E o menino Samuel servia ao Senhor perante Eli.
E a palavra do Senhor era preciosa naqueles dias; não havia visão frequente.
E Samuel crescia, e o Senhor era com ele, e não deixou nenhuma de suas palavras cair em terra.
E todo o Israel, desde Dã até Berseba, soube que Samuel estava confirmado como profeta do Senhor.
E o Senhor voltou a aparecer em Siló; porque o Senhor Se revelava a Samuel em Siló pela palavra do Senhor.
Então vieram os homens de Quiriate-Jearim, e levaram a arca do Senhor, e a trouxeram à casa de Abinadabe, no outeiro, e consagraram Eleazar, seu filho, para guardar a arca do Senhor.
E sucedeu que, desde o dia em que a arca permaneceu em Quiriate-Jearim, passou-se muito tempo, pois foram vinte anos; e toda a casa de Israel lamentava após o Senhor.
E Samuel falou a toda a casa de Israel, dizendo: Se vos converterdes ao Senhor de todo o vosso coração, tirai dentre vós os deuses estrangeiros e as astarotes, e preparai o vosso coração ao Senhor, e servi somente a Ele; e Ele vos livrará da mão dos filisteus.
Então os filhos de Israel tiraram os baalins e as astarotes, e serviram somente ao Senhor.
E Samuel disse: Congregai todo o Israel em Mispa, e orarei por vós ao Senhor.
E congregaram-se em Mispa, e tiraram água, e a derramaram perante o Senhor, e jejuaram naquele dia, e ali disseram: Pecamos contra o Senhor. E Samuel julgava os filhos de Israel em Mispa.
Então disse Samuel a todo o Israel: Eis que dei ouvidos à vossa voz em tudo quanto me dissestes, e constituí um rei sobre vós.
E agora, eis que o rei anda diante de vós; e eu sou velho e de cabelos brancos, e eis que meus filhos estão convosco; e eu tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até este dia.
Eis-me aqui: testemunhai contra mim perante o Senhor e perante o Seu ungido: de quem tomei o boi? Ou de quem tomei o jumento? Ou a quem defraudei? A quem oprimi? Ou da mão de quem recebi suborno para com ele cegar os meus olhos? E eu vo-lo restituirei.
E disseram: Não nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém.
E ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós, e o Seu ungido é testemunha neste dia, de que nada achastes na minha mão. E disseram: Ele é testemunha.
Então Samuel clamou ao Senhor; e o Senhor enviou trovões e chuva naquele dia; e todo o povo temeu grandemente ao Senhor e a Samuel.
E todo o povo disse a Samuel: Roga pelos teus servos ao Senhor, teu Deus, para que não morramos; pois a todos os nossos pecados acrescentamos este mal: pedirmos para nós um rei.
E Samuel disse ao povo: Não temais; vós, de fato, fizestes todo este mal; todavia, não vos desvieis de seguir o Senhor, mas servi ao Senhor de todo o vosso coração;
E não vos desvieis; pois iríeis após coisas vãs, que não podem aproveitar nem livrar, porque são vãs.
Pois o Senhor não desamparará o Seu povo, por causa do Seu grande nome; porque aprouve ao Senhor fazer de vós um povo para Si.
E, quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito.
Tão somente temei ao Senhor e servi a Ele em verdade, de todo o vosso coração; pois considerai quão grandes coisas Ele vos tem feito.
Porém, se ainda fizerdes o mal, sereis consumidos, tanto vós como o vosso rei.
Amado Pai celestial, nós Te louvamos e agradecemos, pois nós, que antes éramos pecadores e rebeldes, nada merecíamos senão a morte. Contudo, por meio do Teu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, pelo derramamento do Seu sangue e pelo partir do Seu corpo, agora podemos nos achegar a Ti, aceitos no Amado, com ousadia, contemplando-Te, contemplando a glória do Senhor, com o rosto descoberto.
Por isso, Pai, nós Te agradecemos por esse privilégio que nos deste. Ao estarmos em Tua presença, pedimos que a Tua palavra seja aberta ao nosso coração. Fala conosco, Senhor. Liberta-nos, para que sejamos plenamente vencedores, e a Ti seja a glória, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
O primeiro livro de Samuel é um livro de transição. Nesse livro, encontramos uma mudança na história da nação de Israel: do governo dos juízes para a monarquia.
Os filhos de Israel viveram sob os juízes durante algum tempo, e essa era uma situação muito insatisfatória. Vemos que o povo de Israel se rebelava contra Deus repetidas vezes. Por causa de sua rebeldia, Deus permitia que seus inimigos os oprimissem.
Enquanto estavam sob opressão, clamavam ao Senhor, e Deus, em Sua grande misericórdia, levantava juízes, ou libertadores, para livrá-los de seus inimigos. Mas, quando aquele juiz morria, os filhos de Israel voltavam a pecar. Então vemos que tudo se repetia, vez após vez, num ciclo.
