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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Men Whose Eyes Have Seen The King #3 of 8 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Men Whose Eyes Have Seen The King #3 of 8
    Men Whose Eyes Have Seen The King #3 of 8
    Austin-Sparks, T.

    O amor de Deus em Cristo Jesus

    Leitura bíblica: Romanos 8:31-39

    Que diremos, pois, a estas coisas?
    Se Deus é por nós, quem será contra nós?
    Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós, como não nos dará também com Ele todas as coisas?
    Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus Quem os justifica;
    quem os condenará? É Cristo Jesus Quem morreu, ou antes, Quem ressuscitou dentre os mortos, Quem está à direita de Deus e também intercede por nós.
    Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
    Como está escrito:
    “Por amor de Ti somos entregues à morte todo o dia;
    fomos considerados como ovelhas para o matadouro”.
    Mas, em todas estas coisas, somos mais que vencedores, por Aquele que nos amou.
    Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem as potestades,
    nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

    O Senhor Jesus glorificado como o alvo da vida cristã

    Neste tempo, nossos corações têm sido dirigidos ao Senhor Jesus glorificado como o alvo e a inspiração de nossa vida cristã, de nossa perseverança e de nosso serviço.

    Nós O contemplamos no monte da transfiguração e vimos um pouco do que aquilo significou, pelo resto de suas vidas, para os homens que estavam com Ele.

    E vimos o que o Cristo glorificado significou para todos os outros que, em diferentes momentos, de diferentes maneiras e em diferentes lugares, O viram em glória: Estêvão, Paulo e, mais tarde, novamente João.

    Ao falar, muitos e muitos anos depois, da única impressão que lhe restara do tempo passado com o Senhor Jesus, João resumiu tudo em uma frase maravilhosa. É um parêntese em seu Evangelho, mas terá havido algum parêntese mais importante e maravilhoso?

    E vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

    O que eles viram, quando contemplaram o Senhor Jesus em Sua glória, foi a manifestação da graça de Deus.

    A declaração culminante da carta aos Romanos

    Esta passagem da carta de Paulo aos Romanos, que acabamos de ler, parece-me ser a maneira pela qual Paulo expressa o que viu na face de Jesus Cristo.

    Tenho meditado muito nesta parte da Palavra há várias semanas. E, ao ler até este ponto e me deter nele, tenho tido a impressão de que não se trata apenas do pensamento que o apóstolo vinha desenvolvendo ao longo de toda a carta. Aqui ele dá vazão ao que está em seu coração.

    Ele vinha realizando um trabalho muito árduo, dedicando-se a um grande tratado. É um tratado que, desde então, tem desafiado as maiores mentes, e ainda as desafia, em seus esforços para compreender a fundo esta carta e interpretá-la.

    Ao ler e chegar a este ponto, você tem a sensação de que o apóstolo diz: “Agora, isso está concluído. Deixem-me dizer o que tenho buscado o tempo todo, o que realmente tenho tido em mente. Deixem-me abrir meu coração”.

    E é isso que ele faz aqui. “Estas coisas” às quais ele se refere são todas as coisas que vinha dizendo:

    Que diremos, pois, a estas coisas?

    Qual é a conclusão? Para onde todas elas apontam? Qual é o significado supremo, a implicação de tudo o que tenho dito?

    Ele prossegue respondendo à própria pergunta e dando vazão àquilo que estava em seu coração, motivando todo o seu esforço e empreendimento: esta poderosa, poderosa revelação do amor de Deus em Jesus Cristo.

    A exposição da universalidade do pecado

    Digo que ele estava caminhando nessa direção. É um processo doloroso.

    A parte inicial da carta, como vocês sabem, ocupa-se dessa necessidade dolorosa — uma necessidade tão desagradável — de expor o pecado.

