A Epístola de Judas.
Vamos ler a epístola inteira. Ela é muito breve, tem apenas vinte e cinco versículos. Gosto de lê-la porque provavelmente vocês nunca a leram antes.
Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam multiplicados.
Amados, empregando toda a diligência para vos escrever acerca da nossa comum salvação, fui obrigado a escrever-vos, exortando-vos a batalhar diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Pois certos homens se introduziram despercebidamente, os quais desde a antiguidade foram de antemão assinalados para esta condenação: pessoas ímpias, que transformam a graça do nosso Deus em dissolução e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.
Mas quero lembrar-vos, a vós que uma vez soubestes todas as coisas, que o Senhor, tendo salvado um povo da terra do Egito, posteriormente destruiu os que não creram. E aos anjos que não conservaram seu estado original, mas abandonaram sua própria habitação, Ele os tem guardado em correntes eternas, sob densas trevas, para o juízo do grande dia. Assim como Sodoma e Gomorra e as cidades ao redor delas, que, de modo semelhante àqueles, se entregaram à fornicação e foram após outra carne, estão postas como exemplo, sofrendo o juízo do fogo eterno.
Contudo, de igual modo, também estes sonhadores contaminam a carne, desprezam o senhorio e blasfemam contra as dignidades. Mas o arcanjo Miguel, quando, disputando com o diabo, argumentava acerca do corpo de Moisés, não ousou proferir contra ele um juízo injurioso, mas disse: “O Senhor te repreenda”.
Estes, porém, blasfemam contra tudo o que não conhecem; e, naquilo que entendem por mero instinto, como os animais irracionais, nessas coisas se corrompem. Ai deles! Pois seguiram pelo caminho de Caim, entregaram-se ao erro de Balaão por recompensa e pereceram na rebelião de Corá.
Estes são manchas, ou rochas, em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco sem temor, apascentando a si mesmos; nuvens sem água, levadas pelos ventos; árvores de outono sem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas impetuosas do mar, que espumam suas próprias vergonhas; estrelas errantes, para as quais está reservada a escuridão das trevas por toda a eternidade.
E também Enoque, o sétimo depois de Adão, profetizou acerca destes, dizendo: “Eis que o Senhor veio com Suas santas miríades, para executar juízo contra todos e convencer todos os ímpios dentre eles de todas as obras de impiedade que impiamente praticaram e de todas as palavras duras que pecadores ímpios proferiram contra Ele”.
Estes são murmuradores, queixosos, andando segundo suas próprias concupiscências; e sua boca profere palavras arrogantes, adulando pessoas por interesse. Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo: eles vos diziam: “No fim dos tempos haverá escarnecedores, andando segundo suas próprias concupiscências ímpias”. Estes são os que se separam, homens naturais, que não têm o Espírito.
Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. E de alguns tende compaixão, fazendo distinção; mas a outros salvai com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até mesmo a veste manchada pela carne.
Mas Àquele que é poderoso para vos guardar sem tropeço e apresentar-vos irrepreensíveis, com exultação, diante de Sua glória: ao único Deus, nosso Salvador, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, sejam glória, majestade, poder e autoridade, desde antes de todos os tempos, agora e por todos os séculos. Amém.
Vamos orar?
Querido Pai, nós Te agradecemos pelo privilégio de, juntos, recordarmos o Teu Filho nesta manhã. Oh, como Te louvamos e agradecemos porque, em Teu Filho amado, agora somos aceitos por Ti; porque pertencemos a Ti, à família de Deus.
Nós Te louvamos e agradecemos porque nos deste santa ousadia para entrar no Santo dos Santos, na Tua própria presença, para contemplar a glória do Senhor na face de Jesus Cristo.
Nosso Pai, pedimos-Te neste momento que, pelo Teu Espírito Santo, ilumines a Tua Palavra em nosso coração, para que a Tua Palavra não seja apenas letras, mas seja vida e espírito para nós, para o louvor da Tua glória. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.
Este pequeno livro de Judas é muito negligenciado pelo povo de Deus. Provavelmente, alguns dentre o povo do Senhor nunca o leram. Contudo, esta pequena carta é extremamente relevante para os nossos dias.
Por que isso acontece? Porque esta carta nos apresenta um pouco da história — certas coisas que aconteceram à igreja primitiva depois do período registrado no livro de Atos. Sabemos que o livro de Atos nos apresenta a história inicial da igreja. Mas esta pequena carta de Judas, escrita depois de concluído o livro de Atos, nos apresenta um pouco da história do que aconteceu na igreja depois de encerrado o relato de Atos.
Em certo sentido, ela nos diz o que acontecerá no fim do período da igreja. Alguém disse que o livro de Atos, que nos apresenta o início da história da igreja, é o livro dos atos dos apóstolos; mas esta pequena carta de Judas, que nos apresenta a história do que acontecerá no fim da era da igreja, é o livro dos atos dos apóstatas.
Por quê? É a apostasia que introduz no mundo o homem do pecado, o homem da perdição.
