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    Qualifications For Spiritual Leadership, Part 2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Qualifications For Spiritual Leadership, Part 2
    Qualifications For Spiritual Leadership, Part 2
    Kaung, Stephen

    Liderança espiritual: qualidades, custos, perigos e consolações

    E foi exatamente nesse ponto que Deus o levantou como líder dos filhos de Israel.

    Ah, irmãos e irmãs, vocês verão que Moisés — a Bíblia diz que ele era o mais manso de todos os homens. Acho que muitas vezes não temos essa impressão quando vemos uma imagem de Moisés. Que tipo de imagem vocês encontram? Ele não parece o mais manso. Todos os artistas o retratam, naturalmente, procurando transmitir sua imponência. Ele era um legislador tão severo, tão rigoroso, tão sério, tão duro, tão duro.

    Ah, Senhor, concede-nos essa mansidão. Queridos irmãos e irmãs, a Bíblia diz que ele era o mais manso de todos os homens.

    A humildade como força

    Humildade não significa fraqueza.

    Humildade é força. Porque há força, você pode se dar ao luxo de ser humilde. A maioria das pessoas não pode se dar ao luxo de ser humilde, porque não lhes resta nada.

    Pois, queridos irmãos e irmãs, aqui vocês encontram Moisés. Porque o deserto o havia quebrantado, e depois que Deus o havia quebrantado, vocês verão que ele pôde conduzir os filhos de Israel pelo deserto.

    E quando murmuravam contra ele, quando até seu próprio irmão e sua própria irmã começaram a criticá-lo, quando ele se deparou com todas essas coisas, o que fez? Prostrou-se com o rosto em terra diante do Senhor. Por quê? Você não consegue atingir uma pessoa assim. Você não consegue atingir uma pessoa assim.

    Mas, muitas vezes, aquilo que Deus mais trabalhou em uma pessoa é justamente aquilo em que ela será provada.

    Moisés não pôde entrar na terra prometida porque, uma única vez, perdeu a calma. Ele disse aos filhos de Israel:

    Rebeldes! Havemos de tirar água para vós beberdes?

    E, por causa disso, não pôde entrar na terra prometida. Apenas por isso.

    Em todas as outras ocasiões, vocês veem que ele era a pessoa mais humilde que se poderia encontrar. Era um líder e, ainda assim, vocês podiam chutá-lo, podiam empurrá-lo. Ele diria: “Vocês ainda não me empurraram o suficiente. Eu me deito no chão”. Vocês não conseguem atingi-lo.

    Mas, graças a Deus, embora ele não tenha podido entrar na terra prometida, estava presente no monte da transfiguração.

    Queridos irmãos e irmãs, o quebrantamento é uma qualidade da liderança. E, por assim dizer, não vemos muito disso nos chamados líderes.

    Liderança por meio da inspiração e da cooperação

    Número quatro: vou mencionar mais uma coisa. Um líder é uma pessoa capaz de inspirar outras pessoas, e é alguém capaz de trabalhar com outras pessoas.

    Você tem uma visão clara. Tem um encargo. Tem uma inquietação diante do Senhor. Mas como vai dar vazão a isso? Como vai cumprir esse encargo? É algo que você nunca poderá fazer sozinho.

    Você precisa inspirar o povo de Deus com a visão que Deus lhe deu. Precisa ser capaz de compartilhar seu encargo com o povo de Deus, transmitir a eles o mesmo encargo, fazer com que também sintam essa inquietação. Caso contrário, você nunca poderá cumprir sua liderança.

    Como um general pode ir ao campo de batalha e lutar se seus soldados não o seguem?

    Débora como exemplo de inspiração

    Um dos melhores exemplos no Antigo Testamento é a profetisa Débora. Vocês sabem, os filhos de Israel estavam em uma condição tão baixa. Eram oprimidos pelos cananeus, e Deus levantou uma mulher como juíza, uma profetisa: Débora.

    Por que Deus não levantou um homem e estabeleceu um governo? Vocês dizem: “Não havia homem algum”. Deus levantou Débora para ser juíza.

    Mas aqui vocês encontram Débora: ela não fez tudo sozinha. Ela inspirou Baraque.

