Por favor, abram em Tito. Tito, capítulo 1.
Começamos em Tito 1:10:
Porque há muitos insubordinados, faladores vãos e enganadores, especialmente os da circuncisão; aos quais é preciso tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância. Um dentre eles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, feras malignas, glutões ociosos. Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé; não dando ouvidos a fábulas judaicas, nem a mandamentos de homens que se desviam da verdade. Todas as coisas são puras para os puros; mas, para os contaminados e incrédulos, nada é puro; antes, tanto a sua mente como a sua consciência estão contaminadas. Confessam que conhecem a Deus, mas negam-No pelas suas obras, sendo abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.
Também Tito 3:10-11:
Ao homem faccioso, depois da primeira e da segunda admoestação, rejeita; sabendo que tal homem está pervertido e peca, estando condenado por si mesmo.
Mencionamos anteriormente que esse mesmo Tito era uma pessoa bem disciplinada pelo Senhor, com um caráter cristão sólido. Sendo assim, ele estava em condições de ser usado por Deus para ajudar a resolver problemas difíceis.
Paulo o deixou em Creta para colocar a casa de Deus em ordem. Nesta carta a Tito, encontramos pelo menos quatro áreas essenciais que precisam ser tratadas para colocar a casa de Deus em ordem. Em outras palavras, se qualquer uma dessas quatro áreas não for tratada, a casa não estará em ordem. Elas são igualmente importantes; nenhuma delas pode faltar na edificação da casa de Deus.
Ontem à noite, mencionamos a primeira questão: a liderança. A liderança precisa ser levantada, reconhecida e estabelecida para que a casa de Deus seja colocada em ordem.
Nesta noite, gostaríamos de abordar a segunda área, conforme encontramos neste livro de Tito: a disciplina.
Receio que, quando mencionamos a palavra disciplina, haja algum tipo de reação dentro de nós. Pensamos que ser livre significa estar livre da disciplina. Mas, na verdade, somos libertos para sermos disciplinados.
Uma pessoa que não é disciplinada é uma pessoa escravizada. Mas uma pessoa disciplinada é livre. Por quê? Porque ela é livre para não fazer o que não deve fazer e é capaz de fazer o que deve fazer. Ela é realmente livre.
Disciplina é uma palavra muito mal compreendida, e o ato de disciplinar tem sido muito utilizado de maneira abusiva. Por causa disso, parece que, entre o povo de Deus, temos certo temor natural em relação a essa questão da disciplina.
Mas permitam-me dizer isto desde o início: uma pessoa indisciplinada não é uma pessoa madura. Somente a disciplina desenvolve o caráter. Somente uma pessoa que está sob disciplina está em condições de ser usada por Deus.
Isso não é verdade apenas individualmente, mas também em relação à igreja. Se não há ordem, não há testemunho. Mas, sem disciplina, não pode haver ordem. Assim, podemos dizer que uma igreja sem disciplina não é igreja. Não há a realidade da igreja enquanto não houver a realidade da disciplina.
Se vocês forem ao livro de Provérbios, encontrarão esse livro de sabedoria repleto de passagens sobre a questão da disciplina. São usadas palavras diferentes: instrução, admoestação, repreensão, castigo, correção e vara. Mas, quando reunimos essas coisas, vemos, basicamente, uma única realidade.
Por exemplo, abram em Provérbios 3:11-12:
Filho meu, não desprezes a disciplina do Senhor; nem te enfades da Sua repreensão: porque o Senhor repreende a quem ama; assim como o pai ao filho em quem se deleita.
Não desprezes a disciplina do Senhor; nem te enfades da Sua repreensão.
Essas palavras nos transmitem a ideia de disciplina, e sabemos que esses dois versículos são citados em Hebreus.
Provérbios 6:23 diz:
Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da instrução são o caminho da vida.
As repreensões da instrução — isto é, a disciplina — são o caminho da vida.
Provérbios 12:1 diz:
Quem ama a correção ama o conhecimento; mas quem odeia a repreensão é embrutecido.
Creio que isso está muito claro.
Provérbios 13:24 é um versículo que, creio, a maioria dos pais conhece:
O que poupa a sua vara odeia a seu filho; mas o que o ama, a seu tempo o disciplina.
Há muitos outros versículos que vocês podem encontrar no livro de Provérbios mostrando como a disciplina é importante em nossa vida.
Talvez vocês não gostem de usar a palavra disciplina ou castigo, mas, na verdade, essa palavra significa educação de uma criança — o treinamento de uma criança. Portanto, há instrução, há disciplina, há castigo e há correção.
Pode haver correção por palavras — admoestação e advertência — ou correção por ações. Mas vocês percebem que, sem disciplina, sem treinamento, uma criança nunca poderá tornar-se um homem ou uma mulher adulta. A disciplina é indispensável.
