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    Service and Servanthood of the Lord: #2 of 8 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Service and Servanthood of the Lord: #2 of 8
    Service and Servanthood of the Lord: #2 of 8
    Austin-Sparks, T.

    A Condição de Servo e o Serviço

    O Servo em Quem Deus Se Compraz

    Isaías 42:1:

    Eis aqui o Meu Servo, a Quem sustenho;
    o Meu eleito, em Quem a Minha alma Se compraz.

    Quero relacionar a isso algumas das palavras mais conhecidas dos lábios desse Servo, registradas por Mateus em seu Evangelho, em Mateus 11:28-30:

    Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.
    Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim; porque sou manso e humilde de coração:
    e encontrareis descanso para as vossas almas.
    Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve.

    Eis aqui o Meu Servo.

    Ao avançarmos um pouco mais nesse assunto da condição de servo e do serviço, vamos olhar para esse Servo que é nosso modelo e representante e, espero, aprender com Ele algo sobre ser servo e servir.

    De modo geral, as palavras que lemos no Evangelho têm sido usadas principalmente na pregação aos não salvos. Acho que nunca ouvi uma mensagem sobre essas palavras que não fosse dirigida aos não salvos. Elas são usadas quase universal e exclusivamente como um apelo evangelístico, como se costuma dizer.

    E não estou questionando a legitimidade disso, mas quero salientar que essas palavras foram dirigidas às pessoas que se consideravam o povo de Deus. Foram dirigidas a Israel. Foram ditas aos judeus.

    O assunto delas não é a salvação. O assunto é o serviço. O apelo foi feito a trabalhadores sobrecarregados em seu trabalho.

    E essas palavras tão simples apresentam os símbolos do serviço: “Meu jugo”. O jugo é símbolo de serviço, de trabalho.

    Essas pessoas se esforçavam para trabalhar. Labutavam, trabalhavam, segundo sua intenção, para Deus. Era em sua relação com Deus que estavam assim sobrecarregadas.

    Sabemos qual era o fardo. Era o fardo da lei. Aos líderes daquela nação, Jesus disse:

    Atai fardos pesados e os pondes sobre os ombros dos homens; são difíceis de suportar.

    E, sob esse peso esmagador do serviço baseado na lei, estavam exaustos e não encontravam descanso. Nesse apelo, Jesus estava dizendo, em outras palavras: “Posso ensinar vocês a trabalhar com satisfação, com alegria, porque tudo isso em que estão envolvidos, tudo o que estão fazendo, tudo o que estão buscando com tanto esforço, não leva vocês a lugar algum. Posso ensinar vocês a trabalhar e chegar a algum lugar”.

    Isso não está realizando nada. E não há nada mais desalentador do que trabalhar e labutar sem nunca realizar coisa alguma — nunca chegar a lugar algum, não ver resultado nenhum e não ter nada em troca.

    Não há nada mais gratificante, mais animador, do que trabalhar — estar realmente envolvido no trabalho — e ver que vale a pena, que está levando a algum lugar.

    O esforço, o trabalho que alcança o objetivo — isso é descanso, não é? O verdadeiro descanso não é ficar sentado sem fazer nada. O verdadeiro descanso é ver que tudo o que você faz tem valor; está alcançando um resultado.

    E era exatamente isso que Jesus estava dizendo àquelas pessoas: “Venham a Mim, aprendam de Mim, e Eu ensinarei a vocês o caminho do serviço que vale a pena e que leva a algum lugar”.

    A Natureza do Verdadeiro Serviço Deriva de Cristo

    Todo serviço — o verdadeiro serviço — a Deus deriva sua natureza de Cristo.

    Agora, o que estou dizendo a vocês nesta ocasião pode parecer simples, mas põe à prova de maneira radical e exige discernimento. Deixem-me dizer desde já: há uma enorme quantidade daquilo que se chama obra do Senhor, ou serviço ao Senhor, que não está chegando ao objetivo, que não está avançando até a finalidade de Deus nem realizando Seu propósito.

    E, no fim, ficará exposto que perdeu o caminho. Uma enorme quantidade, muita coisa, tem uma base meramente pessoal. Bem, muito poderia ser dito nesse sentido, e há muita coisa virando fumaça.

    Portanto, não se enganem, e não entendam mal: nesta noite, não estou falando de trabalhar para o Senhor, daquilo que comumente se chama obra do Senhor ou serviço ao Senhor. Estou ocupado e preocupado com o que é o verdadeiro serviço a Deus — a verdadeira natureza do serviço a Deus.

