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    The Cross and the God of Hope © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Cross and the God of Hope
    The Cross and the God of Hope
    Austin-Sparks, T.

    A cruz como caminho de esperança

    Romanos 15:13

    Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crer,
    para que abundeis em esperança,
    pelo poder do Espírito Santo.

    Deus de esperança. Que vos encha. Para que abundeis em esperança.

    Como vocês sabem, o apóstolo chegou a esse ponto passando por uma grande quantidade de assuntos, percorrendo todo o caminho desde o pecado de Adão e acompanhando todas as suas consequências e seus desdobramentos ao longo de todas as gerações.

    Então, ao final de tudo isso, ele apresenta a cruz do Senhor Jesus e, a partir dessa altura, descortina uma perspectiva e um futuro inteiramente novos. A cruz é o ponto final para o qual tudo convergiu e a partir do qual tudo tem um novo começo.

    Por meio de toda essa história, explicação e ensino, o apóstolo chega, finalmente, a este título que tudo abrange e tudo governa: o Deus de esperança.

    O paradoxo do Deus de esperança

    Ao contemplarmos essa grande situação apresentada neste livro e no Novo Testamento, deparamos com algo estranho, que parece um paradoxo. É o seguinte.

    Deus inscreveu, ao longo de toda a história, o significado da cruz desta maneira: a resposta de Deus ao pecado, ao mal, à desobediência e a todos os seus frutos e resultados é sofrimento, paixão, desespero e morte.

    E, apesar de tudo isso, Ele é o Deus de esperança. Sofrimento, paixão, desespero e morte são o único caminho de esperança — o único caminho de esperança.

    Isso está profundamente inscrito em toda a história do trato de Deus com os homens. Desde o pecado de Adão e, nele, a queda da humanidade, Deus tem tido de agir com base na cruz de Cristo.

    A cruz tem estado implícita em todo o trato de Deus com os homens, não apenas de modo geral, mas, em particular, com o Seu próprio povo. Vou repetir: a cruz tem estado implícita em todo o trato de Deus.

    A cruz significa sofrimento. Ela é o próprio símbolo do sofrimento; sabemos disso. A cruz significa dores e angústia; sabemos disso. A cruz significa paixão.

    A cruz significa desespero — o grande clamor ao final daquela provação, o clamor de desespero:

    Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?

    A cruz é morte. É morte.

    Mas, com tudo isso, no desejo e na intenção de Deus, ela conduz à alegria. Conduz à mais pura gratidão. Conduz à esperança e a uma nova esperança. Conduz à vida — a todas as coisas que são exatamente o oposto daquilo que a cruz parece dizer.

    Deus é o Deus de ambos os lados. Mesmo quando vocês olham para o Calvário, contemplam Aquele que ali está, ouvem o Seu amargo clamor e veem tudo o que acontece ali, é isso que percebem, se compreendem o que estão vendo.

    E, se vocês olham para a história — o pecado de Adão e tudo aquilo em que a humanidade foi envolvida por causa dele; toda a tragédia, a angústia, a paixão, o mal, as gerações — e veem por que Deus não apenas permitiu isso, mas teve de estabelecer essa ordem de coisas que resulta em desespero, a resposta é: Ele é o Deus de esperança.

    É algo estranho de dizer, mas esse é o Seu caminho de esperança, e o Seu único caminho de esperança. A cruz sempre foi o caminho de salvação de Deus.

    É um remédio muito drástico, um remédio muito terrível, mas é o remédio de Deus. E, se é um remédio eficaz, então produz esperança. É algo cujo resultado é esperança — uma nova esperança.

    A cruz como poder permanente

    A cruz não é um símbolo. A cruz não é um objeto. A cruz é um poder tremendo — um poder tremendo, um poder permanente.

    Ela atuou uma vez na história, mas é um poder que percorre todas as eras. Como dissemos: implícita na antiga dispensação, explícita nesta dispensação; mas, do primeiro pecado ao último, a cruz é um poder em ação.

    Agora, há uma coisa, com muitos aspectos, é claro, contra a qual a cruz se coloca. Trata-se de uma condição diferente daquela que Deus pretendia que existisse.

    A cruz sempre se coloca diante de uma condição diferente daquela que Deus plenamente pretendia, e contra ela. Como digo, isso tem muitos aspectos. Vamos examinar um ou dois deles nesta manhã. Eles são perfeitamente evidentes na Bíblia.