    Débora representa o princípio divino da inspiração. Queridos irmãos e irmãs, quem é um líder entre o povo de Deus? Não é aquele que faz tudo sozinho. Um líder é alguém capaz de inspirar outras pessoas e levá-las a fazer o trabalho com ele.

    Muitas vezes, especialmente na igreja, vocês podem perceber algo que provavelmente ninguém mais percebeu. Sabem que alguma coisa precisa ser feita. Ah, como é fácil simplesmente ir lá, fazer e acabar logo com aquilo. E provavelmente vocês conseguem fazê-lo muito melhor do que qualquer outra pessoa.

    Mas o princípio da atuação de Deus na igreja é a vida corporativa. Por um lado, Deus levanta líderes; por outro, esses líderes não devem monopolizar o trabalho e fazer tudo pelo povo.

    Esses líderes são levantados por Deus para que enxerguem mais longe, para que aprendam a inspirar o povo de Deus, a envolvê-lo e a levá-lo a trabalhar.

    Neemias e o encargo compartilhado

    Neemias tinha um encargo. Tinha uma inquietação. Foi a Jerusalém, mas não contou a ninguém o que pretendia fazer.

    À noite, saiu com apenas algumas pessoas para examinar aquele muro que estava derrubado. Não contou a ninguém. Em certo sentido, estava sozinho.

    Mas, no dia seguinte, reuniu o povo e o inspirou, transmitiu-lhe o encargo, compartilhou com ele seu encargo. E o povo se reuniu como um só homem para construir o muro de Jerusalém.

    E aqui vocês veem que um homem e seu grupo construíram uma seção; aquela família construiu outro trecho, até que todo o muro estivesse interligado e completo.

    Um líder é alguém capaz de inspirar as pessoas, de conduzi-las, mas são as pessoas que fazem o trabalho. E, naturalmente, em relação a isso, um líder precisa ser capaz de trabalhar com outras pessoas.

    A comunhão como princípio do Corpo

    Alguns são tão individualistas, tão independentes. Não, justamente por ser um líder, você não pode ser independente.

    Ora, muitas vezes pensamos que, por ser um líder, você pode ser independente. Os irmãos e as irmãs não devem ser independentes e, se alguém começa a agir de maneira independente, você trata dessa questão com essa pessoa. Mas, por ser um líder, certamente você pode fazer sozinho tudo o que acha que deve ser feito.

    A comunhão é o princípio do Corpo. Deus levanta vocês como líderes, mas vocês precisam ter comunhão com os irmãos e as irmãs. É preciso trabalhar em conjunto.

    Nosso irmão mencionou algo a respeito disso nesta tarde. Por que, na igreja, os presbíteros, o presbitério, são sempre uma pluralidade? Isso significa que Deus não levanta apenas um presbítero.

    Pensaríamos que, se Deus levantasse apenas um presbítero, essa seria a maneira mais simples e mais fácil de governar e dirigir. Mas os presbíteros são sempre uma pluralidade.

    Vocês sabem, em uma igreja, Deus levanta alguns presbíteros. Embora possa haver uma ordem divina entre eles — isso é verdade —, não no sentido de um presbítero presidente escolhido por votação, há uma ordem divina mesmo entre esses poucos presbíteros; ainda assim, existe o presbitério. Por quê?

    Porque a atuação do Corpo de Cristo segue o princípio da comunhão. Por meio da comunhão entre os presbíteros, eles chegam a um só pensamento, a um só espírito.

    E não apenas isso: os presbíteros não ficam à parte, tentando fazer tudo ou decidir tudo sozinhos, para depois ordenar aos irmãos e às irmãs que executem suas decisões. Não é assim.

    Antes mesmo de chegarem a uma decisão diante do Senhor, os presbíteros procuram conhecer o sentir do Corpo. Procuram estar abertos à comunhão com os irmãos e as irmãs na igreja. Há uma comunhão aberta; há abertura entre os presbíteros e os irmãos e as irmãs.

    E, quando dão espaço para que o povo tenha comunhão e levam tudo diante do Senhor, então o pensamento do Espírito pode ser conhecido.

