Por favor, abram no Salmo 95. Salmo 95, apenas dois versículos: o versículo 6 e parte do versículo 7.
Vinde, adoremos e prostremo-nos;
Ajoelhemos diante do Senhor, nosso Criador:
Porque Ele é o nosso Deus,
E nós somos o povo do Seu pasto e as ovelhas da Sua mão.
Atos 2:42:
E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
Apocalipse 7:9-12:
Depois destas coisas, vi, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestida de roupas brancas, com palmas nas mãos;
E clamavam com grande voz, dizendo: A salvação pertence ao nosso Deus, Que está assentado no trono, e ao Cordeiro.
E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono, dos anciãos e dos quatro seres viventes; e prostraram-se diante do trono sobre os seus rostos e adoraram a Deus,
Dizendo: Amém; bênção, glória, sabedoria, ações de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém.
Temos considerado juntos, diante do Senhor, esta questão da adoração. Em primeiro lugar, vemos que o Senhor disse:
A hora vem, e agora é, em que aquele que adora a Deus O adora em espírito e em verdade.
Na antiga dispensação, os samaritanos adoravam no monte Gerizim, e os judeus adoravam em Jerusalém. Mas o Senhor diz: “O tempo chegou. Houve uma mudança. Chegou uma nova dispensação”. Nesta nova dispensação da graça, sob a nova aliança, já não se trata de lugar, de tempo ou de divisão. Trata-se de adorar o Pai e de adorá-Lo em espírito e em verdade.
A adoração já não está restrita a determinado lugar ou a determinado horário. A adoração já não é algo que pertence aos judeus ou aos samaritanos. Agora, a adoração é a porção de todos os remidos do Senhor. Nós O adoramos não apenas como nosso Deus, como nosso Criador; nós O adoramos como nosso Pai.
Portanto, a adoração é um relacionamento — um relacionamento entre Pai e filhos. É sobre essa base que nos tornamos verdadeiros adoradores.
A adoração é uma vida. Toda a nossa vida diante de Deus é adoração. A adoração é o nosso trabalho. Nosso trabalho não é apenas trabalho; nosso trabalho deve ser adoração a Deus. A adoração é essa resposta espontânea de todo o nosso ser a Deus, nosso Pai.
A adoração já não é limitada. Ela abrange até as nossas atividades de lazer. Portanto, queridos irmãos e irmãs, lembremo-nos de que adoração é vida. Toda a nossa vida deve ser adoração a Deus, como um aroma agradável a Ele.
Agora, nesta manhã, gostaríamos de continuar tratando da adoração. Gostaríamos de ver a diferença entre adoração pessoal e adoração coletiva.
A adoração é pessoal — muito pessoal. Por quê? Porque se baseia em um relacionamento íntimo. Se não temos esse relacionamento com Deus, nosso Pai, não podemos adorar, e ninguém pode adorar por nós. É o nosso exercício espiritual; portanto, deve ser muito pessoal.
À medida que Deus nos é revelado em Seu Filho, pelo Espírito Santo, começamos a adorar. Assim, a adoração se baseia em nosso relacionamento e em nossa experiência pessoal com Deus. É uma resposta pessoal de todo o nosso ser a Deus. É muito pessoal.
Na Bíblia, vocês veem que Abraão adorou, Jacó adorou, Moisés adorou, Gideão adorou, Ana adorou, Samuel adorou. Vocês percebem que isso é muito pessoal. Cada um de nós precisa ter um relacionamento pessoal com Deus de tal maneira que desse relacionamento brote adoração.
Somos adoradores, e um adorador deve adorar. Portanto, toda a nossa vida deve ser adoração a Deus, e essa adoração deve ser muito pessoal.
Para nos ajudar em nossa adoração pessoal, creio que é bom começarmos o dia com adoração.
Vocês sabem, nos tempos do Antigo Testamento, no templo, logo pela manhã, ofereciam um holocausto a Deus. Esse holocausto era consumido lentamente pelo fogo ao longo do dia. Não era consumido em uma hora; era consumido lentamente durante o dia.
Ao fim do dia, perto do anoitecer, aquele holocausto já havia sido consumido. Então, precisavam oferecer outro holocausto, para que continuasse a queimar durante a noite. Nunca faltava um holocausto sobre o altar. Ele estava sempre ali. Era uma oferta contínua a Deus.
Sabemos que o holocausto é um sinal, uma expressão de adoração. Nosso Senhor Jesus ofereceu a Si mesmo como holocausto ao Pai, para agradar e satisfazer o coração do Pai. Em união com nosso Senhor Jesus, oferecemos a nós mesmos, em Cristo, como holocausto a Deus. Essa é a nossa adoração a Ele.
Isso deve continuar dia e noite, noite e dia. É um espírito — um espírito de adoração. Mais uma vez, vou enfatizar que a adoração não é algo que fazemos apenas em determinado horário ou em determinado lugar. A adoração é um espírito. Portanto, precisamos ter esse espírito de adoração durante todo o dia e toda a noite. Ele deve estar sempre conosco.
