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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Ministry of Zion #2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Ministry of Zion #2
    The Ministry of Zion #2
    Lambert, Lance

    O Ministério e a Obra de Sião

    Podemos voltar mais uma vez às profecias de Isaías, no capítulo 58. Vou ler a partir de Isaías 58:6.

    Porventura, não é este o jejum que escolhi:
    que soltes as ligaduras da impiedade,
    que desfaças as ataduras do jugo,
    que deixes livres os oprimidos
    e que despedaces todo jugo?

    Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto
    e recolhas em tua casa os pobres desabrigados?
    Quando vires o nu, que o cubras;
    e que não te escondas daquele que é da tua própria carne?

    Então romperá a tua luz como a alva,
    e a tua cura brotará apressadamente;
    a tua justiça irá adiante de ti;
    e a glória do Senhor será a tua retaguarda.

    Então clamarás, e o Senhor te responderá;
    gritarás, e Ele dirá: Eis-Me aqui.
    Se tirares do meio de ti o jugo,
    o estender do dedo e o falar iniquamente;
    se abrires a tua alma ao faminto
    e fartares a alma aflita;
    então a tua luz nascerá nas trevas,
    e a tua escuridão será como o meio-dia.

    E o Senhor te guiará continuamente,
    fartará a tua alma em lugares áridos
    e fortalecerá os teus ossos:
    serás como um jardim regado
    e como um manancial de águas
    cujas águas nunca faltam.

    E os que de ti procederem edificarão os antigos lugares assolados:
    levantarás os fundamentos de muitas gerações;
    e serás chamado reparador da brecha
    e restaurador de veredas para habitar.

    Se desviares o teu pé do sábado,
    de fazer a tua vontade no Meu santo dia;
    se chamares ao sábado deleitoso
    e ao santo dia do Senhor, digno de honra;
    se o honrares,
    não seguindo os teus próprios caminhos,
    nem buscando a tua própria vontade,
    nem falando as tuas próprias palavras:
    então te deleitarás no Senhor;
    e Eu te farei cavalgar sobre as alturas da terra;
    e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai:
    porque a boca do Senhor o disse.

    Vamos, então, nos inclinar juntos para uma palavra de oração.

    Pai, queremos agradecer-Te porque estamos aqui, reunidos em Tua presença, pelo nome de nosso Senhor Jesus. Pai, queremos agradecer-Te porque não precisamos pedir que venhas ao nosso encontro, pois sabemos, Senhor, que o Teu desejo é ter comunhão conosco. O Teu desejo é encontrar-Te conosco.

    E, Senhor, Tu conheces a necessidade de todos os nossos corações e de todas as nossas vidas. Tu conheces, Senhor, a necessidade representada por cada grupo de Teus filhos aqui. E, Senhor, Tu conheces a nossa necessidade como Teu povo na geração em que vivemos. Ó Senhor, Tu sabes muito mais sobre essas necessidades do que nós.

    Senhor, nós nos achegamos e pedimos: ó Senhor, queres, pelo Teu Espírito, realmente suprir essa necessidade? Seja individual, seja local, seja, Senhor, uma necessidade geral, supre essa necessidade em nossos dias, nós Te pedimos.

    Então, Senhor, agradecemos-Te pela provisão que fizeste, enquanto nos voltamos para a Tua Palavra. Pela fé, nós nos apropriamos dessa provisão de unção, tanto para quem fala quanto para quem ouve, para que, Senhor, possamos realmente reconhecer que Tu estás aqui, falando e trabalhando em nossos corações. Pedimos isso em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    A Importância Estratégica da Liberdade Espiritual

    Bem, ontem à noite estávamos falando sobre toda essa questão do ministério, ou da obra, de Sião. Temos considerado Sião, pelo menos nos períodos pelos quais tenho sido responsável. Ontem à noite falamos sobre a obra de Sião.

    Em Isaías 62:1, temos as palavras do Messias:

    Por amor de Sião não Me calarei,
    e por amor de Jerusalém não descansarei,
    até que a sua justiça saia como um resplendor,
    e a sua salvação, como uma lâmpada que arde.

    Depois, em Isaías 62:6-7:

    Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus atalaias;
    todo o dia e toda a noite jamais se calarão:
    vós, que fazeis lembrar ao Senhor, não descanseis,
    nem Lhe deis descanso,
    até que estabeleça
    e faça de Jerusalém um louvor na terra.

    Então vem aquele grande desafio do Senhor em Isaías 62:10:

    Passai, passai pelas portas;
    preparai o caminho do povo;
    aplanai, aplanai a estrada;
    tirai as pedras;
    levantai um estandarte para os povos.

    Agora, aqui em Isaías 58, temos considerado o que realmente é o ministério e a obra de Sião. Não é apenas uma questão de dores de parto, nem apenas uma questão de intercessão, para que Sião seja edificada e concluída. Há certas questões às quais precisamos nos dedicar.

    Consideramos duas dessas questões ontem à noite. A primeira foi romper toda opressão, em misericórdia:

    Porventura, não é este o jejum que escolhi:
    que soltes as ligaduras da impiedade,
    que desfaças as ataduras do jugo,
    que deixes livres os oprimidos
    e que despedaces todo jugo?

    Ora, sabemos que é ministério de nosso Senhor libertar os que estão presos. Lemos isso em Isaías 61:1-2:

    O Espírito do Senhor Deus está sobre Mim;
    porque o Senhor Me ungiu para anunciar boas-novas aos mansos;
    enviou-Me a restaurar os quebrantados de coração,
    a proclamar liberdade aos cativos
    e a abertura da prisão aos que estão presos.

    Temos esse mesmo pensamento novamente em Isaías 42:7, falando do Senhor Jesus como Aquele que será aliança do povo e luz dos gentios:

    Para abrir os olhos dos cegos,
    para tirar da masmorra os presos
    e da casa de prisão os que estão assentados em trevas.

    Conhecemos aquelas palavras maravilhosas de João 8:32 e João 8:36:

    Conhecereis a verdade,
    e a verdade vos libertará.

    Se, pois, o Filho vos libertar,
    verdadeiramente sereis livres.

    E, é claro, tínhamos aquela outra palavra maravilhosa em 2 Coríntios 3:17:

    Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

    Depois temos Gálatas 5:1:

    Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou
    e não torneis a colocar-vos debaixo de um jugo de servidão.

