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    The Mystery Of Suffering © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Mystery Of Suffering
    The Mystery Of Suffering
    Kaung, Stephen

    O mistério do sofrimento

    Stephen Kong começa com a leitura de Romanos 5:1-5.

    Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo;
    por Quem também temos acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
    E não somente isso, mas também nos gloriamos nas tribulações: sabendo que a tribulação produz perseverança;
    e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança:
    e a esperança não confunde; porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

    Na Nova Versão Internacional, está escrito:

    O sofrimento produz perseverança;
    a perseverança, um caráter aprovado;
    e o caráter aprovado, esperança.

    A segunda leitura é de 2 Coríntios 4:17-18.

    Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós, de maneira cada vez mais abundante, um eterno peso de glória;
    não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem: porque as coisas que se veem são temporais; mas as que se não veem são eternas.

    Vamos nos voltar ao Senhor em oração.

    Querido Pai celestial, nós Te agradecemos pelo privilégio de nos reunirmos ao redor da Tua mesa para recordar o Teu Filho amado e o que Ele fez por nós. Nosso Pai, se não fosse por Ele, não estaríamos aqui. Nós Te louvamos e Te agradecemos, sabendo que tudo vem de Ti, e a Ti oferecemos nossa gratidão e adoração.

    Agora, Pai, enquanto permanecemos na Tua presença, pedimos que, pelo Teu Espírito Santo, abras a Tua Palavra para nós e abras nossos corações à Tua Palavra, para que ela se torne vida e espírito para nós; para que sejamos fortalecidos; para que possamos glorificar o Teu nome enquanto estivermos na terra. Entregamos este tempo em Tuas mãos, confiando em Ti, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    A origem e o mistério do sofrimento

    Ultimamente, esta questão do mistério do sofrimento tem estado em meu coração. Creio que o sofrimento é sempre um mistério. É um mistério para os incrédulos, naturalmente, e também é um mistério para os crentes.

    Muitas vezes ouvimos as pessoas do mundo fazerem esta pergunta: “Se Deus existe e é amoroso, como podem acontecer todos esses sofrimentos neste mundo?” Elas procuram culpar o nosso Deus, como se Ele tivesse trazido sobre este mundo todos esses sofrimentos que vemos ao nosso redor.

    Elas não sabem que, ao ler a Palavra de Deus, descobrimos que o sofrimento não faz parte do propósito original de Deus para a humanidade. Pelo contrário, descobrimos que o pensamento original de Deus para o homem é a glória, não o sofrimento.

    Depois de criar o ser humano à Sua própria imagem, Deus lhe deu domínio sobre todos os seres criados. Não há uma única palavra sobre sofrimento. Também vemos que Ele colocou o homem no jardim do Éden, e a palavra Éden significa prazer. Em outras palavras, a intenção de Deus para a humanidade é o prazer — o verdadeiro prazer. Não o prazer do pecado, é claro, mas o verdadeiro prazer.

    Portanto, a intenção de Deus, Seu pensamento original para o homem, não é, de modo algum, o sofrimento. Vocês se lembram do salmista Davi em Salmos 139:17. Ele diz:

    Quão preciosos me são os Teus pensamentos, ó Deus!

    Os pensamentos de Deus para nós são muito preciosos, e são muitos.

    Mas, naturalmente, para que o homem realmente desfrute do prazer e do domínio, há uma condição: a obediência. Deus colocou o homem no jardim do Éden para desfrutar do prazer, mas sob a condição de que obedecesse a Deus. É assim que o homem deveria ser.

    Infelizmente, porém, vemos que o homem se rebelou contra Deus e pecou. Por causa disso, o sofrimento entrou neste mundo. Portanto, para falar com toda a franqueza, o sofrimento é, basicamente, resultado do pecado. O salário do pecado é a morte, e isso, naturalmente, inclui todo tipo de sofrimento.

    Precisamos enxergar que o homem trouxe o sofrimento sobre si mesmo. A culpa deve ser atribuída a nós, não a Deus.

    O sofrimento dos crentes

    Mas creio que não é disso que realmente queremos falar. O que precisamos entender diante de Deus é isto: por que nós, como crentes, sofremos?

    Sabem, muitas vezes temos uma ideia equivocada. Pensamos que, depois de crermos no Senhor Jesus, depois de Ele nos salvar, certamente, sendo agora nosso Pai amoroso, que cuida de nós, Ele nunca mais permitirá que soframos.

    Assim, quando o sofrimento chega à vida de um crente, muitas vezes achamos estranho. Às vezes nos rebelamos contra ele. Murmuramos porque temos a concepção errada de que nós, como cristãos, não deveríamos sofrer e de que Deus nunca permitiria que sofrêssemos. Mas isso está errado.

    Para entender essa questão do sofrimento, creio que precisamos voltar nosso olhar ao Senhor Jesus.