Por isso, creio que é bom, quando começamos o dia, começá-lo com adoração.
Por que enfatizamos que todo crente deve ter um tempo de comunhão pela manhã? Logo cedo, antes de fazer qualquer coisa, você deve passar um pouco de tempo com o Senhor. Por que consideramos isso tão essencial ao longo de toda a vida cristã? Porque queremos começar o nosso dia com o Senhor. E como começamos o nosso dia com o Senhor? O melhor é começar o dia adorando-O.
Não sei, irmãos e irmãs, como vocês começam o dia com o Senhor. Não sei como fazem seu devocional pela manhã. Vocês simplesmente vão ao Senhor e, assim que chegam a Ele, começam a pedir? Pedem a Deus isto; pedem a Deus aquilo para o dia.
Como vocês começam o dia com o Senhor? Simplesmente entram às pressas na presença do Senhor e apresentam a Ele suas petições? Ou vão ao Senhor e, em quietude, aprendem a derramar diante Dele o seu espírito em amor, louvor e adoração?
Creio realmente que será uma grande ajuda se, logo pela manhã, antes mesmo de orarmos — isto é, antes de pedirmos qualquer coisa —, ficarmos bem quietos diante Dele e simplesmente abrirmos nosso coração a Ele. Contemplemos Sua beleza. Fixemos Nele o olhar em nosso espírito e simplesmente derramemos diante Dele nosso louvor, nosso amor, nossa adoração e nossa gratidão.
Um minuto, dois minutos — mas creio realmente que isso nos ajudará a cultivar esse espírito de adoração, para que, ao longo do dia, permaneçamos em um espírito de adoração.
É claro que sempre é bom, ao longo do dia, quando você tem um tempinho, ou às vezes enquanto está trabalhando ou fazendo alguma coisa, parar por alguns segundos. Levante os olhos, eleve o coração ao Senhor e simplesmente diga: “Senhor, eu Te adoro. Eu Te reverencio. Eu Te amo”.
Irmãos e irmãs, em certo sentido, chamamos isso de prática da presença do Senhor. Creio que todos vocês se lembram daquele pequeno livro do irmão Lourenço, chamado A prática da presença de Deus, que é um clássico.
Como devemos cultivar o santo hábito de estar sempre na presença do Senhor, mesmo em meio aos ruídos da cozinha? O irmão Lourenço era cozinheiro em um mosteiro e, enquanto estava ocupado na cozinha, em meio a todos aqueles ruídos, ali, em seu íntimo, elevava o seu espírito e tinha comunhão com Deus.
Queridos irmãos e irmãs, creio realmente que é uma boa prática, ao longo do dia, de vez em quando, por apenas alguns segundos, elevar o coração e adorá-Lo. Permaneçam no espírito de adoração.
Se fizermos isso, o que acontecerá? Sempre que o Senhor nos abençoar com alguma coisa, imediatamente voltaremos a Ele e Lhe daremos graças. Não nos esqueceremos de voltar e agradecer a Ele pelo que fez por nós.
Ou, às vezes, quando você tem problemas, quando enfrenta oposição, quando é perseguido, ou quando percebe que o Senhor lhe tirou alguma coisa, em vez de murmurar, você se voltará a Ele e dirá: “Bendito seja o nome do Senhor. É Ele Quem dá, e é Ele Quem tira”.
Irmãos e irmãs, precisamos ter um espírito de adoração dentro de nós. Se não tivermos esse espírito de adoração, quando chegar uma ocasião assim, sem dúvida murmuraremos. Não estaremos preparados para adorar a Deus, porque não O vemos. Se você não O vê, não pode adorá-Lo.
Portanto, creio realmente que isso é bom. Sabendo que a adoração é um espírito, precisamos cultivá-lo pessoalmente, individualmente — cada um de nós precisa cultivar o espírito de adoração.
Não creio que precisemos nos deter muito na adoração pessoal, porque isso é algo que cada um de nós deve praticar. Somos chamados a ser adoradores.
Mas vocês encontram nas Escrituras outro tipo de adoração, chamado adoração coletiva. Por quê? Não estamos sozinhos. Somos membros de um só corpo. Pertencemos a uma só família. Somos uma nação santa. Portanto, nossa adoração não pode se limitar ao âmbito pessoal; ela precisa alcançar o âmbito coletivo.
Quanto à natureza da adoração, não há diferença entre a adoração pessoal e a adoração coletiva. Em outras palavras, adoração é adoração. Não há diferença de natureza. Mas, quando chegamos à prática, vemos que a adoração coletiva é um pouco diferente da adoração pessoal.
Antes de entrarmos nisso, lembrem-se de que, nos tempos do Antigo Testamento, os filhos de Israel eram uma nação diante de Deus. Por esse motivo, em Êxodo, vocês veem que Deus lhes disse que, três vezes por ano, todos os homens entre os filhos de Israel deveriam ir a Jerusalém. Ali deveriam oferecer sacrifícios e adorar a Deus.
