Por favor, abram em Mateus 4:1-11.
Então Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.
E o tentador, aproximando-se, disse-Lhe: Se Tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem pães.
Mas Ele respondeu e disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
Então o diabo O leva à cidade santa e O coloca sobre o pináculo do templo;
e Lhe diz: Se Tu és o Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo; porque está escrito:
Aos Seus anjos dará ordens a Teu respeito;
e eles Te sustentarão nas mãos,
para que não tropeces com o Teu pé em alguma pedra.
Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.
Novamente, o diabo O leva a um monte muito alto e Lhe mostra todos os reinos do mundo e a glória deles;
e Lhe diz: Todas estas coisas Te darei, se, prostrado, me adorares.
Então Jesus lhe diz: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e somente a Ele servirás.
Então o diabo O deixa; e eis que vieram anjos e O serviram.
Temos compartilhado juntos, especialmente de minha parte nestes dias, a respeito da vida de nosso Senhor Jesus.
Há muitas vozes e muitas visões hoje. É muito importante que não nos desviemos da voz e da visão que Deus quer que ouçamos e vejamos.
A Bíblia diz:
Olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.
Portanto, nossa oração nestes últimos dias é que nossos olhos se concentrem em uma única Pessoa: nosso Senhor Jesus.
Vê-Lo é ser transformado e conformado à Sua imagem. Vê-Lo nos prepara para nos tornarmos a noiva.
Até aqui, tivemos comunhão a respeito de Seu nascimento e de Seu batismo. Vocês percebem que o nascimento Dele é diferente do nosso? Seu nascimento é a encarnação: Deus Se fez homem.
Sua infância é diferente da de todos os outros meninos judeus, porque, em Seu bar mitzvah, Ele não apenas Se tornou um filho da lei, mas também chegou à plena consciência de Seu relacionamento íntimo com Seu Pai celestial. Por isso, Ele disse:
Devo ocupar-Me dos negócios de Meu Pai.
Seu batismo é diferente do nosso, porque Ele não precisava ser batizado por João. Ele não tinha nada de que Se arrepender. Mas, mesmo assim, foi batizado; tomou o lugar dos pecadores e ali Se ofereceu como o Cordeiro de Deus.
Nesta manhã, queremos compartilhar a respeito de Sua tentação. Mais uma vez, a tentação de nosso Senhor é muito diferente da nossa.
Como Deus, como o Filho de Deus, Ele não pode ser tentado pelo mal, nem tenta ninguém. Portanto, nosso Senhor Jesus foi tentado como homem, como o Filho do Homem.
Nosso Senhor Jesus possui tudo o que faz parte de nossa natureza humana. Ele é um Homem perfeito. Ele possui todos os desejos, instintos e impulsos com os quais nós, seres humanos, fomos criados.
Mas há uma diferença: não há cobiça Nele. Sabem, há instintos que foram criados inteiramente legítimos. Mas, quando esses instintos, ou desejos naturais, ultrapassam seus limites, tornam-se cobiça.
Como diz a Bíblia, quando somos tentados, somos atraídos e seduzidos por nossa própria cobiça. E, quando a cobiça concebe, resulta em pecado; e o pecado resulta em morte.
Mas, no caso de nosso Senhor Jesus, embora Ele seja Homem e tenha em Si todos os desejos humanos, Sua humanidade está em perfeita união com Sua divindade. Ele é o Deus-Homem. Todos os Seus desejos humanos estão perfeitamente sob o controle de Sua natureza divina.
É por isso que, embora tenha sido tentado em todas as coisas, Ele permaneceu sem pecado. Ele não conheceu pecado. Não tinha nenhum desejo de pecar. Era perfeitamente isento de pecado.
Como Homem, embora pudesse ser tentado, Seus desejos naturais jamais sairiam de controle nem se transformariam em cobiça. Por isso, vemos que nosso Senhor Jesus é sem pecado e perfeito.
Mas por que Ele precisava ser tentado? A Bíblia diz que Ele foi conduzido ao deserto pelo Espírito Santo para ser tentado pelo diabo.
