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    Epoch Making Vessels: John the Baptist © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Epoch Making Vessels: John the Baptist
    Epoch Making Vessels: John the Baptist
    Kaung, Stephen

    João Batista como vaso de transição entre eras

    Leituras bíblicas

    Marcos 1:1-3

    Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
    Como está escrito no profeta Isaías:
    Eis que envio o Meu mensageiro diante da Tua face,
    O qual preparará o Teu caminho;
    Voz do que clama no deserto:
    Preparai o caminho do Senhor,
    Endireitai as Suas veredas.

    Mateus 3:1-4

    E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia e dizendo:
    Arrependei-vos; porque é chegado o reino dos céus.
    Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse:
    Voz do que clama no deserto:
    Preparai o caminho do Senhor,
    Endireitai as Suas veredas.
    E este João tinha as suas vestes de pelos de camelo e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.

    Lucas 1:76-79

    E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo:
    Porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os Seus caminhos;
    Para dar ao Seu povo conhecimento da salvação,
    Na remissão dos seus pecados,
    Pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus,
    Com que o Oriente do alto nos visitará,
    Para alumiar os que estão assentados em trevas e na sombra da morte;
    A fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.

    Vamos orar.

    Querido Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos porque, por meio do Teu Filho amado, podemos entrar na Tua própria presença, esperar em Ti, contemplar-Te e ouvir-Te. Por isso, Senhor, pedimos que fales conosco por meio da Tua Palavra, toques o nosso coração e nos conduzas ao lugar onde queres que estejamos, para o louvor da Tua glória. Em nome do nosso Senhor Jesus, amém.

    Pessoas que marcaram a transição entre eras nas Escrituras

    Nas Escrituras, vocês encontrarão algumas pessoas que chamaremos de pessoas que marcaram a transição entre eras, porque Deus as levantou para mudar os tempos.

    Por exemplo, Deus usou Noé para fazer a transição da era da consciência para a era do governo. Deus usou Abraão para dar início à era da promessa. Deus usou Moisés para introduzir a era da lei. E Deus usou Samuel para encerrar o tempo dos juízes e introduzir os reis.

    Também podemos dizer que Daniel foi usado por Deus para encerrar o tempo do cativeiro e dar início ao tempo da restauração. Agora, no Novo Testamento, é muito evidente que João Batista é um vaso de transição entre eras.

    No Evangelho segundo Marcos, lemos:

    Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.

    Agora, como começa o evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus? Quem introduz o tempo da graça? Vemos que é João Batista.

    Os profetas e a lei profetizaram até João Batista. Portanto, João é uma pessoa usada pelo Senhor para concluir os profetas e a lei e apresentar o Rei, o nosso Senhor Jesus. Ele é um vaso de transição entre eras.

    A voz após quatrocentos anos de silêncio

    Sabemos que a última voz que ouvimos no Antigo Testamento é a voz do profeta Malaquias. Deus levantou Malaquias para arrazoar com o Seu próprio povo, chamar o Seu povo de volta, para que retornasse a Ele. E a mensagem que Malaquias trouxe ao povo escolhido de Deus foi o arrependimento.

    Mas, infelizmente, parece que o povo não ouviu. Assim, por quatrocentos anos — quatrocentos longos anos —, Deus permaneceu em silêncio. Não houve voz do céu.

    Embora a vida do povo continuasse, vocês se lembram de que o remanescente havia retornado a Jerusalém. O templo foi reconstruído, o sacerdócio foi restaurado e os sacrifícios eram oferecidos. Durante todos aqueles quatrocentos longos anos, tudo isso continuou.

    Exteriormente, eles pareciam ser um povo muito religioso. Mas sabemos que Deus não falou durante quatrocentos anos.

    Então, de repente, depois de quatrocentos longos anos, Deus começou a falar: uma voz no deserto. Deus levantou João, e ele pregou:

    Arrependei-vos; porque é chegado o reino dos céus.