Imaginem só: três vezes por ano, judeus viajando de todas as partes do mundo, de diferentes cidades. Levavam suas famílias e, vindos de todas as direções, seguiam para Jerusalém. À medida que viajavam para Jerusalém, a multidão aumentava, porque eles se encontravam pelo caminho.
É-nos dito que, durante a viagem, costumavam caminhar juntos e cantar salmos juntos, até chegarem a Jerusalém. Quando chegavam a Jerusalém, não apenas cada família oferecia sacrifícios e comia reunida, mas toda a nação se reunia no templo.
Ofereciam-se sacrifícios por toda a nação. Eles se reuniam e oravam juntos. Habitavam em tendas, celebravam a festa, ouviam a Palavra de Deus e recebiam juntos a explicação dela. Por quê? Porque eram um povo, uma nação. Portanto, adoravam a Deus juntos, como nação.
Quando Davi levou a arca para a cidade de Davi, é-nos dito que ele reuniu o povo, porque aquilo era uma questão coletiva. Não se tratava apenas de Davi; toda a nação deveria estar em um relacionamento correto com a arca de Deus — isto é, com Deus. Eles adoravam como um só povo.
Quando Salomão dedicou o templo, fez a mesma coisa. Reuniu todo o povo, e ali adoraram a Deus como um só povo.
Se vocês lerem os livros de Reis e Crônicas, verão que, sempre que havia um avivamento, um retorno da nação a Deus, o rei reunia todo o povo para adorar.
Por exemplo, em 2 Crônicas 20, vocês encontram Josafá. Os filhos de Israel enfrentavam uma crise. Os exércitos de Moabe e Amom vieram lutar contra eles, e Josafá sabia que não poderia enfrentar um exército tão grande. Por isso, reuniu o povo. Jejuaram juntos e esperaram no Senhor.
Quando lhes veio a Palavra do Senhor, dizendo que a batalha pertencia ao Senhor, que não precisavam lutar, mas deveriam ficar firmes e ver o Senhor lutar por eles, o que fizeram? Não apenas o rei se prostrou com o rosto em terra, mas todo o povo se prostrou, adorou e cantou louvores a Deus. Adoraram como um só povo.
Em 2 Crônicas 29, no caso de Ezequias, houve um grande avivamento entre os filhos de Israel. O templo de Deus foi purificado. Então, ele reuniu todo o povo, e ali adoraram a Deus. Havia cantores cantando segundo a ordem de Davi. Adoraram a Deus como um só povo.
Quando o remanescente voltou do cativeiro babilônico, se vocês lerem Esdras, verão que, ao lançarem os alicerces da casa, todo o povo estava ali. Alguns choravam, e outros gritavam de alegria. Os sacerdotes tocavam as trombetas e batiam os címbalos. Irmãos e irmãs, eles adoraram como um só homem.
Se vocês lerem Neemias, encontrarão a mesma coisa. Neemias reuniu o povo e, quando o sacerdote Esdras se levantou e leu o livro, todo o povo ficou em pé. Eles se prostraram e adoraram a Deus.
Se isso era verdade quanto aos filhos de Israel, quanto mais deve ser verdade quanto a nós hoje? Por quê? Porque eles eram apenas uma nação, mas nós somos uma família, um corpo. Nosso relacionamento é mais próximo do que o relacionamento entre os filhos de Israel.
Portanto, irmãos e irmãs, na Bíblia vemos que existe, de fato, a adoração coletiva. Na verdade, nossa adoração pessoal é o fundamento de nossa adoração coletiva.
Se, durante o dia e durante a semana, em nossa vida pessoal, não adoramos — se não somos adoradores —, então, quando nos reunimos, não temos como adorar. A adoração coletiva se baseia em nossa adoração pessoal. Se nossa adoração pessoal for forte, nossa adoração coletiva será forte. Se nossa adoração pessoal for deficiente, nossa adoração coletiva será muito pobre.
No Novo Testamento, vocês veem que nosso Senhor Jesus e Seus discípulos eram uma só família. Por isso, quando celebraram juntos a última Páscoa, os discípulos não voltaram cada um para sua casa para celebrar a Páscoa. Em vez disso, celebraram a festa da Páscoa com nosso Senhor Jesus. Por quê? Porque eram uma só família.
Durante a festa da Páscoa, cada família se reunia para comer o cordeiro pascal. Aqui vemos que nosso Senhor Jesus reuniu os Seus como uma só família, e eles celebraram a festa da Páscoa.
Durante a festa da Páscoa, nosso Senhor Jesus partiu o pão, passou o cálice e disse:
Fazei isto em memória de Mim.
Naquele momento, Ele conversou com eles e lhes disse muitas coisas que estavam em Seu coração. Por fim, dirigiu-Se ao Pai e orou por eles. Ao final, cantaram um hino e foram para o jardim do Getsêmani, onde nosso Senhor Jesus entrou na presença do Pai em oração. Toda a atmosfera era uma atmosfera de adoração.
