Testimony Ministry LogoChristian Testimony MinistryCTM
  • Home
  • Speakers
  • Venues
  • Topics
  • Scripture
  • Fellowship Finder
THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
About CTMContact CTMPrivacy PolicyRelated Ministries
    The Cost of Commitment © 2026 Christian Testimony Ministry
    0:00
    The Cost of Commitment
    The Cost of Commitment
    Kaung, Stephen

    O custo do compromisso

    Abram no Evangelho segundo Lucas 14:25-35. Vamos ler essa passagem.

    Ora, iam com Ele grandes multidões; e, voltando-Se, disse-lhes: Se alguém vem a Mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser Meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após Mim não pode ser Meu discípulo. Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar. Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores e pede condições de paz. Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser Meu discípulo. Bom é o sal; mas, se o sal perder o sabor, com que se há de temperar? Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

    O compromisso com o Senhor

    Ultimamente, temos considerado essa questão do compromisso, e vamos continuar a tratar dela nesta manhã.

    Antes de tudo, precisamos lembrar que, nas Escrituras, o compromisso é, basicamente, um compromisso com uma pessoa — não com qualquer pessoa ou com várias pessoas, mas com uma única Pessoa: o nosso Senhor Jesus.

    Devemos estar comprometidos com Ele. E o nosso compromisso com o Senhor deve ser total e absoluto, porque Ele é o único digno de tal compromisso.

    Não estamos comprometidos com uma causa, com uma doutrina ou com um ensinamento. Não estamos comprometidos com uma organização, com um grupo ou com uma comunidade. Não estamos comprometidos com uma forma, com uma pessoa ou com várias pessoas. Nosso compromisso total e absoluto é com o nosso Deus, com o nosso Senhor Jesus e com a Sua vontade.

    Acho que precisamos enfatizar isso de novo, de novo e de novo, porque é algo fundamental. Se não entendermos que o nosso compromisso é, antes de tudo, com o Senhor e com a Sua vontade, nossos outros compromissos terão problemas.

    Portanto, lembrem-se: quando falamos de compromisso, estamos falando do nosso compromisso com o Senhor. E, ao nos comprometermos com Ele, também nos comprometemos com o Seu propósito e com a Sua vontade.

    Da última vez, mencionamos que o nosso compromisso é primeiro vertical — primeiro com o Senhor. Então, desse compromisso, surge um compromisso horizontal, isto é, com o Seu Corpo, o Corpo de Cristo.

    Todos os outros compromissos — seja com uma comunidade, um grupo, uma obra, uma missão ou uns com os outros — procedem do nosso compromisso com o Senhor e com o Seu Corpo.

    Se estamos comprometidos com qualquer coisa que não seja o Senhor, e esse compromisso não procede do nosso compromisso com o Senhor, não está relacionado a ele nem sujeito a ele, então há algo fundamentalmente errado.

    E espero que os irmãos e as irmãs realmente levem isso a sério, porque acredito que, se entendermos isso, seremos poupados de muita escravidão e de muitos problemas.

    O custo do compromisso

    Agora, nesta manhã, gostaríamos de entrar nessa questão do custo do compromisso. O compromisso custa caro. Qualquer coisa que não nos custe nada não merece o nosso compromisso.

    Se estamos dispostos a nos comprometer, então precisamos estar prontos para pagar o preço.

    Pensem no nosso Deus. Mencionamos, logo no início, que o nosso Deus é um Deus de compromisso. Ele está comprometido Consigo mesmo, porque não pode negar a Si mesmo. Ele está comprometido com o Seu próprio propósito. Uma vez estabelecido o Seu propósito, Ele Se compromete com ele. Ele cuidará para que o Seu propósito se cumpra, aconteça o que acontecer.

    Ele está comprometido com as Suas promessas. Sejam quais forem as Suas promessas, todas são sim e amém em Cristo Jesus. O nosso Deus é um Deus comprometido.

    E, por estar tão comprometido, vejam quanto isso Lhe custou. Ele não poupou o Seu Filho unigênito. Isso Lhe custou tudo.

    Pensem no nosso Senhor Jesus. Ele está comprometido com o Seu Pai celestial. Está comprometido com a vontade de Seu Pai. E, por causa disso, esse compromisso Lhe custou a própria vida.

    Pensem no Espírito Santo. O Espírito Santo está comprometido com Cristo, para tomar tudo o que Cristo realizou na cruz do Calvário e torná-lo real em nós. E vocês sabem quanto isso custa ao Espírito Santo?

    O Espírito Santo habita em você. Mas quantas vezes você O entristeceu? Quantas vezes você O apagou? Quantas vezes você O deixou desconfortável? E, ainda assim, como Ele é paciente! Por mais que você resista a Ele, Ele não o deixará nem o abandonará. Ele continua com você. Ele sofre por você e sofre com você, até que, finalmente, consiga transformá-lo e conformá-lo à imagem do Filho de Deus.

