Por favor, abram em Êxodo, no livro de Êxodo 17:8-16. Vamos começar a leitura.
Então veio Amaleque e pelejou contra Israel em Refidim.
E disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens e sai, peleja contra Amaleque; amanhã eu estarei no cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão.
E fez Josué como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão e Hur subiram ao cume do outeiro.
E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas, quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia.
Porém as mãos de Moisés eram pesadas; por isso tomaram uma pedra e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs.
E assim Josué desfez a Amaleque e a seu povo ao fio da espada.
Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro e relata-o aos ouvidos de Josué: que Eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus.
E Moisés edificou um altar e chamou o seu nome: O Senhor é nossa bandeira.
E disse: O Senhor jurou; haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em geração.
No mesmo livro, Êxodo 32:17-18:
E, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, disse a Moisés: Alarido de guerra há no arraial.
Porém ele disse: Não é alarido dos vitoriosos, nem alarido dos vencidos; mas o alarido dos que cantam eu ouço.
Êxodo 33:11:
E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo.
Depois tornava ao arraial; mas o seu servidor, o jovem Josué, filho de Num, nunca se apartava do interior da tenda.
O livro de Números 14:6-10. Começamos no versículo 6.
E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes.
E falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pela qual passamos para espiá-la é terra muitíssimo boa.
Se o Senhor Se agradar de nós, então nos introduzirá nesta terra e no-la dará; terra que mana leite e mel.
Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo desta terra, porquanto são eles nosso pão: retirou-se deles a sua defesa, e o Senhor é conosco; não os temais.
Mas toda a congregação disse que os apedrejassem. Então a glória do Senhor apareceu na tenda da congregação a todos os filhos de Israel.
Anteriormente, estivemos considerando juntos os oito homens do livro de Gênesis. Mencionamos que o interesse de Deus está no homem. Ele quer um determinado tipo de homem: aquele que é conformado à imagem de Seu único e amado Filho.
Por essa razão, vemos como Ele trabalha, trabalha e trabalha nas cinco pessoas que encontramos no livro de Gênesis. Quando vocês reúnem essas cinco pessoas, veem o homem que Deus realmente busca.
Agora, depois que Deus obtém o Seu homem, continuamos a considerar que Deus usará esse homem para realizar a Sua obra. Encontramos isso na vida de Moisés: como Moisés foi levantado por Deus e usado por Deus para realizar a Sua obra como servo.
Agora, nesta manhã, gostaríamos de prosseguir e ver em Josué o soldado do Senhor.
Sabem, Deus não quer apenas o homem. Ele não quer apenas que esse homem seja Seu servo. Por outro lado, vocês verão que esse homem também é um soldado do Senhor.
É claro que, antes de tudo, precisamos ser esse homem, porque isso é o mais importante. A ênfase de Deus está sempre no ser, não no fazer. Se não somos o que devemos ser, não podemos fazer o que Ele quer que façamos.
Mas, depois que nos tornamos o que Ele quer que sejamos, naturalmente desse ser decorrerá o dever. Isto é, estaremos realizando a obra que Deus nos designou — não qualquer tipo de obra, mas a Sua obra.
E, no entanto, vocês verão que, ao mesmo tempo, há um conflito em andamento — um conflito que vem ocorrendo ao longo dos séculos. É um conflito entre Deus e Seu inimigo, Satanás. É um conflito entre o reino de Deus e o poder das trevas. É um conflito entre o propósito de Deus e a oposição de Satanás.
Espiritualmente, vemos que há uma batalha em andamento ao longo dos séculos. E nós, que somos redimidos do Senhor, estamos profundamente envolvidos nesse conflito.
Mas precisamos nos lembrar, antes de tudo, de que a batalha é do Senhor. Em outras palavras, não é a sua batalha nem a minha batalha. Não é algo que vocês e eu vamos simplesmente enfrentar por conta própria. Não é. A Bíblia nos diz que a batalha é do Senhor.
Nós apenas nos unimos a essa batalha sob a bandeira de nosso Comandante Supremo, o Senhor Jesus Cristo. Nessa batalha, todos estamos envolvidos. Como estamos envolvidos nessa batalha espiritual, precisamos aprender algo sobre a vida de soldado. Em outras palavras, precisamos saber: como podemos ser bons soldados de Jesus Cristo?
