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    God Has Spoken: Jonah - God Is Merciful © 2026 Christian Testimony Ministry
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    God Has Spoken: Jonah - God Is Merciful
    God Has Spoken: Jonah - God Is Merciful
    Kaung, Stephen

    A misericórdia de Deus no livro de Jonas

    Por favor, abram no livro de Jonas.

    Leituras bíblicas

    Jonas 1:1-3

    E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo:
    Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela; porque a sua malícia subiu até Mim.
    Porém Jonas se levantou para fugir da presença do Senhor para Társis.
    E, descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis:
    pagou, pois, a sua passagem e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.

    Jonas 3:1-4

    E veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas, dizendo:
    Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que Eu te ordeno.
    E levantou-se Jonas e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor.
    Ora, Nínive era uma cidade mui grande, de três dias de caminho.
    E começou Jonas a entrar pela cidade caminho de um dia, e clamava, e dizia: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida.

    Jonas 4:10-11

    E disse o Senhor: Tiveste compaixão da aboboreira, na qual não trabalhaste, nem a fizeste crescer; que numa noite nasceu e numa noite pereceu:
    E não hei Eu de ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda; e também muitos animais?

    Mateus 12:38-41

    Então alguns dos escribas e dos fariseus Lhe responderam, dizendo: Mestre, queremos ver de Ti um sinal.
    Mas Ele lhes respondeu e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas:
    Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no coração da terra.
    Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão: porque se arrependeram com a pregação de Jonas; e eis que está aqui Quem é maior do que Jonas.

    Vamos orar?

    Querido Pai celestial, enquanto permanecemos em Tua presença, olhamos para Ti, para que faças brilhar Tua luz sobre Tua Palavra e sobre o nosso coração. Oramos para que, pela ação do Teu Espírito Santo em nós, sejamos conduzidos ao Teu próprio pensamento, à Tua própria mente e ao Teu próprio coração.

    Senhor, desejamos ter uma só mente, um só coração e um só espírito contigo. Entregamos este tempo em Tuas mãos e esperamos Tua bênção, para o louvor da Tua glória, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    A natureza do livro de Jonas

    O livro de Jonas é muito incomum. Ele está incluído entre os doze Profetas Menores, mas vocês perceberão que, na verdade, não é uma profecia; é uma história.

    Ao lerem o livro de Jonas, vocês perceberão que ele é simplesmente uma narrativa direta — a história de um homem —, com exceção do capítulo 2, que é uma oração. Contudo, embora seja uma história, um relato, escondido nessa história está o mistério da maior profecia.

    Em seu conteúdo e estilo, ele se aproxima mais do que encontramos nos livros históricos do Antigo Testamento: as vidas de Elias e Eliseu. Em 1 Reis e 2 Reis, temos as histórias de Elias e Eliseu. Eles são profetas, e aqui encontramos Jonas. Ele é um profeta e, da mesma maneira, sua história está sendo contada.

    Jonas é uma pessoa real, pois nosso Senhor Jesus mencionou Jonas em Mateus 12:39-41, novamente em Mateus 16:4 e em Lucas 11:29-32. Assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, nosso Senhor Jesus é o sinal para uma geração má e adúltera.

    O próprio nome Jonas significa “pomba”. Ele é filho de Amitai, que significa “verdade de Deus”. Ele é de Gate-Hefer, uma cidade cerca de um quilômetro e meio ao norte de Nazaré, no território da tribo de Zebulom, na Galileia.

    Agora, sabem, isso é muito interessante, porque em João 7:52 encontramos os escribas e fariseus que, em sua oposição ao nosso Senhor Jesus, não reconheciam que nosso Senhor Jesus era profeta. Eles O contestavam e diziam: “Por acaso surgiu algum profeta da Galileia?”

    E, no entanto, Jonas veio da Galileia. Como ele foi enviado a uma nação gentílica, esses escribas e fariseus, em sua estreiteza de pensamento, muito convenientemente se esqueceram dele.

    O contexto histórico de Jonas

    Jonas veio da Galileia. Ele era profeta do reino do norte, Israel. Em 2 Reis 14:25, vemos que ele profetizou durante o tempo de Jeroboão II. Isso foi aproximadamente entre meados dos séculos IX e VIII antes de Cristo.

    Foi ele quem profetizou que Deus restauraria o território de Israel durante o reinado de Jeroboão II. Portanto, ele era realmente um grande profeta.

    O Senhor usou Jeroboão II para restaurar o território do reino do norte, Israel, não porque Jeroboão fosse um bom rei. Na verdade, ele era um rei perverso. E também não foi porque os filhos de Israel se arrependeram. Eles não se arrependeram.

