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    Fulness of the Godhead © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Fulness of the Godhead
    Fulness of the Godhead
    Kaung, Stephen

    A plenitude de Cristo

    Por favor, abram a carta aos Colossenses, no capítulo 1. Gostaríamos de ler os versículos 9 a 20.

    Colossenses 1:9. Estou lendo uma nova tradução, e talvez vocês tenham uma versão diferente, mas o conteúdo é o mesmo.

    Por essa razão, também nós, desde o dia em que ouvimos falar da vossa fé e do vosso amor, não cessamos de orar e de pedir por vós, para que sejais cheios do pleno conhecimento da Sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;
    para que andeis de modo digno do Senhor, agradando-Lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo pelo verdadeiro conhecimento de Deus;
    fortalecidos com todo o poder, segundo a força da Sua glória, para toda a perseverança e longanimidade com alegria;
    dando graças ao Pai, Que nos tornou aptos a participar da porção dos santos na luz;
    Que nos libertou da autoridade das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor;
    em Quem temos a redenção, o perdão dos pecados.

    Ele é a imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda a criação;
    porque Nele foram criadas todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, senhorios, principados ou autoridades: todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele.
    E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem juntamente por Ele.
    E Ele é a Cabeça do corpo, a igreja; Ele é o princípio, o Primogênito dentre os mortos, para que em todas as coisas tenha o primeiro lugar.
    Porque aprouve a toda a plenitude habitar Nele,
    e, por Ele, reconciliar Consigo todas as coisas, havendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz — por Ele, tanto as coisas que estão sobre a terra como as que estão nos céus.

    Por favor, abram agora o segundo capítulo, Colossenses 2:9-10.

    Porque Nele, isto é, em Cristo, habita corporalmente toda a plenitude da Divindade.
    E estais completos Nele, Que é a Cabeça de todo principado e autoridade.

    Vamos nos voltar ao Senhor.

    Querido Pai celestial, como Te louvamos e agradecemos porque podemos nos reunir em nome do Teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Nós Te louvamos e agradecemos porque é da Tua vontade que, um dia, todo joelho se dobre e toda língua confesse que Jesus é Senhor.

    Ó Pai, como Te louvamos e agradecemos porque, antes mesmo que esse dia chegue, nós, como as primícias da criação, podemos vir e prostrar nosso coração diante de Ti e confessar-Te verdadeiramente como nosso Senhor. Ó, isso é a Tua misericórdia; é a Tua graça. Tu nos capacitaste a fazer isso, e por isso somos gratos.

    Nosso Pai, ao nos reunirmos aqui nesta noite, pedimos que sopres, pelo Espírito Santo, sobre a Tua Palavra e a tornes viva para nós. Oramos por um espírito de sabedoria e de revelação para o pleno conhecimento de Deus. A Ti seja toda a glória, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    A carta aos Colossenses

    Creio que todos sabemos que esta carta aos Colossenses foi escrita pelo apóstolo Paulo quando ele estava preso em Roma. Ele estava ali como prisioneiro, não de Roma, mas de Cristo.

    Daquela prisão, ele escreveu quatro cartas: Filipenses, Efésios, Colossenses e Filemom. Esta carta aos Colossenses, juntamente com a carta aos Efésios, trata do ponto mais elevado da revelação de Deus.

    Aqui, na carta aos Colossenses, vemos que Paulo nos revela o mistério de Deus, que é Cristo. Ali, na carta aos Efésios, ele nos mostra o mistério do Cristo, que é a igreja. Na verdade, a revelação de Cristo e da Sua igreja é a maior e a principal revelação que vocês encontrarão em toda a Bíblia.

    Curiosamente, esta carta foi escrita aos santos em Colossos. Muito provavelmente, Paulo nunca havia visto nem visitado aquele lugar. Colossos era uma cidade muito pequena, e provavelmente havia ali apenas um número muito pequeno de crentes.

    O próprio Paulo nunca havia visitado aquele lugar. Os que criam no Senhor Jesus provavelmente eram, de maneira indireta, fruto do apóstolo Paulo. Quando Paulo esteve em Éfeso por três anos, toda a Ásia ouviu o evangelho. Muito provavelmente, algumas pessoas de Colossos foram a Éfeso, talvez por algum motivo secular. Ali ouviram o evangelho de Jesus Cristo por meio do apóstolo Paulo.

    Algumas pessoas foram salvas e voltaram àquela pequena cidade. Começaram a testemunhar do Senhor, e outras pessoas vieram ao Senhor. Era um lugar pequeno, talvez uma igreja pequena; e, mesmo assim, agradecemos ao Senhor porque esta grande carta foi escrita a uma pequena igreja.

    Porque, aos olhos de Deus, não é uma questão de números. Não é uma questão de ser grande ou pequeno. É uma questão de estar relacionado ao propósito eterno de Deus.

    Por isso, somos gratos ao Senhor por esta carta, porque nela recebemos uma revelação de Cristo que não encontramos em nenhum outro lugar. Nesta ocasião, gostaríamos de nos concentrar nesta carta aos Colossenses.

    Agora, é claro, não vamos percorrer o livro inteiro, tentando explicar um pouco aqui e um pouco ali. Nosso propósito é ver se há uma mensagem nesta pequena carta — pequena em tamanho, mas grande em essência e conteúdo. Há uma mensagem para nós hoje? Qual é a mensagem que o Espírito Santo procurou transmitir aos santos em Colossos e a nós hoje?

    O fundamento espiritual da igreja em Colossos

    Epafras fundou a igreja em Colossos. Evidentemente, esse homem, Epafras, um servo de Deus, foi salvo por meio do ministério de Paulo quando este estava em Éfeso.