    Esse é o nosso Deus, que está comprometido. E será que podemos imaginar que o nosso compromisso com Ele e com a Sua vontade, pela graça de Deus, não nos custará nada?

    Mas lembremos: por maior que seja o custo, em última análise, é a graça que nos capacita a pagar o preço. É a graça que torna o fardo leve. É a graça que nos faz considerar o custo como nada. É a graça que nos ajuda a ver que, embora isso possa nos custar muito, ainda assim não é nada.

    Por quê? Porque é graça. Portanto, lembrem-se disso.

    O chamado de Cristo ao discipulado

    Vocês sabem, nosso Senhor Jesus, desde o início, apresentou o custo do discipulado àqueles que se aglomeravam ao Seu redor. Certo dia, uma grande multidão O seguia. Ele parecia ser muito popular naquela ocasião. Muitas pessoas se aglomeravam ao Seu redor e O seguiam.

    E vocês sabem, qualquer pessoa nesta terra, ao perceber que uma multidão tão grande a está seguindo, provavelmente a receberia de braços abertos e procuraria fazer de tudo para agradá-la e mantê-la por perto, para que não fosse embora.

    Mas não o nosso Senhor. Quando Ele viu a grande multidão que O seguia, voltou-Se e imediatamente a desafiou.

    Ele disse:

    Se alguém não aborrece a seu pai e a sua mãe, a sua mulher, a seus irmãos e irmãs, e até mesmo a sua própria vida, não pode ser Meu discípulo. Se alguém não toma a sua cruz e Me segue, não pode ser Meu discípulo. Se alguém não renuncia a tudo e Me segue, não pode ser Meu discípulo.

    Ele não quer enganar ninguém. Quer deixar isso bem claro diante daqueles que parecem estar seguindo-O, dizendo-lhes que, se realmente querem segui-Lo, se realmente querem se comprometer com Ele, isso tem um custo. Custa muito.

    Vocês estão dispostos a pagar o preço? Vão se sentar agora e calcular o custo? Se não estão dispostos, não comecem.

    O ódio divino e o ódio natural

    Se alguém não aborrece.

    Agora, lembrem-se da palavra aborrecer, no sentido de odiar. Não gostamos da palavra odiar, porque hoje ela tem uma conotação muito ruim. Mas, na verdade, a palavra em si não é ruim. Por quê? Porque devemos odiar o que precisa ser odiado e amar o que precisa ser amado.

    O ódio aqui não tem essa conotação ruim. Não é um ódio natural.

    Algumas pessoas têm um ódio natural pelos pais. Hoje, encontramos muitos filhos que têm uma espécie de aversão natural, até mesmo um ódio natural, pelos pais. Mas não é disso que o Senhor está falando.

    A lei diz que devemos honrar nossos pais. Devemos obedecer aos nossos pais, porque esse é o primeiro mandamento com promessa.

    Também não se trata de um ódio natural pela esposa ou pelo marido. Hoje, encontramos maridos que odeiam suas esposas e esposas que odeiam seus maridos. Mas não, não é disso que o Senhor está falando. Os maridos devem amar suas esposas; as esposas devem obedecer aos seus maridos.

    Hoje, encontramos irmãos e irmãs lutando uns contra os outros e devorando uns aos outros. Essa história é antiga, porque já na segunda geração da humanidade vemos como Caim odiou seu irmão Abel e o matou. Mas não é disso que o Senhor está falando. Isso é ódio natural.

    E também não se trata de odiar a si mesmo. Irmãos e irmãs, recentemente recebi uma carta do exterior, então vocês podem ficar mais tranquilos a respeito disso. Um irmão escreveu dizendo que odiava sua mãe e odiava a si mesmo.

    Então, escrevi uma resposta. Eu disse: “Você não deve odiar sua mãe nem odiar a si mesmo, porque a Bíblia diz que cada um cuida bem da própria carne, alimentando-a e tratando-a com carinho. Não devemos odiar nosso corpo, porque este corpo é um templo de Deus”.

    Esse ódio natural é errado.

    Mas a Bíblia ensina, sim, um ódio divino. Devemos odiar como Deus odeia. O Senhor Jesus disse:

    Se alguém não aborrece.

    É uma palavra forte, mas não se trata de ódio natural.

    O ódio natural deve ir para a cruz. Mas existe um ódio que é divino em sua natureza — isto é, devemos odiar como Deus odeia.

    E, se nosso pai, nossa mãe, nosso irmão, nossa irmã, nossa esposa, nosso marido ou até nós mesmos nos colocarmos no caminho do nosso compromisso com o Senhor e com a Sua vontade — e o nosso compromisso com o Senhor é total e absoluto —, então, sempre que qualquer relacionamento humano, até mesmo o mais querido dos relacionamentos naturais, se opuser ao Senhor e ao nosso compromisso com Ele, a única coisa que podemos fazer é odiá-lo.

