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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    God Has Spoken: Hosea © 2026 Christian Testimony Ministry
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    God Has Spoken: Hosea
    God Has Spoken: Hosea
    Kaung, Stephen

    Oseias: Os Caminhos e o Amor de Deus

    Por favor, abram nos Profetas Menores, no livro de Oseias.

    Leitura Bíblica: Oseias 1:1-5

    Palavra do Senhor que veio a Oseias, filho de Beeri, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel.

    Quando o Senhor começou a falar por intermédio de Oseias, disse o Senhor a Oseias: Vai, toma para ti uma mulher de prostituições e filhos de prostituições; porque a terra se prostitui grandemente, apartando-se do Senhor.

    Foi, pois, e tomou a Gômer, filha de Diblaim; e ela concebeu e lhe deu um filho.

    E o Senhor lhe disse: Põe-lhe o nome de Jezreel; porque, daqui a pouco, castigarei o sangue de Jezreel sobre a casa de Jeú e farei cessar o reino da casa de Israel.

    E acontecerá, naquele dia, que quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel.

    Leitura Bíblica: Oseias 14:1-9

    Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus; porque, pela tua iniquidade, tens caído.

    Tomai convosco palavras e voltai para o Senhor; dizei-Lhe: Tira toda a iniquidade e aceita o que é bom; assim ofereceremos, como novilhos, a oferta dos nossos lábios.

    A Assíria não nos salvará; não montaremos em cavalos; e não diremos mais à obra das nossas mãos: Vós sois os nossos deuses; porque em Ti o órfão encontra misericórdia.

    Eu sararei a sua infidelidade, Eu os amarei livremente; porque a Minha ira se apartou dele.

    Eu serei para Israel como o orvalho; ele florescerá como o lírio e lançará as suas raízes como o Líbano.

    Os seus ramos se estenderão, e a sua formosura será como a da oliveira, e a sua fragrância, como a do Líbano.

    Os que habitam à sua sombra voltarão; reviverão como o trigo e florescerão como a videira; a sua fragrância será como a do vinho do Líbano.

    Efraim dirá: Que tenho eu ainda com os ídolos? Eu lhe tenho respondido e cuidarei dele; Eu sou como o cipreste verde; de Mim procede o teu fruto.

    Quem é sábio, para que entenda estas coisas? Prudente, para que as saiba? Porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles; mas os transgressores neles cairão.

    Vamos orar?

    Querido Pai celestial, nós Te agradecemos por Teu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, que tanto nos amou e morreu por nós. Nós Te louvamos e agradecemos por Tua preciosa Palavra, que nos deste, para que, por meio dela, possamos conhecer-Te.

    Pedimos que Teu Espírito Santo sopre mais uma vez sobre Tua Palavra escrita e faça com que ela fale a cada um de nós. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    Os Profetas Menores

    Compartilhamos brevemente sobre os quatro profetas maiores: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. E, se Deus quiser, começaremos agora a compartilhar sobre os doze profetas menores.

    Esses doze são chamados de profetas menores, não porque suas mensagens e profecias sejam menos importantes, mas pela menor extensão de suas profecias.

    Na verdade, esses doze são porta-vozes de profecias muito importantes: profecias acerca da nação de Israel, da nação de Judá, das nações ao redor delas e da vinda do Messias.

    Os profetas maiores provavelmente citam os profetas menores. Digo “provavelmente” porque creio que o fazem. Por exemplo, em Isaías, vocês podem encontrar as palavras de Miqueias e a profecia de Joel. Jeremias utiliza Obadias. E Ezequiel amplia a profecia de Joel.

    Dos doze profetas, provavelmente alguns são até anteriores aos profetas maiores. E sabemos que a profecia no Antigo Testamento é, de fato, concluída por esses doze profetas menores.

    Sabem, é muito interessante observar que, desde o tempo de Samuel até Elias, os profetas não nos deixaram escritos, exceto talvez algumas palavras no livro de Reis.

    Assim, na verdade, vocês verão que esses profetas menores, especialmente os primeiros, dão continuidade ou se ligam aos temas proféticos escritos por Davi, Salomão, Asafe e os filhos de Corá. Eles prosseguem até concluir as profecias do Antigo Testamento.

    Tanto nos círculos judaicos quanto nos cristãos, é amplamente aceito que esses doze formam uma unidade. Por isso, nós os chamamos de “os Doze”, assim como os doze apóstolos no Novo Testamento.

