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    Seeing Christ in Christian Experience - Philippians © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Seeing Christ in Christian Experience - Philippians
    Seeing Christ in Christian Experience - Philippians
    Kaung, Stephen

    O segredo da vida cristã

    Por favor, abram a carta aos Filipenses. Vamos ler alguns versículos.

    Filipenses 1:21
    Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro.

    Filipenses 2:5-8
    Tende em vós este mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus:
    o Qual, existindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo a que devesse Se apegar,
    mas esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-Se semelhante aos homens;
    e, sendo encontrado em figura humana, humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte, e morte de cruz.

    Filipenses 3:13-14
    Irmãos, não considero que eu mesmo já o tenha alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficam para trás e avançando para as que estão adiante,
    prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

    Filipenses 4:13
    Tudo posso Naquele que me fortalece.

    Ou, para dizer de modo mais preciso:

    Tenho força para todas as coisas por meio Daquele que me capacita.

    Vamos nos voltar ao Senhor em oração.

    Querido Pai celestial, como Te louvamos e agradecemos por Teu precioso Filho, o dom indescritível que nos deste. Nós valorizamos esse dom muitíssimo.

    Nosso Pai, pedimos que continues a abrir nossos olhos para vermos Teu Filho. Torna-O ainda mais precioso para nós do que jamais foi. Leva-nos a pensar: sem Ele, onde estaríamos?

    Ó Senhor, oramos para que possamos verdadeiramente vê-Lo como Tu O tens visto. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    A relação entre Efésios e Filipenses

    No último Dia do Senhor, compartilhamos sobre a carta aos Efésios. A carta aos Efésios nos apresenta o ponto mais elevado do ensino cristão.

    Nesta manhã, gostaríamos de continuar com a carta aos Filipenses. Essa carta nos apresenta a maior profundidade da vida cristã.

    Em Efésios, encontramos a altura do ensino. Não pode haver nada mais elevado, porque ali vemos o propósito eterno de Deus, que é Cristo Jesus. É a vontade de Deus que Seu Filho tenha o primeiro lugar em todas as coisas, que Ele reúna em Si todas as coisas, que Ele seja tudo em todos.

    Creio que não podemos encontrar nenhum ensino mais elevado do que esse. Então, na carta aos Filipenses, encontramos a maior profundidade do viver. Por quê? Porque está escrito:

    Para mim o viver é Cristo.

    Vocês conseguem encontrar uma vida mais profunda do que essa?

    Essas duas epístolas foram escritas por uma só pessoa, o apóstolo Paulo. Isso nos mostra que o ensino e o viver são inseparáveis. Precisamos de ensino, pois o ensino sem o viver é apenas teórico. O viver sem o ensino adequado é indisciplinado e limitado.

    Graças a Deus, temos, lado a lado, a carta aos Efésios e a carta aos Filipenses. Precisamos do ensino e precisamos do viver.

    Cristo na experiência cristã

    Nesta carta aos Filipenses, veremos Cristo em nossa vida diária — ou, para dizer de outra maneira, veremos Cristo na experiência cristã.

    De todas as cartas escritas pelo apóstolo Paulo, esta talvez seja a mais íntima. Ele escreveu essa carta à igreja em Filipos.

    Se vocês lerem Atos 16, saberão que Filipos foi o primeiro lugar da Europa onde o evangelho foi pregado. Antes disso, o evangelho havia sido pregado em Jerusalém, na Judeia, em Samaria e na Ásia. Mas aqui vemos que o Espírito Santo conduziu o apóstolo Paulo a atravessar o mar Egeu e entrar na Europa. O primeiro lugar onde o evangelho de Jesus Cristo foi pregado na Europa foi Filipos.

    Ali, Deus reuniu um grupo de crentes em torno do nome do Senhor Jesus. Essa igreja em Filipos tinha um relacionamento muito íntimo com o apóstolo Paulo. Paulo amava muito essa igreja, e os irmãos e as irmãs dali amavam muito Paulo.

    Esse relacionamento já durava bastante tempo, pois, quando Paulo escreveu sua carta aos Filipenses, haviam se passado dez anos desde que ele pisara pela primeira vez na cidade de Filipos. Ao longo desses dez anos, eles mantiveram um relacionamento muito íntimo e amoroso.

    Aqui, Paulo, preso em Roma, escreveu essa carta àqueles a quem amava profundamente e por quem também era profundamente amado. Portanto, era uma carta de amor.

