1 Pedro 1:3-12
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Que, segundo a Sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos;
para uma herança incorruptível, incontaminável e que não se desvanece, reservada nos céus para vós;
que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para uma salvação preparada para se revelar no último tempo.
Nisso vos alegrais grandemente, ainda que agora, por um pouco de tempo, se necessário, tenhais sido entristecidos por diversas provações;
para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, seja achada em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;
a Quem, não havendo visto, amais; em Quem, embora agora não O vejais, crendo, vos alegrais com alegria indizível e cheia de glória;
recebendo o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas.
Acerca dessa salvação, os profetas que profetizaram da graça destinada a vós buscaram e investigaram diligentemente;
indagando que tempo ou que circunstâncias de tempo o Espírito de Cristo, Que estava neles, indicava, ao testificar de antemão os sofrimentos de Cristo e as glórias que se lhes seguiriam.
A eles foi revelado que não para si mesmos, mas para vós, ministravam essas coisas, que agora vos foram anunciadas por aqueles que vos pregaram o evangelho pelo Espírito Santo enviado do céu; coisas para as quais os anjos desejam atentar.
1 Pedro 5:10-11
E o Deus de toda graça, Que vos chamou à Sua eterna glória em Cristo, depois de haverdes sofrido por um pouco de tempo, Ele mesmo vos aperfeiçoará, estabelecerá e fortalecerá.
A Ele seja o domínio pelos séculos dos séculos. Amém.
Querido Pai celestial, nós Te agradecemos por nos dares o privilégio de nos reunirmos para lembrar o Teu Filho amado, Que morreu por nós, derramou Seu sangue por nós e deu Sua vida por nós.
Nosso Pai, somos verdadeiramente gratos pelo que fizeste ao dar, sem poupar, o Teu Filho unigênito por nós. E, nosso Pai, nós nos reunimos novamente para Te agradecer e Te louvar pela Tua Palavra. Agradecemos por nos dares a Tua Palavra.
Olhamos para Ti, pedindo que abençoes a Tua Palavra, tornando-a vida e espírito para nós, para que, por meio da Palavra escrita, possamos verdadeiramente participar da Palavra viva.
Pai, entregamos este tempo em Tuas mãos. Reconhecemos que, sem a revelação do Espírito Santo, podemos tocar a letra, mas não alcançar o Espírito. Por isso, olhamos para o Teu Espírito Santo, para que revele o Teu Filho em nós por meio da Tua Palavra.
Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.
O grande reformador Martinho Lutero considera esta epístola de Pedro um dos mais nobres escritos de todo o Novo Testamento, porque esta carta apresenta tamanha riqueza de pensamento, dignidade, humildade, amor, certeza de uma esperança confiante e prontidão para a vinda do Senhor Jesus.
Ela corresponde muito bem à personalidade do apóstolo Pedro. Creio, irmãos e irmãs, que conhecemos Pedro mais do que qualquer um dos outros doze, porque Pedro é uma pessoa muito aberta. Ele se expõe o tempo todo.
Não só isso: entre os doze, ele é disciplinado mais do que qualquer outro. Contudo, agradecemos a Deus porque Ele confiou muito a esse Pedro. Agora, embora conheçamos muito bem esse homem, pergunto-me quanto conhecemos de suas cartas.
Muito provavelmente, Pedro escreveu Primeira e Segunda Pedro nos últimos anos de sua vida, por volta de 64 a 68 d.C.
Sabemos que Pedro era uma pessoa muito ativa. A última menção a ele no livro de Atos está em Atos 15, no concílio em Jerusalém. Ali ouvimos Pedro, mas, depois disso, nada mais se menciona a respeito dele no livro de Atos.
Sabemos, por meio de Gálatas, que, depois daquele grande concílio em Jerusalém, Pedro foi a Antioquia, onde teve um encontro com o apóstolo Paulo. Mas, além dessas coisas, não encontramos nenhum registro dos anos seguintes até chegarmos a estas duas epístolas.
Mas sabemos que ele era uma pessoa muito ativa. Deve ter passado esse tempo pregando, visitando, viajando e, evidentemente, ocupado com os assuntos de seu Mestre e Senhor.
Ao escrever esta carta, ele mencionou que a escreveu de Babilônia. Agora, não vejo por que as pessoas deveriam dar a Babilônia um sentido espiritual, entendendo-a como Roma, como fazem alguns comentaristas.
No início desta carta, ele se dirige aos peregrinos da Dispersão no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na Ásia e na Bitínia. Esses cinco lugares são lugares reais. Portanto, não há razão para pensarmos que Pedro não escreveu esta carta de Babilônia e que Babilônia, na verdade, significa Roma.
Assim, pessoalmente, creio que Pedro viajou muito e escreveu esta carta de Babilônia.
Ele escreveu esta carta em cumprimento de seu ministério. Vocês se lembram de que nosso Senhor Jesus disse a Pedro em Lucas 22:32:
Quando te houveres convertido, fortalece teus irmãos.
