Por favor, abram em Mateus, no Evangelho segundo Mateus, capítulo 28. Vamos ler Mateus 28:2-10.
Mateus 28:2-10:
E eis que houve um grande terremoto;
porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou, removeu a pedra e assentou-se sobre ela.
O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, branca como a neve;
e os guardas, com medo dele, tremeram e ficaram como mortos.
Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não temais vós; porque sei que buscais a Jesus, Que foi crucificado.
Ele não está aqui; porque ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia.
E ide depressa e dizei aos Seus discípulos que Ele ressuscitou dentre os mortos; e eis que Ele vai adiante de vós para a Galileia; ali O vereis: eis que vo-lo tenho dito.
E elas, saindo apressadamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciar aos Seus discípulos.
E eis que Jesus lhes veio ao encontro, dizendo: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram os Seus pés e O adoraram.
Então Jesus lhes disse: Não temais; ide dizer a Meus irmãos que vão para a Galileia, e ali Me verão.
Abram também em 1 Coríntios 15. Vamos ler 1 Coríntios 15:3-5.
Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras;
e que foi sepultado; e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras;
e que apareceu a Cefas, e depois aos doze.
Amado Pai celestial, nós nos alegramos em Tua presença, sabendo que nos deste Teu Filho amado. Cremos em Seu sangue derramado por nossos pecados. Cremos em Seu corpo partido por nós, reconciliando-nos Contigo.
Pai, estamos aqui nesta manhã por causa de Teu Filho amado. Pedimos que abras novamente nossos olhos para vermos Teu Filho, a glória de Teu Filho. Pedimos a Ti, Senhor, que estejamos tão ocupados Contigo que nos esqueçamos de Henry, porque somente Tu és digno.
Nós Te adoramos. Entregamos este tempo em Tuas mãos e pedimos que Te reveles novamente a nós por meio de Tua Palavra. Constrange-nos com Teu amor. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.
No décimo quarto dia do mês de nisã, um cordeiro deveria ser sacrificado para cada família dos filhos de Israel. Nesse mesmo dia, nosso Senhor Jesus Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado.
Ele esteve na cruz durante seis horas. Nas primeiras três horas, das nove ao meio-dia, Ele sofreu às mãos dos homens e das forças malignas do universo.
Então, do meio-dia às três, toda a cena mudou, porque nosso Senhor Jesus passou a sofrer sob a mão de Deus. Ao Senhor agradou moê-Lo, submetê-Lo ao sofrimento, quando Ele foi feito uma oferta pelo pecado.
Durante aquelas três horas, nosso Senhor Jesus sofreu a morte eterna por nós: a separação de Deus. Ele clamou em desespero:
Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?
Mas Ele terminou com um brado de vitória:
Está consumado.
Então inclinou a cabeça e entregou Seu espírito a Seu Pai.
Como aquele era o dia anterior ao grande sábado, os soldados vieram. Queriam ter certeza de que os crucificados estavam mortos. Por isso, quebraram os ossos das pernas dos dois ladrões que foram crucificados com nosso Senhor, para apressar sua morte.
Mas, quando chegaram a nosso Senhor, descobriram que Ele já estava morto. Para ter certeza de que Ele realmente estava morto, um soldado atravessou Seu lado com uma lança, e de Seu coração partido saíram sangue e água.
José de Arimateia pediu Seu corpo. Ele e Nicodemos, que havia ido ver nosso Senhor Jesus naquela noite, prepararam o corpo. Nicodemos trouxe cem libras de especiarias, e eles envolveram nosso Senhor Jesus em panos de linho e O colocaram num sepulcro em um jardim próximo — um sepulcro que José havia preparado para si mesmo.
Eles sepultaram Jesus, e algumas mulheres estavam ali para presenciar aquilo.
Enquanto aquele pequeno grupo enlutado voltava para Jerusalém, uma multidão barulhenta saía da cidade. Era uma multidão conduzida pelos anciãos. Eles estavam saindo da cidade em direção a um campo determinado, onde já havia sido escolhido um feixe de espigas das primícias, ainda em pé, pronto para ser cortado.
Essa era a preparação para a Festa das Primícias. Eles saíram para testemunhar o corte do feixe. Três homens, com foice e cesto, entraram naquele lugar, cortaram o feixe e o prepararam para ser oferecido no dia seguinte ao sábado como as primícias ao Senhor.
