Testimony Ministry LogoChristian Testimony MinistryCTM
  • Home
  • Speakers
  • Venues
  • Topics
  • Scripture
  • Fellowship Finder
THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
About CTMContact CTMPrivacy PolicyRelated Ministries
    Living Within the Veil © 2026 Christian Testimony Ministry
    0:00
    Living Within the Veil
    Living Within the Veil
    Kaung, Stephen

    Vivendo dentro do véu

    Leituras bíblicas

    Por favor, abram no livro de Hebreus.

    Hebreus, capítulo 12. Vamos ler Hebreus 12:25-29.

    Vede que não rejeiteis Aquele que fala.
    Pois, se não escaparam aqueles que rejeitaram Aquele que os advertia na terra, muito menos escaparemos nós, se nos desviarmos Daquele que nos adverte dos céus:
    Cuja voz abalou então a terra; mas agora Ele prometeu, dizendo: Ainda uma vez farei tremer não somente a terra, mas também o céu.
    E esta expressão, Ainda uma vez, significa a remoção das coisas que são abaladas, como de coisas que foram feitas, para que permaneçam as que não são abaladas.
    Portanto, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, tenhamos graça, pela qual ofereçamos a Deus um serviço que Lhe seja agradável, com reverência e temor:
    Porque o nosso Deus é um fogo consumidor.

    No mesmo livro, Hebreus, capítulo 6. Vamos ler Hebreus 6:17-20.

    Pelo que Deus, querendo mostrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do Seu conselho, interpôs um juramento:
    Para que, por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos forte encorajamento, nós que nos refugiamos para lançar mão da esperança que nos está proposta:
    A qual temos como âncora da alma, uma esperança segura e firme, e que entra até o interior do véu;
    Onde Jesus entrou por nós como precursor, tendo-Se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

    Hebreus 10:19-25.

    Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário pelo sangue de Jesus,
    Pelo caminho que Ele nos consagrou, novo e vivo, através do véu, isto é, da Sua carne;
    E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus;
    Aproximemo-nos com verdadeiro coração, em plena certeza de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma má consciência: e tendo o corpo lavado com água pura,
    Retenhamos firmemente a confissão da nossa esperança, sem vacilar; porque fiel é Aquele que prometeu:
    E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras;
    Não deixando a nossa própria congregação, como é costume de alguns, mas exortando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.

    Vamos orar?

    Nosso Pai celestial, como Te louvamos e Te agradecemos porque, por meio de Teu Filho, nosso Senhor Jesus, podemos chegar diante de Ti com ousadia. Nós Te louvamos e Te agradecemos porque estamos em Tua presença, e Tu nos deste o privilégio de viver nela.

    E pedimos que, ao abrirmos Tua Palavra, o Espírito Santo a vivifique em nossos corações. Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    O abalo da terra e do céu

    Esta carta aos Hebreus foi escrita para hebreus que haviam se tornado cristãos no primeiro século.

    O Espírito de Deus lhes deu esta carta para prepará-los para a catástrofe que estava por vir. Deus iria abalar não somente a terra, mas também o céu. Isto é, Deus não iria abalar apenas as coisas terrenas, as coisas seculares; Ele também iria abalar as coisas celestiais, ou as chamadas coisas espirituais.

    A razão pela qual Deus iria realizar esse abalo naquela época era que Ele queria libertar aqueles hebreus que haviam se tornado cristãos da escravidão do judaísmo, levando-os à liberdade de Cristo.

    Com a destruição de Jerusalém e a destruição do santo templo em Jerusalém, os hebreus que se tornaram cristãos no primeiro século foram finalmente desligados de Moisés e conduzidos a Cristo.

    E cremos que este livro é muito relevante para nós hoje. Ele não é apenas relevante; é urgente. Por quê? Porque estamos vivendo em um tempo em que Deus está abalando não somente a terra, mas também o céu.

    O cristianismo se tornou tão judaizado que Deus quer tirar Seu povo do cristianismo. O cristianismo é como uma sombra que deveria nos conduzir à realidade, que é Cristo. Mas, em vez disso, o cristianismo hoje se tornou um substituto de Cristo.

    E Deus é muito zeloso por Seu Filho. Deus não permitirá que coisa alguma seja não apenas comparada a Seu Filho, mas também que concorra com Ele. É por essa razão que hoje vemos tudo ao nosso redor sendo abalado.

    Vemos que não somente o mundo inteiro está passando por um grande abalo; vemos que os grupos cristãos estão passando por um grande abalo; vemos que até em nossa experiência espiritual pessoal estamos sob um grande abalo. Por quê? Porque é a vontade de Deus que aquilo que pode ser removido seja removido. Somente aquilo que não pode ser removido permanecerá, porque é a vontade de Deus que herdemos o reino que não pode ser abalado.

    Mencionamos da última vez que, durante este período de abalo, a palavra de Deus para Seu povo é:

    Considerai Jesus, o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão.