    Períodos Cronológicos dos Doze Profetas

    Cronologicamente falando, de Oseias a Naum, eles profetizaram durante os períodos pré-assírio e assírio.

    Depois temos Habacuque e Sofonias. Eles profetizaram durante o período caldeu.

    E, por fim, temos Ageu, Zacarias e Malaquias. Eles são os profetas do período pós-exílico.

    Oseias na Ordem dos Profetas

    Oseias provavelmente não é, cronologicamente, o primeiro dos doze. Mas ele foi colocado à frente da lista dos doze por causa da maior abrangência de suas profecias.

    É como o livro de Romanos no Novo Testamento: não foi a primeira epístola escrita, mas foi colocado à frente das epístolas porque é a mais abrangente.

    O nome Oseias, como vocês encontrarão nas Escrituras, tem a mesma origem que Josué, no Antigo Testamento, e Jesus, no Novo Testamento. Significa salvação ou livramento.

    Ele profetizou no século VIII antes de Cristo, nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel. Esse Jeroboão é o segundo, Jeroboão II, não o primeiro.

    Ao lerem o livro de Oseias, vocês perceberão que sua linguagem e seu estilo são um pouco difíceis e abruptos. Ele passa tão rapidamente de um assunto para outro que, às vezes, é difícil acompanhar.

    E, no entanto, suas profecias são consideradas grandes profecias da Bíblia.

    A Estrutura do Livro de Oseias

    É muito fácil classificar o livro. De modo geral, ele se divide em duas partes:

    1. Os capítulos 1 a 3 são pessoais.
    2. Os capítulos 4 a 14 são nacionais.

    Ele foi um profeta levantado por Deus para a nação de Israel, isto é, o reino do norte.

    E é o primeiro profeta cuja vida pessoal é usada por Deus como um sinal para seus semelhantes.

    Sua própria vida pessoal é uma representação em miniatura da vida nacional de Israel.

    Vocês verão que sua esposa infiel reflete a infidelidade da nação de Israel para com Deus. E verão que o marido fiel, isto é, Oseias, é uma figura da fidelidade do nosso Deus para conosco.

    O Casamento de Oseias como Sinal Profético

    Em certo sentido, a história pessoal do profeta Oseias é muito trágica.

    Sabem, um profeta é um homem santo de Deus que fala em nome de Deus. E, no entanto, estranhamente, vemos que Deus ordenou a Oseias que fosse e se casasse com uma mulher de prostituições.

    Agora, o que significa prostituição nas Escrituras? Significa buscar ou correr atrás de muitos objetos de amor pecaminoso.

    Pensem nisso: um homem santo de Deus, e ainda assim Deus lhe ordenou que se casasse com uma mulher impura. A dignidade humana, a honra pessoal — isso nos fere profundamente.

    E, no entanto, em obediência a Deus, ele se casou com aquela mulher. Por quê? Porque aquele era um tempo extraordinário, e Deus usou os meios mais extraordinários para falar ao Seu povo.

    Deus não Se revela a nós apenas por meio de visões. Deus não fala conosco apenas por meio de Suas palavras. Às vezes, Ele usa atos, ações, para prender nossa atenção.

    E, no profeta Oseias, Deus usa a vida pessoal dele para falar ao Seu povo rebelde e infiel.

    Em obediência a Deus, Oseias foi e tomou para si uma mulher de prostituições, chamada Gômer.

    Gômer significa perfeição. Mas que espécie de perfeição era ela? Ela era filha de Diblaim, e Diblaim, em hebraico, significa duas porções de figos. Significa doçura.

    Assim, o nome Gômer representa a doçura do prazer do pecado. Sabem, existe certa doçura ou certo prazer no pecado, mas ele dá origem à destruição.

    O profeta não estava ali apenas para obedecer à ordem de Deus, fazendo algo contrário à dignidade humana; vemos também que ele realmente amava aquela mulher.

    Daquela união nasceu o primeiro filho. E Deus disse que o nome do filho deles deveria ser Jezreel. Jezreel significa: “Ele espalhará”.

    Deus estava advertindo Seu povo.

    Depois nasceu uma filha, e Deus disse:

    O nome dela será Lo-Ruama.

    Lo-Ruama significa “sem misericórdia”. Não haveria misericórdia.