    Isso precisa ser definido com mais cuidado? Você pode ter uma criancinha que quer ajudar a mãe. Não sei o quanto essa menininha pode ser agitada, quantas coisas está fazendo — sempre com boa intenção —, e parece tão feliz com tudo aquilo, ajudando a mãe.

    Mas pobre mãe, pobre mãe! Na verdade, a menina está criando mais trabalho do que realizando, criando mais dificuldades do que resolvendo. Daqui a pouco, quando ela for dormir, a mãe terá de pôr todo aquele trabalho em ordem, arrumar o resultado de toda aquela atividade bem-intencionada.

    É uma situação bastante simples: a intenção é prestar um serviço. Mas o veredito da mãe é: “Bem, a intenção é fazer isso para mim, mas não é realmente um serviço prestado a mim”. Há uma diferença.

    E o Senhor pode assumir essa atitude em relação a tudo o que se pretende fazer para Ele: “Reconheço as boas intenções, a boa motivação; mas, francamente, isso não é realmente um serviço a Mim. Não está alcançando o objetivo que tenho”.

    Precisamos fazer essa distinção. Aquelas pessoas faziam inúmeras coisas, como pensavam, para Deus. Basta examinar suas regras e seus regulamentos, tudo o que faziam em seus ritos e cerimônias e tantas outras coisas para Deus.

    Tudo isso fazia parte da vida delas. Tornou-se um fardo e um trabalho tremendos. Sim, para Deus; mas, a pessoas assim, Jesus diz:

    Aprendei de Mim. Aprendei de Mim.

    “E Eu ensinarei a vocês o caminho do serviço que é, de fato, serviço a Deus.”

    Se vamos aprender, podemos olhar para Ele — não apenas ouvir o que Ele diz, mas olhar para Ele. Pois, repito, todo verdadeiro serviço a Deus deriva sua natureza de Cristo e depende inteiramente do conhecimento e da compreensão do Senhor Jesus.

    Sim, o conhecimento e a compreensão de Cristo são a base essencial de todo serviço.

    Cristo como Universidade Espiritual

    Temos aí um contraste com o serviço da cristandade. O que as pessoas querem dizer quando afirmam que vão entrar na obra do Senhor?

    Bem, para entrar na obra do Senhor, no serviço do Senhor — digam como quiserem —, precisamos passar por alguma instituição, alguma faculdade, algum lugar. Vamos assistir a aulas, estudar e ler bastante, e então estaremos qualificados para entrar na obra do Senhor. Será que é assim?

    Agora, sem desvalorizar a instrução nem por um instante — e a formação tem seu lugar —, quero dizer isto enfaticamente: vocês podem obter tudo o que for possível por esse caminho e ainda lhes faltar o essencial para servir ao Senhor. Nada disso garante que vocês tenham o essencial para servir ao Senhor.

    Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim.

    Cristo é uma universidade espiritual.

    Perdoem-me se trato vocês como criancinhas, lembrando-lhes a própria palavra: uni-versidade. Estamos em um universo. As pessoas vão a uma universidade. O que é isso?

    Bem, um curso é apenas uma linha, não é? Uma linha. E a parte versidade representa muitas linhas. Uma universidade é um lugar onde há muitas, todas as linhas — todas as matérias.

    Se você quer conhecer determinado assunto, há esta linha: você estuda isto; estuda direito; estuda isto ou aquilo. Essa é a linha. E todas as linhas estão naquele lugar específico, assim como, no universo, estão todas as linhas da ciência. É uma unidade de todas as linhas.

    Agora, quando vamos à universidade, não seguimos todas as linhas. Seguimos uma. Estudamos nossa matéria, nossa história — essa é a linha entre todas as linhas da universidade.

    Mas prestem atenção: quando vocês vêm ao Senhor Jesus, vêm a um universo, a um centro abrangente, que inclui tudo, onde terão de aprender muitíssimas coisas. Há uma imensidão ali em Cristo, e vocês continuarão aprendendo Cristo por toda a eternidade.

    Cristo é tão abrangente, tem tantas facetas, é tão universal, tão inclusivo. Não há como esgotá-Lo.

    Aqueles que há mais tempo caminham com Ele e estão em Sua escola, pelo maior número de anos, e que até mesmo se dedicam com mais concentração e devoção a conhecê-Lo — ao fim de muitos anos, sabem que mal começaram. Nem começaram de verdade; estão apenas no início do conhecimento de Cristo.