    O arrependimento e o reino dos céus

    A mensagem é o arrependimento, mas a razão para o arrependimento é muito incomum. Ninguém jamais havia pensado que o reino dos céus fosse a razão para o arrependimento. Mas aqui encontramos João Batista. Ele foi enviado ao próprio povo de Deus e lhes disse que se arrependessem. Por quê? Porque o reino dos céus está próximo.

    Em outras palavras, aquilo pelo que eles estavam esperando agora estava aqui.

    Mas o reino dos céus que João pregava não era o reino pelo qual os filhos de Israel estavam esperando. Eles estavam esperando o reino messiânico. Estavam esperando que o Messias viesse, restaurasse a nação de Israel e a tornasse a primeira entre as nações.

    Na condição em que estavam, sob ocupação, Deus jamais faria isso. Portanto, o reino dos céus que João pregava era o reino espiritual, porque o Rei estava chegando, bem ali, no meio deles.

    Assim, irmãos e irmãs, quando essa mensagem foi anunciada, ela eletrizou toda a nação. As pessoas acorriam a ele para serem batizadas.

    Para João, o arrependimento é muito real. O arrependimento não é apenas uma mudança de atitude; é uma mudança de ação. Por isso, vemos que ele praticava o batismo. Qual é o significado do batismo? Por que as pessoas vão ser batizadas? Significa que você entra na morte, é sepultado e, então, sai da morte em ressurreição.

    É a morte do ser inteiro — não apenas uma pequena reforma, não apenas uma pequena mudança, não apenas uma pequena melhora. É a morte do ser inteiro. Tudo o que pertence ao passado, tudo o que diz respeito a você, precisa descer à morte, quer você o considere bom, quer mau.

    Todo o passado precisa ser sepultado. Então você surgirá de novo, sobre o terreno da ressurreição. Era isso que João Batista pregava e chamava o povo a fazer.

    O chamado e o caráter de João Batista

    Agora, quem é esse João? Qual é o seu testemunho? O que esse João tem a ver conosco hoje? São essas coisas que gostaríamos de considerar diante do Senhor.

    Vocês sabem, o próprio nome João foi dado pelo anjo Gabriel. Antes de ele nascer, Gabriel foi enviado a Zacarias e lhe disse que sua esposa daria à luz um filho, e que seu nome deveria ser João.

    Agora, qual é o significado de João? Significa: “Deus é gracioso”. Irmãos e irmãs, o próprio envio dessa criança mostra a graça de Deus.

    Em outras palavras, não foi porque o povo havia mudado, nem porque o povo merecia. Foi a graça de Deus. O povo continuava o mesmo. Não era diferente do que havia sido quatrocentos anos antes. Mas Deus, em Sua misericórdia, concedeu graça ao Seu povo. Por isso, enviou esse homem, João, para o meio deles.

    Mesmo quando João estava no ventre de sua mãe, ele era nazireu. Sabemos que um nazireu é uma pessoa que se separa e se consagra a Deus. No Antigo Testamento, encontramos algumas pessoas que se separavam e se consagravam a Deus, talvez por um mês ou por uma semana. Mas havia algumas que eram nazireus por toda a vida.

    Assim era João. Desde o ventre de sua mãe, ele foi chamado para ser nazireu. Sua mãe não deveria beber vinho algum, porque um nazireu jamais tocaria em coisa alguma proveniente da videira. Assim, João foi separado para o serviço de Deus como nazireu por toda a vida.

    Ele foi cheio do Espírito Santo ainda no ventre de sua mãe. Vocês se lembram de como ele reagiu, no ventre de sua mãe, à saudação de Maria. Ele foi cheio do Espírito Santo.

    Ele vivia no deserto, separado do mundo. Seguindo a tradição dos profetas do Antigo Testamento, usava uma veste de pelos. Comia mel silvestre e gafanhotos no deserto — uma vida inteiramente separada.

    E, quando tinha trinta anos, saiu e pregou o arrependimento.

    O tempo da complacência havia terminado. O tempo de espera havia terminado. Por quê? Porque o reino dos céus estava próximo — ou, em outras palavras, o Rei estava chegando. Ele estava tão perto; na verdade, já estava no meio deles.