    E nasceu ainda outro filho, e Deus disse que o nome dele seria Lo-Ami. Significa:

    Não é Meu povo.

    Por causa da infidelidade do povo de Deus, Deus disse que os espalharia. Eles não alcançariam misericórdia da parte dEle, e Ele negaria que fossem Seu povo.

    Mas essa mulher, Gômer, mesmo depois de se casar com aquele homem santo e ter filhos, ainda conservava sua natureza e seus hábitos maus. Assim, quando vocês chegam a Oseias 3, veem que ela deixou o marido.

    Ela foi atrás de outro homem e se degradou a tal ponto que literalmente se vendeu como escrava.

    Agora, o que o profeta faria com uma esposa tão infiel?

    Estranhamente, Deus disse:

    Vai e toma-a de volta.

    Ele a tomou de volta. O profeta pagou um preço, o preço de uma escrava, e a trouxe de volta para si.

    Ele a amava com um amor tão grande. Então fez uma aliança com aquela mulher e disse:

    Não faças nada de errado por muitos dias.
    Mantém-te pura por muitos dias, e eu farei o mesmo, até chegar o tempo em que possamos nos unir novamente.

    Essa foi a história do profeta Oseias, uma história muito incomum. Ela contraria todo raciocínio humano e vai além da afeição humana. Mas Oseias fez como Deus lhe ordenara, e o fez com tamanho amor.

    Israel como Nação Desviada

    A história pessoal do profeta Oseias fala à nação de Israel.

    Aqui encontramos o reino do norte, Israel. O reino do norte, Israel, representa uma nação desviada.

    Sabem, no princípio, Deus levantou uma nação, a nação de Israel, e lhes deu um rei, Davi.

    A nação de Israel, com a casa de Davi no trono, representa o reino de Deus na terra.

    Mas, depois que Salomão morreu, a nação se dividiu em duas. A nação do sul, composta de duas tribos, pertencia à casa de Davi, mas as dez tribos se separaram sob Jeroboão I.

    Assim, a nação do norte é chamada de nação de Israel, e a nação do sul é chamada de nação de Judá.

    Portanto, na tipologia, a nação do norte, Israel, representa uma nação desviada. Por quê? Porque se separou do reino original de Deus. Não estava sob o governo legítimo da casa de Davi.

    Agora, se vocês voltarem à história, em 1 Reis 12, verão que Jeroboão se tornou rei da nação do norte, Israel.

    Naquele tempo, embora a nação estivesse dividida em duas, o povo ainda ia a Jerusalém, ao templo, para adorar a Deus.

    Então Jeroboão observou a situação. Pensou que, se o povo continuasse a voltar a Jerusalém para adorar a Deus, mais cedo ou mais tarde retornaria à casa de Davi.

    Assim, por conveniência política, ele teve de improvisar uma medida religiosa.

    Ele fez dois bezerros de ouro. E, é claro, isso não era novidade, pois vocês se lembram de que, depois que os filhos de Israel saíram do Egito, no deserto, enquanto Moisés estava no monte recebendo os Dez Mandamentos, os filhos de Israel foram a Arão e disseram:

    Faze-nos um deus.

    E Arão lhes fez um bezerro de ouro, e eles adoraram aquele bezerro de ouro.

    Assim, vemos que Jeroboão voltou à história deles, tirou dela esse episódio e fez dois bezerros de ouro. Colocou um em Dã e o outro em Betel, e disse:

    Este é o vosso deus. Este é o vosso Deus.

    Não precisais ir a Jerusalém para adorar a Deus.
    Podeis adorar a Deus em Betel.
    Podeis adorar a Deus em Dã.
    Este é o vosso deus, o deus que vos tirou do Egito.

    Ao mesmo tempo, ele também organizou um sistema religioso para sustentar aquela adoração. Procurou imitar tudo o que Deus havia ordenado em Jerusalém.

    Assim, ele tinha seus sacerdotes. Os sacerdotes não eram levitas, mas qualquer pessoa que quisesse ser sacerdote podia se oferecer para isso. Ele também organizou todos os aspectos do culto à semelhança do culto em Jerusalém, mas aquilo era uma falsificação.

    Portanto, havia ali uma religião falsificada. Exteriormente, o povo ainda adorava a Deus, o Senhor, mas, na verdade, adorava os bezerros.

    Em outras palavras, em vez de adorar o Criador, adorava a criatura: as obras das mãos humanas.