Naqueles dias, não havia rei, e cada um fazia o que parecia certo aos seus próprios olhos. Acima de tudo isso, porém, estava uma coisa: eles rejeitavam a Deus e ao Seu governo.
Mas agora vemos, nesse livro, que Deus aproveitou a ocasião do pecado deles e a transformou em bem. Isto é, quando pediram um rei, fizeram algo mau, porque rejeitaram a Deus como seu Rei. Queriam um rei como as outras nações. Não queriam que Deus fosse seu Rei.
Mas, graças a Deus, Ele aproveitou a ocasião do pecado deles e estabeleceu uma monarquia segundo o Seu propósito. Deus lhes deu um rei segundo o Seu coração e, por fim, por meio desse rei, Deus haveria de trazer o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o nosso Senhor Jesus Cristo.
Nos manuscritos antigos, na verdade, Primeiro e Segundo Samuel eram um só livro. Seu título era Samuel. Por quê? Porque Samuel era a figura central de todo o livro.
Ele não foi apenas o último dos juízes; foi o profeta levantado por Deus, e, por meio dele, Deus introduziu o rei e o reino. É por isso que Primeiro e Segundo Samuel tinham, juntos, o título de Samuel: ele era a figura central.
Se vocês lerem o primeiro livro de Samuel, encontrarão, na verdade, três personagens principais: Samuel, Saul e Davi. Em certo sentido, podemos dividir Primeiro Samuel em três partes com muita facilidade:
É claro que suas histórias se sobrepõem; a influência de um sobre o outro também se sobrepõe. Mas podemos ver com muita clareza que esses três homens são os personagens principais desse livro.
Segundo a tradição judaica, os capítulos 1–24 foram escritos pelo próprio Samuel. É claro que, no início do capítulo 25, vemos que Samuel morreu, de modo que não poderia escrever o restante do livro. O restante de Primeiro Samuel foi escrito pelo profeta Natã e pelo vidente Gade. Sabemos disso porque, se abrirmos em 1 Crônicas 29, encontraremos esse registro ali.
Primeiro Samuel, como dissemos, é um livro de transição do governo dos juízes para a monarquia. Na verdade, na ordem original de Deus, o governo dos juízes não estava incluído. O governo dos juízes foi uma medida emergencial e temporária de Deus.
Deus levantou o sacerdote, e, por meio do sacerdote, o povo deveria ser conduzido a Deus. Mas o sacerdócio falhou e, por causa dessa falha, Deus tomou uma medida emergencial e levantou a ordem dos juízes.
Na verdade, a ordem permanente de Deus é a monarquia. Mas, antes que a monarquia fosse introduzida, Deus tomou uma medida emergencial por meio dos juízes. Sob os juízes, os filhos de Israel nunca voltaram verdadeiramente ao Senhor. Por meio dos juízes, eles se achegavam ao Senhor, talvez por um breve período, mas apenas para obter livramento. Depois, vemos que voltavam atrás, porque seu coração não se voltava para o Senhor.
Mas agora Deus estava passando do governo dos juízes para a monarquia. Outra coisa que vocês notarão é que, nessa passagem do governo dos juízes para a monarquia, Deus levantou outro ofício e outra ordem: o ministério profético.
Por meio dos profetas, Deus faria a mudança do tempo dos juízes para o tempo dos reis. Se vocês lerem Atos 3, verão que Samuel era considerado o primeiro dos profetas. É claro que sabemos que, em certo sentido, Abraão era profeta. Mas, estritamente falando, a Escritura apresenta Samuel como o primeiro dos profetas.
A partir de Samuel, encontramos uma sucessão de profetas durante mil anos, até terminar com João Batista. Esses são os profetas do Antigo Testamento. Por meio do profeta, Deus faria a mudança. O sacerdote representa o povo diante de Deus; o profeta fala em nome de Deus ao povo.
Samuel foi levantado por Deus como o vaso para realizar essa transição. Ele foi o último dos juízes e aquele que introduziu a monarquia.
Naquele tempo, vemos que Eli era o último dos sacerdotes. Agora, historicamente falando, cronologicamente falando, Eli provavelmente também era juiz naquele mesmo período. Vocês sabem, os juízes não governavam todo o Israel; governavam apenas uma parte dele. Assim, é muito provável que Eli estivesse servindo ao mesmo tempo em que Sansão julgava.
Mas olhem para esses juízes. Os juízes deveriam ser levantados por Deus para libertar o povo, e Deus os usaria para fazer essa obra. Mas olhem para os próprios juízes. No livro de Juízes, lemos sobre Sansão. Que personagem ele era! Sua própria vida foi um fracasso.
Agora olhem para Eli. Eli parecia ser um homem bom, mas vemos que era velho, muito velho, muito debilitado e fraco. Seus olhos haviam se escurecido; ele não enxergava muito bem. E honrava seus filhos mais do que a Deus.
Ele tinha dois filhos que eram muito perversos. Como seus filhos eram tão perversos, tornaram o sacrifício uma abominação, algo repugnante aos olhos do povo. Afastavam o povo de Deus, em vez de ajudá-lo a conhecer a Deus. Eli permitia que seus filhos continuassem assim. Honrava seus filhos mais do que a Deus.