Isso não é verdade apenas na esfera natural; também é verdade espiritualmente. Qualquer filho de Deus que odeie a disciplina tentará escapar dela. Talvez você não sofra naquele momento, mas descobrirá que não conseguirá alcançar a maturidade. O caráter espiritual nunca será edificado sem disciplina.
Em Hebreus 12, lemos que nosso Deus é nosso Pai, que nos trata como filhos, e não como bastardos. Por isso, Ele nos corrige; Ele nos disciplina; Ele é Quem nos treina, para que nos tornemos participantes da Sua natureza divina, da Sua justiça e da Sua santidade.
Individualmente e espiritualmente, precisamos de disciplina. Graças a Deus, Ele sabe como nos disciplinar e quando nos disciplinar. Ele nos disciplina pelo Seu Espírito.
Às vezes, usamos a expressão “a disciplina do Espírito Santo”. Ela não está na Bíblia, mas essa expressão comunica uma realidade. Às vezes, o Espírito Santo organiza nossas circunstâncias de tal maneira que sejamos disciplinados, que sejamos treinados.
Mas nosso problema é este: nosso Pai sabe como e quando nos disciplinar; o Espírito Santo organiza nossas circunstâncias e nos dá ocasiões e oportunidades de sermos disciplinados. Porém, às vezes, desprezamos a disciplina de Deus. Às vezes, desfalecemos sob a Sua disciplina. Esse é o nosso problema. Contudo, ela é necessária.
Naturalmente, nesta noite, não pretendemos falar sobre disciplina pessoal. Falaremos sobre a disciplina na casa de Deus.
Se a disciplina é tão necessária e essencial ao nosso crescimento espiritual e à formação do nosso caráter espiritual, então, quando reunimos o povo de Deus, desejamos que essas pedras vivas sejam edificadas como uma casa espiritual, uma santa habitação de Deus.
Vocês percebem imediatamente a importância da disciplina na casa de Deus. Se não houver disciplina, como a casa de Deus poderá ser edificada? Como a casa de Deus poderá ser colocada em ordem?
Vejam a igreja em Corinto. Eles eram ricos em conhecimento e em dons, mas aquela igreja era muito lenta em exercer disciplina.
Eram tão liberais. Consideravam-se tão amorosos. Quando havia alguém no meio deles que cometera algo que nem sequer se via no mundo, eles não tratavam com o irmão que havia pecado. Agiam como se nada tivesse acontecido. Provavelmente, até se orgulhavam de como tinham a mente aberta.
Havia uma completa falta de disciplina. O apóstolo Paulo não estava em Corinto, mas, quando ouviu essas coisas, foi movido pelo Espírito Santo a escrever-lhes.
“Vocês precisam tratar com essa pessoa.”
Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa? Limpai o fermento velho, para que sejais sem fermento diante de Deus.
Como é importante que a igreja tenha disciplina.
Especialmente no caso das igrejas na ilha de Creta, a disciplina era necessária. Por quê? Porque vocês descobrem que esses cretenses, em suas características naturais, eram mentirosos por natureza, ferozes, impiedosos, preguiçosos e glutões. Essas eram as características naturais dos cretenses.
Além disso, havia aqueles judaizantes no meio deles, ensinando-lhes coisas que não deveriam ser ensinadas.
Há uma diferença aqui. Quando Paulo viajava pela Ásia Menor e por outros lugares, antes de ser preso, esses judaizantes sempre lhe causavam problemas. Aonde quer que ele fosse, eles o seguiam e tentavam confundir o evangelho que ele pregava.
Mas, naqueles dias, esses judaizantes eram seguidores rigorosos do judaísmo. Em outras palavras, davam grande ênfase à circuncisão e à observância da lei. Eram judeus rigorosos. Eram cristãos, mas ainda queriam misturar judaísmo e cristianismo — judaizar o cristianismo. Essas eram as pessoas que Paulo enfrentava.
Mas aqui era diferente: outra espécie, outro tipo de judaizante. Também falavam sobre a circuncisão, é verdade, mas não eram pessoas que observavam rigorosamente a lei. Na verdade, envolviam-se com fábulas judaicas, mandamentos de homens, tradições e coisas semelhantes. Em outras palavras, eram de um tipo pior do que aqueles que Paulo havia enfrentado anteriormente.
Misturavam essas coisas com filosofia pagã, misticismo — um pouco de misticismo — e especulações, envolvendo-se com genealogias e todas essas coisas diversas. Seu problema era agravado pelas características do seu povo, pelas tradições humanas judaicas e pelas formas iniciais de especulação gnóstica: eram enganadores da mente das pessoas, envolvidos em raciocínios humanos.
