2 Timóteo 2:2
E o que de mim ouviste entre muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.
2 Timóteo 2:14-22
Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não contendam acerca de palavras, que para nada aproveitam e são para a perversão dos ouvintes.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade;
E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais estão Himeneu e Fileto;
Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já aconteceu, e pervertem a fé de alguns.
Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são Seus; e: Qualquer que profere o nome do Senhor aparte-se da injustiça.
Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de madeira e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra.
De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda boa obra.
Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.
Vamos nos voltar ao Senhor em oração.
Nosso Pai celestial, como Te louvamos e Te agradecemos porque o véu já foi rasgado. Nós Te louvamos e Te agradecemos porque temos ousadia para entrar no Santo dos Santos e, ali, contemplar a Tua glória e ouvir a Tua voz.
Assim, nosso Pai celestial, pedimos que, tendo sido lida a Tua Palavra e estando ela prestes a ser explicada, o Espírito Santo fale ao nosso coração. Oramos para que nos atraias a Ti, a fim de que possas nos encher de Ti mesmo.
Senhor, oramos para que faças em nós uma obra que nenhum homem pode fazer. Mas nós Te louvamos e Te agradecemos: esta é a Tua obra. Por isso, entregamos esta noite em Tuas mãos e confiamos que o Teu Espírito Santo completará a Tua própria obra, para o louvor e a glória do Teu Filho. Em nome do nosso Senhor Jesus, amém.
Temos usado 2 Timóteo 2:2 como tema da nossa comunhão nesta noite. Ali encontramos o apóstolo Paulo exortando seu filho Timóteo, dizendo que as coisas que ele havia ouvido dele na presença de muitas testemunhas deveriam ser confiadas a homens fiéis — a homens e mulheres dignos de confiança —, para que também fossem capazes de instruir outros.
Queridos irmãos e irmãs, cremos que, quando Paulo exortou Timóteo a respeito desse assunto, era o próprio Senhor, por meio do apóstolo Paulo, dizendo-nos o que Ele deseja. Nestes dias difíceis, quando tudo parece estar se desintegrando e até mesmo o povo de Deus está se desviando, este é o tempo em que Deus procura homens e mulheres dignos de confiança.
Deus procura homens e mulheres fiéis — aqueles em quem Ele pode confiar, aqueles em quem pode depositar a Si mesmo e aqueles que são capazes de sustentar o testemunho de Jesus apesar dos dias difíceis. Essas pessoas não apenas conseguem permanecer firmes por Deus; também podem ser usadas por Ele. São qualificadas para instruir outras pessoas, para que mais pessoas se mostrem dignas de confiança e sejam usadas por Ele.
Assim, queridos irmãos e irmãs, creio que esse é o coração de Deus para nós hoje. Oh, que cada um de nós aqui nesta noite seja alguém digno de confiança! Oh, que cada um de nós seja uma pessoa a quem Deus possa confiar a Si mesmo nestes últimos dias — fiel a Ele e ao Seu testemunho, e com entendimento suficiente para também instruir outros.
Sinto que não há nada mais importante do que isso em nossos dias. É por essa razão que estamos nos reunindo nesta semana. Espero que a nossa reunião diante do Senhor não seja em vão, mas que Deus tome para Si aqueles de nós que estão aqui, para que, pela Sua graça, sejamos esses fiéis em quem Ele pode confiar e a quem pode usar para instruir outros.
Provavelmente, a pergunta que Timóteo faria seria: “Onde posso encontrar esses homens fiéis?” Paulo havia sido preso e, depois de sua prisão, todos os da Ásia o abandonaram. Timóteo ficou para trás. Para esse jovem, provavelmente parecia que ele havia sido deixado sozinho.
Será que Timóteo se sentia como o profeta Elias? Vocês se lembram de que Elias disse a Deus:
Mataram os Teus profetas;
Derrubaram os Teus altares;
E só eu fiquei,
E buscam a minha vida.
Essa era a situação. O que ele poderia fazer?
Será que o sentimento de Timóteo era semelhante? Paulo havia sido levado. Todos os da Ásia haviam abandonado Paulo. Timóteo havia sido um filho para Paulo; era fiel e chorou quando Paulo foi levado. Sentia-se sozinho. Provavelmente, ao receber a carta de Paulo dizendo:
As coisas que de mim ouviste, confia-as a homens fiéis.
Ele perguntou: “Onde estão eles? Onde posso encontrar essas pessoas dignas de confiança? Não se dispersaram todos quando Paulo foi preso?”
Mas, irmãos e irmãs, graças a Deus. Deus disse a Elias:
Tenho sete mil homens que não dobraram os joelhos a Baal.
Creio que, nos dias de Timóteo, quando ele pensava estar sozinho, Deus tinha os Seus fiéis ocultos. Era responsabilidade de Timóteo encontrar esses fiéis ocultos — descobrir esses homens.