Em certo sentido, isso representa a condição espiritual do povo no final do período dos juízes. Naquele tempo, a palavra de Deus era muito rara. Deus falava muito raramente.
Agora, sabemos que o nosso Deus é um Deus que fala. Aqui, Ele não estava falando, mas Ele gosta de falar. Nunca fala coisas sem sentido; fala a verdade. Assim, vemos que Deus ama falar com o Seu próprio povo.
Mas a condição do Seu povo era tal que eles quase fecharam a boca de Deus. Deus não podia falar com eles. Eles não conseguiam acolhê-Lo. Não adiantava falar.
A Bíblia diz, em 1 Samuel 3:1:
Não havia visão frequente.
Em outras palavras, Deus não lhes aparecia com muita frequência. Deus Se retirou. Deus Se escondeu — não porque quisesse fazer isso. Deus ama ter comunhão com Seu povo. Ama Se mostrar ao Seu povo. Mas a condição espiritual do Seu povo era tão repulsiva para Ele que teve de Se afastar deles.
Essa era a condição dos filhos de Israel no tempo dos juízes. É verdade que, de tempos em tempos, experimentavam algum livramento de seus inimigos, mas seu coração nunca se voltava para Deus. Era uma condição lamentável.
O juízo de Deus já estava sobre Eli. Deus disse: “Porque você honra seus filhos mais do que a Mim, seu tempo chegará ao fim”. Tudo estava acabado. Não parecia haver esperança alguma para o povo.
Mas Deus, em Sua grandeza, faria alguma coisa. Isto é, Ele traria, secretamente, uma pessoa que mudaria aquela situação. Vocês sabem, é assim que Deus sempre age. Sempre que deseja fazer um movimento, sempre que deseja fazer alguma coisa nesta terra, Ele primeiro prepara um vaso.
Assim, secretamente, Ele estava preparando um vaso para aquele tempo de trevas e para realizar a transição. Tudo começou com uma mulher. Vocês sabem, o nome Ana significa graça.
Deus a conduziu a tal ponto que ela precisou perseverar em oração, e dessa oração perseverante nasceu Samuel. Seu nome significa “pedido a Deus”.
Esse filho nasceu das dores de parto da oração. Mesmo quando estava no ventre de sua mãe, já estava destinado a ser nazireu. Segundo Números 6, nazireu é uma pessoa consagrada a Deus.
Um nazireu, durante o período de sua consagração, não pode beber nada que venha da videira. Não pode deixar que uma navalha toque sua cabeça; deve deixar o cabelo crescer. E não pode se aproximar de nenhum cadáver, para não se contaminar.
Todas essas coisas significam uma só coisa: uma pessoa santa, consagrada, dedicada a viver para Deus. Samuel era nazireu antes mesmo de nascer. Sua mãe não podia beber vinho algum.
Samuel foi uma criança que nasceu consagrada e dedicada inteiramente a Deus. Quando foi desmamado, ainda menino, foi enviado a Siló, onde estava o tabernáculo. Ainda menino, foi enviado para lá a fim de servir a Deus.
Samuel servia a Deus sob a orientação de Eli, porque Eli era o sacerdote e o juiz. Os dois filhos de Eli eram homens perversos, e Samuel era apenas um menino. Vocês sabem como os meninos podem ser facilmente influenciados e seguir os irmãos mais velhos.
Mas aqui encontramos Samuel. Embora fosse apenas um menino naquele ambiente, manteve-se puro. Não foi afetado pelo mal. Servia a Deus fielmente.
É claro que ele não podia fazer muita coisa. Mas, como menino, abria a porta. Vocês sabem, isso era importante, porque, se ninguém abrisse a porta, as pessoas não poderiam entrar para adorar. Era preciso abrir a porta bem cedo pela manhã. Para um menino fazer esse tipo de trabalho, era necessária certa diligência.
Aqui vemos que Samuel fazia diligentemente todas essas pequenas coisas, essas coisas simples, na casa de Deus. Fazia tudo com muita fidelidade. Por causa de sua fidelidade, Deus reparou nele.
Uma noite, Deus o chamou. Quando Deus o chamou, ele nem sequer sabia que era Deus Quem o estava chamando. Nunca havia ouvido Deus falar antes. Pensou que fosse Eli quem o chamava.
Então ele se levantou, foi até Eli e disse: “Aqui estou, pois o senhor me chamou”. Eli disse: “Não chamei; volte para a cama”. Então Deus o chamou novamente. Ele foi outra vez a Eli, e Eli disse: “Não, eu não chamei você. Volte para a cama”.
Então Deus chamou pela terceira vez. Ele foi até Eli, e Eli de repente percebeu que era Deus Quem o chamava. Eli era uma pessoa experiente. Infelizmente, agora estava muito fraco, mas tinha experiência. Por isso, disse a Samuel que, se ouvisse o chamado, respondesse com as palavras de 1 Samuel 3:9:
Fala, Senhor; porque o Teu servo ouve.