    Essa liberdade, que foi comprada para nós à custa do Messias, tem uma importância tremenda e estratégica. Não é apenas um luxo; é estratégica. Soldados não podem lutar se seus braços estão amarrados, se seus pés estão pesados ou se sua mente está embotada.

    Nesta guerra em que nos encontramos, é essencial que o exército de Deus seja livre, que seus soldados possam se mover sob o impulso do Espírito de Deus, especialmente em seu relacionamento uns com os outros — sujeitos uns aos outros. Não temos soldados fazendo, cada um, aquilo que imagina que o comandante deseja, sem levar os demais em consideração. Precisamos estar sujeitos uns aos outros.

    Parte do nosso problema é esta: há pessoas presas a uma ideia, à concepção de que o Senhor tem uma linha direta com elas, dizendo-lhes o que fazer, sem qualquer consideração pelo restante da família de Deus. Isso é um absurdo — uma bobagem. Não podemos simplesmente agir sem levar em consideração nossos irmãos e irmãs.

    Estamos, por assim dizer, numa família. Somos membros de um corpo. Somos pedras vivas, bem ajustadas umas às outras. Temos um relacionamento uns com os outros, e nosso Comandante colocou no exército aqueles que são capitães e generais, assim como soldados comuns. Precisamos aceitar essa orientação e estar sujeitos uns aos outros. Devemos obedecer aos que nos lideram.

    Ora, nosso problema, às vezes, é que estamos tão presos a nós mesmos e a um cristianismo egocêntrico que não conseguimos nos sujeitar a ninguém. Isso também é escravidão. O curioso é que essas pessoas falam de liberdade, liberdade, liberdade, liberdade, mas, na verdade, estão muito presas.

    A liberdade que queremos é a liberdade de fazer a vontade de Deus; a liberdade de realmente estar sujeitos uns aos outros; a liberdade de cair na terra e morrer; a liberdade de dar a nossa vida uns pelos outros.

    Ah, conheço tantos crentes que desejam dar a própria vida, mas alguma coisa os inibe. Alguma coisa os detém. Alguma coisa os paralisa. Portanto, toda essa questão de romper a escravidão é estratégica.

    Podemos falar, falar, falar e falar sobre Sião, sobre a igreja, sobre o corpo do Senhor Jesus, sobre a obra de Deus, sobre o propósito de Deus; mas, se não nos dedicarmos a essa questão — romper a opressão —, descobriremos que tudo não passa de uma apreciação mental da verdade.

    É uma absorção acadêmica de doutrina. Torna-se um ideal glorioso no qual cremos plenamente, cremos absolutamente e que prezamos, mas que tem pouquíssima expressão prática em nossa vida e nas comunidades das quais fazemos parte.

    Deus nos fez Seu povo livre. Se Sião é alguma coisa, Sião é livre. Não é exatamente isso que diz Gálatas 4:26?

    Mas a Jerusalém que é de cima é livre,
    a qual é mãe de todos nós.

    Sião não é nada se não for livre. Mas estamos vivendo num mundo que jaz no maligno. O príncipe deste mundo foi expulso pela obra consumada do Senhor Jesus, mas ainda estamos num mundo que jaz no maligno.

    Em outra passagem, somos informados de que o príncipe das potestades do ar atua nos filhos da desobediência. Portanto, queridos, estamos num mundo — pertencemos à cidade de Deus. Nascemos em Sião. Estamos registrados em Sião. Somos sionistas. Mas estamos num mundo que está em cativeiro, impulsionado pelo adversário de Deus.

    Agora, vocês querem me dizer que, nesse confronto entre luz e trevas, entre vida e morte, entre o Messias e o inimigo de Deus, entre Deus e Satanás, pode haver coexistência? Aqui estamos nós, plantados no meio de um mundo que, por assim dizer, foi tomado de Deus, cuja autoridade foi usurpada por Satanás e pelos poderes das trevas. Vocês vão me dizer que, nesse confronto, pode haver coexistência?

    De alguma maneira, assim como as duas superpotências do mundo de hoje — os Estados Unidos e a União Soviética — vão encontrar alguma forma de coexistir? Nunca. Não existe coexistência nesse tremendo confronto entre justiça e maldade, entre verdade e mentira, entre Deus e Satanás. Não, não há coexistência.

    Estamos aqui nesta terra como a garantia de que as nações se tornarão Sua herança, e os confins da terra, Sua possessão. Somos aqueles que foram libertos do poder das trevas e transportados para o reino de Seu Filho amado.

    Agora, vocês realmente acham que o inimigo vai simplesmente nos deixar ali, sorrir para nós e dizer: “É claro que não posso fazer nada a respeito. Quero dizer, eles foram salvos pelo meu grande arqui-inimigo. Não posso fazer nada”? Claro que não.

    Ele vai agir de todas as maneiras para nos fazer tropeçar, nos amarrar, nos prender, nos inibir, nos oprimir e colocar novamente sobre nós o jugo da escravidão. Portanto, a primeira coisa que consideramos é essa questão em seu princípio. É algo geral.

    Notem que ainda não é tão pessoal. O texto diz:

    Porventura, não é este o jejum que escolhi?

    Não é a isso que devemos nos dedicar com tudo o que temos: soltar as ligaduras da impiedade, desfazer as ataduras do jugo, deixar livres os oprimidos e despedaçar todo jugo?

    Seja na obra do reino, seja na edificação da igreja, seja na pregação do evangelho, seja no trabalho com crianças ou no trabalho com jovens — seja o que for, queridos amigos —, vamos nos deparar com a escravidão.

    Mais cedo ou mais tarde, o inimigo vai dizer: “Não vou deixar isso avançar mais”. E precisamos aprender a soltar as ligaduras da impiedade e a desfazer as ataduras do jugo.

    Amigos, alguns de vocês que trabalham com crianças não percebem, às vezes, que uma terrível sensação de peso paira sobre tudo? Não sabemos o que fazer com isso. Simplesmente ficamos debaixo desse peso. De certa forma, já o esperamos. Nós o consideramos natural.