    Esse homem visitou Roma e encontrou Paulo, provavelmente, por um lado, para levar-lhe as saudações e a solidariedade dos santos em Colossos, porque Paulo estava preso em Roma. Por outro lado, levou a Paulo um relato da situação daquela igreja.

    Vemos que a igreja em Colossos tinha fé no Senhor Jesus e amor por todos os santos, por causa da esperança que lhes estava reservada nos céus.

    Em outras palavras, esse grupo de crentes em Colossos tinha fé no Senhor Jesus. Penso que isso, naturalmente, é o mais básico: eles criam no Senhor Jesus. Por causa da sua fé no Senhor Jesus, tinham amor por todos os santos.

    Não apenas por alguns santos, sabem? Nosso amor geralmente é muito seletivo. Amamos apenas aqueles que são amáveis. Amamos os que estão perto de nós. Amamos os que talvez tenham o mesmo temperamento que nós, ou aqueles que creem na mesma doutrina ou têm a mesma experiência que nós.

    Mas aqui vemos que essas pessoas tinham fé no Senhor Jesus, e essa fé produzia nelas amor por todos os santos. Isso é amor fraternal. Elas não amavam os santos simplesmente porque combinavam com elas ou lhes eram agradáveis. Amavam os santos porque eles pertenciam ao Senhor. Isso é amor fraternal: amavam todos os santos.

    Por que tinham essa fé no Senhor e esse amor por todos os santos? Porque tinham uma esperança reservada para elas no céu: a esperança da herança celestial — uma herança incorruptível, indestrutível, que não perde o seu esplendor, eterna, celestial e espiritual.

    Uma herança celestial estava diante delas. Assim, esses irmãos e irmãs tinham fé, tinham amor e tinham esperança. Lembramo-nos de Paulo em 1 Coríntios 13, aquele grande capítulo. Ele concluiu o capítulo dizendo que permanecem a fé, a esperança e o amor. Essas são as três coisas mais essenciais.

    A igreja em Colossos tinha todas elas. Porque tinha fé, havia obras. Porque tinha amor, havia labor. Porque havia esperança, havia perseverança. Portanto, o fundamento daquela pequena igreja era muito firme e seguro, embora o grande apóstolo nunca os tivesse visitado.

    Sabem, às vezes as pessoas dizem que não pode haver igreja se não houver um apóstolo. Mas aqui vemos uma igreja viva, com um fundamento firme, e nenhum apóstolo jamais os havia visitado. Era a obra do Espírito Santo, a obra de Deus — um fundamento firme naquela igreja.

    A heresia colossense

    Por terem um fundamento tão bom, pensaríamos que, certamente, sobre esse fundamento poderiam ser edificados juntos, tornando-se um belo testemunho, a casa de Deus. Mas, por estranho que pareça, embora tivessem um fundamento tão bom e todos os motivos para serem edificados adequadamente no Senhor, vemos que tinham problemas reais.

    O problema deles não era falta de amor pelo Senhor, nem falta de zelo, nem o fato de serem preguiçosos ou lentos. Pelo contrário, o problema deles era causado pelo zelo que tinham pelo Senhor e pelo desejo de crescer.

    Eles estavam tão ansiosos para crescer até a perfeição, até a maturidade. Por terem tanto desejo de crescer e tanto desejo de perfeição e maturidade, o inimigo, de repente, se infiltrou no meio deles. Algumas pessoas chegaram e lhes ofereceram um caminho fácil, um caminho rápido, para a maturidade e a perfeição.

    Hoje não sabemos exatamente o que era a heresia colossense. Mas, pela própria carta, podemos deduzir que algumas pessoas chegaram e começaram a instruí-los, a ensiná-los e a mostrar-lhes um caminho quase instantâneo para a perfeição.

    Sabem, queridos irmãos e irmãs, entre o povo de Deus encontramos problemas de diferentes naturezas. Algumas pessoas são salvas e pertencem ao Senhor, mas não têm desejo de prosseguir. Tudo o que desejam é ir para o céu um dia, e isso lhes basta.

    Embora isso não baste ao Senhor, elas estão bastante satisfeitas. Pensam que, desde que sejam salvas, isso é tudo o que importa. Não têm desejo de realmente prosseguir rumo à perfeição e à maturidade.

    Provavelmente, os crentes de Corinto eram assim. Criam no Senhor, mas queriam viver a própria vida e se divertir na terra, com a certeza de que um dia iriam para o céu. Esse é o problema de alguns crentes.

    Mas, por outro lado, encontramos crentes tão ansiosos para crescer que simplesmente não conseguem esperar. É pela fé e pela paciência que herdamos, mas eles não têm paciência. Querem chegar lá depressa.

    E, certamente, o inimigo lhes oferecerá algo instantâneo. Especialmente hoje, neste país, temos essa mentalidade do instantâneo. Tudo precisa ser instantâneo. Somos tão impacientes.

    Não somos impacientes apenas em relação à comida. Queremos arroz instantâneo, macarrão instantâneo e café instantâneo. Tudo precisa ser instantâneo. Essa mentalidade chega até mesmo ao âmbito espiritual. Queremos que tudo seja instantâneo.

    Não apenas a salvação é instantânea — e graças a Deus por isso —, mas também queremos obter o reino instantaneamente. Tudo precisa ser rápido, instantâneo.

    Na verdade, não somos diferentes dos crentes de Colossos. O desejo deles de crescer era bom. A intenção deles era boa. Mas, por causa da ansiedade excessiva, ficaram vulneráveis às artimanhas do inimigo.

    Assim, algumas pessoas, usadas pelo inimigo, chegaram e espalharam entre eles aquilo que hoje chamamos de heresia colossense. Agora, a heresia colossense não é uma negação completa de Cristo.