    Agora, embora encontremos nessa carta um ensino muito profundo — por exemplo, em Filipenses 2, encontramos um ensino muito profundo acerca de Cristo —, ela não foi escrita basicamente para ensinar. Essa carta é, na verdade, uma expressão de comunhão, um compartilhar de amor.

    De todas as cartas escritas pelo apóstolo Paulo, há duas que mais o revelam: 2 Coríntios e Filipenses. Em 2 Coríntios, Paulo nos é revelado como Paulo, o apóstolo. Mas aqui, na carta aos Filipenses, ele nos é revelado como Paulo, o homem, a pessoa.

    Em 2 Coríntios, o que está em vista é a autoridade espiritual. Mas aqui, em Filipenses, o que está em vista é o amor. Portanto, nessa carta, Paulo se revela aos santos em Filipos. Ele desvenda, por assim dizer, o próprio segredo de sua vida como cristão.

    É isso que gostaríamos de aprender juntos nesta manhã.

    A vida cristã como experiência de Cristo

    A vida é feita de experiências. Aquilo que experimentamos dia após dia acaba constituindo nossa vida.

    É mais do que simples conhecimento; é conhecimento vivido. Sabem, o conhecimento de que a Bíblia fala é epignosis, que é um conhecimento pleno e vivido na experiência.

    O conhecimento de Jesus Cristo não é um conhecimento teórico, especulativo. O conhecimento de Deus, o conhecimento de Jesus Cristo, não é apenas pleno, mas também vivencial. Ou seja, pode ser experimentado.

    Portanto, conhecer Cristo não é apenas saber a respeito Dele. Isso não constitui nossa vida cristã. Conhecer Cristo é experimentá-Lo, e experimentá-Lo é o que constitui nossa vida cristã.

    Assim, a vida cristã é, de fato, uma vida de experimentar Cristo Jesus. Quanto mais vocês experimentam Cristo, mais profunda se torna sua vida cristã. E, naturalmente, quanto menos experimentam Cristo, mais superficial será sua vida cristã.

    As circunstâncias de Paulo em Roma

    Quando Paulo escreveu sua carta aos Filipenses, sabemos que ele estava preso em Roma. Por causa do evangelho, ele era prisioneiro.

    Embora lhe fosse permitido ficar em sua própria moradia alugada, ele estava, naturalmente, na região onde a guarda imperial se encontrava aquartelada. Somos informados de que, enquanto esteve preso em Roma, havia um soldado da guarda imperial acorrentado a ele vinte e quatro horas por dia.

    Era uma corrente longa, é claro, mas, ainda assim, ele estava acorrentado a um soldado da guarda imperial vinte e quatro horas por dia. Nunca havia um momento de privacidade. Ele estava sempre sob os olhos de um guarda romano.

    Quando recebia amigos, visitantes, irmãos e irmãs, e conversava sobre o Senhor, havia um guarda ali. Quando descansava à noite, havia um guarda ali. Não havia absolutamente nenhuma privacidade.

    Ele estava ali esperando ser julgado pelo imperador, que, naquela época, era Nero. Nunca sabia quando teria a oportunidade de comparecer diante dele. Precisava esperar e esperar até que o imperador decidisse ouvi-lo.

    Sabemos que ele ficou ali por dois anos. Tudo estava em suspenso. Nada acontecia. O resultado, naturalmente, era incerto, e Paulo precisava viver esse tipo de vida dia após dia.

    Ele era uma pessoa muito ativa, mas estava confinado à sua moradia. Não podia viajar. Não podia sair para se encontrar com as pessoas. Vivia uma vida muito restrita.

    Enquanto estava preso, todos — os soldados da guarda imperial e os demais — sabiam que ele não estava ali por ter cometido algum crime. Estava ali por causa do evangelho de Jesus Cristo.

    Esse mesmo capítulo nos diz que alguns pregavam o evangelho por amor, mas também havia outros que o pregavam por inveja. Não sabemos exatamente quem eram essas pessoas. Provavelmente eram os judaizantes que perseguiram Paulo durante toda a sua vida, ou talvez fossem outras pessoas.

    Mas de uma coisa sabemos: algumas pessoas pregavam o evangelho por amor, enquanto outras o pregavam por inveja e rivalidade. Em outras palavras, essas pessoas não pregavam o evangelho por causa de Cristo; pregavam para acrescentar aflição ao apóstolo Paulo.

    A alegria em circunstâncias adversas

    Agora, penso que, se fôssemos colocados nesse tipo de situação, provavelmente seríamos vencidos por todas essas circunstâncias adversas.