    Cristo como o Cordeiro morto

    Sabem, nosso Senhor Jesus era o Cordeiro morto desde a fundação do mundo. Morto — isso é sofrimento. Ele era o Cordeiro morto desde a fundação do mundo. Por quê? Porque Deus, em Sua presciência, sabia que o homem que Ele criaria se rebelaria contra Ele. Por causa disso, o sofrimento se tornou uma necessidade.

    Mas, em vez de deixar o homem sofrer como deveria, o próprio Deus sofreu por nós. Agora, irmãos e irmãs, precisamos enxergar que, por causa dos nossos pecados, o próprio Deus sofre. Ele sofreu no sentido de que não poupou Seu único Filho amado.

    Se pensarmos um pouco, Deus tem apenas um Filho amado, que sempre Lhe agradou. Eles são um, absolutamente um, juntos desde a eternidade. Contudo, vemos que Deus teve de entregar Seu Filho e fazer Dele o Cordeiro morto desde a fundação do mundo. Quanto sofrimento isso deve ter representado para Deus!

    O sofrimento de Deus supera em muito, muito mesmo, qualquer sofrimento pelo qual já passamos ou que possamos imaginar. Deus é o primeiro a realmente sofrer. Mesmo antes de criar o homem, Ele sabia que teria de sofrer. Antes da fundação do mundo, Ele já sabia disso, e, desde a fundação do mundo, Seu Filho estava destinado a ser o Cordeiro morto.

    Pensem em nosso Senhor Jesus. Quanto sofrimento Ele deve ter experimentado! Ele, que era igual a Deus, esvaziou-Se a Si mesmo. Aí há sofrimento. Se você está muito cheio e depois precisa ser esvaziado, que sofrimento isso deve ser!

    Ele esvaziou-Se a Si mesmo e tornou-Se homem. Humilhou-Se até a morte, e morte de cruz. Sofrimento.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, lembremos que, embora sofrer não seja o propósito original de Deus para o homem, depois que o pecado entrou neste mundo, o sofrimento se tornou inevitável. É uma necessidade. Por essa razão, o próprio Deus sofre, e Seu Filho unigênito sofre. Assim, o sofrimento não deveria ser algo estranho para nós hoje.

    As duas formas do sofrimento de Cristo

    Naturalmente, quando pensamos nos sofrimentos de Cristo, sabemos que são de duas formas. Isso é algo que precisamos distinguir.

    Os sofrimentos de Cristo podem ser vicários — isto é, expiatórios. Há também a outra forma: o sofrimento não vicário, não expiatório.

    O sofrimento vicário e expiatório de Cristo

    Se vocês lerem Isaías 53, verão que, nessa profecia acerca dos sofrimentos de Cristo, é possível identificar as duas formas distintas.

    Por exemplo, em Isaías 53:5:

    Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões,
    e moído por causa das nossas iniquidades;
    o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele;
    e pelas Suas pisaduras fomos sarados.

    E depois, em Isaías 53:10:

    Todavia, ao Senhor agradou moê-Lo;
    Ele O fez padecer:
    quando Tu fizeres da Sua alma uma oferta pelo pecado.

    Esse é o sofrimento vicário, expiatório. Em outras palavras, Seu sofrimento tem o propósito de fazer expiação por nós, pelos nossos pecados. Ali vemos que nosso Senhor Jesus, Aquele que não conheceu pecado, foi feito pecado por nós.

    Ele ofereceu a Si mesmo como oferta pelo pecado. Por ter oferecido a Si mesmo como oferta pelo pecado, vemos que o próprio Deus O esmagou na cruz. Isso aconteceu porque Ele foi ferido por causa das nossas transgressões e moído por causa das nossas iniquidades.

    Sabemos que nosso Senhor Jesus permaneceu na cruz por aproximadamente seis horas. Ele foi crucificado às nove horas da manhã e expirou às três horas da tarde. Mas a Bíblia diz que, a partir do meio-dia, de repente, a cena mudou completamente. Houve trevas. O sol se escondeu.

    Nosso Senhor Jesus clamou:

    Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?

    Foi durante aquelas últimas três horas que Deus aceitou Seu Filho amado como oferta pelo pecado do mundo. Foi nessas três horas que Deus O esmagou, O moeu, na cruz. Ali Ele provou a morte por tudo.

    Ali está o sofrimento expiatório, e nesse sofrimento Ele estava sozinho. Ninguém podia estar com Ele. Ele pisou o lagar sozinho. Sofreu sozinho. Você e eu não podemos ter nenhuma participação nisso. Tudo o que fazemos é aceitar e receber os benefícios do Seu sofrimento — do Seu sofrimento expiatório.

    Ele é o único que sofreu em nosso lugar. Esse é o sofrimento expiatório de Cristo, e nele não temos comunhão. Só podemos crer, receber e desfrutar dos seus benefícios.