    Foi porque Deus olhou para aquela nação culpada e viu que não havia absolutamente nenhum socorro. Ele não havia decidido apagar o nome de Israel. Por Sua compaixão por aquela nação, Ele profetizou por meio de Jonas que usaria Jeroboão para restaurar a glória do reino do norte, Israel.

    De fato, durante aquele longo reinado de Jeroboão II, Israel desfrutou de grande prosperidade.

    Jonas provavelmente profetizou depois de Eliseu. Na verdade, foi quase como se ele tivesse sucedido a Eliseu. Eliseu também era profeta do reino do norte, Israel, um profeta da graça para aquele povo. Mas Jonas profetizou depois de Eliseu e foi enviado a uma nação pagã para profetizar sua destruição, a fim de que eles se arrependessem e fossem poupados.

    A Palavra de Deus veio a Jonas:

    Levanta-te, vai a Nínive e clama contra ela; porque a sua malícia subiu até o Senhor.

    Nínive como uma cidade grande e perversa

    É muito interessante conhecer o que Nínive era naquela época. Hoje, é claro, todos nós conhecemos as notícias sobre o Iraque. As regiões da Babilônia e da Assíria estão hoje dentro do território do Iraque.

    Nínive foi construída por Ninrode. Se vocês voltarem a Gênesis 10:10-12, encontrarão Ninrode, um descendente de Cam. A palavra Ninrode significa “rebelde”. Ele era um grande caçador. Foi o primeiro construtor de impérios da história.

    Ele construiu a Babilônia às margens do rio Eufrates e também construiu Nínive às margens do rio Tigre. Sabemos que a Mesopotâmia foi o lugar onde a civilização começou. Ninrode foi o primeiro homem na história a construir grandes cidades para seu próprio reino.

    Na época de Jonas, cerca de mil e trezentos anos depois, Nínive era uma grande cidade — uma cidade extremamente grande. Eram necessários três dias de caminhada para percorrê-la. Alguns dizem que a cidade talvez tivesse entre noventa e seis e cento e quarenta e cinco quilômetros de extensão.

    Havia mais de cento e vinte mil pessoas que não sabiam distinguir a mão direita da esquerda. Calcula-se que isso provavelmente se referia a crianças com menos de sete anos de idade. Se assim fosse, Nínive poderia ter uma população de seiscentas mil pessoas. Era realmente uma cidade grande, mas era uma cidade muito perversa. Era forte, mas perversa.

    Nínive tornou-se a capital do Império Assírio. Na época de Jonas, a Assíria era uma potência em ascensão. Estava começando a construir seu reino.

    Mais tarde, foi destruída pelo Império Babilônico. Mas, na história e na profecia, a Assíria e a Babilônia são frequentemente mencionadas juntas e, às vezes, seus nomes são usados quase indistintamente, porque representam o primeiro império mundial.

    Com a ascensão do Império Babilônico e de Nabucodonosor, começaram os tempos dos gentios. Na profecia, a Assíria se levantará como inimiga do povo de Deus. Portanto, esse termo é usado de maneira geral, abrangendo o que é o império mundial e o que o mundo representa. Ele é sempre inimigo do povo de Deus.

    A fuga de Jonas da presença do Senhor

    Quando Jonas recebeu do Senhor a missão de ir a Nínive e clamar contra ela, Jonas fugiu. Fugiu da presença do Senhor. Ele não queria ir. Por quê?

    Provavelmente porque era um judeu típico. Era um judeu muito patriota e havia sido grandemente usado pelo Senhor para profetizar a prosperidade da nação de Israel.

    Talvez ele tivesse a percepção de que Israel não estava em uma condição correta diante de Deus. Como profeta, talvez tivesse um pressentimento de que Deus usaria alguma potência gentílica para castigar e disciplinar Israel. Nas Escrituras, a Assíria é chamada de vara da ira de Deus.

    Quando Deus o enviou a Nínive para clamar contra ela e dizer que, dentro de quarenta dias, seria destruída, Jonas talvez tivesse ficado contente em fazer isso. Mas ele conhecia a Deus. Conhecia o caráter de Deus. Sabia que o motivo pelo qual Deus o enviava para lá não era destruí-los, mas dar-lhes outra oportunidade. E ele não queria vê-los receber essa oportunidade.

    Em vez de obedecer a Deus, ele fugiu. Desceu a Jope, o porto, e aconteceu de haver ali um navio que ia para Társis.