Exteriormente, parecia que Timóteo estava sozinho, mas, na verdade, Deus sempre teve os Seus fiéis ocultos. Eram esses fiéis ocultos que Paulo queria que Timóteo encontrasse e a quem confiasse o testemunho de Jesus.
Às vezes temos o mesmo sentimento. Quando passamos por dias difíceis, olhamos ao redor e percebemos que parecemos estar sozinhos, talvez nos queixemos a Deus e digamos: “Senhor, estou completamente sozinho. Como posso prosseguir?” Creio que Deus nos dirá a mesma coisa: “Tenho sete mil que não dobraram os joelhos. Vá encontrá-los.”
As coisas que Paulo havia falado diante de muitas testemunhas deveriam ser confiadas a esses homens e mulheres fiéis, para que também instruíssem outros. É isso que temos procurado fazer nesta semana: descobrir os fiéis ocultos de Deus — aqueles que não dobraram os joelhos a outros deuses.
Queremos ver esses homens fiéis se levantarem, não mais ocultos, mas dando testemunho de Jesus conosco, para que, juntos, possamos prosseguir para a Sua glória.
Quem são essas pessoas dignas de confiança? Hoje já mencionamos algumas coisas absolutamente essenciais para aqueles que desejam ser fiéis e dignos de confiança em dias difíceis.
Primeiro, precisamos nos lembrar do nosso chamado. Se tudo o que vemos é aquilo que está ao nosso redor, e se tudo o que vemos somos nós mesmos, certamente cairemos como outros caíram. Mas este é um tempo em que precisamos nos lembrar do nosso chamado. Precisamos olhar para o alto e ver que Deus nos salvou e nos chamou segundo o Seu próprio propósito e graça, que nos deu em Cristo Jesus antes dos tempos eternos.
Se temos certeza do nosso santo chamado, se sabemos que fomos chamados segundo o Seu propósito, e se sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o Seu propósito, então, queridos irmãos e irmãs, estaremos firmados sobre a Rocha. Não seremos abalados.
É tremendamente importante sabermos qual é o nosso chamado. Como Paulo pôde permanecer firme? Ele concluiu com esta declaração:
Não fui desobediente à visão celestial.
Se Paulo não tivesse tido a visão celestial, não teria nada a que obedecer. Se não tivesse tido aquela visão celestial, não teria conseguido permanecer firme.
Mas, em meio a todas as provações, perseguições e testes, Paulo disse, em outras palavras: “A razão pela qual posso continuar até hoje é que não fui desobediente à visão celestial.” Queridos irmãos e irmãs, vocês têm essa visão celestial?
A visão celestial diz respeito ao propósito de Deus. Diz respeito ao propósito eterno de Deus. Essa visão é o nosso chamado. Somos chamados para ser o Corpo de Cristo. Somos chamados para ser conformados à imagem do Filho de Deus, para que o Filho unigênito de Deus seja o Primogênito entre muitos irmãos. Esse é o nosso chamado.
Graças a Deus, Ele não apenas nos chamou, mas, desde o dia em que nos chamou, vem depositando algo bom em nós. Ele está depositando o Seu próprio Filho em nós — não como um ensinamento, não como uma doutrina, não como um credo. Ele está depositando o Seu Filho em nós como a nossa própria vida, como o nosso tudo em todos.
Certamente precisamos ter um bom depósito, e esse bom depósito precisa ser guardado pelo Espírito Santo. Paulo diz:
Não me envergonho de sofrer, porque sei em Quem tenho crido,
E estou plenamente persuadido de que Ele é poderoso para guardar o que Lhe confiei até aquele dia.
Será posto à prova se temos ou não um bom depósito. Já estamos no meio dessa prova. Se temos um bom depósito, permaneceremos firmes; se não temos um bom depósito, cairemos.
Como esse bom depósito se forma? Ele vem na forma de graça. Graça — graça — tudo é graça. A graça não é uma coisa; a graça é uma Pessoa. A graça é Cristo em ação e em presença. Gosto muito disso.
A graça de Deus está sempre disponível. É gratuita para todos; é universal. Mas precisamos responder à graça com fé e obediência.
Na noite passada, mencionamos que, como parte do nosso chamado, por termos esse bom depósito e por termos recebido graça, somos chamados a participar dos sofrimentos de Cristo. Há toda uma categoria dos sofrimentos de Cristo na qual somos chamados a ter comunhão com Ele, e não apenas com Ele, mas também uns com os outros.
Precisamos olhar para os sofrimentos de uma perspectiva positiva, sem pensar que sofrer é um desperdício. Graças a Deus, embora o sofrimento seja inevitável porque há pecado neste mundo, porque há em nós a natureza caída e porque Satanás é o príncipe deste mundo, Deus usa o sofrimento para nos purificar, nos santificar e nos amadurecer.
Que os sofrimentos dos quais participamos uns com os outros e com Cristo produzam em nós um eterno peso de glória.
