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    Engagement in Spiritual Warfare © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Engagement in Spiritual Warfare
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    Kaung, Stephen

    Guerra espiritual: participação sob o comando do Senhor

    Por favor, abram em Efésios 6:10-13. Vamos começar com essa passagem.

    Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.
    Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais permanecer firmes contra as ciladas do diabo.
    Porque a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as hostes espirituais da maldade nas regiões celestiais.
    Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.

    Agora, 2 Coríntios 10:3-5.

    Porque, embora andemos na carne, não militamos segundo a carne;
    pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas diante de Deus para a destruição de fortalezas,
    derrubando imaginações e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus,
    e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.

    E, por fim, o livro de Josué — Josué 5:13-15.

    E sucedeu que, estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos e olhou; e eis que um homem estava diante dele, com a Sua espada desembainhada na Sua mão: e Josué foi até Ele e Lhe disse: És Tu por nós ou pelos nossos adversários?
    E Ele disse: Não; mas venho agora como Príncipe do exército do Senhor. Então Josué caiu com o rosto em terra, adorou e Lhe disse: Que diz meu Senhor ao Seu servo?
    E o Príncipe do exército do Senhor disse a Josué: Tira a sandália do teu pé; porque o lugar em que estás é santo. E Josué assim fez.

    Vamos fazer uma oração.

    Querido Senhor, queremos Te agradecer, em primeiro lugar, por nos permitires participar da Tua mesa. Senhor, consideramos um privilégio tão grande que Tu nos convides à Tua mesa.

    Nós Te agradecemos pelo Teu corpo, partido por nós. Nós Te agradecemos pelo Teu sangue, derramado por nós. Nós Te agradecemos pelo amor que está por trás de tudo isso.

    Senhor, nossos corações se curvam e adoram enquanto permanecemos na Tua presença. Realmente sentimos que estamos pisando em terra santa.

    Senhor, queremos nos prostrar e dizer: “Senhor, o que Tu queres nos dizer?”

    Abre o nosso entendimento, para que possamos Te conhecer de uma maneira como nunca antes conhecemos. Ao Te conhecer, Senhor, que possamos conhecer a Tua vitória.

    Entregamos este tempo nas Tuas mãos. Nossa confiança está em Ti. Pedimos no Teu precioso nome. Amém.

    A natureza da guerra espiritual

    Ontem de manhã, compartilhamos sobre a natureza da guerra espiritual.

    Ora, já que esta é uma guerra espiritual, ela precisa ser espiritual. Em outras palavras, não é uma guerra contra carne e sangue. Não pode ser travada com armas carnais. É uma guerra espiritual.

    Ela deve ser travada nas regiões celestiais. Embora vejamos que a guerra parece acontecer na terra, na realidade, ela precisa ser travada nas regiões celestiais. O que vocês veem na terra é apenas a aparência. A raiz dessa guerra está nas regiões celestiais.

    É uma guerra que atravessa os séculos. Creio que não há guerra na terra que possa ser comparada a esta. Ela vem sendo travada ao longo dos séculos e ainda continua.

    Além disso, vocês percebem que essa guerra não pode ser travada individualmente. Ela precisa ser travada de maneira coletiva, como corpo. Sabem, em Efésios 6, o guerreiro, na verdade, representa a igreja. A igreja é o guerreiro nessa guerra espiritual.

    Embora às vezes vejamos indivíduos envolvidos, e talvez até vejamos o ataque do inimigo atingir indivíduos, ainda assim, irmãos e irmãs, isso sempre está relacionado ao corpo de Cristo.

    Não se trata de algo dirigido apenas a um indivíduo ou a alguns indivíduos. Embora o ataque possa atingir um de vocês, ele tem relação com o corpo de Cristo.

    O conflito espiritual e o corpo de Cristo

    Ao olharmos para a história da igreja, provavelmente nos lembraremos de como o inimigo apareceu a Martinho Lutero, tentando acusá-lo.

    Conta-se que o inimigo veio a Martinho Lutero trazendo um rolo na mão. Estava escrito por dentro e por fora — todas aquelas coisas, as falhas e os erros de Martinho Lutero, em pensamento, palavra e ação. O rolo estava cheio.

    E conta-se que o inimigo disse a Martinho Lutero: “Como você ousa fazer a obra da Reforma? Quem é você? Um pecador tão grande! Você não está qualificado para fazer uma obra dessas”.