Vocês se lembram de como Paulo disse em sua segunda carta a Timóteo, em 2 Timóteo 2:3:
Sofre comigo as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo.
Ora, devemos ser bons soldados de Jesus Cristo. Não estamos aqui simplesmente para levar uma vida tranquila. Em certo sentido, descansamos no Senhor; no entanto, em outro sentido, estamos numa luta. Por essa razão, precisamos ser bons soldados de Jesus Cristo.
Olhem para o próprio Paulo. No final de sua vida, ele pôde declarar que havia combatido o bom combate.
Portanto, irmãos e irmãs, lembrem-se disto: não somos apenas filhos de Deus, desfrutando de Sua vida e sendo conformados à imagem do Filho de Deus. Também somos servos do Senhor. Cada um de nós é chamado a servi-Lo de muitas maneiras diferentes, mas com o mesmo propósito.
Ao mesmo tempo, todos estamos sendo alistados pelo Senhor em Seu exército, e há uma luta que precisamos travar. Por essa razão, penso que podemos aprender muito com Josué.
Em certo sentido, considero Josué o primeiro soldado do Senhor na Bíblia. Isso não significa que ninguém tenha lutado antes dele. Na verdade, vocês se lembram de que Abraão conduziu 318 jovens que havia treinado em sua própria casa; levou esse pequeno grupo para lutar contra os quatro reis e os derrotou.
Mas, ao lermos a Palavra de Deus, parece-me que Josué nos é apresentado como o soldado do Senhor. Ele parece ser o primeiro que se especializou, por assim dizer, na batalha.
Ao abrirem a Bíblia e procurarem Josué, vocês verão que a primeira menção dele está em Êxodo 17.
Ali encontramos os filhos de Israel. Eles saíram do Egito, atravessaram o mar Vermelho e, enquanto viajavam pelo deserto, Deus fez chover maná sobre eles para lhes servir de alimento. Da rocha ferida saiu água para lhes servir de bebida.
Depois de comerem o maná e beberem a água da rocha ferida, receberam forças para prosseguir na jornada. De repente, vemos que Amaleque veio lutar contra eles.
Quando Amaleque veio lutar contra o povo de Deus, Moisés escolheu Josué para liderar os israelitas na luta contra Amaleque. Essa é a primeira menção de Josué.
Josué, filho de Num — seu nome anterior era Oseias, que significa “libertador”. Mas Moisés lhe deu outro nome. Moisés o chamou de Josué, que significa “o Senhor é Salvador”. Em hebraico, é Josué; em grego, é Jesus.
Não sabemos por que Moisés escolheu Josué para liderar a batalha. Evidentemente, Josué devia ser conhecido como soldado. Em outras palavras, ele havia sido treinado para lutar e, por essa razão, Moisés escolheu esse jovem para liderar o combate.
Sabem, irmãos e irmãs, depois que somos redimidos, depois que saímos do mundo, depois que atravessamos o mar Vermelho e somos batizados em Cristo Jesus, estamos numa jornada. Mas o mundo é um deserto. Como podemos atravessar o mundo? Precisamos de provisões.
Graças a Deus, vemos que temos o nosso maná. Nosso maná é o Senhor Jesus. Vocês se lembram de que, em João 6, o Senhor falou de como Deus deu maná aos filhos de Israel, e o Senhor Jesus disse, em João 6:35:
Eu sou o pão da vida.
Assim, vemos que, enquanto caminhamos pelo mundo, temos provisões. Deus providenciou o necessário para nós. Cristo é o nosso maná. Ele é o nosso alimento.
Não apenas isso, mas vemos que também precisamos de bebida. Da rocha ferida saiu água. A rocha ferida, é claro, fala de nosso Senhor Jesus, como vemos em 1 Coríntios 10:4. Nosso Senhor Jesus foi ferido na cruz para que Dele pudesse sair o rio da vida, o Espírito da vida.
Hoje, realmente damos graças ao Senhor porque, enquanto caminhamos por este mundo, Deus providenciou o necessário para nós. Ele nos deu Cristo como alimento, e podemos nos alimentar Dele dia após dia para receber forças. Ele nos deu o Espírito Santo, Que habita em nós como uma fonte e até mesmo como rios de água viva que fluem de nós.