    Hoje não sabemos ao certo onde ficava Társis naquela época. Alguns dizem que provavelmente era um porto na Espanha. Outros dizem que, como os navios de Salomão traziam tesouros de longe, talvez fosse algum lugar próximo à África. Não sabemos exatamente onde ficava Társis.

    Mas uma coisa sabemos: Nínive ficava a leste da Palestina, enquanto a Espanha ou a África ficavam a oeste ou ao sul da Palestina. Jonas viajou na direção oposta, tentando fugir da presença de Deus.

    Agora, vocês realmente acham que Jonas acreditava que poderia fugir da presença de Deus? Jonas era profeta. Conhecia muito bem o Antigo Testamento. Se vocês lerem sua oração no capítulo 2, verão uma citação após outra dos Salmos. Ele usou os Salmos para expressar seus sentimentos diante de Deus.

    A presença inescapável de Deus

    O Salmo 139 é um belo salmo. Em Salmos 139:7-13, lemos:

    Para onde me irei do Teu Espírito?
    Ou para onde fugirei da Tua presença?
    Se subir ao céu, Tu aí estás:
    Se fizer no Seol a minha cama, eis que Tu ali estás.
    Se tomar as asas da alva
    E habitar nas extremidades do mar;
    Até ali a Tua mão me guiará,
    E a Tua destra me susterá.
    Se disser: Certamente as trevas me encobrirão,
    E a luz ao meu redor se tornará noite;
    Nem ainda as trevas me escondem de Ti,
    Mas a noite resplandece como o dia:
    As trevas e a luz são para Ti a mesma coisa.
    Pois Tu formaste o meu interior:
    Tu me teceste no ventre de minha mãe.

    Jonas conhecia os Salmos. Certamente, sabia que não poderia fugir da presença de Deus. Então, o que significa fugir da presença do Senhor?

    Na verdade, ninguém pode fugir da presença do Senhor, porque Ele está em toda parte. O que isso realmente significa é que Jonas queria se afastar de Deus. Ele estava pensando em deixar de ser profeta de Deus, porque não queria transmitir aquela mensagem. Estava fugindo de seu ministério.

    Talvez houvesse outro motivo. Conhecendo o coração de Deus, ele pensou: se fosse e dissesse: “Dentro de quarenta dias, Nínive será destruída”, e eles se arrependessem e Deus não destruísse Nínive, o que aconteceria com ele como profeta?

    As pessoas diriam: “Agora ele é um falso profeta, porque sua profecia não se cumpriu”. Ele perderia sua credibilidade. Aqui vocês percebem que Jonas estava mais preocupado com a própria credibilidade do que com o caráter de Deus.

    Talvez esse fosse outro motivo pelo qual ele não queria fazer o que Deus lhe ordenara. Então fugiu. E, de fato, havia um navio que ia para Társis. Ele pagou a passagem, entrou no navio e pensou que passaria despercebido.

    As circunstâncias e a vontade de Deus

    Agora, irmãos e irmãs, às vezes usamos as circunstâncias como orientação para conhecer a vontade do Senhor. É verdade que, às vezes, o Senhor nos guia pelas circunstâncias. Mas vocês não podem ser guiados somente pelas circunstâncias.

    No caso de Jonas, ele poderia ter dito: “Bem, as circunstâncias são claras. Quando cheguei a Jope, havia um navio pronto para mim. Deus providenciou as circunstâncias, então deve ser a vontade de Deus”. Mas sabemos que era justamente o contrário da vontade de Deus.

    Quando as circunstâncias não estão de acordo com a ordem direta de Deus, ou até se opõem a ela, sabemos que não podemos nos orientar pelas circunstâncias. Temos de nos orientar pela vontade expressa de Deus. As circunstâncias podem, às vezes, servir de auxílio, mas nunca podem ser a única orientação para conhecer a vontade de Deus.

    Isso é algo de que precisamos nos lembrar. Mas, de qualquer maneira, Jonas pagou a passagem — na verdade, foi um desperdício de dinheiro — e entrou no navio.

    Jonas, a tempestade e o grande peixe

    Jonas desceu ao porão do navio e foi dormir. Mas Deus enviou uma grande tempestade, e o navio ficou em grande perigo.

    Os marinheiros tentaram lançar a carga ao mar para aliviar o navio, mas não adiantou. A tempestade era muito violenta. Todos no navio clamavam a seus deuses por socorro.

    Então o capitão encontrou um homem profundamente adormecido no porão do navio:

    Que tens, ó dorminhoco? Levanta-te, invoca o teu Deus.