    No entanto, vemos que, nessas circunstâncias, Paulo não apenas não foi vencido, mas venceu todas elas. Ele escreveu uma das cartas mais alegres da Bíblia.

    Nesta carta aos Filipenses, encontramos a palavra “alegria” e seus equivalentes repetidos dezesseis vezes nessa breve epístola. Em outras palavras, ele transbordava de alegria. Era capaz de compartilhar sua alegria com os crentes filipenses.

    Sabem, a vida é vivida em muitas circunstâncias. Não vivemos num vácuo. Vivemos em todo tipo de circunstância.

    Algumas pessoas dizem que somos produto de nossas circunstâncias. Mas, provavelmente, se quisermos falar com mais precisão, podemos dizer que somos produto de nossa reação às circunstâncias. Em outras palavras, como reagimos às nossas circunstâncias?

    As circunstâncias mudam continuamente, assim como as quatro estações: às vezes temos primavera, às vezes verão, às vezes outono e às vezes inverno.

    Mas cremos que essas circunstâncias são ordenadas por nosso Deus. Deus governa nossas circunstâncias e tem a palavra final sobre elas. Sim, é verdade: às vezes nossas circunstâncias são causadas pelo adversário, mas com a permissão de nosso Deus.

    O cuidado do Pai em todas as circunstâncias

    Vocês se lembram de que nosso Senhor Jesus disse:

    Não temais. Até os cabelos da vossa cabeça foram contados por vosso Pai celestial.

    Todas as manhãs, quando penteamos o cabelo, alguns fios acabam caindo. Provavelmente vocês nunca contam quantos. É claro, para começar, vocês nem sabem quantos fios de cabelo têm.

    Mas nosso Senhor Jesus disse:

    Até os cabelos da vossa cabeça estão numerados.

    Não apenas contados, mas numerados. Em outras palavras, cada fio de cabelo da sua cabeça tem um número.

    De manhã, quando vocês penteiam o cabelo, os fios de número 1.003 e 3.004 podem cair. Deus sabe exatamente qual foi o número do fio que caiu. Esse é o cuidado de seu Pai celestial: algo tão minúsculo, tão insignificante, que nem merece ser notado pelos homens, mas nosso Pai celestial sabe de tudo.

    Nosso Senhor disse que uma moeda comprava dois pardais, mas duas moedas compravam cinco. Por quê? Os pardais eram tão baratos que, quando alguém comprava o equivalente a duas moedas, recebia mais um pardal de brinde. Em outras palavras, aquele pássaro extra não valia nada.

    Mas o Senhor disse que nem mesmo aquele cairia no chão sem o conhecimento de seu Pai. Quanto mais vocês valem do que os pardais!

    Esse é o cuidado amoroso de nosso Pai celestial. Lembrem-se: é esse Pai celestial que ordenou todas as nossas circunstâncias.

    Sejam nossas circunstâncias favoráveis ou adversas, lembrem-se de que tudo está sob o controle de nosso Deus celestial. Em outras palavras, Ele nos coloca em nossas circunstâncias por uma razão.

    As circunstâncias como oportunidades de aprender Cristo

    Em nossas circunstâncias, Ele quer que descubramos o segredo da vida cristã. As circunstâncias são oportunidades de aprender Cristo.

    Sabem, é muito curioso. Duas pessoas podem estar sob as mesmas circunstâncias, mas sair delas de maneiras muito diferentes.

    Por exemplo, Abraão e Ló. Vemos que eles saíram juntos de Ur dos caldeus. Foram juntos para Canaã. Desceram juntos ao Egito. Voltaram juntos para Canaã. Estiveram nas mesmas circunstâncias, mas vemos como se tornaram diferentes depois.

    Saul e Davi passaram por todo tipo de circunstância. Mas Saul fracassou na prosperidade, e Davi foi bem-sucedido na adversidade.

    Não pensem que um bom ambiente ou boas circunstâncias sempre produzirão bons resultados. Às vezes acontece justamente o contrário. Não se trata da circunstância; trata-se do segredo de como reagimos. Trata-se do segredo da vida interior.

    Se vocês dominarem esse segredo, descobrirão que podem estar em qualquer circunstância, e o resultado será crescimento. O resultado será uma experiência mais profunda de Cristo Jesus.

    O segredo revelado em Filipenses

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, aqui vemos Paulo escrevendo essa carta aos Filipenses. Ele estava em circunstâncias tão difíceis. Pensem nos crentes filipenses: eles estavam livres. Não estavam acorrentados.