Deus chamou Samuel, e Samuel respondeu. Deus voltou a falar com ele e a lhe aparecer. A Bíblia diz que o menino crescia no favor de Deus e dos homens. Ele crescia no conhecimento de Deus, e a palavra de Deus começou a vir a ele.
Tudo o que ele dizia se cumpria. Assim, todo o Israel, de Dã a Berseba, soube que Deus havia estabelecido Samuel como profeta de Deus. A palavra de Deus começou a chegar ao povo por meio dele, e Deus começou a aparecer novamente ao povo em Siló.
Vemos que Deus havia levantado um vaso preparado para o Seu propósito.
Agora, irmãos e irmãs, vocês sabem que nós também estamos vivendo num tempo de transição? Os filhos de Israel viviam num tempo de transição do governo dos juízes para a monarquia, e Samuel era o vaso.
Sob os juízes, cada um fazia o que parecia bom em sua própria mente. Não havia unidade, nem força, nem paz. Mas, sob o rei, todo o povo seria reunido em um só, e haveria paz.
Vocês sabem que hoje estamos vivendo esse tipo de transição? Qual é o nosso tempo? Nosso tempo agora, como dizemos, é a dispensação da graça. É um tempo de graça. Graças a Deus, este é o tempo da graça.
Somos salvos pela graça, por meio da fé, e isso não vem de nós; é dom de Deus. Mas até mesmo o tempo da graça está chegando ao fim. Um dia, o tempo da graça terminará, e o tempo da justiça surgirá nesta terra.
Irmãos e irmãs, um dia os reinos desta era se tornarão o reino do nosso Deus e do Seu Cristo. Em outras palavras, um dia o reino de Deus virá a esta terra. Quando o reino de Deus vier a esta terra, a justiça governará a terra.
Hoje, a iniquidade governa esta terra. Mas um dia a justiça governará toda a terra. O reino da justiça surgirá, e sabemos que esse dia está chegando em breve.
Quando Deus vai realizar essa grande transição, Ele precisa de um vaso. Deus está preparando um vaso que marcará uma nova época para realizar essa mudança. Onde está esse vaso? Quem é essa pessoa?
É verdade que o pensamento de Deus diz respeito à igreja, porque a igreja deveria ser esse vaso. A igreja deve ser o vaso para concluir esta era da graça e introduzir a era da justiça. A igreja deveria ser o vaso para preparar a vinda do Rei.
Mas, infelizmente, a igreja falhou. A igreja se deixou seduzir pelo mundo. Assim, vemos que Deus está levantando na igreja aqueles que a Bíblia chama de vencedores.
Deus está levantando um povo na igreja, um povo remanescente, um povo que será preparado assim como Samuel foi preparado.
Como Samuel foi trazido a este mundo? Ele foi trazido a este mundo por meio de Ana, por meio da oração perseverante de Ana. Agora, como princípio espiritual, sabemos que Ana representa a graça. É pela graça que nascemos no reino de Deus.
É por meio da oração perseverante de algumas pessoas que somos salvos. Irmãos e irmãs, se vocês olharem para trás, como chegaram ao Senhor? Provavelmente, muito provavelmente, alguém estava orando por vocês. Talvez fosse sua mãe, seu pai, seu marido, sua esposa, seus filhos ou alguns de seus amigos.
Geralmente, é por meio da oração perseverante que as pessoas são trazidas ao reino de Deus. Assim, em certo sentido, todos nós somos filhos da graça, como Samuel.
Mas isso não basta. Precisamos ser nazireus em sentido espiritual. Hoje, Deus não quer que façamos todas essas coisas físicas como os filhos de Israel faziam. Eles eram o povo terreno de Deus, e agora nós somos o povo celestial de Deus. Para eles, tudo era físico; para nós, tudo é espiritual. Mas os princípios são os mesmos.
O propósito de Deus é que sejamos nazireus. Irmãos e irmãs, todo filho da graça deveria ser um nazireu. Em outras palavras, nossa vida foi redimida e, portanto, pertence a Deus. Devemos viver para Deus.
Não importa qual seja a sua profissão, você vive para Deus. Somos consagrados a Ele. Devemos estar separados do mundo. O vinho e todos os produtos da videira falam dos prazeres mundanos — daquilo que o mundo pode nos oferecer para nos dar o prazer do pecado.
Devemos estar separados do mundo porque estamos unidos à Videira verdadeira, ao nosso Senhor Jesus. Recebemos todos os nossos recursos de Cristo Jesus, não do mundo.
Devemos deixar nosso cabelo crescer. Na Escritura, o cabelo é uma cobertura. Em outras palavras, precisamos cobrir nossa cabeça diante dAquele que é nosso Cabeça. Que Ele seja nosso Cabeça. Somos Seu corpo para cumprir Sua vontade.
Não devemos tocar em cadáver algum, para não nos contaminarmos. Na Escritura, os cadáveres falam da carne. Não devemos tocar em nossa própria carne, nem na carne de outras pessoas, porque a carne, com seu poder, está sempre corrompendo.