Ele precisava ser tentado como o Filho do Homem por duas razões.
Primeiro, porque, em Seu batismo, Ele Se ofereceu como o Cordeiro de Deus. Ofereceu-Se para ser o Libertador do mundo. Antes de começar Seu ministério, precisava ser conduzido ao deserto para enfrentar aquele arqui-inimigo, aquele que mantém a humanidade sob a escravidão do pecado.
Por isso, Ele precisava ir ao deserto. Lembrem-se: não foi o diabo quem O procurou. Foi Ele Quem procurou o diabo, para enfrentá-lo e derrotá-lo, a fim de que, como vencedor, pudesse começar Seu ministério.
Vocês se lembram de que nosso Senhor Jesus disse:
Se não amarrardes o homem forte, não podereis saquear sua casa.
Assim, ali no deserto, nosso Senhor Jesus derrotou o inimigo. Com base nisso, pôde libertar a humanidade da escravidão do inimigo.
Segundo, Ele foi tentado como o Filho do Homem. Sabemos que, como o Filho do Homem, Ele é o Cabeça representativo de uma nova humanidade, assim como Adão, o primeiro homem, é o cabeça representativo da velha humanidade.
Quando Adão, como cabeça representativo, foi tentado e cedeu à tentação, todos os que estão em Adão ficaram sob o controle do inimigo. Agora, nosso Senhor Jesus veio como o segundo Homem, como o Cabeça representativo da nova humanidade. Ele precisava enfrentar o inimigo e derrotá-lo, e Sua vitória se tornou nossa vitória.
Portanto, irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus foi tentado por nossa causa, não por Sua própria causa. Foi por nossa causa. Todas as tentações pelas quais passou foram por nossa causa; por isso, Sua vitória é nossa vitória.
Como Hebreus 4 nos diz, Ele foi tentado em todas as coisas, sem pecado, para que pudesse Se compadecer de nossas fraquezas e Se tornar nosso fiel Sumo Sacerdote.
Portanto, irmãos e irmãs, embora sejamos o povo de Deus — graças a Deus, somos salvos e somos Seu povo —, Deus não prometeu que não seríamos tentados. Ele não nos prometeu que não seríamos tentados.
Mas Ele nos promete que não seremos tentados além do que podemos suportar. Na hora da tentação, Ele nos abrirá um caminho de escape. Isso está em 1 Coríntios 10:13.
Irmãos e irmãs, Deus permite que sejamos tentados porque, na tentação, duas coisas são reveladas.
Uma delas é que a tentação revela o que há em nós, isto é, o que há em nossa carne.
Mas, graças a Deus, ao mesmo tempo, quando o Senhor permite que sejamos tentados, isso também serve para trazer à expressão a graça de Deus que Ele já depositou em nós.
Assim, quando somos tentados, não há razão para termos de ceder à tentação. Pelo contrário, temos todos os motivos para resistir à tentação.
Resistir significa simplesmente perseverar até que a tentação passe. O inimigo tentará nos tentar. É verdade que há algo dentro de nós que pode ser tentado. Por meio da tentação, começamos a perceber nossas fraquezas — nossa carne. Não há bem algum em nossa carne.
Contudo, damos graças a Deus porque, ao mesmo tempo, descobrimos que Ele já depositou em nós graça suficiente para suportarmos nossa tentação, para perseverarmos até que ela passe.
Vocês se lembram de que em Tiago 1 está escrito:
Bem-aventurado o homem que suporta a tentação;
porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida.
Portanto, irmãos e irmãs, damos graças a Deus porque, embora sejamos tentados ao longo de nossa vida, a tentação serve simplesmente para comprovar o que Deus já depositou em nós. Por meio da tentação, Ele nos fortalece, e recebemos a coroa da vida.
Na tentação de nosso Senhor, Ele foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo. Jejuou quarenta dias e quarenta noites, e então o diabo veio até Ele.
Isso não significa que aquela tenha sido a primeira vez que o diabo veio tentar nosso Senhor. Na verdade, durante Seus anos de vida oculta, Ele certamente foi tentado pelo diabo o tempo todo. Durante aqueles quarenta dias e quarenta noites de jejum, certamente foi tentado continuamente pelo diabo.