    Agora, nesta manhã, gostaríamos de prosseguir. Como Deus preservará Seu povo durante este tempo de grande abalo, para que não seja levado por ele, e o manterá puro e irrepreensível até o dia de Cristo?

    Vocês percebem que, neste livro de Hebreus, há duas expressões muito marcantes. Uma é “dentro do véu”, e a outra é “fora do arraial”.

    Essas duas expressões são marcos de orientação para que o povo de Deus hoje seja preservado em meio ao grande abalo e herde o reino que não pode ser abalado. Nesta manhã, gostaríamos de concentrar nossa atenção nessa questão de estar dentro do véu.

    O tabernáculo e o propósito de Deus

    Acho que provavelmente precisamos de um pouco de história.

    Vocês sabem, depois que Deus redimiu Seus filhos de Israel e os libertou do Egito, Ele os conduziu através do mar Vermelho até o pé do monte Sinai. Ali, Deus lhes deu os Dez Mandamentos, a lei.

    Mas, na verdade, vocês sabem, a entrega da lei não era o propósito de Deus para Seu povo. A entrega da lei era apenas uma preparação ou uma introdução.

    Na verdade, o propósito de Deus para Seu povo foi revelado quando Ele ordenou a Moisés que Lhe construísse um tabernáculo. Agora, irmãos e irmãs, precisamos lembrar que não é o propósito de Deus nos colocar debaixo da lei para que sejamos condenados.

    O propósito de Deus é habitar no meio de Seu povo. E, para que pudesse habitar no meio de Seu povo, Ele precisou lhes dar os mandamentos para que conhecessem a si mesmos e, assim, valorizassem a Ele e à Sua graça.

    Portanto, o propósito de Deus é mostrado no tabernáculo. Deus disse a Moisés:

    Faze-Me um santuário, um tabernáculo, para que Eu habite no meio deles.

    Agora, irmãos e irmãs, sabemos que este é o pensamento eterno de Deus. Mesmo antes de criar o homem, Deus já tinha esse pensamento em Si. Ele queria habitar entre os homens.

    Como Ele habitaria entre os homens? Como habitaria entre os filhos de Israel, que acabara de libertar do Egito? Por meio de um tabernáculo.

    E, se vocês conhecem um pouco sobre o tabernáculo, sabem que, do lado de fora, havia o átrio. Todos os filhos de Israel podiam entrar nesse átrio e levar ali seus sacrifícios a Deus. Os sacerdotes ofereciam esses sacrifícios no altar de bronze.

    Então vocês veem que, dentro do átrio exterior, havia o Lugar Santo. O Lugar Santo era um lugar onde os sacerdotes podiam entrar. Os filhos de Israel não podiam entrar no Lugar Santo; somente os sacerdotes, aqueles que Deus havia separado para Seu serviço, podiam entrar.

    Ali, eles acendiam o candelabro de ouro, colocavam os pães da proposição sobre a mesa dos pães da proposição e queimavam incenso no altar de ouro do incenso.

    Mas, além do Lugar Santo, havia o Santo dos Santos. O Santo dos Santos era onde habitava a presença de Deus. Ali estava a arca da aliança e, sobre a arca, como sua cobertura, estava o propiciatório. A glória de Deus habitava sobre o propiciatório, entre os dois querubins.

    Entre o Lugar Santo e o Santo dos Santos havia um véu, um véu muito pesado. Foi-nos dito que, mesmo que colocássemos dois bois ou dois cavalos de cada lado e tentássemos puxar o véu, não conseguiríamos rompê-lo. Era um véu muito pesado.

    Esse véu separava o Lugar Santo do Santo dos Santos. Ninguém podia entrar no Santo dos Santos. Os filhos de Israel não podiam entrar no Santo dos Santos, nem os sacerdotes podiam entrar.

    Somente o sumo sacerdote, uma vez por ano, no Dia da Expiação, entrava para dentro do véu, com sangue e com a fumaça do incenso para cobri-lo. Ali, ele fazia expiação por si mesmo e pela nação de Israel e, depois disso, retirava-se rapidamente.

    Por um lado, vemos que Deus queria habitar no meio de Seu povo. Deus queria ter comunhão com Seu povo. Mas, por outro lado, embora esse fosse o desejo do Senhor, parecia que Deus dizia: “Vocês não podem ter comunhão Comigo”.

    Deus, por um lado, os chamava para virem a Ele; mas, por outro, dizia: “Mantenham distância, porque Eu sou santo”.