Nesta noite, gostaríamos de prosseguir com o quinto elemento, encontrado em 2 Timóteo 2:15:
Procura apresentar-te a Deus aprovado,
Como obreiro que não tem de que se envergonhar,
Que maneja bem a palavra da verdade.
Nesta noite, gostaríamos de compartilhar sobre sermos aprovados diante de Deus. Nesse versículo, quando Paulo diz:
Procura apresentar-te a Deus aprovado.
Segundo o grego, a expressão a ti mesmo é enfática. A ênfase está em você mesmo. A ênfase não está na obra; a ênfase está no obreiro.
Muitas vezes pensamos mais na obra do que no obreiro. Isso é verdade em toda parte, porque, neste mundo, o trabalho é considerado mais importante do que o trabalhador. Desde que o trabalho seja feito, o trabalhador não importa. O que realmente importa neste mundo é que o serviço seja realizado. Quem o faz, e que tipo de pessoa o faz, pouco significa aos olhos do mundo.
As pessoas não procuram conhecer o seu caráter. Não procuram descobrir que tipo de pessoa você é. Desde que você seja competente e capaz de realizar o serviço, isso é tudo o que se exige de você. Essa é a natureza do trabalho neste mundo.
Mas, queridos irmãos e irmãs, na obra espiritual é exatamente o contrário. Na obra espiritual, Deus dá mais ênfase a quem a realiza do que ao fato de ela ser realizada. Deus não está tão interessado em simplesmente ver o serviço feito; Deus está mais interessado em quem o está fazendo.
Se Deus não tiver o obreiro adequado, Ele preferirá que a obra não seja feita. Por quê? Porque a própria natureza da obra de Deus é diferente. O trabalho deste mundo é simplesmente um trabalho, uma meta, uma tarefa, talvez uma visão a ser concretizada. Mas, na obra de Deus, o próprio Deus está profundamente envolvido.
Quando você faz a obra de Deus, não está apenas tentando realizar um serviço. Você está comunicando Cristo, porque a obra de Deus consiste em comunicar Cristo. O próprio Cristo está na obra. Portanto, se o obreiro não for adequado, a obra jamais poderá ser verdadeiramente realizada. E, se alguma obra for feita, Deus jamais a aprovará.
Vocês se lembram da passagem de Mateus 7. O Senhor Jesus disse que muitos — lembrem-se, muitos — naquele dia viriam a Ele e diriam:
Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome?
E, em Teu nome, não expulsamos demônios?
E, em Teu nome, não fizemos muitas obras poderosas?
Contudo, o Senhor Jesus disse que lhes diria:
Nunca vos conheci: apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade.
Provavelmente, alguns diriam que essas palavras são dirigidas apenas aos incrédulos. Mas, se vocês lerem o contexto, o Sermão do Monte foi dirigido aos discípulos. Quando os discípulos se aproximaram do Senhor, Ele abriu a boca e lhes falou. As multidões estavam reunidas ao redor e ouviram o que Ele dizia, mas o Senhor deu essa mensagem aos Seus próprios discípulos — àqueles que haviam crido Nele e O seguiam.
Que dia é “aquele dia”? É o dia de Jesus Cristo. É o dia em que todos compareceremos diante do tribunal de Cristo.
Graças a Deus, porque cremos no Senhor Jesus como nosso Salvador, passamos da morte para a vida e já não estamos sob condenação. Cristo foi julgado na cruz do Calvário. Portanto, não compareceremos diante do grande trono branco para ser julgados quanto à vida eterna ou à morte eterna.
Mas não pensem que não haverá julgamento para os crentes. O julgamento deve começar pela casa de Deus. Paulo disse que, um dia, todos nós, crentes, compareceremos diante do tribunal de Cristo. Graças a Deus, não se trata de um trono; trata-se de um bema, um tribunal. Não é um julgamento judicial; é um julgamento familiar. Não é um julgamento quanto à morte eterna ou à vida eterna; é um julgamento quanto à recompensa ou à perda — se alguém poderá entrar no reino e reinar com Ele por mil anos.
Quando comparecermos diante do tribunal de Cristo, muitos — não poucos —, muitos crentes, muitos obreiros, muitos envolvidos naquilo que se chama obra de Deus, se apresentarão e dirão:
Senhor, Senhor, em Teu nome fizemos obras poderosas.
Em Teu nome expulsamos demônios.
Em Teu nome profetizamos.
Evidentemente, demônios foram expulsos e, evidentemente, maravilhas foram realizadas em nome do Senhor Jesus. Contudo, o Senhor Jesus dirá a essas pessoas:
Nunca vos conheci.
Isso significa: “Nunca aprovei vocês. Apartem-se de Mim, praticantes da iniquidade.”
Eles fizeram essas coisas em nome do Senhor Jesus, mas não estavam fazendo a vontade de Deus. Eram praticantes da iniquidade. A iniquidade significa que não se sujeitaram à autoridade de Cristo. Embora Deus talvez lhes tivesse dado dons para expulsar demônios e realizar maravilhas, eles próprios não se submeteram ao senhorio e à autoridade de Cristo.