Irmãos e irmãs, falando profeticamente, o último período da era da igreja é o período de Laodiceia. Como vemos no livro de Apocalipse, as sete igrejas falam profeticamente da igreja em seus vários estágios. A última igreja, Laodiceia, representa a igreja em seu último estágio.
Estamos vivendo no fim dos últimos dias. Portanto, de modo geral, estamos vivendo num período de Laodiceia. A característica de Laodiceia pode ser descrita com uma palavra: mornidão. A igreja não é quente nem fria.
E vocês sabem que o fermento vai levedar toda a massa. Ele precisa de uma temperatura morna. Vocês se lembram de como o Senhor Jesus disse que o mistério do reino dos céus é semelhante a uma mulher que coloca fermento em três medidas de farinha. Esse fermento começa a agir até que toda a massa fique levedada.
Na verdade, já perto do fim do período apostólico, o fermento estava sendo colocado secretamente nas três medidas de farinha. Ele continua a agir até chegar ao período de Laodiceia. Com essa temperatura morna, exatamente a temperatura adequada para sua ação, ele continua agindo até que toda a massa — que representa toda a igreja — pareça estar completamente levedada.
Este é o período em que estamos vivendo. Portanto, é de extrema importância sabermos o que está acontecendo hoje na igreja, reconhecermos isso e, pela graça de Deus, evitarmos essas coisas — mantermo-nos afastados delas e continuarmos no caminho em direção ao Senhor.
É por isso que este pequeno livro de Judas é tão relevante e tão importante para nós.
Esta carta foi escrita por Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago. Os nomes traduzidos em inglês como Jude ou Judas correspondem à mesma palavra. Era um nome muito comum naquela época, e até no Novo Testamento encontramos cinco pessoas que tinham esse nome.
Entre os doze apóstolos de nosso Senhor Jesus, em Mateus 10:2-4, encontramos Judas Iscariotes, aquele que traiu nosso Senhor Jesus. Entre os doze apóstolos havia outro Judas, Judas de Tiago. Vocês encontram isso em Atos 1:13. Em Mateus 10:3, ele aparece com outro nome: Tadeu.
Em algumas versões, vocês podem encontrar, entre parênteses, “irmão de Tiago”. Mas, no original, está escrito simplesmente “Judas de Tiago”. Segundo o uso daquela época, quando se dizia que alguém era “de” outra pessoa, isso geralmente significava que ele era filho daquela pessoa. Portanto, na verdade, esse Judas era filho de Tiago, não irmão de Tiago. Este é o Judas, não o Iscariotes, que fez uma pergunta ao Senhor Jesus em João 14:22.
Depois, em Atos 9:10-11, quando o Senhor apareceu a Ananias e lhe disse que fosse ver Saulo, Saulo estava hospedado na casa de Judas, em Damasco. Assim, temos um terceiro Judas. Novamente, em Atos 15:22-23, quando a igreja em Jerusalém enviou uma carta às igrejas dos gentios, enviou dois irmãos com a carta, e um deles era Judas, também chamado Barsabás. Assim, temos um quarto Judas.
Então temos o quinto: o irmão, segundo a carne, de nosso Senhor Jesus. Em Mateus 13:55 e Marcos 6:3, encontramos que nosso Senhor tinha vários irmãos, e um deles era Judas.
Qual dos cinco Judas escreveu esta pequena carta? Parece que todos concordam que este Judas era irmão de nosso Senhor Jesus segundo a carne. Há muitas razões para isso, mas não vamos entrar nelas.
Agora, esse irmão de nosso Senhor Jesus segundo a carne chamou a si mesmo de servo de Jesus Cristo, em vez de dizer: “Irmão de Jesus Cristo”. Se nós fôssemos irmãos de Jesus Cristo segundo a carne, provavelmente seria isso que colocaríamos. Mas, em vez de fazer isso, ele diz que é servo de Jesus Cristo.
Talvez, por um lado, fosse porque, quando nosso Senhor Jesus vivia na terra, Seus irmãos segundo a carne não criam Nele. Foi depois da ressurreição de nosso Senhor Jesus que Seus irmãos segundo a carne vieram a conhecê-Lo como seu Senhor. Talvez, por isso, Judas não quisesse usar o relacionamento natural, porque se sentia indigno.
Mas creio que há uma razão melhor por trás disso. Nosso relacionamento com o Senhor Jesus nunca é segundo a carne; é sempre segundo o Espírito. Embora ele fosse irmão de nosso Senhor segundo a carne, esse já não seria o relacionamento. O relacionamento é no Espírito.
Esse relacionamento espiritual consiste em ele ser escravo do Senhor Jesus. O Senhor Jesus é seu Senhor e Mestre, e ele é apenas um escravo amado por Ele. Queridos irmãos e irmãs, creio que isso é muito apropriado. É assim que é o nosso relacionamento com o Senhor hoje.
Contudo, Judas queria se identificar, por isso disse: “Irmão de Tiago”. Todos conheciam Tiago naquela época, porque ele era o irmão que estava à frente da igreja em Jerusalém. Ao chamar a si mesmo de irmão de Tiago, todos sabiam qual Judas ele era.