Mas, ao final dos quarenta dias e quarenta noites, encontramos estas três tentações registradas. Por quê? Porque essas três tentações resumem todas as tentações que o ser humano pode enfrentar.
Essas três tentações são representativas de todas as tentações que enfrentaremos. Ou, dito de outra forma, nessas três tentações vemos ilustrados os princípios básicos da vida.
Na primeira tentação, Ele ilustra o princípio do viver. Na segunda tentação, ilustra o princípio do crer. Na terceira tentação, ilustra o princípio do adorar. Sabemos que esses são três princípios fundamentais de nossa vida cristã.
Nosso Senhor teve fome depois de quarenta dias e quarenta noites de jejum. É claro que, durante o jejum, talvez não tenha sentido fome, porque todo o Seu ser estava voltado para Deus. Mas, depois de quarenta dias e quarenta noites de jejum, teve fome.
É natural sentir fome, e é legítimo alimentar-se. Lembramos que, na verdade, a alimentação é a primeira questão da vida.
No jardim do Éden, vocês se lembram, essa foi a primeira questão. Deus havia providenciado todos os frutos das árvores do jardim do Éden, bons para alimento. Deus deu a Adão um apetite, e criou todas aquelas árvores para satisfazer esse apetite.
Contudo, no centro do jardim, Deus plantou a árvore da vida. Em outras palavras, Deus procurava mostrar ao homem que a vida humana não é meramente física. A satisfação das necessidades físicas não é o propósito da vida. Há algo mais para o homem: uma vida espiritual.
Se Adão comesse da árvore da vida, receberia em si a vida de Deus, e sua vida espiritual começaria. Isso tornaria completa sua condição humana.
Mas, infelizmente, vemos que Adão e Eva, no jardim do Éden, em vez de se contentarem, comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Não temos tempo para entrar em detalhes, mas apenas menciono que, em vez de receberem a vida de Deus e desenvolverem uma vida espiritual para cumprir o propósito do homem, eles comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal, proibida por Deus, a fim de desenvolverem sua própria vida da alma, satisfazerem a si mesmos e serem independentes de Deus. Assim, caíram no pecado e na morte.
Agora, irmãos e irmãs, aqui no deserto, o inimigo veio tentar nosso Senhor Jesus com essa questão da alimentação. “Tu estás com fome, mas Deus não fez provisão alguma para Ti. Contudo, Tu és o Filho de Deus. Podes transformar estas pedras em pães para satisfazer a Ti mesmo. É legítimo que faças isso, e tens todo o poder para fazê-lo. Por que não fazer?”
Essa é a tentação. A resposta de nosso Senhor Jesus foi citar Deuteronômio 8:3:
Nem só de pão viverá o homem,
mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
Qual é o princípio do viver? Vivemos somente de pão, ou vivemos de toda palavra que procede da boca de Deus?
Vivemos apenas para nosso bem-estar físico? Vivemos apenas para nós mesmos, para nos desenvolvermos, para sermos tão independentes que nos tornemos deuses e já não precisemos de Deus, como sugere o tentador? Ou vivemos uma vida espiritual e vivemos para Deus, para Sua glória?
As pessoas deste mundo vivem somente de pão, porque não têm uma vida espiritual da qual possam falar. Assim, neste mundo, vemos as pessoas perguntando:
Que comeremos?
Que beberemos?
E com que nos vestiremos?
É isso que as nações procuram, e é tudo o que têm. Mas nós, que pertencemos ao Senhor, nós que temos a vida de Deus em nós, irmãos e irmãs, temos uma vida espiritual para viver.
Não somos como o mundo. Não podemos simplesmente viver como as pessoas do mundo. Não vivemos para nós mesmos; vivemos para Deus. Se é assim, então não vivemos somente de pão.
É verdade que também precisamos de pão, porque temos um corpo físico. Mas não vivemos somente de pão. Vivemos de toda palavra que procede da boca de Deus.