    No entanto, vemos que esses crentes filipenses, embora estivessem em circunstâncias muito melhores quando comparadas às de Paulo, estavam desanimados. Por quê? Porque havia um pequeno problema entre eles.

    Basicamente, havia duas irmãs que exerciam liderança. Ambas amavam o Senhor, mas, de alguma forma, desenvolveram certa rivalidade. Por causa dessa rivalidade entre essas duas irmãs, uma nuvem se estendeu sobre toda a assembleia. Eles perderam a alegria. Estavam sob essa nuvem, enquanto Paulo estava alegre.

    Qual era o segredo?

    Paulo abre seu coração a esses irmãos e irmãs a quem ama. Ele procura lhes dizer que, em qualquer circunstância em que estejam, há um segredo. Se vocês conhecerem esse segredo, então as circunstâncias não importam. O que importa é que vocês dominem esse segredo.

    Qual é esse segredo?

    Para mim o viver é Cristo.

    Cristo como a vida do crente

    Agora, Paulo não diz: “Eu sou Cristo”. Sabem, algumas pessoas hoje dizem: “Eu sou Cristo”. Não.

    Quando as pessoas foram a João Batista e perguntaram: “Você é o Messias? Você é o Cristo?”, João Batista disse: “Oh, não, eu não sou. Sou apenas uma voz no deserto”.

    Paulo nunca disse: “Eu sou Cristo”, como algumas pessoas diriam. Paulo disse:

    Para mim o viver é Cristo.

    Agora, naturalmente, é verdade que, para nós, viver é viver para Cristo. Isso é verdade. Se não estamos vivendo para Cristo, então estamos vivendo para quê? Não há mais nada pelo que valha a pena viver.

    Mas Paulo não diz isso aqui. Paulo não diz: “Para mim o viver, espero, será Cristo”. Não. Isso seria uma expectativa. Paulo faz uma declaração de fato:

    Para mim o viver é Cristo.

    Eu não sou Cristo, mas, para mim, o viver é Cristo. Por quê? Porque não sou eu, mas Cristo que vive em mim.

    Na verdade, a explicação desse versículo se encontra em Gálatas 2:20.

    Gálatas 2:20
    Já estou crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim:
    e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé, a fé no Filho de Deus, o Qual me amou e Se entregou por mim.

    Queridos irmãos e irmãs, se vivermos por nós mesmos, não importa quem sejamos, não estaremos à altura de nossas circunstâncias. Um dia, alguma circunstância revelará nossos limites.

    Vocês podem viver por si mesmos, por sua própria força, sua própria inteligência, sua própria sabedoria e sua própria vontade. Talvez consigam viver assim por algum tempo. Talvez consigam resistir às circunstâncias por algum tempo. Mas chegará um momento em sua vida em que descobrirão que a circunstância é mais do que podem suportar.

    Mais cedo ou mais tarde, vocês verão isso acontecer. Por quê? Porque ninguém é capaz de viver a vida cristã neste mundo por si mesmo — nem mesmo Paulo.

    Há apenas uma maneira de enfrentar todo tipo de circunstância, seja tranquila ou difícil, seja prosperidade ou adversidade, fome ou fartura. Há apenas uma maneira de viver a vida cristã, e é esta: “Não eu, mas Cristo”.

    A crucificação com Cristo

    Ou:

    Estou crucificado com Cristo.

    Sei que não posso viver a vida cristã por mim mesmo. Sei que não posso enfrentar todas as circunstâncias do mundo. Sei que, se tentar fazer isso, mais cedo ou mais tarde entrarei em colapso.

    Graças a Deus, quando Cristo morreu na cruz, Deus me colocou Nele e me crucificou com Ele.

    Paulo reconheceu isso. Irmãos e irmãs, vocês não sabem que Deus já pronunciou um veredicto sobre vocês? Esse veredicto foi executado há dois mil anos, na cruz do Calvário.

    O veredicto é este: você precisa parar, porque não é capaz de viver por si mesmo. Você não pode ser melhorado, reformado ou mudado. Deus diz: “Você chegou ao fim. Eu pus fim a você no Calvário. Quando Cristo morreu, você morreu Nele”.

    Vocês aceitarão isso? Acham que são bons demais, inteligentes demais, poderosos demais, que ainda conseguem viver por si mesmos? Se pensarem assim, não aceitarão esse fato.