Portanto, estamos bem supridos para caminhar por este mundo. E vemos que o inimigo vem imediatamente depois que eles recebem alimento e bebida.
Graças a Deus, não antes disso. Deus não permite que o inimigo nos ataque antes de estarmos plenamente supridos. Graças a Deus por isso. Ele disse que não seríamos tentados além do que podemos suportar, como lemos em 1 Coríntios 10:13.
Em outras palavras, Ele primeiro suprirá vocês. Ele sabe o que vai acontecer e suprirá tudo de que vocês precisam com o próprio Cristo e o Espírito Santo. Com isso, somos plenamente capazes de enfrentar nossos inimigos.
E, de fato, o inimigo vem. Amaleque veio.
Agora, quem são os amalequitas? Se vocês lerem Gênesis 36, verão que Amaleque é descendente de Esaú. Nas Escrituras, Amaleque sempre representa a carne — a nossa carne, a sua carne, a minha carne.
Depois que conhecemos o Senhor, depois que experimentamos Cristo como nosso alimento e o Espírito Santo como nossa bebida, descobrimos imediatamente que um conflito surge em nossa vida. O conflito que surge nesse momento é o conflito entre o Espírito e a carne.
Vocês se lembram do que é dito em Gálatas 5:17:
Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne.
Em outras palavras, pertencemos ao Senhor. Temos um espírito dentro de nós e devemos andar segundo o Espírito.
É nesse momento que descobrimos que a carne está presente — seja a carne em vocês, seja a carne nas outras pessoas ao seu redor. Vocês percebem que a carne está presente, e ela sempre procura lutar contra o Espírito, para que vocês não consigam fazer o que Deus quer que façam.
A carne está tentando frustrar vocês, impedir que alcancem o propósito de Deus para sua vida. Creio realmente que todo crente encontrará esse tipo de conflito em sua vida, e ele surge bem cedo na vida cristã.
Muitas vezes, vocês perceberão que o espírito está pronto, mas a carne é fraca. O conflito está em andamento. E, sabem, a carne é, de fato, usada pelo inimigo como instrumento.
A sua carne, a minha carne — a carne que está em mim. Paulo disse em Romanos 7:18:
Em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum.
Essa carne é, de fato, usada pelo inimigo como instrumento para frustrar o propósito de Deus e impedir que vocês tomem posse daquilo que lhes pertence.
Mas, graças a Deus, aqui encontramos Josué. Ele liderou o povo na luta contra Amaleque.
A Bíblia nunca nos diz onde Josué aprendeu a arte militar. Sabemos que Moisés era um grande soldado. Segundo a tradição, enquanto estava no Egito, ele foi um grande general. Mas não sabemos como Josué aprendeu a arte militar. É como se fosse um soldado nato.
Queridos irmãos e irmãs, vocês não sabem que todos nós, vocês e eu, somos soldados natos? Ao dizer soldados natos, quero dizer soldados nascidos de novo. Por quê? Porque a vida que recebemos é uma vida que vence.
Lembrem-se: nascemos numa família militar. Temos uma tradição. Quando nascemos na família de Deus, nascemos numa família militar. O sangue que corre em nós é sangue de soldado. É uma vida que vence.
Pensem na vida que vocês receberam. Não é uma vida comum. A vida que recebemos de Deus, a vida de Cristo Jesus em nós — pensem nessa vida. Essa vida esteve nesta terra durante trinta e três anos.
Essa vida passou por muitas batalhas. Passou por todo tipo de batalha: tentações, elogios, popularidade, perseguições; ataques vindos diretamente do diabo e indiretamente das pessoas, do círculo familiar, de Seus próprios discípulos e do mundo.
Vocês verão que essa vida passou por todo tipo de conflito e todo tipo de batalha. Não é possível imaginar qualquer tipo de batalha pela qual essa vida não tenha passado.
E, no entanto, vemos que Ele foi tentado em todas as coisas, mas sem pecado. Essa vida passou por todas as batalhas da vida e saiu vitoriosa. Passou até mesmo pela morte e saiu em vida de ressurreição.
Portanto, essa é a vida que vence. Irmãos e irmãs, quando vocês pensam numa vida que vence, isso significa que é uma vida que luta. É uma vida que travou a batalha e venceu a batalha. Essa é a vida que recebemos.
