:

    Até que todos cheguemos à unidade da fé.

    Em Efésios 4:5, encontramos uma só fé. Em Efésios 4:13, encontramos a fé. Vejam: uma só fé e a fé. Será que temos dois tipos diferentes de fé? Uma se chama “uma só fé” e a outra se chama “a fé”? Não. A única fé é a fé. Em outras palavras, temos apenas uma fé.

    No entanto, essa fé tem um começo e um fim. O que é uma só fé? Ontem de manhã, explicamos que uma só fé é a fé básica, essencial, que justifica. É a fé no Senhor Jesus pela qual somos salvos. É a revelação e a confissão de nosso Senhor Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo.

    Esse é o fundamento de nossa fé. Sem esse fundamento, ninguém pode ser salvo. Uma só fé — e essa única fé foi dada a vocês, a mim e a cada um de nós.

    Em outras palavras, nós, que fomos redimidos pelo Senhor, fomos redimidos porque temos essa única fé. Se uma pessoa não tem essa única fé, não é filha de Deus. Não tem a vida eterna. Não foi redimida. Não pode ser salva. Sem essa única fé, não somos salvos.

    Portanto, essa única fé está incluída na unidade do Espírito. É algo que já nos foi dado e que já temos.

    Agora, o que é a fé? A fé é essa mesma fé, mas é um avançar de fé em fé. É o desenvolvimento, a plenitude de nossa fé.

    Não se trata apenas de crer no fundamento de nossa salvação. A fé inclui toda a verdade que Deus nos revelou em Seu Filho.

    Lembramos que, quando o apóstolo Judas escreveu essa pequena carta, ele disse, em Judas 1:3:

    Amados, enquanto empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, fui constrangido a escrever-vos, exortando-vos a batalhar diligentemente pela fé que, uma vez por todas, foi entregue aos santos.

    Quando Judas escreveu essa carta, disse que precisamos batalhar diligentemente pela fé que, uma vez por todas, foi entregue aos santos. Essa é a fé.

    No primeiro século, Deus revelou essa fé aos apóstolos e aos profetas por meio da revelação do Espírito Santo. Vemos que toda a verdade de Deus em Cristo Jesus foi entregue aos santos de uma vez por todas.

    Para colocar isso de modo mais concreto, essa fé está expressa na Palavra de Deus, na Bíblia que temos hoje. Toda a verdade de Deus acerca de nossa fé foi revelada e entregue, de uma vez por todas, a todos os santos. Toda a verdade está agora neste livro chamado Bíblia Sagrada. Essa é a fé.

    Em outras palavras, ela inclui toda a verdade, todas as doutrinas, todos os ensinamentos, todos os fatos — tudo o que diz respeito à nossa fé e a torna única, diferente de qualquer outra fé neste mundo.

    O que torna nossa fé diferente? O que torna o cristianismo diferente de todas as outras religiões, de todas as outras chamadas fés? É o fato de termos essa fé que, uma vez por todas, foi entregue aos santos.

    Depois, em Judas 1:20-21, está escrito:

    Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,
    Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.

    Novamente, vocês veem Judas mencionar essa questão de nos edificarmos sobre a nossa santíssima fé. Uma só fé é algo que já temos. Esse é o fundamento de nossa fé. Depois, vemos que precisamos edificar sobre esse fundamento.

    Precisamos edificar sobre a nossa fé em Cristo Jesus. À medida que edificamos sobre essa fé, entramos na unidade da fé.

    Quando temos uma só fé, somos como bebês em Cristo, porque nascemos por meio dessa única fé. Mas somos apenas bebês e precisamos crescer. Precisamos nos desenvolver.

    À medida que crescemos, desenvolvendo nossa fé, nossa crença nos ensinamentos, nas doutrinas, nos fatos, em tudo o que o Senhor fez por nós e em tudo o que Ele é para nós, vocês verão que estamos nos edificando na santíssima fé. Entramos na plenitude de nossa fé, que é a fé.

    Não temos a fé em sua plenitude logo de início. Começamos com uma só fé e, a partir daí, desenvolvemo-nos até alcançar a fé. Pela graça de Deus, pela iluminação do Espírito Santo, por meio da Palavra, começamos a conhecer mais do ensino e da doutrina de Cristo. Começamos a conhecer mais da verdade. É assim que nos edificamos na santíssima fé.