    Quando começamos a aprender de Cristo, entramos na universidade, e precisamos estudar todas as matérias.

    Agora, isso assusta vocês, deixa vocês desconcertados? Bem, não precisa ser assim. Não precisa. Vocês têm toda a eternidade — os séculos dos séculos — para isso.

    E a bênção nisso é esta: Ele nos conduz um pouco de cada vez. Ele não nos faz estudar tudo às pressas. Não há estudo atropelado em Cristo. Alguns de vocês sabem o que é tentar aprender tudo de última hora, não sabem? Aqui não há isso, não há imposição.

    Ele nos conduz um pouco de cada vez. Ele cuida para que aprendamos exatamente aquilo. Pode ser algo pequeno, comparativamente; mas é importante. Nada aqui é sem importância. Ele nos toma sob Seus cuidados e nos mantém ali até que aprendamos aquilo.

    E conhecer aquilo não é um fim em si mesmo. Essa é uma educação para a vocação. Não se enganem: toda esta vida aqui — não mais do que isso — é parte de nossa educação para a vocação eterna.

    Provavelmente, essa é a principal característica de nossa vida aqui.

    Bem, uma coisa fica muito clara antes que vocês avancem muito: o Senhor está muito, muito mais interessado na educação espiritual de vocês do que na quantidade de trabalho, ou no número de coisas, que fazem para Ele.

    Ele está perfeitamente disposto a tirar vocês de toda atividade para assegurar que estejam aprendendo. E o Senhor faz da própria atividade, tantas vezes, nossa educação.

    A atividade não é o fim. A educação é para a vocação que está adiante. É para os séculos dos séculos.

    Aprendei de Mim.

    Você e eu descobriremos cada vez mais a grandeza de Cristo à medida que prosseguirmos.

    Nas primeiras etapas de nossa vida cristã, achamos que sabemos o suficiente para sair e agir. Mas, à medida que avançamos, a verdade é que sentimos que seria melhor voltar e aprender alguma coisa, e não ir tão depressa. Não sabemos o que precisamos saber; é melhor recuar um pouco.

    O que estou dizendo, se vocês perceberem, é isto: esse aprendizado para o serviço não é algo acadêmico, nem algo mecânico. Ele acontece por meio de uma união espiritual viva com Cristo. É aprender a conhecer uma Pessoa.

    Se vocês puderem compreender isso e guardá-lo, guardem-no sempre. Não se trata de aprender coisas. Não se trata de aprender doutrinas e verdades. Não se trata nem mesmo de aprender as Escrituras. Essas coisas têm seu lugar, mas o verdadeiro serviço a Deus virá de aprender Cristo — de conhecer Cristo.

    E isso exige viver com Ele.

    O Caráter de Servo de Cristo

    Bem, que Ele é o grande Servo não precisa ser discutido. Ele mesmo o declarou:

    Eu estou entre vós como Aquele que serve.

    Ele falou daqueles que se assentam à mesa. Disse: “Eu não sou um deles. Sou o Servo que atende vocês. Estou aqui como servo”.

    Paulo, naquela expressão clássica, diz a respeito de Sua condescendência ao descer do céu:

    Tomou sobre Si a forma de escravo.

    A Versão Autorizada usa a palavra “servo”.

    Bem, Ele mesmo declarou que essa era a condição em que estava neste mundo. As vestes de glória deixadas de lado, a toalha do serviço cingida à cintura, a bacia com água de purificação nas mãos, de joelhos para realizar o serviço — para ensinar-lhes como servir, o que é um espírito de serviço.

    Assim foi aqui. Nesta tarde, ao relembrarmos todas aquelas passagens da profecia de Isaías que predizem Sua condição de Servo, não precisamos repassar quantas dessas prefigurações há nas profecias a respeito dEle como Servo.

    O que queremos fazer, e precisamos fazer, é olhar para Ele, para ver as características do verdadeiro Servo em Quem Deus Se compraz.

    O Serviço como Impulso Divino Irresistível

    E quero dizer, antes de tudo, a respeito dEle — e, portanto, de todos os que serão, ou desejam ser, verdadeiros servos de Deus na verdadeira condição de servo —, que Ele estava, em primeiro lugar, sob um impulso divino irresistível.

    Um impulso divino irresistível. Que fique entendido desde já — não recebam isso de maneira pesada demais —: não há nada de voluntário nisso. Não há nada de voluntário nisso.