    Essas pessoas não chegaram dizendo: “Não creiam no Senhor Jesus. O Senhor Jesus não pode salvá-los”. Se tivessem chegado dessa maneira, provavelmente os crentes de Colossos não teriam caído na armadilha, porque conheciam o Senhor Jesus. Criam no Senhor Jesus e haviam experimentado o Senhor Jesus.

    A heresia não veio para negar completamente o Senhor, para retirar completamente o Senhor e substituí-Lo por outra coisa. Em outras palavras, eles não disseram: “Vocês não precisam de Cristo; precisam de Moisés. Se tiverem Moisés, terão tudo”.

    Se tivessem chegado dessa maneira, certamente os crentes de Colossos teriam percebido. Não, essas pessoas que vieram enganá-los não negavam Cristo completamente. Diziam: “Vocês precisam de Cristo, mas precisam de algo mais”.

    Em outras palavras, Cristo não é suficiente. Vocês precisam de Cristo mais alguma coisa. Se tiverem Cristo mais alguma coisa, então serão perfeitos. Agora, essa é a sutileza do inimigo, irmãos e irmãs.

    O resultado final é quase o mesmo. Se algumas pessoas chegam e dizem: “Vocês não precisam de Cristo; precisam de Moisés”, isso retira Cristo. Mas, se chegam e dizem: “Vocês precisam de Cristo, mas, com Moisés, então estarão completos”, embora não neguem Cristo, elas retiram Cristo em grande medida.

    Portanto, o resultado final é o mesmo. Na carta aos Colossenses, vemos que tentaram acrescentar algo a Cristo como o segredo daquilo que chamavam de perfeição.

    Filosofia e conhecimento secreto

    Quais eram as coisas que sugeriam acrescentar a Cristo para tornar alguém perfeito? Há algumas coisas espalhadas por esta carta. A primeira, naturalmente, é a filosofia.

    No segundo capítulo, vemos que chegaram com uma filosofia vã — uma filosofia enganosa e vã, segundo o homem, segundo os elementos do mundo, e não segundo Cristo. Filosofia, sabedoria: queremos sabedoria, mas aquilo era uma filosofia vã, uma filosofia enganosa.

    Em outras palavras, era uma espécie de especulação filosófica. As pessoas chegavam e diziam: “Existe uma sabedoria que não pode ser conhecida por todos. Existe uma sabedoria reservada apenas a uma pequena elite, e nós temos o segredo”.

    “Vocês precisam ser iniciados nesse mistério, nesse segredo. Se tiverem esse segredo, se tiverem essa sabedoria, então estarão acima de todos. Saberão tudo. Conhecerão o segredo do universo. Conhecerão o segredo de todas as coisas.”

    Na verdade, era uma espécie de especulação filosófica. Especulavam que, no universo, havia Deus, sim — mas a matéria era má. Como Deus poderia criar a matéria, se Deus era bom?

    Então especulavam e diziam que Deus estava no ponto mais alto do universo, mas havia emanações de Deus — algo que saía de Deus. De estágio em estágio, essas coisas que emanavam de Deus se tornavam deuses menores, deuses menores, deuses menores.

    Como estavam cada vez mais distantes do próprio Deus, a natureza de Deus se tornava cada vez menor nelas. Finalmente, havia um deus que criara o mundo, que era mau. Isso é especulação.

    Em vez de enxergarem que Deus criou todas as coisas em Seu Filho, seguiam uma filosofia vã, uma espécie de gnosticismo — questionando o Criador e tentando explicar tudo com raciocínios humanos, apelando ao pensamento racional e lógico do homem.

    Isso parece lógico aos homens caídos: uma espécie de filosofia que tenta explicar o segredo do universo segundo a sabedoria do homem, e não segundo Cristo. Esse era um dos acréscimos.

    Legalismo e ascetismo

    Outro acréscimo era algo do legalismo judaico. Aqui encontramos: “Não toque. Não prove. Guarde o sábado e a lua nova. Não coma carne. Afaste-se disto e abstenha-se daquilo”.

    Sabemos que isso tinha alguma origem no judaísmo. Portanto, em outras palavras, não era apenas gnosticismo, como vemos na filosofia vã e enganosa, mas também uma espécie de legalismo que entrou por meio do judaísmo.

    A circuncisão: “Vocês precisam crer no Senhor Jesus, mas também precisam ser circuncidados para estarem completos. Precisam crer no Senhor Jesus, mas precisam se abster de carne. Há certas coisas nas quais não devem tocar e certas coisas que não devem fazer. Então serão perfeitos”.

    Assim, vemos que era algo acrescentado a Cristo: o legalismo.

    Ao mesmo tempo, porém, havia também um toque de ascetismo. “Vivam uma vida ascética. Há certas coisas das quais vocês precisam se abster. Precisam se submeter à disciplina. Precisam maltratar o corpo.”

    Toda a ideia por trás disso era que a matéria é má. Portanto, este corpo é mau; e, já que este corpo é mau, vocês precisam maltratá-lo para vencê-lo. Assim, uma espécie de ascetismo começou a se infiltrar na prática deles.

    Culto aos anjos e misticismo

    Curiosamente, encontramos outro acréscimo: o culto aos anjos. Era uma espécie de falsa humildade. “Vocês não podem adorar a Deus diretamente. Ele é tão transcendente. Portanto, precisam se aproximar de Deus passo a passo, por meio de diferentes mediadores.”

    Assim, vemos a introdução dessa questão do culto aos anjos. Como disse um comentarista, a expressão “segundo os elementos do mundo”, naquela época, se referia à astrologia. Eles acreditavam nas estrelas, na leitura dos astros, na adivinhação e em tudo isso.

