Esta mensagem começa em 2 Timóteo 2:2:
E o que de mim ouviste diante de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam capazes de ensinar também a outros.
Vamos agora a 2 Timóteo 1:12-18:
Por esta causa também padeço estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em Quem tenho crido e estou persuadido de que Ele é poderoso para guardar o que Lhe confiei até aquele dia.
Conserva o modelo das sãs palavras que de mim ouviste, na fé e no amor que há em Cristo Jesus.
Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo, que habita em nós.
Bem sabes isto: que todos os que estão na Ásia se afastaram de mim; entre eles estão Fígelo e Hermógenes.
O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me reanimou e não se envergonhou das minhas cadeias;
antes, quando esteve em Roma, procurou-me diligentemente e me encontrou —
o Senhor lhe conceda achar misericórdia da parte do Senhor naquele dia —; e bem sabes quantos serviços me prestou em Éfeso.
Nesta ocasião, esperamos ter comunhão juntos, durante estas noites, em torno de 2 Timóteo. A segunda carta a Timóteo foi a última carta que Paulo escreveu, e ele a escreveu a seu amado filho Timóteo, seu filho na fé.
Podemos dizer que 2 Timóteo é o último testamento de Paulo. Ele deixou uma herança para seu filho Timóteo — e não apenas para seu filho Timóteo, mas também para nós.
Por isso, creio que, como estamos vivendo nos últimos dias, numa época muito difícil, é muito importante conhecermos esta carta de coração e aprendermos o que Paulo procurou deixar a Timóteo, para que sejamos contados entre os fiéis, entre aqueles que são dignos de confiança.
Assim, não apenas poderemos dar continuidade ao testemunho do Senhor Jesus em nossa geração, mas, pela graça de Deus, também poderemos ajudar e instruir outros, para que eles igualmente prossigam com o testemunho até que o Senhor volte.
Ontem à noite, mencionamos que, para permanecermos firmes e prosseguirmos com perseverança no testemunho de Jesus, precisamos nos lembrar da vocação. Paulo lembrou Timóteo da santa vocação com que havia sido chamado.
Vocês sabem, quando estamos cercados de problemas, sob pressão, quando somos abandonados e sentimos que estamos sozinhos na batalha, é muito fácil olhar ao redor e para dentro de nós mesmos.
Se olharmos ao redor e virmos que tudo está desmoronando —
Todos os que estão na Ásia se afastaram de mim.
— e se olharmos para dentro de nós mesmos, descobriremos que realmente não há nada em nós em que possamos confiar. Nossa tendência é sucumbir. Nossa tendência é abandonar o testemunho de Jesus. Nossa tendência é aceitar a derrota.
Por isso, quando estamos cercados de problemas e nos sentimos muito fracos, é importante nos lembrarmos da vocação. Por quê? Porque, se nos lembrarmos da vocação com que Deus nos chamou, imediatamente deixaremos de olhar para as circunstâncias e para nós mesmos. Olharemos para o alto, para Aquele que nos chamou com uma santa vocação.
Veremos que Ele nos chamou antes mesmo de o tempo começar. Descobriremos que Ele nos chamou segundo Seu propósito eterno. Descobriremos que Ele nos chamou não apenas segundo Seu próprio propósito, mas também segundo Sua graça. Tanto o propósito como a graça nos foram dados em Cristo Jesus antes da fundação do mundo.
Queridos irmãos e irmãs, o que é o dia de hoje? O que são as coisas que vemos ao nosso redor? O que somos nós mesmos? Na verdade, se pudermos ser elevados para além do tempo e do espaço, se pudermos ser transportados para a eternidade e para Deus, para Seu propósito e Sua graça, então, não importa o que aconteça ao redor nem como nos sintamos interiormente: se estivermos ligados à santa vocação com que Deus nos chamou antes mesmo de nascermos, antes mesmo da fundação do mundo, seremos arrebatados para a eternidade e envolvidos em Deus.
É assim que podemos permanecer firmes e ser fiéis até o fim. Portanto, é de imensa importância termos muita clareza a respeito da nossa vocação.
Agora, em 2 Timóteo, Paulo diz que Ele nos chamou com uma santa vocação. O que é santo? Muitas vezes, entendemos a santidade como contraste ou oposição ao pecado. Pensamos que, se algo é pecaminoso, não é santo. É claro que, se é pecaminoso, não é santo. Mas, na verdade, o oposto do pecado não é a santidade; o oposto do pecado é a justiça. A justiça é o oposto do pecado.
Qual é, então, o oposto de santo? É simplesmente comum. Tudo o que é comum não é santo. Nosso Deus é um Deus santo. Para dizer isso de maneira mais simples, podemos afirmar que nosso Deus é um Deus incomum.