    Aquilo se tornou um culto à natureza. A nação de Israel se desviou para a adoração da natureza.

    À medida que prosseguem na história, vocês verão que, no tempo de Acabe, ele se casou com uma mulher pagã, Jezabel. Por meio de Jezabel, ídolos e deuses estrangeiros foram introduzidos no reino do norte, Israel.

    Ele introduziu no reino de Israel o culto a Baal. Baal significa mestre ou senhor. O culto a Baal estava por toda parte entre as nações pagãs.

    Em vez de adorar a Deus, que é nosso Pai, eles começaram a adorar Baal, o senhor: um deus cruel, duro e sedento. E, na verdade, o culto a Baal é um culto à natureza.

    Assim, vemos que toda a nação havia se afastado de Deus para adorar ídolos. Tornou-se uma nação desviada.

    Onde houver falsa religião, haverá conduta e costumes corruptos. Por isso, vemos que, no tempo de Oseias, eles não apenas adoravam os bezerros de ouro e os baalins, mas toda a nação estava corrompida.

    Havia mentira, fraude, derramamento de sangue, violência, bebedeira e devassidão de toda espécie — desde os reis até os sacerdotes, os profetas e o povo.

    Quando Deus olhava para aquela nação desviada, isso O feria profundamente, porque Ele os amava muito. Por isso, enviou Seus profetas para adverti-los, julgá-los e procurar restaurá-los.

    Mas, apesar de tudo o que Deus fez por eles, o povo se recusou a se arrepender.

    Se vocês lerem o livro de Oseias, verão como o coração de Deus estava ferido. Ele disse:

    Israel, que posso fazer contigo?

    Ele os amava tanto. Deu-lhes tudo o que tinham, e, no entanto, eles Lhe deram as costas e foram atrás de ídolos.

    Deus teve de castigá-los e enviar-lhes podridão. Às vezes, Deus até agiu como um leão contra eles, para despedaçá-los, mas eles não se arrependiam.

    Foram buscar ajuda na Assíria. Foram buscar ajuda no Egito. Não voltaram a Deus em busca de ajuda — o único que poderia ajudá-los.

    Assim, por fim, Deus disse:

    Vós não sois Meu povo.

    Deus os entregou à própria sorte. Sua glória se retirou, e eles foram levados para o cativeiro assírio.

    Se vocês lerem 2 Reis 15–17, verão que, por fim, a nação do norte, Israel, foi destruída pela Assíria.

    O Amor Perseverante de Deus por Israel

    Mas isso significa que Deus desistiu completamente deles? Significa que Deus já não os amava? Não.

    Assim como Deus ordenou a Oseias que fosse resgatar sua esposa adúltera, que havia se afastado dele, Deus ainda amava Seu povo infiel.

    Sabem, uma das coisas mais graves do mundo é a infidelidade ao amor. E vemos aqui que os filhos de Israel cometeram esse pecado contra Deus. Mas Deus ainda os amava.

    A nação foi destruída, mas, durante esse longo período de “não é Meu povo”, esse longo período em que foram postos de lado por Deus — e foi um período longo, pois ainda estão nele até hoje —, não havia rei, sacerdote, sacrifício nem altar.

    Mas, mesmo durante esse longo período, Deus não os havia abandonado. Deus os estava purificando. Deus ainda estava trabalhando neles, procurando fazê-los recobrar o juízo.

    E, um dia, Seu amor os restaurará a Si mesmo. Esse é o amor de Deus.

    Portanto, a mensagem de Oseias é o amor de Deus. Deus os atrai com cordas de amor. Essa corda pode ser longa, mas não pode ser rompida. Ele os amou com amor eterno.

    A Igreja como Povo Desviado

    Agora, irmãos e irmãs, sabemos que aquilo que foi escrito é para nossa advertência. Assim, vemos que a história pessoal do profeta Oseias ensinou uma importante lição à nação de Israel.

    Mas, ao mesmo tempo, vocês verão que tanto a história pessoal de Oseias quanto a história nacional de Israel nos ensinam lições muito importantes. E isso é algo que precisamos considerar diante do Senhor.

    A nação do norte, Israel, é um tipo da igreja desviada.

    Sabem, Cristo amou a igreja e entregou-Se por ela.

    Quer olhemos individualmente, quer coletivamente, todos nós éramos pecadores. Deus nos criou com um propósito nobre. Ele nos criou à Sua própria imagem. Éramos Sua obra-prima.

