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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Revelation of Jesus Christ: #9 of 10 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Revelation of Jesus Christ: #9 of 10
    Revelation of Jesus Christ: #9 of 10
    Austin-Sparks, T.

    Cristo como o Padrão de Deus

    Há muitos amigos que não estiveram conosco nas reuniões anteriores. Permitam-me dizer, da maneira mais breve possível, uma palavra de recapitulação.

    Neste período, temos sido conduzidos a nos ocupar com a revelação de Jesus Cristo. Sentimos que o Senhor nos conduziu por esse caminho não apenas com o objetivo de estudar alguma coisa, mas em relação aos acontecimentos que levam à consumação desta era, os quais, sentimos, estão ocorrendo de maneira tão evidente.

    Portanto, nas cenas finais, o Senhor está levando ao seu ponto culminante e à sua consumação o Seu testemunho nesta terra. É absolutamente necessário que a Sua Igreja tenha muita clareza quanto à sua posição.

    Essa posição é, essencial e inseparavelmente, uma questão de compreender exatamente o que são a vida cristã e a Igreja cristã, e qual é o testemunho que lhes foi confiado.

    Assim, passamos quase três dias nos três primeiros capítulos do livro de Apocalipse, observando particularmente como esse livro nos leva ao ponto culminante e à consumação de tudo nesta era.

    O Senhor toma todo o cuidado para nos dar uma apresentação plena e claramente definida de Seu Filho. O significado do primeiro capítulo desse livro é que Cristo sobrepuja tudo. Cristo abrange tudo. Cristo está acima de tudo como o padrão de Deus.

    Então, tudo o que se segue — primeiro, o tratamento da Igreja; depois, das nações; depois, do reino de Satanás; e, por fim, o estabelecimento do reino eterno — é governado pelo que Cristo é, por aquela apresentação incomparável de Si mesmo.

    Volto a isso para que possamos ver onde estamos, o contexto daquilo que estamos considerando hoje.

    É nisso que temos passado a maior parte do nosso tempo. Mas, nesta manhã, voltamos ao apóstolo Paulo em relação a esse assunto e começamos a considerar o conteúdo de suas palavras na segunda de suas cartas aos coríntios, em 2 Coríntios 4:5-6:

    Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor.
    Porque Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz”, é Quem resplandeceu em nossos corações, para dar a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo.

    Nesta manhã, passamos nosso tempo considerando o início: o que Paulo viu na face de Jesus Cristo. Observamos, logo de saída, que aquilo que ele viu — ou o fato de ver a face de Jesus Cristo — significa simplesmente que o Espírito de Deus lhe deu uma iluminação interior, uma revelação de Cristo.

    O que ele viu na face de Jesus Cristo produziu uma tremenda revolução, tanto em seu ser quanto em toda a sua maneira de enxergar as coisas. A primeira coisa que viu na face de Jesus Cristo, ou na revelação de Jesus Cristo, foi o propósito de Deus. Passamos a manhã considerando Cristo como o propósito de Deus.

    Nesta tarde, vamos nos ocupar com a segunda coisa que Paulo viu na face de Jesus Cristo: ele viu Cristo como o padrão de Deus.

    O Impacto da Revelação de Cristo

    Vou ser bastante simples na maneira de falar e naquilo que direi nesta tarde, porque há muitos jovens cristãos aqui. Confio que o que eu disser, e a maneira como disser, os ajudará particularmente; mas confio também que, se necessário, isso servirá de correção para todos nós.

    É extremamente difícil transmitir a impressão que deve ter tomado conta de Paulo quando ele viu o Senhor Jesus — aquela ocasião à qual ele se refere quando disse:

    Aprouve a Deus revelar Seu Filho em mim.

    O tremendo efeito que isso teve sobre aquele homem — eu gostaria que fosse possível transmitir a vocês algo disso. Porque o valor não está nos termos, na linguagem, nem mesmo no ensino. É no impacto que encontraremos o valor. Vocês podem ouvir tudo o que tenho a dizer e não experimentar esse impacto; nesse caso, isso terá muito pouco valor.

    Quero, portanto, que procurem entrar nisso em espírito. Vejam: quando Paulo viu Jesus Cristo pela revelação do Espírito Santo, todo o seu sistema desmoronou. Desmoronou completamente.