Este, então, é o autor da carta. E ele escreveu a certas pessoas. A carta não nos diz especificamente a quem ele escreveu, mas, muito provavelmente, escreveu às mesmas pessoas que receberam a carta de Tiago e as cartas de Pedro.
Em vez de especificar a que lugar ou a que tipo de pessoas escreveu, ele simplesmente diz que escreveu aos chamados — àqueles que são chamados, amados em Deus Pai e guardados em Cristo Jesus. Assim, ele especifica, em certo sentido, as características daqueles que receberam a carta: os chamados, os amados e os guardados.
Isso inclui todos nós. Não somos nós os chamados? Graças a Deus, somos. De toda tribo, toda língua, toda nação e todo povo, Deus nos chamou para o Seu Filho amado.
Deus nos escolheu em Cristo Jesus antes mesmo da fundação do mundo. Ele nos chamou por Sua misericórdia e glória. Ele nos chamou por Sua graça. Não somos voluntários. Se você se apresenta como voluntário, pode também desistir voluntariamente. Mas nós somos chamados, e, uma vez chamados, somos conquistados.
Graças a Deus, somos os chamados. E não somos apenas os chamados, mas também os amados em Deus Pai. Somos queridos por nosso Pai celestial. Ele nos ama profundamente. Somos queridos por Ele.
Somos guardados em Cristo Jesus. Estamos sendo guardados por Ele e Nele. Isso é preservação; isso é a perseverança dos santos. Às vezes vocês ouvem a expressão “a perseverança dos santos”. Na verdade, a perseverança dos santos é a perseverança de Cristo, porque Ele é Quem nos tem preservado. Ele nos tem guardado.
Graças a Deus, não somos apenas chamados; somos amados e somos guardados. É a essas pessoas que a carta é dirigida. Portanto, irmãos e irmãs, esta carta é dirigida a nós.
Quando Judas começou a escrever esta carta, ele realmente tinha algo em mente. Queria escrever sobre a salvação comum — a salvação que todos nós compartilhamos em Cristo Jesus. Esse era um assunto muito querido ao seu coração.
Mas, quando pensou em escrever, foi movido pelo Espírito de Deus a escrever outra coisa: uma exortação. Em vez de descrever nossa salvação comum, ele foi direcionado pelo Espírito Santo a nos dar uma exortação. Por quê? Seu espírito foi despertado pelo que ele viu na igreja, ou pelo que estava entrando na igreja.
Uma exortação significa duas coisas. Por um lado, é uma advertência; por outro, é um encorajamento. A exortação sempre inclui esses dois elementos: adverte e encoraja. Ela nos adverte contra algo que não é de Deus e nos encoraja a entrar naquilo que é de Deus.
Por isso, ele disse:
Fui obrigado. Sinto-me impelido a escrever-vos, exortando-vos a batalhar diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.
O que é a fé entregue uma vez por todas aos santos? A fé entregue uma vez por todas aos santos inclui toda a revelação, toda a verdade que Deus deu à igreja por meio dos apóstolos e dos profetas. É a nossa herança. É a nossa fé. É aquilo sobre o que edificamos.
Ela é chamada de “entregue uma vez por todas” porque toda a verdade de Deus que compõe a nossa fé nos foi entregue na Palavra de Deus. Toda a verdade revelada nos foi entregue uma vez por todas, e agora está no Novo Testamento, ou na Bíblia inteira. Não há mais nova verdade ou nova revelação como tal, porque toda a verdade que compõe a fé foi entregue uma vez por todas à igreja.
Graças a Deus, temos a fé que foi entregue uma vez por todas à igreja. Judas diz que devemos batalhar diligentemente pela fé entregue uma vez por todas aos santos.
Agora, esse versículo tem sido usado de maneira muito equivocada. Algumas pessoas ficam muito entusiasmadas e muito zelosas, discutem com as pessoas e brigam com elas por aquilo que chamam de fé. Por exemplo, algumas pessoas brigam com outras por aquilo que chamam de verdade do arrebatamento. Dizem: “É assim que será o arrebatamento”, e, se você não crer da mesma maneira, elas o expulsam.
Elas dizem que isso acontece porque precisamos batalhar diligentemente pela fé. Ao longo de dois mil anos de cristianismo, o povo de Deus tem lutado uns contra os outros por certos aspectos da fé. Dizem: “Você não pode fazer concessões, porque, se fizer, estará abandonando sua fé; portanto, precisa lutar até a morte”. Isso tem acontecido no cristianismo há dois mil anos.
Na verdade, esse versículo é usado de maneira equivocada. Batalhar diligentemente não significa que precisamos lutar até a morte por qualquer interpretação que defendamos acerca da verdade. A palavra “batalhar” significa agonizar; significa empenhar-se.
Significa simplesmente que precisamos agonizar em relação à fé entregue uma vez por todas aos santos. Precisamos nos empenhar pela fé entregue uma vez por todas aos santos. O que isso significa? É como Paulo disse:
Combati o bom combate, corri a carreira, completei o percurso.
