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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    God's Order In Christ #3 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    God's Order In Christ #3
    God's Order In Christ #3
    Austin-Sparks, T.

    A Plenitude da Cruz e a Nova Ordem Celestial

    Com o capítulo quinze do Evangelho ainda fresco em nossa memória, quero apenas colocar ao lado dele algumas palavras do Evangelho segundo Mateus, em Mateus 12:38.

    Então alguns dos escribas e dos fariseus Lhe responderam, dizendo: Mestre, queremos ver da Tua parte algum sinal. Mas Ele lhes respondeu e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal; porém não se lhe dará outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas: Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no coração da terra.

    O Simbolismo dos Três Dias e das Três Noites

    Acontece — e isso não foi planejado deliberadamente — que nesta noite, ao rememorarmos esses acontecimentos, estamos naquele período entre a morte e a ressurreição do Senhor Jesus: um período de três dias e três noites.

    É sobre o significado disso que vamos nos deter por um pouco nesta noite, em estreita relação com tudo o que já foi dito durante estes dias de reunião.

    Observamos, em primeiro lugar, simplesmente o número simbólico escolhido aqui: o número simbólico três. Não por mero acaso ou coincidência, mas por uma escolha divina deliberada, acompanhada de muitas prefigurações e antecipações.

    Aqui se indica que a experiência de Jonas era, em si mesma, uma profecia. Jonas não entendia por que aquele período específico lhe havia sido determinado para permanecer onde estava — nas profundezas, na escuridão.

    Mas, nessa ordenação divina de todas as coisas, desde o princípio, o pensamento único de Deus sempre tinha em vista o Seu Filho. Não foi por mero acaso que Jonas entrou no peixe e permaneceu ali por três dias e três noites.

    O número três, ao longo de toda a Escritura, sempre carrega certo significado. É o número da plenitude divina. Quando vocês encontram esse número, é isso que descobrem.

    É o número da própria Divindade: a Trindade, o Deus triúno — Pai, Filho e Espírito Santo —, uno e completo.

    É um número que se aplica ao homem: espírito, alma e corpo. Paulo diz:

    Todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis.

    O homem, em sua totalidade, é uma trindade: três em um.

    Poderíamos continuar por muito tempo, percorrendo a Bíblia e também o que está fora dela. Quero dizer que esse número abrange uma realidade tríplice que constitui uma totalidade.

    Mas ele está particularmente relacionado à morte de Cristo. É impressionante observar isso. Nós lemos: Ele foi crucificado à hora terceira. Houve trevas sobre toda a terra desde a hora sexta até a hora nona — três horas.

    Havia uma inscrição pregada à Sua cruz em três línguas: latim, grego e hebraico. Depois, Ele esteve no coração da terra, como diz a Escritura, três dias e três noites.

    O que isso significa? Por que, na soberania de Deus, esse número foi pregado à morte do Senhor Jesus? Bem, creio que está perfeitamente claro.

    Vejam, trata-se da plenitude da obra de Sua cruz — da plenitude de Sua morte em todo o seu significado. É algo pleno, algo completo. Isso exige esse número.

    Tomem o um: não se pode fazer muita coisa com ele. É preciso acrescentar alguma coisa. Tomem o dois: não se pode encerrar nada dentro de duas linhas. É preciso acrescentar uma terceira, formar um triângulo, e essa é a primeira forma geométrica capaz de conter alguma coisa.

    Isso basta para conter tudo o que se deseja. A morte de Cristo, regida por esse número, é algo completo.

    O Encerramento da Antiga Desordem

    Agora, nestas reuniões, com exceção desta tarde, temos nos ocupado inteiramente com esta relação específica de Cristo: uma ordem eterna e celestial que existia, que foi destruída e que Ele veio restaurar.

    A primeira coisa que a morte, ou a cruz, do Senhor Jesus declara, à luz desse número três tão evidente, é que, na cruz, aquela antiga desordem foi plena e definitivamente encerrada. Ela chegou ao fim nEle mesmo.