    A Bíblia diz, como encontramos em Hebreus 9:6-10:

    Ora, estando estas coisas assim preparadas, os sacerdotes entram continuamente no primeiro tabernáculo, cumprindo os serviços;
    Mas, no segundo, somente o sumo sacerdote, uma vez por ano, não sem sangue, que oferece por si mesmo e pelos erros do povo:
    Indicando o Espírito Santo, com isto, que o caminho do santuário ainda não foi manifestado, enquanto o primeiro tabernáculo permanece de pé;
    O qual é uma parábola para o tempo presente; segundo a qual se oferecem tanto dons como sacrifícios que não podem, quanto à consciência, aperfeiçoar aquele que presta culto,
    Consistindo somente em comidas, bebidas e diversas lavagens, ordenanças carnais, impostas até um tempo de reforma.

    Observem isto:

    Indicando o Espírito Santo, com isto, que o caminho do Santo dos Santos ainda não foi manifestado.

    Mas Cristo veio.

    Portanto, irmãos e irmãs, aqui vemos aquele tabernáculo por meio do qual Deus habitava no meio de Seu povo. E, no entanto, embora o povo viesse ao átrio para oferecer sacrifícios, embora os sacerdotes pudessem entrar no Lugar Santo para servir a Deus, o caminho para o Santo dos Santos ainda não havia sido aberto.

    O próprio fato de o sumo sacerdote poder entrar apenas uma vez por ano provava que o caminho para o Santo dos Santos ainda não havia sido aberto. Em outras palavras, todos esses sacrifícios e todas essas ordenanças eram apenas sombras. Estavam ali, servindo como um tipo, uma sombra.

    Permaneceriam ali até o tempo de colocar as coisas em ordem. E o tempo de colocar as coisas em ordem é o tempo da vinda de Cristo.

    O véu como tipo de Cristo

    Vocês se lembram de que, em Êxodo, capítulo 26, encontramos como o véu foi feito. Um véu foi feito para ser colocado entre o Lugar Santo e o Santo dos Santos.

    Esse véu foi feito de azul, púrpura, escarlate e linho fino retorcido. Havia querubins bordados por toda a sua extensão, em trabalho artístico. Era assim que esse véu foi feito. Esse véu deveria separar o Santo dos Santos do Lugar Santo e do átrio.

    Em Hebreus, capítulo 10, encontramos que nosso Senhor Jesus abriu para nós um novo e vivo caminho através do véu, isto é, da Sua carne.

    Portanto, o véu do tabernáculo é um tipo da carne de nosso Senhor Jesus. Isto é, esse véu representa a vida terrena de nosso Senhor Jesus.

    E o Verbo Se fez carne, e habitou entre nós… cheio de graça e de verdade.

    Quando nosso Senhor Jesus Se tornou homem nesta terra, Sua carne era representada pelo véu que separava o Santo dos Santos do Lugar Santo. Agora, o que isso significa?

    Azul é a cor do céu. Púrpura é a cor da riqueza, porque, nos tempos antigos, vemos que as pessoas ricas se vestiam de púrpura. Escarlate é a cor da realeza. Na Escritura, o linho representa pureza.

    Assim, vemos que a vida de nosso Senhor Jesus na terra é celestial, rica, régia e pura. Vocês conseguem encontrar na terra uma vida tão pura quanto a vida de nosso Senhor Jesus? Ele é como o linho fino.

    Tudo Nele é puro — não apenas limpo, mas puro. Vocês sabem, há uma diferença entre limpeza e pureza. Limpeza é ausência de qualquer contaminação; pureza é inteireza, sem mistura.

    Aqui vemos que a vida de nosso Senhor Jesus é uma vida tão pura. Sua vida é pura diante de Deus. Não há segundas intenções Nele. Toda a Sua vida é governada pela vontade do Pai.

    Uma vida limpa e pura: não apenas ninguém podia apontar qualquer pecado Nele, mas Ele desafiava as pessoas, dizendo: “Vocês podem apontar alguma coisa em Mim?”. Ele é Aquele que não tem pecado. Ele nunca cometeu pecado algum; Ele não conhece o pecado.

    Mas Ele é mais do que isso. Ele é puro. Sempre obedeceu a Seu Pai. Seu coração é inteiramente voltado para Seu Pai.

    Sua vida na terra é como o linho fino retorcido. E ali encontramos o azul entrelaçado — celestial. Embora Ele andasse na terra, estava no céu.

    Ele disse:

    Ninguém subiu ao céu, senão Aquele que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu.

    Portanto, nosso Senhor Jesus, enquanto estava na terra, era um Homem celestial nesta terra. Aonde quer que fosse, levava Consigo uma atmosfera celestial.

    Seu toque era um toque celestial. Ele era diferente. Estava no mundo, mas não era do mundo, porque pertencia ao céu.

    E ali vemos Suas riquezas. Embora tenha nascido numa manjedoura, embora tenha nascido e sido criado numa família de carpinteiro, vemos que Ele era tão rico — as riquezas de Sua graça, as riquezas da verdade Nele.

    E então, é claro, Ele era tão régio. Embora fosse humilde, era tão majestoso. Havia tanta realeza Nele. Vocês podem ver Nele a postura de um rei. Ele tinha o controle de toda situação.