    Agora, irmãos e irmãs, não é estranho que uma pessoa que desobedece deliberadamente a Deus, tentando fugir de Deus, consiga dormir? Sua consciência devia estar incomodando-o. Como ele conseguia dormir?

    Mas, às vezes, vocês tentam adormecer a própria consciência. Muitas vezes, quando uma pessoa está sob grande tensão e estresse, ela vai dormir.

    Vocês se lembram de Elias: ele fugiu e foi dormir. Vocês se lembram dos três discípulos que nosso Senhor levou ao jardim do Getsêmani. Era um momento tão importante, e o Senhor disse:

    Vigiai comigo.

    Mesmo assim, eles foram dormir. Por quê? Porque a tensão era muito grande.

    Jonas estava cansado, com a consciência enfraquecida, enfrentando lutas por dentro e por fora, e simplesmente foi dormir — profundamente. Então foi acordado e ouviu:

    Clama ao teu Deus.

    Eles lançaram sortes, e vocês percebem que Deus, de fato, dirigiu aquele sorteio. A sorte caiu sobre Jonas. Eles disseram: “Quem é você? O que você fez?”

    Creio que, àquela altura, Jonas realmente percebeu o que estava fazendo. Creio que, mesmo naquele momento, Jonas se arrependeu diante de Deus. Então ele disse:

    Eu sou hebreu; e temo o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca.

    Ele lhes contou que estava fugindo da presença do Senhor.

    Isso deixou todos amedrontados. Eles disseram:

    Que te faremos nós, para que o mar se acalme para nós?

    Jonas disse:

    Levantai-me e lançai-me ao mar.

    Jonas sabia que havia se rebelado contra Deus e que deveria ser disciplinado. Mas tinha fé suficiente — de fato, tinha fé suficiente para crer que, se fosse lançado ao mar, de alguma maneira Deus o livraria.

    Os homens não queriam fazer isso. Vocês veem a bondade natural da carne mesmo naquele momento; eles não queriam fazê-lo. Tentaram com todas as forças remar o navio até a terra, mas não conseguiram. A tempestade ficou ainda mais violenta.

    Por fim, oraram ao Senhor e disseram:

    Ah, Senhor! Nós Te rogamos: não nos deixes perecer por causa da vida deste homem, e não ponhas sobre nós o sangue inocente.

    Então lançaram Jonas ao mar.

    Assim que Jonas tocou a água, o mar se acalmou. Era o Senhor.

    Deus preparou um grande peixe para engolir Jonas. Muito provavelmente, aquele peixe não era uma baleia, mas um tubarão, porque no Mediterrâneo existem tubarões grandes que poderiam engolir até um cavalo. Há relatos de coisas assim. É algo milagroso, é claro — é um milagre.

    Deus preparou aquele peixe no momento certo e no lugar certo. Ele engoliu Jonas, e, durante três dias e três noites, Jonas permaneceu vivo dentro daquele peixe. Isso é um milagre, mas Deus é o Deus dos milagres.

    Se vocês creem em Deus, os milagres são comuns. Se não creem em Deus, provavelmente não acreditarão em milagres. Mas nosso Deus pode fazer qualquer coisa.

    Jonas ficou no ventre daquele peixe durante três dias e três noites. Então, no capítulo 2, vemos que ele orou.

    Quando estava angustiado, ele orou. Confessou. Em sua oração, encontramos uma citação após outra dos Salmos.

    É bom conhecermos realmente a Palavra de Deus de cor. Se vocês conhecem a Palavra de Deus de cor, quando estão em dificuldade, sabem como se expressar. Às vezes, não sabemos como expressar nossos sentimentos mais íntimos, mas o livro de Salmos, em especial, expressa por nós os sentimentos daqueles que temem a Deus.

    Ali, no ventre do peixe, Jonas teve sua reunião de oração. Ele orou e, com fé — fé —, disse:

    A salvação vem do Senhor.

    Ele deu graças e fez seu voto de que voltaria e faria o que Deus queria que ele fizesse.

    Depois de três dias e três noites, Deus ordenou ao peixe que vomitasse o profeta Jonas.

    Deus está no controle de tudo.

    O segundo chamado e a obediência de Jonas

    Pela segunda vez, a Palavra de Deus veio a Jonas:

    Levanta-te, vai a Nínive e prega o que Eu te ordenei que pregasses.

    Nas Escrituras, vocês percebem que, se Deus lhes dá uma palavra, uma ordem, e vocês não obedecem — ou obedecem somente pela metade —, então, para Deus, isso não é obediência. Deus falará pela segunda vez.

