E o anjo que falava comigo tornou a vir e me despertou, como a um homem que é despertado do seu sono.
E me disse: Que vês? E eu disse: Tenho visto, e eis um candelabro todo de ouro, com um vaso no seu topo e as suas sete lâmpadas sobre ele; há sete tubos para cada uma das lâmpadas que estão no seu topo;
e duas oliveiras junto a ele, uma à direita do vaso e a outra à sua esquerda.
E respondi e falei ao anjo que falava comigo, dizendo: Que são estas coisas, meu senhor?
Então o anjo que falava comigo respondeu e me disse: Não sabes o que são estas coisas? E eu disse: Não, meu senhor.
Então ele respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel te tornarás uma planície; e ele trará a pedra de remate com aclamações de: Graça, graça a ela.
Além disso, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa; as suas mãos também a acabarão; e saberás que o Senhor dos Exércitos me enviou a vós.
Pois quem desprezou o dia das pequenas coisas? Porque estes sete se alegrarão e verão o prumo na mão de Zorobabel; estes são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra.
Então respondi e lhe disse: Que são estas duas oliveiras à direita do candelabro e à sua esquerda?
E respondi pela segunda vez e lhe disse: Que são estes dois ramos de oliveira que estão junto aos dois tubos de ouro e que vertem de si o azeite dourado?
E ele me respondeu e disse: Não sabes o que são estas coisas? E eu disse: Não, meu senhor.
Então ele disse: Estes são os dois filhos do azeite, que assistem junto ao Senhor de toda a terra.
Querido Senhor, queremos agradecer-Te mais uma vez por nos convidares à Tua mesa, lembrando-nos do Teu maravilhoso amor por nós.
Nós Te agradecemos por nos dares o Teu sangue, purificando-nos de todas as nossas iniquidades, fechando a boca do nosso adversário e abrindo o caminho para nos aproximarmos do próprio trono da graça.
Nós Te agradecemos pelo Teu corpo partido por nós, para que recebamos vida, e vida eterna; para que sejamos unidos a Ti em vida e também unidos uns aos outros em um só Corpo.
Senhor, enquanto permanecemos na Tua presença nesta manhã, queremos ouvir a Tua palavra. Fala conosco. Estamos ouvindo. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.
No último Dia do Senhor, estivemos aqui estudando Zacarias 3. Em Zacarias 3, vemos a restauração do sacerdócio na restauração da casa de Deus. A menos que o sacerdócio seja restaurado, essa restauração não estará completa.
Por quê? Você pode ter a casa, mas, se não houver a função sacerdotal ali, a casa ficará quieta, silenciosa. Nada acontece. Mas, com sacerdotes servindo na casa de Deus, você verá que tudo ganha vida.
Portanto, irmãos e irmãs, na restauração da casa de Deus, é necessário que haja uma restauração do sacerdócio. E, graças a Deus, somos sacerdotes para o nosso Deus e Pai. Porque somos sacerdotes, é nossa responsabilidade, assim como nosso privilégio, servi-Lo em Sua casa.
Agora, na primeira visão que Zacarias teve, ele viu Josué, o sumo sacerdote, que representa todo o sacerdócio, em pé diante do Anjo do Senhor. Contudo, Josué estava vestido com roupas sujas.
Ora, o sacerdote deve estar vestido com vestes sacerdotais para glória e beleza, que o tornem apto a servir ao Senhor glorioso e santo. Mas, em vez disso, vemos Josué vestido com roupas sujas. Em outras palavras, ele não conseguia servir como deveria.
E, naturalmente, Josué representa todos os filhos de Israel. Eles estavam vestidos de trapos sujos. Satanás também estava ali. Estava à direita de Josué para se opor a ele.
Em outras palavras, Josué estava em pé diante do Anjo do Senhor e deveria servir ao Senhor, cumprindo sua função sacerdotal. Mas não conseguia fazer isso por causa de sua condição espiritual. Satanás tinha todos os motivos para acusá-lo, para se opor a ele e para impedi-lo de cumprir seu ministério.