    Essa era a vida de nosso Senhor Jesus. Nunca houve uma vida humana vivida na terra como a do Senhor Jesus.

    E vemos que os querubins estavam bordados por todo o véu. Agora, não temos tempo para entrar no assunto dos querubins, porque isso significaria mais uma hora. Mas, de qualquer maneira, deixem-me colocar assim: os querubins, pelo que entendo, representam a concepção divina original de Deus para a criação.

    Em outras palavras, antes de Deus criar todas as coisas, Ele tinha uma concepção original a respeito delas — o modelo. Ele tinha uma ideia de como a criação deveria ser, de como o ser criado deveria ser. Isso é representado pelos querubins.

    Assim, vemos os querubins bordados por todo aquele véu. Em outras palavras, a vida de nosso Senhor Jesus correspondia completamente à concepção de Deus sobre o que a criação deveria ser. Ele era o Homem, o Homem segundo o coração de Deus, o Homem que Deus criou para Si mesmo.

    Adão, o primeiro homem criado, falhou. Quando pecou, foi expulso do jardim do Éden, e Deus colocou querubins para guardar o caminho da árvore da vida.

    Em outras palavras, Deus disse: “Agora você caiu, mas Minha concepção divina nunca mudará. Ela permanece, e Eu obterei aquilo que Me propus obter”.

    E, vocês sabem, Deus encontrou Seu Homem em Cristo Jesus. Este é o Homem.

    Cristo como o véu

    Mas, queridos irmãos e irmãs, a questão era que Ele era o véu.

    Vocês sabem, no que diz respeito a Ele, Ele pode ver o Pai. O véu tem dois lados. O lado interior do véu ficava voltado para o propiciatório.

    Em outras palavras, no que diz respeito ao próprio Senhor, Ele viveu de tal maneira na terra que estava em comunhão constante com Seu Pai. Ele via o rosto de Seu Pai o tempo todo. Agradava a Seu Pai o tempo todo, e Seu Pai disse:

    Este é Meu Filho amado, em Quem Me comprazo.

    “Estou contente com Ele.”

    Mas, por outro lado, esse véu separava tudo o que estava fora dele do Santo dos Santos. Em outras palavras, somente o Senhor Jesus, como o Homem segundo o coração de Deus, tinha o direito e o privilégio de habitar na presença de Deus.

    Ele era o único digno. Era o único que podia. Ninguém mais podia, porque, se alguém ousasse entrar para dentro do véu sem o sangue, seria ferido de morte. Deus é santo.

    Ninguém que não seja santo pode ver a Deus. É por essa razão que ninguém podia entrar para dentro do véu. Quem poderia permanecer diante do Deus santo? Quem poderia viver na presença de Deus? Ninguém podia. Ninguém podia.

    Portanto, irmãos e irmãs, vemos que o estranho era que a vida de nosso Senhor Jesus era tão perfeita que Ele era o único que podia viver na presença de Deus; mas, ao mesmo tempo, Ele Se tornou o véu que nos separava da presença de Deus.

    Vocês sabem, algumas pessoas dizem: “Precisamos imitar Cristo”. Algumas pessoas dizem que Cristo veio ao mundo para nos dar um exemplo, e que devemos copiá-Lo, segui-Lo.

    Mas vocês sabem que a própria vida de Cristo na terra, em vez de nos salvar, na verdade nos condena?

    Se Cristo não tivesse vindo, vocês não teriam um exemplo perfeito da vida que agrada a Deus. Não teriam nada com que se comparar. Mas, com a vinda de Cristo, vocês têm um exemplo perfeito do Homem segundo o coração de Deus.

    E, queridos irmãos e irmãs, Sua vida não os condenará, em vez de salvá-los? Quanto mais vocês veem a vida de nosso Senhor Jesus, mais são condenados. Porque Ele é digno, mas vocês não são. Ele pode ver o rosto do Pai, mas vocês não podem.

    Sua vida nos condenará. Ele é o véu.

    O véu rasgado e o caminho aberto

    Mas, graças a Deus, o véu foi rasgado.

    Irmãos e irmãs, o Senhor Jesus veio a este mundo não apenas para nos mostrar uma vida perfeita. O Senhor Jesus veio a esta terra para morrer.

    Ele era o Homem perfeito, Aquele que não tinha pecado. Mas foi feito pecado por nós, para que nos tornássemos justiça de Deus.

    Não é a vida de nosso Senhor Jesus na terra que nos salva; é a morte de nosso Senhor Jesus na cruz que nos salva.

    Assim, vemos nosso Senhor Jesus: Ele veio a este mundo e ali carregou Sua cruz. Durante toda a Sua vida, a sombra da cruz se projetou sobre Ele. Finalmente, vemos que foi levado para fora da cidade de Jerusalém, ao Gólgota, e ali foi crucificado.

    Algo maravilhoso aconteceu. No exato momento em que Cristo clamou em alta voz:

    Está consumado.