Essas coisas se somavam, e não é de admirar que encontrássemos nessas igrejas muitos insubordinados, faladores vãos — muitos falsos profetas e muitos falsos mestres. Ensinavam coisas que não deveriam ser ensinadas, e por torpe ganância: talvez para obter lucro financeiro, fama, popularidade ou seguidores.
Esses eram problemas reais nas igrejas em Creta. Eles dividiam o povo de Deus. Afastavam as pessoas da verdade. As igrejas em Creta estavam em desordem e em caos. Era um grande problema.
Não só isso: quando chegamos a Tito 3, encontramos Paulo falando de um homem herético. Que tipo de homem é um homem herético?
A palavra heresia, no princípio, significava algo um pouco diferente do que significa hoje. Hoje, quando dizemos que algo é heresia, queremos dizer que uma pessoa ensina algo falso ou uma falsa doutrina. Isso é heresia.
Mas, no princípio, a palavra heresia significava simplesmente aquilo que alguém escolhe para si — uma opinião, apenas uma opinião. A partir disso, passou a designar uma escola de pensamento: um conjunto de pessoas que sustentam determinadas opiniões. Depois, passou a significar uma seita.
Agora, a palavra adquiriu um sentido negativo. Significa que, sem justificativa, as pessoas se apegam a certas opiniões para dividir o povo de Deus. Isso caracteriza um homem herético.
Um homem herético se apega a algumas opiniões próprias e, sem nenhuma justificativa, torna-se faccioso, dividindo o povo de Deus. No caso de Creta, eram pessoas que se apegavam a fábulas judaicas, mandamentos de homens e argumentos e especulações gnósticas. Misturavam todas essas coisas, afastavam as pessoas da verdade, dividiam o povo de Deus e desagregavam a casa de Deus. Essas são pessoas heréticas.
Portanto, em Creta encontramos um problema real na área da disciplina.
Especialmente nesta carta a Tito, vemos que a instrução de Paulo a Tito enfatiza muito a disciplina — uma disciplina rigorosa. O que Paulo diz?
Há muitos insubordinados, faladores vãos e enganadores da mente das pessoas.
Como vocês vão tratar com essas pessoas? Ele diz:
É preciso tapar-lhes a boca.
A expressão tapar a boca significa que a boca dessas pessoas precisa ser refreada. São palavras muito fortes.
Suponham que alguém venha e tente ensinar coisas vãs ou apenas especular sobre alguns assuntos. Vocês acham que nos levantaríamos para tapar-lhe a boca?
Como diz um irmão, não existe liberdade para falar coisas que induzam ao erro. Sim, deve haver liberdade, é verdade. Se o Senhor lhe dá algo para compartilhar, você tem liberdade para compartilhar. Mas não existe liberdade para falar coisas que induzam ao erro.
É preciso tapar-lhes a boca. Palavras fortes. Paulo usa palavras fortes o tempo todo. Ele diz que tais pessoas devem ser repreendidas severamente. Essa é uma palavra forte. Não só repreender é uma palavra forte, mas ele diz:
Repreende-os severamente.
Será que faríamos isso? Depois, ele fala de “um homem herético” — sim, ele deve ser advertido uma e duas vezes —, mas, se não ouvir a advertência, não tenham mais nada com ele. Em outras palavras, não mantenham relação com ele.
Essa é uma disciplina muito rigorosa. Por quê? Porque a situação das igrejas em Creta exigia disciplina rigorosa, em favor da edificação da casa de Deus.
Não era por nenhum motivo egoísta, mas em favor da unidade do corpo de Cristo e para impedir que o povo de Deus fosse afastado da verdade. Era necessário aplicar disciplina rigorosa.
Tito era a pessoa certa no lugar certo. Uma pessoa indisciplinada não está apta a exercer disciplina. Mesmo que tente, ninguém ouvirá; não será eficaz.
Mas aqui encontramos um jovem que era uma pessoa altamente disciplinada. Por isso, estava em condições de exercer disciplina.
Naturalmente, os presbíteros que seriam levantados depois seriam as pessoas que exerceriam disciplina na igreja. Por isso, vemos como eles mesmos precisavam ser altamente disciplinados. Nas qualificações dos presbíteros, encontramos que precisavam ser sensatos, justos, piedosos e temperantes. Precisavam ter domínio próprio — ser altamente disciplinados.
Se eles mesmos não forem disciplinados, como poderão disciplinar os desordeiros? Aqueles que ocupam posições de liderança precisam exercer disciplina, e é por isso que nós mesmos devemos ser disciplinados.
Não há nenhuma pessoa perfeita no mundo, exceto nosso Senhor Jesus. Como não somos perfeitos, precisamos de disciplina.
