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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Walk of Our Lord Jesus © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Walk of Our Lord Jesus
    The Walk of Our Lord Jesus
    Kaung, Stephen

    O Andar de Jesus

    Por favor, abram no Evangelho segundo João.

    Evangelho de João, capítulo 1. Vamos ler João 1:35-41.

    Leitura das Escrituras

    No dia seguinte, João estava outra vez ali, e dois dos seus discípulos; e, olhando para Jesus, que passava, disse: Eis o Cordeiro de Deus! Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus. E Jesus, voltando-Se e vendo que O seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles Lhe disseram: Rabi, que, traduzido, quer dizer Mestre, onde moras Tu? Ele lhes disse: Vinde, e vereis. Foram, pois, e viram onde Ele morava; e ficaram com Ele naquele dia: era cerca da hora décima. Um dos dois que ouviram João falar e O seguiram era André, irmão de Simão Pedro. Ele encontrou primeiro seu próprio irmão Simão e lhe disse: Achamos o Messias, que, traduzido, quer dizer Cristo.

    No mesmo capítulo, João 1:14:

    E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós (e vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai), cheio de graça e de verdade.

    Oração Inicial

    Querido Pai celestial, queremos verdadeiramente agradecer-Te por enviares Teu Filho amado a este mundo. Agradecemos-Te porque Ele veio não somente para revelar a Ti, o Pai, mas também para nos mostrar essa espécie de Homem.

    Assim, Senhor, pedimos que, nesta manhã, por meio da Tua preciosa Palavra, Tu Te reveles novamente a nós, para que possamos ver-Te de uma maneira como nunca vimos antes; para que sejamos atraídos a Ti e transformados, para a glória de Deus. Em nome do nosso Senhor Jesus, amém.

    A Vida e o Andar do Senhor Jesus

    Na última vez, compartilhamos sobre a tentação do nosso Senhor Jesus. Vimos que Ele foi tentado por nós, e Sua vitória se torna a nossa vitória.

    Irmãos e irmãs, Deus não nos prometeu que não teríamos tentações. Mas Ele nos deu a vitória de Cristo sobre todas as tentações. Se confiarmos Nele, poderemos suportar todas as tentações e sair delas para a glória de Deus.

    Agora, nesta manhã, gostaríamos de continuar falando sobre a vida do nosso Senhor Jesus, e chamaremos esta mensagem de O Andar de Jesus.

    Depois de ser tentado e vencer o inimigo, nosso Senhor voltou do deserto. Em João 1:29, João Batista vê Jesus vindo em sua direção e diz:

    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

    Isso aconteceu depois que nosso Senhor Jesus voltou do deserto, e era natural que Ele voltasse a João. Assim, quando João O viu novamente, testemunhou que Ele é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

    Então, nos versículos que lemos nesta manhã, vemos que, no dia seguinte, João e dois de seus discípulos estavam ali.

    Jesus passou por eles. João olhou para Ele, e esse olhar não foi apenas uma olhada casual. Foi um olhar intenso, fixado no Senhor. De certo modo, João viu a glória de Deus em Jesus. Então, mais uma vez, exclamou:

    Eis o Cordeiro de Deus!

    Quando ele disse isso, os dois discípulos que estavam com ele o deixaram e seguiram Jesus. Que testemunho tremendo João deve ter dado, para que esses dois discípulos seus o deixassem e seguissem Jesus!

    Jesus Se voltou e lhes perguntou:

    Que buscais?

    A resposta desses dois discípulos foi muito incomum. Eles disseram: “Onde Tu moras?” E Jesus disse:

    Vinde, e vereis.

    Então, eles foram com Jesus. Permaneceram com Ele. No dia seguinte, um dos dois — André — foi procurar seu irmão Simão e disse:

    Achamos o Messias.

    Agora, irmãos e irmãs, aqui vemos primeiro Jesus, nosso Senhor. Depois encontramos esses dois discípulos: eles O seguiram e desejaram estar com Ele.

    Quando lemos os quatro Evangelhos, sabemos que eles nos contam a história do nosso Senhor Jesus. Agora, quando lemos os Evangelhos, irmãos e irmãs, quais são as coisas que realmente nos impressionam? O que realmente vemos?