    Astrologia, misticismo — vemos que era uma combinação de todo tipo de coisa. Às vezes pensamos: “Como essas coisas podem ser reunidas?”. Parecem opostas umas às outras e, no entanto, curiosamente, todas vêm da mesma fonte.

    Por virem todas da mesma fonte, embora parecessem opostas, uniam-se quando se tratava de se colocar contra Cristo.

    Portanto, aqui vemos o problema dos crentes de Colossos: aceitaram uma espécie de heresia colossense. Era uma combinação de gnosticismo e judaísmo, expressa na chamada filosofia, na especulação filosófica, no ascetismo, no culto aos anjos, na astrologia e no legalismo.

    Tudo isso foi combinado, e o resultado foi que eles foram desviados de Cristo para outra coisa.

    Cristo como Cabeça

    Em outras palavras, o problema deles era não enxergar Cristo como Ele é. Por não enxergarem Cristo como Ele é, deixaram de se apegar firmemente à Cabeça.

    Irmãos e irmãs, creio que a mensagem desta carta aos Colossenses é uma só: Contemplem Cristo e apeguem-se firmemente à Cabeça.

    Precisamos ver Cristo. Se realmente O virmos, então nos apegaremos firmemente a Ele como nossa Cabeça.

    Queridos irmãos e irmãs, embora esta carta tenha sido escrita há cerca de dois mil anos, ela é relevante para nós hoje? Temos o mesmo problema hoje?

    É verdade que talvez não tenhamos exatamente a mesma heresia. Talvez não tenhamos a chamada heresia colossense e, afinal, nem sequer sabemos exatamente o que era aquela heresia. Sabemos apenas que era uma combinação de todo tipo de coisa.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, não vemos que, ainda hoje, temos o mesmo problema que os crentes de Colossos tinham?

    No caso de alguns cristãos, o problema se parece mais com o dos crentes de Corinto. Entre o povo de Deus, há alguns que realmente não têm o coração voltado para o Senhor. São salvos, graças a Deus por isso, mas, além disso, não têm desejo de seguir o Senhor, buscar o Senhor ou fazer a vontade do Senhor.

    Querem apenas viver a própria vida e se divertir na terra. O problema deles é mais do tipo coríntio.

    Mas, graças a Deus, entre o povo de Deus hoje há muitos — não entre vocês — que são do tipo colossense. Agradecemos a Deus porque temos pessoas que realmente desejam prosseguir com o Senhor.

    Mas, por causa da ansiedade excessiva, caem em algumas armadilhas do inimigo. Pode ser o legalismo, que encontramos bastante entre os crentes hoje. Pode ser o formalismo ou os rituais. Pode ser o misticismo, o ascetismo, o intelectualismo ou a filosofia vã e enganosa.

    Queridos irmãos e irmãs, ainda hoje estamos expostos a perigos semelhantes. O inimigo faz de tudo para nos tirar Cristo. Se não puder nos tirar Cristo completamente, então tentará nos cegar com algo que, em essência, nos afasta de Cristo.

    Cristo mais alguma coisa. A sugestão é que Cristo não é suficiente para nós. Em outras palavras, Cristo é reduzido a algo menor do que realmente é.

    Irmãos e irmãs, consciente ou inconscientemente, estamos colocando Cristo abaixo daquilo que Ele é? Nós realmente O recebemos como Ele é?

    Ou nossos olhos estão sendo desviados Dele? Embora, no princípio, nossos olhos estivessem voltados para Ele, agora talvez já não estejam. Nossos olhos estão em algo além Dele.

    Durante todo esse tempo, talvez pensemos que isso serve apenas para nos completar ou aperfeiçoar. Pensamos que não nos afastamos de Cristo e, no entanto, na realidade, estamos envolvidos em coisas, pensamentos, conceitos e buscas que não são o próprio Cristo, em vez de enxergarmos que em Cristo está tudo.

    Por isso, realmente creio que os cristãos hoje precisam ser lembrados disso. Creio que o Espírito Santo anseia por nos lembrar: Contemplem Cristo.

    A plenitude de Cristo

    Precisamos de uma visão ampliada de Cristo. Essa visão ampliada de Cristo nos é dada nesta mesma carta aos Colossenses. Se realmente virmos Cristo em nosso espírito como Deus O vê, então, irmãos e irmãs, penso que será fácil nos apegarmos firmemente à Cabeça.

    A razão pela qual não nos apegamos firmemente à Cabeça é que vemos pouco da Cabeça. Por isso, nos apegamos a outra coisa como nossa cabeça. Mas, se realmente pudermos ver Cristo, então será fácil nos apegarmos firmemente à Cabeça.

    Nesta noite, gostaríamos de considerar juntos apenas um pensamento a respeito de Cristo: a plenitude de Cristo.

    Nesta pequena carta aos Colossenses, encontramos palavras como “cheios”, “pleno” e “plenitude”. Esta carta é uma carta de plenitude.

    Por exemplo, no primeiro capítulo, na oração que Paulo fez pelos santos, em Colossenses 1:9, ele disse:

    Não cessamos de orar e de pedir por vós, para que sejais cheios do pleno conhecimento da Sua vontade.

    Toda a questão é ser cheio. Não se trata apenas de saber se vocês têm Cristo ou não têm Cristo. Vocês creram em Cristo; vocês têm Cristo. Mas estão cheios Dele?

    Não se trata apenas de saber se vocês têm conhecimento da vontade de Deus. Talvez tenham algum conhecimento da vontade de Deus, mas têm o pleno conhecimento da vontade de Deus? É uma questão de ser cheio, ser pleno, ter plenitude, ser plenamente realizado.