    Toda a sua mentalidade, sua maneira de pensar, foi virada de cabeça para baixo, do avesso. Ele teve de se retirar para o deserto e passar dois ou três anos ali para refletir sobre isso, para reconstruir tudo à luz dessa revelação.

    Foi, de fato, uma revolução naquele homem. Nós somos cristãos, temos todo o ensino de Paulo e dos outros apóstolos, temos toda a tradição cristã dos séculos.

    Ainda assim, queridos amigos, sinto que precisamos de algo semelhante entre nós. Podemos ter um sistema, um sistema cristão, tão minucioso, tão completo, tão forte, com todas as suas ramificações e todo o seu aparato, quanto o que os judeus tinham, sem experimentar o tremendo impacto de tudo isso.

    Podemos ter tudo isso. Nesse sentido, o cristianismo se tornou, em grande parte, apenas outro judaísmo — outro sistema. Sei que ele significa muito para vocês. Não estou diminuindo em nada toda a bendita realidade que Cristo é para vocês. Mas continuo sustentando isto: há uma grande necessidade de uma revolução, mesmo na Igreja e no cristianismo neste tempo; uma revolução da mesma natureza, causada pelo mesmo tipo de revelação que veio ao apóstolo Paulo.

    Confio que vocês começarão, ao menos, a ver algo disso à medida que eu prosseguir, de maneira simples, nesta tarde.

    Cristo como o Padrão de Deus

    Precisamos ver, como Paulo viu, Jesus como o padrão de Deus — Jesus como o modelo de Deus.

    O que Paulo nos mostrou em seus escritos é que ele chegou a ver que, antes mesmo de este mundo ser criado, antes de qualquer parte deste sistema cósmico ser estabelecida, Deus tinha em vista constituir um universo sobre a base da filiação — de Seu Filho.

    Ele era antes de todas as coisas. Ele era o herdeiro de todas as coisas designado por Deus. E todas as coisas deveriam ser feitas de modo a incorporar as características espirituais e eternas de Cristo.

    Quando Deus alcançar Seu objetivo, veremos a obra concluída. Finalmente, o que prevalecerá será isto: em tudo o que for perceptível, em tudo o que houver na criação, algo de Jesus Cristo será revelado.

    Ah, que universo maravilhoso seria esse! Hoje, encontramos um pouquinho de Jesus Cristo em algum lugar, em alguém — que coisa bendita isso é! Mas pensem nisso sendo universal, sem que haja qualquer outra coisa.

    Era isso que estava diante dos olhos e na mente de Deus, lá na eternidade passada. Assim, Deus colocou em movimento todos os processos criadores e, por necessidade, todos os processos redentores, todos os processos de eleição, todos os processos soberanos e providenciais da história, para concretizar esse padrão — para aperfeiçoar esse projeto.

    Todas as coisas segundo Cristo, como diz a grande expressão de Paulo: segundo Cristo. Isso governa tudo.

    Paulo chegou a ver isso. Essa visão, essa percepção e compreensão da revelação, era, para ele, a motivação, a força e o objetivo que governavam tudo.

    Porque para mim o viver é Cristo.

    O Cristão como Expressão de Cristo

    Pois bem, podemos desdobrar isso em perguntas e respostas muito simples. O que é um cristão? O que é um cristão?

    Como seria interessante se todos vocês recebessem meia folha de papel e tivessem de escrever suas ideias! O que é um cristão? Qual é a resposta de Paulo? Como vocês responderiam, por favor?

    Uma pessoa que crê em determinadas coisas? Que ama o Senhor Jesus? Uma pessoa que tomou Jesus como seu Salvador, que se entregou a Cristo? Como vocês colocariam isso?

    Mas qual é a resposta de Paulo? E essa é a verdadeira: um cristão é uma porção de Cristo. Uma porção de Cristo. Todo cristão verdadeiro é uma porção de Cristo.

    Vamos demonstrar isso mais plenamente à medida que avançarmos. Do ponto de vista de Deus — e Ele lançou o fundamento para isso —, a única coisa que Lhe importa, aquilo que desperta Seu interesse em vocês e em mim como cristãos, como crentes, é aquela porção de Cristo que representamos. É somente com isso que Ele Se ocupa: a porção de Cristo que somos.

    Ele Se ocupa, antes de tudo, em nos ter como uma porção de Cristo; depois, ocupa-Se em ampliar essa porção, em fazer de nós algo mais de Cristo e em nos levar à medida mais plena de Cristo que for possível.