No dia de Pentecostes, quando Pedro se levantou, os onze se levantaram com ele. Por quê? Porque, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo havia feito algo. Quando o Espírito Santo desceu e todos foram batizados em um só Espírito, os cento e vinte indivíduos se tornaram um corpo de cento e vinte membros. Eram mais do que crentes individuais; agora eram um corpo.
Naquele mesmo dia, três mil vieram ao Senhor. Apesar do grande número de pessoas que lhes foi acrescentado, vocês veem, em Atos 2:42, que todos perseveravam; todos continuavam. Três mil cento e vinte — todos perseveravam na doutrina e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e na oração.
Por que o partir do pão e a oração recebem uma menção especial aqui? Eles perseveravam na doutrina e na comunhão dos apóstolos. O que é a doutrina dos apóstolos? Nada mais é do que a doutrina de Cristo. O que é a comunhão dos apóstolos? É a comunhão de Cristo.
A doutrina diz respeito à verdade; a comunhão diz respeito à experiência. Temos a verdade objetiva e a experiência subjetiva — em outras palavras, toda a vida cristã. Mas o texto diz:
No partir do pão e na oração.
Por quê?
O partir do pão e a oração são mais do que apenas lembrança e petição. É verdade que o partir do pão é uma lembrança, porque o Senhor Jesus disse:
Fazei isto em memória de Mim.
Mas o partir do pão é mais do que uma lembrança. O partir do pão é adoração coletiva.
Orar juntos é mais do que apenas pedir e interceder. A oração é adoração. Vocês se lembram de como nosso Senhor Jesus ensinou os discípulos a orar. Muitas vezes chamamos isso de oração do Senhor, mas, na verdade, é a oração da igreja.
Quando Ele nos ensinou a orar, o que disse? Ele disse: “Pai nosso”. Isso é coletivo.
Pai nosso, Que estás nos céus,
Santificado seja o Teu nome.
Venha o Teu reino.
Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.
O que é isso? É adoração. A oração da igreja começa com adoração.
Santificado seja o Teu nome.
Venha o Teu reino.
Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.
Isso é adoração. E, nesse espírito de adoração, a oração prossegue:
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores.
E não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do maligno.
Porque Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.
O que é isso? Isso é adoração. A oração da igreja que o Senhor nos ensinou começa com adoração e termina com adoração.
Portanto, irmãos e irmãs, desde a igreja primitiva até o presente, a igreja é uma igreja adoradora.
Pedro diz, em 1 Pedro 2:5, que, ao nos achegarmos ao Senhor, somos como pedras vivas, sendo edificados juntos como casa espiritual, sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo.
Nos tempos do Antigo Testamento, os filhos de Israel iam ao templo em Jerusalém para oferecer holocaustos, ofertas pacíficas e assim por diante. Mas, hoje, onde está o templo? Nós somos o templo. Como pedras vivas, somos edificados juntos como casa espiritual. Somos o templo de Deus.
Para que serve um templo? O templo é um lugar de adoração. Portanto, quando o povo de Deus se reúne, somos o templo de Deus, e estamos juntos por um único motivo: adorar a Deus.
Como adoramos? Adoramos como um sacerdócio santo — não apenas como sacerdotes individuais, cada um fazendo o que quer, mas adoramos a Deus como um sacerdócio. Em outras palavras, adoramos a Deus como uma unidade, sob a direção do Sumo Sacerdote, é claro. Cada um tem a sua parte, mas é um sacerdócio santo.
Oferecemos sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo — não com ovelhas, não com bois, mas com sacrifícios espirituais. O que são esses sacrifícios espirituais? São o Cristo Que nos foi revelado e concedido a cada um de nós durante a semana.
Oferecemos de volta a Deus o Cristo Que Ele nos deu. Esse é o nosso sacrifício espiritual. Ele pode se expressar em louvores, em orações, em cânticos ou em palavras, mas é Cristo sendo oferecido de volta a Deus. Como isso satisfaz o coração de Deus!
Irmãos e irmãs, não apenas adoramos individualmente, mas também adoramos juntos. Há ocasiões em que a igreja deve se reunir e adorá-Lo em conjunto, como uma família, como um corpo. Isso é adoração coletiva.
Não há diferença de natureza entre a adoração pessoal e a adoração coletiva. A diferença está apenas na prática. A adoração coletiva exige mais entendimento espiritual, mais domínio próprio e mais disciplina do que a adoração pessoal.
Por quê? Porque, na adoração coletiva, acrescenta-se outra dimensão. Em nossa adoração pessoal, a relação é vertical: você e Deus, você e Cristo. É um relacionamento vertical. Você entra em seu quarto e ali derrama o coração em amor a Deus, assim como Deus Se deu a você sem medida.
Quanto mais revelação Dele você receber, mais rica e profunda será sua adoração a Ele. Isso é adoração pessoal.
Mas, quando chegamos à adoração coletiva, vemos que há um relacionamento horizontal. Não existe apenas o relacionamento entre você e o Senhor; seus irmãos e irmãs também estão ali com você. Por causa dessa dimensão adicional, é necessário mais entendimento e mais disciplina.
