Ensinando-os a observar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação do século.
Amado Pai celestial, nós Te louvamos e agradecemos por nos concederes o privilégio de nos reunir em Tua presença, adorar-Te e lembrar o que Teu Filho, nosso Senhor Jesus, fez por nós.
Nosso Pai, nós Te agradecemos porque podemos continuar em Tua presença para ler Tua Palavra. Agora pedimos que abençoes Tua Palavra e a tornes viva e operante na vida de cada um de nós, para que recebas toda a glória. Entregamos este tempo em Tuas mãos e confiamos em Tua bênção, em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.
Quando vocês abrem o Novo Testamento, encontram os quatro primeiros livros, que são chamados de Evangelhos: o Evangelho segundo Mateus, o Evangelho segundo Marcos, o Evangelho segundo Lucas e o Evangelho segundo João.
Esses quatro livros nos contam a história de nosso Senhor Jesus. Em outras palavras, esses quatro livros são de natureza histórica; são biográficos. Ao lermos esses quatro Evangelhos, chegamos ao conhecimento de nosso Senhor Jesus — de Sua vida e de Seu ministério.
Mas, irmãos e irmãs, há uma coisa de que precisamos sempre nos lembrar: a Bíblia nos foi dada como revelação. Em outras palavras, a Bíblia tem o propósito de nos revelar Cristo. Seja na forma de história, biografia, poesia, profecia ou alegoria — qualquer que seja a forma em que ela nos seja apresentada —, o propósito é um só: revelar-nos Cristo Jesus.
Portanto, vocês percebem que a Bíblia não é apenas histórica, mas também espiritual. Ao nos aproximarmos da Palavra de Deus, por um lado, precisamos ler e estudar para conhecer o que está escrito nela. Esse conhecimento é importante. Mas, queridos irmãos e irmãs, se isso for tudo o que obtemos da Bíblia, então perdemos de vista a própria razão pela qual a Palavra de Deus foi dada ao homem.
A Palavra de Deus nos foi dada como revelação. Seu propósito é revelar Cristo. E, por nos ter sido dada como revelação, precisa ser recebida como revelação. Não basta simplesmente receber o Livro como história, poesia, ensino, doutrina, cerimônia ou ritual. Vocês precisam receber a Palavra de Deus como revelação.
Isso quer dizer que vocês precisam não apenas conhecer o relato, a história, o ensino e a doutrina, mas, por meio deles, chegar a ver Cristo Jesus. Se vocês não veem Cristo e tudo o que conhecem é o relato, se não veem Cristo e tudo o que têm é o ensino, então perdem de vista o próprio propósito pelo qual a Palavra de Deus foi dada.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, ao nos aproximarmos da Palavra de Deus, precisamos pedir ao Senhor que nos dê o espírito de sabedoria e de revelação, para que possamos verdadeiramente conhecê-Lo. Ela nos foi dada como revelação e precisa ser recebida como revelação.
Por revelação, entendemos que Deus revela Cristo e que, por meio do Livro, devemos ver Cristo em nosso espírito. Sabem, quando uma revelação nos é dada, ela resulta em comunhão. Se não há revelação, não há comunhão. Comunhão significa ter coisas em comum. Se há revelação, então vocês possuem aquilo que foi revelado; têm comunhão com aquilo que foi revelado.
Portanto, vocês perceberão que o logos de Deus precisa tornar-se rhema para nós. Logos é a Palavra — o fato, a verdade, o relato —, a Palavra que Deus uma vez falou e deu como revelação. Rhema é o Espírito Santo soprando novamente sobre a Palavra que foi dada e tornando-a viva, presente, real e experimentada por cada um de nós.
É por isso que precisamos receber a Palavra de Deus como revelação. Somente assim há comunhão, e o resultado da comunhão é transformação. Seremos transformados pela Palavra, por aquilo que é revelado — ou melhor, por Aquele que é revelado — e, desse modo, seremos transformados e conformados à imagem de Deus.
Sabem, esse é o verdadeiro propósito da Palavra de Deus, da Bíblia. Assim, queridos irmãos e irmãs, que o Senhor nos ajude, ao nos aproximarmos de Sua Palavra, a nos aproximar dela como revelação e a recebê-la dessa maneira. Que, por revelação, possamos contemplar Cristo.
Agora, é claro que os quatro primeiros livros do Novo Testamento são livros históricos. Mas, embora sejam livros de história e biografia sobre a vida de nosso Senhor Jesus, o propósito de Deus é que não apenas conheçamos o relato, mas que realmente vejamos Jesus, para que possamos conhecê-Lo. Esse é o propósito da Palavra de Deus.
Nesta manhã, gostaríamos de começar pelo primeiro livro, Mateus. Que revelação de Deus nos é dada no livro de Mateus? Cronologicamente, Mateus não foi o primeiro Evangelho a ser escrito. A maioria dos comentaristas concorda que o primeiro Evangelho escrito foi Marcos.