Também encontramos, em João 21:15-17, que o Senhor disse:
Apascenta os Meus cordeiros.
Pastoreia as Minhas ovelhas.
Apascenta as Minhas ovelhas.
Assim, Pedro estava cumprindo aquilo que Cristo lhe havia confiado.
Ao escrever estas cartas, ele procurava fortalecer, confirmar, alimentar e pastorear o rebanho de Deus.
Ele escreveu esta carta aos peregrinos da Dispersão. A palavra Dispersão é um termo muito específico. É usada para descrever os judeus que estavam espalhados pelo mundo, fora da Palestina.
Pedro, sendo apóstolo da circuncisão, sem dúvida tinha grande preocupação com os judeus. Mas, naturalmente, sabemos que Deus o usou para abrir a porta do evangelho aos gentios, e a igreja é composta não apenas de judeus, mas também de gentios.
Portanto, ao escrever esta carta aos peregrinos da Dispersão, ele não estava propriamente escrevendo aos judeus em geral. Na verdade, escreveu aos crentes judeus da Dispersão, que eram peregrinos — estrangeiros e peregrinos neste mundo.
E não apenas aos judeus, mas também aos gentios. Por quê? Porque, na carta, encontramos expressões como esta, em 1 Pedro 2:10:
Vós, que outrora não éreis povo, mas agora sois povo de Deus;
que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.
Sabemos que essas palavras só podem ser aplicadas aos gentios.
Assim, cremos que esta carta, embora possa ter sido dirigida principalmente aos crentes judeus da Dispersão, inclui todos os crentes — todos aqueles que são eleitos segundo a presciência de Deus, santificados pelo Espírito Santo, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo.
Agora, queridos irmãos e irmãs, sabemos que somos eleitos segundo a presciência de Deus. Isso é maravilhoso. É algo que não podemos explicar; está além de nós. Mas agradecemos a Deus porque fomos escolhidos, eleitos, segundo a presciência de Deus.
Deus nos conhece antes mesmo de nascermos. Ele nos conhece antes mesmo da fundação do mundo. Ele nos escolheu segundo a Sua presciência.
Somos santificados pelo Espírito Santo — separados para Deus pelo Espírito Santo — para a aspersão do sangue de Jesus Cristo. Seu sangue foi aspergido sobre nossa consciência má e a purificou. E também para a obediência a Jesus Cristo: não apenas somos aspergidos pelo sangue, mas devemos obedecer a Ele — obedecer ao nosso Senhor Jesus Cristo.
Somos o povo que vive como estrangeiro e peregrino no mundo. Portanto, cremos que esta carta não é apenas para aqueles do primeiro século, mas também pode ser aplicada a nós.
Se quisermos compreender esta carta, provavelmente devemos reconstruir a situação histórica dos cristãos por volta de 63 ou 64 d.C.
Sabemos que Paulo foi libertado da prisão romana provavelmente por volta de 64 d.C. A grande perseguição que ocorreu no tempo de Nero ainda não havia chegado, mas estava se aproximando.
Portanto, durante aquele período, depois da libertação de Paulo e antes da grande perseguição sob Nero, em que condições viviam os cristãos?
Sabemos que, embora aquela grande perseguição ainda não tivesse chegado, os crentes eram realmente agredidos, atacados e perseguidos por judeus e gentios em toda parte.
Parece que essa pressão sobre os crentes não apenas não diminuía, mas, na verdade, aumentava. Os cristãos sofriam constantes hostilidades e perseguições. Não parecia haver alívio. Pelo contrário, parecia que tudo iria aumentar.
Agora, diante de uma situação assim, como vocês ajudariam esses cristãos? O que lhes diriam? Como iriam encorajá-los?
O próprio Pedro diz que lhes escreve brevemente para exortar e testemunhar — exortar pela palavra, testemunhar pela experiência. Ele não está apenas exortando, encorajando e advertindo por meio de palavras; está dando testemunho, por meio de sua experiência pessoal, de que aquilo que disse é verdadeiro.
Ele procura lhes dizer que esta é a verdadeira graça de Jesus Cristo, na qual estão firmes. Em outras palavras, nesta carta, Pedro procura lhes dizer: não estranhem isso. Não fiquem decepcionados nem desanimados. Não pensem que talvez haja algo errado com vocês e que essa seja a razão pela qual a pressão aumenta e nunca diminui.
Pedro diz: “Não, vocês estão bem. Estão no caminho certo. É isso que a irmandade deve esperar. Esse é o caminho percorrido por nosso Senhor Jesus Cristo, e tudo isso acontece de acordo com o plano de Deus”.
Tudo isso acontece por uma razão: não porque Deus não ame vocês. É porque Deus os ama tanto que deseja purificá-los. Ele deseja completá-los. Deseja aperfeiçoá-los, para que possam receber a gloriosa herança que Ele preparou para vocês.