    Isso é o que realmente está por trás desta carta. Ela nos mostra, em Colossenses 1:19:

    Porque aprouve a toda a plenitude habitar Nele.

    Aqui encontramos uma declaração — uma declaração eterna, uma declaração de um fato eterno. A declaração é esta: Em Cristo habita toda a plenitude.

    No original, não há a expressão “da Divindade” neste versículo. Em algumas versões, talvez vocês a encontrem entre parênteses. Em outras palavras, o original simplesmente diz que toda a plenitude habita Nele.

    Mas sabemos que, embora “da Divindade” não esteja no original de Colossenses 1:19, está em Colossenses 2:9:

    Porque Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade.

    Portanto, sabemos que, mesmo em Colossenses 1:19, quando se diz:

    Porque aprouve a toda a plenitude habitar Nele,

    essa plenitude se refere à plenitude da Divindade.

    Aprouve a toda a plenitude da Divindade, a toda a plenitude da Deidade, habitar Nele. Foi do agrado de Deus encher Cristo com a Sua plenitude.

    A palavra “habitar” significa estabelecer-se, permanecer ou, em linguagem simples, fazer morada. Aprouve a toda a plenitude da Divindade fazer sua morada em Cristo.

    Agora, vocês conseguem imaginar o que é essa plenitude?

    O bispo Lightfoot comenta isso, dizendo que a plenitude da Divindade designa a totalidade de todos os atributos, virtudes e energias divinos.

    Outro grande estudioso diz que a plenitude da Divindade é a gloriosa totalidade do divino — a gloriosa totalidade daquilo que Deus é.

    E Robert Govett diz que a plenitude da Divindade é a comunhão — isto é, o Pai e o Espírito — que Se agradou de residir no Filho.

    Então, o que é isso? Aqui encontramos toda a plenitude da Divindade: aquilo que Deus é. Tudo o que Deus é — não apenas algo de Deus, mas tudo de Deus, a totalidade de Deus, Seus atributos e Suas energias — tudo, sem deixar nada de fora, reside em Cristo.

    Porque toda a plenitude da Divindade reside em Cristo, Cristo é a plenitude de Deus. Ele é a plenitude de Deus.

    Irmãos e irmãs, não conseguimos imaginar o que é essa plenitude. De eternidade a eternidade, é um fato eterno que toda a plenitude da Divindade habita em Cristo, no Filho.

    Mas, então, encontramos em Colossenses 2:9 que toda a plenitude da Divindade habita Nele corporalmente. Por que se usa a palavra “corporalmente”?

    Isso nos comunica que, embora toda a plenitude da Divindade habite no Filho, um dia o Filho veio a esta terra. O Filho Se encarnou. A Palavra Se fez carne. Ele Se tornou homem.

    Mesmo quando Ele era homem, toda a plenitude da Divindade habitava Nele corporalmente.

    A encarnação do Filho eterno

    Em certo sentido, é verdade, como Filipenses 2 nos diz, que Ele, sendo igual a Deus, não considerou a igualdade com Deus algo a que devesse Se agarrar, mas esvaziou-Se e assumiu a forma de escravo, tornando-Se semelhante ao homem e sendo reconhecido em figura humana.

    Isso é verdade. Mas, queridos irmãos e irmãs, não cometam o erro de pensar que, ao Se esvaziar, Ele Se esvaziou da Sua Divindade. De maneira nenhuma. De maneira nenhuma.

    Ele Se esvaziou da glória, da posição e da honra ligadas ao fato de ser o Filho eterno no céu, esvaziando-Se para Se tornar um homem humilde. Mas, ainda assim, toda a plenitude da Divindade habita Nele.

    Todos os atributos de Deus, todas as virtudes de Deus, todas as energias de Deus — a gloriosa totalidade daquilo que Deus é —, o Pai e o Espírito, todos fizeram morada neste Homem chamado Jesus.

    Por que isso é tão importante? Porque, logo em Colossenses 2:10, encontramos:

    E estais completos Nele.

    Toda a plenitude da Divindade habita Nele. Ele é a plenitude de Deus. Mas, porque toda a plenitude da Divindade habita Nele corporalmente, Ele trouxe essa plenitude à terra.

    Por meio da Sua encarnação, da Sua morte, do Seu sepultamento e da Sua ressurreição, Ele tornou a plenitude da Divindade que está Nele disponível a nós hoje.

    Antes, ela estava Nele, mas agora, por meio da obra da Sua redenção, Ele trouxe essa plenitude até nós. Em outras palavras, essa plenitude está disponível, acessível e destinada a todos nós. A Bíblia diz que vocês foram feitos plenos Nele.

    É por isso que encontramos em Efésios 1:22-23 que Deus O constituiu Cabeça sobre todas as coisas para a igreja, que é o Seu corpo, a plenitude Daquele Que enche tudo em todos.

    Primeiro encontramos Cristo, a plenitude de Deus. Depois encontramos a igreja, a plenitude de Cristo. A plenitude de Deus em Cristo agora está disponível à Sua própria igreja. Por causa disso, a igreja se torna a plenitude de Cristo.

    Isso não é maravilhoso, irmãos e irmãs? Quando pensamos em toda a plenitude da Divindade em Cristo, isso é maravilhoso. Mas talvez pensemos: “Bem, é maravilhoso, mas o que isso tem a ver conosco?”.

    Talvez pensemos que só podemos adorá-Lo de longe, porque Ele é tão maravilhoso. Mas, irmãos e irmãs, quando vocês veem que toda a plenitude de Deus habita Nele corporalmente e que Ele trouxe essa plenitude até nós, então, Nele, estamos completos.