Josué não tinha nada a dizer. Mas, graças a Deus, o Anjo do Senhor, que é o nosso Senhor Jesus, falou em favor de Josué. Ele repreendeu Satanás e disse:
O Senhor te repreenda, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda: não é este um tição tirado do fogo?
Em outras palavras, aqui encontramos o próprio Senhor Jesus. Ele fala em nosso favor. Ele nos escolheu antes mesmo da fundação do mundo. Porque nos escolheu, Ele também nos justifica; e, porque nos justifica, Ele também nos santifica.
Em outras palavras, aqui vemos que o nosso Senhor é capaz de tirar nossos trapos sujos e nos vestir com vestes de festa, que não são outra coisa senão Ele próprio. Ele nos revestirá de Si mesmo, para que possamos estar diante Dele e servi-Lo como sacerdotes.
Assim, vemos que tudo é feito pelo Senhor. É o Senhor Quem chama, e é o Senhor Quem nos torna aptos a servi-Lo.
E a palavra do Senhor a Josué é esta: se ele for fiel, poderá governar a Sua casa. Estará entre aqueles que assistem diante do Senhor e também será alguém que trará o Renovo — isto é, trará o nosso Senhor Jesus.
Portanto, irmãos e irmãs, se formos fiéis naquilo que o Senhor nos deu e fez por nós, e se exercermos fielmente nossa função de sacerdotes, isso, por sua vez, trará o nosso Senhor Jesus — Sua segunda vinda.
Foi isso que compartilhamos no último Dia do Senhor.
Agora, nesta manhã, vamos entrar em Zacarias 4, em outra visão. Sabem, aquela noite foi muito movimentada, porque uma série de visões foi dada a Zacarias.
Ele já havia recebido várias visões. Já lhe havia sido mostrado como o Senhor restauraria Seu povo, como o Senhor quebraria os chifres que quebraram os filhos de Israel, como o Senhor reavivaria aquela nação, como o Senhor levaria até mesmo todas as nações a adorar a Deus e como o Senhor restauraria o sacerdócio. Portanto, ele realmente havia aprendido muito.
E então vemos que ele adormeceu. Sabem, irmãos e irmãs, isso sempre me parece estranho: quando alguém recebe visões assim, visões que tanto o elevam e o entusiasmam, como pode adormecer?
Mas muitas vezes vemos na Bíblia que é isso que acontece. Vocês se lembram de quando o nosso Senhor levou os três discípulos ao monte da transfiguração. Era uma cena tão maravilhosa, tão gloriosa. Deveríamos estar com os olhos bem abertos para contemplar aquela glória; no entanto, vemos que todos eles adormeceram.
Foi perto do fim que eles acordaram. E, quando acordaram, sabem, já era quase tarde demais, e Pedro tentou prolongar aquele momento.
Isso parece estranho. Mas, sabem, irmãos e irmãs, apenas mostra como somos limitados. Quando Deus nos revela Seu pensamento e Sua glória, com apenas um pouco já ficamos tão contentes e satisfeitos que adormecemos. Pensamos que isso é tudo de que precisamos.
Mas, graças a Deus, Ele sempre tem algo mais para nós. Por isso, o anjo que falava com Zacarias o despertou e disse: “Agora, o que você vê? Há algo mais que você precisa ver”.
E ele disse: “Vi um candelabro de ouro com um grande vaso, e sete e sete tubos para cada lâmpada”. Em outras palavras, há sete lâmpadas no candelabro de ouro e um grande vaso ali. Então, cada lâmpada tem sete tubos que chegam até ela — ao todo, quarenta e nove tubos.
E ele também viu duas oliveiras, uma à direita e outra à esquerda. Foi isso que Zacarias viu.
Então o anjo lhe disse: “Você sabe o que isso significa?”. Zacarias disse: “Não sei”.
Na verdade, Zacarias deveria saber. Por quê? O candelabro de ouro era muito familiar aos filhos de Israel.