    Não, chega um momento em que os responsáveis precisam se reunir e afirmar o senhorio de Jesus Cristo sobre esse trabalho. O mesmo acontece no trabalho com jovens. Queremos que nossos filhos se casem conosco? Queremos que esses filhos, como diz Isaías 62, se casem com a geração mais velha — que estejam unidos à geração mais velha?

    Mas ouçam: há um inimigo que vai realizar uma obra de escravidão e acorrentar esses jovens, insinuando em sua mente ideias que, de alguma maneira, os afastem completamente daquilo que Deus tem feito naqueles que são um pouco mais velhos.

    Não adianta instruí-los, corrigi-los, dirigir-lhes palavras severas ou dar-lhes livros para ler. Isso não vai resolver a questão. O que precisa acontecer, em algum momento, é que os responsáveis ajam nos bastidores e afirmem o senhorio de Jesus Cristo.

    Precisam ordenar que sejam soltas as ligaduras da impiedade, desfazer as ataduras do jugo que arrancaria a nova geração e a escravizaria em outra direção. Deixem livres os oprimidos. Despedacem todo jugo.

    Essas coisas são essenciais. Não são apenas incidentais; são estratégicas. É esse o meu ponto. Uso essa palavra e espero sinceramente que vocês entendam do que estou falando. Estratégicas no sentido de que tudo isso tem a ver com a estratégia de Deus e a estratégia do inimigo.

    A estratégia do inimigo é inibir o povo de Deus e levá-lo novamente à escravidão, sob a influência do inimigo — comprometer esse povo, de modo que ore, mas isso não signifique nada; pregue, mas nada aconteça; receba a revelação de uma nova verdade, mas ela não tenha nenhuma expressão prática.

    Ele simplesmente diz: “Eu os tenho exatamente onde quero. Aqui está o povo livre de Deus, mas eu o prendi. Eu disse: ‘Esta luz não brilhará nas trevas. Esta vida não trará ressurreição aos que estão mortos em delitos e pecados’”.

    Ora, se você e eu estivermos dispostos a aceitar isso, essa será a nossa experiência. Se vocês querem ficar debaixo desse peso, ficar sentados, cantar hinos, fazer orações, morrer, ter estudos bíblicos e pequenas reuniões, é claro que o Senhor dirá: “Muito bem”.

    Eles falam de Sião. Brincam de Sião. Alegram-se com o ideal de Sião. Assim, francamente, não há edificação de Sião; está tudo na cabeça deles. Porque, enquanto toda essa questão não for realmente tratada, não poderá haver luz rompendo como a alva, cura brotando apressadamente, justiça indo adiante de nós e a glória do Senhor vindo em nossa retaguarda.

    Isso não é maravilhoso? Vocês nunca conhecerão a glória do Senhor se não conhecerem a obra justificadora do Senhor. É isso que vai à frente; atrás vem a glória do Senhor, e nós estamos entre essas coisas maravilhosas.

    Amor e Compaixão em Todos os Relacionamentos

    Falamos sobre amor e compaixão em todos os relacionamentos. Que grande necessidade! Vocês não acham que há uma necessidade tremenda de amor e compaixão em todos os nossos relacionamentos?

    Estamos no meio de um mundo necessitado, de uma sociedade vazia e sem rumo, tragicamente egocêntrica. De alguma maneira, a palavra vem até nós:

    Porventura, não é este o jejum que escolhi:
    que repartas o teu pão com o faminto
    e recolhas em tua casa os pobres desabrigados?
    Quando vires o nu, que o cubras;
    e que não te escondas daquele que é da tua própria carne?

    Que tremenda necessidade temos de conhecer essa obra do Senhor — esse amor de Deus sendo derramado em nosso coração. Precisamos de sensibilidade para com este mundo.

    Podemos nos tornar pequenas máquinas espirituais automáticas. Trabalhamos em escritórios, em faculdades, em hospitais. Convivemos com nossos vizinhos. Vemos nossos amigos que não são salvos, nossos parentes que não são salvos, e nosso coração não se move de compaixão.

    Não há amor em nosso coração. Sabemos muito bem que todos eles estão indo para o inferno, e a própria maneira como dizemos isso parece colocá-lo entre aspas. É uma atitude de coração endurecido.

    Precisamos que o amor de Deus seja derramado em nosso coração, porque, no fim das contas, o amor é a única maneira pela qual o corpo do Senhor Jesus é realmente edificado. É a única maneira pela qual a desordem é vencida.

    Agora, não estou falando daquela coisa sentimental, ingênua, frouxa e melosa que algumas pessoas chamam de amor. Você faz qualquer coisa, permite qualquer coisa — vocês conhecem esse tipo. O amor não é assim.

    O amor verdadeiro, às vezes, nos dá uma boa correção. O amor verdadeiro, às vezes, tem uma conversa séria conosco e nos confronta com aquilo em que estamos errando. O amor verdadeiro, às vezes, exige ordem.

    O amor verdadeiro se preocupa com nosso crescimento até a maturidade, com nossa educação, com o fato de nos tornarmos membros disciplinados e responsáveis do corpo do Senhor Jesus. Esse é o amor de Deus.

    Assim, quando o Senhor nos ama, Ele nos açoita. Bem, graças a Deus, Ele não passa o tempo nos açoitando — como se o tempo todo simplesmente nos batesse e dissesse: “Agora, você percebe que Eu o amo muito”, e nos desse outra grande surra, dizendo: “Você percebe o quanto Eu o amo”, e depois nos desse mais uma grande surra.

    Ora, alguns de nós precisam dessas surras. Mas vocês sabem que o Senhor não é assim. O Senhor realmente nos ama. Porém, há momentos em que o Senhor não nos deixa escapar de nada.

    Quando éramos bebês espirituais, fazíamos de tudo e saíamos impunes. Mas, quando começamos a crescer, o Senhor diz: “Não mais, não mais. Agora você vai aprender que não pode fazer isso. Não pode assumir essa posição. Não pode ter essa atitude. Não pode tratar aquele irmão ou aquela irmã dessa maneira, porque sofrerá se o fizer”.

    Em outras palavras, o Senhor está começando a tratar conosco. Ora, não precisamos desse tipo de amor? Precisamos desse amor em nossa atitude uns para com os outros, para conseguirmos enxergar uns aos outros e enxergar o mundo pelos olhos de Deus.