    Vocês veem isso na vida de Abraão. Quando ele estava em Ur dos caldeus, Deus disse:

    Sai. Deixa a tua parentela, deixa a tua terra e vai para o lugar a que Eu te enviar.

    Mas, quando Abraão saiu, vemos que seu pai foi com ele, Ló foi com ele, e ele parou no meio do caminho, em Harã, na Síria. Ele não obedeceu a Deus.

    Então, pela segunda vez, Deus lhe disse:

    Sai, deixa a tua parentela, deixa a casa de teu pai e vai para o lugar que Eu te mostrarei.

    Irmãos e irmãs, quando Deus nos dá uma palavra, uma ordem, e não obedecemos, não haverá uma nova ordem. Será a mesma palavra pela segunda vez.

    Graças a Deus pela segunda vez. Jonas obedeceu. Foi a Nínive, entrou na cidade percorrendo o caminho de um dia e começou a clamar:

    Dentro de quarenta dias, Nínive será destruída.

    O arrependimento de Nínive

    O Espírito de Deus estava realmente agindo ali. Lembrem-se: Nínive era uma cidade perversa — tão perversa que Deus ameaçou destruí-la em quarenta dias. Por que quarenta dias?

    Sabemos que quarenta é um número de provação, teste ou tentação. Os filhos de Israel peregrinaram no deserto durante quarenta anos. Nosso Senhor Jesus esteve no deserto durante quarenta dias. Portanto, quarenta é um número de provação e teste.

    Em outras palavras, Deus ainda deu a Nínive um tempo para se arrepender. Deus poderia ter eliminado Nínive imediatamente, sem lhes dar qualquer aviso. Mas Deus lhes deu quarenta dias para se arrependerem.

    Quando Jonas foi para lá e começou a pregar, o povo se arrependeu. A notícia chegou ao rei. Até o rei desceu de seu trono, vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinzas e ordenou que todos se vestissem de pano de saco e se cobrissem de cinzas.

    Ninguém deveria comer nem beber — nem mesmo os animais. Em outras palavras, eles realmente se arrependeram de sua maldade diante de Deus, na esperança de que Deus os poupasse.

    Graças a Deus, Ele os poupou.

    Isso não significa que sua mudança de conduta tenha sido permanente. De fato, depois de trinta ou quarenta anos, vemos que o rei da Assíria veio contra o reino do norte, Israel, e Israel passou a pagar tributos à Assíria.

    Mais tarde, Senaqueribe, rei da Assíria, atacou Judá nos dias de Ezequias. Vemos a arrogância deles. Tornaram-se uma nação muito poderosa, uma nação guerreira. Até blasfemaram contra Deus — arrogantes diante de Deus, muito perversos.

    Dentro de um século e meio, Deus levantou outro profeta, chamado Naum, para profetizar a destruição de Nínive. Por fim, no século VII antes de Cristo, Nínive foi destruída pelos babilônios e pelos medos. A Babilônia então se tornou o maior império do mundo.

    Isso nos mostra que o arrependimento de Nínive não foi uma conversão permanente a Deus. Houve uma mudança de conduta, por isso Deus os poupou, mas apenas por cerca de cento e cinquenta anos. Por fim, por causa de sua perversidade, eles foram destruídos.

    Mas Jonas ficou muito descontente com isso.

    Se vocês pregassem e seiscentas mil pessoas se arrependessem, não ficariam muito felizes? Foi ainda maior do que o dia de Pentecostes. Quando Pedro pregou, apenas três mil foram acrescentados; aqui, seiscentas mil pessoas se arrependeram.

    Mas, estranhamente, Jonas ficou muito descontente. Não só isso; creio que ele ficou irado com Deus — muito irado. Não conseguia acreditar.

    Ele saiu da cidade e construiu uma cabana em um lugar alto, de onde podia observar o lado leste da cidade. Queria ver o que aconteceria no fim. Ainda esperava que Nínive fosse destruída.

    Jonas e a aboboreira

    Deus, em Sua bondade, sabia que o tempo estava muito quente. Por isso, preparou uma aboboreira. Naquela região, existem plantas que podem crescer rapidamente, em poucos dias, mas essa cresceu durante a noite.

    A aboboreira cresceu em uma noite e cobriu Jonas. Essas aboboreiras têm folhas grandes, por isso formaram uma espécie de sombra para Jonas, e Jonas ficou muito feliz com ela.

    Mas então Deus preparou um pequeno verme para comer a aboboreira. Em uma noite, ela murchou. Pela manhã, Deus enviou um vento oriental, e ficou muito quente.