    No entanto, Martinho Lutero pegou uma pena e escreveu sobre aquele rolo:

    O sangue de Jesus Cristo, Filho de Deus, nos purifica de todo pecado.

    E Satanás desapareceu.

    Também se conta que, certo dia, Satanás apareceu a Martinho Lutero, e Lutero atirou o tinteiro nele. A marca ainda está naquela parede.

    Então vocês pensariam que aquilo foi um ataque contra Martinho Lutero. Mas não, irmãos e irmãs; aquilo estava relacionado à Reforma.

    E, se vocês já leram o livro O homem espiritual, nosso querido irmão Watchman Nee escreveu esse livro no início de sua caminhada.

    Não fazia nem dez anos que ele havia sido salvo — naquela época, eram menos de dez anos — e, mesmo assim, o Senhor já lhe havia ensinado tanto. Naquele tempo, ele estava acometido de tuberculose. Estava morrendo e, por pensar que morreria, sentiu um encargo de escrever aquele livro para a igreja.

    Às vezes, ao escrever o livro, precisava se apoiar em tábuas. Não conseguia ficar sentado.

    E o inimigo ria dele e dizia: “Veja, quem é você? Uma pessoa tão fraca!”

    Nosso irmão disse que estava literalmente vivendo entre os dentes do inimigo. Mas, graças a Deus, aquele não era um ataque apenas contra um indivíduo. Ele era atacado por causa da igreja, para que algo fosse deixado para ela.

    Portanto, irmãos e irmãs, a guerra espiritual não é algo individual. É algo coletivo, e precisa ser travada como corpo.

    Se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer assunto…

    É algo coletivo, não se trata de apenas uma pessoa.

    O início da guerra espiritual

    Assim, falamos um pouco sobre a natureza da guerra espiritual. Nesta manhã, gostaríamos de continuar com esse assunto da participação na guerra espiritual.

    Temos dito repetidas vezes que, no momento em que você é salvo, já está na guerra.

    Antes de ser salvo, não havia guerra espiritual da qual falar, porque você pertencia ao inimigo, ao reino das trevas.

    Mas, graças a Deus, nosso Senhor Jesus nos redimiu. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do amor de Deus.

    Assim, no momento em que somos transportados para o reino do Filho do amor de Deus, imediatamente a guerra começa. O inimigo começa a atacar porque já não pertencemos a ele.

    O inimigo odiava Deus. Odiava o Filho de Deus e odiava aqueles que estão no Filho de Deus.

    Josué como ilustração da guerra espiritual

    Agora, como vamos participar dessa guerra espiritual? Creio que talvez a melhor maneira de explicar seja ilustrá-la com a história.

    Vocês sabem que o livro de Josué é um livro de guerra. Os princípios espirituais que encontramos em Efésios são todos demonstrados pelos fatos históricos do livro de Josué.

    Por isso, gostaríamos de usar o livro de Josué para ilustrar como vamos participar dessa guerra espiritual.

    Em Josué, a guerra era física. Os filhos de Israel atravessaram o rio Jordão e, depois de atravessá-lo, estavam na terra prometida — a terra que Deus havia prometido lhes dar como herança.

    Era uma boa terra. Era uma terra que manava leite e mel.

    Mas, estranhamente, a terra estava ocupada. Estava ocupada pelas sete tribos de Canaã, extremamente perversas.

    E, para tomar posse daquilo que lhes pertencia, eles precisavam destruir o inimigo. Assim, imediatamente ao entrarem em Canaã, a guerra começou. É disso que trata o livro de Josué.

    Portanto, irmãos e irmãs, em certo sentido, depois que sabemos como nos assentar em Cristo e andar segundo o Espírito, entramos na realidade da guerra espiritual.

    O reconhecimento do Comandante Supremo

    Josué era o comandante supremo do exército dos filhos de Israel. Então, certo dia, ele foi observar Jericó.

    Ele estava tentando encontrar algum ponto fraco naquela cidade. Estava tentando planejar sua estratégia de ataque.

    Mas, enquanto observava aquela cidade — uma cidade murada, cujas portas estavam fechadas —, viu um homem diante dele com a Sua espada desembainhada.

    E, sendo ele próprio um soldado, Josué foi até aquele homem e O desafiou. Disse: “Tu és por nós ou contra nós?” Sabem, não há neutralidade. Ou você está deste lado, ou está daquele lado.