Por isso, embora tenham feito todas essas coisas em nome do Senhor Jesus, fizeram-nas por conta própria. “Praticantes da iniquidade, apartem-se de Mim. Vocês não terão parte no reino.” Lembrem-se: isso não tem nada a ver com a salvação eterna. Paulo disse que, embora a obra de alguém seja queimada, ele próprio será salvo, todavia como pelo fogo.
Assim, aos olhos de Deus, o obreiro é mais importante do que a obra. É verdade que Deus tem uma obra a ser realizada, mas Ele está mais interessado em você — em que você se apresente aprovado diante Dele — do que naquilo que você pode fazer para Ele.
Precisamos nos examinar à Sua luz, para saber se podemos nos apresentar aprovados diante de Deus como obreiros que não têm de que se envergonhar.
Qual é o significado de aprovado? A própria palavra significa que você está sendo posto à prova com o propósito de ser aprovado. Você está sendo testado para verificar se atende aos critérios estabelecidos, para que possa sair aprovado — comprovadamente genuíno.
Como precisamos nos apresentar diante do Senhor sob a luz do Seu rosto, para que a luz do tribunal de Cristo brilhe sobre nós e revele se somos aprovados.
Precisamos perguntar se a nossa motivação é pura, se a nossa vida é verdadeira, se estamos fazendo a vontade de Deus ou se estamos apenas fazendo aquilo que pensamos ser bom para Deus. Precisamos ser examinados pela luz do alto, para saber se fazemos as coisas pela nossa própria força ou se as fazemos em Cristo.
Precisamos ser examinados pela Sua Palavra. Como encontramos em Hebreus 4:12, a Palavra de Deus é mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. Ela penetra, divide alma e espírito e expõe os pensamentos e as intenções do coração.
Irmãos e irmãs, precisamos disso. Precisamos ser examinados pelo Senhor quanto a sermos, como pessoas, aceitáveis a Ele. Há alguma coisa em nós que não seja aceitável a Ele? Precisamos verificar se temos o caráter do Filho.
É mais importante que tenhamos a imagem do Seu Filho do que sejamos capazes de realizar a Sua obra. Se não somos aprovados, então nada do que fazemos é aprovado, por mais bem-sucedido ou bom que possa parecer aos homens. Antes de tudo, precisamos ser aprovados.
No tempo de Timóteo, as palavras tinham pouco valor. Não faltava atividade, nem faltava ensino. As pessoas gostavam de ensinar outras doutrinas. Queriam ser mestres da lei, mas não entendiam o que estavam dizendo. Gostavam de discutir sobre palavras como se fossem especialistas. Falavam muito, mas não havia substância naquilo.
Muitas palavras eram pronunciadas e havia muita atividade, mas quem eram essas pessoas? Algumas perderam a consciência e, por terem perdido a consciência, naufragaram quanto à fé. Algumas, por gostarem de falatórios vãos, avançaram para uma impiedade ainda maior, chegando a dizer às pessoas que a ressurreição já havia acontecido. Dessa maneira, perverteram a fé de muitos.
Quando estamos cercados por coisas assim, realmente precisamos voltar ao Senhor, apresentar-nos diante Dele e verificar se Ele pode nos aprovar. Ser aprovado por Deus é mais importante do que aquilo que podemos fazer para Ele.
Paulo diz:
Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata,
Mas também de madeira e de barro;
Uns para honra, outros, porém, para desonra.
Será que vocês conhecem a diferença entre 1 Timóteo e 2 Timóteo? Creio que sim, porque ela é muito evidente. Quando Paulo escreveu 1 Timóteo, em 1 Timóteo 3:15, disse que a igreja é a casa de Deus. É a assembleia do Deus vivo, a coluna e o fundamento da verdade.
A igreja é a casa de Deus, na qual Deus habita e descansa. A igreja é a assembleia do Deus vivo; o Deus vivo está presente entre eles. A igreja é a coluna e o fundamento da verdade. É onde a verdade é depositada, sustentada e testemunhada.
Mas, quando Paulo escreveu 2 Timóteo, disse:
Numa grande casa.
Na grande casa há vasos para honra e vasos para desonra. Há vasos de ouro e de prata, e há vasos de madeira e de barro.
Em 1 Timóteo, Paulo mencionou presbíteros e diáconos, juntamente com as qualificações dos presbíteros e dos diáconos, porque tudo estava em ordem. Mas, quando chegamos a 2 Timóteo, ele diz:
As coisas que de mim ouviste, confia-as a pessoas fiéis.
Encontre aqueles que são dignos de confiança. Nada é mencionado a respeito de presbíteros e diáconos.