    O sofrimento não vicário de Cristo

    Mas vemos que há outra forma dos sofrimentos de Cristo, e essa outra forma é o sofrimento não vicário, não expiatório.

    A melhor maneira de ilustrá-lo é observar as três primeiras horas em que Ele esteve na cruz. Ele foi crucificado pelo governo romano, pela nação judaica, pelo mundo. O mundo O crucificou. Foi o homem quem fez isso.

    Vemos que o homem não apenas zombou Dele enquanto estava na cruz, mas, no mundo invisível, todas as forças do mal O cercaram. Se vocês lerem Salmos 22, verão que todas as forças malignas invisíveis, juntamente com o mundo, zombaram Dele, O abandonaram e O crucificaram.

    Ele não sofreu pelas mãos de Deus. Sofreu pelas mãos do homem e do inimigo, por causa do conflito.

    Nós, como crentes, somos chamados a ter comunhão com essa forma de sofrimento. Vocês se lembram de Filipenses 3:10, que diz:

    Para conhecê-Lo, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos.

    Somos chamados à comunhão dos sofrimentos de Cristo — não dos sofrimentos vicários. Não somos chamados a isso, porque não podemos fazer expiação por outras pessoas, nem sequer por nós mesmos. Somente Cristo o faz. Mas somos chamados à comunhão do Seu sofrimento não expiatório.

    Portanto, irmãos e irmãs, encontramos na Palavra de Deus esta exortação:

    Não estranheis.

    Não estranhem quando sofrerem, quando a tribulação vier sobre vocês. No mundo vocês têm tribulação, mas o Senhor disse:

    Não tenhais medo, porque Eu venci o mundo.

    Se nós, crentes, pensarmos que somos chamados apenas a ir para o céu, a ser salvos, e que não somos chamados à comunhão dos sofrimentos de Cristo, então estaremos numa situação realmente muito perigosa. Não estaremos mental nem espiritualmente preparados para sofrer, e essa é a parte mais difícil.

    Mas, se entendermos que somos chamados à comunhão dos sofrimentos de Cristo, toda a nossa maneira de enxergar as coisas será diferente. Veremos o sofrimento de uma perspectiva muito diferente.

    O sofrimento como escola de obediência

    Quando pensamos no sofrimento de Cristo no sentido não vicário, ao ler os Evangelhos, descobrimos que ele inclui várias coisas.

    Em primeiro lugar, vemos que Cristo sofreu para aprender a obediência. Sabem, como Deus, Ele nunca conheceu a obediência. Não podemos pensar em colocar Deus e obediência juntos. Só podemos colocar Deus e autoridade para ordenar juntos. A Deus cabe ordenar, nunca obedecer.

    Portanto, como Filho de Deus, como o próprio Deus, Ele nunca havia conhecido realmente a obediência. Ele aprendeu a obediência enquanto esteve na terra, nos dias da Sua carne. Encontramos isso em Hebreus 5.

    Hebreus 5:7-9 diz:

    O Qual, nos dias da Sua carne, tendo oferecido orações e súplicas, com grande clamor e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da Sua reverência,
    ainda que era Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu;
    e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-Se o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem.

    Quando nosso Senhor Jesus esteve na terra, nos dias da Sua carne, durante trinta e três anos, Ele aprendeu uma coisa: a obediência, pelas coisas que sofreu.

    Naturalmente, sabemos que nosso Senhor Jesus, enquanto esteve na terra, era perfeito — não como nós. Temos uma natureza caída dentro de nós. Nossa carne é feia. Queremos fazer nossas próprias coisas à nossa maneira, mas isso sempre se opõe à vontade de Deus e ao caminho de Deus.

    Mas nosso Senhor Jesus, como homem, era perfeito. Sua natureza humana era sem pecado, e Seu próprio eu era sem pecado. Se Ele desejasse fazer algo a partir de Si mesmo, não haveria pecado nisso. Ele poderia fazê-lo. Não é como você e eu: quando tentamos fazer alguma coisa a partir de nós mesmos, acabamos pecando contra Deus.

    Com nosso Senhor Jesus, porém, é diferente. Ele é o Santo. Seu eu é santo. Ele pode fazer coisas a partir de Si mesmo, e Deus não O consideraria pecador. Mas, mesmo com Seu eu sem pecado, Seu eu santo, vemos que Ele precisava aprender a obediência pelas coisas que sofreu.

    Em outras palavras, repetidas vezes, no Evangelho de João, Ele disse:

    Eu nada posso fazer de Mim mesmo.

    Nada posso dizer de Mim mesmo.

    Não julgo de Mim mesmo.

    Vemos que, repetidas vezes, ao longo de toda a Sua vida, Ele negou a Si mesmo.