    Vemos o ensino do nosso Senhor Jesus? Vemos os feitos do nosso Senhor Jesus? Os quatro Evangelhos registram muitos de Seus ensinamentos — como Ele ensinava — e nos mostram muitas de Suas obras, maravilhas e milagres.

    Mas, irmãos e irmãs, é só isso que nos interessa? O que realmente vemos nos quatro Evangelhos?

    Vocês sabem, o povo judeu, na época em que Cristo estava na terra, O ouviu ensinar. Depois de ouvi-Lo, declarou que Seu ensino era diferente do ensino dos escribas e dos fariseus, porque Ele ensinava com autoridade. Ficaram impressionados com Seu ensino.

    Também vemos que, quando nosso Senhor Jesus estava na terra, Ele curava os enfermos e fazia maravilhas e milagres. As pessoas daquela época ficavam admiradas com todas essas maravilhas e milagres.

    Mas logo descobriram que Seu ensino era duro demais. Era duro para a carne deles. Já não conseguiam suportá-lo.

    Vocês se lembram de João 6:60. Eles disseram:

    Duro é este discurso; quem o pode ouvir?

    Então, muitos de Seus discípulos se afastaram.

    Eles viram Suas maravilhas e Seus milagres, mas, quando descobriram que Ele não faria o que esperavam que fizesse, cansaram-se Dele. Por fim, vemos que essas mesmas pessoas que ouviram Seu ensino e ficaram impressionadas, que viram Suas obras e ficaram admiradas, acabaram rejeitando-O. Elas O crucificaram.

    Por quê? Porque não viram como Ele era — como Ele vivia. Não O seguiram. Não permaneceram com Ele.

    Em outras palavras, não tinham um conhecimento real de Quem Ele é: que espécie de Pessoa Ele é e como é Sua vida. Ficaram impressionadas com Seus ensinamentos e Seus feitos, mas não ficaram impressionadas com Sua vida, com Ele mesmo.

    Irmãos e irmãs, se tudo o que sabemos sobre nosso Senhor Jesus é Seu ensino ou Seus feitos, não O conhecemos. Precisamos conhecer Sua vida — como Ele viveu, como andou nesta terra, que espécie de Pessoa Ele é e por que Ele é tão diferente de todos os outros.

    Se não conhecermos isso, logo nos cansaremos de Seus ensinamentos e nos entediaremos com Sua história.

    A Apresentação do Homem Perfeito nos Evangelhos

    Os quatro Evangelhos, na verdade, nos apresentam o retrato de um Homem.

    Se me permitem seguir as palavras de J. G. Bellett — ele escreveu um livro chamado A Glória Moral de Nosso Senhor Jesus Cristo —, ele disse algo assim: “Que retrato! Quem poderia conceber tal original? Era algo perfeito: como Ele andou aqui nesta terra na plenitude da glória moral, cujos reflexos foram deixados pelo Espírito Santo nas páginas dos evangelistas”.

    Assim, irmãos e irmãs, os quatro Evangelhos realmente nos dão o ensino do nosso Senhor Jesus. Realmente nos mostram as obras do nosso Senhor Jesus. Mas, acima de tudo, antes de tudo, eles nos apresentam um Homem — uma Pessoa muito especial, um Deus-Homem, um Homem que Deus vinha procurando desde a criação.

    No princípio, irmãos e irmãs, quando Deus criou o homem, Ele o criou à Sua própria imagem, conforme a Sua semelhança. Ele tinha em Seu coração um homem que satisfaria todos os Seus desejos.

    Mas, infelizmente, incontáveis homens e mulheres vieram e se foram ao longo de todos esses séculos, e ainda assim não havia o homem que Deus tinha em Seu coração quando criou o homem.

    Mas, um dia, os quatro Evangelhos registraram a vida de tal Homem.

    Portanto, irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus é o Homem perfeito. É claro que Ele é Deus, mas nossa ênfase nesta manhã está em Sua vida, em Seu andar nesta terra.