    O foco de Deus está sobre a porção de Cristo que passou a fazer parte de nós, que foi depositada em nós pelo novo nascimento. Pelo novo nascimento, Deus depositou algo de Cristo em nós.

    Isso pode ser muito menor do que tudo o que está ao seu redor — e nós somos aquilo que está ao redor. Para começar, somos nós. Mas essa porção tem um valor intrínseco transcendente, maior do que todo o restante. Para Deus, é aí que está o valor. Ele está disposto a fazer qualquer coisa em relação a isso.

    Assim, do ponto de vista de Deus, todo cristão verdadeiro é simplesmente uma porção de Seu Filho. Deus enviou o Espírito de Seu Filho aos nossos corações, pelo Qual clamamos: “Aba, Pai”.

    Agora, não posso reunir todas as passagens das Escrituras que comprovam isso e mostram como isso se dá, mas esse é o ponto de partida simples. O que vocês são quando se tornam cristãos? O que vocês são como cristãos? O que faz de vocês cristãos? O que é o cristão e o que é a vida cristã? O que é isso?

    Pois bem, retirem tudo o que foi acumulado ao redor disso. Os homens dizem: “É isto que faz de alguém um cristão. Isto, aquilo e aquela outra coisa constituem um cristão”. Retirem tudo o que se tornou um acréscimo ao cristianismo e cheguem diretamente a isto: um cristão é uma porção de Cristo.

    Andem por este mundo com essa mentalidade. Reconheçam: eu sou — não apenas quando estou na reunião, não apenas quando estou com outros cristãos, mas onde quer que esteja — uma porção de Cristo.

    Nessa medida, onde eu estou, Cristo está. As pessoas precisam saber disso: não que eu seja alguém que se declara cristão, uma pessoa religiosa, alguém que pertence ao cristianismo, mas que eu, de fato, tenho uma porção do próprio Cristo. É assim que estou neste mundo.

    Para mim o viver é Cristo.

    A Igreja como Expressão Coletiva de Cristo

    Vamos adiante. O que é uma igreja? O que é uma igreja? Pois bem, qual é a ideia de Paulo, a mentalidade de Paulo, a respeito das igrejas?

    Vocês realmente acham que Paulo saiu numa campanha para estabelecer igrejas, para trazer igrejas à existência, para edificar igrejas? Acham que sua visão e sua missão, em sua mente, eram ver igrejas estabelecidas por todo o mundo?

    Pensem nisso novamente. É aqui que precisamos repensar as coisas.

    Vocês usam a palavra “igreja” ou “igrejas”; com isso, querem dizer apenas grupos de cristãos. Querem dizer apenas grupos que vivem juntos, que se reúnem em determinados lugares — uma vida coletiva.

    Creio profundamente que o apóstolo Paulo repudiaria toda a ideia ou sugestão de que ele próprio havia sido escolhido por Deus para percorrer este mundo estabelecendo igrejas.

    Perguntem a ele qual era sua tarefa nessa questão — por que, depois de obter as porções individuais de Cristo, ele as reunia e as constituía em grupos locais, comunidades de comunhão, igrejas, se preferirem. Perguntem a ele por quê, e creio que ele simplesmente lhes responderia, nos termos mais simples, mas com um sentimento e uma convicção muito fortes: para que houvesse uma expressão maior de Cristo naquele lugar.

    Ao reunir tantas porções de Cristo quanto possível, a medida de Cristo deveria ser tão forte naquele lugar quanto possível. Em outras palavras, simplesmente para que Cristo pudesse estar ainda mais presente ali.

    Ele era governado por todo esse propósito de Deus: que Cristo enchesse todas as coisas. Ele via que, nessa questão, dois são melhores do que um, e três são melhores do que dois. Quanto mais porções de Cristo reunidas — perdoem-me por colocar assim; preciso usar a linguagem mais simples —, mais forte é o impacto de Cristo em qualquer lugar.

    Não, queridos amigos, a ideia de Deus não é estabelecer igrejas, ou centros de comunhão cristã, ou coisas desse tipo — instituições e assim por diante. Essa não é, de modo algum, a Sua ideia. Vamos esclarecer inteiramente nossa mente nessa questão.