    Irmãos e irmãs, é preciso haver coordenação. É preciso haver cooperação. É preciso trabalhar em conjunto. Um líder é uma pessoa capaz de trabalhar com todos os irmãos e irmãs, cooperando com os outros líderes que Deus levantou.

    É verdade: às vezes, isso se torna muito trabalhoso. Parece que, por causa disso, muitas coisas precisam esperar. Pode parecer uma perda de tempo, mas, no fim, vocês verão que há uma grande bênção nisso: a unidade de todo o povo de Deus precisa ser preservada com diligência.

    Portanto, um líder não é alguém que simplesmente governa tudo, decide tudo e vai fazer tudo sozinho. Um líder é alguém capaz de inspirar outras pessoas e de trabalhar com elas.

    Essas são as qualidades da liderança espiritual. E, queridos irmãos e irmãs, vamos enfatizar novamente: isso não é algo natural. O Espírito Santo precisa formar Cristo em nós.

    É Cristo. É Cristo que é a verdadeira espiritualidade.

    É Cristo que é o quebrantamento. Cristo é a visão. Ele é o encargo. Ele é a sua inquietação. É Cristo Quem nos capacita a inspirar outras pessoas e a trabalhar com elas.

    O custo da liderança espiritual

    Antes de encerrarmos, gostaria de mencionar outra coisa: o custo da liderança. Mencionamos ontem à noite que a formação de um líder custa muito.

    Quando Deus está formando um líder, isso custa muito. Mas, depois que você é chamado à liderança espiritual, isso não significa que, de agora em diante, tudo será recompensa e não haverá custo algum.

    Quando Deus coloca pessoas em posição de liderança, vocês verão que isso custa muito, muito mesmo.

    Vocês se lembram dos discípulos, quando os dois filhos de Zebedeu vieram ao Senhor com sua mãe e disseram: “Senhor, apenas promete que nos darás qualquer coisa que pedirmos”. Queriam um cheque em branco, porque não tinham muita certeza de que o Senhor lhes concederia o pedido.

    E o Senhor, vocês sabem, Ele nunca assina um cheque desses. Ele disse: “Agora, o que vocês querem? Digam”.

    E eles disseram: “Senhor, no Teu reino, permite que Tiago se sente à Tua direita e que João se sente à Tua esquerda”. E vocês sabem o que o Senhor disse? O Senhor disse:

    Podeis beber o cálice que Eu bebo?
    Podeis ser batizados com o batismo com que Eu sou batizado?

    Eles não sabiam realmente o que o cálice significava. Não sabiam realmente o que o batismo significava. Mas estavam tão ansiosos para ocupar a direita e a esquerda que diriam qualquer coisa. Prometeriam qualquer coisa. Diriam sim a qualquer coisa. Eles Lhe asseguraram: “Podemos”.

    E o Senhor disse: “Sim, vocês o farão. Quer queiram, quer não, vocês o farão. Mas sentar-se à Minha direita e à Minha esquerda não cabe a Mim conceder; cabe ao Meu Pai, que está nos céus”.

    Irmãos e irmãs, o que isso significa? Significa que estar na liderança custa caro.

    Você precisa beber o cálice que o Senhor bebe. Precisa ser batizado com o batismo com que o Senhor é batizado. Quando o Senhor bebeu o cálice? No jardim do Getsêmani. Quando o Senhor foi batizado com o batismo com que haveria de ser batizado? Na cruz do Calvário.

    Em outras palavras, para ser um verdadeiro líder, você precisa entregar sua vida.

    O Senhor disse que entregou Sua vida por nós. Nós devemos entregar nossa vida uns pelos outros. Nosso irmão mencionou esse versículo, 1 João 3:16.

    Ele deu a Sua vida por nós; e nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos.

    Certo dia, alguém perguntou a um grande homem: “Quanto lhe custou construir um império como esse?” E sua resposta foi: “Não muito — apenas o sangue da minha própria vida. Só isso”.

    Queridos irmãos e irmãs, o custo da liderança é a sua própria vida. Você precisa entregar sua vida pelos irmãos e pelas irmãs, entregar sua vida pela visão que Deus lhe deu. Ele exige a sua vida.