    Fomos criados com a capacidade de conhecer a Deus, de ter comunhão com Deus e até de ter Deus habitando em nós. Fomos criados com um propósito tão nobre.

    E, no entanto, quando olhamos para a história humana, desde nosso antepassado Adão até nós, vemos como nos rebelamos contra Deus, como pecamos.

    Temos em nós o espírito de prostituição. Fomos atrás de muitos objetos de amor pecaminoso.

    E, no entanto, Deus ainda nos ama. Ele nos ama a tal ponto que nos enviou Seu Filho unigênito para Se tornar homem, para ser como um de nós.

    O Deus santo deseja unir-Se a pessoas tão impuras como nós.

    Não podemos explicar isso. Não podemos explicar tamanho amor.

    Sabem, que um homem santo de Deus, Oseias, se casasse com uma mulher de prostituições como aquela é algo que ultrapassa nosso entendimento. Ninguém escolheria fazer isso. Mesmo que vocês fossem obrigados a fazê-lo, não o fariam.

    E, no entanto, pensem em Deus — na santidade de Deus. Irmãos e irmãs, Deus é santo, santo, santo, o Deus Todo-Poderoso.

    E, no entanto, que um Deus tão santo Se humilhe para buscar pecadores como nós é um amor insondável. Não podemos medi-lo.

    Mas é isso que Deus é. Ele é amor. Ele nos ama. Ele nos ama a tal ponto que nos deu Seu Filho unigênito.

    Seu Filho Se dispõe a tornar-Se homem, a ser um de nós, mas sem pecado, para nos redimir dos nossos pecados.

    Deus nos trouxe a Si mesmo por Seu amor.

    É isso que a igreja é. A igreja deve ser a noiva de Cristo, o Filho amado de Deus.

    No dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio sobre os cento e vinte, encheu-os e habitou neles.

    O Espírito Santo é Deus. O próprio Deus veio, no Espírito Santo, habitar na igreja. Isso é amor.

    Quem lê a história da igreja verá que nós, que fomos redimidos, que fomos salvos de tamanha devassidão e de coisas semelhantes, que somos chamados a nos unir a Cristo e em quem o Espírito de Deus habita, não mudamos nossos hábitos.

    Parece que, muito depressa, muito rapidamente, nos rebelamos contra Aquele que nos ama. Saímos em busca de outros, de outras coisas. A igreja se desviou.

    Em vez de adorar a Deus, adoramos a obra das nossas próprias mãos.

    Transformamos o cristianismo numa religião, em vez de uma fé viva.

    Criamos algo chamado cristianismo que é uma falsificação da verdadeira adoração a Deus.

    Como parece belo, em nome de Deus! Mas, na verdade, é a obra das nossas próprias mãos.

    Nós nos tornamos adúlteros. Amamos outras coisas mais do que a Deus. Perdemos nosso primeiro amor.

    Repetidas vezes, na história da igreja, vocês verão que Deus envia Seus mensageiros para chamar Sua igreja de volta. E houve avivamentos de tempos em tempos.

    Mas, infelizmente, esses avivamentos são apenas superficiais. Não são profundos o bastante, e logo vocês veem a igreja voltar ao seu estado de desvio.

    Quanto à nação de Israel, Deus lhes enviou podridão e traças. E, irmãos e irmãs, quando vocês olham para o cristianismo hoje, o que encontram?

    Tudo está mofado, comido pelas traças, apodrecido. O testemunho de Jesus está corroído, enfraquecido, corrompido.

    Às vezes, Deus precisa agir como um leão contra nós, para nos quebrantar.

    E, sabem, quando a igreja está sob perseguição, parece haver algum retorno. Mas, assim que a pressão desaparece, o que é velho volta.

    Há alguma esperança para essa igreja desviada? Deus desistiu de Sua igreja?

    Bem, graças a Deus, mesmo nesse estado, assim como na nação do norte, Israel, Deus ainda tem alguns que Lhe são fiéis.

    Porque, se vocês lerem o livro de Oseias, verão que ainda há pessoas como o profeta. Elas dizem:

    Voltemos. Busquemo-Lo.

    Ainda havia alguns poucos que desejavam seguir a Deus. E, nesses poucos, o testemunho de Deus continuou.