    Se algum grupo de cristãos falhar nesse aspecto — em ser ali uma expressão coletiva e adequada do Senhor Jesus, em apresentar uma presença de Cristo proporcional ao seu número e à sua existência naquele lugar —, terá falhado no propósito de sua existência ali. Não há justificativa.

    Creio que foi exatamente por isso que o Senhor disse a Éfeso, como a igreja representativa na qual todas estavam incluídas:

    Removerei do seu lugar o teu castiçal.

    Havia tantas coisas louváveis. Havia coisas — obras, trabalho, sim, labor, coisas. Mas, evidentemente, em meio às coisas, perdeu-se Jesus de vista.

    A única coisa que justifica e dá sentido a qualquer grupo local do povo do Senhor é esta: que não sejam as pessoas, nem seus procedimentos, nem sua forma, mas Cristo Quem Se torna conhecido e Cristo Quem é encontrado.

    Qualquer pessoa que esteja buscando Cristo O encontrará ali; e, esteja buscando-O ou não, ela se encontrará com Ele se for até ali. É Cristo.

    Assim, Paulo diria: “Éfeso, Laodiceia, Tiatira, Sardes, Corinto — qualquer lugar —, não estou procurando estabelecer uma igreja cristã ali. Estou procurando levar Cristo para lá, ter Cristo ali”.

    A reunião dessas — agora uso novamente a palavra — porções de Cristo serve apenas para aumentar a medida de Cristo.

    Se vocês quiserem uma evidência do outro lado de que isso é assim, lembrem-se de que o grande inimigo conhece as implicações de Cristo. Ele conhece as implicações da presença de Cristo, especialmente da presença de Cristo expressa coletivamente.

    Se há uma coisa que o inimigo se empenhou em fazer, é destruir a comunhão de Cristo, dispersar os crentes, dividi-los, romper essa unidade de Cristo. Porque ele sabe que, de um lado, isso enfraquece Cristo; de outro, fortalece o seu reino.

    Bem, não há argumento contra isso. Não há resposta para isso. É um fato que está além de qualquer dúvida: essa questão, o relacionamento entre os cristãos, é a coisa mais disputada neste universo.

    O que são igrejas? Uma reunião de pessoas na qual Cristo deve viver e ser expresso. Nada além disso na mente de Deus. Cristo é o padrão de Deus.

    O Batismo como Testemunho de Cristo

    Então, o que dizer daquelas duas grandes coisas que pertencem à Igreja e às igrejas: o batismo e a Mesa do Senhor?

    Bem, perguntem em toda parte: “Que tipo de igreja vocês são, e o que fazem?”. “Bem, cremos no batismo.” Em diferentes ocasiões, dão-se diferentes formas a esse nome. “Cremos no batismo e o praticamos.” Vocês aqui creem e praticam aquilo que chamam de batismo de crianças. Vocês ali creem e praticam o batismo de adultos. Uns creem que um pouco de água é suficiente; outros creem que é necessária muita água.

    De qualquer modo, o batismo faz parte da nossa ordem e do nosso sistema porque cremos que ele faz parte da Igreja cristã e de sua ordem no Novo Testamento, e assim por diante.

    Vejam, vocês nunca, nunca poderão chegar a uma conclusão sobre toda essa questão discutindo se este método ou este momento estão certos ou errados. Nem tentem.

    A única maneira de resolver toda essa questão é recuar e perguntar: “Segundo a revelação de Jesus Cristo no Novo Testamento, o que isso realmente indica?”.

    Paulo nos dará uma luz indiscutível sobre essa questão. Ele nos dirá — há muitas declarações dele a respeito disso. Por que o batismo? Vocês querem saber? Sim, ele é correto, mas não é uma ordenança. Não é uma cerimônia. Não é um rito. Não é uma parte de um ritual.

    O batismo é simplesmente a maneira pela qual os cristãos dizem: “Toda uma realidade passou, e Cristo tomou o seu lugar”.

    É algo que testemunha o fato de que agora toda a base é Cristo. Morremos para qualquer outra base. Tudo o mais morreu e foi sepultado, e agora, nessa base de ressurreição, há somente Cristo.

    Se o batismo não significa isso, ele não tem significado no Novo Testamento. Vejam, ele está relacionado a essa única coisa. Não é algo que deva simplesmente ser perpetuado e realizado porque era algo que faziam no princípio.