    Por causa disso, eles precisavam se arrepender. Precisavam se arrepender de seu passado. Precisavam se arrepender até mesmo de toda a sua religiosidade. Precisavam se arrepender de seus pecados. Precisavam entrar completamente na morte e se preparar para a salvação do Senhor.

    Vocês se lembram de que seu pai profetizou e disse:

    Menino, tu crescerás para ser o profeta do Altíssimo.
    Irás diante da face do Senhor.
    Prepararás os Seus caminhos.

    Ajudarás o povo a conhecer a salvação pela remissão de seus pecados, por meio do batismo de arrependimento.
    Por quê? Porque a misericórdia do Senhor visitou o Seu povo.
    O Oriente do alto veio.
    Ele iluminará os que estão assentados em trevas e na sombra da morte e os conduzirá pelo caminho da paz.

    Irmãos e irmãs, esse João foi levantado por Deus para conduzir o povo ao reino dos céus, preparando-o para receber a salvação que estava chegando até ele.

    Todos os vales precisam ser preenchidos. Toda a depravação, a corrupção e as omissões precisam ser preenchidas. Todos os montes precisam ser nivelados — todo o orgulho, toda a arrogância. Todos os caminhos tortuosos precisam ser endireitados — todo o engano. Todos os caminhos ásperos precisam ser aplanados. Aquilo que é da carne precisa ser tratado.

    Em outras palavras, o seu arrependimento pleno é tal que você traz todo o seu ser — seja omissão, seja crime, seja arrogância, seja pecado, seja corrupção, seja a carne —, tudo precisa ser trazido ao arrependimento. Esse é o caminho para se preparar para a salvação. Essa é a mensagem de João Batista.

    A humildade e a fidelidade de João

    Agora, quem é esse João? Vocês se lembram de que o nosso Senhor Jesus disse:

    Que fostes ver no deserto?
    Uma cana agitada pelo vento?

    Não. João não era uma cana.

    Vocês sabem, uma cana é algo que se deixa levar pelo vento. Quando o vento sopra para um lado, ela se inclina para aquele lado. João não era uma cana. Ele não era diplomático. Não era um fraco. Era fiel, forte e corajoso. Não era influenciado pelo mundo. Permanecia firme pela verdade.

    Ele foi capaz até mesmo de dizer a Herodes que era errado casar-se com a mulher de seu irmão, e por isso foi preso.

    O Senhor Jesus disse:

    Que fostes ver no deserto?
    Um homem vestido de roupas finas?

    Não. O Senhor disse:

    Encontrareis essas pessoas nos palácios dos reis.

    Em outras palavras, João não era uma pessoa que se entregava à busca de prazeres. Era uma pessoa muito disciplinada. Vivia uma vida muito simples e separada.

    Quem é esse João? O Senhor Jesus disse:

    Entre os nascidos de mulher, não surgiu alguém maior do que João Batista.

    Ele era um profeta — não, era mais do que um profeta —, porque foi aquele que preparou o caminho do Senhor.

    O testemunho de João acerca de si mesmo

    Qual é o seu testemunho? Seu testemunho é tão grande quanto sua vida. Diríamos que seu testemunho é maior do que sua vida.

    Embora João tenha sido levantado por Deus para ser um vaso de transição entre eras, quando testemunhou acerca de si mesmo, vocês sabem o que ele disse? As pessoas lhe perguntaram:

    És tu o Cristo?

    Ele disse:

    Não.

    És tu o profeta?

    O profeta que Moisés profetizou que um dia se levantaria entre os irmãos, o profeta a quem, se você não ouvisse, pereceria?

    És tu esse profeta?

    Ele disse:

    Não, não sou.

    Então, quem és tu?

    João disse:

    Eu sou uma voz no deserto.

    Irmãos e irmãs, o que é uma voz? Uma voz deve ser ouvida, mas não vista. Uma voz diz alguma coisa a você, mas não o atrai para si mesma. Uma voz vem, vai e desaparece completamente.

    João sabia que era apenas uma voz no deserto. Ele veio para apresentar Cristo. Nunca tentou atrair as pessoas para si mesmo. Em vez disso, apontava as pessoas para Cristo. Era uma voz que vinha e se apagava. Era isso que ele era, e estava satisfeito em ser assim.