Em outras palavras, Ele não é comum de modo algum. Ele não é como vocês e eu. Ele não é como qualquer outra pessoa. Ele é inteiramente distinto de tudo. Ele é único. Ele é especial. Não há outro como Ele. É isso que Deus é: Ele é santo.
Agora, irmãos e irmãs, fomos chamados com uma santa vocação. Em outras palavras, essa vocação não tem nada de comum. Não é algo que os olhos tenham visto, que os ouvidos tenham ouvido ou que o coração humano tenha concebido.
Como encontramos em Efésios, é algo que os olhos nunca viram, que os ouvidos nunca ouviram e que ninguém jamais imaginou. É uma vocação santíssima e absolutamente incomum. Por quê? Porque fomos chamados para ser o corpo de Cristo.
Não, irmãos e irmãs, ninguém jamais imaginou que seríamos chamados para ser o corpo de Cristo. Isso é incomum. Isso é santíssimo.
Ser o corpo de Cristo é, naturalmente, algo santo. Devemos ser santos porque Ele é santo. Não pode haver nada de comum no corpo de Cristo. Não pode haver nada de terreno no corpo de Cristo. Não pode haver nada de mundano no corpo de Cristo. Não pode haver nada da carne no corpo de Cristo. Não pode haver nada de vocês ou de mim no corpo de Cristo.
Vocês descobrirão que, no corpo de Cristo, Cristo é tudo e está em todos. Essa é a santidade da nossa vocação.
Irmãos e irmãs, fomos chamados com uma santa vocação. Fomos chamados para ser conformados à imagem do Filho de Deus. Mencionamos ontem à noite que isso é mais do que uma única pessoa pode cumprir. Precisa ser cumprido pelos muitos irmãos, para que Ele, Cristo, seja o Primogênito entre muitos irmãos.
Cada um de nós expressa algum traço do caráter do Senhor Jesus e, quando todos esses irmãos são reunidos, vemos o Primogênito. Essa é a nossa vocação. É uma vocação do alto.
Mais uma vez, não é segundo as nossas obras. É inteiramente segundo Seu próprio propósito e Sua graça. Esse propósito foi estabelecido antes da fundação do mundo. Essa graça foi dada antes da fundação do mundo. Tanto o propósito como a graça estavam em Cristo Jesus.
Mas isso só foi manifestado quando o Senhor Jesus apareceu nesta terra. Então começamos a compreender o propósito de Deus por trás da vocação e a experimentar a graça que está sempre à nossa disposição. Por essa graça suficiente, podemos cumprir nossa vocação e entrar na plenitude do propósito de Deus.
Nesta noite, gostaríamos de continuar com o segundo assunto: guardar o depósito. Sei que há certa dificuldade aqui, porque vocês têm traduções diferentes.
Na minha versão, a palavra é depósito. Na tradução de vocês, provavelmente é “aquilo que foi confiado”, ou, na New American Standard Version, vocês encontrarão “o tesouro”. Seja qual for a tradução em inglês, a palavra grega é a mesma.
A palavra grega significa um depósito, algo entregue à guarda de alguém. Em 2 Timóteo 1:12, Paulo diz:
Porque sei em Quem tenho crido e estou persuadido de que Ele é poderoso para guardar o que Lhe confiei até aquele dia.
E, novamente, em 2 Timóteo 1:14, ele diz:
Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo, que habita em nós.
E em 1 Timóteo 6:20-21:
Ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, afastando-te das conversas profanas e das oposições do conhecimento falsamente assim chamado;
professando-o, alguns se desviaram da fé. A graça seja convosco.
Aqui encontramos novamente essa palavra, depósito, ou aquilo que foi entregue à sua guarda. Seja qual for a versão que vocês tenham, a ideia é a mesma: trata-se de um depósito.
O que é um depósito? Um depósito é algo confiado a outra pessoa. Nas Escrituras, esse depósito é algo mútuo. Primeiro, Deus deposita algo em você. Depois, você deposita de volta em Deus aquilo que Ele depositou em você.
Portanto, na verdade, esse depósito é mútuo. Ele deposita algo em você. Ele lhe confia algo para que você o guarde. Mas, para guardar aquilo que Ele lhe confiou, a única maneira é depositá-lo de volta em Deus. Por meio desse ato, ele será guardado para sempre.
Por que essa questão do depósito se torna tão essencial? Porque, em um tempo de abalo, ela se torna um fator decisivo em sua vida. Sua capacidade de suportar as provas e as provações realmente depende de quanto foi depositado em você.
Se você descobrir que seu depósito é muito pequeno, talvez descubra que não consegue suportar a provação. Irmãos e irmãs, já estamos no tempo de abalo.
Se vocês lerem Hebreus, verão que, um dia, Deus não abalará apenas a terra, mas a terra e o céu. Por quê? Porque o reino que não pode ser abalado está chegando em breve.