    Mas, se reconhecerem que não há bem algum em vocês — isto é, em sua carne —, que não há força em vocês, que não conseguem fazer isso, que não conseguem chegar lá, que isso está além de vocês, então, irmãos e irmãs, a coisa mais fácil e natural a fazer é declarar:

    Estou crucificado com Cristo.

    Já não sou eu quem vive.

    Agora, quem está vivendo? É Cristo. Essa é a razão pela qual Paulo disse:

    Para mim o viver é Cristo.

    Sim, estou vivendo. Estou vivendo em meio às circunstâncias. Mas não sou eu quem vive; é Cristo que vive em mim. Ele está expressando Sua vida por meio de mim.

    Porque Cristo vive, nenhuma circunstância é difícil demais para Ele. Vocês descobrirão que essa vida é vida de ressurreição. É vida que sai da morte; ela sempre se ergue e nunca sucumbe.

    Para mim o viver é Cristo.

    Cristo no interior do crente

    Queridos irmãos e irmãs, façam a si mesmos esta pergunta: descobrimos esse segredo?

    Cristo em vós, a esperança da glória.

    Todos nós que cremos no Senhor Jesus temos Cristo em nós. Se vocês não têm Cristo em vocês, não pertencem a Cristo.

    Quando cremos no Senhor Jesus, Cristo entra em nós. Ele está em cada crente. Mas lembrem-se: Ele está em vocês como vida. Isto é, Ele está em vocês para viver.

    Ele está em vocês para viver por vocês. Irmãos e irmãs, se tão somente pudermos enxergar isso, então, todos os dias, quando abrirmos os olhos, poderemos simplesmente elevar nosso coração ao Senhor e dizer: “Graças a Deus, aqui está mais um dia para viver”.

    Há circunstâncias nas quais preciso viver ao longo deste dia, mas, graças a Deus, não sou eu; é Cristo que vive. Se, dia após dia, vocês simplesmente se firmarem nesse fato — “Para mim o viver é Cristo” —, como sua vida será diferente!

    Nada é impossível para Ele. Não olhem para as circunstâncias; olhem para Cristo. Não culpem suas circunstâncias. Se vocês têm Cristo, suas circunstâncias lhes servirão.

    Romanos 8:28
    E sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito.

    Uma ilustração da vida de Agostinho

    Conta-se uma história sobre Santo Agostinho. Sabemos que Santo Agostinho, antes de ser salvo, era um jovem brilhante.

    Ele se tornou professor de retórica quando tinha, creio eu, pouco mais de vinte anos. Naquela época, a cátedra de retórica era a posição mais elevada de um professor na universidade.

    Ele levava uma vida muito dissoluta. Cometeu muitos pecados. Mas depois, graças a Deus, foi salvo.

    Depois de ser salvo, certo dia estava andando pela rua. De repente, ouviu uma voz atrás dele chamando seu nome — uma voz de mulher. Mas ele não quis se virar.

    Por fim, aquela mulher o alcançou e disse: “Agostinho, você não me conhece?”

    Agostinho respondeu: “Com quem você está falando? Aquele que você conhecia morreu”.

    Irmãos e irmãs, esse é o segredo:

    Para mim o viver é Cristo.

    A renovação da mente

    Mas às vezes vocês pensam: “Sim, tenho a vida de Cristo em mim. Cristo vive em mim. Sei disso. Mas por que eu continuo vivendo, e Ele não vive?”

    “Como posso liberar Sua vida em mim? Onde está o botão? Existe alguma chave que possa abrir o caminho para que a vida de Cristo se manifeste em vez de mim mesmo?”

    Sim, existe. É por isso que, em Filipenses 2, Paulo menciona a questão da mente de Cristo.

    Filipenses 2:5
    Tende em vós este mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.

    Irmãos e irmãs, sabem, a vida pode ser bloqueada ou liberada por meio da mente.

    É como em sua casa. Vocês têm uma caixa-d’água cheia. Mas, se a torneira estiver fechada, não sairá água. É preciso abrir a torneira, e então a água fluirá.

    É a mesma coisa com nosso viver cristão. Temos todos os recursos dentro de nós: Cristo, nossa vida. Esse é o recurso.

    Esses recursos são de uma riqueza insondável. Não podem ser esgotados. Ele é abundante. Ele está ali. Mas, de alguma forma, vocês percebem que a torneira está fechada. Tudo o que precisam fazer é abrir a torneira, e essa torneira é nossa mente.

    Romanos e as misericórdias de Deus

    Deixem-me explicar desta maneira. Sabemos que a carta aos Romanos pode ser dividida em duas partes.