    Neste universo, por Sua cruz, ela foi potencialmente levada ao fim. A antiga desordem está encerrada. A morte de Cristo declara enfaticamente que, diante de Deus e do céu, tudo o que pertence àquela ruptura no universo — àquele deslocamento, àquela perturbação que Satanás introduziu — já não vigora.

    Diante de Deus e do céu, Ele pôs fim a isso em Sua cruz. Essa é a declaração de um fato.

    Mas é uma realidade tremenda sobre a qual Deus trabalha continuamente na vida de cada crente e, particularmente, na vida de Sua igreja.

    Isso, queridos amigos, é algo de que devemos nos lembrar. Devemos saber e lembrar continuamente que Deus, da Sua parte, nunca está trabalhando em direção a algo futuro. Da Sua parte, Ele está sempre trabalhando de volta ao que era.

    Ele está trabalhando para retornar àquilo que estava em Sua mente antes do tempo — algo eterno — e que Ele de fato estabeleceu em Sua atividade criadora. Aquilo estava ali. Ele nunca abriu mão disso. Todo afastamento nos leva para longe; Deus está sempre voltando, sempre voltando.

    Deus nunca está dizendo ao homem: “Você precisa avançar até Mim”. Ele está dizendo: “Você precisa voltar para Mim”.

    É somente do nosso ponto de vista que estamos avançando em direção a uma consumação, mas Deus está sempre trabalhando de volta ao que era. A cruz é o fundamento ao qual Ele está sempre trabalhando para nos trazer de volta.

    Cada aspecto de Sua atividade em nossa vida tem o propósito de nos trazer de volta àquilo que Ele quis dizer naquela cruz. Aquela cruz foi plena, completa e definitiva em relação a um antigo sistema de desordem. Deus disse na cruz: “Isso está encerrado”.

    Agora, vocês não podem voltar a isso de uma só vez, ou não restaria nada de vocês. Mas, ao longo de toda a vida, Ele está trazendo tudo de volta àquele ponto. Pouco a pouco, aquilo que a cruz anulou e encerrou tem de sair — tem de sair. Ele está trabalhando para nos trazer de volta a isso. Deus está sempre fazendo isso.

    Vejam, isso significa que Deus, embora suporte, tolere e seja muito paciente e longânimo com tantas coisas que não admite, nunca as aceita. Ele pode ser paciente, mas não as aceita.

    A cruz diz a respeito daquilo que Satanás introduziu em Seu universo: “Isso está encerrado”. Nada disso tem qualquer validade diante de Deus.

    Se compreendêssemos o agir de Deus em nossa vida, compreenderíamos aquilo de que tanto falamos: a cruz operando em nós. O que é isso? O que significa? Simplesmente que ainda há muita coisa que Deus não aceita.

    Ele tem sido muito paciente com isso por muito tempo, mas, cedo ou tarde, precisamos chegar àquilo que Deus determinou de maneira definitiva e completa a respeito de tudo isso, e à perfeição final no que diz respeito a nós.

    É simplesmente o cumprimento pleno da obra da cruz, tornando verdadeiro em nós aquilo que o Calvário significou em si mesmo. É a antiga desordem sendo plenamente tratada.

    O Fracasso dos Sistemas Religiosos

    Esse é o quadro abrangente. Dentro desse âmbito há, naturalmente, muita coisa que nem sequer vamos parar para mencionar. Mas uma coisa pode ser mencionada.

    Havia um antigo sistema no Antigo Testamento — um sistema terreno — que, por meio de tipos, símbolos e figuras, tinha o propósito de apontar exatamente para esta realidade do significado da cruz: o tratamento de tudo o que não é do céu.

    Aquele sistema judaico era um sistema que, em cada uma de suas partes, declarava esta verdade do Calvário: aquilo que é obra de Satanás não tem lugar diante de Deus. Aqui está outra ordem, uma ordem celestial, introduzida nesse sistema de tipos e figuras.