    Amor verdadeiro: aquele amor que é forte, firme, verdadeiro, justo, misericordioso e compassivo. Ah, que esse amor esteja em nós! Vocês não acham que precisamos de um batismo de amor? Eu acho. Há uma necessidade tão grande em todos os nossos corações.

    Essa é uma coisa que não permanece ali automaticamente, não é? Sabem, o Senhor fala à igreja em Éfeso e diz:

    Deixaste o teu primeiro amor.

    É a coisa mais fácil do mundo deixar a rotina tomar conta, deixar todas as reuniões tomarem conta, deixar até mesmo as ideias e concepções da verdade tomarem conta.

    Sem que sequer percebamos, o verdadeiro primeiro amor se foi. Já não estamos apaixonados por nosso Senhor. Já não somos movidos por uma sensibilidade terna para com Ele. De alguma maneira, ficamos com a rotina; ficamos com as outras coisas.

    Os Problemas na Comunhão Local

    Pois bem, queridos, vamos passar a outra questão aqui neste capítulo. A segunda parte de Isaías 58:9 e o versículo seguinte:

    Se tirares do meio de ti o jugo,
    o estender do dedo e o falar iniquamente;
    se abrires a tua alma ao faminto
    e fartares a alma aflita;
    então a tua luz nascerá nas trevas,
    e a tua escuridão será como o meio-dia.

    Vocês ouviram isso? Alguns de nós estamos em grupos tão pequenos que pensamos: “Ah, nunca vai acontecer nada”. Mas ouçam isto:

    Então a tua luz nascerá nas trevas,
    e a tua escuridão será como o meio-dia.

    Algumas versões modernas dizem:

    A tua penumbra será como o meio-dia.

    Escuridão — isto é, algo escuro, como a antiga palavra inglesa gloaming, na meia-luz — dará lugar à luz do meio-dia, à luminosidade do meio-dia, ao brilho do sol ao meio-dia.

    Não importa quão poucos sejamos, se dermos verdadeira atenção a esse ministério e à obra de Sião. Primeiro, romper toda opressão em geral, seja sobre os que estão no mundo, seja na atmosfera de modo geral, e assim por diante.

    Se realmente dermos atenção a essa questão de buscar o Senhor por um batismo de Seu amor, para que tenhamos um coração cheio de amor e compaixão em todo o nosso trato e em todos os nossos relacionamentos, então chegamos à terceira questão: tratar dos problemas em nosso meio.

    Agora isso se torna ainda mais pessoal. O Senhor diz:

    Se tirares do meio de ti o jugo,
    o estender do dedo e o falar iniquamente;
    se abrires a tua alma ao faminto
    e fartares a alma aflita.

    Agora chegamos a Sião em nossa localidade, onde realmente vivemos. O Senhor diz: “É muito bonito falar disso em geral, falar disso em princípio. Agora chegamos exatamente ao lugar onde vocês vivem, em sua comunhão uns com os outros, na localidade em que se encontram”.

    Aqui estão três coisas:

    1. Tirar do nosso meio o jugo.
    2. Tirar o estender do dedo e o falar iniquamente.
    3. Abrir a alma ao faminto e fartar a alma aflita.

    A Remoção do Jugo

    Primeiramente, somos instruídos a tirar do nosso meio o jugo. Precisamos tratar dos problemas em nosso meio. Onde está o jugo? Tirem-no. É escravidão? É inibição? É limitação? É um peso? É cair na mesmice? Vamos tratar disso.

    Não, não quero dizer que precisamos ter ideias inéditas. Alguns do povo do Senhor caem nessa armadilha de pensar que, enquanto estiverem fazendo alguma coisa nova — cantando hinos em pé sobre cadeiras, orando com a cabeça debaixo da cadeira, levantando as mãos ou mantendo as mãos abaixadas —, enquanto estivermos fazendo alguma coisa nova, não cairemos na mesmice.

    Não estou falando disso, como se a novidade fosse a resposta para tudo, como se fazer todo tipo de coisa nova e procurar sempre algum novo método ou alguma nova técnica fosse o caminho. Esse não é o caminho.

    Aquilo com que precisamos lidar é esse tipo de jugo que pode estar nas circunstâncias de uma pessoa, na vida de uma pessoa ou, às vezes, na própria atmosfera do grupo do qual fazemos parte.

    Muitas vezes, vejam, estamos brigando uns com os outros porque, de alguma maneira, o inimigo, como eu disse ontem à noite, está sentado em cima de tudo. Sentimos isso ao chegar. Cantamos sem muito ânimo. Oramos sem muito ânimo. Não nos sentimos capazes de nos comunicar.

    Não nos sentimos capazes de alcançar uns aos outros no Senhor, e ficamos ali sentados, quase numa espécie de torpor. Vocês entendem o que estou tentando dizer? Todos nós conhecemos isso. Não é algo americano; é algo que acontece no mundo inteiro.

    É uma das coisas que o inimigo faz na obra do Senhor. Ele simplesmente diz: “Vou me sentar em cima disso”. E o surpreendente é que o Senhor diz: “Sim, Eu lhe dou permissão. Você pode se sentar sobre eles”.

    “Eu os libertei. Dei-lhes armas de guerra capazes de enfrentar tudo o que você tem em seu arsenal. Agora vou lhe dar permissão para se sentar sobre esta obra, sobre esta edificação de Sião nesta localidade, até que eles despertem.”

    Portanto, vejam, precisamos despertar. Em algum momento, temos de tratar dessa questão, esteja ela numa pessoa ou na atmosfera, nos lares ou na vida da igreja. Precisamos tratar disso.

    Há momentos em que, em nossas pequenas reuniões, todos sentimos que deveríamos avançar em determinada direção, mas ninguém se atreve a dizer nada. Não é estranho? Mencionei isso ontem à noite. Repetidas vezes, ficamos todos sentados, olhando uns para os outros, cada vez mais constrangidos, cada vez mais presos, e isso é tão tolo.

    Agora, posso dizer uma palavra aos responsáveis? Grande parte dessa questão recai sobre aqueles que receberam responsabilidade na comunhão local do povo de Deus. Você e eu precisamos nos dedicar a essa questão de tirar o jugo do nosso meio.