    As pessoas lhe perguntaram:

    Por que batizas, se não és o Cristo?
    Se não és o profeta, por que batizas?

    Ele disse:

    Eu batizo as pessoas com água, mas vem Alguém que é maior do que eu, que está no meio de vós, e eu nem sequer sou digno de desatar a correia de Sua sandália.

    Agora, irmãos e irmãs, vocês sabem que, antigamente, as pessoas não usavam sapatos como nós usamos. Usavam sandálias, e desatar as correias das sandálias era trabalho de escravos.

    Aqui encontramos João Batista, aquele grande profeta, dizendo:

    Eu nem sequer sou digno de desatar a correia da sandália Daquele que vem.

    Em outras palavras, ele se considerava inferior a um escravo. Essa era a avaliação que fazia de si mesmo.

    Vocês se lembram de que, certa vez, ele estava batizando pessoas, e o nosso Senhor Jesus também estava batizando nas proximidades. Na verdade, não era o Senhor Quem batizava; Seus discípulos faziam isso. Então houve uma discussão a respeito da purificação, e os discípulos de João Batista vieram a João e disseram: “Veja, Aquele de Quem você deu testemunho agora está batizando mais pessoas do que você. Todos estão indo a Ele”.

    Eles estavam muito enciumados por seu mestre. Mas o que João disse? Ele disse:

    Aquele que tem a noiva é o Noivo;
    Mas o amigo do Noivo, que está presente e O ouve, alegra-se muito por causa da voz do Noivo.
    É necessário que Ele cresça e que eu diminua.

    Queridos irmãos e irmãs, embora João fosse um vaso de Deus tão importante na transição entre eras, vemos que ele sabia exatamente quem era. Como ele se apagava, sabendo que era apenas uma voz, inferior a um escravo e o amigo do Noivo. Ele precisava diminuir, e Cristo precisava crescer.

    O testemunho de João acerca de Cristo

    Mas seu testemunho acerca do Senhor Jesus era maior — muito maior — do que seu testemunho acerca de si mesmo. Vocês sabem, precisamos conhecer a nós mesmos, mas conhecer o Senhor é ainda mais importante do que conhecer a nós mesmos. Vejam o testemunho que João deu acerca do nosso Senhor Jesus. Se vocês lerem com atenção, descobrirão que o testemunho de João acerca do nosso Senhor Jesus é um testemunho pleno.

    Receio que, ainda hoje, muitos não sejam capazes de dar um testemunho do Senhor como o de João Batista.

    O Filho de Deus

    Ele testemunhou que Jesus é o Filho de Deus. Ali estava um homem no meio das multidões, e João podia testemunhar e declarar que Este é o Filho de Deus. Agora, como ele sabia disso?

    Ele mesmo disse que lhe havia sido dito:

    Aquele sobre Quem vires o Espírito descer e permanecer sobre Ele, Esse é.

    Este é o Filho de Deus.

    Irmãos e irmãs, como podemos saber que Jesus é o Filho de Deus? O mundo jamais conheceria Jesus como o Filho de Deus. As pessoas O conheceriam como o filho de José, o filho de um carpinteiro ou um nazareno.

    Embora algumas pessoas pudessem dizer que Ele era como Elias, ou Jeremias, ou João Batista ressuscitado dentre os mortos, ou um dos profetas, ninguém jamais O conheceria como o Filho de Deus.

    Agora, quando digo “conhecer”, não me refiro apenas a conhecer mentalmente, mas a conhecer — conhecer de verdade —, porque isso exige revelação. Sem que o Pai revele o Filho, ninguém neste mundo jamais conheceria Jesus como o Filho de Deus.

    Aqui encontramos João Batista. Ele recebeu essa revelação e testemunhou que Jesus é o Filho de Deus. Que testemunho!

    O Cordeiro de Deus

    Não somente isso, mas João Batista disse:

    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

    Ele conhecia o Senhor Jesus como o Cordeiro de Deus.