    E vocês sabem que, quando alguém nega a si mesmo, há sofrimento envolvido. Creio que não há sofrimento maior do que negar a si mesmo. Mas, ao negar a Si mesmo, até mesmo Seu eu santo, Seu eu sem pecado, Ele estava disposto a obedecer assim ao Pai. Ele sofreu nesse sentido. Sim, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu.

    Não pensem que nosso Senhor Jesus não sofreu ao obedecer ao Pai. Ele sofreu. Sofreu, sim. Havia muitas coisas que Ele poderia fazer.

    Por exemplo, mesmo quando tinha doze anos, Ele sabia com certeza que precisava ocupar-Se dos assuntos de Seu Pai. Por isso, permaneceu em Jerusalém. Mas, quando Seus pais terrenos O encontraram, não conseguiram entender. A Bíblia diz que Ele lhes obedeceu, foi com eles e permaneceu ali até os trinta anos.

    Alguém sugeriu que, durante aqueles anos, dos doze aos trinta, Ele permaneceu oculto em Nazaré. Ali era carpinteiro, fabricando coisas. Provavelmente fez muitos caixões, embora pudesse ressuscitar os mortos.

    Que sofrimento isso deve ter sido para Ele! Ele poderia facilmente ressuscitar os mortos, mas ali estava, fazendo caixões para eles. Por quê? Porque o tempo do Pai ainda não havia chegado. Ele precisava aprender a obediência pelas coisas que sofreu.

    Durante aqueles anos, podemos perceber que Ele olhava ao redor e via as pessoas. Via coisas que não deveriam acontecer. Poderia facilmente fazer alguma coisa a respeito e, quando chegasse o tempo, faria; mas não podia agir antes do tempo do Pai.

    Pensem em Moisés. Quando tinha quarenta anos, ele saiu e pensou que Deus faria alguma coisa por meio dele, e começou a agir. Não conseguia esperar, porque tinha aquela convicção interior.

    Mas pensem em nosso Senhor. Ele tinha a mesma convicção, mais forte que a de Moisés, e, ainda assim, vemos que aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. Ao longo de toda a Sua vida, vemos que negou a Si mesmo — Seu eu santo — para obedecer voluntariamente.

    O homem, por meio da desobediência, entra em determinada condição. Mas aqui vemos um Homem que sofreu para aprender a obediência. Creio que esse é um dos sofrimentos de Cristo dos quais somos chamados a participar.

    Se vocês lerem 1 Pedro, verão que Pedro fala muito sobre o sofrimento. Em 1 Pedro 2:21, ele diz:

    Porque para isto fostes chamados: pois também Cristo sofreu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais os Seus passos.

    O sofrimento vicário de Cristo não é um modelo nem um exemplo para seguirmos. É salvação e redenção. Mas vemos que há uma parte do sofrimento de Cristo que Ele coloca diante de nós como modelo, como exemplo, para que sigamos os Seus passos.

    Irmãos e irmãs, somos chamados a sofrer com Cristo neste sentido específico: somos chamados a negar a nós mesmos, tomar nossa cruz e segui-Lo.

    Quem quer fazer isso? Se não fosse pelo amor de Cristo que nos constrange, ninguém desejaria fazê-lo. E, se não fosse pela graça suficiente de Deus, ninguém conseguiria fazê-lo. Mas isso está muito claro na Palavra de Deus.

    O Senhor Jesus disse:

    Se não negardes a vós mesmos, tomardes a vossa cruz e Me seguirdes, não podeis ser Meus discípulos.
    Não podeis estar onde Eu estou.
    E, se estiverdes onde Eu estou, sereis honrados e respeitados pelo Pai.

    Embora sejamos salvos, sabemos que essa natureza caída, esse eu, está profundamente enraizado em nós.

    Então, por que os cristãos precisam sofrer? Por que Deus permite que os crentes sofram? Uma razão é que, por meio do sofrimento, podemos ser libertos desse egocentrismo e aprender a obediência. Por meio da obediência, por meio do sofrimento, o caráter pode ser formado em nós.

    O sofrimento como compaixão e serviço à igreja

    Voltaremos a isso mais adiante. Mas vemos que, no sofrimento não vicário de Cristo, há outra coisa: Sua imensa compaixão pela humanidade.

    O coração do nosso Senhor Jesus é tão grande! Ele literalmente abraça o mundo inteiro. Se vocês lerem os Evangelhos, verão que, não importa quem você seja — se vem da alta sociedade ou do lugar mais humilde do mundo, se é adulto ou criança —, nosso Senhor Jesus tinha uma imensa compaixão pela humanidade.

    Essa é uma das razões pelas quais Ele era tão ativo. Ele tocava o leproso. Tocava a todos. Não Se recusava, porque Sua compaixão era tão plena e tão aberta.