Por causa disso, Deus abalará tudo o que pode ser abalado, para que permaneça apenas aquilo que não pode ser abalado. Queridos irmãos e irmãs, não pensem que o abalo ainda está por vir. Creio que já estamos em meio ao abalo.
Deus está abalando tudo nesta terra. Deus não está abalando apenas o mundo — certamente o mundo está sendo abalado —, mas, numa aplicação espiritual, Deus está abalando Sua igreja. Deus está abalando Seu povo, não apenas as pessoas do mundo, mas Seu próprio povo.
Por quê? Porque Ele está nos preparando para o reino que não pode ser abalado. Tudo o que pode ser abalado não pode entrar no reino de Deus. Portanto, Ele precisa nos abalar a tal ponto que tudo o que puder ser removido pelo abalo seja retirado. Somente aquilo que não pode ser abalado permanecerá e entrará no reino.
Assim, queridos irmãos e irmãs, num sentido muito real, creio que já estamos em meio a um grande abalo.
Não são apenas as pessoas do mundo que amam a si mesmas; até os crentes se tornam amantes de si mesmos. Por que todos os da Ásia abandonaram Paulo? Não creio que o tenham abandonado por terem negado a fé. Provavelmente não haviam negado a fé, mas abandonaram Paulo porque se tornou perigoso demais estar associado a ele.
Paulo foi preso como líder de um movimento. Se alguém estivesse associado a Paulo de alguma maneira, ficaria sob suspeita e seria preso. Por amarem a si mesmos, eles o abandonaram.
Irmãos e irmãs, todos nós vemos cada vez mais essas coisas acontecerem. Vocês perceberão que, por amor a nós mesmos, estamos dispostos a abandonar nossos irmãos e irmãs.
É natural que as pessoas do mundo amem o mundo. Tentem dizer às pessoas do mundo que não amem o mundo — isso é impossível, porque é tudo o que elas têm. Mas nós, que pertencemos ao Senhor, não devemos amar o mundo.
Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Mas, irmãos e irmãs, estamos vivendo numa época em que o mundo se torna cada vez mais precioso para os crentes. À medida que as coisas ficam mais caras, mais escassas e mais difíceis de obter, tornam-se cada vez mais atraentes para os crentes.
Tornamo-nos amantes dos prazeres. Amamos o prazer. Não somos amantes do bem, porque isso custa caro demais. Não amamos a Deus como deveríamos. Quando vocês veem essas coisas acontecerem, sabem que estamos no tempo de grande abalo.
Como vocês podem suportar a prova quando vem o grande abalo? Tudo o que não é um depósito — tudo o que Deus não depositou ou confiou a vocês — não pode suportar a prova.
Nada superficial, nada adquirido por ouvir dizer, nada recebido por tradição, nada que seja apenas mental — irmãos e irmãs, todas essas coisas que vocês pensam possuir desaparecerão no tempo de abalo.
Somente aquilo que Deus realmente depositou em vocês permanecerá. Isso os ajudará a atravessar as provas e as provações. Portanto, não é apenas essencial conhecermos nossa vocação; também é importante nos examinarmos diante de Deus para saber se temos um bom depósito.
Deixem-me ilustrar isso. Tomem, por exemplo, Abraão e Ló no Antigo Testamento. Vocês verão que tanto Abraão como Ló saíram de Ur dos caldeus. Ambos entraram na terra prometida, mas havia uma grande diferença.
Por quê? Porque Abraão tinha um bom depósito dentro de si, enquanto Ló não tinha. O Deus da glória apareceu a Abraão em Ur dos caldeus, mas Ló não teve essa revelação.
Deus chamou Abraão para deixar sua terra, sua parentela e a casa de seu pai, e ir para o lugar que Deus lhe daria. Em outras palavras, Abraão recebeu a promessa de Deus. Ló não recebeu promessa alguma. Ele simplesmente seguiu Abraão.
Quando tudo estava calmo, tranquilo e corria bem, não se podia perceber a diferença. Vocês pensariam que Ló era tão bom quanto Abraão. É claro que Ló era um homem justo. Mas, quando veio a provação, ela revelou toda a diferença.
Vocês se lembram de como os pastores dos rebanhos de Ló e os pastores dos rebanhos de Abraão começaram a discutir entre si diante dos gentios. Abraão disse que aquilo nunca deveria acontecer, pois assim não havia testemunho. Então Abraão disse a Ló: “Precisamos nos separar. Agora escolha para onde você quer ir”.
Em outras palavras, porque Abraão tinha uma visão, porque tinha uma promessa, porque havia visto o Senhor da glória, ele podia ser manso. Podia deixar que Ló, seu sobrinho segundo a carne, escolhesse primeiro.