    Não podemos esperar que as ovelhas assumam a direção se os pastores, de alguma maneira, não estão fazendo nada. Vejam, o inimigo é muito astuto. Ele se aproxima de santos que, muitas vezes, são espiritualmente mais sensíveis do que aqueles que têm responsabilidade e liderança.

    Ele diz: “Ah, não está pesado?”. E nós dizemos: “Sim, está terrivelmente pesado”. Então ele diz: “Bem, você realmente deveria fazer alguma coisa a respeito, não deveria?”. E eles respondem: “Bem, sim, mas como posso? O irmão fulano não está fazendo nada. Não está dizendo nada”. E assim ficamos todos sentados.

    O interessante é que o inimigo se aproxima do irmão fulano e diz: “Não faça nada, porque eles vão acabar com você se fizer. Se você tomar alguma atitude quanto a isso, vão pensar: ‘Que pessoa esquisita você é. Foi àquela conferência e ficou todo entusiasmado’”.

    Dirão: “Ah, que pessoa impressionável. Ele está simplesmente fazendo o que ouviu outra pessoa mandar fazer”. E assim ficamos todos assustados e receosos. Curiosamente, isso acontece dos dois lados, de modo que ninguém faz nada.

    Podemos ficar sentados mês após mês, com uma terrível sensação de peso. É um jugo. É um jugo. Em outras palavras, quando chegamos aos momentos de oração, chegamos exatamente ao ponto em que poderia haver um verdadeiro rompimento.

    Então, quando chegamos a esse ponto, se houver um jugo, somos desviados no último instante. Vocês já tiveram essa experiência? Ou, às vezes, num momento de louvor, é como se o louvor começasse a crescer até um verdadeiro crescendo — não é emocional; é realmente o Senhor.

    Dizemos: “Ah, bendito seja o Senhor, estamos nos achegando ao Senhor”, e então, de repente, tudo vai se apagando. Isso acontece repetidas vezes na vida das igrejas. De alguma maneira, há uma liberação da vida divina, estamos sendo levados adiante, e então, de repente, no último instante, nada acontece. Não conseguimos atravessar.

    O problema é que há um jugo. Ora, o que é um jugo? Um jugo é algo usado para dirigir um novilho, um boi ou um jumento, como se vê tantas vezes no Oriente Médio. Coloca-se um jugo, talvez um jugo duplo com uma vara entre os animais, e as duas criaturas precisam se mover juntas.

    É por isso que a Palavra diz — embora, receio, isso não seja muito observado entre nosso povo árabe:

    Não porás um jumento e um boi juntos sob o jugo.

    Vocês já pensaram por que eles não devem estar sob um jugo desigual? Porque um jumento é muito menor que um boi.

    É algo cruel colocar uma criatura pequena sob o mesmo jugo de uma criatura grande. Isso significa que a criatura grande está arrastando a outra o tempo todo, e os ombros da menor ficam feridos pelo atrito. Não é interessante que Deus estivesse tão preocupado, quase quatro mil anos atrás, quando deu essa palavra por meio de Moisés, com o tratamento correto dos animais? Eles deveriam estar juntos sob um jugo compatível.

    É claro que isso contém tremendas lições espirituais para nós, porque a Bíblia diz:

    Não vos ponhais em jugo desigual.

    Aqueles que entraram num jugo desigual no casamento e em outras coisas sabem muito bem do que estou falando.

    Você tem um parceiro que vai numa direção, e ou enfrenta muitos problemas ou precisa seguir o mesmo caminho. Entendem o que quero dizer? Por que o Senhor usa a palavra jugo? Porque o inimigo está tentando colocar um jugo sobre você e prender duas coisas juntas, para impedir que você faça aquilo que o Senhor deseja que faça.

    Ele pode pegar um grupo e impedi-lo, no último instante, de avançar até a realização do propósito de Deus. Justamente quando vocês estão atravessando, ele se desvia, e vocês precisam ir com ele. Não conseguem atravessar.

    Portanto, nós, irmãos que temos responsabilidade na liderança — e não me refiro a ficar ditando tudo publicamente; a liderança é algo que está presente, seja visível ou invisível, se vocês entendem o que quero dizer —, nós que somos líderes, nós que temos responsabilidade nas coisas de Deus, precisamos nos dedicar a tirar o jugo do nosso meio.

    Tratem disso. Como tratamos disso? Tratamos por meio da obra consumada do Cordeiro. Não há outro caminho. Se eu pensar que fulano está debaixo de um jugo, for até ele e disser: “Olhe, acho que você está preso”, vamos arranjar problemas.

    Se todos nós formos uns aos outros e dissermos: “Acho que você está preso. Acho que você é mau. Acho que você é isso”, minha nossa, será uma caça às bruxas. Não queremos esse tipo de coisa.

    O que precisamos fazer é enfrentar essa questão espiritualmente, porque é uma questão espiritual. O jugo precisa ser quebrado. Como ele é quebrado? Por meio da obra consumada do Cordeiro.

    E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro
    e por causa da palavra do seu testemunho;
    e não amaram a própria vida, mesmo diante da morte.

    É aprender a tomar as consequências e os efeitos da obra consumada do Senhor Jesus Cristo e aplicá-los à edificação de Sião em nossas localidades. Às vezes, é simplesmente uma questão de declarar a verdade de que precisamos tirar o jugo do nosso meio.

    Abertura e Ministério Mútuo

    Às vezes, desejamos tanto conseguir nos comunicar uns com os outros. Penso no grupo do qual faço parte, em casa, na Grã-Bretanha: quantas vezes, em nossas reuniões de comunhão nos lares, pessoas me disseram, quando realmente começaram a se abrir: “Ah, por tanto tempo desejei conseguir me abrir com meus irmãos e irmãs, simplesmente contar a eles a necessidade que há em meu coração”.

    Ora, todos conhecemos pessoas tão egocêntricas, tão centradas em si mesmas, que são como redemoinhos. Vocês entendem o que quero dizer? Querem falar de si mesmas, orar por si mesmas e fazer a igreja inteira girar ao redor delas sem parar.

    Elas nos sugam para uma espécie de redemoinho, de modo que tudo fica girando, girando e girando ao redor delas. Precisamos ter cuidado com esse tipo de pessoa. Mas estou falando da grande maioria dos filhos de Deus, que realmente têm necessidades reais e nunca as trarão à luz. Nunca.