    Isto é, não permitiremos que esse relacionamento impeça o nosso compromisso com o Senhor. Esse é o preço que temos de pagar.

    Temos de entregar nossa vida. Temos de odiar nossa vida e entregá-la. Temos de romper todos os relacionamentos humanos que estejam em contradição com o Senhor e com a Sua vontade.

    Que exigência! Quem neste mundo pode fazer uma exigência assim? Ninguém, a não ser o Senhor Jesus. Somente o Senhor Jesus pode exigir um compromisso tão completo. Por quê? Porque Ele é digno. Porque Ele Se comprometeu conosco. Da mesma forma, Ele entregou a Sua vida.

    O compromisso custa alguma coisa. Na verdade, se não custa nada, não há compromisso. Se você está comprometido, isso lhe custa alguma coisa.

    Cristo não oculta o custo

    Certo dia, li em um jornal um artigo que dizia que um dos sinais de uma seita é que ela sempre esconde de você o custo. Prestem atenção: um dos sinais de uma seita é que ela sempre esconde de você o custo.

    Eles procuram cercar você de amor e cuidado. Procuram lhe oferecer todo o companheirismo que você está buscando. Fazem todas aquelas promessas maravilhosas — promessas de liberdade, de independência ou do que quer que seja. Mas só depois que você está preso é que dizem o que querem de você.

    Não querem apenas todos os seus bens; querem também a sua alma. Isso é uma seita.

    Mas Cristo é diferente. Por quê? Porque o nosso Senhor Jesus, desde o início, diz quanto isso vai lhe custar. Ele não vai enganar você de maneira alguma. Não está tentando fazer todas essas promessas maravilhosas sem custo algum.

    Logo no início, Ele Se volta, olha de frente para você, desafia você e diz: “E então, você está pronto para pagar o preço?”

    “Se você quer se comprometer Comigo, isso tem um custo. Vai lhe custar muito. Isso vai assustá-lo e afastá-lo? Se você precisa ir, vá.”

    Não é que Ele não queira você, que não deseje você, que não ame você ou que não queira que você seja um com Ele; mas Ele não quer enganá-lo. Ele deixa bem claro, desde o início: há um custo envolvido, e esse custo é muito alto.

    Paulo como exemplo de compromisso

    Queremos usar Paulo como nosso exemplo, porque sempre acho muito melhor ter um exemplo que torne o assunto mais concreto.

    Sabemos que Paulo era uma pessoa comprometida, dedicada. Como mencionamos antes, mesmo antes de conhecer o Senhor, ele já era uma pessoa comprometida e dedicada, porque sabia que, sem compromisso e sem dedicação, não seria possível realizar nada.

    Ninguém pode realizar ou alcançar coisa alguma neste mundo, seja no âmbito espiritual, seja no secular, sem compromisso. Você não pode alcançar nada sem se comprometer, sem se dedicar, sem se envolver e se entregar por inteiro.

    Paulo, mesmo antes de conhecer o Senhor, era uma pessoa comprometida — Saulo, o fariseu. Como ele se comprometeu com o judaísmo!

    Ele se assentou aos pés de Gamaliel. Aprendeu tudo sobre o judaísmo. Tornou-se fariseu, e era um verdadeiro fariseu. Não era como os outros fariseus, que eram hipócritas. Eles mantinham uma boa aparência, mas, na realidade, viviam de outra maneira.

    Mas Saulo não. Ele disse:

    Quanto à justiça que há na lei, irrepreensível.

    Ele era um verdadeiro fariseu. Comprometeu-se cem por cento com o judaísmo.

    E, por causa disso, estava mais adiantado do que os seus contemporâneos. Não há dúvida. Não é de admirar, porque ele era dedicado.

    Isso lhe custou alguma coisa? Sim.

    Em sua dedicação ao judaísmo, em seus estudos e em sua busca, ele teve de sacrificar muitas coisas. Provavelmente, teve de abrir mão de muitas diversões e extravagâncias da juventude. Teve de passar muito tempo pesquisando e meditando. Mas considerava que valia a pena.

    Ah, um homem comprometido com o judaísmo! Ele ganhou alguma coisa com isso?

    Bem, se vocês lerem Filipenses 3, verão que, naquela época, antes de encontrar o Senhor, ele considerava que seus ganhos eram maiores do que suas perdas. Por quê? Porque, embora tivesse de perder muito para avançar no judaísmo, ele foi muito bem-sucedido nele. Sua ambição, por assim dizer, havia sido realizada. Ele havia recebido sua recompensa.

    Mas Deus ganhou alguma coisa com a dedicação dele ao judaísmo? Nada.