    Ele é um Homem segundo o coração de Deus. Talvez isso faça vocês se lembrarem de Davi, porque, em 1 Samuel 13:14 e novamente em Atos 13:22, Deus disse a respeito de Davi:

    Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o Meu coração, que fará toda a Minha vontade.

    Davi é um homem segundo o coração de Deus, mas, irmãos e irmãs, ele serve apenas como um tipo de Cristo. Por quê? Ele pode ser perfeito de coração, mas certamente não é perfeito em seu andar.

    Mas nosso Senhor Jesus não é apenas perfeito de coração; Ele é perfeito em Seu andar.

    Ele viveu nesta terra durante trinta e três anos. Nos primeiros trinta anos, esteve oculto do público. Depois, durante três anos e meio, teve uma vida pública.

    Na verdade, aqueles trinta anos ocultos O prepararam para os três anos e meio de vida pública. Ou, em outras palavras, Sua vida pública era simplesmente uma demonstração, ou o resultado, de Sua vida privada.

    Não havia diferença. Quer estivesse em público, quer estivesse sozinho, Ele era o mesmo. Ele não é como nós. A maioria de nós, na maior parte do tempo, vive uma vida dupla: diante das pessoas, de uma maneira; longe dos olhos delas, talvez de outra. Mas não o nosso Senhor Jesus.

    Vocês verão que Seus trinta e três anos na terra foram uma vida sempre do mesmo tipo. Por quê? Porque Ele vivia diante de Deus.

    Quando estava em público, aos olhos da multidão, Ele vivia diante de Deus. Quando estava em particular, completamente sozinho, sem ser visto por outras pessoas, Ele vivia diante de Deus. Portanto, vemos que Sua vida era uma só. Que vida bela e maravilhosa!

    Vocês se lembram de que Ele mesmo disse, em João 8:29:

    Aquele que Me enviou está Comigo; Ele não Me deixou só; porque Eu faço sempre as coisas que Lhe agradam.

    Em Seu batismo, o céu se abriu, e veio uma voz do céu:

    Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo.

    Essa é a vida do nosso Senhor Jesus. Foi assim que Ele viveu. Foi dessa maneira que Ele andou nesta terra.

    A Oferta de Manjares como Tipo de Cristo

    No Antigo Testamento, quando examinamos o livro de Levítico, encontramos cinco tipos diferentes de sacrifícios.

    Em Levítico 2, encontramos uma oferta chamada oferta de manjares. Nessa oferta, apresenta-se a flor de farinha — a parte mais fina da farinha de trigo. Depois, derrama-se azeite sobre ela e coloca-se incenso por cima.

    Vocês sabem, todos esses sacrifícios e ofertas são tipos de Cristo. Essa oferta de manjares é um tipo da vida terrena do nosso Senhor Jesus. Sua vida terrena de trinta e três anos é como uma oferta de manjares, uma oferta de alimento a Deus.

    É flor de farinha. Vocês se lembram de que o Senhor disse, em João 12:24:

    Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo não cair na terra e morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.

    Ele disse isso a respeito de Sua morte. Em outras palavras, neste mundo, tudo o que se pode encontrar é joio. Não há trigo na terra. Os filhos do diabo são joio. Nosso Senhor Jesus é o primeiro grão de trigo a cair na terra. Ele veio a esta terra e morreu.

    Essa farinha vem da moagem do trigo. O trigo precisa ser moído para se tornar fino. Em outras palavras, vemos que nosso Senhor Jesus, ao longo de toda a Sua vida, foi testado e provado, pressionado e moído. Contudo, em cada aspecto de Sua vida, Ele Se mostrou puro e fino.

    O azeite representa o Espírito Santo. Vemos que toda a Sua vida estava misturada com azeite. Ele nasceu do Espírito. O Espírito Santo cobriu com Sua sombra o ventre de uma virgem.

    Quando Ele foi batizado, o Espírito Santo veio sobre Ele e fez Nele Sua morada. Ele foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo diabo. Depois de vencer, voltou no poder do Espírito Santo.

    Quando começou a pregar, abriu o livro de Isaías e disse:

    O Espírito do Senhor está sobre Mim.

    Ele fez tudo no poder do Espírito Santo. Quando ofereceu a Si mesmo como sacrifício, fez isso pelo Espírito eterno.