    Por causa dessa compaixão, Ele sofreu. Sabem, se uma pessoa é insensível, pode olhar ao redor, ver todos os sofrimentos do mundo, e aquilo não significa nada para ela. Ela não sente nada. Mas, quanto mais compassivo você é, mesmo que o sofrimento não atinja diretamente a sua vida, você sofre. Sofre com aqueles que sofrem.

    Nosso Senhor Jesus tem compaixão de nós. Em Hebreus, está escrito que nosso Sumo Sacerdote é cheio de compaixão por nós, porque foi tentado em todas as coisas, sem pecado. Tudo aquilo pelo que os seres humanos já passaram ou passarão, Ele experimentou. Foi tentado em todas as coisas, sem pecado.

    Assim, Ele Se compadece daqueles que estão sendo tentados e, por causa disso, sofreu. Queridos irmãos e irmãs, somos chamados à comunhão do Seu sofrimento dessa maneira.

    Como diz a Bíblia, quando um sofre, nós também sofremos, pois somos membros de um só corpo. Quando um membro sofre, como o restante do corpo pode não sentir nada? Até em nosso corpo físico, se o dedo mínimo é ferido, todo o nosso ser, todo o corpo, sofre. Quanto mais na realidade espiritual!

    Muitas vezes pensamos que a igreja é como o corpo de Cristo, mas, na verdade, a Escritura nunca coloca as coisas dessa maneira. Ela nunca diz que a igreja é como o corpo. A igreja é o corpo. Essa realidade espiritual é muito mais real do que a realidade física.

    Portanto, no corpo de Cristo, a igreja — o corpo de Cristo —, se um membro sofre, como vemos em 1 Coríntios 12, todo o corpo sofre. Se um membro é glorificado, todo o corpo participa dessa glória. Isso é compaixão.

    Somos chamados a essa forma de sofrimento: a sofrer por essa razão.

    Em conexão com isso, vemos que Cristo sofreu pela igreja. Ele amou a igreja e entregou a Si mesmo por ela. Como desejava santificá-la, purificá-la pela lavagem de água com a Palavra, para apresentá-la a Si mesmo como igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, santa e sem defeito!

    Assim, vemos que nosso Senhor Jesus sofreu pela igreja. Ele entregou a Si mesmo pela igreja, e somos chamados à comunhão com Ele nessa área.

    Em Colossenses 1:24, encontramos o apóstolo Paulo dizendo:

    Completo, da minha parte, na minha carne, o que falta das aflições de Cristo, por amor do Seu corpo, que é a igreja.

    Em outras palavras, vemos que Cristo sofreu pela igreja. Ele deu origem à igreja. Mas há uma parte desse sofrimento na qual Ele nos chama a entrar com Ele. Essa parte consiste em completar o que falta das aflições de Cristo por amor do corpo.

    Vemos, na vida de Paulo, como ele labutou, como sofreu dores de parto, como trabalhou, como orou, para apresentar cada pessoa perfeita em Cristo; para ver a igreja realmente edificada para a glória de Deus. Vemos que o sofrimento de Paulo nessa área foi imenso.

    Somos chamados à comunhão dessa forma de sofrimento — não apenas na compaixão pelas pessoas, mas para que o corpo de Cristo seja levado à plenitude. Podemos nos entregar às dores de parto, à oração, ao trabalho em amor e a suportar nossos irmãos e irmãs.

    Ao fazer isso, vemos que realmente sofremos. Precisamos carregar as pessoas em nosso coração e perseverar em oração por elas. Isso faz parte do sofrimento ao qual somos chamados.

    O sofrimento decorrente da separação do mundo

    Outra coisa nos sofrimentos não vicários de Cristo é que Ele sofreu por parte do mundo porque era tão diferente. Ele não é do mundo. Pertence a outra realidade. Por isso, o mundo não conseguia compreendê-Lo.

    Por não pertencer ao mundo, o mundo O perseguiu e O expulsou. Assim, vemos que uma grande parte dos sofrimentos de Cristo veio do mundo porque Ele não pertencia a ele.

    Irmãos e irmãs, naturalmente sabemos que, nessa área, também somos chamados a participar do Seu sofrimento. Ele disse que não somos do mundo, assim como Ele não é do mundo. Porque não pertencemos ao mundo, o mundo nos odiará.

    Quem deseja viver uma vida piedosa será perseguido. O apóstolo Pedro disse:

    Não estranheis quando vierem sobre vós as provações de fogo.

    Se vocês sofrem por serem cristãos, se sofrem por amor a Cristo, se sofrem por causa da justiça, se sofrem por causa do reino de Deus, alegrem-se.

    Não somos chamados apenas a ser salvos; também somos chamados a sofrer. Estamos preparados para isso?