    Ele faz isso de maneira muito completa. Percorre todo o mundo gentio e apresenta um retrato do pecado que não é exagerado, mas é terrível. Não há lugar em toda a Bíblia onde o pecado, em todo o seu horror, seja mais exposto do que na parte inicial desta carta.

    É um retrato terrível do pecado humano em seu estado natural. Então ele passa do mundo gentio para o mundo judaico.

    Embora Israel tivesse sido escolhido, chamado, separado e recebido tanto — um depósito divino, uma responsabilidade sagrada e uma revelação —, foi necessário dar-lhe a lei. Israel precisava da lei.

    Você não precisa de uma força policial em uma sociedade perfeita. Não precisa de lei se não há transgressão. O próprio fato de a lei ter sido dada, diz Paulo, é apenas mais uma prova de que, nessa questão do pecado, os judeus não são melhores do que os demais.

    Pela lei, o pecado se manifesta. Falei da força policial: a simples presença de um policial diz que há algo errado no mundo. O próprio fato de a lei ter sido dada significa que deve haver transgressão. E, portanto, Israel não é melhor do que os demais.

    O pecado é universal. O pecado está em toda criatura. É a condição de toda a criação. É uma exposição terrível, um desnudamento, mas muito necessário.

    Ah, tenho plena certeza de que Paulo chegou ao fim disso e suspirou: “Estou realmente contente por deixar isso para trás e seguir para algo melhor — para aquilo que realmente estou buscando”.

    Quando você compreende o ponto, meu caro amigo, percebe que é isso que ele está buscando. Ele precisa fazer isso, e Deus precisa nos fazer conhecer a realidade do pecado, o horror do pecado. O pecado precisa se tornar algo terrível para nós antes que possamos apreciar a graça de Deus.

    Ninguém aprecia a graça divina se viu pouco ou nada da gravidade do pecado em seu próprio coração. Por isso, tanto esforço é empregado para expor a realidade e a natureza do pecado e seus efeitos: não apenas para trazer condenação, não para tornar as pessoas infelizes, mas para conduzi-las à graça de Deus — para realçar a graça divina.

    Assim, o apóstolo diz:

    Onde abundou o pecado…

    Sobre gentios e judeus, sobre toda a raça humana, em todo o mundo, uma grande onda passou e inundou toda a criação.

    Onde o pecado, como um grande oceano, espalhou sua inundação e abundou, a graça superabundou — maior do que a grandeza do pecado.

    Assim, ele finalmente chega a isto:

    Que diremos, pois, a estas coisas?
    Se Deus é por nós, quem será contra nós?

    O amor de Deus em meio a toda adversidade

    É algo maravilhoso. Como vocês podem perceber, aqui o apóstolo fala muito a partir de sua própria experiência e história. Ele enumera claramente essas coisas que são uma ameaça real à esperança, à vida e às perspectivas futuras — as coisas tão reais e terríveis que ele enumera aqui.

    A tribulação?

    Paulo sabia alguma coisa sobre tribulação. Em sua experiência, a tribulação era algo muito real.

    Ou a angústia?

    Sim, encontramos Paulo mais de uma vez em angústia — angústia pelo estado espiritual de seus amados convertidos e das igrejas. A respeito dos tessalonicenses, ele diz duas vezes que sofreu dores de parto por eles.

    Ou a perseguição?

    Paulo sabia bastante a respeito disso.

    Ou a fome?

    Ele nos conta que passou fome.

    Ou a nudez?

    Sim, passou nudez.

    Ou o perigo, ou a espada?

    Se isso não for suficiente — vida, anjos, principados, coisas presentes, coisas futuras, potestades, altura —, sim, não posso continuar enumerando e analisando, pois ele encerra dizendo:

    Ou qualquer outra criatura.

    Isso abrange tudo.

    “Estou certo de que não há nada na criação” — todas essas coisas e qualquer outra que você queira incluir nessa expressão — “estou certo de que nenhuma dessas coisas nos separará do amor de Deus, que está em Cristo Jesus”.