    Essa é a nossa posição em Cristo. Se vocês estão em Cristo, então essa é a porção de vocês. Quer tenham consciência disso ou não, é algo que precisamos alcançar na experiência, mas já lhes pertence.

    Não está escrito: “Vocês estarão completos Nele”. No que diz respeito à verdade eterna, vocês estão completos Nele. Toda a plenitude da Divindade em Cristo pertence a vocês, e vocês devem expressar a Sua plenitude.

    É claro que precisamos tomar posse daquilo que nos pertence. Precisamos entrar nessa realidade e experimentá-Lo cada vez mais, até nos tornarmos uma igreja gloriosa, sem ruga nem coisa semelhante, para sermos apresentados a Ele como Sua noiva.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, isto é o que Cristo é: a plenitude de Deus. Tudo o que vocês podem pensar a respeito de Deus está Nele. Deus está Nele, e vocês estão completos.

    Para dizer isso pelo lado negativo, fora Dele, Deus não tem mais nada a dar. Se vocês encontrarem alguma coisa fora Dele, ela não é de Deus. É do homem. É do mundo.

    Essa é a resposta. A resposta à heresia colossense é Cristo. Porque tudo está Nele, e vocês estão completos Nele, por que tentar acrescentar algo mais e ser desviados Dele?

    Contemplem Cristo e apeguem-se firmemente à Cabeça. Se vocês se apegarem firmemente à Cabeça, então experimentarão a Sua plenitude.

    A eternidade de Cristo

    Agora, talvez possamos ilustrar isso um pouco. Tudo o que podemos fazer é ilustrar, porque quem conhece a plenitude de Deus?

    Quando o apóstolo João escreveu o Evangelho de João, terminou dizendo que havia apenas ilustrado algo daquilo que Cristo fizera e dissera. Se fosse escrever tudo o que Cristo fez durante aqueles três anos, aproximadamente, nem o mundo inteiro poderia conter os livros.

    Irmãos e irmãs, é a mesma coisa. Não podemos descrever nem esgotar a plenitude da Divindade em Cristo. Nem mesmo numa mensagem podemos esgotar Cristo. Podemos apenas ilustrar um pouco.

    Quais são os atributos de Deus? Provavelmente, o primeiro atributo de Deus é a Sua eternidade. A eternidade de Deus é um atributo de Deus; é a natureza de Deus, aquilo que Deus é.

    Por exemplo, no Salmo 90, o salmo escrito por Moisés — muito provavelmente depois de conduzir os filhos de Israel pelo deserto, quando chegaram à fronteira da terra prometida, do outro lado do Jordão —, ele olhou para os anos passados e escreveu o Salmo 90.

    É um belo salmo. Em Salmos 90:2, ele diz:

    De eternidade a eternidade, Tu és Deus.

    De eternidade a eternidade, Tu és Deus. Em outras palavras, nosso Deus é o Eterno. Ele não tem princípio nem fim, porque Ele é o princípio, Ele é o fim e Ele é tudo o que há entre os dois.

    Nosso Deus é eterno. Porque Ele é eterno, não há mudança Nele. Vocês não podem pensar em Deus como alguém que progride, que passa de um nível para outro mais elevado. Não. Ele é o mesmo, eternamente o mesmo.

    Não há sombra, não há variação, não há mudança — eternamente o mesmo. Por causa disso, Ele é perfeito. Vocês conseguem pensar em Deus sendo aperfeiçoado? Não. Isso retiraria Dele a eternidade.

    O próprio atributo de Deus é que Ele é o Deus eterno. Ele é o mesmo. No Antigo Testamento, um dos nomes de Deus é “o Mesmo”, porque Ele nunca muda. Ele é a perfeição. Ele é o grande “EU SOU O QUE SOU”. Isso é o que Deus é.

    Agora, olhem para Cristo. Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. Na carta aos Colossenses, vemos que todas as coisas foram criadas Nele, por Ele e para Ele; e Ele é antes de todas as coisas.

    Antes que qualquer coisa existisse, Ele já estava lá: o Filho eterno de Deus. Isso é um mistério. Não sabemos como explicá-lo, mas sabemos, pela Palavra de Deus, que nosso Senhor Jesus é o Filho eterno de Deus.

    Mesmo quando nosso Senhor Jesus estava na terra, sabem o que Ele disse?

    Antes que Abraão existisse, EU SOU.

    Disseram-Lhe: “Tu não pareces ter cinquenta anos”. Na verdade, Ele tinha apenas trinta. Aí está a eternidade de Cristo.

    Mesmo quando Ele estava na terra como homem, toda a plenitude da Divindade habitava Nele corporalmente. Há eternidade Nele. Por causa disso, tudo o que Ele diz é eterno, e tudo o que Ele faz é eterno.

    Sua cruz é a cruz eterna. Sua redenção é a redenção eterna que encontramos no livro de Hebreus. Não há nada em Cristo que seja passageiro, fugaz ou temporário. Não. Tudo a respeito Dele é eterno.

    É por isso que, quando chegamos ao último capítulo de Hebreus, lemos que Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Essa é a eternidade de Cristo.

    Cristo como vida eterna

    Irmãos e irmãs, buscamos a vida eterna?

    Há um versículo no Antigo Testamento que diz que Deus fez todas as coisas belas no seu devido tempo, mas colocou a eternidade no coração do homem. Em outras palavras, no coração do homem há um desejo pela eternidade.

    Embora tenhamos sido criados neste corpo de pó, costumo dizer: “Somos pó e ao pó voltamos”. Isso é muito lógico, especialmente se é tudo o que sabemos. Mas não creio que esse tenha sido o propósito original de Deus.