Porque, enquanto aquela oferta não fosse apresentada, ninguém poderia comer qualquer cereal ou cevada da nova colheita. Era a Festa das Primícias.
Mas, no terceiro dia, no dia em que o sacerdote deveria apresentar ao Senhor aquela oferta movida das primícias, nosso Senhor Jesus ressuscitou dentre os mortos. Porque nosso Senhor Jesus é as primícias.
Mas agora Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dos que dormem.
Cristo, as primícias; depois, os que são Dele, em Sua vinda. Encontramos isso em 1 Coríntios 15:20-23.
Portanto, irmãos e irmãs, aqui vocês encontram Cristo, nossa Páscoa, e Cristo, as primícias. Ele foi prefigurado há muito tempo no Antigo Testamento.
A ressurreição de nosso Senhor Jesus foi prefigurada no Antigo Testamento não apenas pela Festa das Primícias, mas também quando Abraão ofereceu seu único filho, Isaque. Abraão era uma figura de Deus dando-nos Seu Filho amado.
Pela fé, Abraão recebeu Isaque de volta, como dentre os mortos. Isso prefigura nosso Senhor Jesus, o Filho unigênito de Deus, sendo oferecido por nós; e, ao terceiro dia, o Pai O recebeu de volta, por assim dizer, dentre os mortos.
Davi, o profeta e salmista, disse no salmo messiânico, em Salmos 16:10:
Pois não deixarás a minha alma no Seol;
nem permitirás que o Teu Santo veja corrupção.
Sua ressurreição foi profetizada em Isaías 53:10-12. Quando Ele foi feito uma oferta pelo pecado:
Ele verá a Sua descendência, prolongará os Seus dias;
e a vontade do Senhor prosperará em Sua mão.
Ele verá o fruto do trabalho de Sua alma e ficará satisfeito;
pelo conhecimento de Si mesmo, Meu Servo justo justificará a muitos;
e Ele levará as iniquidades deles.
Por isso, Eu Lhe darei uma porção com os grandes;
e Ele repartirá o despojo com os fortes.
No Antigo Testamento, há muitas passagens em que a ressurreição de nosso Senhor Jesus foi profetizada. Mesmo quando nosso Senhor Jesus estava na terra, Ele próprio predisse Sua morte e ressurreição.
Em Mateus 16:21, depois de Pedro confessá-Lo como o Cristo, o Filho do Deus vivo, Ele lhes disse que iria a Jerusalém, como seria tratado pelos anciãos, pelos escribas e pelos fariseus, e que seria morto; mas, ao terceiro dia, ressuscitaria dentre os mortos.
O Senhor parecia nunca falar de Sua morte sem, ao mesmo tempo, falar de Sua ressurreição.
Depois, em Mateus 17:22-23, quando estava na Galileia, Ele novamente disse aos Seus discípulos que seria morto, mas que, ao terceiro dia, ressuscitaria dentre os mortos.
Quando ia a Jerusalém, em Mateus 20:18-19, Ele novamente disse que estava indo a Jerusalém para morrer e que, ainda assim, ao terceiro dia ressuscitaria dentre os mortos. Mesmo depois de celebrar a Páscoa com Seus discípulos e de conversar com eles, quando saíram do cenáculo a caminho do jardim do Getsêmani, Ele novamente lhes disse que ressuscitaria ao terceiro dia.
Mas, de alguma forma, Seus discípulos não conseguiam assimilar aquilo. Estavam entristecidos porque sabiam que algo iria acontecer ao seu querido Senhor. Mas, quando o Senhor lhes dizia que ressuscitaria dentre os mortos, aquilo não entrava em seu coração. Na verdade, eles não acreditavam.
Não é estranho que Seus discípulos não acreditassem que seu Mestre ressuscitaria dentre os mortos?
Os sacerdotes e os fariseus, de alguma forma, acreditavam. Vocês se lembram: depois que Cristo foi crucificado e sepultado, eles foram a Pilatos e disseram: “Ouvimos esse enganador dizer que, ao terceiro dia, Ele ressuscitaria dentre os mortos”. Pediram uma guarda para vigiar aquele sepulcro, a fim de impedir que isso acontecesse.