    Não querem incomodar seus irmãos e irmãs. Pensam: “Não quero chamar a atenção para mim”. Mas, às vezes, temos necessidades em nosso coração que precisam do corpo. Precisamos do ministério do corpo.

    Às vezes, basta nos abrir e dizer: “Sabem, tenho sofrido de depressão nos últimos dois meses. Vocês, irmãos e irmãs, poderiam orar por mim?”. É surpreendente como, às vezes, simplesmente nos abrimos em oração, e o jugo é quebrado instantaneamente.

    Era uma obra do inimigo, mas aquela pessoa não conseguia atravessar sozinha. Precisava de seus irmãos e irmãs, e o próprio ato de se abrir com eles trouxe libertação.

    Vejam, às vezes — e isso é muito interessante —, olhamos uns para os outros e, afinal, sejamos honestos, só vemos a aparência uns dos outros. Pouquíssimos de nós têm aqueles maravilhosos olhos de raio X que enxergam através dos outros e veem todas as coisas profundas a respeito deles.

    Há pessoas assim que são mais maduras no Senhor, e, quando aqueles olhos examinam vocês, vocês se sentem tão expostos. Lembro-me de que, anos atrás, havia uma irmã muito querida, que era uma mulher de grande estatura espiritual e ainda é — hoje ela tem mais de oitenta anos. Ela conheceu a senhora Penn-Lewis.

    Alguns de vocês provavelmente não sabem quem foi a senhora Penn-Lewis, mas ela foi uma das mais extraordinárias mestras da Bíblia que a igreja já teve. Era uma mulher. Não estou dizendo que todas as mulheres devam ser mestras da Bíblia, mas, de vez em quando, queridos, há exceções à regra — bastante notáveis —, e ela era uma delas.

    Perguntei a essa querida irmã, porque ela conhecia tão bem a senhora Penn-Lewis: “O que mais impressionou você na senhora Penn-Lewis?”. Ela respondeu: “Posso dizer imediatamente. Depois de todos esses anos, ainda me lembro: ela tinha olhos de raio X”.

    Ela disse: “Eu detestava aqueles olhos. Sentia como se ela enxergasse tudo o que havia em mim”. Bem, isso torna a comunhão um pouco desconfortável, não é? A menos que haja uma quantidade tremenda de amor.

    Vocês que são mais maduros no Senhor e chegaram a essa capacidade, percebem a necessidade de buscar o Senhor por amor? Vocês podem causar temor em seus irmãos e irmãs simplesmente por terem tanta maturidade, tanto conhecimento do Senhor e, de alguma maneira, essa intuição espiritual, esse discernimento.

    Se temos isso, precisamos buscar o Senhor por amor ainda mais, para que sejamos cheios de amor. Voltando a essa questão, realmente precisamos nos abrir uns com os outros.

    Às vezes, olhamos uns para os outros apenas pelo exterior. Vejo alguém ali que parece muito correto, muito agradável, bem asseado e limpo, piedoso e temente a Deus, com um rosto sorridente, e penso: “Fulano não sabe nada de problemas”.

    O Testemunho do Sofrimento

    Na verdade, às vezes podemos considerar uns aos outros muito superficiais. Deixem-me contar algo contra mim mesmo. Eu costumava achar que um dos hinos mais superficiais de todo o hinário da igreja era aquele: “Agora agradeçamos todos ao nosso Deus, com coração, alma e voz”.

    Eu pensava: “Que hino superficial”. Nós o cantávamos:

    Agora agradeçamos todos ao nosso Deus,
    com coração, mãos e vozes.

    Vocês conhecem esse — o bom e velho hino luterano, um hino maravilhoso. Eu pensava: “Imagino que ele nunca tenha tido um problema”. Você lê as três estrofes inteiras: ele não parece ter enfrentado um único problema nelas. Nunca menciona trevas, dores de parto, sofrimento ou o mistério da dor.

    Eu pensava: “Deve ter sido muito agradável escrever um hino assim”. Imagino que o querido Senhor tenha sorrido e pensado: “O próprio Lance é tão superficial”.

    Sabem, por acaso encontrei, num livro antigo, a história de “Agora agradeçamos todos ao nosso Deus”. Ele vem, é claro, do século XVI ou XVII, e era uma época de peste.

    Aquele querido homem que escreveu o hino viu dois terços de sua congregação morrerem de peste. No fim, os coveiros não queriam enterrar ninguém que tivesse morrido da peste, e ele mesmo os enterrou, com as próprias mãos.

    No dia em que sua esposa morreu, seus filhos morreram e ele os enterrou com as próprias mãos, ele voltou e escreveu o hino: “Agora agradeçamos todos ao nosso Deus, com coração, alma e voz”.

    Quando li isso, pensei: “Ó Senhor, depois do que disse a respeito dele, não me atrevo a encontrar esse homem um dia”. Eu achava que ele era superficial. Achava que tudo havia sido tão fácil para ele. Não foi.

    Vocês percebem como, às vezes, podemos olhar uns para os outros, ver algo que parece tão sereno, tão perfeito, e pensar que eles não têm problemas? Não nos abrimos uns com os outros, então não sabemos o que está por trás daquele rosto.

    Mas então os irmãos e irmãs começam a se abrir uns com os outros em nossos momentos de comunhão. Pedimos ajuda uns aos outros e pedimos que ministrem a nós. Minha nossa, começamos a entender uns aos outros.

    Começamos a amar uns aos outros. Tornamo-nos mais sensíveis uns para com os outros, porque estamos lidando com pessoas muito preciosas para Deus, e começamos a perceber quão preciosas elas são.

    Se aquele querido irmão estivesse num de nossos grupos aqui, eu provavelmente teria pensado: “Hum, ele não tem muito a oferecer. ‘Agora agradeçamos todos ao nosso Deus’ — ele não sofreu como eu sofri. Quando eu digo: ‘Agora agradeçamos todos ao nosso Deus’, isso significa alguma coisa. Ele não serve para nada”.

    Mas então, num momento de comunhão, ele diz: “Irmãos e irmãs, não quero incomodá-los, mas vocês poderiam orar por mim? Sinto-me tão sozinho. Perdi minha esposa. Perdi meus filhos. Perdi tantos que me eram queridos, e fico acordado à noite pensando neles. Vocês poderiam orar por mim?”.