Ló não podia fazer isso. Por quê? Porque não tinha promessa. Imediatamente, Ló levantou os olhos e viu que toda a planície perto de Sodoma e Gomorra era bem regada, como o jardim do Éden. Então fez sua escolha e foi para lá.
Mas, queridos irmãos e irmãs, vocês conhecem o resultado. Ló, por não ter um bom depósito dentro de si, precisou procurar com os olhos e estender a mão para agarrar o que pudesse, mas perdeu tudo.
Abraão, que tinha um bom depósito dentro de si, estava disposto a abrir mão do melhor, e recebeu tudo. Essa é a diferença entre ter um bom depósito e não ter.
Outro exemplo é Davi e Saul. Quando vocês leem a vida de Saul, veem que ele teve um começo muito bom. Na verdade, ele não era uma pessoa ruim.
Não apenas se destacava fisicamente, sendo mais alto que os outros dos ombros para cima, mas era um filho bastante obediente, uma pessoa diligente e também um homem humilde. Quando lançaram sortes e ele foi escolhido para ser rei de Israel, não conseguiram encontrá-lo. Ele havia se escondido entre a bagagem.
Ele teve um bom começo. Exteriormente, Saul era tão bom quanto Davi, se não melhor. Mas não havia um bom depósito dentro dele.
Davi, ao contrário, era deixado de lado por seu pai e desprezado por seus irmãos. No entanto, quando estava no campo cuidando das ovelhas, conhecia a Deus de maneira muito íntima. Deus havia depositado algo em sua vida.
Ele não tinha pressa de anunciar o que Deus havia feito por ele. Tudo estava oculto, e ele podia deixar que essas coisas permanecessem ocultas. Não precisava agarrar nada para si mesmo. Quando chegasse a hora, Deus o manifestaria.
Mesmo depois de Deus o ter manifestado, quando Saul passou a ter muito ciúme de Davi, este, embora fosse o ungido do Senhor, não quis tomar o reino à força. Duas vezes Deus entregou seu inimigo em suas mãos, e seus homens disseram: “Você não saiu à procura dele. Deus o entregou a você. Você não precisa fazer nada. Nós faremos isso por você, e todos os seus problemas serão resolvidos, e você terá o reino”.
Mas Davi não quis mover um dedo. Estava disposto a esperar. Conseguia esperar. Por quê? Porque tinha o depósito. Ele sabia o que aconteceria no fim. Não faria nada para conseguir um reino para si mesmo. Podia deixar que Deus lhe entregasse o reino.
Saul não podia fazer isso. Quando seu reino foi ameaçado, tornou-se um assassino. Tentou matar Davi para manter seu reino, mas perdeu o reino.
Irmãos e irmãs, isso mostra a diferença entre uma pessoa que tem um bom depósito e uma pessoa que não tem um bom depósito.
No Novo Testamento, vocês podem ver a mesma coisa. Ali estava Paulo. Havia um bom depósito naquele homem. Como esse depósito era tão bom e ele era guardado pelo Espírito Santo, pôde suportar todas as provas e ser fiel até o fim.
Mas olhem para seus contemporâneos. Em 2 Timóteo, Paulo diz:
Todos os que estão na Ásia se afastaram de mim.
E menciona especialmente Fígelo e Hermógenes.
Não sabemos quem eram. Contudo, em 2 Timóteo 2:17-18, outros nomes são mencionados:
E a palavra deles se alastrará como gangrena; entre eles estão Himeneu e Fileto;
homens que se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já aconteceu, e transtornam a fé de alguns.
Aqui Paulo menciona quatro pessoas entre todos os da Ásia que o abandonaram. Evidentemente, se vocês relacionarem 1 Timóteo e 2 Timóteo, especialmente no caso de Himeneu, descobrirão que ele naufragou na fé. Por quê? Porque tinha uma má consciência.
Por causa de uma má consciência, sua fé foi se esvaindo. No caso de Fileto e Himeneu, vocês veem que eles se afastaram da verdade de Deus e se entregaram às suas conversas vazias, ao erro. Chegaram a dizer que a ressurreição já havia acontecido e transtornaram a fé de muitas pessoas.
Em outras palavras, esses quatro homens representaram, ou provavelmente conduziram, os demais irmãos e irmãs da Ásia a se afastarem de Paulo. Eles não tinham um bom depósito. Não passaram na prova.
Mas Paulo pôde permanecer firme até o fim. Por isso, lembrou a Timóteo, seu filho: “Lembre-se: você tem um bom depósito. Porque tem um bom depósito, poderá permanecer firme se o guardar no Espírito Santo e o confiar a Deus, que o entregou à sua guarda. Então poderá ser fiel até o fim”.