No tabernáculo de Deus, no Lugar Santo, havia o candelabro de ouro. Se vocês abrirem em Êxodo 25:31-40 ou em Êxodo 37, encontrarão a descrição desse candelabro de ouro.
Deus ordenou a Moisés que fizesse um candelabro de ouro para colocar no Lugar Santo, segundo o modelo mostrado no monte. Esse candelabro era feito de ouro puro, de um talento de ouro.
E esse candelabro de ouro era uma obra de ouro batido. Em outras palavras, aquele talento de ouro precisava ser martelado. Pensem nisso: um talento inteiro de ouro, e você vai martelando, martelando e martelando até que esse ouro tome a forma de um belo candelabro com sete braços.
Ele tinha cálices em forma de flores de amendoeira e outras flores, e, no seu topo, as sete lâmpadas. Era uma bela obra e deveria ser colocado no Lugar Santo.
Arão e seus filhos deveriam cuidar dele, cuidar da luz desde a tarde até a manhã. Eles iam até ali, colocavam azeite e verificavam se o candelabro iluminava a casa de Deus.
Porque, sabem, o Lugar Santo era inteiramente coberto. A luz do sol não podia penetrar nele. Portanto, o Lugar Santo era todo iluminado pela luz do candelabro. Caso contrário, os sacerdotes não poderiam servir, porque tudo estaria escuro.
Esse é o candelabro de ouro.
Quando chegamos ao Novo Testamento, em Apocalipse 1:20, esse candelabro nos é explicado. João, na ilha de Patmos, teve uma visão. Ele viu sete candelabros de ouro, com o Filho de Deus em pé no meio deles.
E os sete candelabros de ouro foram explicados a João: o mistério dos sete candelabros de ouro são as sete igrejas da Ásia.
Portanto, irmãos e irmãs, o candelabro de ouro nas Escrituras fala da igreja de Deus. Ele representa a igreja de Deus. A igreja de Deus é como um candelabro.
Sabem, um candelabro não é um fim em si mesmo; é um meio para alcançar um fim. O propósito do candelabro é sustentar a luz, elevar a luz.
E nos lembramos do nosso Senhor Jesus. Em João 8:12, Ele diz:
Eu sou a luz do mundo: quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.
A verdadeira Luz veio ao mundo para iluminar todos os homens. Portanto, o nosso Senhor Jesus é a Luz. A igreja é o candelabro.
O propósito da igreja é exaltar Cristo, dar testemunho de Cristo, para que o testemunho de Jesus seja elevado, difundido e ilumine o mundo. É isso que a igreja é.
A igreja, em si mesma, é apenas um meio. Ela não chama a atenção para si; chama a atenção para Cristo. Essa é a função da igreja.
O candelabro de ouro no Lugar Santo não é apenas um ornamento, uma decoração. Ele tem uma função. Está ali para cumprir um propósito importante.
Portanto, irmãos e irmãs, é isso que a igreja de Deus é. Ela não está ali apenas como um ornamento para as pessoas olharem e admirarem.
Sabem, muitas vezes percebemos que é isso que o cristianismo tenta ser hoje — algo como um ornamento ou um monumento. Que as pessoas o admirem. Não, esse não é o propósito da igreja.
Embora ela seja bela por causa da obra do Espírito Santo e porque manifesta Cristo, essa beleza não é seu propósito. Ela tem uma função. Existe para exaltar Cristo.
Agora, esse candelabro de ouro é feito de ouro puro. Sabem, no tabernáculo há vários utensílios. Mas, dentre todos os utensílios do tabernáculo, somente dois são feitos inteiramente de ouro.
Alguns são feitos de bronze, como o altar de bronze e a bacia de bronze. Alguns são feitos de madeira revestida de ouro. Mas há apenas dois utensílios no tabernáculo feitos de ouro puro.
Um deles, naturalmente, é o propiciatório. O propiciatório é feito de ouro puro. Por quê? Porque Cristo é o nosso propiciatório. Vocês se lembram de que, em Romanos 3, Deus O apresentou como o propiciatório. Em algumas traduções, aparece “propiciação”, mas, no original, Cristo é apresentado como o propiciatório.