    Se você não está disposto a entregar sua vida, não seja líder.

    Paulo disse:

    Trago em meu corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste em vós.

    Morro todos os dias.

    É o que Paulo diz. Nada menos que isso.

    Não se trata apenas de algo repentino. Ah, como os irmãos e as irmãs dizem: “Se ao menos eu pudesse morrer como mártir, receberia imediatamente a coroa de mártir”. Mas, infelizmente, não há perseguição aqui.

    Queridos irmãos e irmãs, se não vivemos uma vida de mártir, como podemos morrer como mártires? A Bíblia diz que somos um sacrifício vivo. Essa é uma vida de mártir.

    O que é um sacrifício? Um sacrifício é algo oferecido sobre o altar. Um sacrifício deve ser consumido, lenta, mas seguramente, até que tudo seja reduzido a cinzas. Mas a fumaça sobe como um aroma agradável, e a Bíblia diz que isso é o alimento de Deus.

    Um sacrifício vivo.

    Se esse é o custo para cada irmão e irmã, quanto mais será exigido dos líderes?

    Pedro disse que os presbíteros são pastores do rebanho. Não devem dominar o rebanho, mas dar o exemplo.

    Pastorear custa caro. Custa o seu próprio sangue, a sua própria vida.

    A solidão da liderança

    Número dois: a liderança é muito solitária.

    Se Deus nos colocar em uma posição de liderança, em certo sentido nos tornaremos pessoas muito solitárias. Por um lado, os irmãos e as irmãs estão conosco; por outro, aqueles que estão na liderança são as pessoas mais solitárias do mundo.

    Nem mesmo o povo entende. As pessoas não sabem. Você fica sozinho com Deus. Precisa aprender a suportar a solidão.

    Não porque você não queira ser amigável, não porque não queira estar com os irmãos e as irmãs e desfrutar de bons momentos. Outros podem, mas você não pode. O tratamento de Deus com você será severo, será muito rigoroso, mais do que com qualquer outra pessoa. Isso o coloca em uma posição solitária.

    Queridos irmãos e irmãs, se você tem a visão, não há como escapar.

    A crítica como custo da liderança

    Número três: um líder é uma pessoa que será criticada.

    Pouquíssimos são reconhecidos enquanto estão vivos. Por isso, alguém diz: “Um líder é alguém para quem as pessoas construirão um monumento depois de sua morte, com as pedras que atiraram nele”.

    Esse é o custo da liderança. Mas, queridos irmãos e irmãs, tenham ânimo. Vale a pena pelo Senhor.

    Os perigos da liderança

    Precisamos perguntar: quais são os perigos, os riscos da liderança?

    O orgulho

    O perigo número um: o orgulho.

    Vejam Saul. Antes de ser colocado em posição de liderança, ele parecia humilde. Quando Samuel lhe revelou que Deus o havia escolhido para ser rei de Israel — e essa foi a primeira ocasião —, ah, ele disse: “Não, não, não. Quem sou eu? Sou da menor das tribos de Israel e sou apenas o menor da minha família. Quem sou eu para ser esse líder?”

    E vocês sabem, quando Samuel reuniu todo o povo para escolher um líder dentre eles, lançaram sortes, e o nome de Saul foi escolhido, mas não conseguiram encontrá-lo. Por quê? Ele se escondeu entre as bagagens. Parecia muito humilde.

    Ah, mas, quando ele subiu ao trono de Israel, tornou-se — na verdade, não se tornou; aquilo que realmente estava nele começou a se revelar. A cruz não havia operado nele. Sua humildade era falsa.

    Vocês verão que Saul começou a ser um rei orgulhoso. Tudo era para si mesmo. Sua reputação era mais importante do que qualquer outra coisa.

    Orgulho, irmãos e irmãs — o perigo número um da liderança é o orgulho.

    A ambição e a busca pelo sucesso

    Número dois: quando Deus começa a usar uma pessoa, quando Deus começa a fazê-la prosperar, o perigo é que ela se torne ambiciosa.