Assim, da mesma maneira, irmãos e irmãs, todos nós devemos ser nazireus: separados e consagrados a Deus.
Na vida espiritual, vemos que é necessário tempo para crescer. Ninguém nasce e sai do ventre de sua mãe já como um homem ou uma mulher adulta. Na verdade, apenas um homem veio dessa maneira: Adão. Quando Deus criou Adão, ele era um homem plenamente desenvolvido. Mas cada um de nós começou como um bebê e, aos poucos, crescemos. A vida espiritual é assim também. Precisamos crescer.
Precisamos crescer no favor de Deus. Não precisamos apenas crescer espiritualmente; precisamos também aprender a ministrar, a servir, a servir a Deus. Penso que devemos começar fazendo pequenas coisas — talvez abrindo a porta, talvez realizando outros serviços simples.
Nessas pequenas coisas, ao aprendermos a ser fiéis a Deus servindo ao povo de Deus, nossa fidelidade será comprovada. Portanto, Deus procura pessoas fiéis. Deus não procura pessoas talentosas. Deus procura pessoas fiéis.
Se formos fiéis, então Deus nos escolherá. Vocês sabem, a um Deus deu cinco talentos; a outro, dois talentos. Mas a diferença de talentos não faz diferença para Deus. O que faz a diferença é a fidelidade.
Precisamos ser fiéis nas pequenas coisas, porque, se formos fiéis nas pequenas coisas, Deus nos confiará mais.
Então precisamos ouvir o chamado de Deus. Em outras palavras, precisa haver um relacionamento pessoal com Deus. Nosso relacionamento com Deus não deve ser indireto. Precisamos ter comunicação direta com Deus.
Deus está nos chamando. Ele chamou cada um de nós para fazer aquilo para o qual nos colocou no corpo.
Se formos fiéis, e a palavra de Deus vier a nós, então Deus nos usará nestes últimos dias para realizar a transição, concluir esta era e introduzir a era vindoura. Deus procura pessoas assim. Irmãos e irmãs, cada um de nós pode estar incluído.
Se estivermos realmente separados e consagrados ao Senhor, se formos fiéis até mesmo nas pequenas coisas, se andarmos na luz, então Deus poderá nos usar.
Hoje, esse vaso que marcará uma nova época é um vaso coletivo. Já não é apenas um homem, como foi Samuel. Será um conjunto de pessoas, uma companhia de vencedores. Esses vencedores são como aquilo que encontramos em Apocalipse: o filho varão, o filho varão coletivo.
Essa é a primeira etapa da vida de Samuel, do capítulo 1 ao capítulo 6. Depois encontramos a segunda etapa da vida de Samuel, do capítulo 7 ao capítulo 12.
Os filhos de Israel estavam numa condição tão precária que, quando os filisteus vieram lutar contra eles, é claro que não conseguiram lutar, porque Deus não estava com eles. Mas eram tão supersticiosos.
Pensavam que, se pudessem trazer a arca de Deus à sua frente, então Deus lutaria por eles. Por quê? A arca de Deus já havia ido à frente deles antes. Quando entraram na terra, a arca do Senhor foi à frente deles enquanto rodeavam Jericó, e Jericó caiu.
Então pensaram: “Se simplesmente trouxermos a arca de Deus à nossa frente, Deus lutará por nós, e o inimigo será derrotado”. Mas Deus nunca respeita a superstição.
Como a mente deles estava tão obscurecida, Deus não estava com eles. Deus já não era por eles. Embora tentassem trazer a arca à sua frente, pensando que, por representar a presença de Deus, certamente Deus lutaria por eles, Deus não podia lutar por eles.
Pelo contrário, Deus até permitiu que Sua arca fosse capturada pelos filisteus. A arca foi capturada — o testemunho de Deus, a arca da aliança.
Quando a notícia chegou a Eli, e Eli ouviu que a arca havia sido tomada, caiu para trás, quebrou o pescoço e morreu. Sua nora estava em trabalho de parto e deu à luz um menino. Mas chamou aquele menino de Icabô — isto é, “A glória se foi de Israel”.
Os filhos de Israel não sabiam como proteger a glória de Deus, mas Deus sabia. A arca permaneceu na terra dos filisteus durante sete meses, e, naqueles sete meses, os filisteus simplesmente não conseguiram mais suportar.
Pragas vieram sobre a terra e sobre o povo. Eles colocaram a arca no templo de seu deus Dagom. Vocês sabem, Dagom era um deus-peixe. Dagom caiu sobre o limiar, diante da arca de Deus, e quebrou o pescoço, e assim por diante.
Os filisteus ficaram tão assustados que tiveram de enviar a arca de volta aos filhos de Israel. Mas, quando a enviaram de volta, os filhos de Israel não tinham interesse pela arca. A arca permaneceu na casa de Abinadabe, em Quiriate-Jearim, por vinte anos.