    Durante milhares de anos, as pessoas haviam sacrificado e oferecido cordeiros. Mas todos estavam esperando, esperando pelo Cordeiro de Deus que realmente tiraria o pecado do mundo. Todos os incontáveis cordeiros que haviam sido oferecidos sobre o altar ao longo dos séculos só podiam cobrir o pecado, mas jamais tirar o pecado.

    Por quê? Porque todos eles eram apenas figuras, à espera de que o Cordeiro de Deus viesse. Quando Ele viesse, tiraria o pecado do mundo. Aqui encontramos João Batista: quando viu Jesus passando, disse:

    Eis o Cordeiro de Deus.

    Que testemunho!

    Não há remissão do pecado sem o derramamento do sangue do Cordeiro de Deus.

    Aquele que batiza no Espírito Santo

    Não somente isso, mas João Batista testemunhou acerca do Senhor e disse:

    Eu vos batizo com água.
    É um batismo de arrependimento, que prepara o caminho do Senhor.
    Mas Aquele que vem depois de mim, Ele vos batizará com o Espírito Santo.

    Irmãos e irmãs, o nosso Senhor Jesus não é apenas o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; o nosso Senhor Jesus é Aquele que batiza no Espírito Santo.

    Quando isso aconteceu? No dia de Pentecostes. Vemos o nosso Senhor Jesus ressuscitado e elevado às alturas e, no dia de Pentecostes, Ele enviou o Espírito Santo. Os cento e vinte discípulos foram batizados em um só Espírito, por Aquele que batiza, o nosso Senhor Jesus, em um só corpo. Que coisa tremenda!

    Queridos irmãos e irmãs, muitas vezes ficamos fascinados pelo som e pela visão de Pentecostes. Somos atraídos pelo som, como o de um vento impetuoso soprando pela casa e enchendo a casa. Somos atraídos pelo fogo, como línguas descendo sobre a cabeça dos cento e vinte.

    Mas, irmãos e irmãs, essas coisas são secundárias. São circunstanciais. O que é principal? O que é essencial? O que realmente aconteceu no dia de Pentecostes foi que o nosso Senhor Jesus, o Senhor ressuscitado, batizou o Seu povo no Espírito Santo para que fosse um só corpo.

    Graças a Deus, não somos salvos apenas individualmente. Nossos pecados são tirados porque o nosso Senhor Jesus é o Cordeiro de Deus. Graças a Deus, nós, que fomos redimidos, estamos sendo batizados em um só corpo.

    Seja judeu, seja gentio, naquele único corpo não há judeu nem gentio; não há circuncisão nem incircuncisão; não há bárbaro nem cita; não há escravo nem livre. Todos somos um em Cristo Jesus, e Ele é tudo e está em todos. Queridos irmãos e irmãs, que testemunho!

    O Noivo

    Além disso, ele também testemunhou que o nosso Senhor Jesus é o Noivo. Por que o Senhor Jesus veio a este mundo, antes de tudo? Para salvar pecadores? Sim, mas mais do que isso. Ele não veio apenas buscar e salvar o perdido; veio encontrar a Sua noiva.

    Porque a vontade eterna de Deus é que não seja bom que Ele esteja só. Deus desejava que Ele tivesse alguém que Lhe correspondesse, uma auxiliadora, uma noiva. Por isso, o nosso Senhor Jesus veio como o Noivo.

    Mas Ele não conseguiu encontrar a Sua noiva em lugar algum. Então precisou morrer para produzir essa noiva. Do Seu lado saíram sangue e água, e com isso Ele formou a mulher, a Sua noiva, a Sua igreja.

    Irmãos e irmãs, Ele amou a igreja. Entregou-Se por ela, e a santifica e purifica pela lavagem de água com a Palavra, para que um dia possa apresentar esse corpo a Si mesmo como uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante.

    O nosso Senhor Jesus é o Noivo. Não é esse o testemunho de João acerca do nosso Senhor Jesus — tão abrangente: o Filho de Deus, o Cordeiro de Deus, Aquele que batiza no Espírito Santo e o Noivo que vem buscar a noiva? Esse é o testemunho de João Batista, e foi assim que ele preparou o caminho do Senhor.