Vocês se lembram do que Paulo diz em 2 Coríntios 5:13. Ele diz:
Porque, se estamos fora de nós, é para Deus;
Se estamos em nosso juízo, é para vós.
Em outras palavras, quando está a sós com Deus, ele pode ficar fora de si. Vocês sabem o que isso significa. Parece que ele pode fazer o que quiser — da maneira correta, é claro. Na presença de Deus, Paulo diz: “Posso ficar fora de mim”. Por quê? Porque Deus compreende.
Você pode rolar no chão diante Dele. Pode chorar diante Dele. Pode se arrastar diante Dele. Pode clamar diante Dele. Pode fazer qualquer coisa, porque está diante Dele. Ah, como Ele compreende!
Queridos irmãos e irmãs, quando vocês entram na presença de Deus, não precisam fingir. Não precisam se esforçar tanto. Simplesmente sejam vocês mesmos. Paulo disse: “Diante de Deus, posso ficar fora de mim”.
Mas ele disse: “Para com vocês, estou em meu juízo”. Em outras palavras, ele exercia domínio próprio quando estava com os irmãos e irmãs. Por quê? Porque os irmãos e irmãs nem sempre compreendem. Pelo contrário, podem facilmente interpretar mal, ou até se sentir ofendidos. Por causa deles, você precisa se conter.
Lembro-me de um caso interessante no Antigo Testamento. Quando Davi levou a arca para a cidade de Davi, vocês sabem o que ele fez? Dançou diante da arca. Ah, ele estava fora de si.
Quando sentiu toda a misericórdia e a graça de Deus que haviam vindo sobre ele, que o haviam tirado do aprisco e feito rei sobre o povo de Deus — quando pensou no que Deus havia feito por ele, seu amor pelo Senhor era tão grande que, ao ver a arca, esqueceu-se de si mesmo. Simplesmente dançou diante do Senhor.
Ele não dançou de maneira muito comedida. Creio que dançou de maneira muito impetuosa. Por quê? Porque se descobriu. Sua esposa Mical, olhando pela janela e vendo o rei fazer aquilo, desprezou-o em seu coração.
Quando Davi veio abençoar a família, ela disse:
Quão glorioso foi hoje o rei de Israel, que se descobriu diante das servas de seus servos!
“Que vergonha!”
Mas Davi disse:
Perante o Senhor me alegrei;
E ainda mais me humilharei e serei desprezível aos meus próprios olhos.
O espírito de Davi estava correto. Seu coração estava correto. Ele se alegrou diante do Senhor. Diante do Senhor, reconheceu-se humilde — não como rei, mas muito humilde. Queria humilhar-se ainda mais diante do Senhor.
O espírito de Davi estava correto, e Deus o abençoou. O espírito de Mical estava errado, e Deus fechou seu ventre. Isso é verdade. Mas, queridos irmãos e irmãs, quero usar esse episódio de outra maneira.
Davi se alegrou diante de Deus, e não havia nada de errado nisso. Mas, na presença das pessoas, Mical tropeçou. Irmãos e irmãs, alegrem-se diante do Senhor, mas não façam seus irmãos e irmãs tropeçarem.
De qualquer modo, vocês veem que há uma diferença entre a adoração pessoal e a adoração coletiva. A adoração coletiva exige mais entendimento e mais disciplina.
Em 1 Coríntios 14, o apóstolo Paulo procura instruir a igreja em Corinto sobre como deveriam se reunir. O tipo de reunião descrito em 1 Coríntios 14 é o que chamaríamos de reunião de comunhão, porque é uma ocasião em que diferentes dons espirituais são exercidos.
É uma espécie de reunião de comunhão. Quando todos os irmãos e irmãs estão reunidos, quando toda a igreja está reunida, cada um oferece o dom que o Senhor lhe conceder para a edificação do corpo de Cristo.
Aqui, o apóstolo Paulo lhes dá certas orientações. Creio que esses princípios são aplicáveis às ocasiões em que nos reunimos para adorar, porque os princípios espirituais se aplicam a todos os tipos de reuniões públicas. Embora essa passagem se dirija especialmente a uma reunião de comunhão, creio que nos ajudará a saber como adorar juntos.
Há três coisas que gostaríamos de mencionar. A primeira está em 1 Coríntios 14:20:
Irmãos, não sejais crianças no entendimento:
Na malícia, contudo, sede criancinhas, mas no entendimento sede adultos.
Aqui, irmãos e irmãs, a Bíblia ensina que devemos ser como criancinhas. O Senhor disse que, se não nos convertermos e nos tornarmos como criancinhas, não podemos entrar no reino dos céus. Quem é o maior no reino dos céus? Aqueles que são como criancinhas.
Por quê? Porque a vontade de Deus está oculta aos sábios e prudentes, mas é revelada aos pequeninos. Devemos ser como crianças. Quando se trata da fé, precisamos ser como crianças. Quanto mais simples como uma criança você for na fé, melhor. Muitas vezes, não temos fé porque somos sábios demais e prudentes demais.