A igreja descrita em 1 Timóteo e a igreja descrita em 2 Timóteo passaram por uma grande mudança. Por isso, muitos comentaristas concordam que houve uma mudança na igreja: ela se tornou uma grande casa.
Alguns ensinam que hoje existe uma igreja visível e uma igreja invisível. A igreja visível é aquela grande instituição chamada cristianismo. Dentro dessa igreja visível, dizem eles, está a igreja invisível:
O Senhor conhece os que são Seus;
E qualquer que profere o nome do Senhor aparte-se da iniquidade.
Mas, queridos irmãos e irmãs, vocês acham que há na Bíblia essa distinção entre uma igreja visível e uma igreja invisível? Pessoalmente, não creio que exista tal coisa na Bíblia. Igreja é igreja.
Alguns dizem que os vasos para honra são os crentes e os vasos para desonra são os incrédulos. Portanto, dizem eles, na igreja visível há tanto crentes quanto incrédulos, enquanto na igreja invisível todos são vasos para honra. Isso parece muito lógico.
Mas não creio que seja disso que Paulo está falando. Não creio que, ao falar da grande casa que contém vasos para honra e vasos para desonra, Paulo esteja se referindo a uma igreja visível e a uma igreja invisível.
Quando ele diz que na grande casa há vasos para honra e vasos para desonra, está nos dizendo que, de fato, ocorreu uma mudança na igreja. Em 1 Timóteo, a igreja estava em seu estado normal. Em 2 Timóteo, a igreja havia se tornado anormal.
Os vasos para honra e os vasos para desonra não se referem simplesmente a cristãos e não cristãos. Não podem se referir a isso, porque Paulo diz que, se alguém se purificar destes — isto é, dos vasos para desonra —, então se tornará um vaso para honra.
Em outras palavras, quando a igreja está em um estado anormal, você pode ser um vaso para desonra, se assim escolher. Mas, pela graça de Deus, pode ser um vaso para honra, se assim escolher. Há uma escolha.
Nas Escrituras, o ouro representa a glória e a natureza de Deus. Não podemos ver Deus, mas, quando a glória de Deus aparece, ela é como ouro.
Nas Escrituras, a prata representa a redenção. No Antigo Testamento, os filhos de Israel pagavam o dinheiro do resgate em prata, em siclos. A prata representa a obra redentora de Cristo, assim como o ouro representa a natureza de Deus.
Nas Escrituras, a madeira representa o homem e a vida natural. O homem, assim como a madeira, é corruptível. O barro representa a obra do homem. Vocês se lembram de como Faraó obrigou os filhos de Israel a fazer tijolos: eram necessários palha e barro.
Assim, temos vasos de ouro e de prata — vasos feitos de ouro, a natureza de Deus, e de prata, a obra redentora de Cristo. Depois temos vasos de madeira e de barro — aqueles que são do homem e aqueles que são obra do homem.
No início da história da igreja, houve um homem — não consigo pronunciar o nome dele — que era chamado de “boca de ouro”. Ele disse que a grande casa é o mundo, porque acreditava firmemente que na igreja só poderia haver vasos de ouro e de prata; não poderia haver vasos de madeira e de barro.
Isso é verdade no que diz respeito ao projeto original de Deus. A igreja é a igreja do Deus vivo. Não deveria haver vasos para desonra. Todos os que são chamados à igreja de Deus são chamados para ser vasos para honra. Todos deveriam ser ouro e prata. Todos devem receber a vida de Deus, manifestar a natureza de Deus e conhecer a obra redentora de Cristo.
É isso que deveríamos ser. Mas lembrem-se: a igreja agora está em um estado anormal. Quando a igreja está nesse estado, infelizmente encontramos vasos para honra e vasos para desonra. Encontramos vasos de ouro e de prata, e também encontramos vasos de madeira e de barro. Não deveríamos ser esses vasos, mas, infelizmente, eles estão presentes.
Vocês se lembram de que, em 1 Coríntios 3, Paulo disse que era como um sábio construtor. Ele havia lançado um fundamento, e esse fundamento não é outro senão Cristo Jesus. O Senhor Jesus é o fundamento, e todos devem edificar sobre esse fundamento. Estamos edificando a casa de Deus.
Alguns edificam com ouro, prata e pedras preciosas; outros edificam com madeira, feno e palha. As pedras preciosas representam a obra do Espírito Santo. Ouro, prata e pedras preciosas são caros, difíceis de obter e não são fáceis de trabalhar. Não é fácil construir com eles um edifício muito grande, porque são caros.
Mas madeira, feno e palha podem ser encontrados por toda parte. São baratos, fáceis de trabalhar, e com eles você pode construir um grande edifício, uma grande casa. Aos olhos do mundo, as pessoas talvez vejam com mais facilidade o que é construído com madeira, feno e palha do que aquilo que é construído com ouro, prata e pedras preciosas.
Mas, queridos irmãos e irmãs, o fogo provará a obra de cada um. O nosso Deus é um fogo consumidor. Lembrem-se: estamos falando de cristãos — crentes na casa de Deus. O fogo provará a obra de cada um.