    É algo que precisa se tornar uma realidade presente para cada novo crente: que ele definitivamente morreu e foi sepultado para tudo o que não é Cristo. A posição assumida é que agora ele vive, e vive somente para Cristo. É Cristo.

    Estou crucificado com Cristo;
    já não sou eu quem vive, mas Cristo.

    Isso é absoluto, não é? Ah, não é a coisa em si; é o significado.

    A Mesa do Senhor como Declaração da Vida Compartilhada

    E quanto à Mesa do Senhor? Aqui, novamente, cremos na Ceia do Senhor, na Santa Comunhão ou na Mesa do Senhor — seja qual for a expressão usada nos diferentes lugares.

    Alguns a celebram uma vez por trimestre, outros uma vez por mês e outros uma vez por semana. Essa é a nossa ordem e o nosso procedimento, e é isso que cremos ser a maneira correta. É só isso?

    Então, precisamos ter a Mesa do Senhor, precisamos ter a Ceia do Senhor porque, bem, eles faziam isso nos tempos do Novo Testamento, e é muito claro que é da vontade do Senhor que ela seja celebrada. É aí que tudo desmorona. Não se trata de uma coisa.

    O que é a Mesa do Senhor? O que são o pão e o cálice?

    É a declaração contínua da Igreja e dos crentes de que Cristo é a sua vida. Eles não têm outra vida além de Cristo. Tudo é Cristo. Isso não é simplesmente ir a um culto de comunhão.

    Vocês veem o vazio e a falta de conteúdo — em tanta coisa bem-intencionada. Ah, o poder e a presença de Cristo, isso é o que importa: não a ordenança, não a manutenção da ordem, mas o Cristo vivo.

    Cristo é a nossa vida. Não apenas individual e pessoalmente — Ele é minha vida e minha única vida, o pão e o vinho —, mas Ele é a vida da Igreja. Ele é a vida coletiva.

    Usei anteriormente aquela expressão, “porções de Cristo” — uma expressão pouco adequada. Pedaços de Cristo, fragmentos de Cristo. Pois, quando vocês tomam o pão e o partem, e todos vocês — vinte, trinta, cinquenta, cem, duzentos — recebem um pedaço do pão, será que esse pedaço existe por si só? Não, ele é o pão em representação.

    Visto que nós, que somos muitos, somos um só pão — um só corpo, um só Pai.

    A Mesa do Senhor é uma declaração daquela vida que nos encontra, nos une e nos mantém juntos. Portanto, as divisões na Igreja anulam o próprio significado da Mesa do Senhor.

    Os muitos incrédulos excluem o próprio significado do pão e do cálice, ou são uma negação dele. Vocês não podem realmente vir à Mesa do Senhor em contradição com isso, porque ela é Cristo, e Cristo não está dividido.

    Está Cristo dividido?

    A Mesa do Senhor é, portanto, a representação de Cristo como a vida permanente da Igreja. Até que Ele venha, até que Ele venha — esse testemunho de Cristo, somente Cristo.

    Ah, quando vierem à Mesa do Senhor, lembrem-se disso. O que vocês estão fazendo? Não estão apenas passando por algo que faz parte da forma e da ordem da igreja, do procedimento cristão. Ah, não.

    Estou aqui declarando uma coisa de duas maneiras. Primeiro, que Cristo é minha própria subsistência. Não tenho vida. Não tenho constituição. Não tenho sustento. Não tenho continuidade à parte de Cristo. Ele é a minha existência.

    Declaro isso por mim mesmo. Mas aqui há algo que nos sonda profundamente: declaro que minha comunhão com outros crentes em Cristo também é minha vida; que Cristo é minha vida coletivamente, pela comunhão, pela unidade, pela unidade do Espírito.

    Se eu romper isso, se eu romper isso ou permitir que seja rompido, se eu deixar de procurar reparar qualquer ruptura entre mim e outro filho de Deus, estarei simplesmente dizendo que a Mesa do Senhor é uma mera forma. Ela não tem significado real, e eu estou sufocando minha própria vida espiritual.

    Estou prejudicando minha própria vida espiritual, porque minha vida não é apenas uma vida individual; é uma vida coletiva, uma vida em conjunto.

    Dependemos uns dos outros para a nossa vida, irmãos. Satanás nos roubará a vida interferindo em nossos relacionamentos. Não se enganem quanto a isso. Isso pode ser comprovado com muita facilidade.