De alguma forma, tinham um pressentimento de que aquilo poderia acontecer, mas os discípulos não acreditavam.
De madrugada, no primeiro dia da semana, de repente houve um terremoto, e um anjo do Senhor desceu e removeu a grande pedra. Os guardas ficaram aterrorizados, como mortos. Evidentemente, fugiram.
Mas, naquela madrugada, algumas mulheres vieram ungir o Senhor, porque Seu corpo havia sido preparado para o sepultamento com muita pressa. Não havia sido preparado devidamente. Assim, aquelas mulheres que amavam o Senhor prepararam a mirra e o aloés para vir ungir o corpo morto de nosso Senhor.
Evidentemente, elas não vieram todas juntas. Vieram em grupos. Maria Madalena amava tanto o Senhor que provavelmente foi a primeira a chegar.
Quando se aproximou do sepulcro, descobriu que a pedra havia sido removida. Imediatamente, voltou e foi procurar Pedro, dizendo-lhe que algo havia acontecido.
Então Pedro e João foram ao sepulcro. Enquanto estavam a caminho, as outras mulheres chegaram. Entraram no sepulcro e viram um anjo.
O anjo disse:
Não temais. Sei que viestes aqui buscar Aquele Que foi crucificado.
Ele não está aqui. Ressuscitou, como disse.
Vinde e vede o lugar onde Ele jazia.
Ide e dizei a Seus irmãos que Ele irá para a Galileia, e ali O verão.
Então elas saíram com temor e alegria, correndo para contar aos discípulos. Enquanto se afastavam, Pedro e João chegaram.
João, por ser mais jovem, correu mais depressa. Assim, Pedro chegou depois. Mas João, sendo muito tímido, chegou ao sepulcro e olhou para dentro, sem ousar entrar. Pedro entrou diretamente no sepulcro, e eles viram os panos funerários ali. O lenço que estivera sobre Sua cabeça estava em outro lugar.
Em outras palavras, não era algo feito às pressas. Mas o corpo não estava ali. Eles viram e creram, sem ainda compreender o que o Senhor havia dito. Então voltaram.
Depois que voltaram, Maria Madalena chegou. Ela entrou no sepulcro. Estava chorando.
Ela ouviu uma voz atrás de si:
Mulher, por que choras?
Pensou que fosse o jardineiro, então disse:
Onde O colocaste? Eu irei buscá-Lo.
Então a voz disse:
Maria.
Ela se voltou e disse:
Raboni!
O Senhor disse:
Não Me toques; porque ainda não subi para Meu Pai.
Mas vai e dize a Meus irmãos: Subo para Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus.
Assim, Maria Madalena e as mulheres estavam a caminho dos discípulos. O Senhor veio ao encontro delas. Permitiu que tocassem Seus pés e disse:
Ide e dizei a Meus irmãos que Me encontrem na Galileia.
Naquela mesma manhã, dois discípulos — um deles era Cléopas — estavam muito decepcionados, porque acreditavam que Jesus era o Messias, mas Ele estava morto. Então saíram de Jerusalém. Estavam a caminho de Emaús.
Estavam tristes, conversando entre si, e de repente um homem apareceu e passou a caminhar com eles. Ele lhes perguntou: “Por que vocês estão tão tristes?”. Eles disseram: “Tu não sabes o que está acontecendo em Jerusalém? Um homem chamado Jesus, que acreditávamos ser o Profeta, foi morto — crucificado. Mas aconteceu algo estranho. Algumas mulheres voltaram e disseram que O viram”.
Então o Homem que caminhava com eles disse:
Ó insensatos e tardos de coração!
Não compreendeis que o Cristo devia sofrer antes de entrar em Sua glória?
E Ele lhes explicou, a partir da Lei e dos Profetas, as coisas referentes a Si mesmo.
Chegaram a Emaús. Estava escurecendo, e aquele Homem parecia seguir adiante. Então insistiram para que ficasse com eles e disseram: “Está escurecendo. Fica conosco”.
Entraram na casa e prepararam a ceia. Aquele Homem tomou o pão, abençoou-o e o deu a eles, e seus olhos foram abertos. Era o Senhor. Então Ele desapareceu.
Eles disseram:
Porventura não ardia em nós o nosso coração, enquanto Ele nos falava pelo caminho?
Então, imediatamente, voltaram para Jerusalém.