Não há nenhuma igreja perfeita no mundo. Algumas pessoas estão procurando uma igreja perfeita; já conheci algumas. Como não conseguem encontrar uma igreja perfeita, nunca se comprometem com nada. Como diz um irmão, são todas borboletas — borboletas espirituais.
Não há nenhuma igreja perfeita na terra. E, como não há nenhuma igreja perfeita na terra, sempre há necessidade de disciplina.
Talvez a situação não seja tão ruim quanto a das igrejas em Creta, ou talvez seja pior. Mas, em toda igreja, mais cedo ou mais tarde, entre o povo de Deus, sempre que o povo de Deus se reunir, essa questão da disciplina precisará ser enfrentada.
Como vocês vão tratar essa questão da disciplina? Vão simplesmente ignorá-la por completo e deixar que as coisas sigam seu curso? Se fizerem isso, a igreja ficará em desordem. Não crescerá. Haverá problemas.
Mas suponham que vocês tratem disso de maneira drástica, sem o espírito correto ou sem a maneira correta. Poderão dividir a igreja. Poderão causar problemas. É um problema real na edificação da casa de Deus.
Por um lado, sem disciplina não haverá ordem, e, sem ordem, não haverá testemunho nem a realidade da igreja. Mas, por outro lado, essa questão da disciplina é tão delicada e difícil que, às vezes, realmente temos medo dela — especialmente aqueles que conhecem o Senhor, que sabem o que é disciplina e que foram disciplinados pelo Senhor. Muitas vezes, eles relutam bastante em exercer disciplina.
Permitam-me ler algo escrito por J. N. Darby sobre essa questão da disciplina. Ele disse:
Devemos lembrar-nos do que somos em nós mesmos quando falamos sobre exercer disciplina. É algo extraordinariamente solene quando reflito que sou um pobre pecador, salvo pela misericórdia, aceito somente em Jesus Cristo e, em mim mesmo, vil. Evidentemente, é algo temível tomar a disciplina em minhas mãos. Quem pode julgar, senão Deus? Esse é o meu primeiro pensamento.
Somente uma coisa me faz superar esse sentimento: a prerrogativa do amor. Quando o amor está realmente em ação, não se importa com nada além de alcançar seu objetivo. Embora a questão da conduta envolva a justiça, o que realmente está em ação é o amor — o amor em exercício para assegurar, a qualquer custo de sofrimento para si mesmo, a bênção da santidade na igreja. Não se trata, de maneira alguma, de uma posição de superioridade.
Creio que esse é o espírito correto ao nos aproximarmos dessa questão da disciplina. Quem somos nós? Se realmente conhecemos a nós mesmos, somos pobres pecadores salvos pela graça.
Podemos permanecer diante de Deus porque estamos revestidos de Jesus Cristo, nossa justiça. Se formos deixados por nossa própria conta, estamos nus; somos vis. Pensem bem: nós, pobres pecadores, tomarmos a disciplina em nossas mãos é algo temível.
Darby disse: “Não consigo superar isso. Como eu poderia disciplinar alguém? Como eu poderia exercer disciplina?” Ele disse que a única coisa que o faz superar isso é a prerrogativa do amor.
Quando você está cheio de amor, seu amor pelos irmãos é tal que você está disposto a passar por um processo doloroso para alcançar aquele irmão e restaurá-lo. Essa é a única razão pela qual podemos exercer disciplina.
Ao chegarmos a essa questão da disciplina, há três estágios diferentes. De acordo com a Palavra de Deus, parece que a disciplina entre o povo de Deus é de três tipos diferentes.
O primeiro tipo de disciplina que encontramos nas Escrituras é o que ocorre no relacionamento fraternal.
Abram em Mateus 18. Creio que todos conhecemos essa passagem. Mateus 18:15-17 diz:
E, se teu irmão pecar contra ti, vai e mostra-lhe a sua falta entre ti e ele somente: se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mas, se não te ouvir, leva contigo mais um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. E, se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, seja ele para ti como o gentio e o publicano.
O Senhor diz:
Se teu irmão pecar contra ti.
Naturalmente, sabemos que isso acontece em uma assembleia local. Onde dois ou três estão reunidos, esses irmãos estão juntos. Estando juntos, em tão estreita proximidade e relacionamento, sendo membros uns dos outros, há muitas oportunidades para que um peque contra o outro.
É como Pedro e seu irmão André. Aqui encontramos dois irmãos, André e Pedro. Como eram irmãos segundo a carne, conviviam muito um com o outro.
Inevitavelmente, um pecava contra o outro, e o outro pecava contra o primeiro. Vemos que André não reclamou ao Senhor, mas Pedro reclamou. Pedro foi ao Senhor e começou a reclamar.