    Tudo implicava isso; tudo apontava para isso. Mas era um sistema que fracassou inteiramente. Fracassou inteiramente. Aquele sistema judaico, com todas as suas implicações e seu significado do ponto de vista de Deus, fracassou por completo. Nunca chegou a estabelecer a ordem celestial.

    O Calvário declara, então, o fim de um sistema que fracassa — de todo sistema que fracassa em produzir aquilo que Deus deseja. Ainda que esse sistema tenha sido prescrito por Deus para determinado propósito, se não resulta nessa ordem celestial nem conduz a ela, precisa desaparecer.

    Seja cristão ou judaico, se não produz a ordem celestial, o Calvário diz: “Está encerrado”.

    Há uma quantidade imensa de cristianismo que será submetida ao juízo divino. O fato de trazer o nome “cristão” não oferece garantia alguma de que permanecerá. Ah, não. O cristianismo como mero sistema seguirá o mesmo caminho do judaísmo.

    A cruz declara esta única coisa: somente aquilo que realmente elimina tudo o que não é do céu, e somente aquilo que estabelece o que é do céu, tem validade diante de Deus.

    A cruz faz essa declaração. Vocês se lembram da parábola de nosso Senhor dirigida a Israel e ao judaísmo: aquela árvore, a procura e a expectativa de fruto, e o veredito:

    Há três anos venho procurar fruto.

    Três anos: a plenitude da oportunidade, a plenitude da decepção com um sistema. Aquela árvore era Israel.

    Deus disse: “Dei a Israel uma oportunidade completa, perfeita”. Certamente, qualquer pessoa que conheça os fatos concordará: se algum povo teve oportunidade, com toda a provisão necessária, de produzir fruto, foi esse povo.

    Deus foi pleno na provisão que fez, na paciência que demonstrou. Mas esses três anos — nenhum fruto. É só isso. Cortem a árvore; portanto, que ela seque desde a raiz.

    Vejam, aquilo era um sistema: Israel, o judaísmo. Era um sistema introduzido por Deus. Mas não é a coisa em si, queridos amigos — este é o ponto —, não é a coisa em si; é aquilo para o qual ela foi destinada.

    Não é a verdade que vocês e eu temos, nem o ensino que possuímos, nem tudo o que nos chegou exteriormente. A questão é: isso produz o que Deus pretendia? Esse é o ponto.

    Isso nos conduz, de fato, à realidade celestial? Isso nos tira daquela confusão e desordem que contradizem o pensamento e a vontade de Deus?

    A Separação do Mundo

    A cruz fala também da totalidade do abandono do mundo por parte de Deus. Esse mundo é o mundo de um sistema rompido, de um sistema desordenado. Ele jaz no maligno.

    Isso não precisa de argumentação. Se alguma vez quisermos provas dessa grande verdade, elas estão por toda parte ao nosso redor hoje. Nossos jornais diários estão cheios delas, coluna após coluna: essa transgressão, essa anarquia, essa ruptura e desordem.

    Isso está aí. É o problema de todos os países hoje. Está em toda parte e está forçando sua entrada na própria igreja de Deus.

    Está em toda parte. O grande problema hoje é justamente esse, não é? Transgressão, desordem, rejeição da autoridade e do controle — cada vez pior.

    Agora, na cruz, porque tudo isso expressa e demonstra uma ordem divina desfeita, Deus declarou que esse mundo está cortado; foi posto de lado.

    Temos uma grande ilustração disso no Antigo Testamento, na saída de Israel do Egito. Vocês se lembram da exigência apresentada a Faraó, da qual nem Deus nem Moisés se afastariam um fio de cabelo? Uma jornada de três dias pelo deserto — nada menos.

    Uma jornada de três dias pelo deserto. Faraó queria negociar, mas Moisés dizia não. Faraó precisava ganhar tudo, reter, limitar — mas não. O número está fixado, divinamente fixado: uma jornada de três dias pelo deserto.

    Porque o Senhor sabia o que aquilo significava. Talvez Faraó tivesse alguma ideia: se chegarem tão longe, terão ido embora; estarão perdidos para nós; não haverá como recuperá-los. Entendam bem — de todo modo, esse é o significado de Deus: a plenitude da separação deste mundo, o número três.

