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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Christ's Revelation To His Friends © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Christ's Revelation To His Friends
    Christ's Revelation To His Friends
    Miller, Ed

    A manifestação de Cristo por meio de Seus amigos

    Bom dia, irmãos e irmãs.

    Peço que abram suas Bíblias, por favor, em João 11.

    Ao voltarmos ao estudo da Palavra do Senhor, lembro-lhes daquele princípio de estudo bíblico que é absolutamente indispensável: a dependência total do Espírito Santo de Deus.

    Nenhuma quantidade de pesquisa ou de sabedoria humana pode abrir a Palavra de Deus ao nosso espírito. Assim como nosso Senhor Jesus, a Bíblia tem dois aspectos: o humano e o divino. Precisamos aplicar o estudo acadêmico ao aspecto humano, mas, no fim das contas, precisamos nos achegar ao Senhor como bebês, como criancinhas, e pedir a Ele que revele o Senhor Jesus ao nosso coração.

    Ouçam esta maravilhosa oração de Paulo em Efésios 1:17-18:

    Oro para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo,
    o Pai da glória, vos dê espírito de sabedoria
    e de revelação no conhecimento dEle.

    Oro para que sejam iluminados os olhos do vosso coração.

    Deus colocou toda a plenitude no Senhor Jesus Cristo, e todos nós recebemos da Sua plenitude. Assim como uma mãe anseia por dar de sua plenitude ao bebê e sofre quando essa plenitude não é recebida, nosso Senhor Jesus também sofre quando não nos abastecemos de Sua graciosa plenitude. Ele é pleno, e é pleno para nós.

    Se ao menos pudéssemos enxergar Seu infinito desejo de Se manifestar a nós! Ele prometeu que, se nos achegássemos como criancinhas, revelaria essas coisas a nós.

    Inclinem-se comigo, irmãos e irmãs, na presença do Senhor, e busquemos Sua bênção sobre esta preciosa Palavra. Vamos orar.

    Oração inicial

    Nosso Pai, agradecemos mais uma vez porque Tu não nos deixaste por nossa própria conta quando se trata de enxergar Teu coração e conhecer-Te por meio de nosso Senhor Jesus. Tu colocaste em nosso coração um Mestre da Bíblia: o Espírito Santo, a vida de Deus, que conhece e sonda as profundezas de Deus e as revela a nós.

    Sabemos que a luz habita Contigo, e pedimos que faças raiar sobre nós, de maneira viva, nosso Senhor Jesus Cristo. Remove as escamas dos nossos olhos, nós Te pedimos. Desvenda ao nosso coração uma nova revelação dEle.

    Agradecemos de antemão porque Tu sempre respondes às orações muito além do que pedimos. Reivindicamos isso no nome de nosso Senhor Jesus, que tudo vence. Amém.

    O chamado do Mestre à vida de ressurreição

    Gostaria de continuar nesta manhã nosso breve estudo de João 11. Ontem à noite, nos concentramos na primeira parte. Se você não estava aqui ontem à noite, não pense que ficará perdido, porque, quando apresentamos o Senhor, cada mensagem se sustenta por si mesma. Você pode chegar em qualquer ponto e ainda assim ver o Senhor.

    Há uma ligação, porém, e quero apresentar um pouco do que estávamos examinando. Em João 11, temos uma família especial. A Bíblia diz que eles amavam o Senhor, e a Bíblia diz que o Senhor os amava. A Bíblia chama Lázaro de Seu amigo. Havia união; havia comunhão. Eles estavam no caminho certo. Eram amigos do Senhor.

    O capítulo está repleto de instruções sobre como o Senhor Se manifesta aos Seus amigos — àqueles que O amam, são amados por Ele e desfrutam de comunhão e intimidade com Ele.

    Ontem à noite, examinamos juntos o que significa o Senhor Se manifestar aos Seus amigos. Para recapitular, lembro-lhes que, na ilustração da enfermidade, da morte e da ressurreição de Lázaro, tudo o que o Senhor faz tem o propósito de manifestar a Si mesmo.

    Ontem, destaquei que Ele poderia facilmente ter impedido a enfermidade e a morte. Mas Ele disse que estava contente por não ter estado ali para impedi-las, porque agora tinha a oportunidade de Se manifestar de maneira ainda maior, como Aquele que vence.

    Se Ele tivesse impedido aquilo, teria sido conhecido como Aquele que impede a morte. Mas agora é conhecido como Aquele que vence o problema humano mais insolúvel. Às vezes, Ele permite que as coisas vão de mal a pior porque deseja revelar-Se de maneira ainda maior aos Seus amigos, àqueles que caminham em união com Ele.

    Não vou me estender muito mais nessa recapitulação. Quero apenas dizer isto: como Ele Se manifesta aos Seus amigos? Provando a fé deles.

    Ontem, examinamos a ilustração: pelas coisas que Ele permite em nossa vida; por Suas demoras deliberadas; por retirar Sua presença perceptível; por nos deixar completamente confusos com aquilo que pensamos ser uma palavra clara, mas que acaba não sendo tão clara; e por ministrar a nós e lidar conosco como somos e onde estamos, a fim de nos levar ao lugar em que Ele nos quer e nos transformar naqueles que Ele deseja que sejamos.