Ele disse: “Senhor, meu irmão peca contra mim sete vezes, e eu o perdoo”. Para Pedro, isso era uma grande realização. Ele era uma pessoa de temperamento impetuoso, impulsiva. Para uma pessoa impulsiva, suportar, ser paciente e não explodir imediatamente é uma grande conquista.
Quando Pedro foi ao Senhor e reclamou, na verdade estava bastante satisfeito consigo mesmo. Disse: “Meu irmão peca contra mim sete vezes, e eu o perdoo. Mas, Senhor, deveria haver um limite. Sete vezes são suficientes?”
Creio que ele esperava que o Senhor dissesse: “Muito bem, Pedro”.
Há uma coisa sobre a qual sempre me pergunto. Pedro reclamou que seu irmão pecava contra ele, mas sempre me pergunto quem pecava contra quem. André era uma pessoa muito cuidadosa. Era muito observador, até mesmo nas coisas bem pequenas.
Vocês se lembram de quando havia cinco mil homens, além de mulheres e crianças — talvez mais de dez mil pessoas —, e o Senhor disse a todos os Seus discípulos:
Dai-lhes de comer.
Os discípulos disseram: “Não temos nada”. Mas André deu um passo à frente e disse:
Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixes.
Como ele era observador.
Ele devia ser uma pessoa muito cuidadosa, muito observadora. Normalmente, quando se coloca uma pessoa assim junto de Pedro, que era impetuoso, impulsivo e rude, quem peca contra quem?
Talvez Pedro tenha pecado contra André e pensado que era André quem havia pecado contra ele. Muito provavelmente era isso. Em geral, é quem peca contra o outro que reclama.
Irmãos e irmãs, o Senhor nos colocou juntos. Se pudéssemos manter certa distância de nosso irmão ou de nossa irmã, poderíamos viver com muito mais tranquilidade. Mas a igreja nunca seria edificada.
Deus nos colocou juntos como membros de um só corpo. Deus colocou dois ou três no mesmo lugar, reunidos no nome do Senhor. Estando juntos, haverá muitas oportunidades para alguém pecar contra o outro, pisar no outro ou ofender o outro — muitas oportunidades.
Quando essas coisas acontecem, o que vocês fazem?
Segundo a lei, é olho por olho. Se seu irmão lhe arrancar um olho, você arranca o olho dele — olho por olho, segundo a lei. Mas somos irmãos; então, o que vocês fazem?
Provavelmente, a maioria de nós diria: “Está bem. Infelizmente, somos irmãos. Não posso me vingar; então, o que fazer? Está bem, tenho de suportar, quer queira, quer não. O Senhor diz que não são sete vezes, mas setenta vezes sete; então, não tenho saída. Tenho de suportar”.
Infelizmente, talvez você não se esqueça disso. Você diz: “Bem, eu perdoo”. Mas, se não consegue esquecer, seu perdão vem do coração?
O Senhor diz que, se vocês não perdoarem de coração, Ele não os perdoará. Recentemente, eu estava meditando nessa oração que chamamos de Pai-Nosso:
Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores.
Se vocês realmente souberem o que isso significa, provavelmente não ousarão fazer essa oração.
Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.
Conta-se que, quando G. Campbell Morgan falou sobre isso, uma senhora lhe escreveu uma carta. Ela disse: “Isso está certo? Esta é a minha prática: quando faço essa oração, mudo um pouquinho. Oro: ‘Perdoa-nos as nossas dívidas, e nós perdoaremos aos nossos devedores’”.
Naturalmente, Campbell Morgan respondeu por carta: “A senhora não pode fazer isso”.
Pensem bem:
Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.
Em outras palavras, se não perdoarmos de coração, o Senhor explica que Ele não nos perdoará.
Essa não é a oração de um pecador. A oração de um pecador é: “Senhor, perdoa”, e Ele perdoa. Essa é a oração de um pecador. Mas esta é a oração da igreja.
Depois de termos nossos pecados perdoados, devemos ter a natureza e o caráter de nosso Senhor. Isto é, perdoamos de coração aqueles que pecam contra nós. Com base nisso, Ele nos perdoa.
Isso é muito importante — muito importante. Pedro foi ao Senhor e disse: “Eu o perdoo sete vezes”. Quando vocês se lembram das ofensas e as contam, pergunto-me quanto perdão há nisso. Se você perdoa, você esquece.
Mas o Senhor diz: “Não, setenta vezes sete”. Você não deve apenas perdoar e esquecer que ele lhe fez mal; o Senhor vai um passo além. Ele diz:
Se teu irmão pecar contra ti, vai a ele. Mostra-lhe onde ele errou contra ti.
Se um irmão pecar contra mim, o melhor que eu faria seria dizer: “Está bem, vou simplesmente deixar isso passar”. Se não falar contra ele nem falar pelas costas, sinto que fui muito vitorioso. Mas o Senhor diz: “Não”.