Há a fé entregue uma vez por todas aos santos, e esta é uma fé que precisamos buscar com empenho. Esta é uma fé que precisamos conquistar. Esta é a fé pela qual precisamos agonizar, para que possamos possuir a fé entregue uma vez por todas aos santos e não percamos nada daquilo que Deus nos deu pela graça em Cristo Jesus.
Não se trata de usar aquilo que você chama de fé para brigar uns com os outros. Pelo contrário, ao enxergar a fé, você se empenha em alcançá-la. Você a busca diligentemente para não ficar sem ela. É isso que se quer dizer aqui.
Vivemos num tempo de apostasia. É por isso que precisamos batalhar diligentemente pela fé entregue uma vez por todas aos santos. Caso contrário, nos afastaremos, assim como outras pessoas se afastam.
Não abandone nada do que foi entregue uma vez por todas aos santos. Viva isso, trabalhe por isso, busque isso com empenho, agonize por isso até conquistar — até alcançar, até que essa fé se torne sua herança, sua propriedade, sua posse.
Esta carta de Judas é uma carta sobre apostasia. A palavra apostasia não é usada nesta carta, mas seu conteúdo está presente. O que é apostasia?
Em inglês, a palavra apostasy não tem um significado próprio, porque originalmente não era uma palavra inglesa. É uma transliteração da palavra grega apostasia. Em vez de traduzi-la, os tradutores simplesmente a transliteraram — em outras palavras, transformaram uma palavra grega numa palavra inglesa.
Apostasia vem da combinação de duas palavras gregas: apo, que significa “de”, e stasis, que significa “estar de pé”. Quando se juntam essas duas palavras, o sentido é estar afastado de — estar afastado daquilo sobre o que originalmente se estava firmado.
É por isso que significa afastamento, partida, abandono: afastar-se do lugar onde originalmente se estava firmado, abandonar aquilo que originalmente se possuía. É isso que apostasia significa.
Em 2 Tessalonicenses 2:3, somos informados de que haverá um afastamento — uma apostasia — antes que o homem do pecado, o filho da perdição, apareça nesta terra. Sabemos que o homem do pecado, o filho da perdição, é o Anticristo.
Antes que o Anticristo apareça, haverá primeiro um afastamento generalizado, um abandono generalizado na igreja. Porque a igreja começa a se afastar daquilo sobre o que originalmente estava firmada, e porque o povo de Deus começa a perder aquilo que originalmente possuía, isso prepara o caminho para o aparecimento do Anticristo.
Irmãos e irmãs, estamos vivendo num tempo de apostasia. A rigor, apostasia e apóstatas não se referem a incrédulos. Por quê? Porque um incrédulo nunca esteve firmado nessa posição, para começar.
Se há um fundamento sobre o qual você nunca esteve firmado, não pode se afastar dele. Você não pode abandonar algo que nunca possuiu. Primeiro, precisa possuir alguma coisa; então começa a se afastar dela.
Se vocês lerem Hebreus 6:1-2, por exemplo, encontrarão o autor de Hebreus descrevendo certas situações. Ele diz que, se vocês lançaram um fundamento, esse fundamento inclui arrependimento de obras mortas, fé em Deus, doutrina das abluções, imposição de mãos, ressurreição dos mortos e juízo eterno.
Em outras palavras, essas pessoas são crentes, porque já tiveram o fundamento lançado. Elas se arrependeram das obras mortas e têm fé em Deus. Conhecem o ensino das abluções, ou do batismo; conhecem o significado da imposição de mãos, que é identificação; conhecem a ressurreição dos mortos; e creem no juízo eterno.
O autor as descreve como pessoas que uma vez foram iluminadas, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, provaram a boa Palavra de Deus e os poderes do século vindouro. Essas pessoas não são incrédulas. Provaram o dom celestial — a vida eterna — e são participantes do Espírito Santo. Conhecem a Palavra de Deus e seu bom sabor. Contudo, se afastam. Apostatam.
Então, se vocês forem a Hebreus 10:26-29, encontrarão isso descrito novamente, especialmente em Hebreus 10:26:
Porque, se pecarmos voluntariamente depois de recebermos o conhecimento da verdade…
A palavra “conhecimento” ali é epignosis, o pleno conhecimento da verdade.
Depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade — não apenas um pouco de conhecimento, mas o pleno conhecimento —, chegamos a conhecer até mesmo o propósito de Deus em Cristo Jesus e, ainda assim, pecamos voluntariamente. É como ter pisado o Filho de Deus, ter considerado comum o sangue de Sua aliança, pelo qual fomos santificados, e ter insultado o Espírito da graça.
Essas pessoas conheceram o Filho de Deus, mas se afastam. Pisam o Filho de Deus sob seus pés. Haviam sido santificadas pelo sangue da aliança, mas depois consideram esse sangue comum, como se não fosse nada. Têm o Espírito Santo, mas insultam o Espírito Santo.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, a apostasia não é algo que está no mundo; a apostasia é algo que está na igreja. Pessoas que creram no Senhor Jesus, que conheceram o Senhor e que receberam do Senhor podem, ainda assim, se afastar. Elas abandonam sua fé inicial. Isso é sério — muito sério.