    Assim, irmãos e irmãs, vemos que toda a vida do nosso Senhor Jesus estava misturada com azeite.

    E coloca-se incenso ali. Incenso significa fragrância manifesta. Em outras palavras, vemos que toda a vida do nosso Senhor Jesus era uma fragrância manifesta. Onde quer que Ele fosse, havia o suave aroma de Cristo.

    Isso significa vida para vida, mas também pode significar morte para morte. Essa é a vida do nosso Senhor Jesus.

    Novamente, é Bellett quem diz algo assim: além daquele amor pessoal que nosso Senhor Jesus tem por nós, a única coisa que realmente nos atrai a Ele é descobrirmos Quem Ele é.

    Se descobrirmos que Homem Ele é, que Pessoa Ele é, que vida Ele viveu, irmãos e irmãs, seremos atraídos a Ele. Nós O desejaremos de todo o coração. Nós O conheceremos e seremos transformados à Sua semelhança, porque, assim como Ele é, assim seremos nós.

    A Vida Santa de Cristo

    Agora, que tipo de vida Ele viveu? Em primeiro lugar, Ele viveu uma vida santa.

    Às vezes, quando mencionamos a palavra santo, as pessoas ficam receosas. Elas têm medo dessa palavra. Isso acontece porque a santidade que vemos hoje muitas vezes não é a verdadeira santidade.

    Santidade é ser separado. Somos separados de tudo para que possamos ser plenamente dedicados a Deus. Isso é verdade.

    Mas, infelizmente, encontramos neste mundo uma falsa santidade — uma santidade que os fariseus praticavam e que, infelizmente, muitos outros estão praticando.

    Os fariseus, nos dias do nosso Senhor Jesus, para mostrar que eram santos, alargavam seus filactérios e aumentavam as franjas de suas vestes. Ficavam nas esquinas das ruas e faziam longas orações. Davam o dízimo da hortelã, do endro e do cominho.

    Apresentavam-se às pessoas como se fossem santos. Mas nosso Senhor Jesus disse que, dentro deles, havia ossos de mortos e toda impureza.

    Vocês sabem como era a santidade deles? Era exterior. Sua santidade era fabricada pelo homem. Sua santidade consistia em parecer santos diante das pessoas. Não era real.

    Para mostrar que eram tão santos, separavam-se dos pecadores. Não comiam com os pecadores porque pensavam: “Somos mais santos do que você”. Essa era a atitude deles.

    Esse tipo de santidade é assustador. Não é de admirar que, quando mencionamos a palavra santidade, tenhamos medo.

    Mas, irmãos e irmãs, olhem para a vida do nosso Senhor Jesus. Era uma vida normal. Ele comia e bebia. Não era um eremita nem um anacoreta. Vivia entre as pessoas. Era amigo de pecadores e publicanos.

    Contudo, havia uma diferença. Ele foi tentado em todas as coisas, sem pecado. Exteriormente, estava entre os homens, mas, interiormente, Seu coração era separado. Ele estava no mundo, mas não era do mundo.

    Sua santidade era Seu próprio caráter. Ele era separado do pecado. Não importava como o diabo O tentasse, Ele era completamente separado do mundo. O mundo nada podia encontrar Nele.

    Ele não fazia concessões, embora amasse as pessoas perdidas. Ele era separado até mesmo de Seu próprio eu sem pecado.

    Agora, irmãos e irmãs, nosso eu é contaminado pelo pecado. Tudo o que vem de nós mesmos tem pecado. Mas o eu do nosso Senhor Jesus era sem pecado. Se Ele quisesse fazer alguma coisa por Si mesmo, não haveria pecado nisso.

    É difícil compreendermos, porque, se fazemos qualquer coisa, o pecado está sempre presente. Mas nosso Senhor Jesus, mesmo tendo um eu sem pecado, era separado dele. Ele negou a Si mesmo.

    Não se faça a Minha vontade, mas a Tua.

    Ele era uma Pessoa completamente separada para um único propósito: para o Pai.

    Quando tinha doze anos, Ele disse:

    Cumpre-Me tratar dos negócios de Meu Pai.