    A cruz e a pureza

    Em primeiro lugar, a cruz se coloca diante da natureza das coisas quando essa natureza se tornou diferente. Sempre que a natureza das coisas mudou em relação àquilo que Deus criou no princípio ou pretendia que fosse, Deus introduziu a cruz de uma forma ou de outra.

    Ele introduziu a cruz porque a natureza do homem havia mudado. No princípio, a sua natureza foi alterada. Ele se tornou, em sua natureza, algo diferente daquilo que Deus pretendia. Todos sabemos disso pela herança que recebemos.

    E imediatamente Deus introduziu a cruz na lei do sofrimento, da paixão, da adversidade e da ruína. Imediatamente, diante daquela condição, do desespero e da morte, a cruz se colocou contra uma condição alterada.

    A única esperança de recuperar o estado, a condição ou a natureza das coisas conforme a intenção divina estava na cruz.

    A cruz é o grande instrumento de purificação. E purificar significa simplesmente eliminar a mistura de coisas que não correspondem umas às outras, que não se harmonizam. Há duas naturezas, dois âmbitos, impureza, adulteração, dois elementos opostos. A cruz se opõe firmemente a qualquer coisa desse tipo, para purificar.

    Queridos amigos, uma das primeiras coisas para Deus, no indivíduo, em qualquer grupo do Seu povo reunido localmente e na Igreja universal, é a sua pureza — a sua limpeza, a sua separação de toda iniquidade e de toda mistura.

    Nossa vida cristã se fundamenta na cruz, individualmente, localmente e universalmente. Ela se fundamenta na cruz, antes de tudo, exatamente desta maneira: a cruz é a declaração terrível, poderosa e eterna de Deus contra a impureza, a contaminação e a corrupção que se introduziram para produzir no homem e neste mundo uma condição que Ele jamais pretendeu que existisse.

    O único caminho de purificação é tornar muito efetiva e real a ausência de esperança, do ponto de vista de Deus, naquilo que não é puro. Como isso é verdadeiro quando olhamos ao redor, de modo geral — como é sem esperança uma condição impura, suja, marcada pela mistura.

    O Deus de esperança exige, portanto, uma purificação completa nesse âmbito e a constituição de algo puro, algo limpo, sem mistura, sem contaminação.

    Se vocês examinarem a Bíblia, com todo o seu maravilhoso simbolismo acerca do pensamento de Deus, descobrirão que se trata dessa transparência, dessa clareza cristalina. O resultado final da obra de Deus nesta criação, como o vemos ao final do livro de Apocalipse, é uma pedra de jaspe — algo puro, claro como cristal.

    E são a cruz e o sangue do Cordeiro que conduzem a isso.

    Portanto, se o Senhor vê alguma condição que Ele jamais pretendeu que existisse e que contradiz o Seu pensamento nessa questão, Ele introduzirá a cruz como um poder em ação.

    E, onde isso se encontra, começará a surgir uma situação assim: chegamos a uma paralisação; Deus não está avançando; estamos em aflição; estamos em sofrimento; estamos em angústia; estamos em desespero; estamos chegando à morte.

    Vejam, a cruz está operando dessa maneira para produzir uma situação cheia de esperança, cheia de perspectivas. Creio que esse princípio é muito claro.

    A primeira questão, então, é a de uma condição que não está de acordo com a intenção de Deus e que precisa ser corrigida pela aplicação dos grandes princípios da cruz. Isso não tem esperança. Não tem esperança. Não há esperança para coisa alguma que não seja pura aos Seus olhos.

    A cruz e a plenitude da intenção de Deus

    Em seguida, quando as coisas se tornam menos do que Deus pretendia que fossem, elas se tornam menores. Deus pretendia algo grande, e as coisas se tornaram menores do que Ele pretendia.

    E a história das coisas é a história dessa tendência — mais do que uma tendência, uma atuação real — de os homens reduzirem tanto Deus quanto as coisas de Deus à sua própria medida humana, colocando tudo o que é de Deus, e o próprio Deus, dentro dos limites do homem.