    Sabem, às vezes sofremos um pouquinho por parte do mundo e já nos sentimos desconfortáveis e achamos estranho. Se não sofrermos com Ele, não poderemos reinar com Ele. Cristo precisava sofrer primeiro e depois entrar na glória. Essa é mais uma área na qual somos chamados à comunhão com Ele.

    O sofrimento no conflito espiritual

    Naturalmente, há outra área. Nosso Senhor Jesus estava envolvido numa tremenda batalha, num conflito. É a batalha dos séculos — o conflito entre Deus e o inimigo.

    Vemos que o inimigo, ao longo de toda a Sua vida, tentou matá-Lo e livrar-se Dele. Ele sofreu muito por causa disso. Em certo sentido, somos chamados à comunhão do Seu sofrimento.

    Irmãos e irmãs, precisamos compreender que há um conflito espiritual em andamento. Neste período de conflito, não somos espectadores. Estamos profundamente envolvidos nele.

    A questão é se Deus estabelecerá Seu reino ou se o inimigo conseguirá frustrar e retardar a vinda do reino de Deus a esta terra. Essa questão é muito real em nossa vida diária — não apenas nas grandes decisões, mas nas pequenas coisas da nossa vida.

    Nessa guerra, cada pequena coisa conta. O inimigo procura nos afastar da posição de permanecer firmes por Deus e por Seu reino. Por causa disso, se permanecemos firmes, sofremos.

    Sabem, às vezes vocês se perguntam por que parece não haver nenhuma razão visível, nenhuma razão racional, para sofrer. Mas há uma razão. No mundo invisível, algo está acontecendo.

    Pensem em Jó. É uma boa ilustração. Algo estava acontecendo no mundo invisível, e Jó precisou sofrer por causa disso.

    Portanto, irmãos e irmãs, lembremos que, para nós, crentes, o sofrimento não é nada estranho. Pelo contrário, vemos que há boas razões pelas quais Deus permite que os crentes sofram.

    Romanos 5: sofrimento, caráter e esperança

    Agora, voltemos a Romanos 5. Romanos 5 é um capítulo de transição. Em outras palavras, antes de Romanos 5, encontramos a justificação; depois de Romanos 5, encontramos a santificação. Romanos 5 está no meio, levando-nos da justificação à santificação.

    Ele nos leva da salvação à conformidade com a imagem do Filho amado de Deus. Romanos 5 está no meio. Em outras palavras, faz a transição.

    O texto diz:

    Portanto, tendo sido justificados pelo princípio da fé.

    Agora somos justificados pela fé. Temos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Graças a Deus por isso! Tendo sido justificados pela fé, temos paz com Deus. Por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, não há nada entre Deus e nós.

    Por meio Dele, também temos acesso, pela fé, a este favor no qual estamos firmes. Hoje estamos no favor de Deus. Em outras palavras, somos aceitos. Fomos aceitos no Amado. Deus nos aceitou, e agora estamos firmes no Seu favor.

    Nós nos gloriamos na esperança da glória de Deus. Tendo sido justificados, tendo paz e desfrutando do favor de Deus, qual é a nossa esperança? Nós nos gloriamos numa esperança futura, e essa esperança é a glória de Deus. Um dia haverá glória.

    Sabem, esse é o objetivo final. Glória é a palavra final. A justificação não é o objetivo final; a justificação é o começo. Sendo justificados, aguardamos a glória de Deus.

    Agora, leiam Romanos 5:3:

    E não somente isso, mas também nos gloriamos nos sofrimentos.

    Vejam: quando nos gloriamos na esperança da glória de Deus, ao mesmo tempo precisamos nos gloriar no sofrimento. Gloriar-nos no sofrimento.

    Nós realmente nos gloriamos na esperança da glória de Deus, mas será que nos gloriamos no sofrimento? Nós choramos diante do sofrimento.

    Isso não significa que procuramos atrair o sofrimento. Em outras palavras, que tentamos fazer a nós mesmos sofrer. Isso é tolice. Algumas pessoas fazem isso. Até Pedro disse:

    Não sofrais por terdes feito o mal.

    Se você fez algo mau e sofre por isso, não há mérito nisso. É apenas vaidade.

    Mesmo entre os crentes, vemos que alguns místicos procuram atrair o sofrimento, como se o sofrimento tivesse mérito em si mesmo. O sofrimento não tem nenhum mérito em si mesmo.

    Mas por que nos gloriamos no sofrimento? O sofrimento em si não oferece motivo algum para nos gloriarmos. Quando você sofre, você sofre. Mas nós nos gloriamos no sofrimento porque ele produz alguma coisa. É aí que está a razão de nos gloriarmos.

    O sofrimento produz resistência ou, em outras versões, paciência ou perseverança. A perseverança produz experiência ou caráter. Queridos irmãos e irmãs, isso é algo muito importante.