    As definições dos credos e a unidade da fé

    À medida que o cristianismo começou a se espalhar, outros ensinamentos e heresias começaram a se infiltrar nele. Para combater a introdução de outras coisas — filosofias e outros ensinamentos — no cristianismo, vemos na história da igreja que os líderes começaram a se reunir e a tentar definir nossa fé.

    No começo, quando a igreja de Deus passou a definir nossa fé, fez isso para combater a introdução de diferentes ensinamentos e heresias. Para definir nossa fé, desenvolveram credos: o Credo dos Apóstolos e, depois dele, de tempos em tempos, eram realizados concílios da igreja.

    Os líderes se reuniam e, como havia determinada heresia ou determinado ensinamento, precisavam redefinir a fé, e outro credo era formulado. Credo após credo foi formulado no cristianismo ao longo dos séculos.

    Em certo sentido, esses credos são o resultado da tentativa de definir nossa fé para combater as heresias. Mas, queridos irmãos e irmãs, o problema é que, quando nossos antepassados tentaram definir a fé, reduzir a verdade de Deus a um sistema, colocar todo o ensino em alguma ordem, em um conjunto de declarações de um credo, o resultado foi que nunca conseguiram incluir em seu credo toda a verdade que está em Cristo.

    É verdade que simplificaram nossa fé. É verdade que tentaram definir nossa fé. É verdade que pareciam conseguir cristalizar nossa fé em determinados artigos e torná-la mais simples e clara em certos aspectos.

    Sabem, quando a Palavra de Deus foi dada, Deus nunca pretendeu que Sua Palavra fosse sistematizada. Como a Palavra não é sistematizada, às vezes ela parece um pouco confusa aos crentes. Foi por isso que esses famosos credos foram formulados: para declarar ao mundo aquilo em que cremos.

    Por um lado, por mais perfeito que um credo seja, ele é incompleto no que diz respeito à verdade de Deus. Ele deixará algo de fora. Na realidade, pode incluir alguma coisa, mas deixar de fora muito mais, porque é humanamente impossível abranger tudo.

    A segunda coisa é esta: quando as pessoas tentam definir sua fé formulando credos, vocês verão que, entre o povo de Deus, alguns enxergam determinada verdade com grande destaque. Algumas perspectivas sobre Cristo parecem significar muito mais para eles do que qualquer outra verdade. Assim, ao formular o credo, vocês verão que a ênfase será colocada em determinada verdade, e outras verdades serão deixadas de fora.

    A exigência de ser fiel, de ser leal e de prestar juramento de fidelidade ao credo em que se crê fez com que esses credos, em vez de unir o povo de Deus, começassem a dividi-lo e a tornar permanente essa divisão.

    Além disso, à medida que o cristianismo começou a crescer e esses credos começaram a ser formulados, vemos que não existe apenas o perigo de enfatizar certas verdades de Cristo e deixar de fora ou desprezar outras. À medida que o cristianismo se desenvolve, não são apenas verdades que entram no credo; até as tradições dos antepassados começam a entrar nele.

    Algo além daquilo que temos na Palavra de Deus. Não apenas contém menos do que a Palavra de Deus, mas também contém algo a mais do que a Palavra de Deus. Quando isso acontece, vocês sabem, divide o povo de Deus.

    Queridos irmãos e irmãs, embora nossos antepassados tivessem as melhores intenções ao formular esses credos, de certa forma entendemos por que fizeram isso: queriam combater as heresias. Mas o resultado foi que esses credos limitam a fé.

    Esses credos começam a dividir o povo de Deus. Alguns se apegam a este credo, e outros se apegam àquele. Como têm um credo ao qual se apegar, não conseguem ser um. Precisam ser fiéis ao seu credo.

    Se houver necessidade de um credo para definir nossa fé, então, irmãos e irmãs, diremos que a Bíblia é nosso credo. Não teremos outro credo além da própria Palavra. Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, e esse é nosso credo.

    Tudo o que está na Bíblia faz parte de nossa fé. Não podemos negligenciar nada na Palavra de Deus. Não podemos dizer: “Isso é insignificante”. É a Palavra de Deus e, se é a Palavra de Deus, até uma única palavra é poderosa. Cremos na Palavra de Deus. Essa é nossa fé.

    Verdade, interpretação e unidade cristã

    O que é a fé? A fé é toda a verdade de Deus conforme a encontramos na Palavra. É claro que precisamos de iluminação. Precisamos de revelação — não de algo acrescentado à Palavra de Deus, mas de revelação acerca da Palavra de Deus — para que a Palavra de Deus não seja letra para nós, mas seja espírito e vida.