    Para sua surpresa, o homem disse: “Nem a favor nem contra, mas vim como Capitão do exército do Senhor”.

    Imediatamente Josué caiu com o rosto em terra e adorou. Ele percebeu que não era o comandante supremo. Há Alguém maior, e esse Alguém é o Filho de Deus.

    Portanto, irmãos e irmãs, na guerra espiritual, a primeira coisa é reconhecer o seu Comandante Supremo.

    Ontem, nosso irmão nos encorajou a ler o livro Nossa guerra, de T. Austin-Sparks.

    Nesse livro, o irmão usou a experiência de um marechal durante a Segunda Guerra Mundial, no teatro de operações do Sudeste Asiático, e procurou aplicá-la espiritualmente.

    E nesse livro vemos que a primeira coisa na guerra espiritual é ter um alto comando.

    Ele disse que a razão das derrotas sucessivas no início da guerra no Sudeste Asiático era a ausência de um alto comando — ninguém estava no comando de tudo. Não se pode simplesmente lutar, cada um por conta própria.

    Mas ele disse que, depois que os Aliados estabeleceram um alto comando, toda a situação começou a mudar da derrota para a vitória.

    Agora, nesta guerra espiritual, irmãos e irmãs, é importante perceber que ninguém é capaz de travar essa batalha por si mesmo, porque nosso inimigo é muito mais inteligente do que nós.

    Sabem, fomos feitos um pouco inferiores aos anjos. Já na criação, Deus criou os anjos como uma ordem superior. Eles receberam mais inteligência, mais poder.

    Nós pensamos que os seres humanos estão no topo da criação. Sim, na criação atual, somos a obra-prima de Deus. Contudo, no que diz respeito à criação como um todo, os anjos pertencem a uma ordem superior.

    E, especialmente quando vocês consideram que estão lutando contra principados, potestades, dominadores deste mundo de trevas e hostes espirituais da maldade nas regiões celestiais, irmãos e irmãs, nenhum ser humano é páreo para eles, por mais capaz, forte ou inteligente que seja.

    Até Josué, como comandante supremo, precisava descobrir como derrubar aquela alta muralha de Jericó. Ele não conseguia fazer isso. Deus sabia que ele não conseguiria.

    Ele precisava reconhecer Deus como seu Comandante Supremo.

    A lição de Cades-Barneia

    Sabem, esse era o problema dos filhos de Israel. Quando chegaram à fronteira sul de Canaã, em Cades-Barneia, Moisés enviou espias para observar a terra.

    Eles voltaram e disseram que a terra era muito, muito boa. A terra era exatamente como Deus lhes havia dito. Era uma terra que manava leite e mel.

    Mas disseram: “Vimos cidades muradas. As cidades tinham muralhas tão altas que chegavam ao céu. Eram habitadas por povos muito mais fortes do que nós. Ali vimos os filhos de Anaque, aqueles gigantes. Eles nos viam como gafanhotos, e nós mesmos nos sentíamos como gafanhotos. Esta é uma terra que devora seus habitantes. Não podemos entrar”.

    E, entre os doze espias, apenas dois — Calebe e Josué — disseram: “Não, a terra é boa, muito, muito boa. Se Deus estiver conosco, se isso agradar a Deus, somos plenamente capazes de tomar a terra, e esses gigantes serão o nosso alimento”.

    Irmãos e irmãs, o segredo da guerra espiritual é ver o Senhor. Se ousarmos agir por nossa própria conta, antes mesmo de lutar, já estaremos derrotados.

    Mas, se reconhecermos nosso Comandante Supremo, isso fará toda a diferença.

    Cristo como o Comandante vitorioso

    Agora, Quem é esse nosso Alto Comando, nosso Comandante Supremo? Quem é Ele?

    Ele é Aquele que já conquistou a vitória.

    Enquanto Ele estava na terra, quando foi tentado pelo inimigo, o inimigo empregou toda espécie de tentação contra nosso Senhor Jesus, mas não conseguiu dominá-Lo.

    Ele venceu. Foi tentado em todas as coisas, mas sem pecado.

    Na cruz do Calvário, como nosso irmão já disse, não apenas a obra da redenção foi consumada; o inimigo também foi derrotado.

    Ali Ele expulsou o príncipe deste mundo. Ali Ele esmagou a cabeça da serpente. Ali Ele conquistou a vitória sobre o pecado, sobre a morte, sobre o mundo e sobre Satanás. Ele é vitorioso sobre tudo.