    Qual é o propósito de Deus ao permitir que Seus filhos sofram? Dissemos que o sofrimento não é o propósito original de Deus para a humanidade. A humanidade sofre por causa do pecado, e realmente sofre. Mas por que os cristãos sofrem?

    Há uma razão: por meio do sofrimento, Deus quer formar caráter em nós.

    A formação do caráter por meio do sofrimento

    Sabem, o propósito eterno de Deus é que sejamos conformados à imagem do Seu Filho amado. Seu propósito é que sejamos a noiva eterna do Cordeiro.

    O propósito de Deus é a glória. Um dia, Seu Filho amado conduzirá muitos filhos à glória. Mas não podemos entrar na glória sem caráter.

    Não pensem que, por serem salvos, vocês simplesmente vão para o céu. Sim, vão para o céu. Mas pensem: caminhar pela rua de ouro é maravilhoso — porém, é ouro transparente. Em outras palavras, tudo o que está no seu coração fica exposto. Você se atreve a caminhar por essa rua? Todos verão o seu coração.

    Provavelmente, você tentará encontrar um lugar para se esconder. Não desfrutará do céu se não tiver esse caráter. Irmãos e irmãs, o que Deus pretende é formar caráter em nós.

    A melhor maneira de formar caráter é o sofrimento. Isso não é maravilhoso? Não queremos sofrer. Em outras palavras, não queremos a glória.

    Para um crente, o sofrimento é inteiramente diferente. Não é por causa do pecado. É porque Deus está determinado a formar caráter em nós — isto é, o caráter de Cristo —, para que tenhamos esse caráter e sejamos aptos a ser Sua noiva, a entrar na glória eterna.

    Esse é o significado do sofrimento.

    Ao longo da história, podemos perceber que as pessoas que sofrem mais parecem ter maior profundidade em sua vida em Cristo. Naturalmente, às vezes o sofrimento pode esmagar uma pessoa. Isso é verdade. Mas Deus realmente mediu o nosso sofrimento.

    Se apenas confiarmos Nele, veremos que Ele nunca permitirá que soframos além do que podemos suportar. Em outras palavras, Ele mede tudo de antemão. Coloca Sua graça em nós, suficiente para perseverarmos e vencermos.

    Perseverança significa, simplesmente, que você consegue permanecer além da duração daquilo. Se a tentação ou o sofrimento durar dez dias, você consegue permanecer firme por onze dias. Isso é perseverança. Você suporta. Você permanece além daquilo.

    Vejam, a graça de Deus em nós — o Cristo que Ele colocou em nós —, Deus sabe quanto de Cristo há em você. Ele foi tentado em todas as coisas, sem pecado. Portanto, Deus sabe quanto de Cristo há em você e medirá suas tentações e seu sofrimento.

    Ele sabe que a graça é suficiente para você suportar, para permanecer além daquilo, se confiar Nele. Mas, se não confiar Nele, naturalmente você cai.

    Na verdade, vemos que o sofrimento produz caráter. O caráter de Cristo está sendo formado em você.

    Como nosso antigo caráter foi formado ao longo dos anos, antes de sermos salvos? Depois que nascemos, tínhamos uma velha vida, e essa velha vida tinha uma velha natureza. Como sempre vivíamos de acordo com nossa natureza, pouco a pouco desenvolvemos todo tipo de hábito. Juntem os hábitos e terão um caráter. É isso que éramos.

    Mas agora precisamos ser refeitos. Somos uma nova criação. Se alguém está em Cristo, é uma nova criação. As coisas velhas passaram, e todas as coisas são novas; todas as coisas são de Deus.

    Portanto, com a nova vida em nós, tendo uma nova natureza, precisamos aprender a seguir essa nova natureza e permitir que ela se desenvolva em caráter. Mas, naturalmente, há um conflito entre a velha natureza e a nova natureza.

    É por isso que precisamos negar a nós mesmos, tomar nossa cruz e seguir o Senhor. Então veremos que o caráter de Cristo será gradualmente formado em nós. Isso nos torna aptos para o reino e aptos para a glória.

    O amor de Deus no sofrimento

    Agora, o maravilhoso está em Romanos 5:5:

    E a esperança não confunde;
    porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

    Durante todo o tempo, quando sofremos, o Espírito Santo que habita em nós está derramando o amor de Deus em nossos corações. Em outras palavras, é somente pelo poder do amor que conseguimos sofrer, perseverar, ter o caráter formado e ter esperança.

    Sem o amor de Deus em nossos corações, o sofrimento nos esmagará. Mas, graças a Deus, o Espírito Santo derrama o amor de Deus em nossos corações.

    Embora soframos exteriormente, interiormente somos inundados pelo amor de Deus. Sabemos que Deus nos ama e que, por nos amar, nos disciplina. Esse amor nos dá perseverança e, por fim, produz caráter.