Agora, queridos irmãos e irmãs, se é assim, vocês não acham que esta carta é muito relevante para nós hoje? Estamos vivendo no tempo do fim, e sentimos que a pressão sobre nós está aumentando.
Encontramos o povo de Deus, em toda parte, passando por provações de muitos tipos. Às vezes, vocês começam a se perguntar: “Há alguma coisa errada conosco? Deus tem uma palavra para nós hoje?”
Deus tem, sim, uma palavra para nós hoje. E qual é essa palavra? A palavra é a salvação da alma.
O que Ele espera que vejamos? Ele deseja que vejamos Cristo como o Pastor e Supervisor de nossas almas.
O Dr. Thomas, um grande mestre, divide esta carta em três partes. Acho que essa é a análise mais simples, e sempre gostei dela.
Ele divide toda esta carta em três partes, e todas são delimitadas por uma única palavra. Essa palavra é amados. Vocês encontram a palavra amados duas vezes nesta carta: uma em 1 Pedro 2:11 e outra em 1 Pedro 4:12.
Ele usa essas duas ocorrências da palavra amados para dividir toda a carta em três partes. Chama a primeira parte, de 1 Pedro 1:1 a 1 Pedro 2:10, de privilégio. Chama a segunda parte, de 1 Pedro 2:11 a 1 Pedro 4:11, de dever. E a terceira parte, de 1 Pedro 4:12 até o final, chama de provação.
Gostaria de seguir essa divisão, mas mudar os termos. Eu chamaria a primeira parte de o chamado, a segunda de o compromisso, e a terceira de a consolação.
Pedro começa esta carta com o privilégio ou, em outras palavras, com o chamado. Deus nos chamou, e esse chamado é um tremendo privilégio que Ele nos ofereceu.
Ele diz, em 1 Pedro 1:3:
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Que, segundo a Sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.
Deus, em Sua grande misericórdia, nos gerou pela ressurreição de nosso Senhor Jesus. Depois, na mesma carta, Pedro diz que fomos gerados pela Palavra viva e permanente de Deus. Portanto, antes de tudo, fomos gerados por Deus. Isso é uma tremenda misericórdia.
Por quê? Porque misericórdia é algo concedido sem que haja merecimento. Em outras palavras, somos pessoas que não merecem, e, ainda assim, Deus está disposto a mostrar misericórdia para conosco. E que misericórdia é essa? Não apenas nos dar alguma coisa, mas até mesmo nos gerar. Agora, pensem nisso.
Nascemos de Deus. Ele não apenas nos lavou de todos os nossos pecados, mas nos deu Sua própria vida. Fomos gerados na família de Deus. Temos Sua vida em nós. Somos Seus filhos.
Agora, irmãos e irmãs, creio que todos nós experimentamos esse novo nascimento. E que experiência tremenda! Pensem nisso: antes, estávamos mortos em pecados e transgressões; agora, estamos vivos para Deus. Antes, éramos inimigos de Deus; agora, pertencemos à família de Deus.
Antes, estávamos condenados; agora, fomos perdoados. Antes, estávamos sob o peso da culpa; agora, fomos libertos. Antes, não tínhamos vida; agora, há vida em nós — um relacionamento com Deus.
Nós, que experimentamos esse novo nascimento, sabemos que ele é uma tremenda misericórdia de Deus, e não podemos deixar de agradecer a Deus por essa grande misericórdia.
Mas vocês sabem que ser gerado por Deus é apenas o começo da misericórdia de Deus? Ser salvo, nascer de novo, é apenas o começo da graça de Deus, que não tem fim.
Infelizmente, vocês encontrarão muitos crentes que consideram a experiência do novo nascimento como o fim, como se não houvesse mais nada. Ou, em outras palavras, depois de nascer de novo, o que mais se pode esperar, a não ser morrer e ir para o céu?
Mas aqui vocês encontram o apóstolo Pedro dizendo:
Fostes gerados para uma viva esperança.
Vocês estão ouvindo essas palavras? Ser gerado não é o fim. Ser gerado por Deus é o começo de algo mais. Fomos gerados para uma viva esperança.
Muitas vezes dizemos que Paulo é o apóstolo da fé, João é o apóstolo do amor, e Pedro é o apóstolo da esperança. Assim, aqui ele nos diz que fomos gerados para uma viva esperança.
Queridos irmãos e irmãs, nós temos esperança. As pessoas que não têm Deus não têm esperança. Que esperança elas têm? Hebreus 9:27 diz:
Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo.
Então, que esperança é essa?
Mas nós, que fomos gerados por Deus, fomos gerados para uma viva esperança. E o que é essa viva esperança?
Para uma herança incorruptível, incontaminável e que não se desvanece, reservada nos céus para vós.
Aqui vocês encontram uma herança reservada nos céus para vocês. Isso não se refere ao novo nascimento de vocês. É porque vocês nasceram de novo que há uma herança reservada para vocês.