A vida que recebemos não é uma vida comum. Não é uma velha vida que está sempre sendo derrotada. A nova vida que agora está em vocês e em mim é a vida que vence. É uma vida vitoriosa.
Temos esse espírito de luta dentro de nós. Graças a Deus, com essa vida somos capazes de lutar contra nossos inimigos e vencê-los.
Josué liderou o povo na luta contra Amaleque. Era uma batalha muito real. Era uma batalha feroz.
Contudo, o resultado da batalha não foi decidido pelo combate em si. O resultado da batalha foi decidido pelo levantar das mãos de Moisés.
Moisés foi ao topo do monte. Quando suas mãos estavam levantadas, Josué prevalecia. Mas, quando suas mãos se cansavam e começavam a baixar, Josué era derrotado.
Por causa disso, vemos que Arão e Hur ficaram ao lado de Moisés. Um levantou sua mão direita, e o outro levantou sua mão esquerda, sustentando-o até que o inimigo fosse completamente derrotado.
Agora, irmãos e irmãs, por que isso aconteceu? Creio que isso nos mostra a natureza da batalha. A batalha na qual estamos envolvidos não é contra carne e sangue.
Às vezes nos esquecemos. Às vezes ficamos tão frustrados, tão bloqueados, impedidos ou pressionados por carne e sangue, que nos esquecemos de que não estamos lutando contra carne e sangue. Começamos a colocar a culpa nesta ou naquela pessoa, mas essa não é a natureza da batalha.
Precisamos olhar para o que está por trás disso e perceber que a batalha é do Senhor. A batalha, na verdade, é espiritual.
É verdade que, no campo de batalha, há uma luta real acontecendo. Vocês estão envolvidos ali. Estão lutando, combatendo, fazendo esforço, sendo levados ao limite. Tudo isso é muito real. Não é faz de conta. Vocês estão lutando.
Mas, por outro lado, há algo ainda mais real do que isso: é uma batalha nas regiões celestiais.
Aqui encontramos Moisés. Quando suas mãos estavam levantadas — e sabemos que levantar as mãos é um sinal de oração —, Moisés estava intercedendo no topo do monte. E, enquanto ele intercedia, Josué prevalecia.
Irmãos e irmãs, qual é a natureza da luta? Cremos que nosso Senhor Jesus, na cruz do Calvário, travou a batalha e venceu.
Ali na cruz, nosso Senhor Jesus derrotou completamente o inimigo. Ele esmagou a cabeça da serpente. A vitória é definitiva. A vitória é completa. Ele levou cativos os Seus inimigos e os expôs publicamente.
Em outras palavras, na cruz do Calvário, nosso Senhor Jesus venceu a batalha para sempre. É com base na vitória de Cristo na cruz que podemos vencer nossos inimigos.
Por que levantamos as mãos em oração? Por meio da oração, somos unidos à vitória de Cristo.
Lembrem-se: quando lutamos contra a nossa carne, não pensem que, simplesmente lutando e se esforçando, conseguirão vencê-la — ou tentando reprimir a carne, tentando maltratar o corpo e imaginando que, fazendo todas essas coisas, poderão vencer a carne. Vocês não podem.
É como o reformador Melâncton — ele era o teólogo da Reforma. Certo dia, Melâncton disse: “O velho Adão é forte demais para o jovem Melâncton”.
Em outras palavras, nossa carne é forte demais para nós mesmos. Vocês não podem lutar contra a própria carne e vencer. Mas, graças a Deus, há um segredo, e o segredo é que Cristo já venceu.
Vocês se lembram do que diz Romanos 6:6:
Sabendo isto: que o nosso velho homem foi com Ele crucificado.
Nosso velho homem foi crucificado. Ali na cruz, Cristo nos levou Consigo e nos crucificou.
Por essa razão, pela oração da fé, somos unidos à obra consumada de Cristo. Gálatas 5:24 diz:
E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
Portanto, irmãos e irmãs, lembrem-se: não é pela sua própria luta que vocês vencem a carne. Penso que todos nós temos esse tipo de experiência. Até mesmo Paulo, em Romanos 7, nos mostrou como ela é.
Ele disse em Romanos 7:15:
Porque o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço.