    É assim que Ele Se manifesta aos Seus amigos.

    Agora, nesta manhã, gostaria de começar de onde paramos, com as palavras de Marta à sua irmã Maria. Vejam, por favor, João 11:28:

    E, dito isto, partiu,
    e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo:
    O Mestre está aqui
    e chama-te.

    Bem, no contexto do capítulo, “O Mestre está aqui e chama você” — chama você a Ele e à verdade da vida de ressurreição.

    Jesus é eternamente o mesmo, e esse chamado tem permanecido verdadeiro ao longo dos séculos. Nesta manhã, assim como ontem à noite, digo a vocês com muita confiança: o Mestre está aqui, e Ele chama vocês a Ele e à verdade da vida de ressurreição.

    Tudo isso está maravilhosamente ilustrado neste capítulo. Nesta manhã, gostaria de examinar a segunda parte deste extraordinário capítulo. Tão certo quanto o Senhor tem um desejo infinito de Se manifestar aos Seus amigos, este capítulo também ilustra que Ele Se manifesta por meio de Seus amigos.

    É essa parte que gostaria que considerássemos nesta manhã. Quando o Senhor lida conosco, sempre o faz de maneira redentora — isto é, não apenas por você, mas por outros; por mais alguém.

    Cada vez que Deus trabalha na sua vida, cada vez que Deus trabalha na minha vida, trata-se de uma libertação redentora, de uma obra redentora, para que ela alcance outras pessoas.

    Não há dúvida de que o Senhor ministrou a Lázaro neste capítulo. Mas, quando você lê o relato com atenção, percebe que o Senhor tinha instrumentos para ministrar a Lázaro. Ele ministrou a Lázaro por meio de sua família, de suas irmãs, daqueles que estavam ligados a ele.

    Observação preliminar: Cristo como a ressurreição e a vida

    Para transmitir adequadamente aquilo que creio que o Senhor colocou em meu coração nesta manhã, penso que seria útil apresentar duas observações preliminares. Quero dar um passo atrás e depois chegar ao capítulo. Se vocês tiverem paciência comigo durante um pouco deste trabalho preparatório, creio que ficará claro como este capítulo ilustra maravilhosamente que o Senhor Se manifesta por meio de Sua família, de Seus amigos.

    Vejam, por favor, João 11:23-26. Minha primeira observação diz respeito àquele título singular de nosso Senhor Jesus apresentado neste capítulo.

    Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar.

    Disse-Lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.

    Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida;
    quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá;
    e todo aquele que vive e crê em Mim nunca morrerá.
    Crês tu isto?

    É esse título: “Eu sou a ressurreição e a vida.”

    Tanto já foi escrito — tanto material excelente — sobre esse maravilhoso título, certamente muito mais do que temos tempo para meditar nesta manhã. Ele é a ressurreição. Ele também é a vida.

    O título vida vai além do título ressurreição. Ele não está dizendo a mesma coisa duas vezes. Está dizendo: “Eu sou a ressurreição, e Eu sou a vida”.

    Creio que o caminho mais curto para transmitir o que está em meu coração é uma ilustração do Antigo Testamento, e tenho certeza de que vocês a conhecem. Deuteronômio 6:23 diz:

    E dali nos tirou,
    para nos levar para dentro.

    Eu amo esse pequeno versículo. Ele nos tirou — e vocês conhecem o contexto. Ele nos tirou do Egito, com tudo o que a escravidão e a servidão do Egito representam, a fim de nos levar para Canaã, com tudo o que a terra de Canaã representa.

    A primeira é uma salvação de. Ele nos tirou; Ele nos libertou de alguma coisa, a fim de nos libertar para alguma coisa. Ele nos tirou do Egito para nos levar para Canaã.

    Ele nos tirou do pecado e da escravidão para nos levar para Cristo, a terra que mana leite e mel. A terra é uma figura da vida; é uma figura de nosso Senhor Jesus. Assim como eles entraram na terra, tomaram posse dela, expulsaram os inimigos, estabeleceram-se ali e viveram do que a terra produzia, também devemos viver naquilo que ela representa e daquilo que ela representa: nosso Senhor Jesus Cristo.

    Creio que, no contexto de João 11, quando Jesus chamou a Si mesmo de ressurreição, estava falando de libertação de alguma coisa. Ressurreição: libertação de. Você pode ver isso em Lázaro: “Lázaro, vem para fora” — libertação do túmulo, da corrupção e do problema humano mais insolúvel.

    Mas, depois de sair do túmulo, ele também precisava ser liberto para alguma coisa — uma salvação para a vida. Ele estava todo envolvido em faixas funerárias e coisas assim.

    Infelizmente, muitos cristãos só percorreram metade do caminho. Conhecem a libertação de alguma coisa. Não estou menosprezando isso. Graças a Deus pela luz que nos mostra do que fomos salvos. Mas também existe uma vida. Existe uma libertação para alguma coisa. Existe uma salvação para alguma coisa. Ele é a ressurreição e a vida.