Se você não nasceu em determinada família, não tem promessa nem direito a qualquer herança daquela família. A razão pela qual você tem a esperança de receber um dia a herança da família é que você é um filho dessa família. Você nasceu nela.
O mesmo é verdade na família de Deus. A menos que você tenha nascido na família de Deus, não tem esperança de receber a herança. Mas, porque nasceu de novo, existe a esperança de receber uma herança.
Essa herança é chamada de incorruptível. Agora, irmãos e irmãs, sabemos que tudo nesta terra é corruptível e está corrompido. Tudo nesta terra pode ser contaminado e está contaminado. Tudo nesta terra se desvanece e é perecível.
Mas temos uma herança reservada nos céus, e essa herança é incorruptível. Ela não apenas nunca foi corrompida, mas não pode ser corrompida. Não apenas está incontaminada, mas não pode ser contaminada. Não apenas não se desvanece, mas jamais se desvanecerá, porque é eterna.
Agora, existe uma herança. Queridos irmãos e irmãs, somos chamados herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. Qual é o significado de herdeiro? Herdeiro é alguém que há de receber uma herança.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, temos uma viva esperança. Havemos de receber uma herança incorruptível, incontaminável e que não se desvanece, reservada nos céus para nós. Está reservada lá. Vocês têm um lugar reservado lá, reservado para vocês no céu.
Por ser algo reservado, é algo futuro. Portanto, para recebermos nossa herança, precisamos ser guardados, para que não a percamos.
Reservada nos céus para vós;
que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé.
Queridos irmãos e irmãs, não podemos nos manter incontaminados e incorruptos por nós mesmos. Não podemos. Mas há Alguém Que é capaz de nos guardar. O poder de Deus é tão grande que Ele é capaz de nos guardar e proteger, para que possamos receber nossa herança.
Mas, de nossa parte, precisamos crer nisso. Por isso, ele diz:
Guardados pelo poder de Deus, mediante a fé.
Precisamos ter fé.
A fé aqui não é a fé na graça salvadora de nosso Senhor Jesus Cristo; essa vocês já têm. A fé aqui é crer no poder de Deus para nos guardar. Não apenas cremos que Ele pode nos salvar; também cremos que Ele é capaz de nos guardar.
Essa é a preservação dos santos — a perseverança dos santos. Ele é capaz de nos guardar de tropeçar e de nos apresentar santos e irrepreensíveis diante Dele em glória. Ele é capaz de fazer isso, e nós cremos que Ele é capaz de fazê-lo.
Se nós, que pertencemos ao Senhor, somos salvos e cremos que Ele é capaz de nos guardar, então há uma salvação plena, preparada para se revelar no último tempo.
Queridos irmãos e irmãs, a salvação aqui não é a salvação inicial que todos conhecemos. A salvação aqui é algo guardado e reservado para vocês no último tempo. É algo futuro.
Aqui estão vocês, gerados para uma viva esperança. Essa viva esperança está relacionada a uma herança — incorruptível, incontaminável e que não se desvanece. Essa herança está reservada nos céus para vocês, para aqueles que são guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para uma salvação plena.
Em outras palavras, é salvação, mas não é a salvação do passado; é uma salvação ainda futura.
No decorrer desse processo, vocês descobrem que precisam passar por muitas provações. Mas é apenas por um pouco de tempo. A razão é que a fé de vocês seja provada e purificada, tornando-se mais preciosa do que o ouro, para que, na revelação de Jesus Cristo, vocês sejam achados em louvor, glória e honra.
Em outras palavras, uma herança está reservada nos céus para vocês, mas hoje Deus está tornando vocês dignos de recebê-la. Se a herança é incorruptível, então tudo o que é corruptível em vocês precisa ser purificado e removido. Se a herança é incontaminável, então tudo o que é impuro em vocês precisa ser retirado. Se a herança não se desvanece, então tudo o que é passageiro na vida de vocês precisa desaparecer.
Como essas coisas podem ser removidas, para que vocês sejam aptos e preparados para receber a herança Dele? Por meio das provações — provações para que a fé de vocês seja mais preciosa do que o ouro.
Recebendo o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas.
Agora, sei que estamos entrando em uma área que tem sido negligenciada ao longo dos séculos no cristianismo, especialmente nas igrejas protestantes.
Salvação é um termo amplo. Muitas vezes, limitamos a salvação e a equiparamos ao novo nascimento, à regeneração e a ser salvo para ir ao céu. Mas, se vocês lerem a Palavra de Deus, descobrirão que salvação é uma palavra muito abrangente. Ela inclui muita coisa.
A salvação alcança não apenas nosso espírito; alcança nossa alma e nosso corpo. Quando a salvação toca nosso espírito, chamamos isso de novo nascimento, ou regeneração. Quando a salvação toca nossa alma, chamamos isso de transformação. Quando a salvação toca nosso corpo, descobrimos que ele é transformado de um corpo mortal em um corpo imortal.