No entanto, na soberania de Deus, quando vocês abrem o Novo Testamento, encontram o Evangelho segundo Mateus em primeiro lugar. Sabem por quê? Do ponto de vista humano, talvez colocássemos o Evangelho segundo Lucas em primeiro lugar, porque, sob a perspectiva humana, o Evangelho é o Evangelho da graça para a remissão de nossos pecados.
Temos consciência de nossos pecados. Sabemos que somos pecadores. Precisamos de perdão; precisamos da graça de Deus. O Evangelho de Jesus Cristo é o Evangelho da graça, e, pela graça, mediante a fé, somos perdoados e recebemos a vida eterna. Assim, do ponto de vista humano, diríamos que Lucas deveria ser colocado em primeiro lugar.
Mas, da perspectiva divina, do ponto de vista de Deus, vocês encontram o Evangelho de Mateus em primeiro lugar. Por quê? Porque, do ponto de vista de Deus, a primeira coisa que precisamos ver e conhecer a respeito de Cristo é que Ele é nosso Rei.
O Evangelho do reino é a perspectiva de Deus sobre o Evangelho. O Evangelho da graça é a nossa perspectiva sobre o Evangelho. É claro que ele é ambas as coisas. Mas geralmente começamos por nós mesmos. Somos tão centrados em nós mesmos. Queremos a graça para nós, para nosso desfrute, e às vezes esquecemos que precisamos estar centrados em Deus e ver o Evangelho do ponto de vista de Deus.
O que Deus quer que saibamos, em primeiro lugar, a respeito do Evangelho ou do Senhor Jesus? Ele quer que O conheçamos como nosso Rei.
Uma das razões pelas quais a vida dos cristãos é tão fraca e o testemunho cristão é tão ineficaz é que recebemos o Senhor Jesus como nosso Salvador e O vemos como nosso Redentor, mas deixamos de vê-Lo e reconhecê-Lo como nosso Senhor, como nosso Rei. Recebemos o Evangelho para nosso benefício, mas não obedecemos ao Evangelho para que o propósito de Deus seja cumprido.
Ao abrirem o Novo Testamento, a primeira coisa que Deus quer que vejamos a respeito de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, é que Ele é Rei. Toda a Bíblia é a revelação de Cristo, e a primeira coisa que precisa ser revelada a nós e recebida por nós é o Senhor Jesus como Rei. Digo novamente: isso exige revelação.
O Espírito Santo precisa nos revelar isso em nosso espírito. Está escrito no Evangelho segundo Mateus, mas aquilo que está escrito precisa ser vivificado pelo Espírito Santo em nosso coração, para que possamos verdadeiramente ver Jesus como Rei.
Quando vocês abrem o Evangelho segundo Mateus, o primeiro versículo diz:
Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão.
Há apenas dois lugares em toda a Bíblia em que encontramos algo semelhante a essa mesma fórmula: “livro da geração”. Um está em Gênesis 5:1:
Livro da geração de Adão.
E o outro está aqui, em Mateus 1:1:
Livro da geração de Jesus Cristo.
Por quê? Porque há apenas dois homens aos olhos de Deus. O primeiro homem é Adão, e todos os que descendem de Adão morrem. O segundo Homem é Cristo, e em Cristo todos serão vivificados.
O livro da geração de Jesus Cristo — qual é Sua história? O Filho de Davi, o Filho de Abraão. Desde o início do Evangelho, Deus está dando testemunho de Quem é esse Jesus Cristo.
Quem é o filho de Davi? Salomão. No entanto, Salomão é apenas uma sombra. O verdadeiro Filho de Davi é Jesus Cristo. Como Deus disse a Davi, seu filho edificaria uma casa para Ele, e o trono e o reino desse Filho jamais teriam fim.
Sabemos que Salomão também construiu um templo, mas era apenas um templo físico. Salomão de fato reinou, mas seu trono não durou para sempre. Portanto, Salomão é apenas uma sombra, um tipo de Cristo. Há um Filho de Davi que é maior do que Davi, e por meio Dele a verdadeira casa de Deus será edificada.
Edificarei a Minha igreja; e, sobre esta rocha, as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
É nesse Filho de Davi que o trono jamais terá fim. Ele reinará para todo o sempre. Ele também é o Filho de Abraão. Historicamente, Isaque era o filho de Abraão; contudo, Deus prometeu a Abraão, em Gênesis 22:18:
Em tua descendência serão benditas todas as nações da terra.
Sabemos que Isaque é apenas um tipo, uma sombra. A realidade é Jesus Cristo, porque, de fato, em Cristo Jesus todas as nações serão abençoadas. Aqui, logo no início, Deus nos apresenta Jesus como o Rei. Ele é o Rei prometido, o Filho de Davi prometido, o Filho de Abraão prometido, em Quem todas as nações serão abençoadas.