    Não sei se você ama esse título de Jesus — “Eu sou a ressurreição e a vida” —, mas, se ama, então agradeça a Deus por Marta. Por causa de Marta, temos esse título. Foi por causa da luta dela que Deus concedeu essa manifestação de Si mesmo.

    Ela estava lutando com uma visão incompleta do Salvador, e Ele completou essa visão ao dar essa revelação. Ontem, eu lhes disse como Deus lida conosco como somos e onde estamos. Maria era Maria, e Marta era Marta. Elas eram diferentes. Embora tivessem o mesmo problema, não foram tratadas da mesma maneira, porque Deus lida conosco como somos e onde estamos.

    Marta precisava conversar. Marta precisava de uma explicação teológica. Precisava discutir teologia, a imortalidade da alma e a ressurreição no último dia. Ele a encontrou ali. Mas foi nessa conversa que Ele deu essa grande revelação de Si mesmo como a ressurreição e a vida.

    A doutrina e o Cristo vivo

    O que havia de errado na afirmação de Marta? Creio que sua afirmação revelou que ela ainda não havia se apropriado de um Salvador completo. Penso que ela entendia um pouco da primeira parte — a ressurreição, a libertação de alguma coisa —, mas creio que Deus ainda precisava raiar em seu coração como a vida.

    Os olhos de Marta, ao que parece, estavam mais na doutrina do que no Senhor. Ela esperava que a doutrina fizesse por ela algo que somente Jesus poderia fazer. Evidentemente, ela havia herdado seu credo dos judeus. Eles criam na ressurreição, e ela se apoiava fortemente em sua teologia, em sua doutrina.

    A doutrina é algo maravilhoso, mas, como Owen me lembrou ontem à noite, ela não é Jesus. Não é Jesus. É algo maravilhoso, mas não é Ele.

    Muitos cristãos esperam que a ressurreição faça por eles algo que somente Jesus pode fazer; que a segunda vinda faça por eles o que somente Jesus pode fazer; que o céu faça por eles algo que somente Jesus pode fazer; e que a morte faça por eles algo que somente Jesus pode fazer.

    Ele não dividirá Sua glória com outro. O céu não fará coisa alguma por você. O céu não fará coisa alguma por mim. Não — o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará. O Cordeiro que é o Pastor fará algo por você. Mas Ele não dividirá Sua glória com algo chamado céu.

    Já ouvi cristãos desejarem a morte. Eles dizem: “Ah, mal posso esperar pela morte. Essa corrupção que permanece em meu coração, essa velha natureza pecaminosa — mal posso esperar para morrer, e então deixarei de pecar”. A morte não vai ajudar você nisso. A doutrina não vai ajudar você nisso.

    Ouçam 1 João 3:2:

    Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele;
    porque assim como é O veremos.

    Quando O virmos, seremos semelhantes a Ele. Essa é a cura para a velha natureza pecaminosa. Esse é o golpe mortal: a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo.

    John Newton escreveu muitos hinos — não apenas “Maravilhosa Graça”. Esse é um grande hino, mas ele também escreveu outros. Um dos meus hinos favoritos de Newton se chama “Ódio ao pecado”. Não o cantamos muito, mas é um hino maravilhoso. Na quinta estrofe, ele diz:

    Nenhum inimigo invade a bem-aventurança
    quando a glória coroa a cabeça do cristão;
    uma única visão de Jesus como Ele é
    ferirá de morte, para sempre, todo pecado.

    Não é uma estrofe maravilhosa? Uma única visão, um único vislumbre de Jesus como Ele é, ferirá de morte, para sempre, todo pecado. Exatamente.

    Marta disse: “Meu irmão ressuscitará algum dia, no futuro, mais adiante, com o passar do tempo”. Ela cria na doutrina da ressurreição. Estava certa? Certamente estava. Seu irmão ressuscitaria algum dia, mais adiante. Mas por que isso era verdade?

    Era verdade porque, mais adiante, Jesus estaria lá para garantir que isso acontecesse. É assim que vai acontecer. Ele estará lá; Ele fará isso.

    Marta precisava saber: a única razão pela qual seu irmão ressuscitará mais adiante é que Eu estarei lá para ressuscitá-lo. Eu estou aqui agora. Sou o mesmo. Eu sou a ressurreição e a vida. Você não precisa esperar pelo futuro. Pode desfrutar de uma antecipação disso agora mesmo.

    É Jesus, irmãos e irmãs em Cristo — não algo chamado ressurreição, não alguma doutrina chamada segunda vinda, ou coisa assim.

    Ter doutrina é algo precioso. Olhe para o Senhor, e sua doutrina se acertará. Olhe para a doutrina, e você talvez deixe de ver o Senhor.

    Nós pensamos: “Algum dia, mais adiante, isso vai acontecer. Algum dia serei cheio do Espírito. Algum dia estarei inteiramente comprometido. Algum dia estarei totalmente rendido ao Senhor. Algum dia me apropriarei da vida de Cristo. Algum dia estarei com Ele nas regiões celestiais. Algum dia desfrutarei da vitória e entrarei em Seu descanso”.