É por causa de Cristo que Deus pode nos mostrar misericórdia. E vemos que o propiciatório é feito de ouro puro — nada além de ouro.
Mas, curiosamente, vemos que há outro utensílio no tabernáculo feito de ouro puro: o candelabro de ouro. Mais uma vez, considero isso muito extraordinário.
Porque, quando pensamos na igreja de Deus, diríamos que ela deveria ser feita de madeira e revestida de ouro. Esse é o nosso entendimento.
O que é a igreja? A igreja não é uma construção de tijolos, pedra ou madeira. A igreja é feita de pessoas, pessoas redimidas, o povo de Deus. Nós, que fomos redimidos pelo precioso sangue, somos a igreja de Deus.
E, sabem, a humanidade — a natureza humana — é sempre representada nas Escrituras pela madeira. Portanto, diríamos que a igreja deveria ser feita de madeira, mas revestida de ouro, porque recebemos em nós a vida de Deus.
Mas não. No modelo mostrado no monte, Deus disse que o castiçal, ou candelabro, é feito de ouro puro — nada além de ouro. Por quê?
Porque a igreja, em sua expressão mais verdadeira, não é outra coisa senão Cristo. Em 1 Coríntios 12, está escrito que há um só corpo, mas muitos membros; muitos membros, mas um só corpo. Assim também é o Cristo.
Um só corpo, muitos membros; muitos membros, um só corpo — essa é a igreja. Mas o Espírito Santo diz:
Assim também é o Cristo.
Por quê?
Porque, na igreja, embora haja muitas pessoas, nossa carne e nossa vida natural estão sendo tratadas pela cruz e deixadas de fora. Assim, o que resta é Cristo em você e Cristo em mim. É Cristo, nada além de Cristo.
Portanto, a igreja é o Cristo. É Cristo em Sua expressão coletiva.
Assim, irmãos e irmãs, quando realmente tivermos uma visão da igreja, compreenderemos quanto a obra da cruz precisa ser realizada em nossa própria vida.
Tudo o que não é Cristo em nós, entre nós, precisa ser eliminado, precisa ser mantido fora da igreja. Não posso trazer minha opinião para a igreja. Não posso trazer meu próprio sentimento para a igreja. Não posso trazer a mim mesmo para a igreja e inserir nela aquilo que sou em mim mesmo.
Porque, se eu fizer isso, destruirei a própria constituição da igreja, o próprio testemunho da igreja, pois a igreja existe para dar testemunho de Cristo — não de você nem de mim.
Todos os elementos humanos precisam ser tratados pela cruz. E o que resta é Cristo, e somente Cristo. É isso que constitui a igreja.
E penso que o mais estranho é que ele seja uma obra de ouro batido. Nós pensaríamos que nossa carne é que precisa ser golpeada. Sabem, precisamos de muitos golpes. Como nossa carne é forte! Precisamos de muitos golpes, de muita disciplina, de muito tratamento, para que sejamos libertos de nós mesmos.
Mas não. O que precisamos não é de golpes; o que precisamos é de crucificação. Sabem, o Senhor sabe que os golpes não adiantam. Por mais que Ele nos golpeie, continuaremos os mesmos.
Por isso, Ele disse: “Crucifique”. Nosso velho homem foi crucificado com Cristo.
Estou crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.
Mas o martelamento é aplicado ao ouro puro. Podemos pensar: bem, o ouro puro representa a vida divina, a vida do nosso Senhor Jesus em nós. Ora, essa vida não precisa ser martelada, certo? Ela é pura. Por que deveria ser martelada?
Bem, ela precisa ser martelada para tomar forma. O Cristo em cada um de nós precisa ser martelado. Em outras palavras, é necessária muita disciplina para que realmente sejamos unidos em um só e sejamos transformados e conformados à imagem do Filho amado.
Portanto, até mesmo a vida divina em nós precisa ser martelada, para que juntos sejamos formados em um belo conjunto. E esse é o propósito do candelabro.