Quando chegaram ali, os apóstolos disseram:
O Senhor já apareceu a Simão. Verdadeiramente ressuscitou.
Naquele mesmo momento, nosso Senhor apareceu a eles e disse:
Paz seja convosco.
Depois disso, durante aqueles quarenta dias, Ele apareceu várias vezes. Apareceu a Pedro. Apareceu aos doze discípulos, os apóstolos. Apareceu, de uma só vez, a mais de quinhentas pessoas. Apareceu a Tiago.
E Paulo disse:
Por último, Ele apareceu também a mim, como a um nascido fora de tempo, que não era digno de ver o Senhor.
Ele ressuscitou.
Irmãos e irmãs, não há dúvida de que o Senhor ressuscitou dentre os mortos.
Há uma evidência física: o sepulcro vazio. Há os testemunhos daqueles que O viram depois de Sua ressurreição. Seus testemunhos foram contestados. Eles foram perseguidos por causa de seu testemunho, mas seu testemunho permaneceu firme.
Não apenas isso: suas vidas foram transformadas. Quando nosso Senhor foi crucificado, aqueles discípulos estavam naquela sala, com as portas fechadas, porque tinham medo. Mas, depois que viram o Senhor ressurreto, foram completamente transformados.
Irmãos e irmãs, essa transformação não aconteceu apenas com os discípulos que testemunharam a ressurreição física, corporal. Que transformação foi testemunhada ao longo do século XX em inúmeras pessoas, no mundo inteiro, de diferentes origens, cujas vidas foram completamente transformadas porque creram no Senhor ressurreto!
Essa é a melhor evidência de que nosso Senhor está vivo.
Do ponto de vista doutrinário, o Senhor tinha de ressuscitar dentre os mortos. Por quê? Porque, sendo o Filho de Deus, o Autor da vida, como poderia ser retido pela morte? Ele entrou na morte, despojou a morte de seu poder e saiu vitorioso.
Romanos 1:4 diz que Ele foi declarado Filho de Deus pela ressurreição dentre os mortos. Nosso Senhor ressuscitou.
Irmãos e irmãs, qual é a nossa fé? Em 1 Coríntios 15:3, o apóstolo Paulo disse:
Nós vos entregamos aquilo que recebemos do Senhor.
E o que ele recebeu?
Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras.
Ele foi sepultado.
Ao terceiro dia, ressuscitou dentre os mortos.
Irmãos e irmãs, Sua morte, Seu sepultamento e Sua ressurreição são os três artigos fundamentais de nossa fé. Essa é a nossa fé. Cremos em Sua morte, cremos em Seu sepultamento e cremos em Sua ressurreição.
Esse é o evangelho.
Vocês observam isso no livro de Atos, quando o evangelho foi pregado pela primeira vez? Por exemplo, no dia de Pentecostes, Pedro se levantou e anunciou o evangelho. Mencionou a morte do Senhor, mas toda a sua ênfase estava na ressurreição do Senhor.
Por quê? As pessoas em Jerusalém sabiam que Ele estava morto. Aquilo havia acontecido quarenta ou cinquenta dias antes. Mas não sabiam de Sua ressurreição. Sua ressurreição era conhecida apenas pelos que eram Dele.
Assim, vocês percebem que, quando Pedro pregou o evangelho, foi a ressurreição que recebeu ênfase.
A ressurreição era o ponto central do conflito entre os apóstolos e os sacerdotes, os fariseus e os escribas. Esse era o centro de sua controvérsia, porque os apóstolos testemunhavam que Jesus está vivo. Ele esteve morto, mas está vivo. Ele vive.
Quando Pedro pregou na casa de Cornélio, começou com a vida de nosso Senhor Jesus e chegou à Sua morte. Mas, quando chegou à ressurreição do Senhor Jesus, o Espírito Santo desceu, e eles foram batizados no Espírito.
Em Atos 13, quando Paulo pregou o evangelho em Antioquia da Pisídia, começou com a história de Israel. Então chegou à vida de Cristo, à Sua morte, e concluiu com Sua ressurreição. Esse é o evangelho.
Em Atos 17:31, no Areópago, ele disse que Deus havia determinado um dia em que um Homem julgaria o mundo; e que Deus confirmou o Homem que havia designado, ressuscitando-O dentre os mortos. Em toda parte, quando o evangelho é pregado, vocês encontram essa ênfase na ressurreição.