E, sabem, o termo traduzido ali por “palavra” não é logos; é rhema. Em outras palavras, vivemos de cada palavra viva e pessoal de Deus — a Palavra de Deus registrada nas Escrituras e vivificada para nós pelo Espírito Santo. Vivemos dessas palavras.
Se vivemos dessas palavras, sabemos que temos uma vida espiritual e que vivemos para Deus. Portanto, irmãos e irmãs, essa é uma tentação que todos nós precisamos enfrentar.
Qual é o princípio de nosso viver hoje? O Senhor Jesus disse:
Não andeis ansiosos, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos?
Olhai para as aves. Observai os lírios.
Vosso Pai celestial cuidará de vós.
Estas são as coisas que as nações procuram.
Mas vós, buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça,
e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Irmãos e irmãs, o mundo não tem o Pai celestial, por isso as pessoas precisam tentar cuidar de si mesmas. Mas nós não somos órfãos. Temos nosso Pai celestial, um Pai que cuida de nós.
Portanto, não vivamos somente de pão. Vivamos de toda palavra que procede da boca de Deus. Vamos ouvi-Lo. Vamos ter comunhão com Ele. Vamos ouvir o que Ele tem a nos dizer e obedecer-Lhe.
Se buscarmos primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, todas essas coisas — o que comeremos, o que beberemos e com que nos vestiremos — nos serão acrescentadas.
Em Lucas 21:34, nosso Senhor Jesus nos advertiu. Ele disse:
Acautelai-vos, para que não suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com a glutonaria, a embriaguez e os cuidados desta vida,
e aquele dia vos sobrevenha de repente como um laço.
Irmãos e irmãs, estamos sendo tentados nessa questão da alimentação? Qual é o princípio de nosso viver hoje? Vamos resolver isso o mais cedo possível, e isso nos poupará muitos problemas.
Essa é a primeira tentação. Agora, a segunda: Satanás leva nosso Senhor Jesus ao pináculo do templo.
Muito provavelmente, aquele pináculo era o ponto mais alto da área do templo. Poderia ter sido o pórtico do templo, ou, como alguns dizem, provavelmente o canto sudeste da área do templo.
Todas as manhãs, um sacerdote ficava naquele ponto mais alto. Olhava por sobre as colinas e, ao ver o sol começar a nascer, dava um sinal. Então o portão do templo era aberto, e o sacrifício da manhã era oferecido.
Naquele lugar, a altura era tamanha que havia uma queda de cerca de cento e trinta e sete metros. Era o ponto mais alto dali. Satanás levou nosso Senhor Jesus àquele ponto e disse: “Lança-Te daqui abaixo”.
Por que ele O tentou a fazer isso? Porque, se nosso Senhor Jesus saltasse daquele ponto mais alto, todos os que tinham vindo adorar o Senhor O veriam descendo como se viesse do céu, e imediatamente O aclamariam como o Messias.
Em outras palavras, Ele não precisaria passar pela cruz e teria o reino.
O tentador até citou as Escrituras. Irmãos e irmãs, sabem, o diabo conhece muito bem as Escrituras, e às vezes ficamos envergonhados por não conhecê-las tão bem quanto ele. Se não as conhecermos tão bem quanto ele, seremos tentados.
Satanás citou o Salmo 91. Nesse salmo, está escrito que Deus enviará Seus anjos para proteger os seus pés, para que você não se machuque. Então, por que não fazer isso?
Bem, Satanás citou as Escrituras, mas sempre as citava fora de contexto.
Porque, se vocês lerem Salmos 91:1, encontrarão:
Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo
à sombra do Onipotente descansará.
Quem descansará à sombra do Onipotente? Somente aqueles que habitam no esconderijo do Altíssimo.
Salmos 91:9-10 diz:
Porque fizeste do Senhor, que é o meu refúgio,
do Altíssimo, a tua habitação;
nenhum mal te sucederá.
A quem nenhum mal sucederá? Àqueles que fazem do Senhor sua habitação e seu refúgio.
E, novamente, em Salmos 91:14:
Porque ele Me ama, Eu o livrarei.