    Embora este corpo seja feito de pó, Deus vai transformá-lo da mortalidade para a imortalidade. Por que é do pó ao pó? Por causa do pecado. Se não houvesse pecado, ele não simplesmente voltaria ao pó; o pó seria transformado em ouro, prata e pedras preciosas.

    Assim, vemos que no coração do homem sempre há um anseio pela eternidade. Mesmo que vocês vivam cem anos, ainda sentirão que foi pouco.

    Não é uma tragédia quando as pessoas chegam aos sessenta ou setenta anos, começam a acumular conhecimento e experiência suficientes na vida, e então se vão? A vida é interrompida. Por quê? Porque sabemos que fomos feitos não para o tempo, mas para a eternidade.

    É por isso que as pessoas sempre têm o anseio de buscar a eternidade. Mas onde vocês podem encontrar a eternidade? Não existe remédio que lhes dê a eternidade.

    Qin Shi Huang, o imperador que unificou a China antiga, procurou uma fórmula para a vida eterna. Foi enganado por um político chamado Xu Fu, que foi para o Japão. No entanto, hoje, o túmulo e o local de sepultamento daquele imperador foram escavados.

    Quando ele morreu, um exército inteiro foi sepultado com ele — não um exército inteiro de pessoas, mas estátuas de um exército inteiro. Onde vocês podem encontrar a eternidade?

    Irmãos e irmãs, vocês a encontram em Cristo. Toda a plenitude da Divindade habita Nele corporalmente, e vocês estão completos Nele.

    Quem tem o Filho tem a vida.

    Quem crê no Filho tem a vida eterna.

    Ó irmãos e irmãs, vocês veem que é da Sua plenitude que recebemos? A plenitude Dele se torna nossa.

    Na carta aos Colossenses, vemos que Ele não apenas nos deu a vida eterna, mas Ele é a nossa vida. Em Colossenses 3, Cristo é a nossa vida.

    Ó irmãos e irmãs, não pensem na vida eterna como algo separado de Cristo. Nem sequer pensem na vida eterna como um presente de Cristo. Pensem na vida eterna como o próprio Cristo sendo dado a vocês.

    Porque Cristo é a vida de vocês, o que recebem não é apenas um presente de vida eterna, uma apólice de seguro para irem ao céu. O que recebem é uma Pessoa. É Cristo. Esse Cristo é a vida de vocês hoje e para sempre.

    Muitos podem testemunhar que, quando veem Cristo como sua vida, isso transforma toda a sua vida. Por quê? Porque não é uma questão de “Não toque, não prove”. Não é uma questão de “Afaste-se disto, afaste-se daquilo”. Não é uma questão de circuncisão, de conhecimento ou de conhecimento secreto. É uma questão de Cristo.

    Cristo é a vida de vocês. E então? Deixem Cristo viver. Vocês não precisam lutar e se esforçar como se tivessem de conseguir por si mesmos. Não conseguirão. Mas Cristo em vocês é a esperança da glória.

    Vocês querem glória? A glória já está ali, mas deixem Cristo viver. Saiam do caminho. Vocês morreram com Ele, foram sepultados com Ele e ressuscitaram com Ele. Já não são vocês; é Cristo Quem vive em vocês.

    Ele é a vida de vocês. Se Ele é a vida de vocês, Ele é o seu tudo. Ele é tudo. Vocês são libertos de todas essas coisas que não são Cristo, como se essas outras coisas pudessem torná-los perfeitos. Vocês estão completos.

    A sabedoria, a presença e o poder de Cristo

    Aqui está outra ilustração. Quando pensamos em Deus, imediatamente pensamos que Ele é onisciente, onipotente e onipresente. Em outras palavras, Ele tem toda a sabedoria, está em toda parte e tem todo o poder. Isso é o que Deus é.

    Amo o Salmo 139. Davi escreveu esse salmo. Não temos tempo para examiná-lo, mas, se vocês lerem esse belo salmo, encontrarão estas palavras:

    Tu conheces o meu assentar e o meu levantar;
    de longe entendes o meu pensamento.
    Para onde me irei do Teu Espírito?
    Ou para onde fugirei da Tua presença?
    Se subir ao céu, Tu aí estás:
    se fizer no Sheol a minha cama, eis que Tu ali estás.
    Eu Te louvarei, porque de modo temível e maravilhoso fui formado:
    maravilhosas são as Tuas obras;
    e a minha alma o sabe muito bem.

    Aqui encontramos a onisciência de Deus: Ele sabe tudo. A onipresença de Deus: Ele está em toda parte. A onipotência de Deus: Ele tem todo o poder. Esses são os atributos de Deus, a plenitude de Deus; e a plenitude de Deus habita em Cristo corporalmente.

    Se vocês lerem o Evangelho segundo João, encontrarão algo muito marcante. Ele diz que ninguém precisava informar-Lhe coisa alguma, porque Ele sabia. Muitos criam Nele, mas Ele não Se confiava a eles, porque sabia o que havia neles.

    Nosso conhecimento vem das informações que recebemos, mas o conhecimento Dele é intuitivo e direto. Ele sabe. Ele sonda o íntimo, e tudo está descoberto diante Dele. Ele conhece os próprios pensamentos de vocês. Quando os discípulos estavam pensando em alguma coisa, o Senhor sabia.

    Ele sabe tudo. Conhece vocês e a mim mais do que nós mesmos nos conhecemos. Não conhecemos a nós mesmos. Sendo assim, por que não confiar Nele?

    Outra declaração marcante do Senhor está em João 3. Ele disse que ninguém subiu ao céu, senão Aquele Que desceu do céu, e que, mesmo estando na terra, Ele estava no céu. Ele está em toda parte.