    Esse é o pensamento de Deus para a igreja. A igreja leva muito tempo para chegar a isso; os cristãos levam muito tempo para chegar a isso — para ver que aquilo que se chama mundanismo foi pregado naquela cruz com o Senhor Jesus, plena, definitiva e inteiramente.

    Nada disso tem validade diante de Deus. Ele será paciente e longânimo, mas, cedo ou tarde, seremos confrontados com este fato: tolerar, permitir ou justificar qualquer coisa contra a qual a cruz se posiciona é colocar em risco, no mínimo, nossa própria vida espiritual.

    Em algum ponto, isso nos alcançará em nossa relação com Deus — e estaremos fora do Seu favor.

    O Abandono de Cristo

    Se quisermos uma prova ainda mais forte disso, observem que, depois desse grande duplo três — crucificado à hora terceira, trevas sobre toda a terra durante três horas —, foi então que se ouviu o clamor:

    Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?

    Abandonado por Deus. Esse é o fim — o fim terrível e pavoroso. Não há nada além disso. Não há esperança quando é assim, nenhuma esperança.

    Não, são realmente trevas durante três horas quando é assim. Vejam, uma plenitude de trevas quando Deus Se afasta e abandona.

    Sabemos que isso aconteceu porque Ele, ali em Sua cruz, reuniu sobre Si, em primeiro lugar, todas aquelas forças malignas que haviam causado a desordem deste mundo; e reuniu sobre Si todo o pecado desse homem desordenado. Ele reuniu tudo sobre Si, e Deus disse: “Ponha fim a isso completa e definitivamente”, e Se afastou e abandonou Aquele que estava nessa condição.

    O clamor de abandono é o grande clamor de algo que está encerrado para sempre — com o qual Deus encerrou definitivamente Sua relação.

    Bem, vemos isso durante aqueles três dias. Temos apenas um pequeno vislumbre do que aconteceu com os doze, com o grupo maior. Era um cenário de desolação, de desespero, de decepção.

    A cruz, vejam, escreveu e registrou isso ali. Vocês e eu, queridos amigos — bem, é algo muito terrível. Procurei deixar marcada a totalidade, a plenitude da obra da cruz.

    A Remoção Completa do Pecado

    Agora, esse é um dos três grandes aspectos da cruz. É o mais sombrio — na verdade, é o lado das trevas. Há um segundo, e sobre ele, naturalmente, nós, os crentes, nos detemos com a mais profunda gratidão. Ele estava em nosso primeiro hino. Sim: a remoção completa de tudo o que se interpõe entre nós e Deus.

    Como é completa essa remoção, no que diz respeito ao nosso pecado! Nada resta a fazer. Nada resta a fazer.

    O juízo foi esgotado sobre Aquele, em nosso favor — nada resta a fazer.

    Bem, esse é o tema para a eternidade: aquilo a que nos referimos como a obra consumada — uma obra consumada.

    Sempre precisamos ser lembrados de que a palavra consumado não significa apenas que se chegou ao fim. Essa palavra significa que está completo. Está completo. Não há nada a acrescentar, nada mais a fazer. Está completo, é inteiro, é pleno.

    A cruz declara isso.

    A Nova Ordem Tornada Possível pela Cruz

    Mencionamos isso e passamos ao próximo aspecto — o outro lado, vejam: a plenitude e a totalidade da nova ordem que a cruz torna possível, para a qual a cruz abre o caminho.

    Quero dar ênfase a essas duas palavras: à plenitude e à totalidade da nova ordem que é estabelecida por meio da cruz de Cristo.

    Vimos anteriormente que toda a ruptura, toda a desordem neste universo, surgiu de uma tentativa de tirar o Filho de Deus de Seu lugar — de Seu lugar divinamente designado.