    Essa graça — essa graça. O pecado não precisa nos separar do amor de Deus. Você crê nisso? Você crê que o pecado não precisa separar você do amor de Deus?

    Por causa de Romanos 8:34:

    É Cristo Jesus Quem morreu, ou antes, Quem ressuscitou dentre os mortos, Quem está à direita de Deus e também intercede por nós.

    Portanto, o pecado não precisa nos separar do amor de Deus e, com base nisso, não pode fazê-lo.

    Agora, queridos amigos, talvez fosse útil nos determos em todas essas coisas, mas tenho apenas um propósito em vista nesta manhã, um objetivo. Quer experimentemos individualmente todas as coisas mencionadas aqui ou não, o fato é que há uma quantidade enorme de coisas — uma quantidade enorme de coisas — às quais as forças do mal dão uma determinada aparência, com o objetivo de nos separar do amor de Deus.

    Sofrimento, angústia, perseguição, morte e vida — pois a vida pode ser algo terrível para alguns de nós.

    Muitas e muitas coisas que entram em nossa experiência são exploradas por essas forças do mal, por toda parte, para nos dizer que o amor de Deus não é uma realidade, que Deus não nos ama. “Isso é verdade, é certo; aqui está a prova”.

    Neste mundo, quando os ventos sopram de todos os lados, quando todos os elementos estão contra nós, precisamos de uma ancoragem verdadeira. Precisamos de algo que nos mantenha firmes. Precisamos mesmo.

    Vejam Paulo — sua grande e indiscutível devoção ao Senhor. Não há dúvida quanto a isso. Ainda assim, ele sabia, em seu próprio coração, que não havia nenhuma questão pendente entre ele e o Senhor. De fato, em verdade, para ser perfeitamente honesto, ele não tinha consciência de estar em rebelião contra o Senhor ou de estar contrariando a vontade conhecida de Deus.

    Todo o seu ser estava voltado para agradar ao seu Senhor, para ser agradável a Ele. Ele sabia disso. E, no entanto, com isso em seu coração, enfrentava todas essas coisas — todas essas coisas.

    Seu ministério estava sendo desacreditado; seu nome estava sendo atacado. Ele era visto com suspeita por onde passava. Por todo o mundo, movia-se numa atmosfera de suspeita e ostracismo.

    E não apenas no mundo, mas também entre os cristãos. Ele não era amado por todos, nem mesmo pelas igrejas que haviam surgido por meio de seu ministério.

    Isso se espalhou por toda parte como um vapor terrível, para, de alguma maneira, destruir esse homem e seu ministério. Não eram poucos os que ficariam contentes se ele estivesse morto. Ele sabia disso. Ele sabia.

    E, nessas muitas formas de manifestação, ele enfrentava isso quase todos os dias de sua vida. Sabe, um homem — um cristão — que enfrenta coisas assim precisa de uma ancoragem, precisa de uma âncora. Quando as coisas se abatem sobre você, tristeza sobre tristeza, você precisa de uma âncora.

    Sua ancoragem não será a defesa de si mesmo ou a tentativa de se justificar. Você não chegará a lugar algum por esse caminho. Sua ancoragem não será seu bom argumento e sua resposta aos inimigos. Isso não o ajudará em nada.

    Sua ancoragem não será nem mesmo sua própria convicção de estar certo. A única âncora que permanecerá firme em meio a tudo isso é o amor de Deus por você — o amor de Deus.

    A constância do amor divino

    Você pode cometer erros, e nós sempre estamos errados quando pensamos em Paulo ou em qualquer outro apóstolo como alguém sem falhas.

    Quando eu era mais jovem, costumava achar terrível — terrível — permitir-me pensar que Paulo pudesse estar errado, ou que qualquer outro apóstolo pudesse estar errado, pudesse cometer um erro. “Ora, esses homens devem ser infalíveis”. Ah, não, estamos errados quando adotamos essa atitude.