Há algo muito interessante: ao lerem o Evangelho segundo Mateus, vocês perceberão que, por um lado, Deus está dando testemunho o tempo todo. Ele dá testemunho de Jesus, de Seu Filho, como o Rei que Ele designou. Contudo, ao mesmo tempo, está registrado como o povo rejeitou Jesus como Rei. Vocês veem um conflito ali.
Por que as pessoas deixam de ver o Senhor Jesus como Rei? Deus escolheu, dentre todas as nações, um povo e preparou esse povo durante um longo período por uma razão: para que o Messias pudesse vir do meio deles.
Deus preparou os filhos de Israel desde os dias de Abraão até o dia de Cristo. Ele os preparou de todas as maneiras por uma razão: para que, na plenitude do tempo, o Rei, o Messias, viesse.
Mas, estranhamente, quando o Messias, o Rei, chegou, o povo de Israel, depois de ter sido preparado por tanto tempo, não O reconheceu como Rei. Eles O rejeitaram. Por que isso aconteceu? Porque o conceito de rei foi tão distorcido ao longo da história humana.
O conceito de rei no entendimento humano é muito diferente do conceito de Rei segundo o entendimento divino. Portanto, quando o Rei finalmente chegou, muito poucos O reconheceram.
Os judeus daquela época ficaram decepcionados com Ele. No início, esperavam que Ele fosse o Rei, e parecia possível que realmente o fosse. Esperavam que Ele derrubasse o Império Romano, rompesse seu jugo de ferro e tornasse Israel a cabeça das nações. Mas Ele não fez isso.
Por causa disso, ficaram decepcionados com Ele. Segundo o conceito deles, Ele não era um rei como imaginavam. Portanto, embora Ele afirmasse ser Rei e tivesse nascido para ser Rei, eles O rejeitaram. Ele não se encaixava no conceito deles.
Apenas alguns dentre todos os filhos de Israel receberam Jesus como seu Rei: Maria, José, Zacarias, Isabel, João Batista, Simeão, Ana, alguns pastores e alguns dos discípulos de João Batista. Esses pastores provavelmente eram pastores muito especiais, talvez pastores do templo que cuidavam de ovelhas separadas para serem sacrificadas no altar.
Apenas alguns dentre toda aquela multidão, dentre toda a nação de Israel, receberam Jesus como seu Rei. Como? Por revelação. O conceito humano está em tamanho contraste e oposição ao conceito divino de Rei que é necessária revelação para ver Jesus como Rei.
Irmãos e irmãs, isso não foi verdade apenas no primeiro século, quando o Senhor Jesus veio a esta terra em um corpo humano. Isso tem sido verdade e continua sendo verdade hoje. Vocês acham que podem realmente ver Jesus como Rei sem revelação?
Vocês podem ler o Evangelho segundo Mateus, no qual Ele nos é apresentado como Rei. Mas, ao lê-lo, talvez haja um conflito dentro de vocês. Embora Jesus seja apresentado como Rei, talvez vocês não vejam muito de Sua natureza real, de Sua maneira de agir como Rei ou de Sua realeza ali. Provavelmente assumiriam a mesma posição dos judeus de antigamente: “Ele não parece ser grande coisa como rei. O que Ele fez?”
É necessária revelação. Precisamos realmente de revelação — de um desvelamento pelo Espírito Santo em nosso coração — ao lermos o Evangelho de Mateus. Deus precisa abrir nossos olhos para que vejamos que Jesus é verdadeiramente Rei. Mas Ele não é um rei segundo o pensamento humano; Ele é um Rei segundo o pensamento de Deus. Precisamos recebê-Lo assim, como nosso Rei.
Quando Jesus nasceu, Gálatas nos diz que, na plenitude do tempo, Ele nasceu de mulher, nasceu sob a lei, para nos libertar da maldição da lei, a fim de que recebêssemos a adoção — isto é, a condição de filhos.
Para Deus, era a plenitude do tempo. Em outras palavras, era o momento certo para o Senhor Jesus vir como Rei. Mas, se vocês lerem a história, talvez digam: “Este não é o momento”. Quando Cristo Jesus nasceu, quem estava no trono da Judeia? Herodes — um edomita, que nem sequer era judeu, nem filho de Davi. E quem estava no trono do império mundial? César Augusto.
Diríamos que aquele não era o momento. No entanto, do ponto de vista de Deus, era a plenitude do tempo para Seu Filho vir como Rei.
Quando Ele nasceu, não nasceu em Jerusalém. Esperaríamos que um rei, um príncipe, nascesse na capital da nação. Mas Ele nasceu em uma pequena aldeia, em uma pequena cidade chamada Belém.
Quando Ele nasceu, ninguém percebeu — apenas alguns sábios, magos, vindos do Oriente. Eles observaram as estrelas, viram uma estrela extraordinária, brilhante, e interpretaram aquilo como sinal de que um Rei havia nascido.