    Reduzindo Deus à medida do homem, tornando Deus menor do que Ele é e as coisas de Deus menores do que realmente são. Podemos ver como isso tem acontecido e continua acontecendo o tempo todo, como uma inclinação, uma tendência, uma força em ação.

    E sempre, sempre, estamos próximos desse perigo de as coisas se tornarem menores do que Deus pretendia que fossem. Deus pretendia algo grande — algo muito grande.

    E aqui está a perda, ou o perigo da perda: redução, coisas que se tornam menores, que perdem algo. Sempre que o Senhor vê isso em ação, ou esse perigo se tornando muito real, Ele introduz a cruz, e começam o sofrimento, a aflição e a dor.

    Tudo entra num âmbito de incerteza, fraqueza e questionamento. A cruz é introduzida, e fica registrada uma sensação de fracasso e desespero: “Não estamos avançando. Não estamos chegando até o fim”.

    Deus pretendia algo grande, e isso perdeu algo dessa grandeza, ou não conseguiu chegar a essa grandeza. Tornou-se algo menor do que Ele pretendia.

    Ele não vai permitir isso. Repito: Ele reage; e, ah, que reações tremendas a história mostra exatamente nesse sentido.

    Israel como exemplo ilustrativo

    Considerem apenas o exemplo ilustrativo de Israel. Embora Israel fosse um povo escolhido, separado das nações para Deus, Deus nunca, nunca pretendeu que Israel se tornasse algo em si mesmo.

    Ele nunca pretendeu que Israel fosse o princípio e o fim de toda a Sua obra. Ele pretendia que Israel fosse uma luz para os gentios, um testemunho de Deus para todas as nações, um ministério, um instrumento missionário para todos os povos.

    Todas as nações deveriam andar na luz de Israel, ou entrar na luz de Deus presente em seu meio. Eles foram levantados não como um fim em si mesmos, mas para o mundo inteiro — a nação apostólica de Deus, para evangelizar as nações com o conhecimento de Deus.

    A que ponto Israel chegou? A desprezar as nações, chamá-las de cães, excluí-las e fechar-se para elas; a não querer absolutamente nada com elas; a considerá-las algo a ser desprezado, rejeitado e eliminado.

    “Nós somos o povo. Tudo começa e termina em nós.” Algo menor do que Deus pretendia. E não há esperança nessa direção.

    Israel mostra o desfecho dessa história. Essa mentalidade precisa ser posta de lado, quebrada, despedaçada, levada ao desespero, à ausência de esperança. E como isso foi verdadeiro — como foi verdadeiro. Algo menor do que Deus pretendia, tornando-se algo em si mesmo.

    Aqui está uma grande lição que precisamos aprender e sempre ter em mente, queridos amigos. Com tudo o que Deus deu a Israel e tudo o que Deus está disposto a derramar abundantemente sobre nós, isso não é para nós mesmos. Não deve terminar em nós mesmos. E não se deve permitir que nos torne simplesmente algo em nós mesmos — que nós somos o povo.

    É algo que nos foi confiado — confiado em favor de todos os homens.

    O apóstolo Paulo reconheceu isso. E que coisa tremenda esse reconhecimento significou em seu próprio caso, quando pensamos nele como um israelita típico.

    Sua visão e seu ministério eram para todos os homens:

    Para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo.

    Não todo judeu, mas todo homem.

    Ele é o homem que apresenta a imensidão das coisas, não é? A imensidão de Cristo, a imensidão da Igreja.

    Se há algo acerca da Igreja que é tão evidente no Novo Testamento, é a sua grandeza — como ela é grande —, recebendo seu caráter e suas dimensões do Senhor Jesus.

    Quem viu a grandeza de Cristo jamais pode tolerar uma igreja pequena, uma comunhão pequena, um pequeno grupo exclusivo que seja um fim em si mesmo. É preciso ter uma visão universal e um coração universal.

    Entendam isso. Qualquer tendência de se tornar algo menor será confrontada pela cruz, e então virão a falta de esperança, o desespero, a paralisação, a sensação de não haver saída e muito sofrimento interior, aflição e perplexidade.

    A cruz é o caminho de salvação. É o caminho de salvação para impedir que algo seja menor do que Deus pretendia, mas é um caminho doloroso. É um caminho doloroso — o caminho do sofrimento.