    Precisamos compreender a Palavra de Deus. Precisamos compreender a verdade que está em Jesus. O que é a fé? A fé não é a interpretação do ensino da verdade. A fé é a verdade, não a interpretação.

    Irmãos e irmãs, vocês verão que, quando as pessoas pensam na unidade da fé, muitas pensam que isso significa unidade de interpretação da Bíblia. Se vocês a interpretam de maneira diferente da interpretação delas, ficam separados delas, e elas não querem ter nada a ver com vocês, porque dizem que não existe unidade da fé.

    Uma experiência no Peru

    Em 1965, eu estava na América do Sul. Estava no Peru, na selva. Enquanto estava lá, havia uma conferência dos crentes indígenas. Esses queridos irmãos e irmãs, crentes indígenas, viajaram até aquela cidade.

    Para chegar àquela cidade, era preciso ir de avião. Não havia estrada; era preciso ir de avião. Mas essas pessoas, esses queridos irmãos e irmãs que vieram à conferência, caminharam pela floresta e se reuniram para realizar uma conferência.

    Aconteceu que eu estava lá e partiria no dia seguinte. Então me perguntaram se eu poderia falar naquela conferência, apenas na primeira reunião, porque eu partiria no dia seguinte. Bem, prometi que faria isso.

    A reunião começaria à noite. Mas, à tarde, um missionário veio de uma aldeia próxima e chegou ao lugar onde eu estava hospedado com um casal de missionários. Quando esse missionário me viu ali, fui submetido a uma inquisição.

    Ele começou a examinar minha fé. Começou a fazer perguntas, perguntas e mais perguntas. Eu conhecia sua formação. Embora não o conhecesse pessoalmente, conhecia sua formação, por isso sabia o que ele queria descobrir a meu respeito.

    Esquivei-me o máximo que pude. Mas, depois de ele me interrogar por algum tempo, veio aquela questão. Eu sabia que ela viria. Ele me perguntou: “Qual é a sua crença sobre o arrebatamento?”

    Tentei ser prudente. Disse: “Creio que todos os crentes serão arrebatados”. Amém. Mas ele não ficou satisfeito. Perguntou: “Um arrebatamento ou mais de um?”

    Tive de responder. Então disse: “Irmão, meu entendimento do arrebatamento talvez seja diferente do seu. Só posso dizer que, até onde compreendo neste momento, é assim que creio a respeito do arrebatamento. Se o Senhor me mostrar outra coisa, estou aberto a mudar”.

    Então, é claro, contei a ele o que eu cria a respeito do arrebatamento. Não vou contar a vocês. Naturalmente, era diferente do que ele cria.

    Sabem o que esse irmão me disse? Ele disse: “Você não crê na Bíblia”.

    Eu disse: “Irmão, creio na Bíblia tanto quanto você. Talvez minha interpretação seja diferente da sua. Meu entendimento é diferente do seu, mas eu creio na Bíblia. Eu creio na verdade”.

    Ele disse: “Não, você não crê na Bíblia”.

    Depois do jantar, estávamos caminhando para a conferência. Eu deveria falar. Ele passou por mim e disse: “Se você falar, eu não falo. Se você falar, eu não falo”.

    O que eu poderia fazer? Ele era um missionário que trabalhava na aldeia vizinha. Eu estava apenas de passagem. Então lhe disse: “Irmão, não vou falar”. Disse aos irmãos: “Sinto muito, não vou falar”. E ele ficou contente com isso.

    Isso mostra como frequentemente entendemos mal o que é a fé. Pensamos que a fé é nossa interpretação da fé. Mas lembrem-se: nossa interpretação é apenas nosso entendimento. Ninguém compreende a Bíblia cem por cento.

    Nossa compreensão da Palavra de Deus aumenta pela graça de Deus, mas a verdade é eterna. Não importa o que vocês creiam acerca do arrebatamento — se é um, se é mais de um, se é antes ou depois da tribulação —, irmãos e irmãs, vocês creem no arrebatamento.

    Não importa qual seja sua interpretação das profecias, se os dez reinos são o Império Romano restaurado ou se são a Liga Islâmica: vocês creem nas profecias.

    Irmãos e irmãs, podemos ter diferentes graus de compreensão da Palavra, mas todos cremos na Palavra. Essa é a unidade da fé.