Sabem, quando a luz do candelabro brilha, ela se reflete sobre ele e revela a beleza de Cristo.
Nesse candelabro, temos os cálices. Eles têm forma de flores de amendoeira. Nas Escrituras, um cálice fala de uma porção — a porção do cálice, aquilo que está dentro dele.
E eles têm forma de flores de amendoeira porque a amendoeira, nas Escrituras, fala de ressurreição. É a primeira a florescer depois do inverno, por isso sempre fala de ressurreição.
Portanto, irmãos e irmãs, aqui vemos esse candelabro, que representa a igreja. Nele há a plenitude da vida de ressurreição do nosso Senhor Jesus. Já não é a vida natural; é a vida de ressurreição do nosso Senhor Jesus.
E, junto ao cálice, temos o botão. O botão é a concentração; portanto, fala do fruto. Não há apenas vida, mas também fruto — o fruto do Espírito.
E então temos a flor, a beleza, a manifestação da vida de Cristo. Assim, vemos que todo o candelabro existe, na verdade, para manifestar a beleza, a glória e a vida do nosso Senhor Jesus.
Portanto, quando o candelabro está aceso, a luz se reflete sobre ele e revela a beleza e a glória de Cristo. É isso que a igreja realmente é.
Irmãos e irmãs, quando pensamos na casa de Deus — Deus é tão grande! Nos tempos do Antigo Testamento, vemos que até mesmo Salomão, quando construiu o templo, disse:
Os céus e os céus dos céus não Te podem conter; como poderá este templo ser a Tua habitação?
É apenas um lugar para colocares ali o Teu nome. Portanto, em outras palavras, o tabernáculo ou o templo é onde o nome de Deus é colocado. Assim, na terra, há o nome de Deus como testemunho ao mundo.
Essa é a razão pela qual, durante o cativeiro babilônico, Deus já não é chamado de Deus dos céus e da terra. Ele é chamado apenas de Deus dos céus, porque na terra não havia testemunho, não havia nome, não havia lugar para colocar Seu nome.
Israel havia falhado diante de Deus como instrumento do testemunho de Deus. Agora, irmãos e irmãs, o que é a igreja? A igreja é um instrumento do testemunho de Jesus.
Ele coloca Seu nome ali.
Porque onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles.
A igreja deve levar o testemunho de Jesus. É isso que a casa de Deus é. Portanto, a menos que haja um candelabro, vemos que a casa não cumpre seu propósito.
Graças a Deus, na restauração dos filhos de Israel, o candelabro de ouro deveria ser restaurado. Essa é a realidade, o significado da casa de Deus como instrumento do testemunho de Deus.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, na restauração da casa de Deus hoje, precisa haver essa restauração do candelabro de ouro, porque a igreja é o instrumento do testemunho de Jesus.
Vemos como a igreja primitiva levava o testemunho de Jesus. E, mesmo quando chegamos ao livro de Apocalipse, vemos que João foi exilado por causa do testemunho de Jesus.
E esse testemunho de Jesus precisa ser restaurado hoje.
O que é esse candelabro de ouro que Zacarias viu? Percebemos que ele era um pouco diferente. Havia algumas variações.
Por quê? Nessa visão, ele viu três coisas que não estavam presentes quando Moisés fez o candelabro de ouro.
Primeiro, ele viu que havia ali um grande vaso, um grande vaso como reservatório para guardar o azeite. Em outras palavras, é preciso um grande vaso para conter muito azeite.
Depois, vemos que há sete tubos para cada lâmpada — não apenas sete tubos para sete lâmpadas. No original, são sete e sete tubos. Em outras palavras, para cada lâmpada, sete tubos.
Ora, o número sete nas Escrituras fala de plenitude. Portanto, isso significa que há uma plenitude de canais de suprimento, não apenas um tubo. Porque um tubo é limitado. Sete tubos significam suprimento abundante, canais abundantes de suprimento.
E então vemos duas oliveiras. Sabem, no tabernáculo do Antigo Testamento, Arão e seus filhos cuidavam das lâmpadas. À tarde, eles entravam e verificavam se o azeite havia se esgotado, e colocavam mais azeite.