    Toda a Sua vida era dedicada a Deus. Isso é santidade.

    Santidade não é simplesmente praticar atos santos. Vocês podem fazer alguns atos chamados santos, mas isso não é santidade. Santidade é uma vida — uma vida completamente separada e plenamente dedicada a Deus.

    Vocês podem comer e ainda assim ser santos. Podem beber e ainda assim ser santos. Podem ser amigos de pecadores e publicanos e ainda assim ser santos.

    A verdadeira santidade não afasta as pessoas. Não é de admirar que as crianças gostassem de vir ao nosso Senhor Jesus. A verdadeira santidade atrai as pessoas a Deus, não a nós mesmos.

    A falsa santidade tenta atrair as pessoas a si mesma: “Vejam como sou santo”. Mas, irmãos e irmãs, toda a vida do nosso Senhor Jesus nos demonstra uma vida santa. É isso que a santidade realmente é.

    E vocês sabem que o Senhor diz:

    Sede santos, porque Eu sou santo.

    Todos nós devemos ser santos. Todos nós devemos viver uma vida santa. Precisamos ser separados e dedicados.

    Agora, como podemos viver tal vida? Se tentarmos por nós mesmos, provavelmente tudo o que conseguiremos será o que os fariseus conseguiram. Isso é tudo o que podemos fazer: uma falsa santidade.

    Mas, se pudermos ver que nossa santidade é uma Pessoa — outra Pessoa, diferente de mim mesmo —, essa Pessoa é o Senhor Jesus. Deus O fez nossa santidade. É o que diz 1 Coríntios 1:30.

    Aqui podemos ver que essa vida que nosso Senhor Jesus viveu nesta terra foi por nós. Ele viveu Sua vida para poder dar essa vida a nós. Por Sua vida em nós, podemos ser santos como Jesus é santo.

    A Vida Celestial de Cristo

    Que tipo de vida nosso Senhor Jesus viveu? Ele viveu uma vida celestial.

    Em João 3:13:

    Ninguém subiu ao céu, senão Aquele que desceu do céu, o Filho do Homem, Que está no céu.

    Quando nosso Senhor Jesus estava na terra, Ele vivia no céu. Onde quer que fosse, levava Consigo uma atmosfera celestial.

    Ele não veio apenas para nos ensinar as coisas celestiais. Vocês se lembram de que Ele disse a Nicodemos:

    Se vos falei de coisas terrestres e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais?

    Nosso Senhor Jesus nos ensinou as coisas celestiais, mas, mais do que isso, Ele trouxe o céu até nós. Trouxe o céu a vocês e a mim.

    Não precisamos esperar até irmos para o céu para viver uma vida celestial. Precisamos viver uma vida celestial na terra para estarmos preparados para o céu. Se vocês não viverem uma vida celestial na terra, quando forem para o céu poderão se sentir muito desconfortáveis.

    Lembro-me de uma história. Uma águia disse a uma galinha: “Como é bom poder voar no céu e ver o horizonte amplo e todos os caminhos maravilhosos! Por que você sempre fica aqui, andando pelo chão?”

    E a galinha respondeu: “Eu não vou para o céu. Lá não tem chão”.

    Vocês sabem, irmãos e irmãs, se não viverem uma vida celestial na terra, quando forem para o céu e tentarem encontrar todas essas coisas terrenas que desejam, elas não estarão lá. Então, vocês vão querer sair.

    A vida do nosso Senhor Jesus na terra era como no céu. Ele vivia sob uma jurisdição celestial.

    Ele não vivia segundo a opinião deste mundo. Não procurava agradar ao mundo. Vivia sob o governo do céu.

    Sua vida era o reino dos céus, e é para isso que nosso Senhor Jesus nos chama.

    Vocês sabem, irmãos e irmãs, que temos uma vocação celestial? Hebreus 3:1. Temos uma vocação celestial. Somos chamados a viver na terra uma vida celestial.

    Não busquem as coisas de baixo, mas busquem as coisas do alto. Quais são as coisas que nos atraem? Em quais coisas fixamos nossa mente e nosso coração?

    Que tipo de vida vivemos nesta terra? Graças a Deus, a vida de Cristo que nos foi dada é uma vida celestial.