    A relevância atual do ministério de João

    O que João tem a ver conosco hoje? Isso se aplica em duas áreas.

    O arrependimento como preparação para a salvação

    Ele está ali, no princípio do evangelho de Jesus Cristo. Como começa o evangelho de Jesus Cristo? Ou, colocando desta maneira, o que é o evangelho de Jesus Cristo? O evangelho de Jesus Cristo é Jesus Cristo. Ele é o evangelho, as boas-novas.

    Agora, como esse evangelho começa? Ou como Jesus Cristo começa? Começa com João. Por quê? Como princípio espiritual, sem arrependimento não pode haver salvação.

    Em outras palavras, o arrependimento prepara o caminho para a salvação. O arrependimento prepara o caminho para encontrar o Rei. Sem arrependimento, ninguém está apto para o reino dos céus.

    Infelizmente, hoje percebemos que, mesmo quando pregamos o evangelho, parece que o tornamos tão barato. Tentamos dizer às pessoas: “Bem, basta você crer, e isso é tudo o que precisa fazer”, como se não precisassem se arrepender de maneira alguma.

    Essa é a razão pela qual vemos que aqueles que vêm ao Senhor, embora sejam salvos, não têm uma experiência sólida de salvação. São fracos. Irmãos e irmãs, o princípio é este: o arrependimento prepara o caminho para o Senhor.

    Quanto mais profundo for o arrependimento, mais sólida será a sua experiência de salvação. É porque o nosso arrependimento não é profundo que a nossa experiência de salvação não é sólida.

    Podemos enxergar um pouco dos nossos pecados, mas pensamos que temos muitas coisas boas que poderiam permanecer por toda a eternidade. Esse não é o significado do arrependimento.

    O arrependimento é simbolizado pelo batismo. É entrar completamente na morte — abrir mão de tudo, ser sepultado, fora de vista, e surgir de novo em Cristo Jesus.

    Em outras palavras, precisamos nos arrepender da velha criação, do velho homem, de tudo o que vem da vida natural. Precisamos nos arrepender porque precisamos começar de novo em Cristo Jesus.

    Agora, irmãos e irmãs, isso não é verdade apenas quando chegamos ao Senhor pela primeira vez. Ao pensarmos na vinda do reino dos céus, precisamos nos lembrar de que, no tempo de João, o reino dos céus veio na Pessoa do nosso Senhor Jesus.

    Ele estava oculto ao mundo, mas era visto por aqueles cujos olhos haviam sido abertos. Mas sabemos que um dia esse reino dos céus se manifestará publicamente. Todos verão esse reino. Irmãos e irmãs, estamos às portas dessa manifestação.

    Arrependei-vos; porque é chegado o reino dos céus.

    Irmãos e irmãs, essa não é uma mensagem para o mundo. É uma mensagem para o povo de Deus hoje.

    Ao pensarmos que o reino dos céus está chegando, vemos que Cristo está voltando. Ele estabelecerá o Seu reino nesta terra. Irmãos e irmãs, estamos prontos para isso? Como vamos nos preparar para encontrar o Rei?

    A única maneira de nos prepararmos para isso é nos arrependermos. Todos precisamos de arrependimento contínuo.

    Não pense que você é bom o suficiente para o reino. Se você pensa que é bom o suficiente para o reino, muito provavelmente não é.

    Bem-aventurados os pobres de espírito; porque deles é o reino dos céus.

    Você é pobre de espírito? O céu e o céu dos céus não podem conter Deus, mas para quem Ele olhará? Ele olhará para aqueles que têm um espírito quebrantado e contrito.

    Queridos irmãos e irmãs, como o povo de Deus precisa se arrepender! Ah, precisamos nos humilhar diante do Senhor. Como precisamos enxergar que somos tão indignos, tão despreparados!

    Ah, como precisamos nos entregar mais plenamente a Ele e permitir que Ele faça tudo o que é necessário em nossa vida para nos preparar! Todos os vales precisam ser preenchidos; todos os montes precisam ser nivelados; todos os caminhos tortuosos precisam ser endireitados; e todos os caminhos ásperos precisam ser aplanados.