Ele descobriu que nele, isto é, em sua carne, não habitava bem algum. O espírito está pronto, mas a carne é fraca. E disse em Romanos 7:24-25:
Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.
Lutar contra a carne é a experiência de todo crente à medida que prossegue nesta jornada celestial.
Se vocês nunca lutaram contra a própria carne, isso significa que estão vivendo e andando segundo a carne. Aquele que vive segundo a carne está morto. Mas aquele que anda segundo o Espírito tem vida e paz.
Por isso, espero realmente que não haja ninguém aqui que jamais tenha experimentado lutar contra a carne. Em outras palavras, alguém que sempre cede à própria carne. Se esse é o caso, isso significa que você é um cristão carnal, um bebê em Cristo. Você nunca cresce.
Se vocês realmente querem crescer, creio que a primeira coisa que experimentarão ao seguir o Senhor será descobrir como a carne é forte em vocês.
Às vezes, vocês não descobrem como a carne é forte em vocês até descobrirem como ela é forte nas outras pessoas. Mas, quando virem como ela é forte nas outras pessoas, lembrem-se: ela é igualmente forte em vocês.
Como precisamos ser libertos da tirania, da escravidão da nossa carne! Mas como faremos isso? Bem, a vida que está em nós é uma vida que luta. O Espírito de Deus dentro de nós nos impulsionará a lutar contra a carne.
Como podemos vencê-la? Apropriando-nos do fato de que morremos em Cristo e agora estamos vivos para Deus em Cristo Jesus.
Quando vocês assumem essa posição, quando se consideram mortos para o pecado e vivos para Deus, quando, pela oração, se unem à vitória de Cristo, vocês percebem que prevalecem.
Mas, quando suas mãos se cansam — em outras palavras, quando vocês não estão se unindo à obra consumada de Cristo pela fé e pela oração —, imediatamente percebem que serão derrotados. Essa é a natureza da luta.
Há uma coisa de que vocês precisam se lembrar: aqui vemos que Josué derrotou Amaleque, mas aquilo não foi o fim. Foi apenas uma batalha.
Ao longo de toda a história de Israel, Amaleque foi um problema constante para os filhos de Deus.
É por essa razão que, depois da vitória sobre Amaleque, Deus disse a Moisés, em Êxodo 17:14:
Escreve isto para memória num livro e relata-o aos ouvidos de Josué: que Eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus.
Em outras palavras, Deus disse: “Agora, lembre-se: esta é apenas uma batalha. Haverá mais batalhas contra Amaleque até que o nome de Amaleque seja completamente apagado, completamente destruído, de debaixo dos céus”.
A vontade de Deus é que a carne seja completamente eliminada, completamente expulsa, para que possamos viver no Espírito e não mais viver segundo a carne. A luta continuará, mas lembrem-se sempre de como a batalha é travada.
Nunca se esqueçam de como a batalha é travada. Por um lado, vocês estão realmente lutando; por outro, ela não depende, de fato, da sua luta. Depende do que Cristo fez, e vocês simplesmente permanecem na vitória Dele.
Moisés edificou um altar e chamou aquele lugar de “O Senhor é nossa bandeira” — “o Senhor, minha bandeira”. Sob a bandeira do Senhor, o Senhor lutará contra Amaleque de geração em geração, até eliminá-lo completamente.
Graças a Deus por isso. Essa é a primeira menção de Josué: um soldado do Senhor.
A segunda menção de Josué ocorre quando Moisés subiu ao monte para receber os Dez Mandamentos, a lei.
Conhecemos a história de Moisés, de como Deus o chamou ao monte. Ali ele esperou em Deus durante quarenta dias e quarenta noites, sem comer nem beber, até que Deus lhe deu os Dez Mandamentos.
Mas vocês sabem que, quando Deus chamou Moisés ao monte, Ele lhe disse que avisasse ao povo que ninguém mais deveria estar naquele monte? Até mesmo o animal que se aproximasse do monte seria morto. Por causa disso, o povo ficou com medo.
Mas deixem-me fazer uma pergunta: Moisés estava sozinho no monte com Deus quando recebeu os Dez Mandamentos?
Não estava. Por quê? Porque a Bíblia diz que, quando Moisés foi ao monte, Josué, seu auxiliar, foi com ele. Isso está em Êxodo 24:13.