Madeira, feno e palha não resistem ao fogo. Serão consumidos. Suas obras serão queimadas, embora eles próprios sejam salvos, todavia como pelo fogo, porque o fundamento não pode ser destruído.
Mas aqueles que edificam com ouro, prata e pedras preciosas descobrirão que, quando o fogo provar a sua obra, iluminará esses materiais e os fará brilhar. Eles serão recompensados.
A diferença entre 1 Coríntios 3 e 2 Timóteo 2 é esta: em 1 Coríntios 3, a referência é à nossa obra; em 2 Timóteo 2, a referência é a nós mesmos. Nós somos os vasos de ouro e de prata, ou somos os vasos de madeira e de barro. O tipo de obra que nos é confiada é determinado pelo tipo de vaso que somos.
Muitas vezes pensamos que a obra e o obreiro são duas coisas separadas. Se vamos à cozinha e cozinhamos, talvez pensemos que esse é um trabalho de pouca importância. Se subimos à plataforma e pregamos, talvez pensemos que certamente esse deve ser um trabalho de honra. Mas, queridos irmãos e irmãs, lembrem-se: aquilo em que Deus realmente está interessado é quem vocês são.
Você é um vaso de ouro? É um vaso de prata? Ou é um vaso de madeira? É um vaso de barro? Isso determina a obra. Você pode fazer a mesma obra, mas, aos olhos de Deus, ela pode ser completamente diferente. Para alguém, pregar pode ser uma obra de honra; para outra pessoa, alimentar os outros pode ser uma obra de honra. Para alguns, cozinhar pode ser uma obra de honra; para outros, pode não ser. Não é a obra; é o obreiro — aquilo que você é.
É por isso que Paulo exortou Timóteo: você pode ser um ou outro. Se você se contenta em ser um vaso para desonra, pode sê-lo, se quiser. Mas, se você se levantar em seu espírito e disser: “Oh, Senhor, quero ser um vaso para honra por amor a Ti”, então se purificará.
Ao se purificar, você está declarando que não está disposto a ser um vaso para desonra. Como é triste que haja tantos crentes que se contentam em ser vasos para desonra.
Eles preferem viver segundo os ditames da sua carne. Preferem continuar trabalhando no poder da sua força natural, porque acham isso mais conveniente e mais bem-sucedido aos olhos do mundo. Preferem ser populares e receber os aplausos do mundo. Muitos se contentam em viver dessa maneira.
Oh, se Deus nos fizer enxergar com clareza, não nos contentaremos em simplesmente continuar sendo nós mesmos — vivendo segundo a carne e trabalhando no poder da força natural. Que Deus abra os nossos olhos para vermos que esses são vasos de madeira e de barro, e tudo o que um vaso de madeira ou de barro toca se torna desonra.
Talvez você não perceba que está prestando um desserviço a Deus. Saulo pensava que estava servindo a Deus ao perseguir os cristãos. Não sabia que estava prestando um desserviço a Deus. Provavelmente estamos fazendo a mesma coisa sem saber.
Oh, que nos levantemos e nos purifiquemos. É verdade que somente Deus pode fazer essa obra, mas aqui vemos que você precisa tomar a iniciativa. Você precisa estar disposto. Não pode estar disposto a ser um vaso de barro e de madeira, um vaso para desonra. Precisa desejar ser um vaso para honra para o Senhor.
Você se levanta e se purifica dos vasos para desonra. Isso quer dizer que está disposto a aceitar a disciplina do Espírito Santo. Está disposto a aceitar a operação da cruz em sua vida. Está disposto a ver a sua carne ser tratada e a vida do seu eu ser negada. Está disposto a tomar a sua cruz e seguir o Senhor. Está disposto a deixar que Deus o reduza a zero: “Senhor, nada posso fazer sem Ti.”
Se você estiver disposto, descobrirá que o Espírito Santo está sempre pronto. Às vezes você se pergunta por que o Espírito Santo não está fazendo a Sua obra em sua vida — por que Ele torna a sua vida, por assim dizer, tão fácil; por que nunca toca em você; por que permite que você viva, dia após dia, da maneira que deseja. A única razão é que Ele não quer forçar você.
Ele está esperando que você coopere, que se entregue a Ele: “Senhor, não quero mais viver à minha maneira. Estou cansado de fazer a Tua obra na minha própria força. Tenho aversão a mim mesmo. Odeio a minha obra.”
No processo de servir ao Senhor, chegará um dia em que você terá aversão a si mesmo e odiará a sua obra. No começo, talvez ame a sua obra. Você tem prazer nela. Encontra satisfação nela. Sente orgulho de si mesmo e daquilo que fez.