A salvação alcança todo o ser. Nós, seres humanos, fomos criados com espírito, alma e corpo.
Quando a salvação chega a nós, ela não chega apenas ao nosso espírito; também alcança nossa alma e nosso corpo, para que todo o nosso ser seja santificado. Como encontramos em 1 Tessalonicenses 5:23:
Todo o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis.
Quando Deus realiza qualquer obra, Ele sempre trabalha de dentro para fora, do centro para a circunferência. Assim, quando Deus nos salva, vemos que Ele salva primeiro nosso espírito.
Nosso espírito humano tem a capacidade e a habilidade de se comunicar com Deus e de receber Deus. Contudo, esse espírito estava morto em pecados e transgressões.
Deus disse, em Gênesis 2:17:
No dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Adão e Eva comeram do fruto proibido e continuaram vivendo por centenas de anos. Mas a Palavra dizia:
No dia em que dela comeres, certamente morrerás.
O que aconteceu? O espírito deles morreu.
Assim que o pecado entrou na vida deles, o espírito humano — aquele espírito que tem a habilidade de se comunicar com Deus e a capacidade de receber Deus — morreu. Não havia mais comunicação entre o homem e Deus, nem possibilidade de união entre Deus e o homem.
Quando a salvação chega a nós, vocês sabem o que acontece? O Espírito Santo vivifica nosso espírito morto e o torna novo.
Em João 3:6, lemos:
O que é nascido do Espírito é espírito.
Nosso Senhor está falando do novo nascimento. O primeiro “Espírito” é o Espírito Santo; o segundo “espírito” é o espírito humano. O que é nascido do Espírito Santo é espírito.
O Espírito Santo toca nosso espírito morto e o traz à vida, o revitaliza e o torna um espírito novo. Então Ele, o Espírito Santo, vem e habita em nosso espírito.
Essa é a experiência do novo nascimento. Imediatamente, vocês descobrem que existe comunicação com Deus. A habilidade é restaurada, e a capacidade passa a funcionar. Deus vem habitar no espírito de vocês e testifica com o espírito de vocês que são filhos de Deus.
Agora, essa é a experiência da salvação — a experiência do novo nascimento. Quando isso acontece, acontece em seu espírito. Lembrem-se: não acontece em seu corpo. Vocês ainda estão neste corpo mortal; o corpo de vocês ainda não se tornou imortal.
Também não acontece em sua alma, porque vocês percebem que ainda têm a velha maneira de pensar. Ainda têm vontade própria, preferências, aversões, escolhas e todas essas coisas. Vocês continuam sendo vocês mesmos. Isso acontece não no corpo, não na alma, mas no espírito. Vocês sabem que são filhos de Deus.
Mas lembrem-se: isso é apenas o começo da salvação.
Deus colocou Seu Espírito em nosso espírito novo e colocou a vida de Cristo em nós. Lembrem-se: quando o Espírito habita em nós, Ele é o Espírito da vida — a vida de Jesus Cristo. A própria vida de Jesus Cristo está em vocês, e essa vida está em vocês para ser vivida.
Essa vida eterna, essa vida de Jesus Cristo que agora está em seu espírito, não está ali simplesmente para ficar guardada em um cofre até que vocês morram e vão para o céu. Não. Essa vida está em vocês para ser vivida.
Como ela se expressa? Ela precisa ser vivida por meio de vocês. Em outras palavras, Cristo não deve ficar confinado ao espírito de vocês. Cristo deve sair do espírito de vocês, penetrar e ocupar a alma de vocês e usar o corpo de vocês.
Essa é a razão pela qual, em Efésios 3:17, a oração de Paulo é que Cristo habite no coração de vocês pela fé. Cristo habita no espírito de vocês, mas também deseja habitar no coração de vocês. Em outras palavras, Ele deseja desalojar e substituir aquele que ocupa a alma de vocês.
Quem ocupa sua alma? Você mesmo. O próprio eu é a vida da alma — a carne é a atuação da alma. Refiro-me à alma caída.
Aqui estão vocês: Cristo vive em seu espírito. Vocês são uma nova criação e devem viver uma nova vida, uma vida semelhante à de Cristo. Por quê? Porque é Ele Quem vive, e não mais vocês.
Mas, infelizmente, percebemos que nossa alma tem sido habitada pelo eu há tanto tempo, e o eu deseja continuar morando ali. O eu não quer abrir mão de seus direitos.
Em outras palavras, irmãos e irmãs, embora vocês tenham nascido de novo, ainda podem estar sob a tirania de si mesmos. No íntimo de seu espírito, vocês sabem o que devem fazer, mas sua alma se recusa a cooperar. Não apenas se recusa a cooperar; ela se opõe.
Esse velho Adão, como disse o reformador Martinho Lutero: “O velho Adão é forte demais para o jovem Martinho Lutero”. Essa alma precisa ser salva. O eu precisa ser desalojado e substituído por Cristo.