Era assim que mantinham a luz acesa dia e noite, noite e dia. Em outras palavras, a luz do candelabro nunca se apagava.
Mas aqui, nessa visão, é muito diferente. Vemos que o azeite é fornecido por duas oliveiras.
E o que as oliveiras produzem e derramam no vaso é ouro. É ouro. Mas, quando o ouro flui pelos tubos até as lâmpadas, torna-se azeite.
Assim, vemos que há abundância de suprimento. Ora, o ouro nas Escrituras fala da natureza de Deus, da vida de Deus. Portanto, essas duas oliveiras estão cheias de azeite, mas esse azeite é ouro. É a vida divina de Cristo.
Elas estão cheias do Espírito Santo. E, porque estão cheias do Espírito Santo, o que sai delas é a vida abundante do nosso Senhor Jesus. E, quando essa vida abundante é derramada nas lâmpadas, torna-se o azeite que ilumina o mundo inteiro.
Isso é algo diferente.
Portanto, a ênfase dessa visão é: como a luz é suprida?
Na restauração do candelabro de ouro, a ênfase não está apenas no próprio candelabro. A ênfase está na luz. Como a luz é suprida? Há muito suprimento, suprimento abundante, muitos canais; mas tudo vem das duas oliveiras.
Naturalmente, quando Zacarias teve aquela visão, as duas oliveiras significavam Josué e Zorobabel, porque esses eram os dois líderes — um representando a realeza, e o outro, o sacerdócio.
Eles conduziram o remanescente dos filhos de Israel para fora da Babilônia, voltando a Jerusalém para reconstruir o templo de Deus. Portanto, esses dois homens eram representados pelas duas oliveiras.
Mas qual é o significado espiritual das duas oliveiras? Como isso se aplica a nós hoje, irmãos e irmãs?
Para que a igreja de Deus brilhe com sua luz, ela precisa ser suprida. E de onde virá o azeite? Ele será fornecido por duas oliveiras.
Ora, o número dois nas Escrituras fala de pluralidade, não de uma só pessoa. Fala de pluralidade.
Se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por Meu Pai, que está nos céus.
Não basta apenas termos o Espírito Santo. Sabem, quando cremos no Senhor Jesus, o Espírito Santo vem e habita em nós. Todo crente tem o Espírito Santo.
Mas nem todo crente está cheio do Espírito Santo. Temos o Espírito Santo em nós, mas estamos cheios do Espírito Santo?
Como podemos estar cheios do Espírito Santo se já estamos cheios de outras coisas? Precisamos ser esvaziados, porque, antes de sermos cheios, precisamos ser esvaziados de todas as outras coisas — coisas que consideramos preciosas, coisas que guardamos dentro de nós, como as cinco virgens insensatas.
Precisamos ser virgens prudentes. Precisamos nos esvaziar de tudo o que não é de Deus, não é de Cristo, não é do Espírito Santo, e permitir que o Espírito Santo nos encha — que nos encha até a borda, que nos encha até transbordarmos.
Sabem, o enchimento do Espírito Santo é uma experiência. Segundo a palavra de Deus, vemos que uma pessoa pode ser cheia do Espírito Santo muitas vezes. É uma experiência.
Quando você realmente se entrega sem reservas ao Senhor, dá a si mesmo ao Senhor, rende-se ao Senhor, quando realmente se esvazia, Ele o encherá. Experimentaremos o enchimento do Espírito Santo.
Mas, além disso, não se trata apenas de você ter sido cheio cinco anos atrás. Sabem, muitas vezes ouvimos as pessoas dizerem: “Esta é uma pessoa cheia do Espírito Santo”. Então queremos perguntar: “Quando ela foi cheia? Foi cinco anos atrás, quando teve aquela experiência? Mas e hoje? Ela continua sendo cheia do Espírito Santo?”.
Por isso, na Bíblia, vemos que Estêvão e Filipe eram cheios do Espírito Santo. Em outras palavras, não é apenas uma experiência; é uma condição.