    Uma vai de Romanos 1 a Romanos 11. Ali encontramos as misericórdias de Deus. Deus fez tanto por nós em Cristo Jesus. Ele fez tudo por nós em Cristo Jesus.

    Se vocês querem que seus pecados sejam perdoados, isso está em Cristo Jesus. Se querem vencer o poder do pecado, isso está em Cristo Jesus. Se querem viver uma vida santa, isso está em Cristo Jesus. Tudo está em Cristo Jesus.

    Deus fez tudo por vocês em Cristo Jesus. Em outras palavras, Deus lhes deu Cristo por Suas misericórdias, e esse Cristo está em vocês. Todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais estão Nele e em vocês.

    Então, Romanos 12 a Romanos 16 falam do viver prático. Depois de recebermos todas as misericórdias de Deus, temos todas essas misericórdias armazenadas dentro de nós. Agora, deixemos que elas fluam para a glória de Deus.

    Mas, na transição, temos Romanos 12:1-2.

    Romanos 12:1-2
    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto espiritual.
    E não vos conformeis com este mundo: mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    Vocês têm a vida de Cristo em vocês. Agora, precisam abrir o caminho para que ela flua. Como fazer isso? Pela renovação da mente.

    Vocês ouvem o filósofo grego dizer: “Penso; logo existo”. Em outras palavras, seu pensamento tem muito a ver com aquilo que vocês são.

    Aquilo em que vocês fixam a mente, aquilo que ocupa sua mente, aquilo que avaliam em sua mente, aquilo que consideram importante ou sem importância — seu ponto de vista, a maneira como enxergam as coisas —, tudo isso tem muito a ver com a maneira como vivem.

    Vocês têm a vida em vocês. Agora, como vão viver? Isso tem muito a ver com sua mente.

    A apresentação do corpo como sacrifício vivo

    Sabem, queridos irmãos e irmãs, embora sejamos salvos e tenhamos uma nova vida em nós, nossa mente ainda é velha.

    Embora sejamos salvos, vemos que nossa mente ainda pensa da mesma maneira que as pessoas do mundo pensam. Ainda consideramos as coisas do mundo importantes, preciosas e queridas.

    Ainda corremos atrás dessas coisas. Ainda avaliamos as coisas da mesma maneira que fazíamos antes de sermos salvos. Por isso, não é de admirar que continuemos seguindo o velho caminho.

    Nossa mente precisa ser renovada.

    Deus fez tudo por nós ao nos dar a vida de Seu Filho amado. Nessa vida está tudo de que vocês precisam. Mas há uma coisa que Deus não fará e não faz por vocês. É algo que vocês mesmos precisam fazer.

    Vocês precisam apresentar seus corpos como sacrifício vivo.

    Agora, irmãos e irmãs, embora Deus tenha comprado vocês por um preço — o próprio sangue de Seu Filho amado — e vocês pertençam a Ele por direito, Deus nunca força ninguém. Ele deseja um serviço voluntário.

    Em outras palavras, Deus diz: “Agora, olhe para o que fiz por você. Olhe para o que lhe dei. Eu lhe dei Cristo. Ele é seu”.

    “Mas, se você quer viver por Sua vida, há uma coisa que precisa fazer: apresentar seu corpo como sacrifício vivo a Mim.”

    O que é um sacrifício? Um sacrifício é algo dado a Deus para Seu consumo. Por isso, o sacrifício é chamado de alimento — o alimento de Deus. Que Deus seja satisfeito com o sacrifício.

    Portanto, em outras palavras, hoje nós, que pertencemos ao Senhor, devemos ser um sacrifício vivo. Isto é, a cada dia que vivemos, existimos para Seu prazer.

    Não vivemos aqui para nosso próprio prazer ou para nossa própria satisfação. Vivemos aqui como um sacrifício a Deus. Vivemos aqui para Ele, para Seu prazer, para Sua satisfação, para Sua vontade e para Seu propósito.

    Isso é algo que vocês precisam fazer: apresentar-se a Deus.

    A obra do Espírito na renovação da mente

    O maravilhoso é que, quando vocês apresentam seu corpo como sacrifício vivo a Deus, algo acontece com sua mente. O Espírito Santo renova sua mente.

    Em outras palavras, o Espírito Santo renova sua mente de tal maneira que vocês começam a ver as coisas de modo diferente. Começam a dar um valor diferente às coisas. Começam a olhar para as coisas de modo diferente.