Na verdade, Josué subiu ao monte com Moisés. Josué não foi até o topo do monte, mas estava em algum lugar no monte. Ele não estava com o povo.
Ele estava em algum lugar no monte, não tão alto quanto Moisés, porque Moisés estava sozinho lá em cima, recebendo os Dez Mandamentos. Contudo, Josué estava no monte.
Como sabemos disso? Não apenas encontramos isso em Êxodo 24, mas também vemos em Êxodo 32 que, quando Deus disse a Moisés: “O povo pecou; desça do monte”, Moisés desceu e encontrou Josué ali.
Enquanto desciam juntos, Josué ouviu o som. Sendo soldado, sua primeira reação foi: “Deve estar havendo uma luta lá”. Esse é o instinto de um soldado. Ele interpreta tudo em termos de combate.
Então, quando ouviu os ruídos, disse: “Deve estar havendo uma luta lá”. Moisés, que sabia muito melhor o que estava acontecendo, disse: “Não, não ouço ruído de vitória nem ruído de derrota. É som de música e de cânticos”.
Eles desceram do monte. Irmãos e irmãs, vocês percebem que, quando os filhos de Israel adoraram o bezerro de ouro, Josué não participou?
Os filhos de Israel caíram naquele pecado. Moisés estava no monte, recebendo os Dez Mandamentos. Quem não participou da adoração ao bezerro de ouro foi Josué. Por quê? Porque estava ali no monte com Moisés.
No tempo do Novo Testamento, por duas vezes nosso Senhor Jesus levou três de Seus discípulos Consigo. Numa delas, levou três de Seus discípulos ao monte da Transfiguração.
Mas, infelizmente, por causa da grandeza da glória, os três discípulos adormeceram. Vocês conseguem imaginar isso? Era um momento tão extraordinário, e eles adormeceram porque a glória era demais para eles.
Em outra ocasião, Ele levou os mesmos três discípulos ao jardim do Getsêmani. O Senhor disse: “Esperem aqui Comigo por uma hora”. Mas a vergonha e a pressão eram tão grandes que eles adormeceram novamente.
A fraqueza da carne não conseguiu suportar nem a glória nem a tristeza. Mas aqui estava Josué: durante quarenta dias e quarenta noites, enquanto Moisés esperava no Senhor, ele esperava no Senhor com Moisés.
Sabem? Moisés esperava no Senhor sem comer nem beber. O mesmo pode ter acontecido com Josué. Ali estava ele, na presença do Senhor, e foi guardado de adorar o bezerro de ouro.
Depois que isso aconteceu, em Êxodo 33, como o acampamento de Deus estava contaminado, Moisés retirou sua tenda do acampamento e a armou do lado de fora. Essa tenda foi chamada de Tenda do Encontro.
Os filhos de Israel, a congregação de Deus, eram chamados de acampamento de Deus. Mas o acampamento de Deus estava contaminado — contaminado pelo pecado.
Embora Moisés os tivesse disciplinado, no sentido de que precisaram beber o próprio pecado — ele moeu o bezerro de ouro até reduzi-lo a pó, espalhou o pó sobre a água e mandou os filhos de Israel beberem aquela água —, ainda houve disciplina.
A tribo de Levi ficou à entrada do acampamento. Eles entraram no acampamento e mataram quem encontraram, a fim de purificá-lo. Mas, mesmo assim, Moisés retirou sua tenda do acampamento e a armou do lado de fora, porque Deus é santo.
Quando Moisés saía para encontrar Deus, ia à Tenda do Encontro. Mas o maravilhoso era que o jovem Josué, seu auxiliar, nunca se apartava do interior da tenda.
Irmãos e irmãs, vocês querem conhecer o segredo da força espiritual? Por que Josué era um soldado tão bom? Por que havia nele tanta força para lutar contra o inimigo?
Vocês querem saber como podemos ter força espiritual para sermos bons soldados de Jesus Cristo? Vocês conhecem o segredo. O segredo é permanecer — permanecer.
Agora, vocês podem pensar que permanecer e lutar são opostos, porque lutar envolve muito barulho e agitação, enquanto permanecer envolve quietude e tranquilidade.
Contudo, em termos espirituais, lutar e permanecer precisam andar juntos. Em outras palavras, vocês não podem lutar contra o inimigo se não permanecerem em Cristo.