Sua alma é a sede da personalidade. Sua alma expressa quem você é — sua personalidade. “É assim que penso. É assim que sinto. É assim que quero.” Ela representa você.
Mas a salvação de Deus deve alcançar sua alma, para que tudo o que se expressa por meio dela represente a Ele, em vez de representar você.
Não se faça a minha vontade, mas a Tua.
Não minha mente, mas a mente de Cristo. Não meu amor ou meu ódio, mas o amor e o ódio de Deus.
Como isso pode acontecer? Vocês descobrem que o eu está na alma e não quer ceder. Essa é a razão pela qual precisam passar por provações — pressão, sofrimento. Tudo isso é dosado por Deus na vida de vocês por uma única razão: para que a vida da alma diminua e a vida de Cristo no espírito aumente em vocês.
Agora, queridos irmãos e irmãs, nossa alma nos foi dada por Deus. Deus não vai destruir nossa alma. Se Deus destruísse sua alma, você deixaria de existir; em outras palavras, sua personalidade desapareceria. Deus não quer que você seja uma pessoa sem alma.
Mas Deus deseja salvar sua alma. Sua alma precisa ser salva.
Irmãos e irmãs, vocês percebem que sua alma precisa ser salva? Percebem que, depois de nascerem de novo, aquilo que mais lhes causa problemas são vocês mesmos?
Nosso pior inimigo não é Satanás. Nosso pior inimigo somos nós mesmos.
Vocês conhecem Romanos 7. Ali encontramos um conflito, uma guerra civil dentro de uma pessoa:
O que quero fazer, não consigo fazer; o que não quero fazer, faço.
Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
Graças a Deus, por Jesus Cristo.
Vocês sabem que essa não é a experiência de um incrédulo? É a experiência de um crente. Em outras palavras, um crente que foi salvo precisa ser salvo continuamente e ainda será salvo.
Quando nosso Senhor Jesus estava na terra, vemos o que Ele disse aos discípulos. Se vocês lerem os Evangelhos, perceberão que Ele diz muitas vezes:
Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á;
e quem perder a sua vida por Minha causa achá-la-á.
Agora, sabemos que a palavra vida ali é a mesma palavra que alma. É a mesma palavra grega.
Aquele que deseja salvar sua vida, ou deseja salvar sua alma, irá perdê-la. Mas aquele que está disposto a perder sua alma por causa do evangelho irá salvá-la para a eternidade.
O que significa tentar salvar sua alma hoje? Se você tentar salvar sua alma hoje, irá perdê-la. Isso não é a salvação da alma. A salvação da alma consiste em você estar disposto a perdê-la hoje; então, irá salvá-la.
A alma é onde está sua personalidade. Ela é você. Você tem suas emoções, e suas emoções expressam quem você é — seu amor e seu ódio. Você ama porque se sente bem; odeia porque se sente ferido. Isso representa você.
Como nós, crentes, ainda atendemos às nossas próprias emoções! Nossas emoções ainda representam a nós mesmos. Amamos quando nos sentimos bem e odiamos quando somos feridos. Nossa alma não representa Cristo.
É por isso que o Senhor Jesus disse, em Lucas 14:26:
Se alguém vier a Mim e não odiar seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e suas irmãs, e ainda a sua própria vida, não pode ser Meu discípulo.
Agora, isso não significa amor natural ou ódio natural. Não, o Senhor está procurando salvar nossa alma. Em outras palavras, em sua vida emocional, você precisa estar disposto a perder sua alma.
Você não ama por causa de si mesmo. Não odeia porque foi ferido. Você ama porque o amor de Deus o constrange, e odeia porque o ódio de Deus o constrange.
Amor e ódio são emoções; são neutros. Se você ama o que deve amar, isso é bom. Se ama o que deveria odiar, esse amor é errado. Ou, se odeia o que deveria amar, esse ódio é errado. Amor e ódio são simplesmente emoções; são neutros.
Deus ama os pecadores, mas odeia o pecado. Portanto, queridos irmãos e irmãs, nossa vida emocional precisa ser salva. Em nossa vida emocional, precisamos ser tratados pela cruz, para que não reajamos de acordo com nossos próprios sentimentos, mas de acordo com Deus — de acordo com Cristo.
Então podemos amar os irmãos. Caso contrário, não há como amar os irmãos. Como podemos amar um irmão? O que é o amor fraternal? Amor fraternal significa simplesmente que você o ama porque ele é um irmão — seja um irmão ou uma irmã, alguém da família de Deus.
Não por causa de quem ele é, não por causa do que faz a você, não porque seja agradável ou desagradável, fácil ou difícil de amar, nem porque combine ou não com você. Não. Amar os irmãos significa amar todo filho de Deus, independentemente dessas coisas.
Como vocês podem fazer isso, a menos que sua vida emocional tenha sido tratada? Se nossa vida emocional não tiver sido tratada, amaremos apenas aquilo que naturalmente amamos e odiaremos aquilo que naturalmente odiamos.