    Deus não apenas não ganhou nada com essa dedicação; na verdade, Saulo prestou um grande desserviço a Deus. Porque o propósito de Deus está centrado em Seu Filho, mas Saulo perseguia os seguidores do Senhor Jesus. Só que ele não sabia disso. Era uma pessoa dedicada.

    Mas, graças a Deus, no caminho de Damasco, o Senhor ressurreto veio ao seu encontro. Ali, sua trajetória foi interrompida e mudou de direção. Finalmente, ele encontrou o seu centro.

    Quando encontrou o Senhor, quando conheceu o Senhor, ele rededicou sua vida. Comprometeu-se completamente com o Senhor. Que compromisso!

    Queridos irmãos e irmãs, é muito possível que estejamos comprometidos com algo errado.

    Compromissos mal direcionados

    Podemos estar comprometidos com uma causa que julgamos correta. Podemos estar comprometidos com uma pessoa ou com pessoas que consideramos muito espirituais. Podemos até estar comprometidos com um grupo ou com uma comunidade que, equivocadamente, consideramos ser a igreja. Podemos estar comprometidos com uma organização, um sistema, um ensinamento ou uma doutrina.

    Podemos estar comprometidos com todas essas coisas sem, contudo, termos consultado o Senhor para saber se elas são o resultado, a expressão, o desenvolvimento ou a extensão do nosso compromisso com Ele.

    Em outras palavras, em vez de nos comprometermos com o Senhor, acabamos comprometidos com pessoas, grupos, organizações, ensinamentos, formas e causas — com todas essas coisas.

    Agora, irmãos e irmãs, antes de se comprometerem com qualquer coisa, é melhor perguntar ao Senhor a respeito.

    Pedro e o imposto do templo

    Vocês sabem, Pedro fez a mesma coisa. Querido Pedro! Em Mateus 17:24-27, vemos que, quando Pedro, o Senhor Jesus e os outros estavam em Cafarnaum, um cobrador do imposto do templo veio a Pedro e perguntou: “O seu Mestre paga o imposto do templo?”

    Pedro disse: “Sim, sim”. Por quê? Porque, como judeu, é claro que você tem de pagar o imposto do templo — meio siclo. Ele disse que sim.

    Então, depois de assumir em nome do Senhor o compromisso de pagar o imposto do templo, entrou na casa, querendo dizer ao Senhor: “Senhor, eu assumi em Teu nome o compromisso de pagar o imposto do templo. Agora, dá-me o siclo”.

    Mas, antes que ele abrisse a boca, o Senhor falou primeiro. Ele disse: “Pedro, deixa-Me fazer uma pergunta”.

    Pedro respondeu: “Qual?”

    O Senhor disse: “Quem paga o imposto: os filhos ou os estranhos?”

    Pedro respondeu: “Os estranhos, é claro”.

    Então, o Senhor disse: “Os filhos não precisam pagar o imposto”.

    Que erro! Mas, por misericórdia — nosso Deus é tão misericordioso —, o Senhor disse: “Está bem, está bem. Como você Me comprometeu com algo com que Eu não deveria estar comprometido, vou ajudá-lo. Não apenas pagarei o Meu imposto do templo, que Eu não deveria pagar, mas também pagarei o seu. Porém, não vou tirar o dinheiro do bolso. Vá pescar”.

    Bem, dizemos que Pedro era pescador. Mandá-lo pescar pareceria a coisa mais natural e fácil para ele fazer. Mas não era, porque Pedro era um pescador que pescava com redes. Não pescava com anzol. Ele puxava as redes.

    Mas lá foi ele pescar, esperando pelo peixe. Para uma pessoa impaciente como Pedro, pescar com anzol era difícil. Ele tinha de ficar sentado ali. O Senhor queria lhe ensinar uma lição.

    Não sei quanto tempo ele ficou sentado ali, esperando que um peixe viesse. Mas, finalmente, pela misericórdia de Deus, o peixe mordeu o anzol, e da boca dele saiu um siclo para pagar o imposto de Pedro e do Senhor. Misericórdia!

    Queridos irmãos e irmãs, muitas vezes nos vemos comprometidos com algo com que jamais deveríamos ter nos comprometido. Vemo-nos comprometidos com algo contrário ao Senhor. Vemo-nos comprometidos com algo que não é o desenvolvimento nem o resultado do nosso compromisso com o Senhor.

    Percebemos que nos comprometemos sem consultar o Senhor. Fomos precipitados demais. Descobrimos que o nosso compromisso com o Senhor e o compromisso que assumimos com determinada coisa se contradizem; estão em conflito um com o outro.

    Vocês já passaram por situações assim? Creio que todos já passaram. Ah, se não fosse a misericórdia do Senhor, como poderíamos sair delas? Mas o Senhor tem misericórdia.

    A libertação de compromissos equivocados

    E vocês sabem o que a Bíblia diz? Se você se encontra nesse tipo de situação e começa a perceber isso, volte a Provérbios. É para lá que você precisa ir. Volte a Provérbios 6:1-5.