Talvez eu use mais um exemplo: Pedro e Judas. Judas traiu o Senhor. Pedro negou o Senhor três vezes. Qual foi o crime maior? Eu diria que foram praticamente equivalentes. Mas vocês veem a diferença.
Em Pedro havia um bom depósito. Embora tenha falhado por um momento, vocês veem que ele se reergueu. Havia algo nele que não podia ser removido pelo abalo.
Satanás tentou peneirá-lo, mas só podia peneirar aquilo que podia ser peneirado. Havia algo em Pedro que não podia ser peneirado. Era um bom depósito. Por haver esse bom depósito, ele se reergueu. Queridos irmãos e irmãs, ele se elevou mais do que nunca.
Mas Judas traiu o Senhor. Depois de ver o que havia feito, foi tomado por tamanho remorso, sua consciência o feriu tanto, que ele foi e se enforcou. Por quê? Porque não havia nada depositado dentro dele. Aquele foi o fim.
Nos Evangelhos, vocês nunca encontram Judas, por iniciativa própria, dirigindo-se ao Senhor Jesus como “Senhor” — nunca.
Assim, queridos irmãos e irmãs, por esses exemplos vocês podem ver como é importante termos um bom depósito. Tudo o que estiver apenas ligado exteriormente a vocês se desprenderá e se desfará. Somente aquilo que estiver depositado dentro de vocês os ajudará a atravessar as provações.
Portanto, precisamos nos examinar diante do Senhor — não no sentido de uma autoanálise, mas precisamos ir à Sua presença e pedir que Ele resplandeça sobre nós, que a luz do Seu rosto brilhe sobre nós e realmente nos revele quanto depósito há em nós e quão bom ele é.
O Senhor confiou a Si mesmo a você? Quanto Ele lhe confiou? Isso fará toda a diferença.
O que é o bom depósito? Em 2 Timóteo 1:13, lemos:
Conserva o modelo das sãs palavras que de mim ouviste, na fé e no amor que há em Cristo Jesus.
Paulo menciona o depósito em 2 Timóteo 1:12 e em 2 Timóteo 1:14, e entre os dois coloca esta frase:
Conserva o modelo das sãs palavras que de mim ouviste, na fé e no amor que há em Cristo Jesus.
Esse versículo nos diz o que é o bom depósito.
À primeira vista, vocês diriam que são palavras — palavras saudáveis, sãs palavras, palavras que Paulo falou a Timóteo. Era um modelo de palavras saudáveis. Algumas versões dizem que é um modelo, um exemplo ou um padrão de sãs palavras.
Quero ler algo, porque não encontro nada melhor do que o que H. C. G. Moule diz sobre esse modelo de sãs palavras. Ele era um ministro anglicano, um homem de grande erudição, mas também inteiramente dedicado a Deus. Ele comentou sobre isso, e achei seu comentário tão bom que gostaria de lê-lo para vocês.
Tem-se debatido o que significa “o modelo das sãs palavras”. Para alguns, a expressão parece sugerir que, já naquela época tão remota, havia surgido uma declaração autorizada da verdade cristã fundamental, um resumo dos principais fatos e princípios do Evangelho, um verdadeiro Credo dos Apóstolos.
Mas a expressão não me parece apontar nessa direção, pelo menos não de modo tão claro que exclua uma explicação mais simples. E essa explicação, creio eu, encontra-se na compreensão de que, por modelo, São Paulo entende aqui simplesmente o próprio Evangelho em suas grandes linhas de verdade: a mensagem de Cristo Jesus encarnado, oferecido em sacrifício, ressuscitado, elevado aos céus, reinando, salvando e vindo; a revelação dEle.
Agora, irmãos e irmãs, quando pensamos em um esboço ou modelo, a própria palavra significa uma impressão produzida por um golpe. Em outras palavras, faz-se uma impressão em alguma coisa, e ela fica marcada de tal maneira que não pode ser alterada. Por isso, algumas pessoas pensam que a palavra significa um padrão.
Mas lembrem-se: o modelo das palavras saudáveis não é um resumo sistemático nem uma redução da verdade do Evangelho — aquilo que entendemos como um Credo dos Apóstolos. Não é um credo. É o próprio Cristo, tudo o que Ele é, revelado a nós no Evangelho.
Esse é o esboço, ou modelo, das palavras saudáveis. Para dizer de outra maneira, é mais do que apenas palavras. Como mencionamos pela manhã, é Cristo e todo o conselho de Deus.
Tudo o que Cristo é e tudo o que Ele fez foram confiados pelos apóstolos à igreja. Ou, se vocês preferirem dizer de outra maneira, é a fé entregue de uma vez por todas aos santos. Esse é o esboço das palavras saudáveis.
Em contraste com isso, vocês veem que, em 1 Timóteo e 2 Timóteo, Paulo menciona muitos desvios desse esboço, desse modelo.