Lutar é exaustivo, mas esperar no Senhor renovará suas forças. O problema hoje é que queremos sair para lutar e, no entanto, não permanecemos na presença do Todo-Poderoso.
Se fizermos isso, estaremos lutando em nossa própria força, e vocês verão que muito em breve o inimigo nos vencerá.
Normalmente, não é fácil para um jovem ficar sozinho no monte durante quarenta dias e quarenta noites, sem sequer ver Moisés, porque Moisés estava lá em cima, na nuvem.
Normalmente, não é fácil para um jovem ficar sozinho na tenda, fora do acampamento, porque no acampamento havia toda aquela agitação. Mas aqui encontramos um segredo para a luta.
Somos exortados a combater o bom combate. Mas como? Às vezes vocês se perguntam por que não há força em vocês, por que não há força espiritual em vocês? Às vezes se perguntam por que, depois de uma luta, ficam tão exaustos e não há renovação?
Sabem por quê? Porque lhes falta uma vida de permanência. Oh, precisamos permanecer em Cristo.
Precisamos aprender a permanecer em Cristo, isto é, fazer de Cristo o nosso lar. Josué nunca se apartava do interior da tenda. Ele fez daquela tenda o seu lar. Aquela era a Tenda do Encontro, a tenda onde Deus aparecia.
Irmãos e irmãs, como precisamos desse tipo de vida! Em nossa vida diária, precisamos aprender a permanecer em Cristo. Precisamos aprender a fazer Dele o nosso lar.
Deus nos colocou Nele, e agora precisamos viver Nele. Se temos comunhão e convivência constantes com Ele, se estamos a sós com Ele, longe de toda a correria e agitação da vida, de todos os ruídos da batalha, simplesmente diante do Senhor, esse é o momento em que nossas forças são renovadas.
É nesse momento que vocês recebem a força espiritual para lutar contra todos os inimigos. Josué vivia uma vida de permanência, e creio que esse é o segredo.
Agora, a terceira menção de Josué encontra-se em Números 13 e 14. Ali vemos que os filhos de Israel chegaram à fronteira sul da terra prometida, a Cades-Barneia.
Moisés enviou doze espias para espiar a terra. Josué era um dos doze — Josué, da tribo de Efraim, e Calebe, da tribo de Judá.
Os doze espias entraram na terra prometida para espiá-la. Quando voltaram, apresentaram um relatório. Disseram: “A terra que examinamos é, sem dúvida, uma terra muito, muito boa. É uma terra que mana leite e mel. Vejam os frutos que trouxemos”.
Mas os dez espias disseram: “Ali encontramos cidades cujas muralhas chegam até o céu. Vimos os anaquins, gigantes. Eles nos veem como gafanhotos, e nós mesmos nos vemos como gafanhotos. Se entrarmos, seremos completamente devorados por eles. É uma terra que nos devorará”.
Quando trouxeram aquela má notícia ao povo, naturalmente o povo chorou. Começaram a se rebelar.
Aqui encontramos Josué e Calebe. Eles acalmaram o povo e disseram: “Não, não. A terra é muito, muito boa. Não pensem nos inimigos. Se Deus Se agradar de nós, Ele nos dará a terra”.
“Seremos capazes de tomar a terra, e nossos inimigos serão o nosso alimento. Em vez de eles nos devorarem, nós os devoraremos e os digeriremos, e eles se tornarão a nossa força. Apenas confiem no Senhor. Não se rebelem contra o Senhor.”
Mas, por causa disso, o povo quis apedrejá-los até a morte, e o Senhor apareceu.
Agora, o que aprendemos aqui a respeito de Josué como um bom soldado do Senhor? Na batalha espiritual, não se trata de quão forte é o inimigo, nem de quão fracos somos nós.
Na batalha espiritual, o que importa é apenas uma coisa: se Deus Se agrada de nós.
Muitas vezes, quando estamos envolvidos num conflito espiritual, o que observamos é a força do inimigo. Percebemos que o inimigo é tão forte. Eles são tão altos, como gigantes.
Ou, às vezes, observamos como somos fracos. Somos tão pequenos, como gafanhotos. Seremos esmagados. Quando olhamos para nós mesmos, quando olhamos para os inimigos ou quando olhamos para as circunstâncias — as muralhas que chegam até o céu —, já estamos derrotados.