    Filho meu, se ficaste por fiador do teu próximo, Se deste a tua mão ao estranho, Enredaste-te com as palavras da tua boca; Prendeste-te com as palavras da tua boca. Faze, pois, isto agora, filho meu, e livra-te, Já que caíste nas mãos do teu próximo: Vai, humilha-te e importuna o teu próximo. Não dês sono aos teus olhos, Nem adormecimento às tuas pálpebras. Livra-te como a gazela da mão do caçador E como a ave da mão do passarinheiro.

    Se você percebe que se comprometeu com algo com que não deveria estar comprometido, algo com que o Senhor não lhe ordenou que se comprometesse, o que deve fazer?

    Saia disso o mais rápido possível. Livre-se. Não se permita dormir. Fuja como a gazela, como o cervo foge do caçador e como a ave foge do passarinheiro.

    E, se não conseguir se libertar, só lhe resta buscar a misericórdia do Senhor. E, graças a Deus, Ele é misericordioso.

    Enfim, essa era a situação de Saulo. Saulo estava comprometido com algo que estava em contradição com Deus. Finalmente, Deus o libertou desse compromisso e o redirecionou para o próprio Senhor. Agora, ele havia encontrado sua verdadeira direção e seu verdadeiro centro.

    O compromisso de Paulo com Cristo e com o Seu Corpo

    Quando Paulo se comprometeu com o Senhor e com a Sua vontade, como mencionamos antes, ficou plenamente comprometido com o Senhor e com a Sua igreja, o Corpo de Cristo. Seu compromisso com o Senhor era total e absoluto. Ninguém pode duvidar do seu compromisso.

    Vocês sabem, até os seus irmãos, às vezes, tinham dificuldade com o compromisso dele com o Senhor. Na primeira vez que foi a Jerusalém, três anos depois de ter sido salvo, eles tinham medo dele.

    Ele foi salvo no caminho de Damasco. Ficou com os crentes em Damasco por um breve período; depois, foi para a Arábia por cerca de três anos. Voltou a Damasco, e ali a situação se tornou perigosa demais. Vocês se lembram de como os discípulos o desceram pela muralha em um cesto. Muito humilhante.

    Ele fugiu e foi para Jerusalém. Queria ter comunhão com os irmãos e as irmãs ali, mas todos tinham medo dele. Por quê? Porque sua fama de três anos antes ainda permanecia. Ele era o principal perseguidor do cristianismo, o arqui-inimigo dos seguidores de Jesus.

    Assim, embora tivesse sido salvo, ninguém acreditava nele. Pensavam que era apenas uma armadilha.

    Mas, finalmente, aquele irmão de bom coração, Barnabé — vocês sabem, quando lemos o livro de Atos, às vezes somos injustos com Barnabé. Ficamos do lado de Paulo e dizemos: “Abaixo Barnabé”. Mas Barnabé tinha um coração bom e generoso; Barnabé, o filho da consolação.

    Entre todos os milhares de crentes que estavam ali, somente Barnabé acreditou em Saulo. Acreditou no que Saulo dizia. Viu nele uma transformação e, por isso, o apresentou aos apóstolos e aos discípulos.

    Graças a Deus, daquele dia em diante, Saulo passou a andar com os discípulos e começou a falar com os helenistas, especialmente a respeito do Senhor Jesus. Como se tornou tão fervoroso, tão comprometido, os judeus helenistas queriam matá-lo. A situação ficou perigosa demais, e os discípulos em Jerusalém o mandaram embora.

    “Você é fervoroso demais. Comprometido demais. Perigoso demais. Mandem-no para Tarso.”

    E ele ficou exilado ali durante alguns anos, até que aquele bom homem, Barnabé, foi novamente procurá-lo e o levou para Antioquia.

    Esse era Paulo. E o compromisso de Paulo com o Senhor e com o Corpo de Cristo era tão completo.

    A defesa do evangelho por Paulo

    Vocês se lembram de quando Pedro foi a Antioquia. Pedro era mais antigo na fé do que Paulo. Mas Pedro foi a Antioquia depois do concílio de Jerusalém, depois de já ter sido resolvida a questão de que os gentios não precisavam ser circuncidados nem guardar a lei de Moisés. Eles estavam debaixo da graça.

    Pedro convivia livremente com os crentes gentios e comia com eles. Então, algumas pessoas vieram de Jerusalém, da parte de Tiago. Quando Pedro viu esses irmãos da parte de Tiago, que guardavam a lei com muito rigor e eram muito legalistas, ficou com medo.

    Esse era Pedro. Ele era muito corajoso, mas também era uma pessoa extremamente frágil. Vocês se lembram de que ele foi tão corajoso que cortou a orelha do servo do sumo sacerdote no jardim do Getsêmani e, algumas horas depois, tremeu diante de uma criada. Esse era Pedro.