    O Espírito de Deus precisa fazer essa obra. A cruz precisa operar em nossa vida. Tudo o que não é de Cristo precisa ser tratado.

    Arrependam-se. Essa é a mensagem de hoje, irmãos e irmãs. Não há outra mensagem para a igreja de Deus hoje senão o arrependimento.

    A necessidade de vasos de transição entre eras

    João tem muito a ver conosco. Por quê? Porque João foi levantado por Deus como um vaso de transição entre eras. Deus o usou para concluir o Antigo Testamento e introduzir o Novo Testamento.

    Deus o usou para concluir os profetas e a lei e apresentar Cristo, o Rei. Deus o usou para concluir a era da lei e dar início à dispensação de Cristo. Ele era um vaso de transição entre eras.

    Em outras palavras, sempre que Deus deseja fazer uma mudança nos tempos, Ele levanta um vaso para realizar essa obra.

    Irmãos e irmãs, estamos bem no limiar de outra grande mudança. Durante dois mil anos, esta tem sido a era da graça. Mas sabemos que essa era está chegando ao fim. Sabemos que a era do reino está se aproximando. Sabemos que o Rei está voltando.

    Mas, irmãos e irmãs, para que isso aconteça, Deus está procurando um vaso de transição entre eras — não apenas uma pessoa, como João Batista, mas um corpo coletivo. Deus está procurando um povo que Ele possa usar como vasos de transição entre eras, pessoas que possam concluir esta era e dar início à era vindoura.

    Irmãos e irmãs, quem serão esses vasos? Creio que João Batista nos foi apresentado nas Escrituras para nos mostrar que tipo de vaso de transição entre eras Deus está procurando hoje.

    Características dos vasos de transição entre eras

    Pessoas que conhecem a graça de Deus

    Primeiro: Deus precisa de muitos Joões. Em outras palavras, Deus precisa de muitos que conheçam a graça de Deus.

    Irmãos e irmãs, conhecemos a graça de Deus? Conhecemos a plenitude da Sua graça? O que o mundo precisa é conhecer a graça de Deus, saber que Deus é gracioso, saber que a graça de Deus está em Seu Filho e saber que a graça de Deus é suficiente para toda necessidade.

    Mas Deus precisa de um povo que conheça a graça de Deus por experiência. Precisamos experimentar a graça de Deus em nossa própria vida, em nosso próprio ser.

    Porque sabemos como Ele é gracioso, podemos pregar o arrependimento. Para pregar o arrependimento, precisamos saber que Deus é gracioso. Caso contrário, você estará julgando as pessoas, e não realmente conduzindo-as a Cristo.

    Nazireus separados para Deus

    Segundo: um vaso de transição entre eras precisa ser um vaso como João, um nazireu.

    Uma pessoa não se torna nazireu por imposição. O nazireado é um voto voluntário. Se vocês lerem o Antigo Testamento, em Números 6, descobrirão que um nazireu é diferente de um levita. Um levita nasce levita; goste ou não, você é levita e deve servir a Deus.

    Mas o nazireado é um voto voluntário. Em outras palavras, você se oferece voluntariamente para se consagrar ao serviço de Deus.

    Irmãos e irmãs, um nazireu é uma pessoa separada. Estamos separados do mundo? Nós nos oferecemos voluntariamente para nos separar para Deus? Deus precisa de pessoas assim.

    Pessoas que possuem o espírito e o poder de Elias

    Terceiro: João Batista veio no espírito e no poder de Elias. Agora, o que é o espírito de Elias?

    Vocês se lembram de que, quando Elias foi elevado ao céu, Eliseu disse:

    Quero uma porção dobrada do teu espírito.

    Agora, o que é o espírito de Elias?

    O espírito de Elias é simplesmente isto: vocês se lembram de 1 Reis 19:10 e 1 Reis 19:14. Duas vezes Elias se queixou diante de Deus, dizendo:

    Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, o Deus dos Exércitos.