    Não façam da unidade da fé a unidade do seu entendimento, da sua interpretação da verdade de Deus. Se Deus permitir — e Ele permite —, chegaremos à unidade da fé. Isso é possível.

    A unidade do conhecimento do Filho de Deus

    Agora, o que é a unidade do conhecimento do Filho de Deus? No original, significa a unidade do pleno conhecimento do Filho de Deus. O pleno conhecimento do Filho de Deus não é apenas um conhecimento mental ou adquirido nos livros. É um conhecimento por experiência.

    Em outras palavras, a unidade do conhecimento do Filho de Deus significa experimentar o Filho de Deus em toda a Sua plenitude.

    Todos os que creem no Senhor Jesus já experimentaram o Senhor. Se você nunca experimentou Jesus Cristo, não pertence a Ele. Você O experimentou como sua salvação. Você O experimentou como o perdão de seus pecados. Você O experimentou como a vida eterna.

    Todos os que creem no Senhor Jesus têm uma experiência de nosso Senhor Jesus. Todos têm um conhecimento do Filho de Deus, mas isso é apenas o começo.

    Não pense que, por crer em Jesus Cristo como seu Salvador pessoal e ter recebido o perdão dos pecados e a vida eterna, você já O conhece plenamente. Há muito mais nEle que você precisa conhecer e experimentar.

    Como nosso irmão disse, a terra que mana leite e mel — as insondáveis riquezas de Cristo — é toda sua, para que você a experimente e tome posse dela.

    Toda a nossa vida cristã, depois de experimentarmos Jesus Cristo pela primeira vez como nosso Salvador, é um contínuo e progressivo conhecer e experimentar dEle. Mesmo na eternidade isso continuará, porque nosso Cristo é infinito.

    O que é a experiência cristã? A experiência cristã nada mais é do que experimentar Cristo.

    Vocês não estão simplesmente tendo uma experiência de santidade. Não estão simplesmente tendo uma experiência do batismo do Espírito Santo. Não estão simplesmente tendo uma experiência de vida vitoriosa. Não estão nem mesmo simplesmente tendo uma experiência de cura.

    Todas essas experiências, se são experiências cristãs, são experiências de Cristo.

    Você experimenta Cristo. Eu experimento Cristo. Pela graça de Deus, todos estamos experimentando Cristo. Todos estamos conhecendo-O mais e queremos conhecê-Lo, e conhecer o poder de Sua ressurreição, a comunhão de Seus sofrimentos, sendo conformados à Sua morte.

    Essa é a única paixão de Paulo. Ele considerava todas as coisas como perda por causa da excelência do conhecimento de Jesus Cristo. Essa é sua paixão — uma única paixão: conhecer Cristo. Queridos irmãos e irmãs, que essa paixão seja a nossa paixão.

    Queremos conhecê-Lo, conhecê-Lo e conhecê-Lo mais, experimentá-Lo — não apenas conhecê-Lo na mente, mas conhecê-Lo no coração, conhecendo em nossa vida diária, conhecendo em nossa experiência, quão precioso Cristo é para nós.

    A diversidade na experiência de Cristo

    É verdade que estamos em diferentes estágios de crescimento. É verdade que Deus é um Deus vivo, Que lida com pessoas vivas. Por isso, vocês verão que as maneiras pelas quais experimentamos Cristo são diferentes.

    Você está experimentando Cristo; eu estou experimentando Cristo. Mas nós O experimentamos em diferentes graus, de diferentes maneiras. Ainda assim, todos O experimentamos.

    Nosso problema é que transformamos nossa experiência em um padrão fixo. Se essa é a maneira pela qual experimento Cristo em determinado aspecto dEle, tento fazer da minha maneira de experimentá-Lo o modelo.

    Em outras palavras, qualquer outra pessoa que vá experimentar Cristo nessa área específica precisa experimentá-Lo da mesma maneira que eu. Caso contrário, você não teve essa experiência.

    Tomemos, por exemplo, o batismo com o Espírito Santo. Graças a Deus pelo derramamento do Espírito Santo.

    Mas, quando as pessoas começaram a experimentar o derramamento do Espírito Santo, aconteceu que falaram em línguas. Como falaram em línguas, disseram: “Se você não falar em línguas, não tem o Espírito Santo”.

    Não, vocês estão transformando uma experiência em um padrão fixo. É verdade: no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo veio sobre os cento e vinte, línguas como de fogo desceram sobre eles, e todos falaram em línguas.