Mas, se o Senhor agir com graça para com você, chegará um dia em que literalmente odiará a si mesmo. Você dirá: “Senhor, por que sou eu de novo? Não quero mais ver a mim mesmo. Senhor, olho para a minha obra e sinto vergonha. Preferiria não trabalhar mais.”
Quando Deus o tiver levado a esse ponto, você estará disposto a deixar que a cruz elimine o seu eu. Estará disposto a deixar que a sua força chegue ao fim. Então se verá purificado da madeira e do barro e se tornará um vaso de ouro e de prata. Quando tocar na obra de Deus, ela será uma obra honrosa, aceitável a Deus.
Você está servindo a Deus em Sua casa? Está envolvido na chamada obra de Deus? Alguma vez lhe ocorre perguntar: “Que tipo de vaso sou eu? Sou aprovado por Deus como vaso?”
Ou você está tão interessado e envolvido na obra que não se preocupa com aquilo que é aos olhos Dele? Um dia você despertará. Espero que desperte nesta noite, e não naquele dia, porque, se esperar até lá, talvez ouça a voz dizendo:
Nunca vos conheci.
Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade.
Se nos purificarmos, então seremos vasos para honra, santificados, úteis ao Senhor e preparados para toda boa obra. Isso não significa que a obra não seja importante. Deus tem uma obra a ser realizada. Mas você não pode tocar nessa obra enquanto não for um vaso santificado, útil ao Senhor e preparado para toda boa obra.
Então Paulo novamente exorta Timóteo:
Foge, também, dos desejos da mocidade;
E segue a justiça, a fé, o amor e a paz
Com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.
Quando Timóteo recebeu essa carta de Paulo, quantos anos vocês acham que ele tinha? É claro que não podemos dizer com exatidão, mas, por inferência, parece que Timóteo talvez tivesse trinta e seis ou trinta e sete anos. Ele não era tão jovem quanto podemos imaginar.
Em relação a Paulo, ele era um jovem, mas não era inexperiente. Ao circular entre o povo de Deus em Éfeso e na Ásia, provavelmente encontrava muitos que eram mais velhos do que ele. Em comparação com as pessoas entre as quais ministrava, ele era considerado mais novo, e isso criava um problema.
Paulo disse:
Foge dos desejos da mocidade.
Muitas vezes pensamos nos desejos da mocidade em um sentido sensual. Mas aquilo a que Paulo se referia no caso de Timóteo não era o desejo encontrado entre os jovens do mundo. Timóteo não tinha esse tipo de desejo; Deus já havia tratado com ele havia muito tempo.
Timóteo era mais jovem e, ainda assim, uma obra tão grande lhe havia sido confiada. Ele queria reavivar e dar continuidade ao testemunho de Jesus. Queria encorajar outras pessoas a pertencer ao Senhor, mas essas pessoas talvez fossem mais velhas do que ele e talvez conhecessem o Senhor havia mais tempo. Por ser mais novo, havia uma certa tentação — não em um sentido sensual, mas em um sentido espiritual e moral.
Uma pessoa mais jovem, que seja naturalmente tímida, talvez precise se esforçar para assumir a liderança entre o povo de Deus. Ao fazer isso, talvez carregue um complexo de inferioridade. Para superar esse complexo de inferioridade, talvez sinta a necessidade de se impor além da medida — não necessariamente por ambição, mas porque sente que precisa provar o seu valor aos olhos do povo de Deus.
Ao fazer isso, pode se tornar irritadiça, impaciente com as pessoas e insistente em fazer prevalecer a própria vontade. Talvez não ouça as opiniões dos outros. Existe essa tendência ligada aos desejos da mocidade. Paulo diz: “Fuja deles.”
Será que temos o mesmo problema hoje? Em nossa geração, graças a Deus, Ele está levantando jovens entre o Seu povo para restaurar o Seu testemunho. Às vezes, os mais velhos podem ser difíceis, porque têm ideias estabelecidas e maneiras de agir fixas. Mas, com os mais jovens, que são abertos e livres, Deus pode tomá-los em Suas mãos, moldá-los e formá-los como deseja.
Ao longo da história da igreja, em cada mover de Deus, as pessoas que Deus usou eram, em sua maioria, jovens. Agora, Deus também usa pessoas mais velhas. Ageu era um homem idoso; Zacarias era um jovem, e eles trabalharam juntos. Essa é a beleza disso. Portanto, vocês que são mais velhos, tenham ânimo: Deus ainda não os colocou de lado.
No entanto, parece mesmo ser mais fácil para os mais jovens captar a visão.
Os vossos jovens terão visões,
E os vossos velhos sonharão sonhos.
Os sonhos geralmente olham para trás; as visões geralmente olham para a frente. Por essa razão, às vezes surge um problema.
Para Timóteo, teria sido fácil dizer: “Bem, sou mais novo. Aqui estão os mais velhos; que eles deem continuidade à obra. Vou apenas me esconder atrás deles.” Os mais velhos poderiam olhar para ele e dizer: “Você é jovem. O que sabe?”