    Embora, em certo sentido, por estar neste corpo, quando Ele estava na Judeia não estivesse na Galileia, em outro sentido Ele estava em toda parte. Depois da Sua ressurreição, Ele disse:

    Eis que Eu estou convosco todos os dias.

    Por quê? Por causa da presença do Senhor com vocês. Ele está com vocês. Ele está em toda parte. Ele tem todo o poder.

    Não há nada impossível. Queridos irmãos e irmãs, toda a plenitude da Divindade habita Nele corporalmente, e vocês estão completos Nele.

    Toda a Sua sabedoria deve hoje ser manifestada aos principados e às autoridades por meio da igreja. Seu poder deve hoje se aperfeiçoar em nossa fraqueza. Ele disse:

    Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles.

    Estamos completos Nele.

    Queridos irmãos e irmãs, se tivermos consciência da Sua onipotência, onipresença e onisciência, então nossa vida será muito diferente — individual e coletivamente.

    Não tentaremos fugir Dele. Não tentaremos esconder nada Dele. Seremos muito abertos e sinceros com Ele, porque, de qualquer maneira, Ele já sabe. Então confiaremos mais Nele.

    Aprenderemos a viver pela fé, e não pelos sentimentos nem pelo que vemos. Estamos completos Nele.

    Cristo como amor e luz

    Talvez mais uma ilustração, e então vou parar, porque já falei demais.

    Vocês não podem pensar em Deus sem pensar em amor e luz. Deus é amor. Deus é luz.

    Deus não ama porque algo fora Dele O faz amar. Deus ama porque Ele é amor. Ele não pode deixar de amar. Tudo o que faz é por amor.

    O Deus do Antigo Testamento é o mesmo Deus que encontramos no Novo Testamento. Algumas pessoas pensam que o Deus do Antigo Testamento é um Deus de vingança, enquanto o Deus do Novo Testamento é um Deus de amor. Isso não está certo. Isso não é verdade. Deus é o mesmo.

    Mesmo no juízo, é amor. Em amor, Ele julga, porque ama a Sua era. Amor.

    Olhem para Cristo, irmãos e irmãs. Nós nos lembramos de João 3:16:

    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

    Mas nos lembramos de 1 João 3:16?

    Nisto conhecemos o amor: que Ele deu a Sua vida por nós.

    Cristo é amor. A plenitude da Divindade habita Nele corporalmente, e estamos completos Nele.

    Agora, irmãos e irmãs, nós não temos amor. Não pensem que vocês têm amor. Nosso problema é que pensamos que amamos. Esse é o nosso problema. Esse era o problema de Pedro. Ele pensava que amava tanto o Senhor que estava disposto a morrer com o Senhor. Bem, esperem até ele encontrar aquela jovem criada.

    Então descobriu que não tinha amor. Mas, irmãos e irmãs, isso não significa que, por não termos amor, não possamos amar. Não, podemos amar porque temos amor, sim. Por quê? Porque Cristo é amor.

    Ele em vocês é amor. Se vocês simplesmente olharem para Ele, serão capazes de amar aqueles que não conseguem amar. É por isso que Ele nos ordena amar uns aos outros como Ele nos amou.

    Nosso amor é muito seletivo. Escolhemos a quem amamos. Mas vemos que Ele nos ama. Portanto, amemos uns aos outros.

    Deus é luz. Nele não há treva alguma. Quando o Senhor estava na terra, Ele disse:

    Eu sou a luz do mundo. Quem Me segue não andará em trevas.

    Ó irmãos e irmãs, que vida transparente nosso Senhor Jesus viveu, porque Ele é inteiramente luz. Não há trevas, não há sombra, não há variação.

    Se tentarmos viver por nós mesmos, irmãos e irmãs, haverá tantas sombras e tantas trevas. Mas, Nele, vocês estão completos.

    Nele, somos capazes de viver uma vida que brilha, para que a radiância do evangelho de Jesus Cristo não seja impedida por nós.

    Assim, vocês veem como é maravilhoso descobrir o Cristo que temos. Toda a plenitude da Divindade habita Nele corporalmente, e estamos completos Nele.

    A suficiência de Cristo

    Irmãos e irmãs, se os crentes de Colossos tivessem visto isso, não teriam necessidade de filosofia vã, ascetismo, legalismo, culto aos anjos ou misticismo. Não precisavam de todas essas coisas.

    Irmãos e irmãs, conhecemos essas coisas? Não conhecemos. Não conhecemos. Nosso problema hoje é que perdemos Cristo de vista.

    Ó, que sejamos cheios de uma visão de Cristo e vejamos que Deus O constituiu Cabeça sobre todas as coisas para a igreja, que é o Seu corpo, a plenitude Daquele Que enche tudo em todos. Em Cristo, isso é verdade.

    Querido Pai celestial, nós Te louvamos e agradecemos porque foi do Teu agrado colocar no Teu Filho toda a plenitude daquilo que Tu és.

    Isso não é verdade apenas na eternidade passada, mas é verdade também hoje, porque a Tua plenitude habita Nele corporalmente. Ó, como Te louvamos e agradecemos porque, sendo isso verdade a respeito do Deus eterno, é sempre verdade.

    Pai celestial, nós Te agradecemos porque isso não é verdade apenas Nele, mas, por meio Dele, é verdade em nós. Ó, que isso se torne cada vez mais real para nós.

    Oramos para que fixes nosso olhar no Teu Filho, para que encontremos Nele toda a suficiência; para que não nos afastemos Dele; para que não sejamos encontrados buscando outras coisas ou sendo cheios de coisas que não sejam o próprio Deus.

    Ó Senhor, tudo o que precisamos é de Ti mesmo, e a Ti voltamos, em nome do nosso Senhor Jesus.