    Se você entra nesse serviço e parece que está fazendo isso voluntariamente, até mesmo isso precisa ser o resultado de um impulso irresistível.

    Ele é descrito aqui como um escravo. Esse é o termo original por trás de nossa palavra inglesa servant: um escravo, não um voluntário. Um escravo não é, de modo algum, um voluntário. Não há nada nisso que seja opcional. Não há nada nisso que seja casual.

    Um escravo é comprado, pertence a alguém, é propriedade de alguém e não tem direitos próprios. Isso é um escravo.

    A vida de um escravo está vinculada à sua condição de escravo. Ele não tem uma vida própria. Se um daqueles escravos de antigamente escapasse e fugisse, qualquer pessoa poderia matá-lo. Ele poderia ser morto; sua vida poderia ser tirada, sem que se fizesse pergunta alguma a respeito. Era algo reconhecido.

    A vida de um escravo, sua própria vida, está entregue de uma maneira ou de outra. Ou ela é para seu senhor, ou lhe será tirada. Essa ideia de ser escravo é algo tremendo.

    Sim, o escravo era marcado a ferro — marcado a ferro. A marca não era a marca de seus próprios direitos sobre si mesmo; era a marca de seu senhor, ou da autoridade à qual havia sido entregue.

    Paulo disse:

    Trago em meu corpo as marcas do Senhor.

    Em seu uso constante desse mesmo termo a respeito de si — “o escravo de Jesus Cristo” —, ele repudiaria qualquer sugestão de que tivesse uma vida própria, de que tivesse quaisquer direitos próprios.

    Para mim, o viver é Cristo.

    Esse serviço é uma questão de vida ou morte.

    Mais uma diferença, não é, em relação às ideias comuns sobre a condição de servo ou o serviço cristão? Você pode pedir demissão se não gostar. Pode mudar de um lugar para outro se não estiver satisfeito, fugir, fazer qualquer coisa hoje sem nenhum peso na consciência.

    Se você é escravo de Jesus Cristo, se aprende dEle, descobrirá que isso é verdade. Todas essas coisas eram verdadeiras a respeito do Senhor Jesus.

    Preciso dizer que não era a imposição da lei? Não era a imposição de tribunais trabalhistas determinando que Ele prestasse esse serviço. Era o impulso irresistível do coração, o impulso irresistível do amor. Era a vontade cativa.

    Sua vontade estava inteiramente sujeita ao Pai. Como Ele enfatizou isso:

    Não vim para fazer a Minha própria vontade, mas a vontade dAquele que Me enviou.

    “Minha comida e Minha bebida, Meu próprio sustento, é fazer a vontade de Meu Pai.” Do começo ao fim, Sua vontade estava inteiramente cativa à vontade de Outro — ao impulso irresistível da vontade de Outro.

    Somente a verdadeira condição de servo alcança o objetivo de Deus, serve ao propósito de Deus.

    É realmente isto, queridos amigos — ou precisa ser isto —: um impulso que vem do mais profundo do ser, um senso de destino.

    Não Me escolhestes vós a Mim, mas Eu vos escolhi a vós, e vos designei para que vades.

    Algo aconteceu cuja origem não estava em nós. Não decidimos, por iniciativa própria, entrar na obra do Senhor, no serviço cristão.

    Um impulso que vem do mais profundo do ser. Vocês sabem o que isso significa?

    A Ilustração de O Chamado da Floresta

    Lembro-me de que, muitos anos atrás, eu costumava ler ficção, livros interessantes. Eu me interessava muito por alguns livros de um escritor que talvez esta geração já não conheça, chamado Jack London. E um de seus livros era O Chamado da Floresta.

    Era sobre um cão-lobo que havia sido domesticado e se apegado a um lar e a uma família. Mas, no sangue daquele cão, sempre havia a natureza selvagem.

    Ora, quando estava deitado ali junto à lareira, dormindo, ele sonhava e se agitava; todo o seu ser estava tenso, e seus dentes e lábios se moviam. Jack London chamou isso de “o chamado da floresta”.

    E, embora estivesse ali, naqueles ambientes e circunstâncias agradáveis, a vida selvagem à qual pertencia por natureza continuava a atraí-lo, continuava a chamá-lo. Ele nunca, nunca podia estar inteiramente aqui, porque pertencia àquele outro lugar.

    Essa é uma boa ilustração?