Provavelmente tinham algum conhecimento da profecia de Balaão. Balaão era um profeta gentio, e esses gentios talvez soubessem alguma coisa sobre sua profecia a respeito da estrela e do cetro. Pensaram que um Rei devia ter nascido na região da Judeia e, por isso, vieram procurá-Lo.
Naturalmente, foram a Jerusalém, porque era ali que um rei deveria estar. Mas Ele não estava lá. Herodes ficou perturbado, porque ele era rei e outro Rei havia nascido. Então reuniu os fariseus e os escribas e perguntou onde deveria nascer o Rei dos judeus.
Os fariseus e os escribas eram estudiosos da Bíblia. Eram concordâncias vivas. Quando Herodes perguntou onde deveria nascer o Rei dos judeus, responderam imediatamente: “Em Belém da Judeia”.
Eles sabiam porque havia uma palavra no profeta menor Miqueias. Em Miqueias 5:2, há uma profecia de que Belém, embora fosse a menor entre as cidades, dela sairia um Governante Cujos dias são desde a eternidade.
Esses escribas e fariseus conheciam a Palavra de cor. Ainda hoje, se eu pedir que vocês encontrem Miqueias, não sei quantos conseguiriam encontrá-lo rapidamente. Mas eles nem precisavam procurar. Conheciam de cor. Realmente tinham o conhecimento, mas foram procurar o Rei? Não, ficaram perturbados.
Em outras palavras, embora tivessem conhecimento, não tinham o Rei. Irmãos e irmãs, o mesmo acontece hoje. Podemos dizer, em nossa mente, que Jesus é Rei, mas, espiritualmente e de verdade, vocês O buscam como seu Rei? Entregam a vida a Ele e deixam que Ele governe sobre ela? Há uma grande diferença aqui.
Esse Rei foi criado em Nazaré, na parte norte da Galileia, na região montanhosa. Ele não foi criado em um palácio. Nunca frequentou uma escola rabínica. Não tinha um diploma de teologia. Ali permaneceu, naquele lugar oculto, por cerca de trinta anos.
Ele nunca havia frequentado uma escola, mas estava na escola de Deus, Seu Pai. Então chegou o dia em que completou trinta anos e foi, por assim dizer, apresentado ao mundo. Como Ele Se apresentou ao mundo? Não por meio de um banquete real, mas indo ao rio Jordão e sendo batizado por João Batista.
O batismo de João Batista era o batismo de arrependimento. João pregava: “Arrependam-se. Mudem de pensamento. Deem meia-volta — mudem completamente de direção. O caminho que estão seguindo está inteiramente errado”.
Mesmo que vocês sejam muito religiosos — tendo o templo, os sacrifícios, o sacerdócio, a cidade de Deus, o Antigo Testamento, os cinco livros de Moisés, a Torá, os profetas e os Salmos —, mesmo que pareçam muito religiosos e pareçam estar fazendo tudo certo, arrependam-se. Deem meia-volta. Vocês estão seguindo na direção completamente errada.
Por quê? Porque o reino dos céus se aproximou. O Rei está vindo. Ser religioso não vai ajudá-los. Vocês precisam se arrepender tanto de serem religiosos quanto de serem irreligiosos, porque o Rei está vindo.
No entanto, aqui encontramos o próprio Rei vindo para ser batizado. Ele não tinha nada de que Se arrepender. Nosso Senhor Jesus não tinha absolutamente nada de que Se arrepender, porque Ele e o Pai são um, e Ele sempre agrada ao Pai. Contudo, ao Se apresentar à nação, submeteu-Se ao batismo de João.
Por quê? Ele Se ofereceu como sacrifício pelos pecados da nação, pelos pecados do mundo. Essa foi Sua apresentação. Aqui está o Rei do amor. Ele Se entregou como sacrifício por nós. Essa foi Sua credencial; essa foi Sua qualificação; essa foi a prova de que Ele é Rei.
Sua realeza não é comprovada por fanfarra e pompa. Sua realeza é comprovada por Ele ser o sacrifício. Ao descer às águas para ser batizado por João Batista, identificando-Se com um mundo pecaminoso e oferecendo-Se como sacrifício, Ele revelou a natureza de Sua realeza.
Quando Ele saiu da água, o Espírito Santo veio sobre Ele — não apenas sobre Ele, mas para habitar Nele — como uma pomba. Vocês sabem o que é uma pomba? A pomba é a oferta dos pobres. Os pobres não tinham condições de oferecer um novilho, nem mesmo um cordeiro; só podiam oferecer uma pomba.
Aqui encontramos nosso Senhor Jesus oferecendo-Se a Deus como a oferta dos pobres. Foi dessa maneira que Ele Se apresentou como Rei.
Então Ele foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo diabo durante quarenta dias e quarenta noites. Ali venceu o inimigo. No jardim do Éden, nas melhores circunstâncias, o homem — o primeiro homem, Adão — caiu diante da tentação. Mas aqui, nas piores circunstâncias, no deserto, jejuando durante quarenta dias e quarenta noites, Ele venceu.