    Quanto à maioria, porém, parece ser um caso sem esperança. A apostasia já está entre nós.

    Sabem, em 2 Tessalonicenses, está profetizado que, antes da vinda do Senhor, haverá um afastamento generalizado, uma apostasia, preparando o caminho para o anticristo.

    E, queridos irmãos e irmãs, a apostasia já está entre nós.

    E, no entanto, o amor de Deus permanece.

    Os Caminhos de Deus Governados pelo Amor

    Neste livro de Oseias, vemos duas coisas. Uma são os caminhos de Deus, e a outra é o amor de Deus.

    É claro que os caminhos de Deus são governados por Seu amor.

    Os caminhos de Deus são as maneiras pelas quais Deus trata Seu povo. Assim como Deus tratava Seu povo Israel nos tempos antigos, da mesma maneira Deus trata Seu povo hoje, Sua igreja.

    Ele nos chama de volta ao arrependimento. E, se não nos arrependermos e não voltarmos ao primeiro amor, Ele terá de nos julgar, porque é um Deus justo. Ele terá de nos disciplinar, porque é nosso Pai.

    Ele precisa lidar conosco por meios drásticos. Mas lembrem-se: mesmo assim, é amor.

    Sabem, foi Deus quem nos amou primeiro, não nós que amamos a Deus primeiro. Foi Deus quem deu início a todo o processo. Seu amor age em nossa direção.

    E Seu amor é longânimo. Sabem, em 1 Coríntios 13, a primeira qualidade do amor é que ele é longânimo — a longanimidade de Deus.

    Até hoje, vocês veem que o mundo existe por causa da longanimidade de Deus. Caso contrário, o mundo teria sido destruído há muito tempo.

    A razão pela qual nosso Senhor ainda não voltou para buscar Sua igreja é Sua longanimidade para com ela. Ele nos dá oportunidades para nos arrependermos e voltarmos.

    Mas quanto isso deve tê-Lo ferido, assim como quanto deve ter ferido Oseias quando sua esposa o deixou.

    Mas como nosso Deus é perdoador! É como se, não importa o que façamos contra Ele, Ele não Se importasse — não que Ele não sofra, mas parece que não Se importa.

    Ele suporta. O amor suporta. E Seu amor nunca muda. É eterno.

    Mas, quanto aos caminhos de Deus, Ele precisa lidar conosco segundo Sua justiça e segundo Seu amor.

    E é por isso que vemos hoje, no cristianismo, uma situação semelhante à da nação de Israel: sem rei, sem príncipe, sem altar, sem sacrifício, sem éfode, sem terafins, sem concepção.

    Essa é a situação do cristianismo hoje.

    Mas até isso é amor. Deus está usando essa situação para nos trazer de volta a Si mesmo.

    Assim, quando vocês chegam ao último capítulo de Oseias, que de fato nos apresenta o tema do livro, ele conclui:

    Quem é sábio, para que entenda estas coisas?
    Prudente, para que as saiba?
    Porque os caminhos do Senhor são retos,
    e os justos andarão neles;
    mas os transgressores neles cairão.

    Os caminhos de Deus são retos. São retos porque são motivados pelo amor.

    Mas qual será nossa reação? Se formos justos, andaremos neles. Se somos os justos, andaremos neles.

    Em outras palavras, aceitaremos os caminhos de Deus. Reconheceremos que Seus caminhos são justos. Nós nos arrependeremos. Aceitaremos Seu juízo, nos arrependeremos e voltaremos a Ele — seremos purificados, para que possamos estar unidos a Ele para sempre.

    Mas, se persistirmos, os transgressores neles cairão. Em outras palavras, haverá juízo.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, se a profecia do livro de Amós fala da severidade de Deus, então a profecia do livro de Oseias nos fala da bondade de Deus.

    Vamos orar?

    Querido Pai celestial, nós Te louvamos e agradecemos por Teu amor eterno, porque nos amaste com amor eterno.

    Senhor, confessamos que temos sido infiéis, mas Tu és fiel, pois não podes negar a Ti mesmo.

    Nós Te louvamos e agradecemos porque nos atraíste com uma corda de amor. Tu não nos deixarás ir, mas continuarás a nos amar até que Teu amor nos vença e nos traga a Ti mesmo.

    Senhor, oramos para que nossos olhos sejam abertos e não lutemos contra Teu amor, mas nos rendamos a ele e andemos em Teus caminhos. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.