    Então, quando viu esses irmãos da parte de Tiago chegando, pensou: “O que vão dizer de mim?” Por isso, separou-se dos crentes gentios. Não quis mais comer com eles.

    Agora, olhem para Paulo. Ele era tão dedicado e tão comprometido com a verdade do evangelho que, embora Pedro fosse mais antigo na fé, resistiu-lhe face a face diante dos irmãos e das irmãs e disse: “Você fez algo errado”.

    Vocês fariam isso? Não com um espírito errado. Se fizerem isso com um espírito errado, receberão uma reação ruim. Mas Paulo o fez com um espírito correto e recebeu uma boa reação. E é preciso reconhecer o mérito de Pedro. Pedro cedeu.

    Plenamente comprometido.

    A disposição de Paulo para sofrer

    Em sua última viagem a Jerusalém, circulavam profecias dizendo que prisões e aflições o esperavam ali. Quando chegou a Cesareia, os irmãos e as irmãs o amavam tanto que choraram diante dele.

    “Não vá a Jerusalém, porque prisões esperam por você lá.”

    E vocês sabem o que Paulo disse? Ele disse:

    Irmãos, por que chorais? Por que quebrantais o meu coração?

    Ele não era uma pessoa de coração duro. Disse:

    Por que quebrantais o meu coração? Não façais isso. Estou pronto não somente a ser preso, mas também a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.

    Irmãos e irmãs, vocês não encontrarão um homem mais comprometido com o Senhor do que Paulo.

    E ouçam o que ele disse sobre seu compromisso com o Corpo de Cristo. Ele estava tão comprometido com o Corpo de Cristo que, em Colossenses 1:24, disse:

    Agora me regozijo nos meus sofrimentos por vós e, na minha carne, cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo Seu corpo, que é a igreja.

    Em outras palavras, ele estava disposto não apenas a dar sua vida ao Senhor, mas também a dar sua vida à igreja de Deus. Que compromisso!

    Em sua carta aos filipenses, ele disse, em Filipenses 2:17:

    E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós.

    Ele estava disposto a ser derramado como uma oferta de libação sobre o sacrifício e o serviço da fé deles.

    E, quando chegamos a 2 Timóteo 4:6, ele disse:

    Agora chegou o tempo. Já estou sendo derramado como libação.

    Esse era Paulo. Paulo era um cristão comprometido. Comprometeu-se com o Senhor e com a Sua vontade.

    Ah, irmãos e irmãs, e quanto ao nosso compromisso? Estamos tão absoluta e totalmente comprometidos com o Senhor e com a Sua vontade? Estamos dispostos a pagar o preço?

    Três custos do compromisso

    O custo do próprio mundo

    Vocês sabem quanto isso custou a Paulo? Primeiro: custou-lhe o seu mundo.

    O judaísmo era o seu mundo. Ele vivia naquele mundo. Estava inteiramente ocupado com as coisas daquele mundo. Mas o seu mundo não era secular; era um mundo religioso.

    Algumas pessoas se entregam ao mundo secular. Você vê as riquezas, a fortuna, a fama, a posição desse mundo secular. Quer ser alguém em algum lugar do mundo.

    Mas Paulo não tinha a ambição de enriquecer ou de se tornar famoso no mundo secular, nem de ter poder e posição nesse âmbito. Não estava interessado nisso. Ele sabia que havia algo melhor. Estava interessado no mundo espiritual, no mundo religioso. Por isso, entregou-se ao judaísmo. O judaísmo era o seu mundo.

    O que constituía a sua própria vida? Se vocês lerem Filipenses 3:5-6, poderão ver. Antes de conhecer o Senhor, de que ele se orgulhava?

    Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja; Segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.

    O judaísmo era o seu mundo.

    Mas o seu compromisso com o Senhor Jesus lhe custou o seu mundo inteiro. Ele teve de deixar o judaísmo. E vocês sabem quanto ele sofreu nas mãos daquele sistema.

    Custou-lhe o seu mundo.

    Irmãos e irmãs, vocês sabem quanto lhes custará se estiverem comprometidos com Cristo? Custará o seu mundo.

    Não sei qual é o seu mundo. No sentido espiritual, o mundo de cada pessoa é diferente. O mundo de algumas pessoas é muito grande; o de outras é muito pequeno. Provavelmente, o mundo de uma criança se resume a alguns brinquedos. Mas o seu mundo é maior.

    Ou, se você tem uma inclinação mais religiosa, então tem um mundo religioso. Não sei qual é o seu mundo, mas, se você está comprometido com Cristo, não se engane: isso lhe custa o seu mundo.

    Você está disposto a abrir mão desse mundo por amor a Ele?