    Como assim, algum dia? Agora — é Ele. Há uma antecipação disso agora mesmo.

    Se é verdade que algum dia verei Jesus, e isso será o fim da velha natureza pecaminosa — uma única visão de Jesus como Ele é ferirá de morte, para sempre, todo pecado —, então qual é minha esperança de vitória agora sobre os desejos da carne? É vê-Lo.

    Eu preciso contemplar o Senhor, e você precisa contemplar o Senhor. Essa é sua esperança da glória: Cristo em você agora mesmo.

    Assim como Marta precisava, precisamos tirar os olhos da doutrina, até mesmo da doutrina ortodoxa. Você diz: “Bem, eu creio na segurança eterna”. A segurança eterna, como doutrina, nunca manteve nem uma pulga segura. Ponha os olhos em Jesus, o Guardião da sua alma. Ele é sua esperança. Ele é Aquele que guarda você.

    Não se trata apenas da segunda vinda de Cristo; trata-se da segunda vinda de Cristo. Trata-se dAquele que está voltando. Precisamos manter nossos olhos no Senhor.

    Não é a morte que vai ajudar você; é Jesus. Não é o céu que vai ajudar você; é nosso Senhor Jesus.

    Algumas pessoas falam em ser pré-isso, pós-isso ou meso-isso. Não sei como vocês se posicionam aqui a respeito dessas coisas. Alguns dizem: “Mal posso esperar pelo milênio, quando Jesus reinar em um trono, Satanás estiver preso, o conhecimento de Deus cobrir a terra como as águas cobrem o mar, a justiça e a paz prevalecerem, e Ele governar com vara de ferro e justiça”.

    Você é pré-milenista? Eu sou melhor do que isso: sou pré-pré-milenista. Estou desfrutando disso agora.

    Ele reina agora. Satanás está preso agora. O conhecimento do Senhor cobre minha vida como as águas cobrem o mar agora. Ele governa com vara de ferro agora. A intenção de Deus é sempre que olhemos para um Cristo vivo agora mesmo.

    Ele é a ressurreição e a vida, e agora mesmo podemos desfrutar de uma antecipação de tudo o que está por vir. Ele não lhe falou sobre o futuro apenas para que você soubesse sobre o futuro. Ele lhe fala sobre o futuro para que você conheça o Senhor agora.

    Toda verdade futura contém um princípio presente sobre como conhecer e desfrutar do Senhor Jesus Cristo agora mesmo.

    Tudo isso é minha primeira observação preliminar. Dei uma grande volta para lhes dizer que, se vocês entenderem que esta passagem trata de Cristo como a ressurreição e a vida, isso os ajudará a compreender por que, quando Deus tira Lázaro do túmulo e depois o tira de suas faixas funerárias, são coisas distintas: ressurreição e vida.

    Observação preliminar: a enfermidade que não é para morte

    Vamos fazer um pouco mais desse trabalho preparatório, e depois chegaremos ao texto. Creio que há luz em relacionar João 11:4 —

    Esta enfermidade não é para morte,
    mas para a glória de Deus.

    — com 1 João 5:16:

    Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte,
    pedirá, e Deus lhe dará a vida,
    aos que não pecarem para morte.

    Lembrem-se: o apóstolo João escreveu tanto o Evangelho de João quanto a Primeira Epístola de João. Em um lugar, ele diz: “Esta é uma enfermidade que não é para morte”. No outro, diz: “Há um pecado que não é para morte”. Creio que existe uma relação entre a enfermidade que não é para morte e o pecado que não é para morte.

    Alguém pode perguntar: “Você tem cem por cento de certeza de que Deus quis estabelecer essa relação?”. Não, não tenho. Penso que sim, mas não tenho cem por cento de certeza de que Deus quis unir essas duas coisas. Mas sei disto: quer Deus tenha pretendido isso ou não, é uma ilustração maravilhosa.

    A verdade que vou compartilhar está de acordo com o equilíbrio das Escrituras e com o equilíbrio da verdade. Se você não gostar da ilustração, descarte a ilustração. Mas não mexa na verdade que vamos examinar.

    Antes de desenvolvermos essa ilustração, permitam-me ser um pouco técnico. Esta será a última vez; depois seremos práticos e examinaremos o coração do Senhor.

    O caminhar imperfeito na luz

    Em 1 João, qual é a diferença entre o pecado para morte e o pecado que não é para morte?

    O livro de 1 João começa e termina da mesma maneira. Começa com uma descrição dupla do povo de Deus. No capítulo 1, ele descreve aqueles que vivem em comunhão com Ele como pessoas que caminham imperfeitamente na luz.

    Se você caminha imperfeitamente na luz, tem comunhão com Ele, e o sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, purifica você de todo pecado.

    Em contraste com aqueles que caminham imperfeitamente com Ele na luz, estão aqueles que caminham nas trevas. Não é a mesma coisa: caminhar imperfeitamente na luz e caminhar nas trevas.

    Aqueles que caminham imperfeitamente na luz estão abertos ao Senhor. Seu coração está dizendo sim. Sua disposição é favorável. Eles amam o Senhor. Não são perfeitos; ainda pecam. Mas amam o Senhor, estão abertos ao Senhor e responderam ao Senhor. Ainda há muitas imperfeições em sua vida.