    Vocês sabem, irmãos e irmãs, de certo modo, quando buscam as coisas terrenas, quando fixam a mente nas coisas deste mundo, encontram prazer, alegria, paz e satisfação dentro de vocês? Não.

    Porque essa vida celestial dentro de vocês clama. Ela está ferida. Está machucada.

    Precisamos aprender a ouvir a voz dentro de nós. Se ouvirmos o ensino da unção dentro de nós, então permaneceremos em Cristo. Permanecendo em Cristo, vivemos na esfera celestial.

    Estamos acima da terra. Podemos vencer nossos inimigos nas regiões celestiais.

    A Vida Espiritual de Cristo

    Certamente, quando nosso Senhor Jesus estava na terra, Ele viveu uma vida espiritual.

    Vocês sabem, Ele não é simplesmente um espírito. Ele é um Homem perfeito: espírito, alma e corpo. Não pensem que nosso Senhor Jesus, enquanto estava na terra, era apenas um espírito e que, por isso, podia viver uma vida espiritual. Não é assim.

    O Verbo Se fez carne e habitou entre os homens. Ele tinha um corpo, assim como nós temos, e esse corpo tinha suas necessidades e seus desejos.

    Ele tinha uma alma, assim como nós temos. Tinha Sua vontade, Seu pensamento e Seus sentimentos, assim como nós temos. Embora os Dele fossem sem pecado, os nossos são contaminados. Mas Ele tinha uma alma e tinha necessidades da alma.

    Ele também tinha um espírito — um espírito humano. Mas Seu espírito humano era tão ungido pelo Espírito Santo que eles se tornaram um.

    Em outras palavras, vemos que Seu espírito humano nunca estava separado do Espírito Santo. Ou, dizendo de outra maneira, Seu espírito humano estava sempre em sujeição, em obediência e em cooperação com o Espírito Santo.

    Vocês sabem, segundo a vontade de Deus na criação, Deus desejava que nosso espírito liderasse. Porque o Espírito de Deus pode habitar em nosso espírito, e, com nosso espírito, podemos ter comunhão com Deus, conhecer a vontade de Deus e amar a Deus.

    Assim, a ordem divina de Deus para o homem é que nosso espírito exerça a liderança. Então, depois que nosso espírito tem comunhão com Deus e o Espírito Santo nos revela a mente de Deus, nosso espírito ordena à nossa alma que cumpra e execute a vontade de Deus.

    Isso quer dizer que nossa vontade desejará a vontade de Deus, nossa mente pensará na vontade de Deus, e nossos sentimentos se inclinarão à vontade de Deus. Então, nossa alma ordenará ao nosso corpo que a coloque em prática e a expresse no viver. Essa é a ordem divina para o nosso andar.

    Mas, infelizmente, em nós, as paixões e os desejos da carne são muito fortes. Muitas vezes somos levados pelos desejos e pelas paixões da carne. Muitas vezes somos dominados pelos sentimentos da alma, por nossa própria vontade ou por nossas emoções, em vez de aprendermos a andar no Espírito.

    Agora, irmãos e irmãs, o que é a vida espiritual? A vida espiritual é uma vida vivida no Espírito — isto é, uma vida vivida pelo Espírito Santo de Deus. Isso é vida espiritual.

    No caso do nosso Senhor Jesus, vemos que Sua vida era uma vida espiritual. Ele jejuou quarenta dias e quarenta noites e, naturalmente, teve fome. Precisava de alimento.

    Mas, quando foi tentado a transformar as pedras em pães, Ele disse:

    Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.

    Em outras palavras, Ele colocou Seu corpo físico sob Seu espírito. Não permitiu que Seu corpo ditasse o que Ele deveria fazer.

    Como disse o apóstolo Paulo:

    Esmurro o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, tendo pregado a outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.

    Irmãos e irmãs, ali vemos que o tentador veio e tentou despertar Seu orgulho. Vocês sabem, isso diz respeito à nossa alma. “Salta daqui. Deixa que todos Te vejam, e eles Te aceitarão como o Messias.”

    Mas o Senhor disse: “Não”.

    Não tentarás o Senhor teu Deus.