    E entregou Seu espírito ao Pai—

    —no Gólgota, fora da cidade de Jerusalém, naquele exato momento, o pesado véu do templo em Jerusalém foi rasgado em dois, de alto a baixo. Vocês encontram isso em Mateus, capítulo 27.

    Esse véu que separava o Santo dos Santos do Lugar Santo foi rasgado no exato momento em que Cristo morreu. E foi rasgado de alto a baixo, não de baixo para cima. Em outras palavras, não foi rasgado por mãos humanas. Deus rasgou aquele véu.

    Na cruz do Calvário, Deus partiu o corpo de Cristo; e ali, no templo, Deus rasgou o véu.

    E vocês sabem o que aconteceu quando o véu foi rasgado? O caminho para o Santo dos Santos foi aberto.

    Queridos irmãos e irmãs, como louvamos e agradecemos a Deus porque hoje o véu está rasgado.

    Em outras palavras, aquilo que nos separava de Deus agora foi removido. Portanto, Cristo abriu para nós um novo e vivo caminho para o Santo dos Santos.

    Vocês sabem que, antes de Cristo morrer, ninguém podia viver na presença de Deus? Mas hoje, porque Cristo morreu, o véu foi rasgado. Não há razão para que vocês não vivam na presença de Deus.

    Uma vida dentro do véu é o direito e o privilégio de todo crente hoje. Vocês estão vivendo ali?

    No passado, uma vida assim era impossível. Mas agora essa vida é a porção de vocês. Por que não viver dentro do véu?

    Queridos irmãos e irmãs, muitos cristãos hoje ainda estão vivendo no átrio exterior. Alguns cristãos estão vivendo no Lugar Santo. Mas lembrem-se: Cristo abriu para nós um novo e vivo caminho para vivermos na própria presença de Deus, no Santo dos Santos. Esta é a nossa porção.

    O átrio exterior, o Lugar Santo e o Santo dos Santos

    No átrio exterior, as pessoas vinham oferecer sacrifícios.

    Irmãos e irmãs, podemos dizer que, como crentes, pregamos o evangelho. Ajudamos as pessoas, apontamos as pessoas para Cristo. É como oferecer sacrifícios no altar de bronze. Esse é o nosso relacionamento com o mundo.

    Mas esse não é o lugar onde vivemos.

    No Lugar Santo, os sacerdotes servem. Agora, é verdade: como sacerdotes de Deus, não apenas servimos ao mundo pregando o evangelho, ajudando as pessoas e apontando-as para Cristo; também servimos a Deus.

    Em que sentido? Acendemos o candelabro. Isto é, damos o testemunho de Jesus. A igreja é como o candelabro que sustenta a luz, e a luz é Cristo.

    Portanto, damos o testemunho de Jesus. Com nossa vida, dizemos às pessoas; com nossas palavras, dizemos às pessoas Quem Jesus é e o que Ele é para nós. Esse é o nosso testemunho.

    E também manifestamos Cristo, como ao colocar os pães da proposição sobre a mesa dos pães da proposição. Manifestamos Cristo, assim como nesta manhã, quando partimos o pão e bebemos o cálice. Manifestamos a morte de Cristo. Manifestamos a Ele.

    E também queimamos o incenso, no sentido de que oramos, adoramos. Isso é verdade.

    No átrio exterior, pregamos o evangelho ao mundo. No Lugar Santo, na igreja, servimos e adoramos a Deus. Mas, irmãos e irmãs, onde vivemos?

    Vocês não vivem no átrio exterior, nem vivem no Lugar Santo. Devem viver no Santo dos Santos.

    E, se vivem no Santo dos Santos, então podem servir a Deus em Sua igreja e podem servir ao mundo com o evangelho. Caso contrário, de onde vem o poder para isso?

    Portanto, a pergunta é: onde vivemos?

    Irmãos e irmãs, não pensem que viver uma vida dentro do véu é para uns poucos escolhidos.

    Se vocês conhecem o misticismo, sabem que os místicos lhes dirão que essa é uma vida apenas para uns poucos escolhidos. Se vocês não estão entre esses poucos escolhidos, então essa não é uma vida para vocês.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, isso é misticismo; isso não é a Bíblia. O que a Palavra nos diz é que essa vida dentro do véu é o direito de todo crente, de todo filho de Deus.

    Não precisamos viver no átrio exterior, longe de Deus, envolvidos em todo tipo de atividade, sem que haja nada além disso.

    Agora, nossa vida cristã se resume a atividades? Muito ocupados. Bem, devemos estar ocupados. Mas a vida cristã é só isso? Não.

    Ou será que nossa vida se resume a nos reunirmos, adorarmos e manifestarmos Cristo? Isso é tudo? Não.

    O propósito de Deus é que habitemos em Sua própria presença, que vejamos Seu rosto dia após dia, que contemplemos Sua glória.