Por exemplo, em 1 Timóteo, Paulo diz a Timóteo que ordene a certas pessoas que não ensinem uma doutrina diferente, nem deem atenção a fábulas e genealogias intermináveis, que promovem questionamentos em vez da dispensação de Deus, que é pela fé.
O objetivo dessa ordem é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sem fingimento. Alguns, tendo se desviado dessas coisas, entregaram-se a conversas vãs, desejando ser mestres da lei, embora não entendam nem o que dizem nem aquilo que afirmam com tanta confiança.
Aqui vocês veem que algumas pessoas se desviaram do modelo das palavras saudáveis. Desviaram-se da fé entregue de uma vez por todas aos santos. Desviaram-se de Cristo e de tudo o que Ele é e fez.
Em vez disso, foram atrás de outras doutrinas, genealogias, questionamentos e do ensino da lei em lugar da graça. Em 2 Timóteo, vocês encontram Paulo mencionando conversas profanas e vazias.
Irmãos e irmãs, vivemos numa época em que as pessoas têm muita coceira nos ouvidos. Gostam de ouvir aquilo que querem ouvir. Quando isso acontece, é uma grande tentação para os que ministram a Palavra de Deus tentar agradar aos ouvidos dessas pessoas.
Eles podem tentar dizer algo que seja bem recebido pelas pessoas. Para fazer isso, são tentados a se desviar do modelo das palavras saudáveis. Saem do rumo e seguem outras doutrinas, outros ensinos, até mesmo conversas vãs. Paulo as chama de conversas vazias. Não há nada nelas. São vazias.
Esse é um sinal do nosso tempo. Por causa disso, é extremamente importante termos o modelo das sãs palavras, termos um bom depósito. Em outras palavras, termos Cristo e tudo o que Ele fez por nós: a pessoa e a obra de Cristo depositadas dentro de nós como um bom depósito.
Temos um pequeno depósito. Conhecemos o Senhor Jesus como nosso Salvador; isso é um depósito. Mas há muito mais do que isso. Se tudo o que temos depositado dentro de nós é apenas um pouquinho, irmãos e irmãs, isso não é suficiente.
Precisamos ver que Deus é capaz de nos confiar Cristo em toda a Sua plenitude. Quanto mais rico for o depósito, mais capazes seremos de suportar o abalo.
O que é o depósito? Para dizer em uma palavra: Cristo. Cristo nos foi revelado por meio das sãs palavras, mas é o Cristo vivo que está depositado em nós. Irmãos e irmãs, quanto mais Cristo for depositado em vocês, melhor.
Como podemos ter um bom depósito? Em primeiro lugar, Paulo diz:
Conserva o modelo das sãs palavras que de mim ouviste.
Em outras palavras, esse depósito vem pelo ouvir, e o ouvir, pela Palavra de Deus.
Ouvimos a Palavra, e precisamos saber de quem a ouvimos. Isso é muito importante. Por quê? Um ministro e seu ministério são inseparáveis. Portanto, se vocês sabem de quem ouviram, é mais fácil discernir aquilo que ouviram.
Mas aquilo que Timóteo havia ouvido de Paulo e aprendido com ele era mais do que apenas ensino. Leiam 2 Timóteo 3:10-11:
Tu, porém, seguiste o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, perseguições e sofrimentos.
Paulo diz: “Timóteo, você conhece profundamente meu ensino, mas, mais do que isso, conhece minha conduta — não apenas o ensino, mas a conduta, o propósito, a fé, a paciência, o amor, a perseverança, a perseguição e o sofrimento”.
A paciência diz respeito às pessoas. A perseverança diz respeito às coisas e aos acontecimentos. Como vocês podem conhecer o ensino, a conduta, a fé, o propósito, os sofrimentos de Paulo e todas essas coisas apenas recebendo palavras que ouvem? É impossível.
Isso mostra que as palavras aqui são mais do que algo simplesmente ouvido. Quando vocês ouvem essas palavras na fé e no amor, respondem a elas com fé e amor. Não se trata apenas de uma verdade objetiva a respeito de Cristo.
É uma verdade que se torna subjetiva em vocês. É Cristo em vocês, a esperança da glória. Porque é Cristo em vocês, é mais do que apenas ensino. Envolve conduta, fé, propósito, sofrimento, perseverança, amor e todas essas coisas. Não é apenas algo objetivo; é subjetivo, está dentro de vocês.
Recebemos um bom depósito não apenas pelo que ouvimos, mas, ao ouvir, absorvemos, inclusive daquele que nos ensina, sua conduta e tudo o que Deus operou naquela vida. Recebemos a verdade que foi trabalhada naquela vida.