    Certa vez, Deus desceu para confundir as línguas. Mas agora Ele desceu para dar línguas, a fim de que fossem um.

    Mas, até mesmo no livro de Atos, vocês verão que pessoas receberam o Espírito Santo sem qualquer menção de terem falado em línguas. O que importa não é o incidental, mas o essencial.

    Exemplos da história cristã

    Alguns podem experimentar a vinda do Espírito Santo como D. L. Moody ou Charles G. Finney. Moody estava andando pelas ruas de Nova York. Aquele era o último lugar em que alguém esperaria que o Espírito Santo viesse sobre uma pessoa.

    Ali o Espírito Santo veio sobre ele em tamanha medida que ele precisou encontrar um lugar onde pudesse ficar a sós, de portas fechadas.

    Charles G. Finney, quando foi salvo, era aprendiz de um advogado. Pretendia ser advogado. Ao estudar direito, descobriu que as leis no mundo ocidental frequentemente faziam referência à Bíblia, porque haviam sido formuladas segundo a Palavra de Deus. Então conseguiu uma Bíblia e começou a lê-la para estudar direito.

    Mas o Espírito Santo começou a convencê-lo do pecado. Quando o Espírito Santo o convenceu, ele colocou a Bíblia debaixo da prateleira. Continuava a lê-la, mas não queria que ninguém percebesse.

    Um dia, estava sob tamanha convicção que, enquanto caminhava para o escritório de advocacia, disse: “Bem, preciso resolver essa questão da salvação”. Então saiu do caminho e entrou em uma floresta. Foi até o interior da floresta porque não queria que ninguém o visse.

    Finalmente, encontrou um lugar onde uma árvore havia caído no chão, um lugar bem isolado. Entrou ali e se ajoelhou para orar. Pensava que tinha muitas coisas pelas quais queria orar. Queria derramar seu coração diante de Deus, mas não conseguia orar.

    Por quê? Porque ficava o tempo todo atento a qualquer som. Quando ouvia um pequeno ruído, levantava-se. Não queria que as pessoas soubessem que estava orando. Como poderia orar? Não conseguia orar.

    Mas, infelizmente, enquanto entrava na floresta, havia feito um voto. Dissera: “Vou àquela floresta para ser salvo ou morrer lá”. Não podia voltar.

    Ele estava ali. Não sabia o que fazer. Não conseguia orar nem podia ir embora. Foi nesse momento que, de repente, o Espírito Santo o convenceu de seu orgulho: um pecador suplicando misericórdia diante do Deus justo, mas com medo de ser visto pelas pessoas. Orgulho.

    Deus jamais pode salvar uma pessoa orgulhosa. Oh, como ele se humilhou diante de Deus, clamou a Deus e confessou seus pecados. Então a Palavra de Deus começou a vir; versículo após versículo lhe vinha à mente.

    Ele ficou ali por muito tempo e perdeu a noção das horas. Finalmente, quando terminou de orar, levantou-se. Havia tamanha paz sobre ele. Começou a caminhar para o escritório de advocacia, mas o expediente já havia terminado.

    Mas sentia vontade de estar com o Senhor. Então colocou algumas toras na lareira e começou a orar. Enquanto orava e orava, o Espírito Santo veio a ele como ondas de amor. Oh, eram como ondas de amor que o atravessavam. Como ele orou, se alegrou e chorou diante de Deus.

    Ele não sabia que era o Espírito Santo. Nunca havia ouvido falar dEle. Na verdade, no dia seguinte, quando encontrou outro crente e tentou lhe contar o que havia acontecido, aquele crente não conseguiu compreendê-lo.

    Ele contou àquele crente que a convicção do pecado havia desaparecido e que havia tamanha paz em seu coração. Recebeu a informação equivocada de que Deus o havia abandonado. Pensou que Deus o havia abandonado porque já não havia convicção do pecado.

    Mas, mais uma vez, voltou-se ao Senhor, e novamente o Espírito Santo veio a ele como ondas de amor e lhe assegurou que pertencia ao Senhor. Foi assim que Charles Finney experimentou o Espírito Santo.

    Mas, oh, irmãos e irmãs, vocês dirão que, se alguém experimentar o Espírito Santo, precisa experimentá-Lo da mesma maneira que Moody e Finney? Se não O experimentar como Moody e Finney, então não tem o Espírito Santo?