Há disciplina envolvida. Vocês veem como a igreja de Deus não exerce disciplina. Se seu irmão pecar contra você — a questão não é você pecar contra seu irmão. Se você pecar contra seu irmão, sem dúvida deve ir a ele e pedir desculpas. Mas, se seu irmão pecar contra você, o que você faz? Espera que ele venha pedir desculpas?
Mas o Senhor diz que não. Se você esperar que ele venha pedir desculpas, ele está em trevas. Ele não fará isso. Mas você está na luz. Portanto, você vai. Você vai como irmão.
Quando você vai, isso significa que já o perdoou completamente. Você não vai com espírito de vingança nem para provar que está com a razão. Não, você vai com espírito de amor. Você deve ter orado por ele.
“Esse irmão pecou contra mim. É verdade que sofro, mas isso não é nada. Estou disposto a sofrer pelo meu irmão. Mas, quando penso que meu irmão está em trevas — sua comunhão com o Senhor foi prejudicada, e sua comunhão com os irmãos e irmãs foi prejudicada —, que perda meu irmão está sofrendo agora. Tenho de ir e restaurá-lo.”
Vocês sabem, isso é difícil.
A primeira disciplina que precisa ser exercida entre o povo de Deus é a disciplina fraternal. Você disciplina como irmão.
Como você é disciplinado pelo Senhor, tem a responsabilidade de disciplinar seu irmão. Disciplinar não significa ir e dizer: “Ora, irmão, você não sabe que fez algo errado contra mim?” Nada disso.
Em vez disso, vá e procure corrigi-lo — não por sua própria causa, mas para o bem dele —, mostrando que ele fez algo errado e que isso prejudicará sua vida com o Senhor, sua vida com o povo de Deus e sua vida com você como irmãos. Há algo no caminho que impede a edificação da casa de Deus.
Portanto, você vai em amor e procura restaurar seu irmão. A disciplina sempre visa à restauração. A disciplina nunca é exercida com a finalidade de punir.
Quando Deus nos disciplina, Ele não está querendo nos punir. Muitos do povo de Deus têm esse tipo de ideia. Já encontrei pessoas que conversaram comigo e disseram: “Deus os puniu. Deus os puniu”. Deus não pune você; Ele o disciplina. Ele o treina.
Ele não o corrige apenas com a finalidade de puni-lo; Ele o corrige para restaurá-lo. A disciplina sempre visa à restauração.
Portanto, você precisa ir ao seu irmão e procurar restaurá-lo. Suponha que ele não o ouça. Da sua parte, a questão já está resolvida, mas ainda há um problema com ele. Isso encerra o assunto? Não.
Você precisa levar mais uma ou duas pessoas. Essas pessoas não devem ser simplesmente seus amigos. Devem ser irmãos ou irmãs da assembleia local que sejam respeitados, que tenham estatura espiritual e que esse irmão que pecou contra você também respeite. Devem ser justos, não parciais.
Você reúne mais uma ou duas pessoas e vai, para que, pelo testemunho de duas ou três pessoas, toda questão seja confirmada. Em outras palavras, procure ajudar aquele irmão a enxergar a situação. Somente se ele se recusar a enxergá-la é que você deve comunicar o assunto à igreja. A igreja é o último recurso da disciplina.
Se ele não ouvir a igreja, vocês sabem o que a Bíblia diz? Ele não é excomungado.
Ela diz:
Seja ele para ti como o gentio e o publicano.
Esse irmão não cometeu o tipo de ofensa que exige excomunhão, como no caso de 1 Coríntios 5:
Tirai o perverso do meio de vós.
Essas são questões que precisam ser tratadas pela igreja.
Mas esse irmão que peca contra você não cometeu uma ofensa tão grave. Mesmo assim, não se arrepende. O que acontece? Mesmo depois de a igreja ir até ele, se ele não ouvir a igreja, não será expulso dela. Ele continua a reunir-se como irmão, mas, para você — para você —, ele é considerado como um dos publicanos e pecadores.
Por quê? Porque a comunhão dele com você está interrompida. Mas você ainda deve ter compaixão dele, não odiá-lo, como teria compaixão de um pecador e de um publicano.
Essa é a disciplina fraternal. Se, na igreja, mais disciplina fraternal fosse exercida, haveria menos necessidade de a igreja exercer disciplina.
O problema hoje é que, como irmãos, não disciplinamos uns aos outros. Pensamos que isso é uma virtude, mas é uma fraqueza — não uma virtude.
Temos a responsabilidade de disciplinar uns aos outros, porque isso nos edifica mutuamente. Quando a disciplina é exercida, ela nos aproxima ainda mais.
Se exercermos disciplina no espírito correto, e ela for recebida no espírito correto, então você e seu irmão se aproximarão ainda mais. Vocês estão realmente sendo edificados juntos, porque há muito amor ali.