    Aqueles que caminham nas trevas estão em rebelião deliberada. Disseram não e, por isso, se afastaram para as trevas. Neles, o sangue de Cristo não está operando uma purificação automática.

    Se você está na luz nesta manhã, se seu coração está aberto ao Senhor enquanto eu falo e você ouve, o sangue de Cristo está nos purificando do pecado. Nós não somos perfeitos; Ele é perfeito. Caminhamos imperfeitamente na luz de Cristo à medida que Deus nos mostra Cristo.

    Você tem uma medida de luz de Cristo; eu tenho outra. Você deve caminhar na luz que recebeu, sem impô-la a mim. Eu devo caminhar na luz que recebi, sem impô-la a você. Mas o sangue de Cristo nos purifica.

    Se você está nas trevas, o convite é para se arrepender, confessar e voltar à luz, onde o sangue de Cristo o purifica automaticamente. É aí que entra a confissão.

    Há muito que poderíamos dizer sobre isso, mas quero que prossigamos. Assim como o livro começa com aqueles que caminham imperfeitamente na luz e aqueles que caminham nas trevas, o livro termina com o pecado que não é para morte e o pecado para morte.

    Creio que o pecado que não é para morte tem a ver com cristãos que caminham imperfeitamente na luz. Ainda há muitos entraves e muita sujeira não crucificada, na prática, em sua vida, mas isso não é para morte. Então Ele diz: “Orem por eles”. Orem pelos cristãos que caminham na luz e estão pecando, mas não para morte, e Eu lhes concederei vida.

    Há muito que se poderia dizer sobre aqueles por quem não devemos orar. Creio que se trata de rebelião deliberada, mas esse é um assunto à parte. Vou deixar que os irmãos daqui cuidem disso.

    O ministério tríplice de Cristo por meio de Seus amigos

    Voltem, por favor, a João 11. Nosso Senhor Jesus Se manifesta por meio de Seus amigos.

    Creio que Lázaro é uma figura maravilhosa. Ele ama Cristo, e Cristo o amava. Há comunhão. Ele é amigo de Deus. Mas a enfermidade entrou em sua vida. Não pensem apenas em enfermidade física; isso é um princípio. A enfermidade entrou em sua vida.

    O que acontece quando a enfermidade interfere na vida de um amigo de Deus, de alguém que ama o Senhor? O que acontece quando a morte interfere? Creio que temos aqui uma ilustração da salvação de alguma coisa e para alguma coisa.

    Permitam-me levá-los ao texto, João 11:43-44:

    E, tendo dito isto, clamou com grande voz:
    Lázaro, vem para fora.

    E o defunto saiu,
    tendo as mãos e os pés ligados com faixas;
    e o seu rosto estava envolto num lenço.
    Disse-lhes Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.

    “Lázaro, vem para fora” — isso é salvação de alguma coisa. Mas o homem que havia morrido saiu com as mãos e os pés presos por faixas, e o rosto envolto em um pano. Jesus disse: “Desamarrem-no. Desatem-no. Deixem-no ir”.

    Ele foi liberto da morte, do túmulo, da corrupção, da contaminação e do problema humano mais insolúvel. Estava vivo, mas não estava livre. Estava vivo — sem dúvida alguma —, mas precisava ser liberto para outra vida.

    Ele ainda estava em suas faixas funerárias, envolvido nos tecidos da morte. Havia ressuscitado, mas estava enredado. Estava preso aos trapos da morte e precisava ser libertado. O homem ressuscitado ainda estava em escravidão.

    Se você se lembrar de sua própria vida, provavelmente poderá testemunhar dessa mesma experiência. Sei que isso é verdade em minha vida.

    Em 1958: “Ed Miller, vem para fora”, e eu nasci de novo. Bendito seja Deus, saí do túmulo. Saí do túmulo.

    E vivi assim durante sete anos — em minhas faixas funerárias. Eu não fazia ideia de que havia recebido uma vida que não era minha, de que existia uma vida sobrenatural. Eu não sabia.

    Você é salvo para servir, sim. Mas você já tentou servir ao Senhor envolvido em tecidos e faixas funerárias? Eu tentei. Servi ao Senhor assim. Que quadro terrível: vivo, mas ainda preso. A nova vida não havia sido liberada.

    Mesmo agora, pela graça de Deus, enquanto caminho imperfeitamente na luz, Deus está usando Seus queridos filhos para me desenfaixar e liberar a vida que agora vem de Deus. É um ministério glorioso, glorioso.

    Dito isso, permitam-me sugerir, a partir do texto, três maneiras pelas quais Deus ministra por meio de Seus amigos. Ele não apenas Se manifesta a nós, mas também por meio de nós.

    Maria e Marta tinham um maravilhoso ministério tríplice, e creio que Ele chamou Seu corpo para esse mesmo ministério.

    A oração por um irmão ou uma irmã

    Vou apresentar primeiro as ilustrações e depois voltar para comentar cada uma. Número um, João 11:3:

    Mandaram-Lhe, pois, suas irmãs dizer:
    Senhor, eis que está enfermo aquele que Tu amas.