    O Ministério como Ampliação da Medida de Cristo

    Vamos adiante. O que é ministério? O que é ministério?

    Isso não se aplica apenas aos que ministram. Todos os que ministram podem ouvir com toda a atenção, mas também aqueles que recebem o ministério. O que é ministério?

    É fazer com que as pessoas conheçam o conteúdo da Bíblia, de Gênesis a Apocalipse? Bem, isso é importante — muito bom. Em certo sentido, pode ser necessário como fundamento.

    É preparar mensagens, fazer a pesquisa e o estudo, e depois apresentar tudo a um grupo de cristãos? Ah, eu poderia continuar assim. Não é agradável. Mas será que isso é ministério?

    Qualquer ministério, todo ministério que não possibilite e não proporcione um aumento imediato da medida do Senhor Jesus, não é o ministério do Espírito Santo, não é o ministério de Cristo.

    Todo ministério deve ter como objetivo imediato o aumento e a edificação de Cristo em Seu povo. Esse é o teste: não se ele é interessante, informativo ou qualquer outra coisa.

    Mas aqui Cristo está sendo ministrado. Estou sendo colocado em contato direto com Cristo. Cristo está sendo colocado em contato comigo. Não é uma porção de palavras. Não. Hoje, de alguma maneira, estou tendo de me confrontar com o Senhor Jesus.

    O resultado dessa palavra é Cristo — o Cristo vivo. Isso é ministério. Vocês podem levar tudo o que estou dizendo de volta a Paulo. Levem tudo de volta, e levem apenas à segunda carta aos coríntios. Vocês descobrirão que é exatamente isso.

    A Evangelização como Ampliação da Medida de Cristo

    Então, por enquanto, por causa do tempo, esta última pergunta: o que é evangelização? O que é evangelização? A evangelização é a tarefa da Igreja. O que é evangelização?

    Procurem não me entender mal quando digo que o objetivo que Deus tem em vista não é simplesmente fazer com que as pessoas sejam salvas. Ele quer que sejam salvas; enviou Seu Filho para que fossem salvas.

    Nunca será excessiva a nossa preocupação com a salvação delas. Mas esse não é o objetivo final sobre o qual repousa o olhar de Deus. Para Deus, a evangelização, a salvação das almas dos homens, é uma questão relacionada a algo maior.

    É povoar o reino dos céus com Cristo — pessoas de Cristo, um número cada vez maior de pessoas nas quais Ele possa habitar, para que sejam uma expressão resplandecente de Si mesmo.

    Quando aprouve a Deus revelar Seu Filho em mim,
    para que eu O proclamasse entre as nações.

    A evangelização não consiste em conseguir que determinado número de pessoas se converta. A evangelização consiste em, por meio da salvação delas, aumentar a medida de Cristo neste universo. Creio que essa é uma motivação suficiente e muito maior do que poder contar pessoas e dizer: “Tivemos tantas conversões”.

    Ah, não. Digamos, antes: “Cristo está ganhando cada vez mais terreno dessa maneira”. Uma mentalidade diferente.

    Não tenho tanta certeza de que o Senhor não esteja sendo muito limitado e restringido por causa dessa ideia errada. Colocando de outra maneira: creio que, se realmente toda a preocupação na evangelização não fosse poder contar pessoas e dizer: “Tantos convertidos, e tantos assinaram as fichas”, e assim por diante, mas dizer: “Cristo está ganhando terreno”, se esse fosse mais o objetivo e a motivação, creio que Deus atuaria mais nisso.

    Porque eu realmente creio, queridos amigos — e perdoem-me por colocar isso como minha crença; não importa absolutamente o que eu creio —, mas, à luz da Palavra de Deus, onde Cristo é o único, o exclusivo e o pleno objetivo em vista, o interesse de Deus é maior. Deus Se compromete.

    Assim deve ser em tudo isso. Cada santo, individualmente, deve estar aqui como a presença de Cristo aqui; então o Pai estará com vocês. Todos os grupos locais devem estar aqui nesta vizinhança como Cristo, como Cristo. Deus Se comprometerá com isso.

    Assim também em tudo o mais — em tudo o mais que mencionamos —, Cristo, somente Cristo: Cristo, o princípio; Cristo, o fim; Cristo, tudo e em todos.