    É a vida dentro do véu que Cristo providenciou para nós.

    Queridos irmãos e irmãs, como podemos atravessar este tempo de abalo, quando tudo ao nosso redor está sendo abalado? Como podemos atravessar este tempo?

    Se toda a nossa vida cristã se resume a atividades no átrio exterior, irmãos e irmãs, um dia talvez vocês não tenham mais permissão para realizar essas atividades. Então, o que acontecerá com vocês?

    Se a vida cristã de vocês se resume a nos reunirmos para adorar a Deus, para manifestar Cristo — graças a Deus por isso; devemos fazê-lo —, pode chegar um tempo em que não tenhamos permissão para nos reunir. Então, o que acontecerá? A vida cristã de vocês desmoronará?

    Em muitos lugares do mundo, os cristãos descobriram isto: suas atividades não podem salvá-los. Nem mesmo a chamada vida da igreja pode salvá-los.

    Mas há uma coisa que é básica. Agora, não quero dizer que não devemos ser ativos; devemos. Não quero dizer que não devemos ter essa vida da igreja; devemos.

    Mas há algo fundamental, e é isto: a menos que tenhamos uma vida dentro do véu, irmãos e irmãs, todas essas coisas um dia serão levadas pelo abalo.

    Mas, graças a Deus, essa vida é nossa.

    O véu está rasgado. Muitos cristãos hoje ainda parecem viver diante do véu, como se o véu não tivesse sido rasgado, como se ainda estivesse sobre o rosto deles. Não conseguem ver a Deus.

    Mas, irmãos e irmãs, lembrem-se disto: o véu está rasgado. Cristo abriu para nós um novo e vivo caminho; entremos, pois.

    Características da vida dentro do véu

    Agora, o que significa a vida dentro do véu? É claro que, nas Escrituras, encontramos muitas maneiras diferentes de descrever essa vida dentro do véu. E lembrem-se: o que é descrito não é para uns poucos selecionados. O que é descrito é, na verdade, nossa porção comum, nossa herança em Cristo.

    Antes de tudo, uma vida dentro do véu é uma vida oculta. Em Colossenses 3:3, está escrito que nossa vida está oculta com Cristo em Deus, e Cristo é nossa vida.

    Irmãos e irmãs, temos uma vida oculta? Nossa vida é apenas uma vida diante dos homens?

    Em outras palavras, nossa vida é apenas uma vida no átrio exterior? No átrio exterior, as pessoas estão presentes. No átrio exterior, vocês são vistos. No átrio exterior, estão muito ocupados, talvez ajudando as pessoas a amarrar o sacrifício e a fazer todo tipo de coisa.

    Mas vocês têm uma vida oculta com Cristo em Deus? Quanto dessa vida oculta vocês têm?

    Olhem para Davi. Antes de Davi ser manifestado à nação de Israel, ele tinha uma vida oculta, desconhecida dos homens, mas conhecida de Deus. Nem mesmo sua família sabia dela.

    Enquanto era pastor, lá estava ele: veio um leão, veio um urso, e, sob a unção de Deus, ele venceu o leão e o urso e livrou as ovelhas.

    Algo aconteceu com ele, mas isso nunca foi divulgado. Nem mesmo seu pai sabia. Nem mesmo seus irmãos sabiam. Ele tinha uma vida oculta com Deus. Sua vida estava oculta com Deus em Cristo.

    Agora, irmãos e irmãs, quanto dessa vida oculta nós temos?

    Nossa vida cristã é apenas uma vida diante dos homens? É claro que deve haver uma vida diante dos homens; precisamos dela. Esse é o nosso testemunho. Mas vocês têm uma vida oculta com Deus?

    Na vida diária de vocês, sua vida está oculta com Cristo em Deus? Há algo acontecendo entre vocês e Deus, desconhecido dos homens, mas conhecido de Deus?

    Esse é o tipo de vida dentro do véu. E essa vida se tornará o poder de vocês, o poder do seu testemunho.

    Por ser uma vida oculta com Cristo em Deus, ela está fora do alcance do inimigo.

    A Bíblia diz que estamos assentados com Cristo nos lugares celestiais. Ele não apenas nos vivificou dentre os mortos; não apenas nos ressuscitou dentre os mortos juntamente com Cristo, mas nos fez assentar com Cristo nos lugares celestiais.

    Isto é, tudo está debaixo de nossos pés. Esse é o tipo de vida oculta com Cristo em Deus. Temos uma vida assim? E lembrem-se: esse é o nosso direito. Cristo abriu esse caminho para nós.

    Deus como nosso lar

    Agora, o que é essa vida dentro do véu? É uma vida que faz de Deus o nosso lar.

    Vocês se lembram do Salmo 90:1. Moisés disse:

    Senhor, Tu tens sido a nossa morada
    Em todas as gerações.

    A palavra morada significa lar. Em outras palavras, Moisés compreendeu que Deus era seu lar.