Na fé, sejam como crianças; mas, no entendimento, sejam adultos. Vocês veem a diferença? Na fé, sejam como crianças; mas, no entendimento, sejam adultos.
O que é a mentalidade de um adulto? A mentalidade de um adulto não deve pensar apenas em si mesmo, mas pensar nas outras pessoas. Essa é a mentalidade de um adulto.
A mentalidade de uma criança pensa apenas em si mesma. Creio que alguns pais já começaram a experimentar isso. Os bebês pensam apenas em si mesmos. Se estão com fome, choram, seja meia-noite ou não. Não se importam com o que você pensa; só sabem o que querem. A mentalidade de uma criança é centrada em si mesma.
Mas a mentalidade de um adulto deve sempre levar em conta as outras pessoas. Se alguém é sempre centrado em si mesmo e pensa apenas em si, pode ter sessenta anos, pode ter sessenta e cinco, como eu, mas nunca cresceu. A mentalidade de um adulto pensa no bem-estar das outras pessoas.
Agora, isso é importante na adoração coletiva. Não devemos estar tão preocupados com nossos irmãos e irmãs a ponto de ficar sempre nos perguntando se eles aprovam ou desaprovam. Se você estiver tão preocupado com isso, não conseguirá adorar.
Não, não se preocupe com seus irmãos e irmãs dessa maneira. Esqueça-se de si mesmo e concentre-se Nele. Isso está certo. Precisamos nos esquecer de nós mesmos.
O que significa nos esquecermos de nós mesmos? Significa não ficarmos tão preocupados em saber se nossos irmãos e irmãs vão aprovar ou desaprovar. Concentre-se Nele. Concentre-se no Senhor. Isso está certo.
Mas, ao mesmo tempo, devemos ter consideração por nossos irmãos e irmãs. Há uma grande diferença. Preocupar-se com a aprovação ou desaprovação deles é paralisante; mas ter consideração por seus irmãos e irmãs é a mentalidade de um adulto.
O que estou fazendo vai edificar o corpo ou será apenas para mim mesmo? Não viemos apenas para desfrutar de algo para nós mesmos. Viemos para desfrutar do Senhor e da comunhão uns com os outros.
Paulo dedicou vinte e cinco versículos de 1 Coríntios 14 a esse ponto. Do versículo 1 ao versículo 25, tudo se concentra nesta questão: no entendimento, sejam adultos. Por quê? Porque vocês percebem que, na igreja em Corinto, a mentalidade deles ainda era infantil.
Quando se reuniam, estavam tão ansiosos para desfrutar de algo para si mesmos que se esqueciam de edificar o corpo. Paulo usou dois dons para ilustrar isso: um é o dom de línguas, e o outro é o dom de profecia.
Ele diz que, na reunião, quando o povo de Deus está reunido, a profecia é muito superior às línguas. Por quê? Porque as línguas edificam você mesmo, mas a profecia edifica os outros. Essa é a mentalidade de um adulto.
Quando as línguas são interpretadas, você mesmo está sendo edificado. Graças a Deus por isso. Mas, na reunião, você não edifica as outras pessoas. Portanto, a profecia é superior às línguas na reunião.
Em segundo lugar, Paulo diz que, se você falar em línguas e não houver interpretação, ninguém poderá dizer “Amém” com você, porque não compreende. As pessoas não sabem o que você está dizendo.
Portanto, na reunião coletiva, como é importante que os outros irmãos e irmãs possam se unir a você. Se você está louvando o Senhor, permita que os outros irmãos e irmãs possam se unir a você para louvar o Senhor.
Se você está louvando o Senhor sozinho e os irmãos e irmãs não compreendem, eles não podem dizer “Amém”. Não podem participar. Isso se torna adoração pessoal; já não é adoração coletiva. É por isso que a profecia é melhor do que as línguas em uma reunião.
Certamente, se todos estiverem falando em línguas e entrar um incrédulo, por não compreender, ele dirá que vocês estão loucos. Mas, se todos profetizarem, então, quando um incrédulo entrar, será convencido. Ele se prostrará e dirá:
Deus está verdadeiramente no meio de vós.
Vocês veem a diferença?
Portanto, irmãos e irmãs, em primeiro lugar, na adoração coletiva, precisamos desenvolver a mentalidade de um adulto. Não nos reunimos apenas para desfrutar de algo para nós mesmos. Nós nos reunimos para que o Senhor Se deleite em nós e para que nossos irmãos e irmãs desfrutem juntos. No entendimento, sejam adultos.
A segunda coisa está em 1 Coríntios 14:26:
Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, cada um tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação.
Faça-se tudo para edificação.
Quando o povo de Deus se reúne como um corpo para adorar, lembrem-se de que vocês não vêm de mãos vazias.
Lembrem-se dos filhos de Israel. Sempre que se apresentavam diante de Deus, quando vinham adorar a Deus no templo em Jerusalém, todos traziam seus cestos. Todos traziam seus animais. Ninguém vinha adorar a Deus de mãos vazias.