Assim, o profeta de Deus estava falando e, por meio de seu trabalho, o coração dos filhos de Israel começou a se voltar para Deus.
Então veio o livramento. Muitas vezes, as pessoas procuram livramento, mas seu coração não está voltado para Deus. Mesmo que Deus, em Sua grande misericórdia, envie livramento, esse livramento durará pouco. O mais importante é o coração. O coração precisa voltar para Deus.
Sob os juízes, eles não conseguiram trazer o coração do povo de volta a Deus. Foram usados por Deus para trazer livramento de tempos em tempos. Mas aqui Deus levantou o profeta Samuel e, por meio de sua palavra — ou de Deus falando por meio dele —, o coração dos filhos de Israel começou a se voltar para Deus.
Eles reconheceram seu pecado contra Deus. Samuel os reuniu e, quando Samuel orou, Deus trovejou contra os filisteus. Essa foi a diferença. Samuel chamou aquele lugar de Ebenézer, dizendo, em 1 Samuel 7:12:
Até aqui nos ajudou o Senhor.
Samuel estava com o povo; era o último juiz deles. Mas, enquanto os julgava — vocês veem isso no capítulo 7 —, ele edificou um altar. Edificou um altar, e isso é muito importante.
Aos poucos, Samuel envelheceu. Seus filhos, embora não fossem tão perversos quanto os filhos de Eli, não eram tão bons quanto ele. Então os filhos de Israel vieram a Samuel quando ele já estava velho e disseram: “Você está velho. Dê-nos um rei para governar sobre nós, como acontece com as demais nações”.
Samuel ficou entristecido, porque sabia que, com esse pedido, eles rejeitavam a Deus como seu Rei. Os filhos de Israel eram uma teocracia. Desde que saíram do Egito — desde que Deus fez uma aliança com eles no monte Sinai — até aquele período, a nação de Israel era uma teocracia. Isto é, Deus era seu Rei.
Por meio dos sacerdotes, Deus dava a conhecer Seu pensamento ao Seu povo, mas o próprio Deus era seu Rei. Quando pediram um rei para governar sobre eles como nas demais nações, demonstraram que rejeitavam a Deus como seu Rei. Por essa razão, Samuel ficou entristecido. Mais do que rejeitar Samuel, eles rejeitavam a Deus.
Samuel foi a Deus, e Deus disse: “Eles não estão rejeitando você; estão rejeitando a Mim”. Deus permitiria isso para que soubessem que tipo de vida teriam sob um rei como o das nações.
Samuel, embora não gostasse da ideia, lhes disse: “Está bem, Deus lhes dará um rei”.
Então vemos Samuel os desafiando. Ele disse: “Agora, tenho vivido diante de vocês desde a minha juventude até hoje. Se fiz alguma coisa errada, se defraudei alguém, se tomei alguma coisa de vocês, se cometi alguma injustiça, então eu a restituirei”.
E os filhos de Israel disseram: “Você nunca fez nada errado”. Ele viveu dessa maneira.
Samuel disse: “Agora vocês pedem um rei. Isso é errado, porque rejeitaram a Deus. Por isso, vou lhes mostrar”. Era tempo de colheita, e vocês sabem que, durante a colheita, não se espera chuva. Samuel disse: “Vou orar a Deus, e Ele enviará chuva e trovões”.
Então vieram chuva e trovões sobre o povo, e o povo de repente percebeu que realmente havia feito algo mau ao pedir um rei. Disseram: “Pecamos. Além de todos os nossos outros pecados, acrescentamos isto: pedir um rei como o das nações”.
Samuel disse: “Sim, vocês agiram mal, mas já fizeram isso. Daqui em diante, se o coração de vocês estiver voltado para Deus, Deus ainda os abençoará. Mas, se vocês se afastarem de Deus, então perecerão”.
“Mas, quanto a mim”, disse Samuel, nas palavras de 1 Samuel 12:23:
Longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito.
Agora pensem nisso. Samuel foi, de fato, rejeitado por eles quando pediram um rei; contudo, Samuel conseguiu permanecer fiel ao povo até o fim. Ah, esse era Samuel.
Há algumas coisas nessa segunda etapa da vida de Samuel que eu gostaria de repetir.
Uma delas é esta: vemos que a obra do profeta Samuel, ou seu ministério profético, não consistia apenas em transmitir ao povo o pensamento de Deus, mas também em trazer o coração do povo de volta a Deus.
Um profeta deve falar em nome de Deus, mas essa palavra tem tamanha autoridade que toca o coração das pessoas, não apenas a mente delas. Ela transforma a direção do coração.
Vocês se lembram de que, no final do Antigo Testamento, Deus disse que levantaria Elias. Ele converteria o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos aos pais. Portanto, a obra do profeta toca o coração.
Foi isso que Samuel fez: não apenas um livramento exterior, mas uma conversão interior. Todo livramento exterior é temporário, mas somente a conversão interior do coração permanece.
Em segundo lugar, vemos que ele também era juiz. Mas, enquanto era juiz, edificou um altar em Ramá. O que isso significa? Significa o seguinte: o altar é o lugar onde se invoca o nome do Senhor.