    Em outras palavras, o espírito de Elias é o seu zelo pelo Senhor. Ele era zeloso pelos direitos de Deus. Isso ardia dentro dele. Essa era a sua paixão. Esse era o espírito.

    Irmãos e irmãs, João veio no espírito de Elias. Ele ardia de zelo pelo Senhor. Deus precisa de um povo que seja zeloso pelos direitos de Deus.

    Como os direitos de Deus são desprezados, violados e contrariados! Deus precisa de um povo que seja, por assim dizer, consumido pelo zelo do Senhor, devorado pelo zelo de Deus e zeloso pelos direitos de Deus.

    O que é o poder de Elias? O poder de Elias é a sua oração. Em Tiago 5, lemos que Elias era um homem sujeito às mesmas paixões que nós, mas orou fervorosamente.

    Deus precisa de um povo que realmente se entregue à oração para trazer o reino. Por meio de suas orações, pode vir juízo, como no caso de Elias; mas também pode vir bênção, como no caso de Elias. Precisamos orar.

    Não estamos lutando contra carne e sangue, mas contra principados e potestades, contra os dominadores destas trevas. Onde está o nosso poder? O nosso poder está diante de Deus.

    João é alguém que veio no espírito e no poder de Elias. Que nós também sejamos assim.

    Pessoas que conhecem o seu lugar

    Quarto: um vaso de transição entre eras é alguém que conhece o seu lugar. Sabemos quem somos?

    Embora João tenha sido grandemente usado por Deus, ele sabia que era apenas uma voz. Ele apontava as pessoas para Cristo.

    Irmãos e irmãs, conhecemos a nós mesmos? Apesar de todas as misericórdias e de toda a graça que Deus nos concedeu, quem somos nós? Somos apenas uma voz. Não devemos ser vistos, apenas ouvidos. Não devemos atrair as pessoas para nós mesmos.

    Estamos falando às pessoas acerca Daquele que é o único digno: Cristo, nosso Senhor. Nós diminuiremos, mas Ele crescerá.

    Somos, como disse Paulo, menores do que o menor de todos os santos, o principal dos pecadores. Reconhecemos que somos assim? Se reconhecermos, então Deus poderá nos usar como vasos de transição entre eras.

    Pessoas que dão um testemunho pleno de Cristo

    E, por fim, qual é o nosso testemunho acerca do Senhor Jesus? Quanto conhecemos do nosso Senhor Jesus?

    Nós realmente O conhecemos como o Filho de Deus? Nós O honramos como tal? Nós realmente O conhecemos como o Cordeiro de Deus que tira os nossos pecados? Nós realmente O conhecemos como Aquele que batiza no Espírito Santo? Nós realmente O conhecemos como o Noivo?

    Irmãos e irmãs, o nosso conhecimento do Senhor Jesus por experiência é o nosso testemunho. Ah, que possamos testemunhar acerca Dele de maneira tão plena!

    Aqueles que o Senhor usará como vasos de transição entre eras são aqueles que conhecem Cristo Jesus, o evangelho de Jesus Cristo. Queremos conhecê-Lo. Mas, para conhecê-Lo, precisamos conhecer João, porque é ele quem prepara o caminho do Senhor.

    Vamos orar?

    Querido Pai celestial, nós Te agradecemos por nos mostrares esse vaso de transição entre eras, João Batista, e como Tu o usaste para preparar o caminho do Senhor.

    Querido Pai celestial, sentimos que estamos às portas de uma grande mudança. Ah, como esperamos e ansiamos por aquele dia em que Tu voltarás e o Teu reino virá!

    Mas, Senhor, conhecemos o Teu coração. Tu desejas tomar para Ti, nesta terra, um povo que possas usar para trazer o Teu reino, para preparar os Teus caminhos. Senhor, tem misericórdia de nós.

    Senhor, sabemos que somos indignos, mas queremos, por amor a Ti, oferecer-nos a Ti hoje. E pedimos, Senhor, que nos tornes esse vaso de transição entre eras — não para nós mesmos, mas para trazer o Rei.

    Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.