Mas, infelizmente, isso é algo que não ousamos fazer. A razão é a falta de amor — falta de amor. Não amamos nossos irmãos e irmãs a ponto de estarmos dispostos a passar, nós mesmos, pelo processo doloroso, desde que possamos restaurar a pessoa amada. Esse é o nosso problema. É falta de amor.
Como precisamos pedir ao Senhor que encha nosso coração com esse amor por nossos irmãos e irmãs. Não no sentido de vermos o argueiro no olho do nosso irmão e não vermos a trave em nós — não nesse sentido —, mas no sentido de que, tendo sido nós mesmos disciplinados, podemos enxergar melhor e queremos ajudar a restaurar nossos irmãos.
Esse é o primeiro tipo de disciplina que encontramos na Bíblia, e receio que provavelmente não seja exercido na igreja. Isso é importante.
Se essa disciplina não for exercida, a igreja será sempre fraca em seus relacionamentos — sempre fraca. Não se encontrará aquela verdadeira união que nos mantém firmemente ligados.
Esse é o primeiro tipo de disciplina. Depois, há um segundo tipo. Nós o chamamos de cuidado paternal, um tipo de disciplina encontrado em Gálatas 6:1:
Irmãos, se alguém for surpreendido em alguma transgressão, vós que sois espirituais, restaurai-o em espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.
Aqui, não se trata do relacionamento entre irmãos no sentido de iguais. O irmão que peca contra você e você que vai até ele são iguais em um relacionamento fraternal.
Mas aqui, se alguém for surpreendido em alguma falta, então “vós que sois espirituais” devem restaurar essa pessoa. Na igreja, há alguns irmãos ou irmãs que são mais espirituais do que aqueles que estão em falta.
Aqueles que estão em falta talvez não sejam espirituais; talvez sejam carnais. Sendo carnais, podem cometer alguma falta e não saber disso, ou podem cair em algum pecado e não conseguir sair dele.
Então, aqueles que são como pais na igreja, que enxergam a situação e se importam, vão até os que estão em falta e procuram restaurá-los em espírito de mansidão.
Em outras palavras, você não vai simplesmente desprezar aquela pessoa, repreendê-la e dar-lhe uma bronca, como se você fosse espiritual e ela não. Em vez disso, você vai em espírito de mansidão.
Procure restaurar aquele irmão ou aquela irmã que pecou em espírito de mansidão, com cuidado paternal e compaixão.
Esse é o segundo tipo de disciplina. Em qualquer reunião, haverá alguns que são mais espirituais, e eles têm a responsabilidade diante de Deus, como pais, de cuidar dos mais novos e ir até eles para restaurá-los com mansidão.
Mas, enquanto estiverem fazendo isso, lembrem-se de que nós mesmos somos humanos. Precisamos nos humilhar. Esse é o segundo tipo de disciplina.
Mais uma vez, dizemos que não se vê muita disciplina desse tipo na igreja. Provavelmente, é porque não há muitos pais na igreja.
Mas, se houver esses pais na igreja, quantos daqueles que caíram serão restaurados. Isso é disciplina.
O último tipo de disciplina é a disciplina da igreja. Vejam Hebreus 3:6:
Mas Cristo, como Filho, sobre a Sua casa; cuja casa somos nós, se conservarmos firmes até ao fim a nossa confiança e a glória da nossa esperança.
Essa é a disciplina da igreja. Por que a igreja deve exercer disciplina? Porque o Filho está sobre a Sua própria casa. Ele governa a Sua própria casa. Portanto, Sua casa precisa ser colocada em ordem.
Se houver qualquer desordem, o Filho exercerá Seu senhorio sobre a casa para corrigir a situação. Normalmente, essa disciplina está nas mãos dos presbíteros.
A disciplina da igreja é encontrada, por exemplo, em 1 Coríntios 5. Tito 3 também apresenta um tipo de disciplina da igreja.
Quando a igreja começa a disciplinar, esse é o último recurso — o último recurso. Mas isso precisa ser feito, porque, se não for feito, haverá desordem na casa de Deus. A influência do mal começará a se espalhar e a levedar toda a massa.
É em favor da santidade e da unidade da igreja que aqueles que têm responsabilidade precisam exercer a autoridade do Filho sobre Sua casa e aplicar disciplina.
Vemos que, quando essa disciplina foi exercida em 1 Coríntios, Paulo havia encorajado e exortado a igreja a exercê-la. Depois que a exerceram, restauraram aquele homem, como vemos em 2 Coríntios.
Essa é a disciplina da igreja. É o último recurso.
Infelizmente, hoje vemos que, em vez de haver disciplina fraternal ou disciplina paternal, sempre que surge um problema de disciplina, ele parece tornar-se imediatamente uma questão de disciplina da igreja.