    E Andrew Murray? Leiam a vida de Andrew Murray, e penso que provavelmente ninguém conheceu o Espírito Santo como uma Pessoa que habita em nós tanto quanto ele. No entanto, ele não teve esse tipo de experiência espetacular.

    E A. B. Simpson? Ele nem sequer acreditava nesse tipo de experiência. Mas quem pode dizer que A. B. Simpson não era cheio do Espírito Santo?

    Nossa experiência de Cristo pode acontecer de muitas formas e de muitas maneiras, desde que seja Cristo.

    Oh, irmãos e irmãs, se vocês O experimentam e eu O experimento, embora nossas experiências possam ser diferentes porque somos diferentes em nossa constituição e em nosso temperamento, a obra de Deus é maravilhosa.

    Costumo dizer que a maneira como Deus trabalha com você é de acordo com seu temperamento. Ele sabe exatamente que tipo de pessoa você é, e é dessa maneira que permitirá que você experimente Cristo. Se todos experimentássemos Cristo da mesma forma, como seria monótono.

    A variedade é o tempero da vida. Foi isso que aprendi quando vim para este país.

    Unidade em vez de uniformidade

    A unidade do conhecimento do Filho de Deus — o que é isso? Significa que precisamos experimentar Cristo, em determinados aspectos dEle, de uma maneira fixa, inflexível e padronizada?

    Se for assim, jamais chegaremos à unidade do conhecimento do Filho de Deus. Isso é uniformidade; não é unidade. Deus não busca uniformidade. Deus busca unidade.

    Se a base é um credo, é uniformidade. Se é a Palavra de Deus, é unidade. Se é uma experiência padronizada, é uniformidade. Se é Cristo, é unidade.

    Queridos irmãos e irmãs, não cometam esse erro. É por isso que o povo de Deus está tão dividido — não apenas dividido, mas em conflito uns com os outros. Literalmente devoramos uns aos outros, matamos uns aos outros.

    Graças a Deus, nenhuma pessoa pode experimentar Cristo plenamente — nem mesmo o apóstolo Paulo. Mas podemos compartilhar Cristo uns com os outros, e isso enriquecerá a todos nós, o corpo, para que cheguemos à unidade do conhecimento do Filho de Deus.

    Ao compartilhar Cristo comigo, você me enriquece com Cristo. Ao compartilhar Cristo com você, eu o enriqueço com Cristo. Há diferenças, mas é Cristo. Por meio desse compartilhar, começamos a entrar na unidade do conhecimento do Filho de Deus.

    A ordem do crescimento espiritual

    Irmãos e irmãs, começamos com a unidade do Espírito e depois chegamos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus. Não podemos inverter essa ordem.

    Sabem, infelizmente, quando vocês encontram um crente, provavelmente a primeira pergunta é: “Você crê no Senhor Jesus?” Muito bem. Essa é uma pergunta que vocês devem fazer.

    Mas, depois de fazer essa pergunta, não façam mais perguntas. Se a resposta for sim, oh, temos a unidade do Espírito. Somos um. Somos irmãos e irmãs. Nós nos abraçamos. Amamos uns aos outros. Compartilhamos uns com os outros. Como isso seria glorioso.

    Mas, infelizmente, todos gostamos de fazer mais perguntas. Não ficamos satisfeitos quando uma pessoa diz: “Graças a Deus, pertenço ao Senhor”. Achamos que isso não basta. Perguntamos: “De qual denominação?”

    “Qual é sua experiência do Espírito Santo? Você já falou em línguas? O que crê acerca do arrebatamento? Você é pré-milenista, pós-milenista ou amilenista?”

    “Se sua interpretação da fé é diferente da minha, nada feito. Se sua experiência de Cristo é diferente da minha, como posso ser um com você, a menos que você ceda?”

    Irmãos e irmãs, podemos ser um? Nunca seremos um. Não apenas nunca seremos um; nunca cresceremos. A unidade do Espírito nos faz bebês em Cristo, mas a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus nos faz pessoas maduras.

    O homem maduro

    É interessante observar que se diz “um homem maduro”. A palavra “homem” ali está no singular.

    Quando chegamos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao homem maduro, então nos tornamos homens e mulheres maduros, segundo a medida da estatura da plenitude de Cristo.

    Quando somos bebês, somos levados de um lado para outro por todo vento de ensino, pela artimanha dos homens, pela astúcia sem princípios, com o objetivo de nos conduzir a um erro sistematizado.