É claro que sabemos que existem diferentes graus de apostasia. Se vocês lerem Hebreus, verão que a apostasia daqueles descritos em Hebreus 6:4-6 não é tão grave quanto a daqueles descritos em Hebreus 10:26-29. Existem diferentes graus de afastamento. Mas a questão é esta: precisamos nos apegar às coisas que nos foram entregues uma vez por todas, buscá-las com empenho e agonizar por elas, para que não nos afastemos.
Olhem para a igreja hoje. Vemos que o cristianismo se afastou tanto da fé entregue uma vez por todas à igreja. Vivemos num tempo de apostasia.
Agora, quem são os apóstatas? Em Judas 1:4 está escrito:
Pois certos homens se introduziram despercebidamente, os quais desde a antiguidade foram de antemão assinalados para esta condenação: pessoas ímpias, que transformam a graça do nosso Deus em dissolução e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.
Há uma semelhança entre o livro de Judas e 2 Pedro. Quando falamos sobre 2 Pedro, mencionamos que deixaríamos algumas coisas para quando chegássemos a Judas. Especialmente entre 2 Pedro 2:1-22 e Judas 1:4-19, há muita semelhança. Portanto, a pergunta é: quem copiou quem?
Há diferentes opiniões, mas, pessoalmente, creio que Judas usou os escritos de Pedro. Por quê? Em 2 Pedro 2:1, Pedro diz:
Haverá entre vós falsos mestres, que introduzirão heresias destruidoras, negando o Soberano que os comprou.
Mas Judas diz:
Certos homens se introduziram despercebidamente.
Pedro diz que esses mestres entrarão; Judas diz que eles já entraram.
Mas, de qualquer forma, quem são aqueles que apostataram? São aqueles que transformam a graça do nosso Deus em dissolução.
Essas pessoas conhecem a graça de Deus — a graça de Deus em Cristo Jesus. O que é a graça de Deus? Para dizer de maneira muito simples, a graça de Deus é Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. A graça de Deus é Seu Filho.
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.
O Senhor Jesus é a graça de Deus.
É por meio de nosso Senhor Jesus que recebemos graça: uma dádiva gratuita, a vida eterna que não merecemos. Essas pessoas conhecem a graça de Deus; a graça de Deus esteve sobre elas. Contudo, transformam a graça de Deus em dissolução.
Queridos irmãos e irmãs, todos nós recebemos a graça de Deus. Precisamos permanecer firmes na graça de Deus. Não devemos desperdiçar a graça de Deus. Não devemos transformar a graça de Deus em dissolução.
As pessoas dizem: “Porque Deus é tão gracioso, porque Deus tem tanta graça, não importa se pecarmos. Não importa se levarmos uma vida desregrada. Deus é gracioso; Ele nos perdoará. Você pode viver segundo sua própria vontade, porque a graça de Deus é tão grande”.
Ao fazer isso, você está transformando a graça de Deus em impiedade. A graça de Deus nos é dada para que sejamos santos. É para isso que serve a graça de Deus. A graça de Deus é para nos tornar santos.
Sem a graça de Deus, como podemos ser santos? Como podemos ser separados? Como podemos pertencer completamente a Deus? Como podemos ser piedosos, semelhantes a Deus, com o caráter de Deus dentro de nós? É impossível. Mas a graça de Deus em Cristo Jesus nos foi manifestada para que sejamos santos, para que sejamos um povo separado, para que sejamos santificados, sirvamos a Deus e glorifiquemos a Deus.
É para isso que serve a graça de Deus. Mas, às vezes, as pessoas transformam a graça de Deus em dissolução, em licenciosidade, em vida desregrada, em vontade própria. Isso é apostasia. Isso faz de você um apóstata.
Os apóstatas também negam nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. Você não pode negar aquilo que nunca confessou antes.
Aqui, eles ainda não negaram Jesus como seu Salvador. Alguns apóstatas chegam ao ponto de negar o Senhor Jesus como seu Salvador. Esse é o espírito do Anticristo sobre o qual João escreveu em sua primeira carta. Mas essas pessoas em Judas ainda não negaram o Senhor Jesus como seu Salvador. Não negaram o nome do Senhor Jesus. Mas o que negam? Negam nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.
A palavra “Soberano” aqui é uma palavra especial. Em grego, é despotes. “Déspota” é uma palavra de sentido negativo no inglês de hoje. Pensamos num monarca absoluto que faz tudo segundo sua própria vontade, que pode matar pessoas e fazer tudo o que quiser. Mas, no grego, aqui ela não tem uma conotação negativa; tem uma conotação positiva.
Nosso Senhor Jesus é Aquele que nos comprou por tão grande preço, com Seu próprio sangue. Ele é, para nós, nosso Soberano absoluto. A Palavra diz que não pertencemos a nós mesmos; pertencemos a Ele absolutamente. Ele pode fazer conosco tudo o que desejar. Ele é nosso Soberano benevolente. Ele é nosso Senhor e Mestre.