    Foi isso que aconteceu no jardim. O homem se colocou no lugar do Filho de Deus. O Filho de Deus foi deslocado, e tudo o que conhecemos dessa anarquia, desse caos e dessa ruptura veio na sequência.

    Porque nEle todas as coisas subsistem; nEle todas as coisas se mantêm unidas. Tirem-nO de Seu lugar, e as coisas se desintegram.

    A cruz não apenas tratou daquilo, mas abriu caminho para isto. Esta é a glória da nova ordem: Cristo está de volta ao Seu lugar.

    Cristo está de volta ao Seu lugar. Esse é o brado de triunfo, não é? Essa é a mensagem do evangelho. É isso que eles estão dizendo por onde passam, começando em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra: Jesus Cristo é Senhor.

    Ele está de volta ao Seu lugar. O início da nova criação é o início da restauração da ordem perdida neste universo.

    Ele é o Cabeça da criação. Ele é o Cabeça de tudo. Ele está de volta ao Seu lugar. Somente quando Ele está de volta ao Seu lugar é que as coisas começam a ser corrigidas.

    A cruz, vejam, significa isto: tudo o que ocupa o lugar do Senhor Jesus precisa ser deslocado.

    Assim, a nova ordem foi algo absoluto, começando com essa plenitude de Sua exaltação.

    Deus O ressuscitou dentre os mortos e O assentou à Sua direita, muito acima de todo governo, autoridade, principado e poder. Ele está novamente em Seu lugar. Agora, a partir disso, Deus diz: “Vamos prosseguir com a obra. Vamos reconstituir tudo”.

    Mas observem o ponto seguinte: Cristo em Seu lugar. Esse é o começo de tudo, queridos amigos, é mesmo — para a salvação, para cada aspecto da redenção, para a restauração daquela harmonia divina perdida no universo. Tudo começa aí: Jesus em Seu devido lugar.

    Cristo como o Ambiente da Nova Criação

    Mas observem o que aconteceu em seguida. O que dissemos anteriormente foi isto: tudo é uma questão de ambiente. Usamos uma ilustração do corpo humano.

    Aqueles que entendem do assunto nos dizem que essas células vivas, que constituem o próprio organismo vivo do corpo humano — essas células vivas, milhões e milhões delas —, estão todas envolvidas por algo: a linfa.

    Nesse ambiente, em um corpo saudável, estão presentes as coisas necessárias à própria vida dessas células, ao seu desenvolvimento e à sua reprodução. No corpo saudável, há a ausência de tudo o que é prejudicial à vida delas.

    Tomamos essa ilustração e mostramos como Deus escreveu Suas leis espirituais em toda a Sua criação material, e particularmente em nosso corpo. A vida de cada célula depende de seu ambiente, e vocês e eu fazemos parte desse grande corpo coletivo.

    A doença, a desordem, a ruptura e a morte entraram quando o homem saiu de seu ambiente adequado, que é Deus.

    Em Deus há tudo o que é necessário para o sustento e a nutrição da vida do homem. Em Deus não há nada venenoso que possa prejudicar a vida do homem. Deus é o nosso ambiente.

    O homem saiu de seu ambiente, e tudo isso foi o resultado. Agora, observem o que acontece depois da cruz: quando o homem é trazido de volta para dentro de Deus.

    Para dentro de Deus, em Cristo, em Cristo, em Cristo — isso é voltar para dentro de Deus. Jesus veio para nos trazer de volta para dentro de Deus.

    Quando isso acontece, o homem está de volta ao seu ambiente, em Deus. Cristo Se torna seu novo ambiente.

    E vocês veem no Novo Testamento que condição viva, tão viva, existia ali naquele momento. Aquelas pessoas — ora, estão vivendo no Senhor, não estão? Estão simplesmente vivendo no Senhor.

    É difícil expressar, explicar, mas é isto: Cristo era toda a esfera delas, todo o seu âmbito, todo o seu mundo, seu ambiente.

    À medida que elas se supriam dEle, vocês veem uma nova ordem começando a se manifestar. Perseveravam — perseveravam — no ensino, no partir do pão, na comunhão, na oração.