    Aquilo que antes vocês valorizavam torna-se lixo para vocês. Aquilo que antes desprezavam, de repente, torna-se muito precioso.

    Agora, vamos usar Paulo como ilustração. Em Filipenses 3, Paulo disse que, antes de conhecer o Senhor, ele se gloriava em sua origem.

    Ele era judeu. Era da tribo de Benjamim. Fora circuncidado ao oitavo dia. Quanto à lei, havia sido criado como fariseu que guardava a lei. Quanto à justiça da lei, era irrepreensível.

    Em outras palavras, ele considerava essas coisas muito valiosas e, por isso, era assim que vivia. Ele disse: “Vivi como fariseu”.

    Mas, depois que veio ao Senhor, depois que entregou sua vida a Cristo, o que aconteceu? Ele disse:

    As coisas que para mim eram lucro, essas considerei perda.

    Considero todas as coisas como refugo, como nada. Estou disposto a abrir mão de tudo pela excelência do conhecimento de Jesus Cristo.

    Irmãos e irmãs, essa é a mente renovada. Uma mente renovada. Precisamos de uma mente renovada.

    Mas, para ter essa mente renovada, vocês precisam fazer algo. Precisam apresentar seu corpo como sacrifício vivo. Precisam entregar-se a Deus. Precisam abrir mão de seu direito sobre sua vida. Precisam deixar que Ele conduza sua vida.

    Se fizerem isso, descobrirão que o Espírito Santo realizará a obra de renovar sua mente. Então verão que a torneira está aberta.

    A experiência progressiva de Cristo

    Quando sua mente é renovada, o que vocês enxergam? Vocês percebem que não há bem algum em sua carne. Portanto, foi justo Deus crucificar vocês com Cristo. Vocês aceitam isso.

    Com a mente renovada, vocês começam a perceber: “Por que devo continuar lutando? Cristo vive em mim, e que vida gloriosa Ele viveu quando estava na terra! Por que não deixá-Lo viver novamente em mim e por meio de mim?” Essa será a coisa mais feliz a fazer. Vocês deixam que Ele viva.

    Onde vocês vivem? Irmãos e irmãs, lembrem-se de que essa vida não é, de modo algum, estagnada. Essa vida continua crescendo.

    Por isso Paulo diz: “Não digo que já alcancei. Não digo que já cheguei”. Ele disse:

    Prossigo para aquilo que está diante de mim, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

    “Quero tomar posse daquilo para o que Deus tomou posse de mim.” Irmãos e irmãs, essa vida é empolgante. Essa vida progride o tempo todo:

    Para conhecê-Lo, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, sendo conformado à Sua morte;
    para que eu alcance a ressurreição dentre os mortos.

    Irmãos e irmãs, é um contínuo ganhar de Cristo. À medida que vocês experimentam Cristo mais e mais, sua vida cristã se aprofunda mais e mais.

    A busca de Cristo como alvo

    Às vezes gosto de usar uma ilustração que não é muito boa, mas vocês me perdoarão por usá-la.

    Quando eu era menino, em Xangai, havia uma pista de corridas. Havia pistas para corridas de galgos. Eles criavam os galgos, e eu nunca estive lá, mas me disseram que, quando faziam esses cães correr, não podiam soltá-los sem algo para perseguir.

    Então usavam um coelho elétrico. Quando os galgos corriam, faziam o coelho elétrico seguir à frente deles. Naturalmente, todos os galgos perseguiam o coelho, tentando alcançá-lo. E, é claro, ele corria muito depressa.

    Às vezes sinto que nossa vida cristã é assim. Estamos correndo o tempo todo, mas não podemos correr sem um objeto de nossa busca, sem um alvo. Aqui vemos que Cristo é nosso alvo.

    Ele não é apenas a vida dentro de nós; Ele também é o alvo diante de nós. Estamos correndo atrás de Cristo.

    Mas o curioso é que, se vocês nunca conseguirem alcançá-Lo, ficarão decepcionados. Então vemos que, de tempos em tempos, Ele permite que O alcancemos.

    Mas, depois de O alcançarem por algum tempo, de repente vocês percebem que Ele está novamente correndo à frente, e precisam correr outra vez. Essa é a vida cristã.

    Paulo disse: “Não digo que já alcancei”. Naturalmente, ele já havia alcançado muita coisa, mas ainda assim dizia: “Ele está diante de mim. Preciso prosseguir, esquecendo-me das coisas que ficam para trás e buscando aquilo que está adiante”.