    E eu penso: “Esse irmão tem uma experiência assim?”. Enquanto oro por ele, um novo amor vem ao meu coração, uma nova percepção de quão precioso é esse irmão e dos tratos de Deus com ele — que pedra preciosa está sendo produzida em sua experiência e em sua vida.

    Vejam, tenho um novo relacionamento com ele. Não é apenas que ele seja meu irmão; agora começo a entendê-lo e a prezá-lo como meu irmão.

    Todos temos nossos irmãos e irmãs, mas nem sempre os prezamos ou os entendemos. Às vezes, sentimos que precisamos suportá-los. “Ah, bem, fulana é salva. Acho que vou ter de ficar com ela por toda a eternidade. Fulano está no reino.”

    Não entendemos uns aos outros.

    Tira do meio de ti o jugo.

    A Eliminação do Gesto Acusatório

    Agora ouçam isto:

    Tira o estender do dedo e o falar iniquamente.

    O que é esse estender do dedo? Bem, é esse tipo de coisa.

    Às vezes, é tentar instruir uns aos outros o tempo todo: “Está vendo? Escute o que eu digo. Deus me deu algo para dizer”. Ah, considero essas pessoas uma praga para a comunhão — pessoas que têm palavras severas o tempo todo, que nos encurralam, especialmente os mais jovens, e nos dão palavras severas para o nosso bem.

    Isso é estender o dedo e falar iniquamente, porque não foi ordenado pelo Senhor. Qualquer coisa que digamos em nome do Senhor e que o Senhor não tenha ordenado é iníqua.

    Estamos tomando o nome do Senhor em vão. Que Deus nos guarde. É melhor falar sobre o tempo, sobre uma motocicleta ou sobre as Olimpíadas amanhã à noite — ou será hoje? — e ter alguma comunhão dessa maneira, do que dirigir a alguém uma palavra severa que o Senhor não ordenou. Isso causa dano.

    Mas, vejam, essa questão de estender o dedo é muito mais profunda do que isso. Se vocês acham que esta palavra é boa para outra pessoa e estão aí sentados, dizendo a si mesmos: “Espero que fulano esteja ouvindo isso”, quero lhes dizer: esta palavra é para vocês.

    Porque, na própria atitude de ficar sentado ali e dizer: “Senhor, desentope os ouvidos de fulano para esta palavra. Desentope os ouvidos dele, Senhor. Faça isso entrar nele, faça isso entrar nele”, você está estendendo o dedo.

    Você está dizendo: “Senhor, fulano — fico tão contente que Tu tenhas trazido essa palavra, Senhor. É exatamente o que fulano precisa. Abate-o, Senhor, abate-o!”.

    Vejam, todos temos uma maneira psicológica de lançar a responsabilidade sobre outra pessoa. Assim que ouvimos algo, nós o lançamos para o outro lado. Na verdade, aquilo está vindo para nós, mas, psicologicamente, dizemos: “Ó Senhor, isso é maravilhoso para o irmão fulano. Aqui vem outra coisa — para a irmã fulana. Minha nossa, Senhor, esta é uma reunião abençoada. Tu estás tratando com todo tipo de pessoa em nosso meio”.

    Agora vocês riem, mas isso não é verdade a respeito de todos nós? Sim, é. Às vezes, fico sentado pensando: “Espero que fulano esteja ouvindo isso”, porque essa é a nossa atitude; esse é o nosso coração. Estamos estendendo o dedo.

    Que Deus nos humilhe. É algo de que precisamos nos arrepender. Embora tenhamos rido, porque isso atinge todos nós — a única coisa que conseguimos fazer, ao ouvir a verdade, é sorrir —, ainda assim não é um assunto para sorrisos. Isso precisa ser tirado do nosso meio.

    Nosso Senhor disse que, antes de tirar o argueiro do olho de seu irmão, você deve tirar a trave do seu próprio olho. Você vê o pequeno cisco de serragem no olho de seu irmão, mas tem um tronco no seu. Agora livre-se do tronco. Tire o tronco do seu próprio olho.

    A Palavra de Deus diz bastante sobre essa questão. Se olharmos para Tiago 3:1-6, ouçam isto:

    Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres,
    sabendo que receberemos juízo mais severo.
    Porque todos tropeçamos em muitas coisas.
    Se alguém não tropeça em palavra,
    esse é homem perfeito,
    capaz também de refrear todo o corpo.

    Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam,
    também dirigimos todo o seu corpo.
    Vede também os navios: embora sejam tão grandes
    e impelidos por ventos fortes,
    são dirigidos por um leme muito pequeno,
    para onde quer a vontade do timoneiro.

    Assim também a língua é um pequeno membro
    e se gloria de grandes coisas.
    Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia!
    E a língua é um fogo;
    a língua é o mundo de iniquidade entre os nossos membros,
    que contamina todo o corpo,
    põe em chamas a roda da natureza
    e é incendiada pelo inferno.

    Podemos ter em nosso meio pessoas sempre, sempre criticando, criticando, criticando; insinuando coisas, lançando suspeitas sobre os outros, lançando dúvidas sobre os outros, estendendo o dedo o tempo todo. “Fulano é o problema em nosso meio. Fulano é isso e aquilo.”

    Ah, umas poucas palavras, incendiadas pelo inferno, e toda uma roda é posta em movimento. O resultado é amargura, divisão e facção.

    Precisamos tirar esse tipo de coisa. Isso faz parte do ministério de Sião. O Senhor diz que, se tirarmos isso do nosso meio, então nossa luz nascerá nas trevas, e nossa escuridão será como o meio-dia.

    A Abertura da Alma ao Faminto

    Mas o tempo está voando. Então temos essa outra questão de abrir a alma ao faminto e fartar a alma aflita. Aqui estamos tratando dos nossos próprios irmãos, em nosso próprio meio.

    Podemos falar do mundo necessitado e falar de amor e compaixão de maneira geral. Mas, no fim das contas, tudo chega àquelas pessoas com quem estamos unidos no Senhor em nossa própria localidade.