    Jonas novamente clamou e disse:

    Melhor me é morrer. Não quero mais viver.

    Deus disse:

    É razoável essa tua ira por causa da aboboreira?

    Jonas disse:

    É razoável a minha ira até à morte.

    Que profeta!

    Então Deus lhe ensinou uma lição. Deus disse:

    Tu tens compaixão dessa aboboreira, que nasceu numa noite e numa noite murchou, e que não foi feita por ti.

    Mas pensem nesta grande cidade, Nínive, com cento e vinte mil crianças que não sabiam distinguir a mão direita da esquerda. Em outras palavras, elas ainda não haviam atingido a idade da responsabilidade moral. E também havia muitos animais.

    Todos eles foram criados por Deus.

    Não deveria Eu ter compaixão deles?

    Deus deixou essa pergunta com Jonas, e creio que Deus deixa essa pergunta conosco hoje.

    Jonas como sinal da misericórdia divina

    Jonas é um sinal. Quando nosso Senhor Jesus estava na terra, os fariseus e escribas vieram a Ele e disseram: “Dá-nos um sinal. Mostra-nos um sinal do céu”, como se, diante de um sinal, eles fossem crer.

    Mas o Senhor Jesus disse que nenhum sinal seria dado àquela geração má e adúltera, a não ser o sinal de Jonas. Assim como Jonas esteve no ventre do peixe durante três dias e três noites, o Filho do Homem estaria na terra durante três dias e três noites.

    Um dia, os ninivitas se levantarão e julgarão aquela geração, porque os ninivitas ouviram Jonas e se arrependeram, pelo menos por algum tempo. Mas aquela geração tinha Alguém maior do que Jonas e se recusou a se arrepender.

    Portanto, irmãos e irmãs, o profeta Jonas é um sinal. Ele foi um sinal para Nínive. Um sinal aponta para alguma coisa. Para o que ele aponta? Aponta para o caráter de Deus — a misericórdia de Deus.

    Nínive era uma cidade grande, uma cidade perversa. Ela representa o mundo. Por causa de sua perversidade, Deus, sendo o governante e soberano deste mundo, sendo justo e reto, tinha de castigar o mundo.

    Mas, mesmo assim, Ele é um Deus misericordioso.

    Vocês se lembram de quando Moisés suplicou diante de Deus que poupasse os filhos de Israel, e Deus os poupou. Então Moisés disse:

    Mostra-me a Tua glória.

    Em Êxodo 33:19-23 e Êxodo 34:6-7, o Senhor disse:

    Passarei diante de ti e proclamarei o Meu nome.
    Não podes ver a Minha face, mas proclamarei o Meu nome, para que saibas Quem Eu sou.

    Quando passou diante de Moisés, Ele disse:

    O Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e compassivo,
    Tardio em irar-Se e abundante em benignidade e verdade;
    Que guarda a benignidade para milhares,
    Que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado.

    Irmãos e irmãs, nosso Deus é um Deus misericordioso. Em outras palavras, Ele concede graça àqueles que não a merecem.

    No que diz respeito a Nínive, eles deveriam ter sido destruídos. Mas Deus, em Sua grande misericórdia, queria poupá-los. Ele lhes deu uma última oportunidade e, felizmente, eles se arrependeram.

    A geração má e adúltera

    Da mesma maneira, encontramos esta geração. Esta geração realmente começou no tempo de Cristo e se estende até o nosso tempo. Nas Escrituras, “geração” pode significar uma geração de trinta ou quarenta anos, ou pode significar um determinado período de tempo.

    O Senhor disse que esta geração é caracterizada por duas coisas: maldade e adultério. Má no que diz respeito aos relacionamentos humanos; adúltera no que diz respeito a Deus.

    Isso porque adoram ídolos, que são abominações para Deus, e, aos olhos de Deus, isso é adultério espiritual. O que caracteriza esta geração é a maldade e o adultério. Irmãos e irmãs, mesmo em nossos dias, esta ainda é aquela geração.

    Esta geração não passará até que tudo se cumpra. É uma geração má e adúltera que procura um sinal. Qual é o sinal?

    Irmãos e irmãs, isso não é maravilhoso? O sinal é o Filho do Homem.

    Pensaríamos que, em uma geração má e adúltera, o sinal deveria ser fogo caindo do céu. Esse deveria ser o sinal. Mas, ao contrário, Deus deu um sinal a esta geração má e adúltera, e o sinal foi Seu Filho.