    Quando somos bebês em Cristo, podemos facilmente ser levados de um lado para outro, agitados em todas as direções. Quando vem um vento de ensino, ele nos sopra naquela direção; depois vem outro vento de ensino, e somos soprados na direção oposta. É assim que encontramos o povo de Deus hoje.

    Vocês encontram todo tipo de vento de ensino soprando em muitas direções diferentes, e eles confundem o povo de Deus. De repente, alguns são soprados para o leste; depois de algum tempo, para o oeste; depois, para o sul; depois, para o norte. Não sabem onde estão, e o povo de Deus é dispersado por esses ventos. São bebês em Cristo.

    Mas, quando chegarmos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus como um homem maduro, não seremos levados por esses ventos.

    A vivência da verdade em amor

    Manteremos a verdade em amor. No original, a melhor tradução seria “praticando a verdade em amor” — praticando a verdade em amor. Em outras palavras, não apenas cremos na verdade, mas vivemos a verdade, e a vivemos em amor.

    Sabem, o problema hoje é que, se Deus, por Sua graça, me revelar uma verdade, e essa verdade se tornar tão importante para mim, tento enfiá-la na boca de cada pessoa que encontro. Tento obrigá-las a aceitá-la.

    Minha intenção pode ser boa, porque recebi tanta bênção e quero que meus irmãos e irmãs sejam abençoados. Mas precisamos realmente praticar a verdade em amor.

    Em outras palavras, se o Senhor revelou uma verdade a você e ela significou tanto para você, viva essa verdade. Não tente impô-la aos outros. Não fale demais sobre ela. Às vezes, vocês falam demais.

    Se vocês a viverem em amor — praticando a verdade em amor —, oh, irmãos e irmãs, qual será o resultado?

    O resultado será que todos cresceremos nEle, em direção à Cabeça. Cresceremos. Não apenas você crescerá, mas seus irmãos e irmãs também crescerão.

    Sabem o que o Senhor deseja? Um homem maduro. Agora, o que é um homem maduro? Um homem perfeito.

    Suponham que, em meu corpo, o braço direito cresça perfeitamente e fique muito grande, enquanto o outro braço permanece tão atrofiado e tão fino. Suponham que a parte superior do meu corpo cresça, mas a parte inferior continue tão magra, tão pequena. Isso não seria feio?

    Lembrem-se, queridos irmãos e irmãs: hoje, Deus não está à procura de gigantes espirituais. Os dias dos gigantes espirituais passaram. Este é o dia das pequenas coisas, das pessoas pequenas.

    Deus não está à procura de gigantes espirituais — alguém que conhece Deus, alguém que tem a verdade, alguém que tem conhecimento do Filho de Deus só para si e nunca o compartilha com ninguém. Ele é um gigante espiritual.

    Irmãos e irmãs, se um braço é tão desenvolvido e tão grande em um corpo normal, esse braço é anormal. Deus não busca isso. Deus quer um corpo equilibrado, que cresça perfeitamente. Por isso, como precisamos compartilhar uns com os outros.

    Se o Senhor lhe der algo, compartilhe em amor. Não se coloque acima dos outros para criticá-los ou mesmo para forçá-los. Mas viva isso e compartilhe com seus irmãos e irmãs.

    Ministério, diversidade e edificação do corpo

    Não temos tempo para tratar dessa questão de como podemos nos desenvolver de uma só fé para a plenitude da fé, da unidade do Espírito para a unidade do conhecimento do Filho de Deus. Vocês verão que esse desenvolvimento acontece por meio da diversidade.

    A diversidade desenvolve a unidade, e esse é o mistério de Deus.

    Deus deu alguns como apóstolos, alguns como profetas, alguns como evangelistas, alguns como pastores e mestres, para o aperfeiçoamento dos santos. Quando os santos são aperfeiçoados — isto é, amadurecidos e capacitados —, passam a exercer sua função no corpo. O corpo cresce e é edificado em amor.

    Assim, que Deus nos ajude a guardar diligentemente a unidade do Espírito e a avançar para a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, por meio do ministério e da comunhão.

    Vamos orar?

    Nosso Pai celestial, esperamos que o Teu Santo Espírito fale a cada coração, sele o que foi dito e conceda aquilo que não foi dito.

    Pedimos que nos conduzas à verdade, para que sejamos verdadeiramente um, assim como Tu e o Pai sois um. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.