Assim, vemos que ele não julgava segundo sua própria sabedoria. Julgava invocando o Senhor. Julgava com o juízo de Deus.
Ele era um homem flexível nas mãos de Deus. Embora estivesse entristecido com o pedido dos filhos de Israel — ele sabia que aquilo era errado —, quando Deus falou, ele foi flexível nas mãos de Deus.
Para ser usado por Deus, você precisa ser flexível. Por um lado, precisa ser firme; não pode fazer concessões. Mas, por outro lado, precisa ser tão flexível que, sempre que Deus quiser dobrá-lo, você se dobrará naquela direção.
Outra coisa: embora tivesse sido rejeitado pelo povo, ele continuou orando. Não apenas lhes disse que estavam errados, mas afirmou: “Orarei por vocês sem cessar”. Isso, sim, é um servo.
Essa é a segunda etapa da vida de Samuel. Depois, a terceira etapa da vida de Samuel, do capítulo 13 ao capítulo 24, foi o período em que Deus o usou para realizar a transição.
Primeiro, vemos que ele ungiu Saul. Foi porque o povo pediu um rei como o das nações que Deus, por assim dizer, cedeu ao pedido deles. Deus lhes deu Saul.
Muitas vezes, quando pedimos a Deus algo que realmente não é Sua vontade, às vezes Deus permite que o tenhamos. Mas lembrem-se: ao mesmo tempo, haverá empobrecimento espiritual. Não é bom tentar forçar Deus. É muito melhor ouvi-Lo do que insistir em ter aquilo que queremos.
Infelizmente, os filhos de Israel pediram um rei como o das nações. Que tipo de rei as nações gostariam de ter? É claro que olhariam para a aparência exterior. Então Deus lhes deu um rei segundo a aparência, e havia um homem chamado Saul.
O nome Saul significa “pedido”. Samuel era “pedido a Deus”. Bem, se algo é realmente pedido a Deus, então você o recebe de Deus; mas, se você o pede aos homens, recebe dos homens.
Saul, na verdade, não era um homem mau. No que diz respeito ao mundo, do ponto de vista mundano, ele era um bom exemplar. Era uma cabeça mais alto do que todas as outras pessoas. Era bonito e alto.
Na verdade, era um homem humilde. Quando Samuel falou com ele e disse que Deus o havia escolhido, ele disse: “Quem sou eu? Do que você está falando? Sou o menor da minha família, e minha família é a menor da tribo de Benjamim. Quem sou eu?”
Vemos que ele era humilde. Quando lançaram sortes, e a sorte caiu sobre ele para ser rei, não conseguiram encontrá-lo. Por quê? Porque ele se escondeu entre a bagagem.
Quando foi ungido rei, alguns homens perversos disseram: “Quem é ele? Não o seguiremos”. O povo disse: “Vamos matar essas pessoas”. Saul disse: “Não façam isso”. Ele era um homem bom. Teve um começo muito bom; não era, de modo algum, um homem mau.
Mas era um homem da carne. Vocês sabem, na carne, aos olhos de Deus, não há bem algum. Mas nós não enxergamos isso. Aos nossos olhos, há muita coisa ruim na carne, mas também há muita coisa que parece boa.
Você se considera uma pessoa muito boa? Sabe, você não é tão ruim assim. Há algum bem em você. Às vezes você é bondoso, às vezes é gentil, às vezes é generoso — não o tempo todo. Há algum bem em você.
Esse era Saul, o homem da carne. Havia bem nele. Mas a carne nunca pode agradar a Deus. As coisas de Deus são loucura para o homem da carne. Ele não quer e não pode fazer a vontade de Deus.
Então vemos que veio uma prova. Samuel disse a Saul: “Espere em Gilgal durante sete dias, e eu virei oferecer sacrifício”. Os filisteus estavam se reunindo ali, e Saul observava seu povo.
Ele esperou, esperou e esperou até o sétimo dia, e Samuel não veio. Antes que o dia terminasse, ele não conseguiu esperar mais. Pensou que os filisteus estavam prestes a atacá-lo e que precisava orar a Deus. Era religioso, mas legalista.
Então ele se forçou a oferecer o sacrifício. Isso era algo que jamais deveria ter feito. Ele não era sacerdote; não deveria ter feito aquilo. Logo depois que o fez, Samuel chegou.
Samuel chegou no último momento. Por causa disso, Deus disse: “O reino será tirado de você e dado a uma pessoa mais digna, um homem segundo o coração de Deus”.
Mais tarde, no capítulo 15, vemos que Deus lhe deu outra ordem. Deus disse: “Vá e destrua completamente Amaleque”. Saul foi. Matou o povo, mas manteve o rei Agague vivo. Poupou o melhor das ovelhas e do gado.
Saul não deu ouvidos à vontade de Deus. Fez grande alarde de sua realização. Ergueu um monumento para si mesmo. Quando Samuel chegou, Saul saiu ao seu encontro e disse: “Fiz o que Deus me pediu para fazer”.