    E Ele é o nosso Comandante Supremo.

    Rendição e adoração

    Agora, o que significa reconhecê-Lo como seu Comandante Supremo? Olhem para Josué. É isso que vocês devem fazer.

    Imediatamente Josué caiu com o rosto em terra, adorou e disse:

    Senhor, que tens Tu a dizer ao Teu servo?

    Imediatamente vemos que ele se rendeu. Entregou seu comando ao Senhor.

    Irmãos e irmãs, foi isso que fizemos? Antes de entrarmos na guerra espiritual, precisamos ter uma visão do nosso Senhor Jesus — uma visão do nosso Senhor como o Vencedor, como o Conquistador.

    E, se tivermos essa visão, qual será a nossa atitude? Entregaremos nosso comando.

    Uma rendição completa — prostrados em terra, em adoração.

    Adorar é dar a Deus o lugar que Lhe pertence por direito. Adorar é nos colocar em nosso devido lugar. Isso é adoração: colocar Deus onde Deus está e nos colocar onde devemos estar.

    Terra santa e a condição de servo

    E o Capitão do exército do Senhor disse a Josué:

    Estás em terra santa. Tira as tuas sandálias.

    Sabem, antigamente os escravos não usavam calçados. Andavam descalços. Então, aqui, o significado é este: você está em terra santa; tire as suas sandálias.

    Você está na posição de um escravo. Abriu mão dos seus direitos. Não tem nenhum direito próprio.

    Você está em terra santa. Ser santo ao Senhor significa ser separado, consagrado ao Senhor.

    Portanto, irmãos e irmãs, antes de podermos lutar nesta guerra espiritual, precisamos conhecer o Senhor — não apenas de maneira intelectual, mas conhecê-Lo por experiência.

    O conhecimento do Senhor e do inimigo

    Sabem, há um livro chinês que tem sido usado até em escolas militares do mundo ocidental. É um livro de estratégia escrito por alguém chamado Sun Tzu.

    Nesse livro de estratégia, há um ditado: “Conheça a si mesmo e conheça o seu inimigo; cem batalhas, cem vitórias”.

    Você precisa conhecer a si mesmo. Se não conhece a si mesmo — se não sabe quanta força tem, quanto poder tem —, como pode entrar em uma batalha? Precisa conhecer seus recursos e precisa conhecer seu inimigo. Quão forte é o seu inimigo? Então, em cada batalha, você será vitorioso.

    Agora, eu gostaria de modificar esse ditado, porque estamos tratando de algo espiritual. Conhecer a si mesmo não basta.

    Precisamos realmente conhecer a nós mesmos, mas esse é apenas o lado negativo. Se você conhecer a si mesmo, vai se render. Não faz sentido tentar lutar por conta própria, certo? Portanto, isso não basta.

    Na guerra espiritual, conheça o Senhor, porque conhecer a si mesmo leva você ao conhecimento do seu Senhor.

    Muitas vezes, por não conhecermos a nós mesmos, desprezamos nosso Senhor. Nós O negligenciamos. Pensamos que podemos fazer as coisas sozinhos.

    Mas isso só muda quando percebemos que não estamos lutando contra carne e sangue — estamos lutando contra principados e potestades, o príncipe da Pérsia, o príncipe da Grécia, o príncipe da China, o príncipe da América.

    Sabem, o inimigo tem seus principados e potestades por todo este mundo. Ele é um dominador deste mundo de trevas. Ele espalha trevas sobre o mundo inteiro, e trata-se de poder espiritual da maldade nas regiões celestiais.

    Nestes dias, creio que o Senhor nos ajuda a entender isso. Muitas vezes ouvimos dizer: “Agora, esta é uma guerra diferente”.

    Se é uma guerra contra determinado país, você sabe onde está seu inimigo e sabe como entrar na batalha. Mas agora você conhece seu inimigo, porém não sabe onde ele está. É uma batalha diferente.

    E creio que esse é um exemplo muito bom. Irmãos e irmãs, a guerra espiritual é uma batalha muito diferente. Vocês não podem lutar da maneira comum. Não podem fazer isso, porque ela acontece no mundo invisível.

    Portanto, em primeiro lugar, precisamos conhecer nosso Comandante Supremo. Precisamos conhecer nosso Senhor.