    A cruz liberta de toda pequenez. O Senhor Jesus deixou isso claro em Suas próprias palavras:

    Vim lançar fogo na terra;
    e que mais quero, se já está aceso?
    Tenho, porém, um batismo com que hei de ser batizado;
    e como Me angustio até que venha a cumprir-se!

    “Como Me angustio!” Mas, uma vez consumados o batismo da cruz e a paixão, Ele é liberto de toda a Sua restrição.

    Agora, isso não é um movimento nacional. Não é algo limitado à Palestina nem a qualquer outro lugar. Pela cruz, Ele é liberto para o âmbito universal, para além da pequenez do judaísmo e dos limites israelitas e palestinos.

    Ele é liberto pela cruz. Mas essa libertação é um caminho doloroso. É um quebrantamento.

    Assim, o Senhor quer que sempre nos lembremos de que Ele de fato reage, e reage de maneira muito dolorosa, se qualquer coisa destinada a representar a Sua grandeza e a Sua plenitude se torna menor do que isso.

    A cruz e a sabedoria humana

    Mais uma vez, quando algo passa a ser governado pela sabedoria humana, pela mente dos homens, é submetido à ação restritiva da cruz. O Senhor sempre introduziu a cruz para se opor a isso.

    Vocês veem isso novamente em Israel. A cruz foi introduzida para se opor àquela situação. Os escribas e os governantes de Israel deram às coisas divinas sua própria interpretação humana e impuseram às coisas de Deus seus próprios pensamentos.

    Eles criaram esse fardo enorme e intolerável ao qual Cristo se refere — simplesmente a mente do homem imposta às coisas divinas. E isso sempre significa escravidão, sempre significa escravidão.

    O Senhor não vai permitir isso. Então Ele age novamente, e surge um impasse.

    E, nesse impasse, qual é a natureza dessa nova crise? Perplexidade absoluta: uma situação em que vocês não sabem o que fazer, para onde olhar, em que direção seguir ou como a situação pode ser resolvida.

    Não, isso está inteiramente além da sabedoria humana. É um impasse de confusão desconcertante e desespero. “O que podemos fazer? O que faremos? Como enfrentar essa situação?” E todo esforço é frustrado.

    O Senhor precisa nos resgatar de concepções meramente humanas das coisas divinas e nos conduzir ao âmbito da revelação divina.

    É algo tremendo. O Senhor precisa ter, vocês sabem, esse espaço em que Ele seja perfeitamente livre para dar nova luz, se assim quiser — perfeitamente livre para dar nova luz que talvez pareça abalar todas as nossas interpretações.

    Ah, o poder intelectual dos escribas e dos fariseus — e tudo isso sendo abalado! É o que vocês encontram no Novo Testamento, no livro de Atos.

    Aqui está Pedro, um representante disso. Aqui está Paulo, um daqueles intérpretes da lei que mantinham tudo dentro dos limites de sua própria mente e diziam: “Nossa palavra é definitiva. Nossa interpretação é a autoridade. Não há mais nada a dizer sobre isso”.

    O que o Senhor está fazendo com homens como Pedro, Paulo e outros nesse livro? Ele os está colocando diante de situações em que, se Deus não intervier agora com alguma nova luz e alguma nova revelação, tudo ficará paralisado.

    Mas Ele estava fazendo isso: levando-os inteiramente além de suas melhores tradições, de suas convicções mais fortes e de suas interpretações estabelecidas, e fazendo-os ver que a Bíblia significava muito mais do que jamais haviam percebido, apesar de todo o seu estudo e conhecimento.

    Sim, Levítico 11 permanece verdadeiro a respeito dos animais impuros e dos répteis que não devem ser comidos. Será que o Espírito Santo contradiz isso quando diz a Pedro:

    Levanta-te, mata e come.

    De modo algum. Mas Levítico 11 tinha um significado que Pedro nunca havia visto.

    Agora ele está diante de algo que parece contradizer seu conhecimento das Escrituras, mas, em princípio, não contradiz. Simplesmente não contradiz.

    E só podemos fazer uma breve alusão a isso porque, vejam, nós prendemos a Palavra de Deus e não deixamos Deus livre para ampliar o alcance do Seu significado, para dar nova luz.

    E, se esse é um perigo, ou se é a esse ponto que chegamos — nossas interpretações se tornam obrigatórias e limitadoras —, Ele introduzirá a cruz e nos levará à completa confusão.