    Paulo cometeu seus erros. Por causa deles, colocou-se em dificuldades. Mas a conclusão a que chegou foi esta: o amor de Deus não muda quando cometo erros. O amor de Deus não me abandona quando cometo erros, quando tomo decisões erradas, sigo direções erradas, talvez diga coisas erradas.

    Isso não rompe o cabo entre minha alma e a âncora do Seu amor. Ele permanece firme. “Estou certo” — estou, assim, convencido — de que nenhuma dessas coisas, nada na criação que vocês possam mencionar, nos separará do amor que está em Cristo Jesus.

    Foi isso que Paulo viu na face de Jesus Cristo. João descreveu-O assim:

    Cheio de graça e de verdade.

    Paulo teria confirmado isso. De fato, esta é a sua grande confirmação.

    Pecado? Sim — horrível, desprezível, perverso, cruel. Infidelidade por parte de Israel? Afastamento da intenção divina? Sim.

    Ele insere uma seção imediatamente depois disso. Os dois ou três capítulos seguintes constituem uma seção à parte para ilustrar seu argumento. A infidelidade de Israel não altera em nada o amor divino.

    Israel como ilustração do amor divino

    Vamos falar disso por um momento. Esta é a seção que ele insere para ilustrar seu argumento:

    Porventura rejeitou Deus o Seu povo? De modo nenhum.

    “Sim, mas vejam o que esse povo fez. Vejam suas ações. Vejam Estêvão. Vejam suas ações. Vejam o que estão fazendo por toda parte”. Sim, eles podem estar sob juízo. Podem estar sofrendo por sua perversidade e sua iniquidade. Podem ter sido postos de lado, durante uma dispensação, como instrumento de Deus, por causa de sua infidelidade.

    Mas, diz o apóstolo, esse fato não pôs fim ao amor de Deus por eles. Isso não pôs fim ao amor de Deus por eles. O juízo neste mundo e nesta vida nunca é prova de que o amor de Deus chegou ao fim. Pode ser justamente a prova do Seu amor.

    É melhor sofrermos quando fazemos o que é errado e descobrirmos algo novo do Seu amor por meio do sofrimento. Quero que vocês digam, juntamente com muitos outros, que o pouco que chegamos a compreender do amor divino nos vem pelo conhecimento de nossas próprias falhas e daquilo a que elas nos levam.

    Mas aqui está uma grande ilustração: Israel. Mesmo assim, um povo espiritual procedente do Israel segundo a carne, como Paulo previu, será encontrado no Reino e na igreja.

    Deus não desistiu deles para sempre como povo, dizendo: “Nenhum judeu, nenhum israelita, jamais terá outra oportunidade”. Por piores que tenham sido, e apesar de terem feito o que fizeram, Ele colocou sobre eles o Seu amor. Seu amor manterá a porta aberta.

    Poderíamos continuar. Mas vocês percebem a mensagem, queridos amigos: “Quem nos separará do amor de Deus?”

    Que diremos, pois, a estas coisas?

    Que diremos a estas coisas?

    Se Deus é por nós…

    E é assim que Ele é por nós, é nisso que Ele é por nós, e é nesses momentos que Ele é por nós: em meio a tudo, é amor.

    A resposta à misericórdia divina

    Que diremos? Bem, depois de apresentar essa visão tão abrangente do amor divino e de ilustrá-la com Israel dessa maneira tão impressionante, ele responde à sua pergunta, à sua indagação:

    Que diremos, pois, a estas coisas?

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

    Que diremos? A resposta não está em palavras, mas em um ato: apresente seu corpo pelas misericórdias de Deus. Esse amor, tão admirável, tão divino, exige nossa alma, nossa vida.

    Assim, queremos ver Jesus. O que você está procurando? É isto que você deve ver quando contempla Jesus: o amor de Deus na face de Jesus Cristo.