Mas lembrem-se: no conflito espiritual, há apenas uma coisa que realmente importa. Essa única coisa é: Deus Se agrada de nós?
Se Deus Se agrada de nós porque estamos em Sua vontade, então a terra será conquistada, e o inimigo será o nosso alimento.
Mas, se desagradarmos a Deus, se sairmos de Sua vontade, o que acontecerá? Perderemos a força de Deus. Seremos derrotados.
Essa é a única coisa com a qual precisamos nos preocupar. Oh, irmãos e irmãs, estamos envolvidos numa batalha espiritual, mas não tenham medo.
É verdade que nosso inimigo é forte. Vocês se lembram de Martinho Lutero. Quando foi à Dieta de Worms, foi para ser julgado. Ali estavam o imperador, todos os nobres e todos os grandes homens. E ali estava Martinho Lutero, um pobre monge.
Mas ele disse que, mesmo que os inimigos fossem tão numerosos quanto as telhas do telhado, não teria medo, porque Deus estava com ele.
O segredo está aqui: enquanto Deus estiver com vocês, enquanto estiverem em Sua vontade, enquanto Ele Se agradar de vocês, ninguém poderá resistir a vocês. Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Essa é a nossa confiança. Deus não nos deu espírito de medo. Se vocês estão com medo, estão derrotados antes que a batalha seja travada.
Deus não nos deu espírito de medo. Ele nos deu espírito de coragem, de amor e de prudência — uma mente equilibrada.
Vocês não podem travar uma luta se não têm confiança em seu Comandante Supremo. Não desviem os olhos para nenhuma outra direção; olhem somente para Ele.
Se mantivermos os olhos Nele, irmãos e irmãs, ninguém poderá resistir a nós. Esse é o espírito de Josué. Esse é o espírito de um soldado.
Se queremos ser bons soldados de Jesus Cristo, irmãos e irmãs, não tenhamos medo. Olhemos somente para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.
Temos a confiança de que, se estamos na vontade de Deus e Deus Se agrada de nós, nenhum inimigo pode se colocar em nosso caminho. A única coisa que realmente precisamos fazer é examinar nosso coração diante do Senhor, para verificar se O temos desagradado.
Mais tarde, na luta contra Ai, vemos o que acontece quando eles desagradam ao Senhor. Embora o inimigo fosse pequeno e pouco numeroso, foram derrotados.
Não coloquem a confiança em vocês mesmos, nem superestimem o inimigo. Apenas confiem no Senhor.
Oh, irmãos e irmãs, vivemos num tempo em que vemos conflitos acontecendo ao redor do mundo — em escala mundial. Na verdade, vemos conflitos acontecendo dentro e fora, em toda parte: nas regiões celestiais, no âmbito espiritual e no âmbito físico.
Estamos aqui em meio a todos esses conflitos. Mas, irmãos e irmãs, precisamos nos lembrar de uma coisa: não tenham medo. Não temam. O Senhor disse, em Isaías 41:10:
Não temas, porque Eu sou contigo.
Algumas pessoas contam as ocorrências de “não temas” no Novo Testamento e dizem que essa expressão aparece ali 365 vezes: “Não temas, não temas”, porque Ele está conosco.
Mas nós estamos com Ele? Não há dúvida de que Ele está conosco, mas nós estamos com Ele? Se estamos com Ele, tenham confiança de que venceremos. É esse tipo de espírito que nos dá a vitória.
Portanto, irmãos e irmãs, graças a Deus, temos uma vida que vence.
Temos um lar no qual podemos habitar. Temos um espírito — um espírito de coragem, de amor e de uma mente equilibrada. Com esse tipo de provisão, como podemos ser derrotados?
Que o Senhor nos ajude. Vamos orar?
Pai celestial, como Te louvamos e agradecemos por nos teres alistado em Teu exército. Nós Te louvamos e agradecemos porque Teu exército é um exército vitorioso. Ele luta de vitória em vitória.
Tu já venceste e estás vencendo em nós e por meio de nós. Oh, mostra-nos a vida que nos deste. Capacita-nos a receber Tua Palavra e a crer em Ti.
Capacita-nos a olhar somente para Ti. Atrai-nos para que habitemos no esconderijo do Altíssimo. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.