Somos Dele e devemos obedecer-Lhe. Devemos nos render e nos entregar a Ele completa e absolutamente. Mas, em vez de fazer isso, essas pessoas negam nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. Talvez não tenham negado Seu nome, mas O negam como Soberano absoluto.
Elas querem viver sua própria vida. Querem fazer as coisas à sua maneira. Não se importam com os interesses do Senhor. Não querem se submeter à autoridade de Cristo. Isso é apostasia.
Oh, irmãos e irmãs, não deveríamos ser advertidos a respeito disso? Para que, por descuido, nós também não transformemos a graça de Deus em dissolução; para que, por descuido, nós também não neguemos nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. Isso é sério. Isso seria afastar-se da fé entregue uma vez por todas aos santos.
Como precisamos permanecer firmes na graça de Deus e permitir que a graça de Deus opere de tal modo em nossa vida que ela seja santificada, santa para Deus. Como precisamos confessar nosso Senhor Jesus como nosso Senhor e Soberano absoluto, rendendo completamente nossa vida a Ele, para que não comecemos a fazer nossa própria vontade e a seguir nosso próprio caminho.
Em Judas 1:8, lemos:
Contudo, de igual modo, também estes sonhadores contaminam a carne, desprezam o senhorio e blasfemam contra as dignidades.
Esses apóstatas são sonhadores. Há dois tipos de sonhadores. Um tipo de sonhador é bom. Precisamos de sonhos cuja origem seja do alto — visão. Deus nos dá visão; Ele nos revela Sua mente e Seu coração em nosso espírito.
Mas há outro tipo de sonhador que é mau. Seus sonhos não vêm do alto. Vêm de sua própria vida, de seu próprio desejo, do desejo carnal. Quando você pensa muito em certas coisas, começa a sonhar com elas. Não é algo que lhe foi dado; é algo produzido por você mesmo.
Esses sonhadores não são pessoas que recebem visão celestial; são pessoas que sonham seus próprios sonhos. Eles contaminam a carne. Como sonham, assim são. Com o que você está sonhando? Você se torna aquilo com que sonha. Se sonhar com o Senhor, será semelhante a Ele. Se sonhar com o mundo, será semelhante ao mundo.
Eles contaminam sua carne. Em outras palavras, andam segundo a carne, não segundo o Espírito. Desprezam o senhorio e blasfemam contra as dignidades. Não obedecem às autoridades. Desprezam toda autoridade.
Toda autoridade vem de Deus, e quem despreza toda autoridade despreza a Deus. Eles querem ser seu próprio senhor e sua própria autoridade. Esses são os apóstatas. Blasfemam contra coisas que nem sequer conhecem e, naquilo que conhecem, corrompem a si mesmos.
Em Judas 1:16 está escrito:
Estes são murmuradores, queixosos, andando segundo suas próprias concupiscências; e sua boca profere palavras arrogantes, adulando pessoas por interesse.
Eles são murmuradores. Murmuram e reclamam. Proferem palavras arrogantes, palavras grandiosas, para obter vantagens. Esses são os apóstatas. Na igreja de hoje há muitos apóstatas, muitos falsos mestres e falsos profetas. O espírito do Anticristo já está aqui na igreja. Vivemos em dias de apostasia.
Como vocês os reconhecem? Por seus caminhos, por suas ações, vocês os conhecem. Judas diz que eles seguiram pelo caminho de Caim. O que é o caminho de Caim? Isso nos leva a Gênesis 4:1-16.
Em Gênesis 4:3-5, Caim ofereceu a Deus o produto de sua terra como sacrifício. Em outras palavras, ele pensava que era bom o suficiente para Deus. Não se reconhecia como um pecador que precisava ser redimido pelo derramamento de sangue.
Ele pensava que era bom o suficiente e tentou oferecer suas boas obras a Deus, pensando que Deus as aceitaria. Mas foi rejeitado, e o resultado foi que ficou irado e matou seu irmão Abel. Esse é o caminho de Caim.
Podemos reconhecer os apóstatas pelo caminho que seguem. Eles não seguem o caminho do Cordeiro de Deus. Desprezam o sangue do Senhor Jesus. São tão autoconfiantes que pensam ter bondade e mérito suficientes para agradar a Deus e que podem ser aceitos por seus próprios méritos. Esse é o caminho de Caim.
Em segundo lugar, eles se entregaram ao erro de Balaão por recompensa. Isso nos leva a Números 22:1-24:25. Vocês se lembram do profeta gentio, Balaão. Balaque, rei dos moabitas, o contratou para amaldiçoar os filhos de Israel. Mas Deus não permitiu que ele os amaldiçoasse. Deus transformou sua maldição em bênção.
Por causa disso, Balaão aconselhou como seduzir os filhos de Israel ao pecado, para que pudessem ser amaldiçoados. Ele vendeu seu poder profético por dinheiro, por lucro. Queridos irmãos e irmãs, podemos reconhecer esses apóstatas porque eles sempre entram no erro de Balaão.