O problema é que, muitas vezes, quando ouvimos algo, quando ouvimos uma pessoa, recebemos apenas o ensino. Entramos em contato com as palavras que ela falou, mas não com a pessoa de quem a palavra procede. É apenas ensino; não é a conduta, não é a pessoa inteira.
Na verdade, um ministério genuíno é a entrega da própria vida. Ao entregar a própria vida, transmite-se a vida de Cristo. É assim que devemos ouvir, e é assim que recebemos e passamos a ter um bom depósito.
Se o que ouvimos for apenas ensino, irmãos e irmãs, não apenas o esqueceremos, mas ele não nos sustentará nas provas e provações.
Em segundo lugar, recebemos um bom depósito por meio das Sagradas Escrituras, dos escritos sagrados. Em 2 Timóteo 3:15-17, Paulo diz:
E que desde a infância conheces os escritos sagrados, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé que há em Cristo Jesus.
Toda Escritura inspirada por Deus é também proveitosa para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a instrução na justiça:
para que o homem de Deus seja completo, plenamente preparado para toda boa obra.
Recebemos um bom depósito não apenas pelo que ouvimos, mas também pelo que lemos. Para termos um bom depósito, precisamos conhecer profundamente as Sagradas Escrituras. Por quê? Porque as Sagradas Escrituras foram sopradas por Deus.
Ao deixarmos que a Palavra de Deus habite ricamente em nós, temos um bom depósito.
Em terceiro lugar, como mencionamos pela manhã, não basta ouvir e ler; é necessário haver revelação. Se não houver revelação, aquilo que vocês leram será apenas letra.
A letra mata, mas o Espírito vivifica.
Por isso, é importante buscarmos o Senhor para receber revelação. Irmãos e irmãs, não posso enfatizar isso o suficiente. Para muitos crentes, a revelação é algo raro.
Em outras palavras, vocês não esperam receber revelação. Pensam que a revelação é algo raro. Talvez aconteça uma vez na vida; talvez aconteça ocasionalmente. Por essa razão, vivemos sob um céu fechado.
Mas, queridos irmãos e irmãs, foi-nos dado um céu aberto. Vivendo sob um céu aberto, devemos esperar revelação do alto.
Quando lemos a Palavra de Deus e ouvimos as pessoas falarem, devemos, ao mesmo tempo, abrir o coração ao Senhor e dizer: “Ó Senhor, dá-nos o espírito de sabedoria e de revelação. Transforma aquilo que ouvimos e lemos em luz do alto”.
É somente quando buscamos revelação que a encontramos.
Buscai, e achareis.
Mais uma vez, quando falo em revelação, não me refiro a algo espetacular ou necessariamente grandioso. Por revelação, quero dizer que vocês veem Cristo em seu espírito, na palavra que ouvem e na palavra que leem.
Vocês precisam de um toque de Cristo. Se Cristo tocar vocês, receberão uma revelação e não poderão continuar sendo os mesmos.
Em quarto lugar, para ter um bom depósito, vocês precisam não apenas de revelação, mas também da disciplina do Espírito Santo.
Por disciplina do Espírito Santo, quero dizer que Ele não apenas os conduz e lhes revela o que é de Deus, mas também ordena suas circunstâncias de tal modo que usa aquilo que vocês encontram diariamente — usa suas circunstâncias — para formar Cristo no próprio ser de vocês.
Se quiserem saber mais sobre isso, precisam ir a 2 Coríntios 4. Ali vocês encontram que temos um tesouro em vasos de barro, para que a extraordinária grandeza do poder seja de Deus, e não de nós mesmos.
O Espírito Santo começa a organizar nosso ambiente.
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados;
perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.
Levamos sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nós e em outras pessoas. Essa é a disciplina do Espírito Santo.
Queridos irmãos e irmãs, se não conhecermos a disciplina do Espírito Santo em nossa vida, muito pouco será real. Muito pouco será um verdadeiro depósito.
O problema hoje é que ouvimos muito. Talvez leiamos muito. Pensamos que temos muito. Mas, porque nos recusamos a aceitar a disciplina do Espírito Santo, aquilo que ouvimos não se transforma em vida.
A obra do Espírito Santo tem dois aspectos: Ele opera por dentro e por fora. Opera por dentro mediante a revelação; opera por fora mediante a disciplina. Precisamos de ambas.
Às vezes, começa com disciplina e termina com revelação. Às vezes, começa com revelação. Mas lembrem-se: se vocês receberem uma revelação, a disciplina virá em seguida. A revelação não custa pouco.
Paulo, quatorze anos antes de escrever 2 Coríntios, foi arrebatado ao terceiro céu. Foi levado ao Paraíso e ouviu coisas que o homem não podia expressar. Que revelação! Que visão!