A Bíblia nos diz que devemos crer na ressurreição do Senhor. Parece que pensamos que nos é ordenado crer na morte; mas, se lerem a Bíblia, vocês verão que nos é ordenado crer na ressurreição.
Em Romanos 10:8-9, o evangelho da graça não está longe de você; está perto de você. Se você confessar o Senhor com sua boca e crer que Deus O ressuscitou dentre os mortos, será salvo.
O evangelho é o evangelho do Senhor ressurreto, de um Cristo vivo. Esse é o evangelho.
É claro que cremos em Sua morte, porque sem morte não há ressurreição. Mas crer somente em Sua morte não é suficiente.
Eu me pergunto por que, hoje, quando pregamos o evangelho, não há poder. Será porque não anunciamos a ressurreição de nosso Senhor Jesus?
Nosso Senhor morreu por nós, mas, ao terceiro dia, ressuscitou dentre os mortos. Esse é o evangelho que pregamos, e esse é o evangelho em que cremos.
Irmãos e irmãs, o que Sua ressurreição significa para nós hoje?
A ressurreição de nosso Senhor Jesus não é apenas um fato histórico. Ele ressuscitou corporalmente.
A ressurreição de nosso Senhor Jesus não é apenas um artigo de nossa fé em que acreditamos. A ressurreição de nosso Senhor Jesus é nossa experiência diária.
Irmãos e irmãs, a ressurreição de nosso Senhor Jesus é tudo para nós. Não há vida cristã se nosso Senhor não ressuscitou.
Vocês se lembram do que Paulo disse em 1 Coríntios 15:14 e 1 Coríntios 15:17:
E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.
E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé; ainda estais em vossos pecados.
Nossa pregação seria falsa e sem poder, e nossa fé seria inútil. Não produziria nada se Cristo não tivesse ressuscitado.
Como sabemos que, quando nosso Senhor Jesus foi crucificado, oferecendo-Se voluntariamente como uma oferta pelo pecado por nós, Deus aceitou aquela oferta? Como saberíamos, se Ele não tivesse ressuscitado dentre os mortos?
Vocês se lembram de que, nos tempos do Antigo Testamento, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, além do véu, levando o sangue para aspergi-lo diante do propiciatório, com incenso e sua fumaça para cobri-lo. Pois quem pode entrar na própria presença de Deus?
Quando o sumo sacerdote estava no Santo dos Santos, fazendo expiação pelo povo, todo o povo ficava do lado de fora, com temor e tremor. Estavam escutando.
Vocês sabem, na borda da veste do sumo sacerdote havia campainhas. Enquanto ele caminhava, as campainhas tocavam. Se não houvesse som, se as campainhas não estivessem tocando, o sumo sacerdote teria sido ferido de morte na presença de Deus, e a expiação não teria sido feita.
Por isso, eles escutavam as campainhas. Quando ouviam as campainhas tocar e o viam sair, sabiam que a expiação havia sido feita. Estavam seguros por mais um ano.
Irmãos e irmãs, em Romanos 4:25 está escrito:
O Qual por nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa justificação.
Ele foi entregue por nossas transgressões como uma oferta pelo pecado, mas ressuscitou para nossa justificação. Como sabemos que fomos justificados? Como sabemos que Deus aceitou Sua oferta por nós, em nosso lugar?
Sabemos porque Deus O ressuscitou dentre os mortos. A oferta foi aceita; portanto, fomos justificados.
Irmãos e irmãs, se Cristo não ressuscitou, então pregamos em vão e cremos em vão.
Além disso, no mesmo capítulo, em 1 Coríntios 15:19, o apóstolo Paulo diz:
Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.
Vocês sabem, se Cristo não ressuscitou e cremos Nele, o que isso significa? Significa que admiramos Seu caráter moral. Nós O tomamos como nosso modelo. Queremos imitá-Lo. Queremos viver como Ele viveu.
Irmãos e irmãs, quando tentamos imitá-Lo, temos de abandonar o mundo e, ao mesmo tempo, nunca chegaremos ao ponto de dizer: “Agora somos como Ele”. Em outras palavras, quanto mais tentamos imitá-Lo, menos somos como Ele. Somos condenados. Somos acusados. Nossa consciência nunca está em paz. Somos os mais miseráveis de todos os homens.