Eles não precisavam vir de mãos vazias. Por quê? Porque estavam na terra prometida, uma terra que manava leite e mel. Estavam em uma terra abençoada por Deus. Deus abria os céus e lhes dava chuva e orvalho; por isso, havia abundância na terra.
A menos que, em primeiro lugar, fossem infiéis a Deus; ou, em segundo lugar, fossem preguiçosos. Se fossem infiéis, Deus fechava os céus. Se fossem preguiçosos e não trabalhassem no campo, naturalmente seriam pobres.
Mas, sendo o povo de Deus sob os céus abertos por Ele, se cumprissem seu dever, cada um poderia vir com os cestos cheios para adorar a Deus. Ninguém vinha de mãos vazias.
Queridos irmãos e irmãs, aplicando isso a nós hoje, quando nos reunimos, a Bíblia diz: “Cada um tem”. Cada um tem. Em outras palavras, antes de vir, você tem algo para trazer. Você não vem de mãos vazias.
Não é terrível se nos reunimos, digamos, no Dia do Senhor, para adorar o Senhor, e ninguém se prepara? Ninguém traz nada preparado de antemão. Não vamos ao Senhor pedir que nos abençoe com algo que possamos oferecer de volta a Ele como nossa adoração.
Suponham que ninguém se prepare, ninguém trabalhe, ninguém tenha nada, e simplesmente nos reunamos e fiquemos sentados ali, esperando que Deus tenha misericórdia de nós.
O momento de adoração não é o momento de pedir a Deus que nos dê algo. É o momento de darmos a Ele. Se não trouxermos nada, o que teremos para Lhe dar? Não teremos nada para dar.
Irmãos e irmãs, isso é importante. Durante a semana, esse é o tempo em que vivemos sob um céu aberto. É o tempo em que temos comunhão com Deus. É o tempo em que somos fiéis a Ele. É o tempo em que cultivamos diligentemente nossa terra. Nós O buscamos com diligência.
Se vivermos assim durante a semana, quando nos reunirmos, todos estaremos com as mãos cheias. Um poderá ter um hino; outro, uma doutrina; outro, uma língua; outro, uma interpretação; outro, uma revelação. Em outras palavras, o que temos é variado e diferente, mas todos temos alguma coisa.
Todos — cada um tem. Todos os irmãos e irmãs, cada um tem. Viemos com as mãos cheias. Como será rico o nosso tempo juntos, e como o coração de Deus ficará satisfeito!
O problema é que ou somos preguiçosos durante a semana ou somos infiéis, e então os céus sobre nós são como bronze. Quando chegamos, chegamos vazios. Queremos ser cheios; queremos ser cheios novamente.
Portanto, irmãos e irmãs, isso é importante. É responsabilidade de cada irmão — não apenas de alguns irmãos ou irmãs que carregam todo o peso diante do Senhor e, por assim dizer, tentam arrastar e puxar os demais. Cada irmão e irmã deve vir com algo preparado.
Traga alguma coisa. Pergunte ao Senhor: “O que Tu queres que eu traga como expressão de adoração a Ti?”
É verdade que todos traremos algo, e provavelmente tudo será diferente — alguns trarão salmos, muito poéticos; outros, doutrina, línguas, interpretações ou revelações. Mas cada um precisa ter algo para trazer. Essa é a segunda coisa.
Na adoração coletiva, cada um precisa fazer alguma coisa. Irmãos e irmãs, isso é importante.
Terceiro: o último versículo, 1 Coríntios 14:40:
Mas faça-se tudo com decência e ordem.
Suponham que todos tragam alguma coisa. Suponham que todos estejam com as mãos cheias. Sem dúvida, o que trazemos é variado e diferente, porque nosso Deus é tão rico. Quando juntarmos tudo o que trouxemos, haverá falta de beleza e desordem? Creio que sim, a menos que sejamos guiados pelo Espírito.
Suponha que você venha ao momento de adoração e que, durante a semana, o Senhor lhe tenha mostrado Seu amor por você. Ele lhe mostrou como o ama. Então, você traz de volta o amor de Deus e deseja apresentar esse amor a Ele.
Suponha que outro irmão tenha passado por grandes dificuldades durante a semana. Ele começa a se identificar com Cristo em Seus sofrimentos e sente todos os sofrimentos de Cristo. Então, vem com esse espírito de sofrimento e deseja oferecê-lo a Deus.
Ou suponha que outra pessoa tenha sido guardada pelo Senhor em meio a tentações e provações durante a semana. Ela vê a fidelidade do Senhor e deseja oferecer de volta a Deus Sua fidelidade. Outra pessoa experimentou uma vitória de Cristo; outra experimentou a disciplina da cruz em sua vida.
Todos viemos com coisas diferentes e, quando começamos a adorá-Lo, em um momento vamos a uma casa de luto e, no momento seguinte, a uma festa de casamento. Tudo fica caótico e confuso.