Ao expressarmos nosso amor natural e nosso ódio natural, nossa alma fica satisfeita, não é? Mas, quando você tenta satisfazer o eu em sua alma, você a perde. Você a ganha por algum tempo, mas depois a perde.
Ao contrário, se estivermos dispostos a permitir que nossa vida emocional seja purificada pela cruz, negamos a nós mesmos.
Agora, o que significa negar a si mesmo? Algumas pessoas pensam que negar a si mesmo é ter autocontrole. Negar a si mesmo não é ter autocontrole. Sabem, autocontrole significa que você ainda está no controle.
Negar a si mesmo significa simplesmente que você não conhece a si mesmo. A melhor ilustração, embora seja uma ilustração de algo errado, é Pedro. Pedro negou o Senhor três vezes. Como ele negou o Senhor? Disse: “Não O conheço. Não O conheço”.
Se Pedro fosse negar a si mesmo, diria: “Pedro, quem é você? Não conheço você”. Mas ele negou a pessoa errada. Negou Cristo. Muitas vezes, irmãos e irmãs, cometemos o mesmo erro.
Devemos negar a nós mesmos. Quando nossa própria vida emocional se manifesta, devemos dizer: “Agora, quem é você? Não conheço você. Não tenho motivo para satisfazer você. Não tenho motivo para ceder a você. Não conheço você de modo algum”.
Se você negar a si mesmo, então Ele diz:
Tome a sua cruz e siga-Me.
Negar o eu é uma questão de vontade. Tomar a cruz é uma experiência diária.
Irmãos e irmãs, tudo o que Deus exige de nós é que estejamos dispostos a negar o eu. Se vocês estiverem dispostos a negar o eu, então o Espírito Santo organizará suas circunstâncias para lhes dar cruzes que possam tomar.
Não tentem criar suas próprias cruzes. Não tentem criar cruzes para seus irmãos e irmãs; eles já têm o suficiente. Deixem o Espírito Santo fabricar as cruzes. Temos firmas demais no mundo fabricando cruzes. Deixem o Espírito Santo fabricar as cruzes.
Mas sob uma condição: vocês precisam negar a si mesmos. Se não negarem a si mesmos, irmãos e irmãs, posso dizer com ousadia que vocês não têm cruz para carregar?
Por quê? Se houver uma cruz, vocês pegarão um desvio para evitá-la. Acho que essa via de desvio é uma coisa maravilhosa — você evita todo o trânsito. E, sabem, os cristãos estão todos nessa via de desvio.
Se vocês negarem a si mesmos, se estiverem dispostos, terão a disposição para sofrer, como diz Pedro. Ele diz, em 1 Pedro 4:1:
Armai-vos também vós com o mesmo pensamento.
É verdade que negar o eu envolve sofrimento.
Quem quer sofrer ao ser negado? Seu eu sofrerá. Você não o satisfaz, não atende aos seus desejos, não o agrada e, naturalmente, não quer fazer isso. Portanto, precisamos ter disposição para sofrer. Em outras palavras, precisamos estar dispostos.
Se vocês estiverem dispostos, o Espírito Santo providenciará cruzes para vocês carregarem, e a graça de Deus lhes será dada para carregar essas cruzes.
Às vezes, você odeia uma pessoa. Não pensem que os cristãos não odeiam. Receio que os cristãos não estejam completamente livres do ódio.
Suponha que você odeie uma pessoa — talvez com razão, ou talvez a razão seja você mesmo. Você sempre tem uma razão. O Espírito de Deus começa a mostrar isso a você. O que você fará?
Você está disposto a ir ao Senhor e confessar que não odiar está além de sua capacidade? Mas, se a vontade Dele é que você não odeie, e sim ame, então peça a Deus que retire esse ódio de você e encha seu coração de amor, para que você possa amar aquela pessoa, em vez de odiá-la.
Ao fazer isso, na verdade, você está abrindo mão de parte de seus direitos, porque pensa que tem o direito de odiar. Mas, se estiver disposto a ser tratado dessa maneira, o que descobrirá?
Você descobre que, em vez de seu coração se tornar cada vez mais estreito e amargo — isso realmente o consome por dentro —, seu coração é ampliado. Você salva sua alma. A salvação da alma chegou a você.
Ou suponha que você ame uma pessoa, e o Espírito de Deus comece a apontar para você e diga: “Esse amor não é aquilo que você deveria amar”. Ah, você luta diante do Senhor, mas continua amando.
Mas você está disposto a negar o eu e dizer: “Senhor, se isso não é o que devo amar, então dá-me graça para abrir mão disso por Ti”? Você acha que está perdendo sua alma? Sim, mas está ganhando sua alma. Por quê? Porque o amor de Deus enche você.
Nossa vida emocional precisa ser purificada para que nossa alma seja salva.