    Quando Jonas apareceu em Nínive, ele era um sinal de que Deus era misericordioso para com aquela cidade perversa. Caso contrário, Deus não teria enviado Jonas. A própria presença de Jonas tornou-se um sinal para os ninivitas de que ainda havia uma oportunidade.

    Agora, irmãos e irmãs, Deus enviou Seu Filho unigênito a este mundo. Sua própria vinda a este mundo é um sinal para esta geração má e adúltera. Em outras palavras, Deus quer poupar o mundo.

    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.

    Jonas era um pequeno profeta, comparativamente falando, em relação ao nosso Senhor. Nosso Senhor é o Profeta de Deus. Jonas era um profeta enviado do reino do norte, Israel, a Nínive, mas nosso Senhor Jesus é o Profeta de Deus para o mundo inteiro.

    Jonas era um profeta relutante, mas nosso Senhor Jesus era um Salvador disposto. Ele veio a este mundo de boa vontade e voluntariamente.

    Estranhamente, Nínive ouviu Jonas, mas este mundo se recusa a ouvir nosso Senhor Jesus. Aqueles que O ouvem serão salvos.

    A misericórdia de Deus para com as nações

    A misericórdia de Deus.

    Deus queria ensinar uma lição a Jonas e aos filhos de Israel. Este livro de Jonas estava no Antigo Testamento para que os judeus o lessem, portanto há nele uma lição para os judeus.

    Os judeus sempre tiveram a percepção de que eram o povo escolhido de Deus e de que a aliança de Deus era com eles, e com ninguém mais. Por isso, de alguma maneira, desenvolveu-se entre eles uma estreiteza de visão.

    Eles pensavam que a bênção de Deus estava somente sobre eles, e não sobre as nações. Esqueceram-se de seu pai Abraão.

    Em Gênesis 12:1-3, quando Deus ordenou a Abraão que saísse e O seguisse, Deus disse:

    Eu te abençoarei, e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

    Eles se esqueceram disso. Então, em Gênesis 22:16-18, depois que Abraão ofereceu Isaque e Deus lhe deu uma promessa acompanhada de juramento, Deus disse:

    Na tua descendência serão benditas todas as nações da terra.

    De alguma maneira, os judeus se esqueceram disso. Pensavam que a bênção de Deus estava somente sobre eles e sobre ninguém mais, e não queriam ver mais ninguém receber essa bênção.

    Isso era verdade no tempo de Jonas, e era verdade no tempo de Cristo.

    Era verdade até mesmo entre os discípulos e os apóstolos — com Pedro. Quando Pedro estava em Jope, no terraço, teve a visão de um lençol descendo, com todo tipo de animal impuro dentro dele. Deus disse:

    Levanta-te, Pedro; mata e come.

    Pedro disse:

    De modo nenhum, Senhor; porque nunca comi coisa alguma comum ou impura.

    Isso aconteceu três vezes e, por fim, o lençol voltou para o céu.

    Naquele momento, os mensageiros de Cornélio estavam batendo à porta, e o Espírito de Deus disse:

    Vai com eles.

    Em outras palavras, havia uma espécie de estreiteza e exclusivismo naturais no coração dos judeus.

    Eles pensavam que Deus era somente para eles e que a salvação era somente para eles — maldição sobre as nações e bênção de Deus sobre eles. Mesmo com Pedro, foi necessária uma visão para libertá-lo, e ele não foi completamente liberto daquele preconceito.

    Mas, na Palavra de Deus, encontramos que, por meio de Abraão e de sua descendência, todas as nações — toda a família humana — serão abençoadas. Deus quer trazer todas as nações para Si.

    Deus ensinou uma lição a Jonas: ele deveria conhecer o coração de Deus. Deveria ter o coração de Deus, um coração tão amplo quanto o de Deus, e ser misericordioso como Deus é misericordioso. É uma lição para Israel.

    As representações proféticas nos Profetas Menores

    Em certo sentido, quando lemos os Profetas Menores, vemos que eles profetizaram a respeito de quatro diferentes povos. Profetizaram contra Judá, contra Israel, contra Edom e contra Nínive — Assíria ou Babilônia.

    Judá representa a igreja de Deus. Embora possa haver coisas que não estejam certas dentro dela, ela ainda é considerada por Deus como Sua igreja.

    Israel representa a igreja apóstata — a igreja que apostatou. A essa igreja apóstata, Deus ainda envia Seus profetas, procurando restaurá-la. Mas, infelizmente, eles não se arrependem.

    Por fim, o reino do norte, Israel, foi destruído pela Assíria no século VII antes de Cristo. A igreja apóstata se recusa a se arrepender.