    É abrir a alma ao faminto. Isso não acontece simplesmente por si só. Você precisa abrir a sua alma, como se estivesse puxando um balde de um poço profundo. Abra a sua alma ao faminto e farte a alma aflita.

    Há pessoas aflitas? Elas estão sendo fartadas? Há pessoas famintas? Como sua necessidade está sendo suprida? Precisamos nos dedicar a isso.

    A Adoração e os Direitos do Senhor

    Por último, para encerrar, posso dizer algo sobre essa última palavra de Isaías 58, em Isaías 58:13-14?

    Se desviares o teu pé do sábado,
    de fazer a tua vontade no Meu santo dia;
    se chamares ao sábado deleitoso
    e ao santo dia do Senhor, digno de honra;
    se o honrares,
    não seguindo os teus próprios caminhos,
    nem buscando a tua própria vontade,
    nem falando as tuas próprias palavras:
    então te deleitarás no Senhor.

    Sabem, a adoração — ouçam-me nisto —, a verdadeira adoração é uma dádiva. O que frequentemente chamamos de adoração, Deus não chama realmente de adoração. Ele continua nos amando, mas isso não é verdadeira adoração, porque deleitar-se no Senhor é algo que precisa ser concedido a você.

    Isso tem a ver com liberdade. Ser realmente capaz de fazê-lo — “Então te deleitarás” — é como se o Senhor dissesse: “Não Me esconderei de você. Abrirei Meu coração a você. Eu lhe darei uma visão tão grande de Mim mesmo, um desvelar tão grande da Minha glória e beleza, que você será tomado de êxtase, tomado de deleite”.

    Deleite é uma palavra emocional, sabem.

    Então te deleitarás.

    Ora, do que se trata tudo isso? O que é esse sábado?

    Algumas pessoas acham que ainda devemos guardar o sábado. Sempre tive dificuldades com isso, porque o sábado é realmente o sétimo dia, que é o sábado da semana. Se vamos guardá-lo de acordo com as Escrituras, ele começa na sexta-feira à tarde, ao pôr do sol. Não conheço muitas pessoas que o guardem assim.

    Além disso, no Novo Testamento está dito muito claramente que alguns observam o sábado. Evidentemente, o apóstolo Paulo entendia que a maioria dos crentes não considerava necessário guardar o sábado. Então, como eles viam o sábado?

    Eles o viam de uma maneira muito interessante, porque, na verdade, qual é a questão? O sábado é a herança do Senhor. Ou, dizendo de outra maneira: é o descanso do Senhor. Ou ainda de outra maneira: é o direito do Senhor.

    Se o enxergarmos assim, isso explica muita coisa. O que o Senhor está dizendo é: “Se vocês Me derem o Meu direito e permitirem que Eu tenha Minha herança, Meu descanso — entrem no Meu lugar de descanso —, então se deleitarão no Senhor”.

    E Eu te farei cavalgar sobre as alturas da terra
    e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai.

    Notem isto:

    Não falarás as tuas próprias palavras.
    Não buscarás a tua própria vontade.
    Não seguirás o teu próprio caminho.

    Do que se trata tudo isso? O sábado era o direito do Senhor, como se o Senhor estivesse lembrando ao povo: “Um dia em cada sete, quero lembrar a vocês que pertencem a Mim. A vida de vocês é Minha”.

    Na verdade, o que o Senhor estava realmente dizendo era: “Bem, o restante da semana também é Meu”. Ele não estava dizendo: “Um dia é Meu; façam o que quiserem com os outros”.

    Ele estava dizendo: “Quero lembrar a vocês, neste dia, que toda a terra é Minha. Eu sou o Criador dos céus e da terra. Santifiquei este dia para que vocês se lembrem de Mim e Me deem o Meu direito”.

    Em outras palavras, colocando isso na linguagem do Novo Testamento:

    Buscai primeiro o reino de Deus
    e a Sua justiça;
    e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

    Agora, estamos realmente dando ao Senhor os Seus direitos? Em nosso grupo, o Senhor realmente tem o Seu direito? Estamos estabelecendo prioridades — nossas prioridades estão certas? Buscando-O primeiro.

    Que promessa maravilhosa:

    Então te deleitarás no Senhor;
    e Eu te farei cavalgar sobre as alturas da terra.

    Queridos amigos, o problema da maioria de nós é que não estamos cavalgando nas alturas da terra; estamos debaixo da terra a maior parte do tempo.

    Não estamos por cima; estamos por baixo. A promessa do Senhor é que Sua Sião não estará por baixo, mas por cima. Sua Sião cavalgará sobre as alturas da terra.

    Passai, passai pelas portas;
    preparai o caminho do povo;
    aplanai, aplanai a estrada;
    tirai as pedras;
    levantai um estandarte para os povos.

    De que maneira podemos fazer isso? Enfrentando toda essa questão da opressão e da escravidão; por meio do amor e da compaixão em todos os nossos relacionamentos e em todo o nosso trato; tratando dos problemas que estão em nosso meio e reconhecendo que tudo começa em casa — em outras palavras, onde vivemos.

    E, acima de tudo, dando ao Senhor o Seu direito. Se fizermos isso, seremos como um manancial cujas águas nunca faltam.

    Ora, isso não significa tanto para vocês aqui, mas, em Israel, muitas vezes temos um tipo de poço que dura algum tempo e, de repente, seca. Minha nossa, se você tem um jardim e o poço secou, acabou.

    Serás saciado mesmo em tempo de seca.

    Nossa, isso é uma promessa. O Senhor fortalecerá os seus ossos. Alguém tem ossos fracos? Vocês, médicos, sabem muito bem que a saúde está intimamente ligada aos nossos ossos e à medula dos nossos ossos.

    O Senhor diz: “Fortalecerei os seus ossos” — aquilo que vocês não conseguem ver — “e darei saúde no âmago de tudo”.

    Há uma promessa tremenda: sua luz nascerá nas trevas; sua escuridão se tornará como a claridade do meio-dia; você se tornará um jardim regado, um manancial cujas águas nunca faltam.

    Então os que de ti procederem edificarão os antigos lugares assolados. Serão chamados reparador da brecha e restaurador de ruas para habitar.

    Então te deleitarás no Senhor, e Ele te fará cavalgar sobre as alturas da terra e te sustentará com a herança de Jacó, teu pai.