Mas imediatamente vocês encontram aquele espinho na carne. Não pensem que era apenas um pequeno espinho. A palavra original é estaca, uma estaca cravada em sua carne, causando-lhe tamanho sofrimento, tão insuportável, que ele precisou clamar ao Senhor para que a removesse.
O Senhor disse: “Eu o deixo aí, mas a Minha graça te basta”. Essa é a disciplina do Espírito Santo. Queridos irmãos e irmãs, é por meio dessas coisas que chegamos a ter um bom depósito.
Aquilo que Deus depositou em nós, precisamos guardar no Espírito Santo. Deus depositou algo em sua vida, mas, se isso não for guardado no Espírito Santo, você o perderá.
Como posso convencê-los de que isso é possível? Vocês conhecem a igreja em Filadélfia? Nenhuma igreja é mais digna de elogio do que a igreja em Filadélfia. Por quê? Porque ali vocês encontram somente elogios, nenhuma repreensão.
No entanto, observem o que o Senhor diz em Apocalipse 3:11:
Venho sem demora; conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
Em outras palavras, eles tinham um bom depósito. Com base nesse bom depósito, eram dignos da coroa. Mas precisavam conservar o que tinham; caso contrário, sua coroa lhes seria tirada.
Agora, irmãos e irmãs, se Deus colocou um bom depósito em vocês — isto é, se Deus colocou uma boa medida de Cristo em sua vida —, ele precisa ser guardado no Espírito Santo.
Se não for guardado no Espírito Santo, perde seu frescor. Perde seu poder. Torna-se velho. Não podemos viver de algo velho e sem frescor. Precisamos viver diariamente de algo novo e vivo.
Portanto, não importa o que Deus já tenha depositado em vocês: precisam guardá-lo no Espírito Santo. Se esse depósito estiver fora de sintonia com o Espírito Santo, vocês perceberão que ele perdeu seu frescor e seu poder.
Por isso, mesmo que tenham recebido revelação, mesmo que conheçam Cristo de maneira muito viva, se não estiverem vivendo no Espírito Santo, o resultado será que não poderão viver de sua experiência passada.
O depósito precisa ser guardado no poder do Espírito Santo. Por isso, precisamos ser constantemente cheios do Espírito Santo. Precisamos ser governados diariamente pelo Espírito Santo, porque somente no Espírito Santo Cristo é vivo, novo, atuante e poderoso.
Mas, ao mesmo tempo, não apenas guardamos o depósito no Espírito Santo; também confiamos nosso depósito a Deus. Deixamos que Deus o guarde por nós. Essa é a perseverança dos santos.
Como podemos perseverar? Se depender de nós, podemos cair. Mas a perseverança dos santos não está em nós; está em Deus.
Porque confiamos de volta a Deus aquilo que Ele nos confiou, estamos plenamente persuadidos de que Ele é poderoso para guardar o depósito que Lhe entregamos até aquele dia.
Aquele dia é o dia em que o Senhor voltará e nós O veremos face a face.
Queridos irmãos e irmãs, por um lado, precisamos buscar ter um bom depósito. Por outro, precisamos guardar esse depósito no poder do Espírito Santo e também confiá-lo à guarda de Deus.
Por fim, vou ler Judas 1:24-25:
Ora, Àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis diante da presença de Sua glória, com grande alegria,
ao único Deus, nosso Salvador, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, sejam glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre. Amém.
Àquele que é poderoso para guardá-los. Paulo disse:
Sei em Quem tenho crido e estou plenamente persuadido de que Ele é poderoso para guardar o que Lhe confiei até aquele dia.
Queridos irmãos e irmãs, essa é a nossa segurança. Essa é a nossa confiança no tempo de aflição. Que o Senhor nos ajude. Vamos orar?
Ó Pai celestial, nós Te louvamos e agradecemos porque não apenas nos chamaste com uma santa vocação, mas também nos enraizaste em Cristo Jesus antes mesmo da fundação do mundo. Ó, como Te louvamos e agradecemos por Tua vocação.
Nós Te louvamos e agradecemos porque não apenas nos chamaste, mas depositaste em nós Cristo, que há de ser o nosso tudo e estar em todos. Ó, como Te louvamos e agradecemos porque Ele é Aquele que não pode ser abalado.
Pedimos que deposites mais dEle em cada um de nós. Capacita-nos a buscar revelação de Ti. Capacita-nos a nos render à disciplina do Espírito Santo.
E, Senhor, se nos deste algo, que isso seja guardado no poder do Espírito Santo, para que Ele permaneça sempre vivo e novo em nós.
Senhor, sabemos em Quem temos crido e estamos plenamente persuadidos de que Tu és poderoso para guardar o depósito que Te confiamos até aquele dia.
Por isso, entregamos a nós mesmos e aquilo que nos deste de volta à Tua guarda. Agradecemos porque Tu és poderoso para nos guardar até aquele dia. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.