    O custo da vida da alma

    Segundo: isso não custou a Paulo apenas o judaísmo, o seu mundo; custou-lhe também a sua vida — a sua vida natural. Custou-lhe a sua vida natural.

    Vocês se lembram de que o Senhor Jesus disse:

    Se não negais a vós mesmos, não tomais a vossa cruz e não Me seguis, não podeis ser Meus discípulos.

    Se amas a tua vida e a conservas hoje, perdê-la-ás. Se estás disposto a perder a tua vida por amor de Mim hoje, tê-la-ás por toda a eternidade.

    E a palavra vida, nessa passagem, é a mesma palavra que alma. Em outras palavras, se você está comprometido com o Senhor, isso lhe custará a vida da alma — não apenas um pouquinho, mas a vida da alma.

    As pessoas estão dispostas a abrir mão de qualquer coisa, menos da própria vida. Era isso que até Satanás pensava. Quando Satanás desafiou Jó diante de Deus, disse que o homem está disposto a abrir mão de tudo para preservar sua vida. E isso é verdade. É verdade.

    Mas, se você está comprometido com o Senhor, isso lhe custa a sua vida — a vida da alma.

    Paulo disse, em Gálatas 2:20:

    Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; E a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o Qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim.

    Paulo teve de entregar a sua vida natural, a vida da alma. Já não sou eu. Já não é o que eu quero, o que eu amo, o que eu desejo, o que eu penso ou o que eu busco. Já não é a minha vontade. É a vontade Dele que deve ser feita.

    Custou-lhe a vida da alma.

    O custo da vida espiritual

    Terceiro: isso não lhe custou apenas a vida da alma; custou-lhe também a sua vida espiritual.

    Vocês conseguem acreditar nisso? Se você está comprometido com o Senhor, isso não lhe custará apenas a sua vida natural, mas até mesmo a sua vida espiritual. Por quê? Porque a sua vida espiritual lhe foi dada não para ser guardada, mas para ser derramada.

    Toda a graça de Deus, todos os dons de Deus que Ele lhe concedeu, não são para engrandecer você. São para que você os derrame por Ele, sobre Ele e sobre o Seu Corpo.

    Deus não vai lhe dar graça e dons para fazer de você um grande homem ou uma grande mulher, um gigante espiritual ou um monumento espiritual que as pessoas admirem e de que você se orgulhe. De maneira nenhuma.

    Ele lhe dá toda a Sua vida, graça e dons para que você seja um canal por meio do qual Ele seja derramado sobre o Corpo — isto é, a Sua igreja. Isso lhe custa a sua vida espiritual.

    Paulo disse:

    Trago em meu corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste nos outros.

    Paulo disse:

    Morro todos os dias.

    Paulo disse:

    Em nada tenho a minha vida por preciosa para mim, contanto que cumpra a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus.

    Ele amava quando não era amado. Disse aos crentes de Corinto:

    Quanto mais abundantemente vos amo, menos sou amado; mas continuarei a vos amar. Não busco coisa alguma de vós. Estou disposto a gastar e a ser inteiramente gasto por vós.

    No fim, toda a Ásia o abandonou. Sua maior obra foi na Ásia, mas toda a Ásia o abandonou. Ainda assim, ele disse:

    O Senhor esteve ao meu lado.

    Isso também lhe custa a sua vida espiritual.

    A dignidade de Cristo

    Irmãos e irmãs, tudo isso custou tanto a Paulo. Ele alguma vez se arrependeu? Alguma vez tentou reter alguma coisa? Alguma vez pensou que era demais?

    De maneira nenhuma.

    Ele disse:

    Considero todas as coisas como escória, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus.

    Ele disse:

    Não posso me gloriar de coisa alguma. Se faço tudo de boa vontade, tenho recompensa; mas, se o faço de má vontade, uma responsabilidade me foi confiada.

    Nem por um momento ele se arrependeu. Nem por um momento reteve alguma coisa. Por quê?

    Porque ele viu o Senhor. Porque viu que o Senhor era digno. Ele é digno — digno de muito mais do que isso.

    Ah, cantamos mais uma vez: “Se tivéssemos dez mil corações, se tivéssemos dez mil lábios, não seriam suficientes para louvar o Seu valor”.

    Para os que não estão dispostos, o custo se torna uma montanha. Mas, para os que estão dispostos, não é nada. Não é nada.

    Podemos dizer que fazemos sacrifícios pelo Senhor? Não. Tudo nos é dado por Ele. Não sacrificamos coisa alguma. Não podemos falar em custo; não é nada.

    Gostaríamos de ter mais para dar, de que o nosso compromisso com Ele nos custasse mais. Mas, infelizmente, isso é tudo o que temos. Não é nada. Por quê? Porque Ele é digno — tão digno.

    O cálculo do custo

    Queridos irmãos e irmãs, em Lucas 14:28-32, o Senhor Jesus usou duas parábolas. Disse que, quando um homem vai construir uma torre, deve primeiro se sentar e calcular o custo, para ver se pode lançar o alicerce e terminar a torre.