    O primeiro ministério é a oração — uma simples e breve oração.

    O segundo ministério está em João 11:39:

    Disse Jesus: Tirai a pedra.

    O terceiro ministério está em João 11:44:

    Disse-lhes Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.

    Há o ministério de desatar. Há o ministério de libertar. Há o ministério que temos na vida de um amigo de Deus em cuja vida há morte, mas não é para morte. Temos um ministério de liberar a nova vida que ele possui — de desatá-lo e deixá-lo ir.

    Esses são nossos três ministérios: orar, remover a pedra e desatá-lo, deixando-o ir.

    Maria e Marta foram ao Senhor Jesus — ou enviaram um mensageiro — e disseram: “Aquele que Tu amas está enfermo”.

    Lembrem-se do versículo que citei em 1 João 5:16. Se você vir alguém cometer um pecado que não é para morte, peça, e Deus dará vida. Esse é um versículo precioso, que Deus nos deu, mas que temos negligenciado.

    Elas não pediram ao Senhor Jesus que viesse curar seu irmão. Não estou dizendo que seja errado fazer isso. Estou simplesmente dizendo que elas não fizeram isso. Certamente Jesus poderia ter curado Lázaro; poderia tê-lo levantado. Sem problema algum.

    Mas elas deixaram isso com o Senhor. Simplesmente apresentaram seu irmão e disseram: “Aquele que Tu amas está enfermo”.

    É quase inevitável lembrar de 2 Reis 19, quando Ezequias recebeu aquela carta de Senaqueribe ameaçando o povo de Deus. A Bíblia diz que ele a abriu e a estendeu perante o Senhor. “Senhor, lê. Aqui está.”

    Irmãos e irmãs em Cristo, todos nós caminhamos imperfeitamente na carne. Ainda não chegamos lá. Se você vê alguém cometer um pecado que não é para morte — em outras palavras, essa pessoa ama Jesus, ama o Senhor, ama Sua Palavra, mas, de alguma maneira, a morte entra e a enfermidade entra —, você ora por ela?

    Você a apresenta diante do Senhor? Você ora por ela?

    Alguém pode ter o pavio curto, mas ama o Senhor. Tem esse pavio curto e perde a paciência. Você diz: “Bem, essa pessoa precisa de aconselhamento”. Talvez. Mas talvez precise de oração, e Deus lhe dará vida.

    Você vê alguém que não perdoa, é preguiçoso ou negligencia a Palavra de Deus. Você conversa com essa pessoa, e ela ama o Senhor. Ela negligencia o povo de Deus, mas ama o Senhor. Seu coração parece que estaria aberto se recebesse um pouco de vida, mas há todas essas imperfeições.

    Talvez faça fofoca. Talvez exagere. Talvez seja preguiçosa. Talvez seja presunçosa. Nós dizemos: “Bem, isso me ofende. Precisamos nos afastar, censurar essa pessoa e repreendê-la”. Talvez — mas comece assim: “Senhor, aquele que Tu amas está enfermo”.

    Se vocês apresentassem uns aos outros, se eu apresentasse meus irmãos e irmãs — nem todos temos a mesma luz —, quando você vê uma incoerência em uma vida, às vezes Deus pode conduzi-lo a ir até aquele irmão ou irmã, abrir as Escrituras e tratar disso. Muito frequentemente, porém, creio que Ele nos chamou simplesmente a dizer: “Senhor, aquele que Tu amas está enfermo”.

    Tenho uma pessoa querida — digamos, um parente — por quem estou orando. Há algo na vida dessa pessoa, e estou animado por causa dessa nova promessa que recebi. Simplesmente sei que Ele vai dar vida.

    Se a pessoa é impaciente, o texto não diz que Ele dará paciência. Ele sempre dá vida em resposta à oração. Ele sempre dá a revelação de Cristo. Tenho orado, procurado e observado. Quero ver Deus fazer algo maravilhoso.

    Essa é a primeira parte de como o Senhor ministra por meio de nós. Creio que Satanás nos distraiu tanto com a segunda metade de 1 João 5:16 — “E quanto ao pecado para morte? O que significa não devermos orar por essas pessoas?” — que perdemos a promessa da primeira metade.

    A primeira metade diz que podemos orar por nossos irmãos e irmãs, e Deus lhes dará vida. Que poder Deus colocou em nossas mãos, e não o estamos usando! Não estamos orando uns pelos outros.

    A remoção da pedra por meio do evangelho

    Vejam João 11:39, por favor. A segunda parte da manifestação do Senhor por meio de Seus amigos é: “Removam a pedra”.

    O que significa remover a pedra? Como você removerá a pedra da minha vida? Como eu removo a pedra da sua vida? O que o ato de rolar a pedra representa?

    Creio que, se você olhar para o túmulo de nosso Senhor Jesus, receberá um pouco de luz sobre o que isso significa. O ato de rolar a pedra foi um mensageiro de boas-novas. Aquela pedra deveria contar uma história. Quando foi removida, anunciou boas-novas: o evangelho. Jesus está vivo.