    Irmãos e irmãs, esse é o viver cristão. É uma vida vivida por Cristo e uma vida que busca Cristo como prêmio. Uma vida gloriosa — uma vida cristã que nunca envelhecerá.

    Sempre há algo à frente de vocês, porque Ele está sempre à frente. Sabem, esse é Cristo.

    Repetidas vezes, encontramos nas Escrituras, no Novo Testamento, Cristo passando. Ele seguia adiante, e as pessoas precisavam chamá-Lo de volta.

    Os discípulos estavam remando em meio à tempestade, e vemos Cristo andando sobre a água. Mas Ele não estava andando em direção ao barco; estava passando ao lado do barco. Eles precisaram chamá-Lo de volta.

    Vocês se lembram de que Ele caminhava com os dois discípulos para Emaús. Quando chegaram a Emaús, Cristo seguia adiante. Eles disseram: “Oh, não, fica aqui e ceia conosco”.

    É assim. Às vezes precisamos alcançá-Lo, e depois precisamos alcançá-Lo novamente. Esse é o viver cristão, irmãos e irmãs.

    A iniciação na suficiência de Cristo

    Novamente perguntamos: como entrar nesse tipo de viver cristão? Isso não é natural. Vocês precisam ser iniciados nele.

    Paulo disse:

    Fui iniciado nesse modo de viver. Sei ser humilhado. Sei ter abundância. Sei passar fome. Sei viver na prosperidade. Sei viver na adversidade. Fui iniciado nisso.

    Em que ele foi iniciado? Ele disse:

    Tudo posso por meio Daquele que me capacita.

    Agora, vocês querem ser iniciados nisso? Querem ser iniciados nesse “Tudo posso por meio Daquele que me capacita”? Como? Por meio da experiência, por meio das circunstâncias.

    Deus organiza suas circunstâncias para que vocês sejam iniciados em Cristo, na plena suficiência de Cristo.

    O espinho de Paulo e a graça suficiente

    Será que posso dizer como Paulo foi iniciado nisso? Provavelmente encontramos a resposta em 2 Coríntios 12. Sabem, Paulo tinha um espinho na carne.

    Ouvimos repetidamente que esse espinho, na verdade, não era um espinho pequeno; era uma estaca. Paulo tinha uma estaca cravada em sua carne. Essa era a circunstância que o enfraquecia. Ela o envergonhava.

    Era uma espécie de impedimento para ele na pregação do evangelho de Jesus Cristo. Por causa disso, ele orou três vezes: “Ó Deus, remove essa estaca. Tu podes fazer isso. Muda minha circunstância para que eu seja forte”.

    Então Deus respondeu:

    A Minha graça te basta.

    Em vez de remover a estaca, de mudar a circunstância para ele, Deus disse: “Deixe que Minha graça se eleve tanto que você seja capaz de vencer isso”.

    Como disse nosso irmão Watchman Nee, às vezes Deus pode remover a rocha para que o barco passe. Em outras ocasiões, Ele pode elevar o nível da água para que o barco passe.

    Aqui vemos Deus dizendo: “Não removerei a estaca, mas elevarei o nível da água. Minha graça é suficiente”.

    Paulo foi iniciado nesse segredo:

    Tudo posso por meio Daquele que me capacita.

    Conclusão e oração

    Irmãos e irmãs, não desprezem suas circunstâncias. Não murmurem contra suas circunstâncias. Não orem sempre para que Deus mude suas circunstâncias. Às vezes Ele as muda.

    Mas recebam essas circunstâncias como oportunidades de experimentar Cristo. Se vocês aprenderem a experimentar Cristo numa circunstância, então, quando outra vier, já terão sido iniciados nessa experiência.

    Vocês serão capazes de se elevar acima de suas circunstâncias e chegar ao conhecimento de Cristo em sua vida diária.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, essa é a carta aos Filipenses. Aqui, Paulo nos revela o segredo da vida cristã. Que possamos aprendê-lo.

    Vamos orar.

    Querido Pai celestial, nós Te adoramos porque já colocaste em nós esse segredo do viver: Cristo, nossa vida.

    Oramos para que abras nossos olhos para enxergá-lo. Que também renoves nossa mente, para que Tua vida seja vivida por meio de nós.

    Oramos para que, em nossas circunstâncias, sejamos iniciados nesse segredo: “Tudo posso por meio Daquele que me capacita”.

    Que isso seja revelado a cada irmão e irmã aqui neste lugar, para que Teu nome seja glorificado. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.