    Uma nova ordem está surgindo: um novo relacionamento, uma nova comunhão. É muito belo no início, e tudo isso acontece porque elas estão de volta ao seu ambiente adequado.

    Temos muita coisa no Novo Testamento, naturalmente, que fala da necessidade e do significado da cruz nos cristãos exatamente nesse aspecto: como as coisas se desintegram quando a cruz não está realizando sua obra, ou quando não se permite que ela realize sua obra.

    Vemos isso em Corinto. Creio que é muito impressionante, queridos amigos, à luz do que temos visto, que Paulo tenha dito, a respeito da situação em Corinto, que havia muitos enfermos entre eles, e que alguns até morreram.

    Por quê? Ora, eles haviam saído de seu ambiente de vida e saúde, que era o Senhor. Em outras palavras, não haviam entrado em tudo o que a cruz significava. Não estavam permitindo que a cruz significasse para eles aquilo que estava implicado na vida do corpo.

    Aquela situação era uma grande declaração, um testemunho deste fato: se vocês permanecem em Cristo, isso lhes faz bem. É uma questão de vida, e não de morte; é uma questão de força, e não de fraqueza.

    Era isso que estava acontecendo ali. Bem, foi isso que Paulo viu, pelo menos, e outros também, e usavam constante e continuamente aquela pequena expressão: “em Cristo, em Cristo, em Cristo”.

    Ainda não compreendemos isso, sabem, em toda a sua profundidade de significado: Cristo como o ambiente vivo da nova criação.

    Aí está:

    Se alguém está em Cristo, nova criação é; As coisas velhas já passaram.

    Tudo é novo. Tudo é novo. Tudo é novo.

    O Novo e Vivo Caminho

    É um novo caminho — é chamado de novo e vivo caminho —, e aqui está ele. Voltem à cruz no capítulo que estamos considerando nesta noite. O que aconteceu ao final do duplo três, quando tudo estava completo e Ele clamou em alta voz?

    O véu do templo se rasgou de alto a baixo.

    Aquele véu era um tipo, ou símbolo, da barreira entre o homem e Deus, entre a terra e o céu. Deus está por trás dele, e o véu diz: “Entrada proibida. Entrada proibida. Fiquem de fora”.

    Agora, penso que tudo isso é muito maravilhoso. Voltem ao princípio, no jardim. Satanás tirou o Filho de Deus de Seu lugar no coração do homem; a ruptura entrou. O que Deus faz?

    Ele expulsou o homem do jardim. Expulsou-o do paraíso, fechou a porta e colocou Seus querubins com uma espada flamejante à entrada, e disse: “Você está do lado de fora. Não há caminho para entrar”.

    Ouçam Jesus. Ouçam Jesus com Sua maravilhosa história: o rei que preparou uma ceia para seu filho, convidou os hóspedes, e eles desprezaram sua oferta e seu convite. O que ele diz aos seus servos?

    Sai pelos caminhos e atalhos e obriga-os a entrar, para que a minha casa se encha.

    Que inversão! Do lado de fora, sem caminho para entrar; agora, obriguem-nos a entrar.

    Algo aconteceu para abrir a porta. Algo aconteceu. O véu foi rasgado de alto a baixo — a partir do céu — na cruz do Senhor Jesus.

    Aquilo que dizia: “Do lado de fora, e sem entrada” agora foi rasgado ao meio. O caminho está inteiramente aberto: um céu aberto por meio da cruz. Obriguem-nos a entrar.

    Tudo muda completamente, não é? A atitude divina, que antes era: “Não há caminho para entrar” — o véu permaneceu pendurado ao longo de todos aqueles séculos, apenas dizendo: “Não há caminho para entrar, não há caminho para entrar em Deus, não há caminho para entrar” —, agora é:

    Obriga-os a entrar, para que a Minha casa se encha.

    O caminho de entrada está aberto. Pela cruz, foi rasgado e aberto. A cruz do Senhor Jesus fala de um novo e vivo caminho, para citar a carta aos Hebreus.