Aqueles que são responsáveis na igreja podem ficar tão conscientes da sua autoridade que, às vezes, se esquecem de que são pobres pecadores. Tendem a exercer disciplina com severidade excessiva.
Muitas vezes, acontece assim: ou você não exerce disciplina, ou, quando a exerce, envolve-se pessoalmente de tal maneira que, na verdade, é você quem disciplina as pessoas, e não o Filho.
Quando a disciplina é exercida, há três atitudes que precisam ser adotadas. Caso contrário, não exerçam disciplina.
Já mencionamos uma delas: o espírito de amor. A disciplina precisa ser exercida em espírito de amor.
Quer seja disciplina fraternal, disciplina paternal ou disciplina da igreja, ela precisa ser exercida em amor.
Precisamos buscar o Senhor para que Ele realmente encha nosso coração de amor antes de ousarmos exercer disciplina.
Em segundo lugar: para exercer disciplina, vocês precisam estar em espírito sacerdotal.
Em Levítico 10, vemos que os sacerdotes comiam a oferta pelo pecado do povo.
Em outras palavras, quando vocês exercem disciplina, não a exercem como se fossem superiores. Vocês a exercem de tal maneira que, embora não tenham pecado, estão tão sobrecarregados e preocupados com o pecado daquele irmão ou daquela irmã que agonizam diante de Deus como se vocês mesmos tivessem pecado.
Vocês comem a oferta pelo pecado daquele irmão ou daquela irmã. Somente quando se colocam, por assim dizer, nessa união e nesse sentimento, sentindo isso tão profundamente como se vocês mesmos tivessem pecado, é que orarão por aquele irmão. Vocês compartilharão dessa agonia em favor dele.
É somente nesse espírito sacerdotal que vocês podem ir, restaurar e exercer disciplina.
Nunca exerçam disciplina alguma se não estiverem atuando como sacerdotes. Ela precisa ser sacerdotal.
Muitas vezes, vemos a disciplina ser exercida, mas aquele que a exerce permanece distante. Por causa disso, ela não produz o efeito correto. Muitas vezes, torna-se legalista e dura, e as pessoas se rebelam contra vocês.
Se você for com lágrimas a um irmão que peca contra você — “Querido irmão” —, se ele for um irmão, eu diria que, em noventa por cento dos casos, seu coração será tocado.
Porque você vai como sacerdote, com espírito de sacerdote. Esse é o espírito em que a disciplina é exercida.
Em terceiro lugar, a disciplina deve ser sempre exercida no poder e na força do Espírito Santo.
Nunca tentem disciplinar alguém com suas próprias forças. Vocês matarão a pessoa se fizerem isso. Vocês a esmagarão. Esse não é o tipo de disciplina que encontramos nas Escrituras.
Quando disciplinam, vocês precisam buscar o Senhor. Não se trata de vocês tentarem esmagar seu adversário, mas de agir na força e no poder do Espírito Santo.
Quando as pessoas se recusam a ser disciplinadas, estão resistindo ao Espírito Santo.
Essas são as atitudes necessárias quando a disciplina é exercida.
Irmãos e irmãs, sinto profundamente que essa é uma área em que há muita deficiência na igreja hoje. Ela tem sido tão utilizada de maneira abusiva que não ousamos tocar nela.
Mas, por causa disso, vemos que a igreja não é edificada. A casa de Deus não é colocada em ordem. A disciplina é essencial, muito essencial.
Eu realmente busco o Senhor. Quero dizer, hesitei muito em falar sobre isso. Mas sinto profundamente que isso é algo muito necessário hoje.
Mas ela precisa ser exercida no espírito correto e da maneira correta. Que o Senhor nos ajude. Vamos orar?
Nosso Pai celestial, acabamos de compartilhar sobre essa questão da disciplina. Trememos diante de Ti, porque quem somos nós? Tu és Deus, e Tu és o único que pode disciplinar.
Ó Senhor, enche-nos com o Teu amor, para que aprendamos a atuar até mesmo nessa área da disciplina, porque somos movidos pelo Teu amor — amor por nossos irmãos, amor uns pelos outros e amor pela santidade da Tua casa.
Oramos para que não nos envolvamos de uma maneira que introduza o nosso próprio eu nessa questão; contudo, em Cristo, nós realmente nos envolvemos.
Senhor, desejamos verdadeiramente ver mais disciplina na Tua casa, porque queremos que a Tua casa seja edificada. Queremos ver a casa colocada em ordem. Queremos que Tu descanses na Tua casa.
Mas, Senhor, buscamos o Teu Espírito Santo para que nos ensine e nos treine nessa área, para que a beleza da casa de Deus seja manifestada.
Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.