É uma condição contínua. Você é cheio do Espírito Santo para que permaneça cheio do Espírito Santo. Você se tornará uma oliveira.
Não apenas um vaso cheio de azeite em determinado momento e que, talvez, depois de cinco anos, já esteja vazio. Você precisa estar cheio do Espírito Santo, continuamente cheio. Nessa condição de plenitude do Espírito Santo, você se torna uma oliveira.
É isso que o Senhor deseja. E a igreja precisa de muitas pessoas assim.
A razão pela qual o testemunho de Jesus não está sendo difundido é que faltam pessoas cheias do Espírito Santo, cuja vida seja controlada pelo Espírito Santo, governada pelo Espírito Santo e constantemente cheia do Espírito Santo.
E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito.
E, com pessoas assim, haverá suprimento abundante para a igreja, para que ela cumpra sua missão de levar o testemunho de Jesus.
Portanto, irmãos e irmãs, creio que é isso que o Senhor está procurando nos dizer. Que sejamos essas oliveiras, em pé diante do Senhor e ao lado do candelabro de ouro.
Essa é a visão.
Mas, com uma visão, sempre há a palavra. Sabem, sempre que uma visão é dada, há uma mensagem do Senhor. Não se trata apenas de ver algo; você também ouvirá algo.
Então, qual é a mensagem dessa visão?
O anjo perguntou a Zacarias: “Você entende?”. Ele disse: “Não”. Então o anjo disse: “Esta é a mensagem”. Ou seja, nessa visão há uma mensagem, e a mensagem é esta: uma mensagem a Zorobabel.
Zorobabel era descendente de Davi. Ele representava a realeza. O nome Zorobabel significa “nascido na Babilônia”. Ele nasceu ali. Nunca havia visto Jerusalém. Nunca havia visto o templo construído por Salomão.
Ele nasceu na Babilônia e, ainda assim, o Espírito de Deus o moveu a voltar a Jerusalém para reconstruir o templo. Em outras palavras, ele não conhecia Jerusalém. Não conhecia o templo de Salomão.
E, no entanto, de algum modo, o Espírito de Deus lhe deu um encargo tão grande pelo nome do Senhor na terra, pelo testemunho de Deus na terra. E ele foi movido pelo Espírito Santo a voltar e realizar essa obra.
Ele voltou com um remanescente com o único propósito de reconstruir a casa de Deus. Vocês se lembram de que, no livro de Esdras, quando eles voltaram, começaram construindo um altar.
Depois, procuraram lançar os fundamentos e construir a casa, mas encontraram muita oposição de seus vizinhos. Foram acusados perante o rei da Pérsia, e toda a obra foi interrompida.
Suas mãos se enfraqueceram. Eles não conseguiam prosseguir. E toda a obra ficou paralisada por talvez quinze anos ou mais, até o segundo ano do rei Dario Histaspes.
Então, por meio da profecia de Ageu e Zacarias, vemos que o coração de Josué, de Zorobabel e do remanescente foi encorajado. E eles se levantaram e continuaram a construção da casa de Deus.
Assim, aqui vemos que há uma mensagem a Zorobabel: “Você voltou com o propósito de restaurar o testemunho de Deus nesta terra, mas encontrou um monte, um grande monte, uma grande dificuldade. Você não consegue vencê-la, e toda a obra foi interrompida”.
Como você pode retomá-la? Mesmo que a retome, olhe para o que você fez. Não pode ser comparado ao templo de Salomão. É tão pequeno.
Portanto, vemos que, por um lado, Zorobabel, embora tivesse disposição no coração, estava desanimado pelas dificuldades ao seu redor — um grande monte em seu caminho.
E ele também estava desanimado pelo pouco que via sendo feito. O que poderia fazer? Não poderia construir um templo tão glorioso quanto o templo de Salomão. Não havia comparação. Mesmo que fosse concluído, não haveria comparação. Ele estava realmente desanimado.