    E, naturalmente, ao conhecermos nosso Senhor, Ele nos dá discernimento para conhecer nosso inimigo. Esse é um pré-requisito para a guerra espiritual.

    É por isso que encontramos em Efésios 6:10:

    Fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.

    Precisamos ser fortes no Senhor, porque, se não formos fortes no Senhor, não poderemos lutar.

    Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor.

    Fortes no Senhor. Revistam-se de toda a armadura de Deus.

    Cristo como toda a armadura de Deus

    Agora, o que é essa armadura completa de Deus da qual devemos nos revestir?

    Nosso querido irmão vai nos falar em detalhes sobre toda essa armadura de Deus, então não vou fazer isso. Não posso fazer isso, porque meu irmão vai fazê-lo muito, muito melhor do que eu.

    Mas gostaria de usar isso para ilustrar um ponto.

    Sabem, quando um soldado, antigamente, ia para o campo de batalha, precisava estar armado, vestir a armadura para se proteger.

    E nós, ao entrarmos na guerra espiritual, não podemos simplesmente entrar sem proteção, sem cobertura.

    E qual é a nossa cobertura? O que nos protege do inimigo?

    Para mim, essa armadura completa de Deus da qual devemos nos revestir é Cristo.

    Cristo é a nossa armadura.

    Creio que toda essa imagem, para mim, é a de permanecer em Cristo. Se você permanecer em Cristo, se estiver revestido dEle, então será capaz de ficar firme, resistir e permanecer firme.

    Cristo como a verdade

    Precisamos conhecer nosso Senhor como a verdade.

    Por quê? Porque nosso inimigo é um mentiroso.

    Em João 8:44, nosso Senhor Jesus disse:

    Vosso pai…

    Isto é, Satanás.

    …é homicida e mentiroso.
    Ele não permanece na verdade, porque a verdade não está nele.
    E, quando profere mentira, fala do que lhe é próprio.

    Irmãos e irmãs, nosso inimigo é um mentiroso. Como ele é mentiroso!

    Até no jardim do Éden, ele contou uma mentira, e aquela mentira parecia tão eficaz, tão atraente.

    Falso, uma imitação — é isso que nosso inimigo é. Ele é tão astuto. Pode fazer uma mentira parecer tão, tão verdadeira.

    Como podemos ser enganados pelo nosso inimigo! Somente nosso Senhor, Que é a verdade, pode revelar o que é mentira.

    Portanto, irmãos e irmãs, precisamos estar cingidos com a verdade — com nosso Senhor Jesus como a verdade.

    Não se trata apenas de algo que é verdadeiro; a Verdade é uma Pessoa. Nós O experimentamos.

    Você pode conhecer aquilo que se chama de verdade, mas isso pode ser apenas intelectual. Pode ser algo morto.

    E, de fato, ouvimos pessoas dizerem: “A verdade divide; o amor une. A verdade divide”. Mas, se for realmente a verdade, como a Pessoa do nosso Senhor Jesus, ela une; não divide.

    Algumas pessoas dizem: “Estou defendendo a verdade; por isso, preciso lutar contra meu irmão e minha irmã”. Ora, que verdade é essa?

    Não é a verdade. Pode parecer verdadeiro, mas não é, porque não é o próprio Cristo. Se você realmente conhece a verdade como Cristo, ela edifica. Ela nos une, em vez de nos dividir.

    E é a verdade que nos liberta. Quando o Filho de Deus liberta vocês, então vocês são verdadeiramente livres. Portanto, irmãos e irmãs, precisamos conhecer o Senhor como a verdade.

    Ele é o Sim e o Amém. Todas as promessas de Deus são Sim e Amém em Cristo Jesus. E como precisamos conhecê-Lo como a verdade!

    Cristo como a justiça

    E, se O conhecermos como a verdade, as mentiras de Satanás não poderão nos enganar.

    Em segundo lugar, o que é essa couraça da justiça?

    Sabem, Satanás, nosso inimigo, é o acusador. Precisamos conhecer nosso inimigo: ele é um acusador. Ele está sempre acusando. Quer haja alguma verdade na acusação, quer ela seja falsa, ele a apresentará como se fosse verdadeira.

    E vocês sabem, irmãos e irmãs, quantas vezes nossa consciência fica tão perturbada. Temos constantemente uma consciência culpada dentro de nós. Ele nos acusa de coisas que talvez sejam verdadeiras, que realmente fizemos, e acrescenta muitas coisas imaginárias. Mesmo assim, pensamos que elas são verdadeiras.