É exatamente como a maneira pela qual o rei Davi foi apresentado à nação de Israel. A primeira vez que o rei Davi foi apresentado a Israel foi quando matou Golias. Ao matar Golias, todos souberam que ali estava um rei.
Aqui, irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus foi tentado no deserto durante quarenta dias e quarenta noites, e venceu o inimigo. O inimigo não pôde fazer nada contra Ele. Não havia lugar em Sua vida para o inimigo. Sua vitória sobre o inimigo provou ao mundo que Ele é o Rei.
Quando Ele começou a pregar — estou apenas percorrendo o Evangelho de Mateus com vocês —, na época em que João Batista estava na prisão, o Senhor Jesus passou a pregar intensamente.
Em Mateus 4, enquanto caminhava junto ao mar da Galileia, Ele começou a chamar discípulos. Viu Simão Pedro e André lançando redes ao mar e disse:
Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens.
Eles deixaram tudo e seguiram o Senhor. Então Ele foi um pouco mais adiante e viu os dois filhos de Zebedeu consertando suas redes. O Senhor disse:
Vinde, segui-Me.
Eles deixaram suas redes, seu pai, seu barco e tudo o mais, e seguiram o Senhor.
O que o discipulado realmente significa? O Senhor veio e chamou pessoas para serem Seus discípulos:
Vinde, segui-Me.
Essas pessoas responderam ao Seu chamado. Abriram mão de tudo e ficaram com Ele. Colocaram-se sob Seu reinado e permitiram que Ele as transformasse, conformando-as à Sua própria imagem.
O chamado ao discipulado é o chamado do reino; é o chamado do Rei. O Rei está chamando Seu povo para se colocar sob Seu reinado, sob Seu governo, a fim de que Ele possa transformá-lo e fazer dele verdadeiramente Seu próprio reino.
Se é isso que significa o chamado ao discipulado, vocês podem ser discípulos de algum homem? Algum homem tem a qualificação necessária para chamá-los a ser seus discípulos? Não. Somos discípulos somente de Cristo, não de qualquer outra pessoa.
As pessoas podem nos ajudar no discipulado, mas não são nossos mestres. Temos apenas um Mestre; temos apenas um Rei. Não temos o Senhor Jesus e César. Temos apenas um Rei: o Senhor Jesus.
O chamado ao discipulado é o chamado do Rei. Ele está de acordo com o reino. É o chamado para sermos Seus súditos, o chamado para nos submetermos inteiramente a Ele. É por isso que, sempre que vem o chamado ao discipulado, a resposta precisa ser deixar tudo e segui-Lo.
Se vocês ainda tentam olhar para trás e se apegar a alguma coisa, o Senhor disse que não são dignos de ser Seus discípulos. Abram mão de tudo. Abram mão de si mesmos e deixem que Ele faça o que quiser com sua vida e em sua vida. Vocês têm medo disso? Graças a Deus por isso.
Se vocês se apegarem a si mesmos, o que conseguirão fazer de si mesmos? Só farão uma confusão de sua vida. Mas, se abrirem mão de si mesmos e deixarem que Ele cuide de vocês, Ele fará de vocês filhos do reino. Em outras palavras, Ele os conformará à Sua imagem e fará com que Seu caráter real seja formado em vocês, para que possam verdadeiramente ser reis e sacerdotes para Deus.
Vocês sabem que não apenas fomos redimidos pelo sangue precioso, mas também fomos feitos reis e sacerdotes para Deus? Você sabe que é um rei — em potencial? Ele o chamou para ser Seu discípulo a fim de fazer de você um rei de fato.
Qual é o conceito de rei? Como o conceito de Deus é diferente do conceito humano! Podemos pensar: “Se Ele me chama para ser rei, então vou me sentar lá no alto e dar ordens. Que todos me sirvam”. Não, esse não é o tipo de Rei que nosso Senhor Jesus é.
Como já mencionamos, Sua realeza é tão divina, tão diferente. Ele nos chama para ser Seus discípulos e, ao nos tornarmos Seus discípulos, o que vai nos disciplinar e nos treinar?
Creio que todos conhecemos o Sermão do Monte. Ele reuniu Seus discípulos, subiu ao monte e, quando os discípulos se aproximaram Dele, abriu a boca e começou a falar.
Lembrem-se: as palavras de Mateus 5–7 não foram dirigidas ao mundo. Embora muitas pessoas ao redor as tenham ouvido, essas palavras foram dirigidas aos Seus discípulos — pessoas que já haviam se colocado sob Seu reinado e permitido que Ele tivesse domínio absoluto sobre suas vidas.
O Senhor Jesus disse:
Bem-aventurados os pobres de espírito: porque deles é o reino dos céus.
O que é o Sermão do Monte? Ali o Senhor Jesus nos descreve como é Seu reino. Seu reino não é deste mundo. Sabemos como são os reinos do mundo, mas não sabemos como é Seu reino. Por isso, Ele nos descreve a natureza de Seu reino.