Deus pode ter lhes dado dons proféticos, mas eles tentam usá-los para seu próprio lucro, em vez de proferir fielmente os oráculos de Deus.
Em terceiro lugar, eles perecem na rebelião de Corá. Isso está em Números 16:1-35. Corá era da tribo de Levi. Ele e seus conspiradores, líderes entre a congregação de Israel, conspiraram contra Moisés e Arão porque queriam posição e poder. Começaram a falar mal de Moisés e Arão. Essa é a rebelião de Corá, e eles pereceram.
Irmãos e irmãs, esses são apóstatas. Estão sempre tentando obter algum lugar ou posição. Ambicionam algo que Deus não lhes deu. Não estão satisfeitos com aquilo que Deus lhes deu; querem algo mais e, por fim, perecem nisso.
Judas usa várias imagens para descrevê-los. Eles são como manchas — ou rochas — nas festas de amor. A palavra traduzida como “manchas”, no original, pode ser traduzida como “rochas”.
Na igreja primitiva, os irmãos costumavam se reunir para aquilo que chamavam de festas de amor, festas ágape. Reuniam-se para comer como expressão de amor. Mas essas pessoas estavam na igreja, por isso também vinham. Eram como rochas submersas, com pouca água sobre elas. Quando um navio passa sobre elas, naufraga.
Eles são como rochas ali, apascentando a si mesmos. Tudo é para seu próprio interesse. São como nuvens sem água. Você vê a nuvem e talvez pense que deve haver chuva, mas não há água ali. É apenas fingimento — hipocrisia.
São como árvores de outono sem fruto. Não há fruto ali, apenas aparência. São como ondas impetuosas do mar, que espumam suas próprias vergonhas. São como estrelas errantes, e seu fim é a destruição.
Vemos que esses são apóstatas, e seu castigo virá depressa. Não temos tempo para entrar nesse assunto, mas vocês leem e veem que o Senhor virá e julgará. Que sejamos advertidos acerca da apostasia, para que nós também não nos afastemos da fé que nos foi entregue uma vez por todas.
Mas, graças a Deus, esta carta não termina aqui. Se terminasse aqui, seria negativa. Embora Judas se sentisse compelido a nos exortar a batalhar diligentemente pela fé entregue uma vez por todas aos santos e não tivesse tempo para escrever sobre a salvação comum, no fundo de seu coração ainda estava a salvação comum.
A partir de Judas 1:20, ele volta ao lado positivo. Agora, irmãos e irmãs, vocês que são chamados, amados em Deus Pai e guardados em Cristo Jesus, o que devem fazer quando vivem num tempo de apostasia como este?
As pessoas apostatam ao seu redor. Isso significa que, porque elas se afastam, você também precisa se afastar? Não. Porque você encontra apostasia ao seu redor, precisa se empenhar ainda mais do que antes pela fé que lhe foi entregue.
Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
Irmãos e irmãs, quando as pessoas estão perdendo a fé, quando estão se afastando da fé, esse é o momento em que vocês devem se edificar sobre a santíssima fé.
Se você não está avançando, está retrocedendo. Não consegue simplesmente permanecer parado. É por isso que Hebreus 6:1 diz que precisamos prosseguir para a perfeição; precisamos prosseguir para a maturidade. Outras pessoas estão se afastando ou retrocedendo. A única maneira de você continuar é prosseguir, é se edificar. Se você não se edificar, será derrubado.
Não podemos nos dar ao luxo de ficar parados. Irmãos e irmãs, que não haja um contentamento que não seja santo. Precisa haver em nós um santo descontentamento. Não fiquem tão satisfeitos com sua própria condição espiritual, nem com os irmãos e irmãs, nem com as reuniões e a congregação onde vocês estão.
Não fiquem tão satisfeitos a ponto de pensar que já chegaram, que agora têm tudo, que não há mais nada pelo que precisem batalhar ou se empenhar. Se vocês tiverem esse tipo de atitude, tomem cuidado para não cair.
A única maneira de não nos afastarmos é nos edificarmos. Oh, precisamos nos edificar continuamente sobre a santíssima fé. Não pode haver trégua; não pode haver relaxamento. Precisamos continuar a prosseguir, a buscar com empenho, a agonizar, a conquistar e a nos edificar sobre a santíssima fé.
Lembrem-se das palavras de Pedro em 2 Pedro 1:5-8, 10-11. Como são belas:
Por esta mesma razão, empregando também toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude; e à virtude, o conhecimento; e ao conhecimento, o domínio próprio; e ao domínio próprio, a perseverança; e à perseverança, a piedade; e à piedade, a fraternidade; e à fraternidade, o amor. Pois, se essas coisas são vossas e abundam, elas fazem com que não sejais ociosos nem infrutíferos quanto ao conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, irmãos, empenhai-vos ainda mais em tornar firme a vossa vocação e eleição: pois, fazendo essas coisas, jamais tropeçareis. Porque assim vos será ricamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Irmãos e irmãs, precisamos nos edificar sobre a santíssima fé — da fé à virtude, da virtude ao conhecimento, do conhecimento ao domínio próprio, do domínio próprio à perseverança, da perseverança à piedade, da piedade à fraternidade e da fraternidade ao amor. Precisamos edificar continuamente sobre a nossa santíssima fé.