Então a palavra de Deus veio a Zorobabel:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
“Força” — essa palavra também pode ser traduzida como hoste ou exército. Não por exército. Portanto, “força” aqui representa a força conjunta de todo o povo.
“Nem por poder.” O poder diz respeito mais pessoalmente a Zorobabel. Em outras palavras, se você quer ter êxito nessa tarefa, mesmo que reúna todo o poder, toda a força e todos os recursos, não conseguirá realizá-la.
Isso está além do poder humano. Está além da força coletiva. Ninguém pode fazê-lo.
Não por força, nem por poder. Não há nada em que você possa se apoiar — os recursos reunidos do povo, a força do povo. Não, não há nada que você possa fazer pelo seu próprio poder. Você não pode. Nada pode ser feito. Isso só pode ser realizado pelo Espírito de Deus.
Que mensagem é essa!
Quem fornece o azeite? O Espírito Santo é o azeite. Portanto, as oliveiras estão cheias do Espírito Santo, e somente o poder e a força do Espírito Santo, derramado no candelabro, fazem com que ele brilhe. Pelo Espírito.
E vocês se lembram de que o Senhor disse: “Eu estou com vocês. Eu estou com vocês”.
Há sete olhos, representando os sete Espíritos de Deus. Isso significa Sua atuação sétupla — um só Espírito com uma atuação sétupla, como vemos em Isaías 11.
Os olhos de Deus estão atentos. Quando Ele viu o prumo na mão de Zorobabel, Zorobabel estava prosseguindo. Zorobabel, que começou a obra, a concluirá, colocará a pedra de remate e exclamará: “Graça, graça a ela!”.
Em outras palavras, o Senhor está assegurando a Zorobabel que, se ele depender do Espírito Santo, conseguirá terminar toda a obra. E tudo é pela graça.
Não pense que você pode fazer alguma coisa. Você não é capaz. Tudo é graça. É a graça de Deus, pela atuação do Espírito Santo, que fará com que Ele edifique Sua casa e acenda as lâmpadas.
Não pense que é apenas o dia das pequenas coisas. Não o despreze. Embora possa parecer muito pequeno aos seus olhos, os olhos do Senhor estão sobre isso. Ele vê. Ele Se agrada. Ele aceita.
Irmãos e irmãs, nós hoje estamos vivendo nos dias das pequenas coisas.
Vocês se lembram do que o Senhor disse à igreja em Filadélfia:
Conheço as tuas obras; eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar, porque tens pouca força, e guardaste a Minha palavra, e não negaste o Meu nome.
As pessoas estão procurando algo grande, pensando que isso é extraordinário. Mas, irmãos e irmãs, o Senhor não está procurando quantidade; Ele está procurando qualidade.
Este é o dia das pequenas coisas — pequenas, mas puras; pequenas, mas inteiramente de Cristo; nada do eu. E os olhos Dele estão sobre elas. Tudo é pela graça.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, creio que, quando Zacarias recebeu aquela visão e aquela mensagem, isso foi um grande consolo.
Qual é a obra de nós que somos reis para Deus? A obra de um rei, ou a obra dos reis, é restaurar o testemunho de Jesus. Essa é a obra. Essa é uma obra real.
E o Senhor confiou essa obra ao Seu povo. Portanto, que não recuemos. Que nos entreguemos totalmente a Ele, sabendo que não há nada em nós. Tudo está Nele.
Deixemos que Ele nos encha com Seu Espírito e, por Seu Espírito, supra a luz necessária para o testemunho de Jesus.
Querido Senhor, como queremos agradecer-Te e louvar-Te porque tens uma mensagem para nós hoje:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor.
Senhor, queremos confessar a Ti que não temos força nem poder. Mas sabemos que Tu tens o Espírito e que O deste a nós.
Portanto, Senhor, ensina-nos a ser esvaziados de tudo e a permitir que Tu nos enchas até a borda, até transbordarmos, Senhor, para que o testemunho de Jesus seja restaurado na igreja e o Teu nome seja difundido.
Pedimos em Teu precioso nome. Amém.