    Mas lembrem-se de João 20:1-2. Quando Maria Madalena viu a pedra, não ouviu boas-novas; ouviu más notícias. Olhou para a pedra e disse: “Alguém roubou Seu corpo”. Aquilo não tinha o propósito de anunciar más notícias. Tinha o propósito de anunciar boas-novas: Jesus está vivo. Ele não está mais aqui.

    O que significa rolar a pedra? Creio que significa anunciar boas-novas. É ir até um irmão ou uma irmã em cuja vida há morte, rolar a pedra e dizer: “Algo maravilhoso pode acontecer aqui. Há boas-novas para você. Jesus pode fazer algo com essa situação”.

    Você talvez pense que isso seja fácil. É muito mais fácil orar do que rolar a pedra. Uma das razões está em João 11:39. A versão New American Standard expressa isso assim:

    Senhor, a esta altura haverá mau cheiro.

    Gosto da versão King James:

    A esta altura, já cheira mal.

    É preciso a vida de Cristo e um ato de fé para rolar a pedra de um irmão ou de uma irmã em cuja vida há morte, porque, muito frequentemente, a esta altura, já cheira mal.

    A situação fede. É tão corrompida, tão vil, tão repugnante.

    De modo geral, os cristãos estão abertos ao Senhor, mas podem se envolver em tanta confusão. Então a morte toma conta, e as coisas começam a se desintegrar.

    Eles amam o Senhor, mas, na hora da tentação, caem. Seus casamentos ficam arruinados, e seus filhos também. Transgridem a lei e têm problemas com a justiça. Entram em depressão — uma depressão terrível — e sofrem colapsos nervosos.

    Há os desejos da carne, a escravidão à pornografia ou a alguma outra coisa, e as drogas. É impressionante aquilo em que os cristãos podem se envolver. No entanto, você sabe que eles amam Jesus. Sabe que amam o Senhor.

    É necessário um milagre de Deus para você ir até aquela situação que fede, rolar a pedra e dizer: “Estou anunciando que Ele pode fazer algo maravilhoso por você”.

    Temos uma querida irmã em Newport. Há uma batalha acontecendo em minha alma, porque, aqui na minha cabeça, sinceramente, não acredito que nem mesmo o Senhor possa ajudá-la. Tenho lutado com isso. Quero tanto rolar a pedra da vida dela. Sua situação cheira mal.

    É horrível aquilo em que ela se envolveu. Então ela vem, chora, ama o Senhor e derrama seu coração; depois volta direto para a mesma velha situação. Não há libertação.

    Quero ser capaz de rolar a pedra e dizer com segurança e convicção: “Deus pode fazer algo por você. Existe a possibilidade de um milagre”. No entanto, em meu coração, nem sequer acredito que isso vá acontecer.

    Precisamos confiar no Senhor para que Ele nos dê fé: primeiro, para orar por nossos irmãos e irmãs. Se há problemas em sua vida, incoerência, ou se não estão vivendo de acordo com o caráter de Cristo, orem por eles, e Ele concederá vida.

    Então, pela graça de Deus, rolem a pedra. Sei que seu coração vai recuar e dizer: “Ah, Senhor, não, Tu não podes”. Role a pedra. Veja o que o Senhor fará.

    Você não pode ressuscitá-los dentre os mortos. Ele precisa fazer isso. Mas você tem um ministério de rolar a pedra, e eu tenho um ministério de rolar a pedra.

    Jesus poderia ter rolado a pedra com uma palavra: “Role”. Poderia ter feito isso por meio de um anjo. Já havia feito isso antes. Poderia ter usado um terremoto. Mas Ele quer usar você. Quer usar a mim. Quer usar a família daqueles que são amigos de Deus.

    Orem por eles. Rolem a pedra. Anunciem que isso não é impossível — não para o Senhor. Sei que cheira mal. Sei que é corrompido. Sei que é vil. Mas não é impossível, não para Jesus.

    Anunciem as boas-novas. Anunciem o evangelho. Rolem a pedra. Digam a eles que o Senhor pode fazer alguma coisa e, então, fiquem ao lado e vejam o que Ele fará.

    A libertação do crente que permanece preso

    Finalmente, João 11:44:

    E o defunto saiu,
    tendo as mãos e os pés ligados com faixas;
    e o seu rosto estava envolto num lenço.
    Disse-lhes Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.

    Jesus poderia ter feito Lázaro atravessar aquelas faixas funerárias. Ele fez isso consigo mesmo. É claro que há uma diferença: Ele ressuscitou em um corpo imortal; Lázaro morreria novamente. Sabemos disso.

    Mas meu ponto é este: se Ele podia romper os laços da morte, certamente podia romper os laços das faixas funerárias. Poderia ter feito isso. Mas Ele quer usar você. Quer usar a mim. Quer usar o corpo para ministrar ao corpo.

    Ele quer que tenhamos uma participação redentora em levar nosso irmão ou nossa irmã ao lugar em que a vida que Deus colocou em seu interior possa ser liberada.

    Não leiam isso superficialmente. Li sobre as tradições relacionadas à maneira como costumavam amarrar os pés. Amarravam as mãos e os pés, envolviam o corpo em camadas, como uma múmia, e colocavam especiarias entre as camadas. Era como cola. Colavam tudo.