O mesmo é verdade em relação à nossa vida mental, psicológica e intelectual. Há muitas fortalezas que o inimigo ergueu em nossa mente. Essas fortalezas permanecem ali, opondo-se a Deus, de modo que a vida de Deus e a Palavra de Deus não conseguem penetrar.
Paulo diz que todas essas fortalezas precisam ser derrubadas, e todo pensamento deve ser levado cativo a Cristo. Nossa mente, todos os nossos pensamentos, precisam ser tratados.
Não tenho tempo para falar disso em detalhes, mas vocês encontram tantos bloqueios mentais entre os crentes. Grande parte da verdade de Deus simplesmente não consegue penetrar. Essas são as fortalezas do inimigo — os raciocínios humanos.
O Senhor disse a Pedro, em Mateus 16:23:
Não cogitas das coisas de Deus, mas das coisas dos homens.
Pedro pensava estar cogitando das coisas de Deus, porque disse ao Senhor Jesus:
Tem compaixão de Ti mesmo; isso de modo algum Te acontecerá.
Ele estava sendo bondoso. Mas o Senhor disse que aquela era uma mente carnal, não a mente do Espírito.
Ah, precisamos ter nossa vida mental e intelectual purificada.
Depois, naturalmente, há a vida da nossa vontade. Todos nós somos pessoas de vontade forte, sabem. Alguns têm uma vontade mais forte, mas todos temos vontade forte. Às vezes, as pessoas dizem: “Deus só usa pessoas de vontade forte”. Será verdade?
Se você é uma pessoa de vontade fraca, o que Deus pode fazer com você? Mas deixem-me dizer uma coisa: uma pessoa pode ter vontade forte em tudo, mas, quando se trata da vontade de Deus, sua vontade já não é forte.
Nossa vontade precisa ser purificada. Às vezes, Deus precisa levar você a um ponto em que tenha de fazer uma escolha:
Não se faça a minha vontade, mas a Tua.
Dói não ter sua vontade atendida. Dói. Mas a salvação da alma chega a você.
Portanto, irmãos e irmãs, lembremos disto: Primeira Pedro nos diz que há uma salvação acontecendo hoje. É a salvação de sua alma, e é com isso que precisamos nos comprometer.
Precisamos voltar ao Pastor e Supervisor de nossas almas, Cristo Jesus. Vejam, Cristo é nosso Pastor. Creio que todos amamos o Salmo 23. Mas vocês sabem que o Salmo 23 tem uma condição? Ele diz, em Salmos 23:1:
O Senhor é o meu pastor.
Dizer “O Senhor é o meu pastor” significa que eu, como ovelha, me entrego a Ele e permito que Ele me conduza. Conhecemos o Senhor como o Pastor de nossas almas?
Ele é o Salvador de nosso espírito, mas também é o Pastor de nossas almas. Irmãos e irmãs, vocês precisam se entregar a Ele. Entreguem-se a Ele, para que Ele possa conduzi-los.
Ele os conduzirá a pastos verdejantes. Fará com que descansem junto a águas tranquilas. Restaurará sua alma. Às vezes, Ele os conduzirá pelo vale da sombra da morte.
Sua vara e Seu cajado consolam vocês. A palavra consolar não significa apenas dar um tapinha nas costas e dizer que está tudo bem. Ela significa fortalecer vocês.
O Senhor também é Aquele Que vela por nós — nosso Supervisor. Vocês entregam sua alma a Ele e permitem que Ele a supervisione, ou ainda estão cuidando de sua própria alma?
Se vocês ainda tentam cuidar de sua própria alma, irão perdê-la. Mas, se entregarem sua alma a Ele, Ele a supervisionará, zelará por ela e cuidará bem dela.
A consolação de tudo isso é que Cristo sofreu e, depois, entrou na glória. Portanto, por um pouco de tempo, nós sofreremos. A graça de Deus nos fortalecerá, nos fundamentará e nos estabelecerá, para que possamos entrar na glória eterna.
Queridos irmãos e irmãs, a salvação da alma está acontecendo hoje. Sua alma está sendo transformada — de glória em glória — até que, um dia, vocês sejam conformados à imagem de Cristo.
Essa é a consolação: Ele conduzirá muitos filhos à glória, e ali vocês herdarão o reino com Ele. Essa é a consolação.
Lembrem-se sempre de uma coisa. Pedro diz, em 1 Pedro 5:12:
Esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes.
Não há nada errado. Vocês estão no caminho certo. Apenas continuem seguindo, confiando em Sua graça.
Sua graça lhes concedeu todas essas provações, e Sua graça é suficiente para cada dia de vocês.
Vamos orar?
Querido Pai celestial, nós Te agradecemos porque sempre tens uma palavra para nós. Oramos para que a Tua Palavra fique gravada em nós e seja como uma semente que cresce até produzir fruto para o louvor da Tua glória.
Pedimos em Teu precioso nome. Amém.