    Irmãos e irmãs, uma vida dentro do véu é uma vida em casa com Deus. Vocês fazem de Deus o seu lar?

    Bem, vocês sabem, a Escritura às vezes diz que Deus é meu refúgio. Agora, graças a Deus pelo refúgio, mas Ele é mais do que um refúgio. Vocês fogem para um refúgio quando estão em dificuldades, mas voltam para casa porque ali é o seu lar.

    Agora, muitos cristãos fazem de Deus seu refúgio. Graças a Deus por isso. Ele é nosso refúgio. Quando estiverem em dificuldades, clamem a Ele, e Ele lhes responderá e os livrará. Graças a Deus por isso. Mas isso não basta.

    Deus é nosso lar. É ali que vocês habitam. Sua morada — é ali que vocês vivem.

    E o lar é um lugar de descanso. Portanto, em Hebreus, encontramos um descanso que nos foi prometido. Esse descanso não é outra coisa senão uma vida dentro do véu.

    Descansamos em Deus. Descansamos de nossas próprias obras. Não é um lugar de esforço e luta, mas um lugar onde descansamos pela fé em Cristo Jesus.

    O lar é um lugar de amor. Desfrutamos do amor de Deus e amamos a Deus.

    O lar é um lugar de satisfação. Encontramos satisfação em Deus, e Deus encontra satisfação em nós. Gosto da palavra em Habacuque: embora tudo ao nosso redor possa não estar bem, ainda assim ele disse:

    Eu me alegrarei no Senhor;
    Exultarei no Deus da minha salvação.

    Por mais insatisfatório que seja o ambiente de vocês, se viverem uma vida dentro do véu, estarão satisfeitos em Deus.

    Façam de Deus o seu lar. Permaneçam ali.

    A permanência em Cristo

    Uma vida dentro do véu é uma vida de permanência. Vocês encontram isso em João, capítulo 15. O Senhor disse:

    Eu sou a videira verdadeira, e vós sois os ramos.
    Permanecei em Mim, e Eu em vós.
    Aquele que permanece em Mim, e Eu nele, esse dá muito fruto.

    Ele é a videira verdadeira, e vocês são os ramos. Há uma responsabilidade de vocês em permanecer Nele. Façam Nele a sua morada. Estejam em comunhão com Ele. Não deixem que coisa alguma interrompa sua comunhão com Ele.

    Se houver alguma coisa, confessem. Se houver alguma desobediência, rendam-se. Que nada fique no caminho, interrompendo sua comunhão com Ele.

    É uma figura de união e comunhão. Vemos que a figura da videira e dos ramos é uma figura de união, porque o Senhor disse:

    Eu sou a videira; vós sois os ramos.

    Isso é união.

    Ele não diz: “Eu sou a raiz da videira, e vocês são os ramos”. Ele diz:

    Eu sou a videira.

    “Eu sou a videira inteira, e vocês são os ramos. Vocês fazem parte de Mim.” Isso é união.

    E, porque há união, deve haver comunhão. A seiva da videira fluirá para cada ramo. Se não houver interrupção, então, naturalmente, todos esses ramos darão muito fruto.

    Irmãos e irmãs, essa é a vida dentro do véu. Há união e comunhão, e da união e da comunhão vem a frutificação.

    Fruto — o que é fruto? Há uma diferença entre fruto e trabalho. Trabalho é algo que vocês fazem, que realizam com esforço. Fruto é algo produzido a partir da abundância, da maturidade da vida.

    Esse fruto, em certo sentido, vem sem esforço, sem que se perceba, mas para a glória de Deus. É uma vida de permanência. Vocês vivem Nele, permanecendo.

    O andar na luz divina

    Agora, o que é essa vida dentro do véu? É a vida descrita pelo apóstolo João em sua primeira epístola. Vemos que ele diz:

    Deus é luz, e Nele não há treva alguma.
    Mas, se andarmos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.

    Deus é luz, e vocês andam na luz. A luz aqui não é uma luz artificial.

    Vocês sabem, no átrio exterior há a luz do sol, uma luz criada. No Lugar Santo há a luz do candelabro, uma luz artificial. Mas no Santo dos Santos há a glória de Deus como luz. O Senhor Deus é luz.

    Irmãos e irmãs, se vivemos uma vida dentro do véu, então Deus é luz. Ele brilha em vocês, e vocês andam nessa luz da vida. Têm comunhão uns com os outros e, se houver algo errado, o sangue de Jesus Cristo os purifica de todo pecado.

    É uma vida que anda na luz de Deus.

    A justiça prática e o amor

    É uma vida de justiça — justiça prática. Deus é justo; portanto, aquele que é nascido de Deus deve praticar a justiça. Justiça prática em nossa vida diária: precisamos agir corretamente.

    E como podemos agir corretamente? Não é que nós possamos, mas Ele pode, Ele que é nossa vida. Se O deixarmos viver, então veremos que praticaremos a justiça, assim como Ele é justo.