    O eterno peso de glória

    Em 2 Coríntios 4:17, está escrito:

    Porque a nossa momentânea e leve tribulação produz para nós, em medida incomparável, um eterno peso de glória.

    Os sofrimentos que temos hoje são momentâneos — isto é, de curta duração, temporários — e leves. Naturalmente, quando sofremos, pensamos que o sofrimento é muito pesado. Mas, quando pensamos na glória, sofrimento e glória caminham juntos.

    Quando procuramos medir o peso do sofrimento e da glória, uma versão diz que a glória pesa mais do que o sofrimento. A glória é mais pesada. Ela supera o sofrimento em peso. Por quê? Porque o sofrimento é momentâneo, e a glória é eterna. Um é leve; a outra é pesada.

    Não estamos olhando para as coisas que se veem. Se olharmos para as coisas que se veem, desfaleceremos; seremos esmagados. Mas olhamos para as coisas que não se veem, porque as coisas que se veem são temporárias, mas as que não se veem são eternas.

    Queridos irmãos e irmãs, para o que estamos olhando? O que estamos buscando?

    Se estamos olhando para o que é temporário, para o que se vê, então há uma maneira de viver nossa vida: procuramos escapar e evitar o máximo possível de sofrimento. Procuramos fazer concessões ao mundo para não sofrer nessa área. Não sofreremos por causa da justiça, e assim por diante.

    Como somos tão inúteis, nem mesmo Satanás se importa conosco.

    Mas, se estamos olhando para as coisas que não se veem e buscando a glória eterna, estaremos envolvidos em todos esses sofrimentos. Contudo, Deus está produzindo algo glorioso em nós.

    Exemplos de sofrimento que conduz à glória

    Olhem para o Antigo Testamento ou para o Novo Testamento e escolham qualquer pessoa que tenha sido usada pelo Senhor. Invariavelmente, encontrarão na vida dela algo desse princípio.

    Por exemplo, José. Quanto José sofreu! Não sofreu por causa de alguma falta sua; sofreu por causa do bem que fazia, por causa da sua justiça, porque temia a Deus. Contudo, vemos um sofrimento tremendo, prolongado. Mas do sofrimento veio a glória. Vemos glória em José.

    Pensem em Davi. Quanto ele sofreu! Se vocês lerem os Salmos, poderão ver os sofrimentos pelos quais Davi passou em sua vida. Mas, por meio desse sofrimento, Deus formou caráter nele. O caráter de rei precisava ser formado.

    Saul não sofreu tanto quanto Davi, mas não havia caráter nele.

    Pensem em Paulo. Ao ler 2 Coríntios, vocês verão que ele menciona todas as coisas que sofreu e também como sofreu pela igreja. Que caráter Cristo estava formando nele! Ele pôde dizer:

    Há uma coroa de justiça à minha espera.

    Pensem em Pedro. Como ele sofreu! Vemos que, por fim, ele se tornou um dos fundamentos da Nova Jerusalém.

    Portanto, quer olhemos para a Bíblia, quer para todos os homens e mulheres de Deus ao longo dos séculos, vemos que o sofrimento faz parte da vida deles. Mas, porque sua atitude em relação ao sofrimento não era negativa, porque sua atitude em relação ao sofrimento era positiva, deram a Deus a oportunidade de produzir em suas vidas algo que permanecerá na eternidade.

    O sofrimento como caminho para a glória

    Assim, queridos irmãos e irmãs, enquanto vivemos neste mundo cheio de sofrimentos e pensamos nos crentes que sofrem, ou em nós mesmos, que já passamos por muitos sofrimentos de toda espécie — não apenas sofrimento físico, enfermidade, aflição e fraqueza, mas também sofrimento mental e espiritual, toda espécie de sofrimento —, sinto que precisamos resolver essa questão de uma vez por todas.

    Precisamos saber, no fundo do nosso coração, que isso é o amor de Deus. Ele nos ama como filhos; por isso, nos disciplina, para que nos tornemos participantes da Sua natureza divina.

    Porque este é o propósito de Deus: que sejamos conformados a Cristo e sejamos Sua noiva para sempre. Portanto, lembremos: o sofrimento conduz à glória.

    Se isso é verdade na vida de Cristo, certamente esse princípio deve se aplicar a todos nós. Vamos orar?

    Querido Pai celestial, pedimos que nos dês uma atitude correta diante de todo esse mistério do sofrimento, para que não sejamos como as pessoas do mundo, que Te culpam pelo sofrimento delas.

    Em vez disso, que nos submetamos à poderosa mão de Deus, sabendo que, depois de sofrermos por um pouco de tempo, Tu nos estabelecerás e nos conduzirás à glória.

    Oh, como oramos para que o caráter de Cristo seja formado em nós por meio do fogo do sofrimento, para a glória de Deus! Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.