    Não sei se vocês conseguem imaginar a cena. “Lázaro, vem para fora.” Como ele fez isso? Vocês acham que ele saiu flutuando? Saiu arrastando os pés? Saiu pulando? Caiu e saiu rolando?

    É quase tão triste quanto engraçado, porque é assim que muitos cristãos vivem. Estão ali, tentando fazer a obra do Senhor e tentando ministrar, mas estão tão amarrados. A vida de Cristo, a vida de ressurreição, a vida que não é deles — a nova vida — está toda presa.

    Fico imaginando quais eram as emoções deles. Se ele saiu flutuando, sei que alguns de nós teriam saído correndo dali. Não sei quanto a vocês. Talvez estivessem animados. Talvez estivessem apavorados. Talvez estivessem felizes. Não sei.

    Você consegue imaginar se fosse alguém que você ama naquele lençol? É seu avô. É sua mãe. É sua esposa, que você sepultou. É seu marido. É seu bebezinho. É seu filho. É seu vizinho. É seu amigo.

    Se fosse minha Lillian, e Jesus dissesse: “Desatem-na, deixem-na ir”, com quanta ternura eu faria isso! É minha esposa. Eu retiraria aqueles panos e, quando visse seus olhos, choraria. Eu a abraçaria e a beijaria.

    É assim que você trata seus irmãos e irmãs que estão presos? Ore por eles. Role a pedra. Anuncie que Jesus pode fazer algo por eles.

    Então, pela graça de Deus, ajude-os a enxergar pela vida dEle e a ouvir novamente pela vida dEle. Ajude-os a falar pela vida que está dentro deles.

    Ele não está chamando você para lhes dar lições sobre como ter uma boa família, como ser marido, como evangelizar ou como fazer a obra missionária. Ele está chamando você para liberar a vida de Cristo. É disso que se trata: da vida que está dentro deles.

    Desate-o e deixe-o ir. Deixe-o ver com os olhos de Deus, ouvir com os ouvidos de Deus e falar pela vida que Deus lhe dá. Deixe-o servir com as mãos de Deus e caminhar nas veredas do Senhor. Ajude-o. Ajude-o.

    Deus deixou isso conosco: ministrar de tal maneira que a vida de Cristo seja liberada.

    O testemunho da vida de ressurreição

    A tradição nos diz que Lázaro viveu mais trinta anos depois disso. Não creio que ele precisasse de um curso de evangelismo. Não creio que precisasse de um curso de missões ou de como apresentar o evangelho.

    João 12 nos apresenta a continuação. É a última vez que Lázaro é mencionado na Bíblia. Houve uma grande ceia, e a Bíblia diz que ele estava ali. As pessoas vinham vê-lo, pois ele havia sido ressuscitado dentre os mortos.

    Quando você conhece Cristo como a ressurreição e a vida, torna-se um canal por meio do qual Ele pode ministrar Sua vida e ajudar outros a conhecê-Lo como a ressurreição e a vida.

    Quando você conhece Cristo como vida, tudo o que precisa fazer é estar presente. Foi tudo o que Lázaro fez nos trinta anos seguintes: ele simplesmente continuou aparecendo.

    Quando ele aparecia, havia uma atração, porque não era sua própria vida. Era outra vida. Os filhos de Deus têm o privilégio de ajudar a libertar essa vida.

    Exortação final

    Irmãos e irmãs no Senhor, o Mestre está aqui, e Ele chama vocês — chama vocês a se achegarem a Ele e à verdade da vida de ressurreição.

    Ele provará sua fé para poder Se manifestar a você, mas isso é para que Ele possa Se manifestar por meio de você.

    Se você vê um irmão ou uma irmã cometer um pecado que não é para morte, ore por essa pessoa. Deus disse: “Eu lhe concederei vida”. Ah, que promessa gloriosa! Que Deus nos ajude a abraçá-la.

    Role a pedra. Você pode ser Lázaro. Pode ser aquele que está preso assim. Então saiba que seus irmãos e irmãs estão aqui para ajudar você.

    Eles lhe contarão o que Deus fez na vida deles. Anunciarão que não é impossível. Você diz: “Mas vocês não sabem como está podre, como está corrompido”. Não importa. Jesus pode fazer alguma coisa. Ele pode transformar isso em algo.

    Seus irmãos e irmãs estão aqui para amar você e, com ternura, ajudá-lo a enxergar pela vida dEle e a ouvir pela vida dEle.

    Que Deus nos ajude. Ele quer Se manifestar a nós e por meio de nós. O Mestre está aqui. Ele chama você.

    Oração final

    Obrigado, nosso Pai, não por aquilo que pensamos que essas coisas possam significar, mas por tudo o que Tu sabes que significam. Operarás isso em nosso coração? Tu inspiraste essas coisas.

    Grava-as com fogo em nosso espírito, nós Te pedimos. Pedimos que, por Tua graça, livres estes santos de qualquer coisa que não tenha vindo de Ti. Pedimos em nome de Jesus. Amém.