    Deus é amor. Portanto, amemos uns aos outros. Andemos em amor. Como podemos fazer isso?

    Se vocês vivem dentro do véu, se vivem diante de Deus, se vivem pela vida de Cristo, então, naturalmente, o amor Dele em vocês fluirá para fora, e vocês serão capazes de amar os irmãos, de amar aqueles que não são fáceis de amar.

    É uma vida dentro do véu.

    A lei do Espírito da vida

    O que é essa vida dentro do véu? Ela é descrita em Romanos, capítulo 8: a lei do Espírito da vida nos liberta da lei do pecado e da morte.

    Esse é o tipo de vida dentro do véu, porque vocês estão dentro do véu. Por isso, a lei do Espírito da vida funciona. Ali, a lei do Espírito da vida opera.

    Quando o Espírito da vida opera, Ele vence a lei do pecado e da morte. A lei do pecado é: vocês fazem o que não deveriam fazer. Essa é a lei do pecado. A lei da morte é: vocês não conseguem fazer o que deveriam fazer. Essa é a lei da morte.

    Não é verdade que muitas vezes sentimos que não conseguimos fazer o que deveríamos fazer, e fazemos o que não deveríamos fazer? Estamos debaixo da lei do pecado e da morte.

    Mas, graças a Deus, se vocês vivem uma vida dentro do véu, outra lei opera — uma lei superior opera: a lei do Espírito da vida. É ali que a vida opera, e essa vida é a vida de ressurreição. Ela vence até mesmo a morte.

    É uma vida vitoriosa. É uma vida gloriosa.

    A transformação pela contemplação da glória de Deus

    E o que é essa vida dentro do véu? Dentro do véu, com o rosto descoberto, vocês contemplam a glória de Deus face a face. Ali serão transformados de glória em glória, segundo Sua imagem, pelo Senhor, o Espírito.

    É uma vida transformadora. Se vocês querem ser transformados segundo Sua imagem, precisam viver uma vida dentro do véu. Porque, se viverem diante do véu, não verão Seu rosto.

    E, se não O virem, o Espírito Santo não poderá realizar a obra de transformação. Vocês precisam vê-Lo, e então Ele colocará em seu coração um desejo de serem semelhantes a Ele, e o Espírito Santo os transformará de glória em glória, segundo Sua imagem.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, esta é a única vida que devemos viver. Não pensem que temos algum outro tipo de vida que possamos escolher viver.

    A vida que permanece inabalável

    O Senhor Jesus, por meio de Sua morte, do partir de Seu corpo, abriu para nós esse novo e vivo caminho. Que preço Ele pagou por nós, para que, por meio Dele, possamos viver dentro do véu, na própria presença de Deus, contemplando Sua glória dia após dia, e ser transformados.

    Que redenção Ele realizou por nós! O que Ele fez por nós! E então Ele diz: “Entrem e vivam ali. Esta é a única vida para vocês. Não há outra vida”.

    Não se contentem em viver no átrio exterior. Vocês podem viver no átrio exterior por muito tempo, mas, irmãos e irmãs, o abalo está vindo. Se esse é o lugar onde vivem, serão levados pelo abalo.

    Nem se limitem a viver no Lugar Santo. É bom, mas o abalo está vindo. Mesmo isso não basta.

    A única vida que devemos viver é a vida que Cristo estabeleceu para nós por meio de Seu sofrimento. É uma vida dentro do véu.

    Oh, irmãos e irmãs, se pudermos ver que esta é a vida que Cristo abriu para nós, e que esta é a única vida que devemos viver, então não nos demoraremos no átrio exterior, nem permaneceremos muito tempo no Lugar Santo, mas viveremos no Santo dos Santos.

    Sim, sairemos para servir no Lugar Santo e para servir no átrio exterior, mas vivemos no Santo dos Santos, dentro do véu.

    Portanto, irmãos e irmãs, no livro de Hebreus nos é dito que o segredo de atravessar um grande abalo e permanecer inabalável é viver além do véu, dentro do véu. Esse é o segredo.

    E esse é um segredo aberto. Está aberto a todos. Que o Senhor nos ajude. Vamos orar?

    Oração final

    Querido Pai celestial, nós Te louvamos e Te agradecemos pela gloriosa redenção que nosso Senhor Jesus realizou por nós.

    Oh, como Te louvamos e Te agradecemos porque não apenas nos abriste o céu, mas nos abriste o céu já hoje, para que possamos viver diariamente dentro do véu, contemplando a glória do Senhor com o rosto descoberto.

    E, Pai, nós Te agradecemos por esse privilégio e por esse direito. E, neste dia, queremos nos levantar, reivindicar nosso direito e nos apropriar dele, porque sabemos que isso Te honrará. É assim que Tu queres que vivamos.

    Portanto, Senhor, mantém-nos ali. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.