As pessoas que não creem Nele podem ir para o mundo e se divertir, mas nós não podemos. Porém, se não há ressurreição, tudo isso é em vão.
Irmãos e irmãs, Cristo ressuscitou. Porque Ele ressuscitou dentre os mortos, somos justificados — não apenas justificados, mas também santificados.
Se Ele morreu por nossas transgressões, quanto mais seremos salvos por Sua vida?
Porque Ele ressuscitou, tornou-Se o Cristo que dá vida — Cristo, nossa vida. Ele nos deu Sua vida. Temos Sua vida em nós.
Por essa vida, vivemos. Por essa vida, somos separados. Por essa vida, somos santificados. Por essa vida, somos glorificados, transformados e conformados à Sua própria imagem.
Num sentido muito real, Sua ressurreição é o próprio fundamento de nossa vida. É o segredo do viver cristão.
Não pode haver um cristão se Cristo não ressuscitou dentre os mortos. Não pode haver viver cristão se não for Cristo Quem vive em nós.
O problema hoje é que, embora creiamos na ressurreição de nosso Senhor Jesus, de alguma forma ela é apenas um artigo de fé que confessamos, em vez de ser vista como nossa experiência diária de vida.
Quem é um cristão? O que é um cristão? O que é a vida cristã?
Um cristão é alguém que crê no Senhor Jesus, em Sua morte, sepultamento e ressurreição. A vida cristã é Cristo nele, a esperança da glória.
Sua morte é nossa morte. Quando Ele morreu na cruz, nós morremos Nele e com Ele. Ele pôs fim à velha criação.
Ele morreu para o pecado de uma vez por todas; assim, também nós estamos mortos para o pecado. Ele morreu para o mundo; nós morremos para o mundo. Ele morreu para a velha criação. Toda a velha criação morreu quando Ele morreu. Assim, o velho homem morreu — nosso velho homem morreu.
Sua morte pôs fim a nós como velha criação. Sua ressurreição se torna nossa verdadeira vida.
O apóstolo Paulo disse em Filipenses 1:21:
Porque para mim o viver é Cristo.
E, novamente, em Gálatas 2:20:
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.
Cristo, nossa vida. Irmãos e irmãs, isso está profundamente gravado em vocês?
O que é ressurreição? Ressurreição é vida que emerge da morte.
Ressurreição é vida que entra na morte, despoja a morte de seu poder e sai vitoriosa. Isso é ressurreição.
Qualquer vida que não tenha entrado na morte e sido capaz de sair dela não é ressurreição. É a velha criação. A velha criação entra na morte e fica sepultada ali para sempre. Nunca pode sair.
Mas somente a vida divina pode entrar na morte, vencê-la e sair vitoriosa. Isso é ressurreição.
Nosso Senhor Jesus disse em João 11:25:
Eu sou a ressurreição e a vida.
Em outras palavras, Sua vida é vida de ressurreição. Essa é a única vida que é ressurreição. Todas as outras vidas irão para a morte e, sendo vencidas, não poderão sair.
Em outras palavras, essa é a única vida pela qual vivemos como cristãos.
Irmãos e irmãs, descobrimos o segredo de nosso viver cristão? Estamos sempre lutando para viver nossa vida cristã por meio de nossa velha vida? Ou estamos servindo ao Senhor com a energia da carne?
Se estamos fazendo isso, não sabemos o que é ressurreição. Tudo o que não é ressurreição não procede de Deus. Não é aceitável a Deus. Deus não Se agrada disso, porque o veredito de Deus é que a velha criação deve morrer.
As coisas velhas devem passar. Todas as coisas se fizeram novas. Todas as coisas procedem de Deus. É uma nova criação.
Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que se fizeram novas.
Mas, irmãos e irmãs, quantas vezes ainda estamos vivendo antes da ressurreição — ainda não em ressurreição. Não apenas tentamos viver antes da ressurreição; também tentamos servir antes da ressurreição.
Há a marca da cruz em nossa vida? O apóstolo Paulo disse em Gálatas 6:17:
Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas de Jesus.
É a marca da cruz.
Isso mostra que ele já não está vivendo por sua velha vida; sua velha vida foi tratada. Mostra que ele está vivendo inteiramente na vida de ressurreição do Senhor Jesus.