    Um novo caminho — um caminho que nunca existira antes, desde que o homem pecou. É uma nova vida. É uma nova posição. Ele está no céu, e agora somos considerados assentados juntamente com Ele nas regiões celestiais. É uma nova posição.

    É um novo poder. O poder do Espírito desce do céu.

    Como eles eram impotentes! Como eram impotentes! Seu líder, o principal entre eles, em palavras e ações, ficou impotente diante de uma pequena criada no pátio de Pilatos.

    Ouçam-no agora diante daqueles mesmos governantes de Israel:

    Julgai vós se é justo que obedeçamos a Deus ou aos homens.

    Não temos dúvida alguma sobre essa questão. Façam o que quiserem — é isso que significa. Façam conosco o que quiserem. Estamos aqui fiéis Àquele que vocês crucificaram.

    Um novo poder entrou em ação.

    O Caráter Eterno da Ordem Celestial

    Quando nos voltamos para a carta aos Hebreus, imediatamente nos encontramos diante de uma nova ordem. Agora é uma ordem celestial; não é uma ordem terrena.

    Ela não é feita por mãos, para usar a própria expressão que está ali — não é feita por mãos. Não é algo criado pelo homem, nem algo proveniente da engenhosidade ou da capacidade de organização do homem, seja qual for. Essa nova ordem é algo celestial.

    É algo que não pertence ao tempo, porque tudo o que pertence ao tempo envelhece. Envelhece. Portanto, perde sua vitalidade.

    Agora, isso é verdade a respeito de muito do cristianismo. Ele se torna algo feito por homens, organizado por homens, planejado e conduzido por homens. Torna-se algo do tempo, e só dura durante o tempo do homem. É da terra.

    Essa nova ordem é algo que vem do céu e não pertence ao tempo; pertence à eternidade.

    Queridos amigos, assimilem tudo o que isso implica, se puderem. Estou fazendo afirmações, mas, no fundo da minha mente, vejo muito mais daquilo que está implícito.

    Precisamos ter muito cuidado para não trazer as coisas celestiais para o nível da terra e transformar as coisas eternas em coisas meramente temporais. Não devemos nos apropriar das coisas celestiais e moldá-las em um sistema terreno.

    Elas devem permanecer celestiais para sempre: vivas, eternas, vibrantes de novidade. Novidade. É preciso haver algo de novo em tudo, ao longo de todo o caminho.

    A cruz declara isso, vejam. É preciso haver uma novidade contínua.

    Ah, isso é muito verdadeiro: se estamos nessa nova criação e caminhamos segundo essa nova vida, não chegamos ao fim de coisa alguma. Estamos constantemente chegando a novos começos — novas liberações, novas aberturas, novas plenitudes. A novidade é a marca de tudo.

    Novo, porque há um novo homem, individual e coletivo: um novo homem em Cristo, que é o novo Homem que abrange a todos, o Homem celestial, o Homem em Quem está a vida.

    Preciso parar por aqui. Mas a ênfase está nisto: a cruz do Senhor Jesus, aqueles três dias e três noites, declara de maneira tão absoluta que toda uma ordem está encerrada — ou dissolvida, está encerrada — e outra, tão inteiramente diferente, completamente diferente, surge do outro lado da cruz.

    Tudo precisa estar exatamente aí, começando do zero, por completo em cada etapa e em cada fase: algo novo, algo novo.

    Ah, que nunca envelheçamos em nossa vida espiritual, que nunca envelheçamos em nossa ordem de coisas, a ponto de ela se tornar rígida e fixa. Não estou dizendo que precisamos tentar ser inovadores e originais em nossos métodos.

    Estou dizendo que precisa haver algo nisso que não seja apenas um costume morto, uma repetição das mesmas coisas o tempo todo. Precisa haver nisso um frescor, uma novidade, uma vitalidade.

    É isso que significa. Ele pôs fim à antiga ordem e a removeu e, ao fazer isso, abriu o caminho para que todas as coisas fossem feitas novas.