Tudo isso vem do Senhor, mas faça-se tudo com decência. “Com decência” significa de maneira bela, com beleza. Faça-se tudo harmoniosamente. Faça-se tudo como em uma orquestra.
Em uma orquestra, há todos esses instrumentos. Alguns são como um violino; outros, como uma harpa; outros, como um clarinete. Todos os tipos de instrumentos produzem sons diferentes, mas se harmonizam. Tocam em sincronia.
Como isso é possível? Como pode haver ordem? Significa que não há confusão, notas dissonantes, perturbação nem distração. Tudo vai se desenvolvendo e se desenvolvendo até chegar a um ponto culminante.
Graças a Deus, temos um Regente, e esse Regente é o Espírito Santo.
Ah, irmãos e irmãs, quando nos reunimos com as mãos cheias e prontos para oferecer, somos como músicos sentados em seus lugares, com seus diferentes instrumentos. Seus olhos estão no regente. Você não simplesmente chega e começa a tocar.
Todos os olhos estão no regente. Quando a batuta do regente começa a se mover, os instrumentos tocam conforme são regidos. Há um momento para você entrar, e há um momento para ficar em silêncio.
Irmãos e irmãs, esse é o Espírito Santo. Cremos que o Espírito Santo está presente. Cremos que Ele está nos regendo, nos guiando e nos conduzindo na adoração e no louvor. Quando Ele está conduzindo, não há confusão.
Não pode ser simplesmente um puxando para cá e outro puxando para lá. Vocês verão que tudo acontece no momento certo e vai se desenvolvendo e se desenvolvendo, até chegarmos ao momento em que partimos o pão e bebemos o cálice. Tudo é feito com beleza e ordem.
A ordem não é estabelecida de antemão; isso seria um programa. A ordem é estabelecida por Deus — estabelecida por Deus.
É por esse motivo que precisamos de entendimento e domínio próprio.
Irmãos e irmãs, em uma reunião, há o espírito da reunião. Quando o Espírito Santo está agindo em uma reunião, há o espírito da reunião.
O Espírito é como o vento. Quando o vento sopra, há uma direção. Portanto, quando o Espírito nos conduz, haverá uma direção. Não é confusão.
É aqui que precisamos de entendimento. Precisamos compreender e discernir a direção do Espírito Santo. Para onde o vento sopra? Como o Espírito está conduzindo? À medida que o Espírito conduz, nós seguimos. Cooperamos.
Suponha que o espírito da reunião esteja cheio de alegria, e você venha com um gemido. Não há entendimento nisso. Você pode ir a uma festa de casamento e ficar gemendo e gemendo? Você estraga toda a atmosfera.
Precisamos de entendimento, e é nesse momento que precisamos de domínio próprio. Por quê?
O espírito do profeta está sujeito ao profeta.
Você diz: “Tenho uma profecia”. Muito bem, você tem uma profecia. Mas isso significa que, por ter uma profecia, você precisa profetizar? Algumas pessoas dizem: “Não consigo me conter. O espírito de profecia está sobre mim. Preciso profetizar, seja meia-noite ou não. Seja o momento certo ou não, preciso profetizar”.
Não. O espírito do profeta está sujeito ao profeta. Dois ou três são suficientes; se houver muitos, fique em silêncio. Não há nada de errado com a profecia. Deus lhe deu essa profecia, mas talvez não seja o momento certo.
Pensem em uma orquestra. Pode ser um momento muito suave, e talvez uma flauta esteja tocando. Então, de repente, um instrumento muito forte irrompe. Isso é feio.
Ah, graças a Deus, quando o povo de Deus se reúne, há muito que precisamos aprender. Às vezes pensamos que somos gênios. Podemos simplesmente nos reunir, participar da reunião, servir ao Senhor, adorar o Senhor, e já sabemos como fazer isso. Não, há muito que precisamos aprender, especialmente quanto ao momento de adoração.
Irmãos e irmãs, repito mais uma vez: como precisamos conhecer a mentalidade de um adulto! Como precisamos exercer domínio próprio!
Essa é a verdadeira questão. Às vezes, quando falamos dessas coisas, as pessoas dizem: “Bem, se é tão difícil assim, o mais inteligente é ficar de boca fechada. Não participe. Seja apenas passivo. Assim você nunca poderá errar”.
Sim, você nunca poderá errar, mas está errado. Está errado porque esse é o momento em que todos devemos trazer algo ao Senhor.
O Senhor Jesus disse:
Onde estão os nove?
Não curei dez? Onde estão os nove?
Apenas um estrangeiro voltou, retornou e deu graças a Deus.
Ah, irmãos e irmãs, que o Senhor nos ajude. Vamos orar?
Ó Pai celestial, reconhecemos que há muito que precisamos aprender.
Senhor, simplesmente abrimos nosso coração diante de Ti e oramos para que sejamos uma igreja adoradora, que verdadeiramente possa adorar em espírito e em verdade e trazer grande alegria ao Teu coração. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.