    Ele estava disposto a seguir pelo caminho da cruz porque essa era a vontade do Pai. Ele vivia pelo Espírito. Vivia em Seu espírito.

    E, porque Ele vivia no Espírito, discernia todas as coisas, como faz o homem espiritual. Ele podia enxergar através de tudo. Podia enxergar através de cada dúvida e de cada intenção. As pessoas podiam vir a Ele e fingir, mas Ele podia ver o que havia por trás delas.

    Por quê? Porque Ele era espiritual. Muitas vezes somos enganados; não conseguimos enxergar. Somos enganados pelo que as pessoas dizem e pelo que aparentam ser, porque é assim que vivemos.

    Mas, se formos realmente espirituais, irmãos e irmãs, qualquer pessoa poderá vir a nós e tentar dizer alguma coisa ou fingir ser alguma coisa, e nós saberemos. Nosso Senhor Jesus sabia.

    Ele viveu uma vida espiritual, sempre em comunhão com o Espírito de Deus e sempre em sujeição. Esse é o tipo de vida que Ele nos demonstrou. Esse é o tipo de vida que Deus deseja do homem.

    A Beleza da Vida de Cristo

    Em quarto lugar: Ele viveu uma vida bela. Vocês sabem, o que é beleza?

    Uma definição de beleza é harmonia. Quando vocês veem coisas tão harmoniosas — como uma imagem ou uma pintura —, tudo nas cores, no desenho e na forma está em harmonia. Há beleza ali.

    O que é uma vida bela? Uma vida bela é aquela em que não há notas discordantes. Há unidade, há união e há harmonia.

    Se vocês lerem sobre a vida do nosso Senhor Jesus, verão que Ele estava em harmonia com Deus. Não havia nenhuma controvérsia entre Ele e Deus. Era perfeito.

    Porque Ele estava sempre em sujeição ao Pai. Nunca questionava Seu Pai. Sempre agradecia ao Pai por tudo o que Lhe acontecia. Havia tamanha harmonia entre Ele e Deus. Isso é belo.

    Ele estava em harmonia Consigo mesmo. Vemos que não havia conflito dentro Dele. Vocês sabem, durante toda a nossa vida, estamos em guerra civil o tempo todo.

    Mas, no nosso Senhor Jesus, espírito, alma e corpo estavam unidos como um só. Havia harmonia. Por isso, vemos tamanha paz e tamanho descanso Nele.

    Ele estava em harmonia com toda a criação de Deus. Podia ver Deus em todas as coisas. Podia ver o cuidado amoroso de Deus nas aves e nos lírios.

    Ele não tinha medo da tempestade. Podia dormir profundamente enquanto a tempestade se enfurecia. Os discípulos, alguns dos quais eram pescadores e estavam acostumados às tempestades, ficaram com tanto medo, porque a tempestade era tão forte, que pensaram que iam se afogar. Mas nosso Senhor estava ali, dormindo.

    Ele estava em harmonia. Então, pôde Se levantar e acalmar a tempestade. Tinha poder sobre toda a criação de Deus. Beleza, beleza, beleza.

    Outra definição de beleza é equilíbrio. Se tudo está bem equilibrado, há beleza ali.

    Vocês sabem, os gregos, na antiguidade, eram muito cuidadosos com seus corpos. O ginásio grego era famoso porque tinha o propósito de desenvolver um corpo perfeito, um corpo bem equilibrado. Quando vocês veem um corpo bem equilibrado, há beleza ali.

    Agora, irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus viveu uma vida bela porque Sua vida era tão equilibrada.

    Amor e justiça estavam perfeitamente equilibrados. No nosso caso, se amamos, talvez não sejamos justos. Mas, no nosso Senhor Jesus, vemos o amor e a justiça equilibrando um ao outro.

    Ele era compassivo com os pecadores e publicanos e, contudo, como era severo em Seu julgamento dos escribas, dos fariseus e dos hipócritas!

    Ele era gentil e terno com as pessoas, mas de modo algum era fraco. Purificou o templo, expulsou os bois e as ovelhas e virou as mesas dos cambistas.