    Em Zacarias 3, encontramos Josué, o sumo sacerdote, diante do Anjo do Senhor, e o adversário à sua direita para se opor a ele.

    O sumo sacerdote deveria servir a Deus, mas o inimigo estava ali, dizendo: “Como você ousa servir? Veja, você está vestido com roupas sujas. Como pode servir? Você não está qualificado”.

    O inimigo é um acusador. Mas os irmãos o vencem pelo sangue do Cordeiro, pela palavra do seu testemunho, e não amam a própria vida, mesmo diante da morte. Isso está em Apocalipse 12:11.

    Como vencemos o inimigo? Por Cristo, nossa justiça.

    Nós O conhecemos como nossa justiça. Estamos revestidos de Cristo Jesus.

    Ele perdoou todos os nossos pecados. Seu sangue lavou todos os nossos pecados. Nossa consciência foi purificada de uma consciência má.

    Mais do que isso, em 1 João 2:1, está escrito:

    Se pecarmos, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.

    Ele não apenas perdoa nossos pecados; também é a propiciação pelos pecados do mundo inteiro.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, porque nosso inimigo é um acusador, quando vocês estiverem envolvidos na guerra espiritual, encontrarão o inimigo ali, acusando-os o tempo todo.

    E, se derem ouvidos a ele, estarão acabados. Mas, graças a Deus, se conhecem o Senhor, sabem que nosso Senhor é o Justo.

    Ele é a nossa justiça. Vocês estão revestidos dEle. Conheçam o Senhor; conheçam o inimigo.

    Cristo como a paz

    E então, estar calçados com as sandálias da preparação do evangelho da paz.

    Vocês sabem quem é o inimigo? Nosso inimigo é mestre em espalhar discórdia, em tirar a paz deste mundo. Ele é como uma fera, um leão que ruge, procurando devorar.

    Mas, irmãos e irmãs, se vocês já passearam por um zoológico, sabem que, em certo momento, chegam a um lugar e veem o leão ali. Ele não ousa se aproximar. Então vocês percebem que o leão está acorrentado.

    Assim, irmãos e irmãs, o inimigo tenta espalhar discórdia, dissensões, divisões, separar as pessoas. E como ele tem sido bem-sucedido!

    Mas, se conhecemos nosso Senhor, sabemos que Deus é o Deus da paz. Graça e paz sejam com vocês.

    Depois que nosso Senhor ressuscitou dentre os mortos, apareceu aos discípulos e disse:

    Paz seja convosco.
    A Minha paz vos dou.

    Irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus é a nossa paz. Ele fez a paz, para que pudéssemos estar em paz com Deus, em paz conosco mesmos e em paz com nossos irmãos e irmãs.

    Sabem, se o inimigo conseguir perturbar a paz de vocês, vocês estarão acabados. Como podem lutar se não há paz dentro de vocês? Mas nosso Senhor Jesus é a nossa paz. Portanto, precisam conhecer o Senhor e precisam conhecer o inimigo.

    Cristo como a fé e a salvação

    E então, naturalmente, vocês precisam do escudo da fé contra todos os dardos inflamados do inimigo.

    Sabem, o inimigo é um opositor. Ele lança dúvidas, dúvidas e mais dúvidas.

    E precisamos resistir a ele com o escudo da fé. Olhem para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.

    Sabem, o inimigo é um rebelde. Ele se rebelou contra Deus desde o princípio, e em seu coração há um espírito de rebeldia.

    E ele tenta lançar toda espécie de imaginações e pensamentos altivos em nossa mente, para nos fazer duvidar.

    E precisamos do capacete da salvação. Cristo é a nossa salvação, e assim por diante.

    Portanto, irmãos e irmãs, o que eu gostaria de ilustrar é simplesmente isto: precisamos conhecer o Senhor em Suas diversas características e também precisamos conhecer o inimigo — que tipo de inimigo ele é.

    Então não seremos enganados por ele. Conhecemos as ciladas do inimigo, os artifícios do inimigo, e somente assim somos capazes de vencer.

    A destruição das fortalezas

    Portanto, em primeiro lugar, precisamos conhecer nosso Comandante Supremo.

    Em segundo lugar, vemos que a primeira batalha em Canaã é a batalha por Jericó, porque Jericó representa todas as outras cidades muradas de Canaã.