Samuel disse, em 1 Samuel 15:14:
Que é, pois, este balido de ovelhas aos meus ouvidos, e o mugido de bois que ouço?
Saul disse: “O povo, o povo — eles quiseram guardar o melhor para oferecer sacrifícios a Deus”.
E vocês se lembram de que Samuel disse, em 1 Samuel 15:22:
Obedecer é melhor do que sacrificar.
Então Deus rejeitou Saul.
Samuel chorou diante de Deus. Ele lamentou. Ele realmente amava Saul, vocês sabem. Mas Deus disse: “Agora basta. Vá a Belém e unja outro”.
Ele foi, e vocês se lembram da história dos filhos de Jessé. Quando Eliabe, o primeiro, veio, ele também era um homem alto. Samuel olhou para ele e pensou: “Este deve ser o homem”. Olhou para a aparência.
Mas Deus disse: “Não. Eu olho para o coração, não para a aparência”. Nenhum daqueles filhos foi escolhido e, por fim, Davi foi o escolhido. Samuel ungiu Davi.
Dali em diante, a história continuou. Vemos como Samuel protegeu Davi, como amou Saul até o fim, como amou o povo até o fim, até que, em 1 Samuel 25:1, Samuel morreu. Esse foi o encerramento de sua vida.
Mas, de qualquer maneira, vemos uma coisa: esse vaso foi usado por Deus para realizar a transição do governo dos juízes para a monarquia.
É verdade que o primeiro rei foi Saul, não o rei certo. É verdade que Samuel sabia que Davi era aquele que Deus havia escolhido. É muito estranho, mas sempre acontece assim: a carne sempre vem primeiro, e depois o espírito; a lei vem primeiro, e depois a graça. Assim, Saul veio primeiro, e depois o rei Davi.
Saul não estava no propósito de Deus. Saul estava no plano de Deus, mas não no propósito de Deus. Há uma diferença aqui; espero que vocês a percebam.
No propósito de Deus, a monarquia de Deus segue o modelo de Davi. Um dia, um Filho de Davi Se assentará em Seu trono. Essa é a ideia de Deus a respeito do reino.
Saul ser rei não fazia parte do propósito de Deus. Deus não havia determinado que fosse assim em Seu propósito. Mas isso era parte integrante do plano de Deus. Deus planejou dessa maneira para mostrar o contraste entre os reis do mundo, os reis segundo as nações, e o Rei segundo o coração de Deus. Que diferença!
Compartilhei com vocês apenas sobre uma pessoa. Há outras duas. É claro que não temos tempo para tratar delas, mas falarei um pouco mais sobre Saul e deixarei Davi para a próxima vez, se Deus quiser, porque Segundo Samuel é, na verdade, a história de Davi. Assim, podemos estudá-los juntos.
Quanto a esse homem, Saul, penso que um irmão expressou isso muito bem. Ele disse: “Se você olhar para a vida de Saul, seu começo foi brilhante, mas logo, muito logo, o céu ficou encoberto, e o sol se pôs entre as nuvens mais negras”.
Penso que esse é um resumo da vida de Saul. Ele começou bem, mas depois vemos que tudo ficou encoberto, e seu fim foi muito sombrio.
Por quê? Ele não apenas perseguiu Davi e tentou assassiná-lo, mas, no final, porque Deus não lhe respondia, chegou a tentar consultar uma feiticeira. Caiu no campo de batalha. Morreu. Essa foi a vida de Saul.
Portanto, irmãos e irmãs, penso que, ao lermos a vida de Saul, ela realmente nos traz uma advertência. Se vivermos segundo a carne, não seremos diferentes de Saul.
Saul foi ungido, mas não viveu sob a unção. Viveu segundo a carne. Irmãos e irmãs, nós somos cristãos ungidos. A própria palavra cristão significa ungidos.
Todos nós somos ungidos. O Espírito Santo habita em nós. Ele é a unção dentro de nós. Se vivermos sob a unção, deixando que o Espírito Santo em nós nos ensine todas as coisas, permaneceremos em Cristo.
Mas, se não ouvirmos o Espírito Santo, se não vivermos sob a unção e, em vez disso, vivermos segundo a carne, querendo fazer valer nossa própria vontade, lembrem-se: acabaremos como Saul.
Que Deus tenha misericórdia de nós.
Amado Pai celestial, nós Te agradecemos por Tua preciosa palavra. Oramos para que essas palavras não sejam apenas história para nós, mas pedimos que Tu, por Teu Espírito Santo, ajas em nós, examinando nosso coração, para que sejamos, como Samuel, um vaso adequado para o uso do Mestre.
Oramos para que não permitas que sigamos o caminho de Saul. Ah, livra-nos, Senhor. Somente a Tua graça pode nos guardar de cair.
Por isso, olhamos para Ti, para que nos guardes; e não apenas para que nos guardes, mas também para que operes em nós, a fim de que andemos no caminho de Davi, para servir a Ti e ao Teu propósito. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.