Assim, em outras palavras, vemos que as promessas da proteção de Deus no Salmo 91 estão condicionadas àquele que permanece, que habita no esconderijo do Altíssimo, que faz do Senhor seu refúgio e que ama o Senhor de todo o coração.
As promessas se aplicam a essa pessoa. Agora, se alguém sair da vontade de Deus e tentar reivindicar essas promessas, isso é o pecado da presunção. É presunção. É incredulidade.
O diabo tentou o Senhor Jesus como quem diz: “Se Tu tens fé, então podes saltar, porque a Palavra diz isso”.
Mas o Senhor sabia que não havia uma ordem do Pai; o Pai não Lhe havia ordenado que saltasse daquela altura. Sem a vontade do Pai, se Ele fizesse isso, seria o pecado da presunção. Seria incredulidade. Seria tentar a Deus, duvidar de Deus, testar a Deus, pôr Deus à prova. Seria incredulidade.
Por isso, aqui nosso Senhor Jesus disse:
Não tentarás o Senhor, teu Deus.
Irmãos e irmãs, os filhos de Israel tentaram o Senhor. Vocês se lembram de que, em Números 14:22, Ele disse que eles O tentaram dez vezes no deserto. O coração deles estava endurecido.
Eles não creram. Puseram-No à prova, questionaram e duvidaram. “Poderia o Senhor preparar uma mesa no deserto? O Senhor é capaz de nos conduzir à terra prometida? Ele está aqui conosco?”
Irmãos e irmãs, hoje temos o mesmo problema. Quantas vezes somos tentados nessa área da fé!
Temos uma vida diária de intimidade com nosso Senhor? Estamos andando na vontade de Deus? Ou tentamos a Deus, colocamos a Ele à prova e procuramos verificar se Ele é fiel e se fará determinada coisa?
Lembrem-se de que o salmista disse:
Livra-me dos pecados de presunção.
Muitas vezes, entendemos mal e confundimos presunção com fé.
A fé vem da Palavra de Deus. Em Romanos 10, o termo usado para “Palavra de Deus” é rhema. Em outras palavras, é a Palavra viva de Deus. Quando temos a Palavra viva de Deus, a fé se levanta e responde; isso é fé.
Mas, sem a Palavra viva de Deus, se tentamos fazer alguma coisa, isso é o pecado da presunção. É incredulidade.
Irmãos e irmãs, o inimigo tentou nosso Senhor Jesus para que obtivesse o reino sem a cruz, contornando a cruz. A vontade do Pai era que Ele passasse pela cruz, mas o inimigo sempre tentou afastá-Lo dela.
Não acontece o mesmo conosco hoje? Como somos tentados a evitar a cruz! O inimigo sempre procura nos dizer: “Você não precisa sofrer. Não precisa carregar a cruz. Pode obter o reino sem a cruz”.
Quantas vezes acolhemos sua palavra, tornando-nos presunçosos e tentando o Senhor! Mas lembrem-se: o caminho para o reino passa pela cruz. Essa é a vontade do Pai.
Portanto, aqui, mais uma vez, vemos que somos provados durante toda a vida nessa questão do crer. Nós cremos? Se cremos, então podemos esperar.
Aceitaremos a vontade de Deus. Estamos dispostos a seguir o caminho da cruz. Não procuramos atalhos. Confiamos Nele. Nosso Deus é digno de confiança.
Terceiro: o inimigo leva nosso Senhor Jesus ao monte mais alto e Lhe mostra todos os reinos do mundo e a glória deles. Ele diz: “Se Te prostrares e me adorares, tudo isso será Teu”.
Na verdade, esse é o ponto central de todas as tentações. Aqui vemos Satanás se apresentar de maneira tão direta, porque é isso que ele tem procurado obter ao longo dos séculos: adoração.
A adoração é a questão central do universo. Quem deve ser adorado? Deus é o único que deve ser adorado, porque Ele é o único digno de adoração.
Vocês sabem o que é adoração? Adorar é colocar Deus no lugar que Lhe cabe e colocar a nós mesmos no lugar que nos cabe. Isso é adoração.