Essa é a única vida que conta. Esse é o único serviço que conta.
Irmãos e irmãs, receio, por mim mesmo e por meus irmãos, que não saibamos realmente o que é ressurreição.
Tudo o que não procede da vida de ressurreição do Senhor não é cristão. Qualquer obra feita para Deus que não seja realizada pelo poder de Sua ressurreição não é serviço cristão.
Vocês se lembram de que Paulo deixou isso muito claro em 1 Coríntios 15:30-32. Ele disse:
Por que também nós estamos em perigo a toda hora?
Eu vos declaro, irmãos, pela glória que de vós tenho em Cristo Jesus, nosso Senhor, que morro todos os dias.
Se, como homem, combati em Éfeso com as feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos.
Se não há ressurreição, por que se preocupar? Não faz sentido. Aproveite a vida. Mas, por causa da ressurreição, Paulo não ousava ser descuidado. Estava disposto a morrer diariamente.
No mesmo capítulo, 1 Coríntios 15, o grande capítulo sobre a ressurreição, ele termina explicando por que devemos trabalhar. É porque há ressurreição em vocês.
Um dia, irmãos e irmãs, Cristo, as primícias, virá, e todos nós ressuscitaremos. Ali receberemos nossa recompensa.
Este corpo de humilhação será transformado em um corpo de glória. Gememos neste corpo, aguardando a adoção como filhos, a redenção de nosso corpo.
No futuro, haverá a ressurreição até mesmo de nosso corpo físico. Mas hoje podemos experimentar ressurreição todos os dias. Vivemos pela vida de ressurreição de nosso Senhor Jesus.
Paulo disse:
Tenho em mim mesmo a sentença de morte, para que não viva por mim mesmo, mas por Aquele Que ressuscitou Jesus dentre os mortos.
Esse é o nosso testemunho?
A ressurreição tem tudo a ver conosco, não apenas individualmente, mas também coletivamente. Vocês sabem, a igreja é edificada sobre o fundamento da ressurreição.
Cristo, em Colossenses 1:18, é a Cabeça do corpo, a igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos.
A ressurreição é o elemento com que a igreja é edificada. Deus comunica vida de ressurreição a vocês e a mim, e com essa vida de ressurreição Ele edifica a igreja.
Essa é a razão pela qual Ele disse em Mateus 16:18:
Edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
Por quê? Porque essa vida já venceu o Hades.
Hoje vemos a igreja tão fraca, tão fragmentada, tão derrotada, dividida. Por quê? Será porque não está edificada sobre o fundamento da ressurreição?
Se ela estiver edificada sobre o fundamento da ressurreição, as portas do Hades não prevalecerão contra ela. A igreja é uma igreja triunfante, nunca derrotada.
O inimigo já foi derrotado, e o maior inimigo é a morte. Ela foi vencida.
Irmãos e irmãs, sempre que trazemos para a igreja algo que não seja vida de ressurreição, isso corrompe a igreja. Isso dá ao inimigo a oportunidade de destruir.
Quanto mais precisamos estar diante do Senhor, para que tudo seja ressurreição — vida de ressurreição. Em outras palavras, é Cristo, porque Ele disse:
Eu sou a ressurreição e a vida.
Então vocês têm uma igreja, uma igreja triunfante.
Portanto, irmãos e irmãs, cremos na ressurreição de nosso Senhor Jesus como um fato histórico, como um artigo de nossa fé, como o tema de nosso evangelho. Mas devemos tomá-la de maneira muito pessoal.
Sua ressurreição é nossa vida. Não apenas pessoalmente, mas também coletivamente, a ressurreição edifica a igreja. Que o Senhor nos ajude.
Amado Pai celestial, nós nos alegramos porque ressuscitaste nosso Senhor Jesus dentre os mortos. Ele ressuscitou.
Nós Te louvamos e agradecemos porque cremos em um Cristo vivo. Agradecemos a Ti porque servimos a um Senhor vivo. Nossa Cabeça é uma Cabeça viva; portanto, o corpo é um corpo vivo.
Oh, nós Te adoramos. Pedimos a Ti, Senhor, que abras nosso entendimento, para que realmente conheçamos a Ti e o poder de Tua ressurreição, para o louvor de Tua glória. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.