Seu reino é exatamente como Ele, o Rei. É assim que Ele é; e, porque Ele é assim, Seu reino é assim, e aqueles que estão no reino são assim. Não é lei; é graça. Ou seja, isso é o que Ele é capaz de fazer e aquilo em que Ele é capaz de nos transformar.
O que significa pobreza de espírito? Não significa que vocês sejam espiritualmente pobres. Pelo contrário, por serem espiritualmente ricos, podem ser tornados pobres de espírito.
Pensem no próprio Senhor. Em Filipenses 2, Aquele que era igual a Deus não considerou a igualdade com Deus algo a que devesse Se apegar, porque era isso que Ele era essencial e eternamente. Ele era igual a Deus. Ele estava na forma de Deus, e a palavra “forma”, ali, significa o caráter interior. Tudo o que Deus é, Ele é.
Ele é rico. Espiritualmente, Ele é pleno. Ao estudarmos a epístola aos Colossenses, vemos que toda a plenitude da Divindade faz Nele sua morada permanente. É assim que Ele é rico, é assim que Ele é pleno. Por ser tão rico e tão pleno, Ele é capaz de esvaziar-Se.
Na verdade, não temos muito de que nos esvaziar, porque somos vazios. Não temos nada, embora pensemos que temos muita coisa. Mas, no Senhor Jesus, toda a plenitude da Divindade habita corporalmente. Vocês conseguem imaginar a plenitude da Divindade? Isso está além de nossa compreensão.
Contudo, Ele Se esvaziou. É claro que não poderia esvaziar-Se de Sua divindade; isso é impossível. Mas Ele Se esvaziou de todas as coisas ligadas à divindade — Sua glória, Sua honra, a adoração que Lhe era devida — e tomou a forma de escravo.
Não apenas a forma de homem, mas a forma de escravo. Interiormente, Ele Se tornou escravo, um escravo por amor a Deus, Seu Pai. Aquele que era igual a Deus tomou uma posição inferior à de Deus, a ponto de tornar-Se escravo, um escravo por amor a Deus.
Exteriormente, tomou a aparência de homem. Revestiu-Se de carne, da semelhança da carne pecaminosa, mas sem pecado. Sendo encontrado como homem, humilhou-Se. Isto é, assumiu Seu lugar como homem, como um ser criado diante do Criador. Humilhou-Se, tornando-Se obediente a Deus até a morte, e morte de cruz.
Isso é ser pobre de espírito. Em outras palavras, ser pobre de espírito significa simplesmente humildade. Humildade.
Pensem nas palavras do Senhor. Se vocês lerem Apocalipse 3, encontrarão a igreja em Laodiceia se vangloriando de si mesma, dizendo:
Somos ricos. Temos tudo. De nada temos falta.
Contudo, Deus disse:
És pobre, miserável, nu e cego.
Irmãos e irmãs, como somos arrogantes, como fazemos valer nossa própria vontade, como somos autoconfiantes e autossuficientes! Pensamos que sabemos tudo, que temos tudo e que não nos falta nada.
A Bíblia diz que o orgulho precede a queda. Se vocês forem orgulhosos, cairão. Mas o homem para quem Deus olha é aquele que tem um espírito pobre e contrito e que treme diante de Sua Palavra.
Por natureza, todos somos orgulhosos e arrogantes. Nós nos impomos. Somos autossuficientes. Pensamos que é uma vergonha precisar depender de outra pessoa. Por natureza, é assim que somos.
Mas, ao nos tornarmos discípulos de Cristo, ao atendermos ao chamado para o reino dos céus, a primeira coisa que o Rei produzirá em nossa vida — formando Seu próprio caráter em nós — é a humildade.
Ele precisa nos transformar, de pessoas que pensam: “Eu sou alguém. Tenho tudo. Posso fazer tudo sozinho”, em pessoas que dizem: “Eu não sou nada. Não posso fazer nada. Não tenho nada. Portanto, Ele precisa ser tudo para mim”.
Irmãos e irmãs, essa é a primeira qualidade de um rei segundo o conceito divino. Segundo o conceito humano, essa é a última coisa. Se você é rei, pensa que não pode se dar ao luxo de ser humilde. Precisa se impor; precisa demonstrar autoridade; precisa ser orgulhoso — exatamente como Luís XIV disse: “O Estado sou eu”.
Ah, não. O Rei, no sentido divino, é o oposto. A primeira qualidade do Rei, no sentido divino, é a humildade. Você é um rei segundo o pensamento de Deus? Tem essa qualidade real em si? Há humildade em você? Se há humildade em você, então, irmãos e irmãs, a Bíblia diz que Deus ama esse homem.
Pensem nos discípulos que Ele chamou. Eles não vinham de famílias nobres. Eram pescadores, publicanos e assim por diante. Contudo, havia algo entre eles: disputavam e competiam uns com os outros durante todos os anos em que seguiram o Senhor.