E, em segundo lugar: orem no Espírito Santo. Orar no Espírito Santo não significa orar em línguas. Algumas pessoas pensam que orar no Espírito Santo é orar em línguas. Mas, se vocês lerem 1 Coríntios 14:14-15, verão que isso é chamado de orar em uma língua.
Orar no Espírito Santo, seja em línguas, seja em palavras comuns, significa simplesmente que, quando oramos, não oramos segundo nossa própria mente e nossas próprias palavras. Oramos dependendo do Espírito Santo para nos ajudar, para nos ensinar a orar, de modo que oremos segundo Deus.
Por que precisamos orar no Espírito Santo? Porque, se você quiser edificar sobre a santíssima fé, descobrirá como é incapaz por si mesmo. Se não tentar, pensará que consegue. Mas, se tentar, verá como é difícil. Você nunca conseguirá por si mesmo.
Você começa a perceber sua própria fraqueza e fragilidade e, graças a Deus, o Espírito Santo está aqui para nos ajudar em nossas fraquezas. A oração mostra que você depende Dele. É por isso que você ora. Você ora no Espírito Santo à medida que o Espírito Santo lhe revela sua própria fraqueza e fragilidade, segundo a mente de Deus.
Conservem-se no amor de Deus. Este é o caminho para sermos guardados no amor de Deus. Como vocês serão guardados no amor de Deus? Em João 15:10, Ele diz que, se guardarem Seus mandamentos, permanecerão em Seu amor.
Aqui vemos que estamos procurando nos edificar e estamos orando. Pela graça de Deus, descobrimos que somos capazes de obedecer. À medida que obedecemos aos mandamentos de Deus e os guardamos, somos guardados em Seu amor.
Durante todo esse tempo, estamos aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. Estamos esperando a volta de nosso Senhor Jesus. Quando Ele voltar, mostrará misericórdia para conosco. Tudo é misericórdia. Não merecemos isso. Não pense que você realizou alguma coisa. Tudo é por Sua graça. É misericórdia, e ainda é misericórdia que esperamos em Sua vinda.
Irmãos e irmãs, é assim que nos empenhamos pela fé entregue uma vez por todas aos santos.
O melhor de tudo está no final:
Mas Àquele que é poderoso para vos guardar sem tropeço e apresentar-vos irrepreensíveis, com exultação, diante de Sua glória: ao único Deus, nosso Salvador, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, sejam glória, majestade, poder e autoridade, desde antes de todos os tempos, agora e por todos os séculos. Amém.
Depois de tudo o que foi feito, vocês precisam reconhecer que é Deus Quem nos tem guardado. Queridos irmãos e irmãs, não podemos guardar a nós mesmos. Mas, graças a Deus, sabemos que Ele é poderoso para nos guardar.
Ele é poderoso para nos guardar de nos desviarmos. Ele é poderoso para nos guardar de tropeçarmos. Não apenas isso, mas Ele é poderoso para nos apresentar com alegria, sem mácula, diante de Sua glória.
Queridos irmãos e irmãs, esta é a nossa bendita esperança. Esta é a nossa confiança. Nossa confiança não está em nós mesmos. Não pensem que somos melhores do que qualquer outra pessoa. Irmãos e irmãs, cairíamos como qualquer outra pessoa.
Tudo é por causa Daquele que é poderoso para nos guardar de cair e para nos apresentar irrepreensíveis diante da presença de Sua glória. A Ele sejam glória, majestade, domínio e poder para todo o sempre. Amém.
Vamos orar?
Querido Pai celestial, Tu nos advertiste de que vivemos nos dias de apostasia. Oh, reconhecemos que, se formos deixados por nossa própria conta, cairemos como as outras pessoas.
Mas nós Te louvamos e agradecemos porque sabemos que Tu és nosso Deus e és poderoso para nos guardar de cair; e não apenas de cair, mas até mesmo para nos apresentar irrepreensíveis diante da Tua glória.
Oh, nosso Pai, desejamos nos entregar a Ti. Queremos dizer-Te, como Paulo diz:
Eu sei em Quem tenho crido e estou plenamente convencido de que Tu és poderoso para guardar aquilo que Te confiei até aquele dia.
Portanto, nosso Pai, hoje nos entregamos a Ti — espírito, alma e corpo —, aos Teus cuidados, Senhor. Cremos que Tu és poderoso para nos guardar até aquele dia.
Oh, nosso Pai, nós Te louvamos e agradecemos porque Tu és a nossa confiança. Tu és a nossa perseverança. Pai, oramos para que, se houver aqueles que começaram a se afastar, Tu os restaures, porque Tu és o Deus de toda compaixão e amor. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.