    Pois bem, se Deus não nos der alguma nova luz, estamos acabados. Não temos a sabedoria necessária para essa situação. O que Ele está fazendo? O Deus de esperança está eliminando uma situação sem esperança.

    E sempre é uma situação sem esperança quando o homem tem a última palavra em qualquer coisa. Sempre sem esperança.

    A cruz e a liberdade espiritual

    Por fim, quando as coisas se tornam, ou já se tornaram, um sistema legal, colocando qualquer coisa de Deus em escravidão, Deus reage com a cruz. E essa tem sido uma reação terrivelmente devastadora.

    Toda a questão da lei — do legalismo — e o rompimento com isso foram algo terrível, algo terrível. E sempre são.

    O Senhor não vai tolerar nada disso: transformar as Suas coisas do Espírito numa tirania da lei. De modo algum. Ele reagirá em favor da completa liberdade do Espírito em todas as coisas.

    A cruz entre condições opostas

    Agora vocês veem qual é a situação. A cruz se coloca entre uma condição pura, não adulterada, sem mistura, e uma condição impura. A cruz se coloca entre essas duas condições.

    A cruz se coloca entre a plena intenção de Deus e algo menor do que Ele pretendia. Sim, a cruz exige plenitude, não imperfeição, não algo menor, nem mesmo em grau.

    Creiam em mim, queridos amigos: se a cruz realmente for um poder em ação em algum lugar, ela jamais permitirá uma paralisação. Sempre exigirá que se avance, e se avance continuamente, porque ela abre o caminho para isso.

    A cruz se coloca entre um conhecimento ou uma sabedoria sem vida e o conhecimento espiritual que é vida.

    Conhecimento e vida

    A cruz se coloca entre um conhecimento ou uma sabedoria sem vida e o conhecimento espiritual que é vida.

    Adão fez sua escolha, buscou o conhecimento e o obteve — sem vida, desprovido de vida. Conhecimento sem vida: Deus não aprova isso.

    Conhecimento — ah, sim, como até mesmo o conhecimento religioso pode ser sem vida e morto! Ele pode ser verdadeiro. Podemos ter muito conhecimento, mas onde está a vida correspondente? A vida correspondente.

    Diante disso, o Senhor diz: “Não posso prosseguir. Precisamos ter alguma aflição por causa disso. Precisamos ter alguma angústia, alguma dor por causa disso”. Todo conhecimento precisa ter uma vida correspondente.

    O conhecimento precisa ser vivo, precisa estar ligado à vida. Vocês podem comer da árvore do conhecimento, mas lembrem-se: não me refiro à árvore do conhecimento do bem e do mal; refiro-me àquela outra árvore do conhecimento, o conhecimento do Senhor, das coisas celestiais. Vocês podem comer dela.

    Mas, ainda assim, precisam ter a árvore da vida para manter o equilíbrio. Conhecimento e vida se correspondem; caminham juntos. O Senhor se opõe a qualquer condição diferente dessa.

    Forma e poder espiritual

    Mais uma vez, a forma — a forma exata, a forma perfeita — no ensino e na prática, sem poder, é algo que Deus não permitirá.

    Sim, tudo perfeitamente correto no ensino e na prática, mas e o poder? E o poder? Vejam, Israel tinha os oráculos, tinha a lei, tinha toda a verdade; mas onde está o poder espiritual?

    A cruz agirá para corrigir isso. Nada se pode dizer contra procedimentos corretos e ensino preciso e sólido; eles são necessários. Mas o Senhor cuidará para que, mantendo as coisas em movimento, em exercício, em sofrimento, em aflição, toda a questão do poder se torne muito, muito real.

    Temos tanto ensino e, na prática, tão pouco poder, e isso precisa se tornar uma angústia — ah, uma angústia real. Tudo o que temos e toda a nossa maneira de fazer as coisas, que julgamos tão correta, a ordem do Novo Testamento — será que isso tem um poder e um impacto correspondentes?

    Assim, o Senhor não permitirá que nos acomodemos nisso. De todas essas maneiras, vejam, Ele é o Deus de esperança.

    Por meio do sofrimento, há esperança. Por meio do desespero, há esperança. Esse é o Seu caminho.

    Que Ele nos dê entendimento.