    Era uma cidade murada — forte, impenetrável, indestrutível, pouco vigiada. Agora, como vocês vão derrubar essa fortaleza?

    E vemos no livro de Josué que a estratégia do nosso Comandante Supremo é esta: ela deve ser vencida pela arca.

    A arca do Senhor deveria dar a volta naquela cidade. Os sacerdotes deveriam tocar as trombetas.

    Eles deveriam marchar ao redor dela uma vez por dia, em silêncio. Ora, que tipo de guerra é essa?

    Creio que o povo de Jericó, no início, estava tremendo. E, quando viram aquelas pessoas marchando ao redor em silêncio, com as trombetas tocando, disseram: “O que é isso? Quem eles pensam que são?”

    Como podem lutar dessa maneira? E, aos poucos, creio que a coragem deles começou a aumentar.

    Estranho. E, no sétimo dia, sete voltas em silêncio. Então, de repente, o toque da trombeta, o grito do povo, e a muralha caiu.

    Irmãos e irmãs, isso é 2 Coríntios 10:3-5.

    A mente como campo de batalha

    Sabem, as fortalezas do inimigo estão em nossa mente.

    Até no jardim do Éden, o inimigo simplesmente introduziu uma pergunta. E aquela pergunta se alojou na mente de Eva.

    Ela pensou naquilo. Parecia certo. Parecia razoável. E uma fortaleza foi construída — um raciocínio, uma imaginação, um pensamento altivo contra o conhecimento de Deus.

    E, irmãos e irmãs, ao longo dos anos, o inimigo tem construído fortalezas e mais fortalezas em nossa mente.

    É por isso que o resplendor do evangelho de Jesus Cristo não consegue penetrar ali, porque tudo está tão escuro, tão cercado de muralhas. O deus deste mundo cegou os olhos das pessoas.

    Quando vocês dão testemunho, quando pregam o evangelho, deparam-se com essas fortalezas.

    E, mesmo depois de sermos salvos, irmãos e irmãs, podemos ter uma vida nova, mas ainda carregar uma mente velha. Nossa mente precisa ser renovada.

    E essa renovação, em certo sentido, significa que todas as fortalezas do inimigo, construídas ao longo dos anos em nossa mente, precisam ser derrubadas.

    Vocês sabem como nós, o povo de Deus, ficamos tão obcecados, tão enganados e tão ocupados com pensamentos antigos, formas antigas de pensar, tradições antigas. As tradições dos antepassados são tão fortes. Pensamos que estamos servindo a Deus.

    Todas essas fortalezas precisam ser derrubadas, e todo pensamento deve ser levado à obediência de Cristo.

    Como fazer isso? As armas da nossa guerra não são carnais.

    Às vezes vocês tentam argumentar, até mesmo com um crente, e esbarram numa muralha. Como vão derrubar essas muralhas?

    Mas somos poderosos diante de Deus para derrubar todas as imaginações e pensamentos altivos que se levantam contra o conhecimento de Deus e levar todo pensamento à obediência de Cristo.

    Irmãos e irmãs, que poder é esse? É o poder da oração.

    Sabem, quando vocês se deparam com essas fortes muralhas na mente, não podem fazer nada. A única coisa a fazer é orar.

    O Senhor precisa ir à frente. Precisamos declarar o nome do Senhor. Precisamos dar o grito da fé. Somente dessa maneira a fortaleza será derrubada.

    Precisamos de uma mente renovada, renovada dia após dia. Oh, irmãos e irmãs, a mente é o campo de batalha na guerra espiritual.

    E é por meio da mente que se chega à vontade. A vontade é a cidadela. Portanto, isso é guerra espiritual.

    A manutenção da vigilância na guerra espiritual

    E então, naturalmente, na guerra espiritual, vocês nunca devem dar terreno ao inimigo. Creio que esse é um princípio muito importante na guerra espiritual.

    O pecado de Acã

    Sabem, quando os filhos de Israel venceram Jericó, Deus ordenou que todas as coisas condenadas à destruição fossem destruídas, e que o ouro, a prata, o bronze e o ferro fossem consagrados a Deus.

    Em outras palavras, os filhos de Israel deveriam destruir tudo o que precisava ser destruído e separar aquilo que precisava ser consagrado a Deus.