    Talvez ela não fosse ambiciosa no início, porque não se considerava qualificada. Não tinha desejo algum de ocupar uma posição de liderança. Mas, depois que passou a ocupar essa posição e começou a perceber que Deus a estava usando, começou a gostar disso.

    E vocês verão que ela começa a se tornar ambiciosa. Começa a tentar construir um reino para si mesma. Em vez de fazer a obra de Deus, começa a dizer: “Agora, essa é a minha obra. Isso é o que eu fiz”.

    Lembro-me de um irmão que era empreiteiro. Ah, ele se levantava muito cedo pela manhã. Ia construir casas na cidade de Xangai e em outras cidades. E ele me contou que havia uma coisa que o consolava acima de todas as outras: quando dirigia pela cidade, olhava para um lugar e dizia: “Isso aqui eu construí”. Via outro edifício e dizia: “Aquilo eu construí”. Esse era o seu consolo. Por quê? Aquilo era o seu reino.

    E, queridos irmãos e irmãs, a liderança pode se transformar em algo tão terrível que você acaba simplesmente construindo um reino para si mesmo, tornando-se ambicioso.

    E, naturalmente, em relação a isso, você começa a buscar o sucesso. Quem não quer sucesso? Mas é o sucesso que você está buscando ou a aprovação de Deus?

    Como é fácil, quando Deus faz um líder prosperar, ele começar a buscar o sucesso. E, se Deus não abençoa certas coisas, ele tenta fazê-las parecer uma bênção. Precisa fazer com que tenham sucesso.

    Se isso não vem do Espírito Santo, então ele precisa produzi-lo no lugar do Espírito Santo, porque não pode admitir que seja de outra maneira. Ah, essa é uma grande tentação na liderança.

    O ciúme, a popularidade e a infalibilidade

    E, por outro lado, o perigo da liderança é o ciúme. Quando um líder olha ao redor e começa a perceber que Deus tem usado outras pessoas mais do que a ele, começa a sentir ciúme. Esse é um perigo da liderança.

    Se você não ocupa nenhuma posição de liderança, não sente ciúme com tanta facilidade. É por isso que vocês frequentemente encontram ciúmes entre os líderes.

    Costumo dizer que o povo de Deus é tão bom. Não há nada de errado com o povo de Deus. Se vocês encontram algum problema, é um problema com os líderes.

    Ciúme.

    Então, naturalmente, outra grande tentação é a popularidade. Ah, você começa a procurar ser popular. E, porque quer ser popular, precisa fazer concessões.

    Ou vai para o outro extremo. Começa a se sentir tão importante que se torna infalível. A infalibilidade é um grande perigo na liderança. Todos podem estar errados, mas eu não posso estar errado.

    Esses, de modo geral, são os perigos da liderança. Mas, queridos irmãos e irmãs, nós louvamos a Deus e Lhe damos graças.

    Se Deus levanta pessoas para serem líderes, se é isso que Deus quer, não recuemos. Não tente colocar a si mesmo na liderança, mas, se Deus o chamar para a liderança, não recue.

    Quando Deus chamou Moisés para a liderança, ele recuou. Não queria ir, e vocês se lembram de que Deus ficou irado. Por quê? Porque Moisés não estava pensando em Deus; estava pensando em si mesmo.

    As consolações da liderança

    Queridos irmãos e irmãs, quais são os confortos, as consolações da liderança?

    Uma consolação é o que Paulo diz aos filipenses: “Se eu for derramado sobre o sacrifício de vocês, eu me alegro”.

    E, ainda que seja oferecido sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós.

    Esse é o conforto, a consolação da liderança. Ah, se ao menos o povo de Deus puder enxergar, puder ser edificado em conjunto, se ao menos puder ser oferecido a Deus — se isso exigir que eu seja derramado como uma oferta de libação, eu me alegro. Essa é a minha alegria. Essa é a minha oração.

    E número dois: quando o Senhor voltar, Ele dirá:

    Bem está, servo bom e fiel.
    Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei:
    Entra no gozo do teu Senhor.

    Se o Senhor receber o que deseja, isso é tudo o que importa.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, olhemos para o Senhor. Ah, a liderança espiritual é tão necessária hoje entre o povo de Deus.