Pensem nisso. Eles estavam seguindo o Senhor. Eram Seus discípulos. Todos estavam sendo treinados para serem transformados por Ele. No entanto, algo neles parecia incomodá-los, até o fim. O que era? “Quem é o maior? Quem é o maior?”
Todo o conceito deles era o conceito mundano de rei. Cada um procurava ocupar o lugar mais elevado. Cada um procurava chegar àquela posição para poder olhar os outros de cima, enquanto os outros teriam de servi-lo.
Esse conceito estava profundamente arraigado nos discípulos, e, vez após vez, o Senhor precisava ensiná-los. Em Mateus 18, eles estavam novamente disputando e competindo uns com os outros, perguntando: “Quem é o maior?”
O Senhor tomou uma criança e disse:
Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.
Por que é assim? Porque uma criança pequena não tem nada e não sabe nada. Precisa depender dos outros. Esse é o espírito de uma criança. Deus quer que tenhamos a simplicidade de uma criança, mas não que sejamos infantis.
Depois, em Mateus 20, quando o Senhor estava indo a Jerusalém pela última vez, todos os discípulos pensavam que aquele era o momento em que o Rei seria coroado e eles se sentariam à Sua direita e à Sua esquerda.
Os dois filhos de Zebedeu vieram com sua mãe. Humanamente falando, a mãe deles era tia de nosso Senhor Jesus, e a palavra de uma tia tem peso, sabem. Ela veio com seus dois filhos e pediu algo ao Senhor. Queria que Ele prometesse antecipadamente que atenderia ao pedido.
O Senhor nunca assina um cheque em branco. Ele perguntou: “O que você quer? Diga claramente. Seja honesta. Não faça rodeios”. A mãe então disse:
Permite que estes meus dois filhos se assentem, um à Tua direita e o outro à Tua esquerda, no Teu reino.
Esse era o conceito mundano do Rei e do reino. O Senhor Jesus disse:
Podeis beber o cálice que Eu estou para beber? Podeis ser batizados com o batismo com que Eu sou batizado?
Os dois filhos de Zebedeu, os filhos do trovão, não sabiam realmente o que era o cálice nem o que significava o batismo. Mas desejavam tanto as posições à direita e à esquerda que fariam qualquer coisa. Disseram: “Podemos”. O Senhor disse:
Vós o fareis.
Mas assentarem-se à Sua direita ou à Sua esquerda não cabia a Ele conceder; cabia ao Seu Pai celestial. Em outras palavras, a realeza não está em uma posição. A realeza está em beber o cálice e ser batizado com o batismo. É aí que o caráter real se revela.
O que é o cálice? Nas Escrituras, o cálice representa a vontade do Pai. No jardim do Getsêmani, o Senhor disse:
Se for possível, passe de Mim este cálice; contudo, não se faça a Minha vontade, mas a Tua.
Por fim, o Senhor disse:
O cálice que o Pai Me deu, não o beberei?
A vontade de Deus — seja amarga ou doce —, isso não importa. É a vontade de Deus. O batismo é a cruz. É a cruz com a qual o Senhor seria batizado. Ao fazer a vontade de Deus e tomar a cruz, manifestam-se a natureza, o caráter, o poder e a força reais.
O Senhor disse que, no mundo, os governantes e os que ocupam posições elevadas dominam sobre as pessoas. Dão ordens às pessoas. Mas entre vocês é diferente. No reino de Deus é diferente. Quem é o maior deve ser o menor; quem quiser ser grande deve servir como escravo dos outros.
Queridos irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus é verdadeiramente Rei. Mas que tipo de Rei Ele é? Qual é Seu caráter real? Como sabemos que Ele é Rei? Vocês não podem julgá-Lo do ponto de vista humano. Se fizerem isso, ficarão decepcionados. Precisam vê-Lo do ponto de vista divino.
Vejam Sua humildade. Vejam Sua mansidão. Vejam Sua pureza. Vejam Sua gentileza. Vejam Sua modéstia. Vejam como Ele faz a vontade de Deus. Vejam como Ele vai à cruz. Em todas essas coisas, Ele Se revela como o Rei.
Não é de admirar que, quando Ele foi crucificado, Pilatos quisesse zombar dos judeus. Por isso, colocou sobre a cruz a sentença, a acusação:
Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus.
Ele usou isso para zombar dos judeus, e a inscrição foi escrita em três idiomas: latim, grego e hebraico, para que o mundo inteiro soubesse.
Sem saber, Pilatos estava fazendo a vontade de Deus. Ali, na cruz, Cristo foi declarado ao mundo inteiro como verdadeiramente o Rei. Em nenhum outro lugar Ele tornou Sua realeza mais clara do que no momento em que foi crucificado.
Queridos irmãos e irmãs, olhem para a cruz e verão o Rei. Como isso é diferente do mundo! Vocês veem a cruz? Se veem a cruz, podem deixar de ver Cristo Jesus como seu Rei? Ele não os conquistou com Seu amor?