    Mas, infelizmente, um homem de todo o exército — um homem, Acã — viu uma bela capa de Sinar, uma capa babilônica, e a cobiçou.

    Ele viu duzentos siclos de prata e uma barra de ouro de cinquenta siclos. Então os tomou, enterrou e escondeu.

    Aquilo que estava destinado à destruição, ele não destruiu. Aquilo que estava consagrado a Deus, ele não deu a Deus. Tomou para si.

    Ninguém sabia. Ele sabia, Deus sabia e o inimigo sabia.

    E, por causa disso, os filhos de Israel foram derrotados quando tentaram atacar Ai, uma cidade menor. Por quê? Porque haviam dado terreno ao inimigo.

    Irmãos e irmãs, na guerra espiritual, isso é muito, muito importante. Sabem, o inimigo está tentando encontrar algum terreno que lhe dê o direito de atacar.

    E Deus, sendo justo, precisa permitir que o inimigo faça isso.

    Aquela capa de Sinar representa o mundo. Se pecarmos, se amarmos o mundo, se não dermos a Deus a glória que Lhe pertence por direito, vocês sabem o que acontecerá?

    Vocês podem vencer Jericó, mas serão vencidos por Ai. E um só homem afetará todo o exército. Por quê? Porque é uma guerra travada como corpo.

    Portanto, irmãos e irmãs, nesta guerra espiritual, esse é outro princípio ao qual precisamos estar atentos.

    A humildade diante do inimigo

    E então, naturalmente, há outra coisa com a qual precisamos ter cuidado: nunca desprezem o inimigo.

    Eles observaram Ai e voltaram dizendo: “É uma cidade pequena. Ah, não incomodem o exército inteiro. Enviem três mil homens e acabem com eles”.

    Ficaram tão orgulhosos da vitória sobre Jericó. Esqueceram que havia sido o Senhor Quem lutara por eles, não eles próprios.

    Mas pensaram que eles mesmos haviam lutado e vencido. Então, aquela cidadezinha — enviem três mil homens e acabem com ela. Desprezaram o inimigo e foram derrotados.

    Irmãos e irmãs, lembrem-se sempre: na guerra espiritual, cada batalha que vocês vencem não é por causa de vocês — não é por causa da sua piedade, da sua devoção ou da sua força espiritual. Vocês não têm força alguma em si mesmos.

    É por causa do Senhor. A batalha é do Senhor. Ele a travou. Ele a venceu. Toda a glória seja dada a Ele. Vocês não são nada. Se pensarem que se tornaram alguma coisa, estarão acabados.

    E nunca desprezem o inimigo.

    A proteção contra o engano

    E então, naturalmente, há outro ponto em que vocês podem falhar: estejam sempre vigilantes para não serem enganados.

    Para terem uma ideia, pensem em como enganaram Josué, os anciãos e os filhos de Israel: o inimigo é mestre no engano.

    Eles não consultaram o Senhor. Tomaram o caso nas próprias mãos e foram enganados.

    Portanto, irmãos e irmãs, lembrem-se de que o inimigo é um enganador. Nunca confiem em si mesmos. Levem tudo ao Senhor, consultem o Senhor, e vocês serão protegidos.

    A perseverança até o fim

    E, por fim, vemos que essa é uma guerra travada até o último momento.

    Nenhum inimigo pedirá trégua. Se vocês lerem o livro de Josué, verão que, com exceção dos gibeonitas, todos os outros reis e reinos lutaram contra os filhos de Israel até o último homem. É uma batalha até a morte.

    Por isso, o inimigo tenta nos esgotar. Nosso irmão Dana prometeu nos mostrar o que isso significa, então não vou falar sobre isso.

    O inimigo tenta nos esgotar porque esta é uma guerra prolongada, contínua, incessante — sem descanso, sem tempo para respirar. Vocês precisam lutar até o fim.

    Mas, graças a Deus, Aquele Que nos conduz já venceu. Estamos no cortejo do Seu triunfo.

    Portanto, sejam corajosos e fortes no Senhor. Ele venceu.

    Oração final

    Vamos orar?

    Querido Senhor, queremos Te agradecer porque Tu és o Vencedor. Estamos apenas Te seguindo, Senhor, e a vitória está assegurada.

    Aquele Que está em nós é maior do que aquele que está no mundo. Não precisamos temer, mas ser fortes e corajosos no Senhor.

    Ajuda-nos, Senhor, no Teu precioso nome. Amém.