Satanás se rebelou contra Deus. Ele quer tirar de Deus a adoração para recebê-la para si.
É verdade que ele é chamado de príncipe deste mundo. É verdade que todos os reinos e suas riquezas parecem estar em suas mãos. Mas ele os obteve por meio da astúcia.
Deus deu o domínio ao homem, mas Satanás tentou o homem e, quando o homem caiu, tomou dele todos os reinos e suas riquezas. Eles não lhe pertencem. Ele é um usurpador.
Ele usa isso para obter adoração. Irmãos e irmãs, Satanás diz: “Eu Te darei tudo isso, se me adorares”. É isso que ele quer. Ele deseja adoração mais do que qualquer outra coisa.
Parece que ele está disposto a abrir mão de todos os reinos e de todas as suas riquezas para obter adoração. Mas vocês sabem como ele é astuto. Se ele obtiver sua adoração, terá você; e, com você, tudo o que lhe foi dado voltará para ele.
Essa é a astúcia do inimigo. Nosso Senhor Jesus percebeu o que estava por trás disso. Por isso, vemos nosso Senhor Jesus dizer imediatamente:
Vai-te, Satanás.
Aquilo já era demais. Ele mandou o inimigo embora.
Ele citou novamente Deuteronômio, dizendo:
Ao Senhor, teu Deus, adorarás,
e somente a Ele servirás.
Irmãos e irmãs, nosso Deus é o único digno de adoração. Precisamos colocá-Lo no lugar que Lhe pertence, e também colocar a nós mesmos no lugar que nos pertence. Isso é adoração.
Mas lembrem-se: Satanás sempre usa o mundo para obter adoração.
Em 1 João 2, somos exortados:
Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo.
Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Porque as coisas do mundo são a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida. Essas coisas estão passando.
A quem vocês amam? O que vocês amam? Se amam o mundo, o amor do Pai não está em vocês. Sabem, a adoração nasce do amor.
Se vocês amam o mundo, então adoram Mamom. O Senhor Jesus disse que não se pode adorar Mamom e Deus ao mesmo tempo. Não se pode servir a Deus e a Mamom ao mesmo tempo. É um ou outro.
Porque, se seu coração está em Mamom, sua adoração se dirige a Mamom. Se seu coração está em Deus, então você adora a Deus.
Não pensem que amar o mundo é algo sem gravidade. É sério, porque o amor a Mamom e o amor ao Pai são contrários um ao outro. O resultado é que vocês adoram Mamom em vez de adorar a Deus.
Aqui, mais uma vez, precisamos resolver essa questão: a adoração. Quem deve ser adorado?
Amemos o Senhor, nosso Deus, de todo o coração, de toda a mente, de toda a alma e de toda a força. Então seremos libertos da tentação de adorar a pessoa errada.
Portanto, irmãos e irmãs, vemos nessas três tentações que os três princípios básicos da vida são desafiados e precisam ser estabelecidos em cada um de nós.
Quanto mais cedo resolvermos essas questões básicas, melhor. Satanás esgotou todas as suas tentações e, por isso, se retirou — mas temporariamente. Ele ainda tentou o Senhor, mas nunca teve êxito.
Nosso Senhor foi tentado e venceu. Sua vitória é nossa.
Portanto, hoje não precisamos ter medo de ser tentados. Temos a certeza de que podemos resistir, desde que olhemos para o Senhor e deixemos que Sua vitória seja nossa.
Vamos orar?
Querido Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos porque, embora nosso Senhor Jesus tenha sido tentado em todas as coisas, Ele permaneceu sem pecado.
Nós Te agradecemos porque Ele não é apenas nosso Sumo Sacerdote hoje; Sua vida vitoriosa está dentro de nós. Portanto, Senhor, não confiamos em nós mesmos, mas vigiaremos e oraremos, confiando na vida que Tu colocaste em nós e confiando em Ti como nosso Sumo Sacerdote.
Que possamos resistir a todas as tentações, comprovando que Tu és vitorioso, e receber a coroa da vida Contigo. Em nome de nosso Senhor Jesus, amém.