    Vocês não podem encontrar uma vida mais equilibrada do que a do nosso Senhor Jesus. Ele era santo e, ainda assim, era acessível; as pessoas podiam se aproximar Dele.

    Vocês sabem, quando fingimos ser santos, tornamo-nos inacessíveis. Mas não era assim com nosso Senhor Jesus.

    Irmãos e irmãs, se vocês lerem os quatro Evangelhos, encontrarão uma vida perfeitamente equilibrada. Há beleza ali.

    Ele sabia exatamente o que dizer, quando dizer e quando não dizer. Uma vida bela.

    Que a beleza do Senhor se torne nossa.

    A Vida Gloriosa de Cristo

    Além disso, vemos que Ele viveu uma vida gloriosa. Sua vida era gloriosa.

    Agora, o que é glória? Como podemos ver a glória? Glória é Deus Se manifestando porque está satisfeito.

    Na vida do nosso Senhor Jesus, vemos a glória do Senhor manifestada na face de Jesus Cristo. Vemos a glória de Deus nessa vida. Por quê? Porque Ele não buscava a glória dos homens, mas buscava somente a glória de Deus.

    Irmãos e irmãs, se buscarmos somente a glória de Deus, então a glória de Deus estará sobre nós.

    Poderíamos continuar, continuar e continuar, porque Sua beleza está além de qualquer descrição — é maravilhosa demais. Mas, irmãos e irmãs, essa é a vida que temos diante de nós.

    A Resposta à Vida de Cristo

    Quando vocês entram em contato com essa vida, o que acontece?

    Primeiro, ela desperta um desejo dentro de vocês. Vocês querem segui-Lo e estar com Ele.

    “Ah, que eu possa conhecê-Lo!” Esse será o clamor do coração de vocês.

    Vocês sabem, irmãos e irmãs, esses dois discípulos, quando viram nosso Senhor Jesus, O seguiram. Queriam estar com Ele.

    Vocês têm esse desejo? Somos atraídos apenas por Seu ensino ou apenas por Seus feitos? Somos atraídos por Ele?

    Meditem Nele. Quando lerem os quatro Evangelhos, procurem enxergar além de Seu ensino e de Seus feitos. Procurem vê-Lo.

    Então, vocês O desejarão. Ansiarão por estar com Ele. Quererão conhecê-Lo. Quererão ser como Ele.

    Em segundo lugar: então vocês veem que essa vida apresentada nas páginas dos evangelistas é para vocês.

    Não se trata apenas de demonstrar uma vida bela, e nada mais. Deus tem esse Homem, mas apenas um Homem? Não. Porque Ele veio não somente para demonstrar o Homem que Deus deseja, mas veio para dar esse Homem a vocês e a mim, ou para fazer de vocês e de mim esse homem.

    Ele dá a vocês e a mim Sua vida. Irmãos e irmãs, vocês sabem que a vida que temos em nós hoje é essa vida?

    Uma vida santa, uma vida celestial, uma vida espiritual, uma vida bela, uma vida gloriosa. Vocês sabem que essa é a vida que está em vocês?

    Se vocês querem viver essa vida, simplesmente deixem que Ele viva.

    Por isso, o apóstolo Paulo diz, em Filipenses 1:21:

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Irmãos e irmãs, é isso.

    Vocês verão que tudo a respeito do Senhor é por nós. Sua encarnação é por vocês. Seu batismo é por vocês. Sua tentação é por vocês. Sua tentação é por vocês. Seu andar aqui nesta terra é por vocês, para que possam viver como Ele.

    Assim, que possamos abrir nosso coração e deixar que o Senhor viva em nós e por meio de nós, para a glória de Deus. Vamos orar?

    Oração Final

    Querido Senhor Jesus, nós Te louvamos e agradecemos porque tudo a Teu respeito é por nós. Tu nos amas tanto. Tu nos amas até o fim.

    Tu desejas que sejamos como Tu e, por isso, nos dás Tua vida. Senhor, abre nosso coração para vermos que vida temos em nós e ensina-nos a deixar que essa vida viva em nós e por meio de nós.

    Para que possamos declarar com nosso irmão Paulo:

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Para o louvor da Tua glória. Em nome do nosso Senhor Jesus, amém.