Teria sido muito mais fácil para Timóteo recuar, mas Deus lhe havia confiado algo. Paulo o exortou a confiar as coisas que havia ouvido a pessoas dignas de confiança, para que também pudessem instruir outros. Se Timóteo quisesse ser fiel, teria de se esforçar, por assim dizer; e era aí que os desejos da mocidade poderiam surgir inconscientemente.
Jovens irmãos e irmãs, se o Senhor lhes mostrou alguma coisa e se o Senhor vai usá-los, apresentem-se — mas fujam dos desejos da mocidade. Vocês não precisam se colocar à frente à força. Não precisam se tornar proeminentes. Deixem Deus fazer isso.
Mas não se trata apenas de fugir; isso seria negativo. Trata-se também de buscar. Fugimos dos desejos da mocidade como de uma praga, mas, ao mesmo tempo, buscamos.
Buscamos a justiça. Essa é a justiça prática — não apenas Cristo nos revestindo como nossa justiça, mas a justiça prática em nossa vida diária. Especialmente para aqueles que desejam ser vasos para honra e pessoas em quem Deus possa confiar, irmãos e irmãs, precisamos viver de maneira justa.
Não é fácil, especialmente em dias difíceis, viver de maneira justa. Precisamos buscar isso. Se você não buscar, não terá. Sejamos rigorosos conosco, mas bondosos com os outros.
Muitas vezes, aqueles que supostamente estão buscando a justiça desenvolvem uma mentalidade na qual são muito severos com os outros e muito indulgentes consigo mesmos. Mas, se queremos buscar a justiça, precisamos ser rigorosos conosco e bondosos com as outras pessoas.
Busquem a fé. A fé aqui tem especialmente o sentido de fidelidade. É claro que há lugar para a fé no sentido de crer no Senhor, e como precisamos crer Nele. Mas, neste contexto, creio que a ideia é mais a de fidelidade.
É fácil, especialmente para os mais jovens, ser infiel nas pequenas coisas. Queridos irmãos e irmãs, se não somos fiéis nas pequenas coisas, como podemos ser fiéis nas grandes? Busquem a fidelidade.
Busquem o amor. Muitas vezes, quando as pessoas estão realmente avançando, tendem a se tornar duras e ásperas. Pensam que progrediram, olham para outras pessoas e sentem que elas estão muito atrás. Como é fácil perdermos o amor. Busquem o amor.
E busquem a paz — não apenas a paz com Deus, mas a paz com o povo de Deus. Ao buscar essas coisas, busquem-nas com todos os que invocam o nome do Senhor com um coração puro.
Ao viajar entre o povo de Deus, cada vez mais percebo que, nestes últimos dias, exteriormente tudo está se desintegrando. É como se a igreja tivesse se tornado a grande casa, com vasos para honra e vasos para desonra.
O que podemos fazer quando estamos em tais circunstâncias? Creio que o Senhor tem uma boa palavra, e essa palavra é: busquem com aqueles que invocam o Senhor com um coração puro.
Não olhem ao redor e não se justifiquem porque outras pessoas não são fiéis, porque outras pessoas fazem concessões, porque outras pessoas vivem segundo a carne e trabalham no poder da sua força natural. Não digam: “Serei como um deles.” Nunca assumam essa atitude.
Pelo contrário, quando vocês virem uma situação assim diante de vocês, irmãos e irmãs, encontrem aqueles que invocam o Senhor com um coração puro. Estejam com eles. Busquem o Senhor e deem testemunho de Jesus. É isso que precisamos fazer.
Que o Senhor nos ajude a nos apresentar aprovados diante Dele, como obreiros que não têm de que se envergonhar, manejando bem a Palavra de Deus. Manejá-la bem significa tomar toda a Palavra de Deus tal como vem de Deus e cortá-la em linha reta, da maneira como deve ser.
Nosso Pai celestial, Tu nos chamaste para uma obra, para manter o testemunho de Jesus. Mas, Senhor, Tu estás mais interessado em nós do que na nossa obra.
Por isso, oramos para que, nesta noite, de alguma maneira, o Teu Espírito Santo grave em cada um de nós que Tu estás procurando a nós, e não apenas procurando a nossa obra. Oh, que sejamos aprovados por Ti; que sejamos quebrantados e nos tornemos vasos de ouro e de prata; que sejamos vasos para honra.
Senhor, se há desejos da mocidade dos quais precisamos fugir, oh, que fujamos. Se há justiça, fé, amor e paz que precisamos buscar, então faze com que busquemos.
Mas oramos para que não busquemos sozinhos, para que busquemos com todos os que invocam o Senhor com um coração puro. Como Te agradecemos por nos dares irmãos e irmãs de coração puro. Como Te agradecemos porque ainda há pessoas dignas de confiança ao nosso redor. Como Te agradecemos por aquilo que Tu podes fazer nelas.
Em nome do nosso Senhor Jesus, amém.