    Se não pode, que não comece. Por quê? Porque, se lançar o alicerce e não conseguir terminar, as pessoas vão rir dele.

    O Senhor usou outra parábola. Disse que, se um rei vai à batalha, deve se sentar e avaliar se pode usar dez mil homens para lutar contra aquele que vem com vinte mil. Se não pode, que não lute. Que envie uma embaixada e peça a paz.

    Agora, o que isso significa?

    A edificação do testemunho de Jesus

    Vocês sabem, nas Escrituras, uma torre é um testemunho. Lembram-se da primeira torre construída? A Torre de Babel. Por que construíram uma torre? Para tornar conhecido o próprio nome — um monumento, um testemunho.

    Uma torre fala de um testemunho.

    Agora, irmãos e irmãs, todos nós estamos envolvidos na construção de uma torre — não a Torre de Babel, mas o testemunho de Jesus neste mundo. Não para tornar conhecido o nosso nome, mas para tornar conhecido o nome de Jesus.

    Paulo disse:

    Não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor.

    Todos nós estamos construindo a nossa torre.

    Mas, se estamos envolvidos na edificação desse testemunho, lembrem-se: a primeira coisa que precisamos fazer é nos sentar e calcular o custo. Isso vai nos custar.

    Não pensem que isso simplesmente cairá do céu. Vai lhes custar — e muito. Na verdade, vai lhes custar tudo o que têm. Então, estão prontos para isso?

    Suponha que construir uma torre custe um milhão de dólares e que, pela graça de Deus, você tenha esse milhão. Mas você está disposto a investir apenas meio milhão. Quer guardar a outra metade para outro uso.

    Se esse é o caso, não comece, porque você não conseguirá terminar a obra. Um dia, as pessoas vão rir de você e dizer: “Veja, ele começou, mas não conseguiu terminar”.

    A participação na batalha espiritual

    Em outro sentido, todos nós estamos envolvidos em uma batalha. É uma batalha espiritual. Estamos lutando contra o nosso inimigo. E vocês sabem que o nosso inimigo está usando todos os seus recursos? Ele não está retendo coisa alguma. As portas do Hades estão escancaradas. Todas as forças do mal estão em ação — vinte mil.

    Agora, o que vocês vão fazer?

    Se vocês estão dispostos a empregar apenas dez mil soldados para lutar contra os vinte mil, não lutem. Já estão derrotados antes mesmo de lutar.

    Mas, se estão dispostos a dar tudo, a questão é que a graça de Deus é suficiente. O Senhor diz:

    A Minha graça te basta.

    Há graça suficiente para você terminar a torre. Há graça suficiente para você vencer a batalha. Mas a graça que lhe foi dada precisa ser utilizada plenamente. Não retenha nada para qualquer outro propósito, porque você está comprometido com o testemunho de Jesus. Está comprometido com a obra de Deus.

    Por isso, o Senhor Jesus disse:

    Se alguém não está disposto a renunciar a tudo, a dar tudo, não pode ser Meu discípulo.

    Agora, se você retiver um pouquinho, estará em dificuldades.

    Se alguém não está disposto a dar tudo, não pode ser Meu discípulo.

    Acho que isso deve ter assustado e afastado a maioria das pessoas. Mas, graças a Deus, o Senhor obteve o que realmente queria.

    A graça para pagar o preço

    Portanto, irmãos e irmãs, quando falamos dessa questão do compromisso, não a tratem de maneira casual ou descuidada, como se fosse possível se comprometer sem que isso lhes custasse nada. Não.

    Antes de se comprometerem, sentem-se e calculem o custo. Vocês estão seguindo Cristo. Não estão entrando em uma seita. Por isso, Cristo coloca diante de vocês, desde o início, aquilo que Ele exige.

    Vocês sabem, quando nos sentamos para calcular o custo, percebemos que ele é alto demais — sem dúvida. Na verdade, o inimigo virá e transformará aquele montículo em uma montanha.

    Mas, graças a Deus, se vocês virem Aquele que é invisível, se O virem crucificado e exaltado, então aquela montanha será lançada nas águas. Ela afundará nas águas e desaparecerá.

    Que o Senhor nos ajude. Vamos orar?

    Oração

    Nosso Pai celestial, precisamos clamar: “Tu és digno”. Tu nos deste tudo o que tens, até mesmo o Teu Filho amado. E, Pai, Tu não estás pedindo demais de nós.

    Senhor, sentimos, no mais profundo do nosso espírito: para quem iremos? Com quem nos comprometeremos, senão Contigo?

    Nosso Pai, oramos para que o Teu amor nos constranja, para que não vejamos apenas quanto isso nos custará, mas para que vejamos quanto o nosso Senhor é digno.

    Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.