Vocês não são constrangidos pelo amor de Cristo, considerando que Um morreu por todos e, portanto, todos morreram? Agora que vivem, vivem para Aquele que morreu e ressuscitou por vocês. Podem continuar vivendo para si mesmos?
Vocês não reconhecem o Rei? Quando recebem a cruz, podem rejeitar o Rei? Quando recebem a cruz, precisam reconhecer que Aquele que foi crucificado é seu Rei. Ele tem direito sobre vocês. Ele os comprou pagando o preço. Vocês pertencem a Ele.
Queridos irmãos e irmãs, Ele vai transformá-los e fazer de vocês reis, porque Ele é o Rei dos reis. Ele há de formar Seu próprio caráter na vida que vocês vivem — o caráter real: humildade, mansidão, pureza de coração, modéstia, gentileza e ausência de egoísmo.
O Senhor disse:
Nega-te a ti mesmo, toma a tua cruz e segue-Me.
Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus sofre violência, e os violentos o tomam à força. Não gostamos da palavra “violência”, porque hoje ela tem uma conotação tão negativa, mas a palavra em si é neutra. Significa simplesmente força.
Não significa que vocês pratiquem violência contra outras pessoas. Significa que exerçam violência contra si mesmos. Vocês negam a si mesmos. Essa é a violência contra si mesmos. Vocês negam a si mesmos, tomam a cruz e seguem o Senhor.
Irmãos e irmãs, sempre que vemos a marca da cruz em alguém, sabemos que ele é um rei. Lembrem-se de Paulo. Ele disse aos gálatas:
Desde agora ninguém me perturbe: porque trago em meu corpo as marcas de Jesus.
Vocês têm a marca da cruz em sua vida? O que é a marca da cruz? Ela crucifica o eu, para que Cristo seja tudo em sua vida. Essa é a marca do Rei.
Por fim, vemos que nosso Senhor ressuscitou dentre os mortos. Ele apareceu aos discípulos durante quarenta dias. Antes de partir, em Mateus 28, disse:
Toda a autoridade Me foi dada no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo: ensinando-os a observar todas as coisas que vos ordenei: e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação do século.
Como Ele recebeu toda a autoridade? Recebeu toda a autoridade por meio da cruz, por meio de Seu esvaziamento, provando que é verdadeiramente Rei. Portanto, Ele é apto; Ele é qualificado para ter toda a autoridade no céu e na terra.
Irmãos e irmãs, se um pouco de poder lhes for dado hoje, vocês saberão lidar com ele? É por isso que o poder e a autoridade têm sido tão mal utilizados neste mundo: as pessoas não são aptas nem qualificadas para usar o poder e a autoridade.
Mas ao Senhor Jesus foi dada toda a autoridade. Por quê? Porque Ele provou ser Aquele que sabe lidar com ela. E disse:
Ide às nações. Fazei discípulos de todas as nações.
Lembrem-se, queridos irmãos e irmãs: a Grande Comissão não é apenas evangelizar as nações. É mais do que isso. É claro que a evangelização está incluída. A Grande Comissão é fazer discípulos de todas as nações.
Levem as pessoas a Cristo, para que sejam salvas; mas levem-nas a Cristo também para que submetam sua vida a Ele, aceitando-O não apenas como seu Salvador, mas também como seu Rei. Essa é a Grande Comissão: fazer discípulos de todas as nações. Levar todas as nações a Cristo.
Os reinos deste mundo um dia se tornarão o reino de nosso Deus e de Seu Cristo. O que vocês fazem? Batizam as pessoas no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Por que batizá-las? O batismo é um testemunho exterior de uma realidade interior: tudo o que pertence ao passado está morto e sepultado. De agora em diante, tudo é novo. Tudo é Cristo.
Depois, ensinem-lhes todas as coisas que Ele lhes ensinou. Isto é, edifiquem-nas. E o Senhor disse:
Estarei convosco até a consumação do século.
Esse é o Evangelho segundo Mateus.
Amado Pai celestial, nós Te louvamos e agradecemos porque nos apresentas Teu Filho como Teu Rei. No entanto, como Ele é diferente dos reis que conhecemos e do conceito de rei que temos!
Oh, transforma e renova nossa mente, para que possamos verdadeiramente ver Cristo como Rei; para que possamos admirar Seu caráter real; para que possamos nos entregar a Ele e permitir que Ele nos discipule, nos transforme e forme esse caráter real em nós, a fim de que, verdadeiramente, um dia possamos governar e reinar com Cristo.
Senhor, pedimos que estas não sejam apenas palavras que passam por nossa mente. Pedimos que Teu Espírito Santo abra nosso espírito e nos revele Cristo, para que possamos verdadeiramente recebê-Lo como nosso Rei e permitir que Ele nos faça reis sob Seu governo, Ele que é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.