    Edom representa a carne e a maneira como Deus trata a carne. Nínive representa o mundo. Portanto, aqui encontramos a atitude de Deus para com o mundo.

    Qual é a atitude de Deus para com o mundo?

    O mundo é perverso. Torna-se cada vez mais perverso com o passar do tempo. Segundo a profecia, um dia este mundo será julgado.

    Em Sua primeira vinda, o Senhor Jesus veio para salvar o mundo como o Cordeiro de Deus. Mas, em Sua segunda vinda, Ele virá como o Leão de Judá e julgará as nações.

    Por fim, este mundo será julgado e até mesmo queimado. Mas vocês veem o coração de Deus — como Ele é misericordioso, como é cheio de graça e como tem sido paciente ao longo de todas estas gerações e séculos.

    Quanto ao mundo, ele rejeitou o Filho unigênito de Deus.

    Em certo sentido, podemos pensar: “Bem, se fizeram isso, o que Deus faria?” Vocês se lembram da parábola que o Senhor contou: um homem tinha uma vinha. Ele a arrendou e, no tempo da colheita, enviou servos. Eles mataram os servos.

    Por fim, ele enviou seu próprio filho, dizendo: “Respeitarão meu filho”. Mas eles mataram seu filho. Depois que mataram o filho, o que o proprietário faria? Destruiria aqueles homens perversos.

    Nesse sentido, o mundo tem rejeitado o Filho de Deus há dois mil anos. Talvez disséssemos que Deus já deveria ter eliminado este mundo há muito tempo.

    Mas nosso Deus é misericordioso e cheio de graça. Ele é longânimo. Não quer ver ninguém perecer, mas quer que todos cheguem ao conhecimento da verdade.

    As pessoas zombam e dizem: “Onde está a vinda de Cristo?” O mundo continua hoje como era ontem. Elas não sabem que isso se deve à longanimidade de Deus, porque Ele não quer que ninguém pereça, mas que todos se arrependam.

    Irmãos e irmãs, precisamos ver o coração de Deus — o coração de Deus para com este mundo. Como Ele ama o mundo. Como Ele deseja vê-lo se arrepender e ser restaurado.

    O valor de uma alma vivente

    O valor de uma alma vivente.

    Irmãos e irmãs, muitas vezes não temos esse coração. Muitas vezes somos estreitos demais. Pensamos que, se Deus nos abençoar, está tudo bem; não nos importamos com o mundo.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, olhem para o mundo — todo o sofrimento — e para o coração de Deus em relação a este mundo. Deus envia advertência após advertência a este mundo. Todos esses desastres que estão acontecendo hoje são advertências de Deus a este mundo por causa da perversidade desta geração.

    Ele deseja que as pessoas se arrependam e voltem para Ele. Esse é o coração de Deus.

    Que a igreja hoje tenha o coração de Deus. Que sejamos cheios da misericórdia de Deus, assim como Ele é misericordioso e cheio de graça para com este mundo.

    Que não sejamos como Jonas, um profeta relutante, mas que estejamos dispostos, como nosso Senhor Jesus, a anunciar às pessoas as boas-novas da salvação do Senhor.

    Creio que estas são as lições que Deus quer que aprendamos com este livro de Jonas: a misericórdia de Deus.

    Vamos orar?

    Oração final

    Querido Pai celestial, ficamos maravilhados com Tua misericórdia, com Tua compaixão, com Teu amor para com o mundo.

    Reconhecemos que, no que diz respeito a nós, não há nada que mereça Teu amor. O mundo está cheio de pecado, cheio de corrupção, perversidade e rebelião.

    Deus Pai, queremos agradecer-Te por Tua longanimidade e tolerância. Verdadeiramente, Senhor, se não fossem Tuas misericórdias e Tua compaixão, já teríamos sido consumidos.

    Mas Te agradecemos porque nos poupas. Agradecemos porque nos concedeste arrependimento e fé em Teu Filho amado.

    Oh, oramos para que Teu coração misericordioso nos encha, para que também nos tornemos um povo misericordioso, cheio de graça e compaixão, para que realmente amemos o mundo — não as coisas do mundo, mas as pessoas do mundo — como Tu as amas.

    Que compartilhemos com elas Tua bondade.

    Ó Senhor, oramos para que, nestes últimos dias, enquanto Teu juízo definitivo ainda não chegou, muitos neste mundo se voltem para Ti.

    Que tenhas um povo de cada nação, de cada tribo e de cada língua, reunido ao Teu Filho amado, para Te adorar e Te servir.

    Oramos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.